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Sidney Pullen foi jogador e árbitro na mesma Copa América

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Sidney Pullen foi jogador e árbitro na mesma Copa América

 

A história do primeiro internacional brasileiro que nasceu fora do país.

 

Muitas selecções mundiais tiveram/têm jogadores brasileiros naturalizados. Portugal ainda tem Pepe, mas já teve Deco e Liedson, a Espanha tem Thiago Alcântara e Diego Costa, mas já teve Donato e Marcos Senna, a Itália tem Tiago Motta. Poderiamos citar dezenas de exemplos. O contrário já é mais raro. O primeiro de poucos nasceu em Southampton, Inglaterra ainda no século XIX, e esteve com a selecção brasileira na primeira Copa América em 1916. Só que não esteve nessa competição apenas como jogador. Também foi árbitro.

 

Como é que isto aconteceu? A explicação mais simples é: não havia árbitros suficientes. Segundo contam Pedro Paez e Daniel Pineda no livro “Copa América: 100 anos de história, anedotas e curiosidades”, Pullen foi um dos quatro árbitros do torneio, sendo que outro deles era Carlos Fanta, treinador da selecção chilena. Só havia quatro selecções no torneio (Uruguai, Chile, Brasil e Argentina) e iriam disputar-se apenas seis jogos em regime de poule. Não havia eliminatórias. Quem fizesse mais pontos, ganhava.

 

Pullen dirigiu um Argentina-Chile (6-1 para os argentinos), enquanto Fanta esteve em três. Não há registo de grandes polémicas com estes homens de dupla função e a prova de que não tiveram influência foi que nem Brasil, nem Chile foram os primeiros campeões da América do Sul. O Uruguai, que mais tarde viria a ser o campeão mundial em 1930, foi quem ganhou na Argentina.

 

A história de Pullen é bem mais que esta curiosidade. Ele foi o primeiro internacional brasileiro que não nasceu no país. Filho de pai britânico e mãe brasileira, Pullen acompanhou a família para o Brasil no início do século XX porque o pai foi transferido pela empresa onde trabalhava para o Rio de Janeiro. O jovem Sidney começou a jogar futebol no Paysandu carioca (o clube mais conhecido com este nome é, no entanto, de Belém do Pará), fundado por ingleses.

 

O jovem habilidoso e franzino ainda foi campeão estadual no Paysandu, antes de se mudar para o Flamengo. Depois da participação na Copa América de 1916, onde teve as suas três únicas internacionalizações com o Brasil, Pullen foi recrutado pelo exército britânico para combater na I Guerra Mundial, regressando ao Rio de Janeiro no ano seguinte. O pai Hugh também teve o seu lugar na história do Flamengo. Para além de ser o tesoureiro, foi ele que inventou um dos primeiros equipamentos do clube, o equipamento “cobra coral” (riscas negras, brancas e vermelhas), abandonado em 1916 porque eram as cores da bandeira alemã durante a guerra.

 

Pullen jogou no Flamengo até 1925, conquistando cinco títulos estaduais, e tornou-se num dos primeiros ídolos do clube. Este britânico feito brasileiro morreu em 1950, é relembrado com um bom jogador e era do tempo em que as rivalidades não chegavam nem de perto nem de longe aos extremos que se vêem no futebol contemporâneo. “Depois de ter parado, costumava vê-lo a jogar ténis no Fluminense”, recordava em 2002 ao site UOL Fernando Botelho, antigo guarda-redes do Flamengo.

 

Público

Editado por Lebohang

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Não sei muito bem como funcionará a lei da nacionalidade brasileira (a actual ou a dessa altura), mas um gajo que é filho de uma brasileira, em princípio será brasileiro de origem e não um naturalizado. O primeiro parágrafo do texte perde logo todo o sentido.

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Não sei muito bem como funcionará a lei da nacionalidade brasileira (a actual ou a dessa altura), mas um gajo que é filho de uma brasileira, em princípio será brasileiro de origem e não um naturalizado. O primeiro parágrafo do texte perde logo todo o sentido.

 

Atualmente tens razão, na altura não sei.

CAPÍTULO III

DA NACIONALIDADE

 

Art. 12. São brasileiros:

 

I - natos:

 

a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;

 

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;

 

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007)

 

Mas como foi emendado em 2007 anteriormente se calhar não era assim.

Editado por Zgruli

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