frnk th tnk Publicado 17 Setembro 2019 Aid workers warn of catastrophe in Greek refugee camps Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 14 Janeiro 2020 (editado) Migrant crisis: Eight children die as boat sinks off Turkey Li este titulo e gostava que todos fizessem esta reflexão de tentar perceber o que sentiram ao ler a noticia, ao ler o titulo que diz tudo. Oito crianças morreram na travessia Turquia-Grécia, eu li e as primeiras coisas que me surgiram foi: "mais um caso", não houve surpresa. É desumano, literalmente. Porque logo a seguir aparece outra coisa no feed e a mente já se quer focar ai, sem luto sem compreensão sem nada. Estamos a desumanizar-nos porque nem compreendemos o que se está a passar. Parar um bocado e perceber o mais simples: morreram oito crianças numa travessia cruel e desnecessária. Dar o respeito e o luto devido a estas oito vidas, porque elas merecem esse respeito, um minuto que seja das nossas vidas. Muitas passaram e muitas virão, mas ficar neste estado de morte sem luto tem que acabar, porque nos afecta a todos nós. Vemos uma coisa, depois outra e ali outra e fica normalizado. Não é assim, não pode ser. Editado 14 Janeiro 2020 por frnk th tnk 2 1 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 14 Janeiro 2020 Epa só notícias tristes neste tópico Já se falou na Europa fortaleza aqui? Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 15 Janeiro 2020 https://www.nytimes.com/2019/09/08/world/europe/migrants-africa-rwanda.html Compartilhar este post Link para o post
jean-luc godard Publicado 1 Fevereiro 2020 A guerra não tão invisível no centro de Atenas O Governo de Kyriakos Mitsotakis declarou guerra às ocupações que acolhem refugiados no bairro ateniense de Exarchia. Anarquistas resistem como podem e dizem que as ocupações são a linha da frente no combate ao recrutamento de refugiados pela máfia albanesa. Percorreu centenas de quilómetros a pé e desembarcou na costa do Norte da Grécia sem poder olhar para trás. Pediu asilo e, abandonado à sua sorte e sem rumo, Wahid Nabizada, do Afeganistão, apanhou um comboio para Atenas, onde vagueou pelas ruas da capital à procura de um tecto que o abrigasse do frio e da chuva. Desde Dezembro que vive numa ocupação anarquista em Exarchia e, agora, corre o risco voltar às ruas e de cair nas mãos da máfia albanesa com a guerra declarada pelo Governo do Nova Democracia contra as ocupações que albergam centenas de refugiados. “Vivo aqui por não querer viver na rua”, contou ao PÚBLICO o jovem afegão, de olhos verdes e com pouco mais de 20 anos. “Sou refugiado, mas não quero sê-lo. Nunca o quis. Quando abandonamos as nossas casas e países, ficamos sozinhos, mesmo quando estamos rodeados de pessoas”, disse, referindo não poder regressar ao Afeganistão por ter a sua vida em risco: não acredita no islão e pode morrer às mãos da sua família. Além da solidão, o estar sozinho foi-lhe prejudicial quando tentou pedir alojamento nos campos de refugiados sobrelotados, que privilegiam famílias, enquanto espera pela resposta do pedido de asilo – pode demorar um a dois anos. “Não queria ficar na rua e não tinha nada: não tinha dinheiro para a renda nem sítio para ficar”, admitiu, referindo que vive com 150 euros mensais, dados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. São insuficientes para encontrar um pequeno quarto numa capital onde a gentrificação avança a passos largos e num país onde o fomento do turismo é a estratégia económica do novo Governo de direita. Nabizada é um entre as centenas de milhares de refugiados que têm chegado à Grécia por terra e por mar, desde 2015, e sabendo que o Estado grego era incapaz (ou tinha falta de vontade, segundo os críticos) de lhes dar resposta, vários colectivos anarquistas ocuparam edifícios abandonados há anos. Remodelaram-nos e abriram a porta a centenas de refugiados por quanto tempo precisassem, o que é, constatou o PÚBLICO, melhor que os centros de detenção e campos. O histórico bairro anarquista de Exarchia, no centro de Atenas, foi e é o epicentro desse movimento que já albergou mais de dez mil refugiados nos últimos cinco anos e que, agora, está sob ataque do primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis. e do seu sobrinho, Kostas Bakoyannis, presidente da Câmara de Atenas. “Não conseguem tolerar a mais leve oposição em assuntos relativos à imigração e refugiados. Daí estarem completamente obcecados por esta velha conspiração neofascista de a Europa estar a ser islamizada”, criticou Kostas (nome fictício), anarquista de 43 anos e membro de uma casa ocupada. Um dos membros do Governo que têm usado o argumento de a Europa estar a ser “invadida” e a sua população substituída é Makis Voridis, ministro da Agricultura e antigo vendedor de livros que negam o Holocausto. “Nunca gostaram de ocupações, mas, como agora há algumas que albergam refugiados, estão numa óptima posição para as criminalizar.” Guerra declarada O jovem afegão foi apanhado no meio de um conflito que começou com a criminalização das ocupações em Abril, ainda durante o Governo do Syriza. O executivo de Alexis Tsipras queria conquistar o eleitorado conservador, declarando-lhes guerra, mas o ponto de viragem foi a vitória da Nova Democracia nas legislativas de Julho. Mitsotakis prometeu repor a “lei e a ordem” e “limpar” Exarchia, declarando-a berço de criminalidade e violência; e apontou o dedo aos refugiados e aos anarquistas, prometendo reforçar as forças de segurança. E fez um ultimato aos anarquistas para que abandonassem as casas ocupadas até 5 de Dezembro, o que não aconteceu. “Lembro-me do primeiro dia depois das eleições. Estava no exterior de uma ocupação e três, quatro motos da polícia passaram por mim e gritaram: ‘Vão todos para a cadeia’”, relembrou Pavlos (nome fictício), anarquista de 40 anos e membro de uma ocupação. Desde a queda da ditadura dos coronéis, em 1974, que Exarchia é o bastião do movimento anarquista grego, um dos maiores da Europa, e um dos mais importantes centros de vida intelectual da esquerda e movimentos antiausteridade no continente. Vêem-se bares, restaurantes e hotéis ao lado de casas ocupadas e basta descer-se uma rua em direcção à praça principal para se encontrar traficantes de droga, passando-se por livrarias, lojas de arte e até de brinquedos. A vida nocturna é a grande atracção no bairro e o chamado “turismo alternativo” uma das suas fontes de vida. As operações policiais começaram logo em Julho e continuaram em Agosto, muitas delas na mesma semana. Várias casas ocupadas das mais de duas dezenas que existem foram despejadas e pelo menos 143 refugiados enviados para campos de detenção, denunciados por organizações humanitárias por terem condições deploráveis. “Primeiro atacaram as casas ocupadas mais vulneráveis e com menos apoio político em Exarchia, as de refugiados, depois atacaram as casas ocupadas mais sólidas. Agora atacam as de outros bairros, os mais isolados, e a seguir vão voltar a atacar as mais sólidas em Exarchia”, disse Pavlos. Mas o Governo sofreu um percalço e teve de recuar, pelo menos por agora. Em Dezembro, a polícia despejou uma casa ocupada isolada no bairro de Koukaki e acabou por entrar sem mandado na casa do conhecido realizador Dimitris Indares, atirando-o para o chão. Deteve-o e aos seus dois filhos e, para o justificar, acusou Indares de tentar roubar a arma a um polícia e um dos filhos de atirar pedras à polícia que tentava entrar no prédio ao lado. Semanas depois, já em Janeiro, a versão das autoridades revelou-se falsa e o executivo viu-se obrigado a recuar temporariamente perante a onda de indignação face à violência e arbitrariedade policiais. O caso de Indares, conservador que votou na Nova Democracia, foi o mais mediático de uma violência que há meses se sente nas ruas de Atenas: os relatos de casos de assédio, espancamentos, detenções e de passar revista fora da legalidade têm sido constantes. Houve até o caso de um empregado de bar detido e levado para o topo do Ministério da Cultura, situado em Exarchia, e onde os agentes da ditadura dos coronéis costumavam torturar os opositores do regime. Foi obrigado a despir-se, a fazer danças sexuais e espancado durante horas, até ser abandonado na rua. A enorme presença da polícia em Exarchia, sem que se saiba quais são as regras pelas quais se rege, é apontada como um dos principais factores para o aumento da violência policial, a que se junta a infiltração da extrema-direita nas suas fileiras. Muitas são as esquinas onde unidades antimotim, com escudos e máscaras de gás, estão em prontidão e a unidade de elite da polícia, motorizada, circula pelas proximidades e leva a cabo ataques-relâmpago. “A polícia está nos limites de Exarchia e pode entrar e bater-nos em menos de dois minutos. Também há muitos polícias à paisana e até drones”, disse Pavlos. A revogação da chamada “lei de asilo nas universidades”, legado histórico da revolta no Politécnico de Atenas, em 1973 e contra a ditadura dos coronéis, é encarada pelos críticos de Mitsotakis como mais um passo no cerco ao movimento anarquista. O instituto superior, muito próximo de Exarchia, sempre foi um espaço seguro para os militantes por a lei impedir a polícia de entrar nos seus espaços, excepto com autorização do reitor, algo muito raro. O Governo argumenta que a lei permite a venda de droga nas universidades sem que a polícia possa fazer algo para o combater. Máfia albanesa prospera É suficiente passar-se duas vezes pela mesma unidade antimotim em Exarchia para se chamar a atenção e o melhor é mesmo fazerem-se percursos diferentes na ida e na volta. Mas, muitas das vezes, basta a cor da pele para chamar a atenção da polícia, que não hesita em pedir a identificação – a lei grega permite fazê-lo sem justificação. “Até ao momento não senti medo da polícia por ser sempre amigável, pois tenho papéis”, contou Nabizada, referindo ser um privilegiado. Mas o jovem afegão sente medo quando anda na rua e a impunidade de quem ataca refugiados é gritante: “Há grupos contra refugiados e sempre que vêem um atacam-no. Claro que tenho medo pelo que me pode acontecer.” O Governo argumenta que o enorme aparato policial nas ruas de Exarchia visa combater a criminalidade, mas a verdade é que não está a ter os efeitos desejados. Os refugiados sentem medo quando circulam pelo espaço público e a máfia albanesa, que se dedica ao tráfico de droga e de armas, tem prosperado no bairro. “O Governo põe no mesmo patamar as ocupações e a máfia. Se se for anarquista em Exarchia, é-se o primeiro alvo, porque nunca terão uma solução permanente para a máfia”, comentou Kostas. Os moradores queixam-se de que assaltos e furtos são comuns e, na praça, dezenas de traficantes actuam às claras. É impossível caminhar-se sem se ser várias vezes interpelado pelos traficantes, e a cada recusa aliciam o passante com novas promessas de droga. As operações policiais, cada vez mais comuns, por vezes duas na mesma tarde, pouco efeito têm, apesar do grande aparato que causam: alguns traficantes são detidos e, horas depois de libertados, lá estão novamente. E a maioria são refugiados. Os chefes da máfia têm recrutado os seus soldados entre os refugiados, muitos deles desacompanhados e menores de idade, sem que as autoridades façam algo para o impedir. “O que mudou na forma como a máfia trabalha é o facto de a maioria dos seus soldados virem da população menor e imigrantes com muito pouco futuro. É um fenómeno semelhante ao das crianças-soldado”, explica Kostas. Mas, continuou, os “chefes são brancos e dos Balcãs, o que faz com que seja muito mais fácil usar a narrativa do racismo”. E Nabizada sabe que pode ser esse o destino que o espera se a casa onde vive for alvo de despejo. A subida da criminalidade vem dos tempos do executivo do Syriza ao lançar a estratégia de “policiamento suave”, uma tentativa de oferecer aos colectivos anarquistas protecção da polícia (até Abril) limitando a intervenção das autoridades no bairro. Manter a polícia fora de Exarchia foi visto como a melhor estratégia para evitar os ataques dos agentes sem se mexer nas forças de segurança, há muito acusadas de violência policial e infiltradas pela extrema-direita. Mas a retirada da polícia – e não a mudança da sua actuação – trouxe um grande risco: a máfia ocupou o espaço deixado vago, e os anarquistas não têm tido capacidade para a obrigar a recuar no espaço público. Uns tentam transformar o bairro com espaços verdes capazes de atrair famílias, como jardins autogeridos, enquanto outros optam por acolher os refugiados para evitar que se tornem soldados da máfia. “As casas ocupadas são a linha da frente para evitar que muitos refugiados se tornem soldados da máfia e a máfia ataca muitas vezes refugiados”, explicou Kostas. Uma primeira linha da frente onde os refugiados têm “várias aulas e actividades” para que possam seguir o seu rumo mal tenham os seus pés mais assentes, sublinhou Nabizada. Mas também há anarquistas que escolhem enfrentar o crime organizado cara a cara. Há alguns meses, alguns raptaram dois traficantes e a máfia ripostou, sabe o PÚBLICO, enviando-lhes uma lista com nomes dos membros do colectivo – uma ameaça clara de morte, se não os libertassem. Foram libertados. E, em 2018, um grupo de anarquistas reivindicou a morte de um traficante egípcio por este ter atacado três anarquistas e estar por detrás de vários crimes no bairro, entre eles o tráfico de droga. Gentrificação avança a passos largos Quem combate a máfia acusa as autoridades de nada fazerem contra a criminalidade por quererem transformar Exarchia num centro turístico, ao obrigarem os moradores a venderem as suas casas. “Já vi a gentrificação acontecer três vezes em bairros diferentes de Atenas. Permite-se a criminalidade, as pessoas vendem as suas casas e depois alguém as compra ao preço mais baixo possível”, garantiu Pavlos. “Exarchia é a melhor parte de Atenas. Está mesmo perto da Praça Syntagma, de Omonia, de Kolonaki, a zona mais rica de Atenas. Os preços das casas não estão a descer, estão a subir. Se alguém se conseguir manter no bairro, sabe que daqui a dois, três anos o seu apartamento vai valer o dobro.” Com a economia grega numa situação relativamente estável (a austeridade continua a ser a regra), o Governo de Mitsotakis quer promover o crescimento económico, apostando numa estratégia de promoção do turismo, aproveitando as comemorações dos dois séculos de independência grega do Império Otomano, em 2021. “Querem transferir o turismo das ilhas para Atenas. Na capital consegue-se hospedar pessoas o ano inteiro, enquanto nas ilhas apenas alguns meses por ano, no Verão”, continuou Pavlos. Nos anos da crise económico-financeira, o aluguer das suas casas na plataforma AirBnb foi a bóia de salvação para muitos gregos que se confrontavam com sérias dificuldades em pagar as suas contas ao final do mês. Mas, hoje, a plataforma é vista como o grande inimigo por ter aumentado os preços das rendas na ordem dos 30% desde 2016, segundo a BBC. Exarchia é o segundo bairro ateniense com mais apartamentos na plataforma. “Apoiantes do AirBnb vão para casa. Aqui temos luta de classes. São um alvo”, lê-se numa faixa preta na Praça de Exarchia. O aviso está dado, dizem os anarquistas, que prometem não baixar os braços na defesa das casas ocupadas. Resta saber como o farão. https://www.publico.pt/2020/02/01/mundo/noticia/guerra-nao-tao-invisivel-centro-atenas-1901814 1 Compartilhar este post Link para o post
jean-luc godard Publicado 2 Fevereiro 2020 Citação de Hammerfall, há 1 hora: Calma Eliel mas o meu texto é interessante 😞 1 Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 2 Fevereiro 2020 Citação de Syn, há 14 minutos: mas o meu texto é interessante 😞 Nem foi por aí, foi mesmo pelo wall of text. De certeza que não era nada tirada da twilight zone 😙 Compartilhar este post Link para o post
toze2 Publicado 2 Fevereiro 2020 Obrigado pela partilha @Syn 1 Compartilhar este post Link para o post