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Kygo

[Debate] Favor ou contra o acolhimento de refugiados na Europa?

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Abri este tópico para debatermos exclusivamente este tema que está nas bocas do mundo actualmente e perceber a maioria da opinião dos users do CMPT.

 

Eu sinceramente percebo ambos os lados, mas estou mais inclinado para o "contra" porque tenho medo que a Europa perca um pouco da sua indentidade e se transforme numa "França"

Editado por Kygo

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a favor. e gostava de dar refugio a uma sara sampaio síria.

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A favor. Isto tudo é obra que teve origem da intromissão dos EUA e na forma como mexeu nas balanças do poder no Médio Oriente. A Europa consentiu. Estes mesmos colocam um pé atrás sobre os conflitos naquela região do mundo e neglegenciam a sua responsabilidade pelos atos. Mesmo que nada consigam através de resoluções nas Nações Unidas, continuam impávidos mesmo após observar-se que danos severos já foram feitos. Não há volta a dar e virar as costas só resultou nesta belíssima m*rda de milhares de pessoas serem obrigadas a fugir para aqui. A prioridade número 1 deveria ser a tentativa de estabilização nos países envolventes a Israel e criar condições para que a grande maioria destas pessoas de bem não tenham que fugir e deixar tudo para trás. Além de que a UE devia fazer pressão sobre a Liga Árabe para começar a responsabilizar-se pelo destino dos seus fiéis conterrâneos até porque seria uma rota bem mais de fácil acesso do que pela Turquia ou mediterrâneo.

 

Sei que às vezes é lixado olhar para tv e ver alguns deles a queixarem-se de poucas condições na receção como se lhes devessemos alguma coisa. Eu entendo a histeria irritante de arco-íris sobre todo este caso também. Mas isso não implica que tem de haver uma resposta contrária por impulso. É uma questão de humanismo mesmo. Só me chateia é nada estar ser feito em uma solução a longo prazo.

Editado por BFC=Trincos_Everywhere

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Sou a favor, mas ainda não entendi como paises ricos como Arabia, Qatar, Emirados Arabes Unidos, não acolhem estes refugiados, questões politicas? religiosas?

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A favor embora na Suécia esteja a haver protestos há alguns anos devido aos refugiados :estrelas:

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Parabéns ao Kygo pela iniciativa.

 

Pessoalmente ainda não tenho uma posição definida sobre o assunto. Racionalmente, sou contra mas também não consigo pensar numa solução para as pessoas que, dentro do seu direito, procuram uma vida melhor.

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A favor, toda a gente tem o direito de procurar melhor para si e para a sua familia.

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A HISTÓRIA NÃO PERDOA

 

Miguel Sousa Tavares | Expresso | 30.05.2015

 

Segunda-feira passada, uma notícia de “Le Monde” rezava assim: “O Estado Islâmico avança e os Estados Unidos não se mexem”. Podia ter escrito antes “A Europa não se mexe”, ou “A França não se mexe”, ou “A Inglaterra não se mexe”. Mas, ao atribuir a responsabilidade de uma resposta exclusivamente aos Estados Unidos, o jornal francês mostrou que certas coisas nunca mudam: quando há um trabalho sujo e difícil para fazer, quando é preciso arriscar vidas, a Europa confia que os Estados Unidos façam esse trabalho — mesmo que a ameaça ocorra dentro ou junto das fronteiras da Europa.

 

Verdade se diga que, neste caso, a responsabilidade dos EUA vem de trás: a emergência, na Síria e no Iraque, do Estado Islâmico, é uma consequência directa da irresponsável e criminosa Segunda Guerra do Iraque, lançada por esse infeliz ex-Presidente americano George W. Bush. Os que — aqui, como em diversas partes do mundo — usaram as suas tribunas, o seu poder e a sua influência sobre as opiniões públicas para as fazer engolir as mentiras fabricadas pela Administração Bush a fim de justificar uma guerra injustificável e sem sentido, bem podem dormir o sono dos irresponsáveis, mas não o dos justos: os 400 mortos que o EI assassinou nos três primeiros três dias após a conquista da cidade síria de Palmira, são apenas as últimas vítimas à data de uma ideologia de violência demencial que o mundo jamais tinha testemunhado, nem sequer sob o terror nazi. E tornada possível como sequela dessa guerra, entre todas, exemplo da leviandade dos decisores políticos.

 

Verdade se diga também que a França foi um dos países que, no Conselho de Segurança da ONU, compôs a maioria que resistiu ao pedido de invasão do Iraque apresentado por George W. Bush, tornando assim a intervenção ilegal à face do direito internacional. Dominique de Villepin, então ministro dos Estrangeiros da França, chegou a dizer ao secretário de Estado Colin Powell que as alegadas provas da produção de armas de destruição maciça, incluindo nucleares, por parte do regime de Saddam Hussein, não passavam de “uma falsificação grosseira” — (como o próprio Powell admitiria mais tarde, confessando-se enganado pelo seu próprio Governo). Também o então secretário do Tesouro americano, Paul O’Neill, declararia depois que, assim que tomou posse (em 2001 e através de uma nunca antes vista eleição fraudulenta), Bush já vinha determinado a invadir o Iraque, tendo pedido aos serviços secretos que lhe descobrissem um pretexto. O pretexto foi a inventada existência das tais armas de destruição maciça, que os inspectores da ONU no terreno e a Agência Internacional do Nuclear reiteradamente desmentiram. Mas que o célebre “quarteto da guerra” da cimeira dos Açores (Bush, Blair, Aznar e Barroso) juraram ser verdadeiro. Grandes líderes enganaram-se muitas vezes e algumas delas com consequências trágicas. Churchill cometeu um erro de estratégia militar que custou centenas de milhares de vidas durante a I Guerra Mundial, em Gallipoli, e um erro político com funestas consequências na Índia. Mas foram erros e pagou por eles: o primeiro, com a sua demissão do Almirantado, o segundo, com a perda das eleições inglesas. A diferença é que o quarteto dos Açores não cometeu erros, cometeu crimes políticos, mentindo de perfeita consciência e sem curar de avaliar as consequências da sua decisão. Mas, excepto Aznar, todos foram perdoados e premiados: Bush com a reeleição para um novo mandado, Barroso com a presidência da Comissão Europeia e Blair com o cargo de represente da UE para o Médio Oriente — onde nada fez senão algumas visitas faustosas a Jerusalém, assim acrescentando uma fortuna acumulada a dar conferências e servir de conselheiro/facilitador a alguns governos pouco recomendáveis.

 

Os EUA vêem-se envolvidos num atoleiro político-militar em que os inimigos ocultos são os seus aliados oficiais e os aliados ocultos são os inimigos oficiais

 

Pior do que a invasão do Iraque e do prazer propagandístico de ir destruindo e eliminando as várias cartas do baralho com que os americanos classificavam as principais figuras do regime de Saddam, foi a destruição do Exército e do próprio Estado iraquiano e o reatar do clima de guerra civil entre sunitas e xiitas, que no passado já dera origem a uma guerra entre o Irão e o Iraque. O subsequente processo de “nation building” de um Iraque “livre e democrático”, feito em cima do papel por uma trupe de ignorantes profissionais aliada a grupos de empresários especializados na reconstrução de países destruídos, produziu os mesmos trágicos efeitos que antes já se tinham visto no Kosovo. Mas com várias agravantes: o Iraque, criado pelos ingleses após a I Guerra Mundial, é um aglomerado caótico de três nações, separadas por ódios tribais milenares e diferenças culturais e religiosas irreconciliáveis, que a ditadura de Saddam, apesar de tudo, mantinha como um arremedo de Estado — e que os americanos, pura e simplesmente, desprezaram. Tornou-se assim um país inviável, onde, como bem notou há dias o secretário da Defesa americano, “o Exército não quer combater o Estado Islâmico”. E como haveria de querer se os americanos decapitaram as chefias e, facilitando o regresso dos xiitas ao poder, instalaram o confronto nas próprias fileiras militares?

 

E foi assim, sobre as ruínas de um país artificialmente criado pelos interesses pós-coloniais e que, com a sua guerra particular, George W. Bush devolveu ao estado tribal, que o Estado Islâmico, finda a paciência dos contribuintes americanos para os custos do “nation building”, encontrou o vazio ideal para se instalar e, pelo terror sabiamente amplificado pelos modernos canais informativos das redes sociais, se ir espalhando como peste. E, ironia das ironias, só lhe resistem os curdos (que os americanos não querem armar para não ferir as susceptibilidades da Turquia, membro da NATO e apoiante discreto do EI), a Síria de Assad (declarado terrorista pelo Congresso americano), e o inimigo número 1 da América e do mundo livre — o Irão, que é o único país estrangeiro com tropas no Iraque, a combater os sunitas do EI, em defesa dos xiitas que os assassinos do EI degolam todos os dias. E quem protege o EI e o apoia? Os mesmos que protegeram e apoiaram a Al-Qaeda: a Arábia Saudita e o Qatar. Ou seja: os EUA vêem-se envolvidos num sarilho impensável e num atoleiro político-militar em que os inimigos ocultos são os seus aliados oficiais e os aliados ocultos são os inimigos oficiais. Se assumirem a contradição e aceitarem os que querem combater o EI, terão de legitimar a ditadura sanguinária de Assad, na Síria, e o Irão dos ayatollahs, fazendo vista grossa aos seus esforços para se dotar da bomba nuclear. E, de caminho, arriscam-se a alienar de vez a sua aliança com a Arábia Saudita e a ficarem cativos da chantagem de Israel. Se, pelo contrário, cruzarem os braços como “Le Monde” os acusa, e ficarem à espera que seja o inexistente Exército iraquiano a resolver o problema, arriscam-se a ver o EI tomar conta do Iraque e depois da Síria, tornando-se a nova potência regional e de uma irracionalidade nunca vista.

 

Eis onde nos conduziu a estupidez e o narcisismo de George W. Bush, ansioso por se declarar “um Presidente em guerra” e assim fazer esquecer a sua oculta e nada honrosa folha de serviço militar durante a guerra do Vietname — que, segundo os poucos dados oficiais disponíveis, passou ao serviço da Força Aérea… do Texas. Ele era o que era e mais não prometia; mas os seus aliados de circunstância bem que se podiam enterrar de vergonha ou remorso. Milhares de pessoas inocentes morreram devido ao seu ‘erro’ de avaliação, em 2004; milhões abandonaram as suas casas e as suas vidas para fugir ao terror do EI e naufragam no Mediterrâneo a tentar chegar à Europa que os traiu; e lá, nas terras da antiga Mesopotâmia, cresce e espalha-se um monstro que ainda olhamos como curiosidade exótica, antes de se transformar num pesadelo próximo e real. E os responsáveis políticos por isto dedicam-se à pintura, às conferências milionárias e às sinecuras universitárias onde dão lições sobre como gerir o mundo. Como se nada fosse com eles.

 

 

 

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Porquê?

Simplesmente porque não considero que a Europa tenha condições para alojar a quantidade de refugiados que vão/querem chegar cá. Alem disso, o que se está a fazer é alastrar a guerra à Europa e permitir a livre circulação de membros de grupos terroristas na Europa sem controlo absolutamente nenhum. É chato porque existem pessoas inocentes a sofrer com a guerra no seu país mas temos que nos perguntar se estamos dispostos a comprar uma guerra que não é nossa. Eu não estou. Tenho pena por alguns mas acima de tudo quero o meu bem estar e o bem estar dos meus.

 

Mas acho sempre curiosa a histeria solidária nas redes sociais à volta dos refugiados. É só dar um saltinho na Sta. Catarina para ver lá dezenas de pessoas a precisarem de alojamento e nem 20 centimos lhes dão.

 

Como já disse, tenho pena de alguns, mas faz-me alguma confusão patrocinar a vinda de ameaças para a Europa assim tão facilmente, dado que não há controlo nenhum sobre quem chega. A este ritmo, dou uns meses até existir um ataque terrorista numa das capitais Europeias.

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Visitante

A favor. E também sou a favor de uma intervenção séria nos países afectados, de forma a precaver que situações destas possam acontecer no futuro e, talvez, criando condições para que boa parte dos refugiados retornem aos seus países de origem, como muitos deles gostariam. Sei que uma intervenção militar pode ser arriscado, aliás, foi uma das causas do problema, mas a verdade é que deixaram as coisas a meio, e o diálogo não parece ser solução para aqueles lados.

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Simplesmente porque não considero que a Europa tenha condições para alojar a quantidade de refugiados que vão/querem chegar cá. Alem disso, o que se está a fazer é alastrar a guerra à Europa e permitir a livre circulação de membros de grupos terroristas na Europa sem controlo absolutamente nenhum. É chato porque existem pessoas inocentes a sofrer com a guerra no seu país mas temos que nos perguntar se estamos dispostos a comprar uma guerra que não é nossa. Eu não estou. Tenho pena por alguns mas acima de tudo quero o meu bem estar e o bem estar dos meus.

 

Mas acho sempre curiosa a histeria solidária nas redes sociais à volta dos refugiados. É só dar um saltinho na Sta. Catarina para ver lá dezenas de pessoas a precisarem de alojamento e nem 20 centimos lhes dão.

 

Como já disse, tenho pena de alguns, mas faz-me alguma confusão patrocinar a vinda de ameaças para a Europa assim tão facilmente, dado que não há controlo nenhum sobre quem chega. A este ritmo, dou uns meses até existir um ataque terrorista numa das capitais Europeias.

 

Tenho aqui as minhas duvidas. A tua pessoa em si e muita gente não tem culpa, mas são os governos occidentais que orquestram grande parte das intervenções nos paises do médo Oriente e da Africa, depois quando da m*rda, ninguém quer assumir as responsabilidades. O texto que publiquei mais acima, explica muito bem a questão.

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Não é uma questão de política, é uma questão humanitária. Nada pode ser ser superior ao deixar milhares e milhares de pessoas morrerem porque não os queremos cá...

 

E quanto à histeria é normal, é um tema que choca ainda para mais depois do que aconteceu com aquele miúdo. Mas não é por aí que se deva virar a cara, muito pelo contrário.

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A favor. E também sou a favor de uma intervenção séria nos países afectados, de forma a precaver que situações destas possam acontecer no futuro e, talvez, criando condições para que boa parte dos refugiados retornem aos seus países de origem, como muitos deles gostariam. Sei que uma intervenção militar pode ser arriscado, aliás, foi uma das causas do problema, mas a verdade é que deixaram as coisas a meio, e o diálogo não parece ser solução para aqueles lados.

 

São essas mesmas intervenções que criam este tipo de problemas. Eu sou contra isso.

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Acho que a maioria das pessoas é um pouco contra e um pouco a favor. Sou um desses. Por um lado sou contra, tenho a mulher desempregada, vai arranjando uns meses aqui e outros ali, ou seja, os países europeus mal estão a conseguir sustentar-se e criar emprego para todos, agora se acolher-mos não sei quantos refugiados, das duas uma, ou ficam desempregados a receber apoios a que a minha mulher não tem direito e eles têm, ou arranjam trabalho que podia ser dado à minha mulher. Falo na minha mulher, como podia falar nos milhões de desempregados por essa Europa fora.

Mas sou a favor, porque se tivesse no lugar deles, em que o meu país está em constante guerra, também iria querer que alguém me ajudasse.

É muito complicado :medinho:

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A favor, mesmo que seja só o remendo dum problema bem maior.

 

Simplesmente porque não considero que a Europa tenha condições para alojar a quantidade de refugiados que vão/querem chegar cá. Alem disso, o que se está a fazer é alastrar a guerra à Europa e permitir a livre circulação de membros de grupos terroristas na Europa sem controlo absolutamente nenhum. É chato porque existem pessoas inocentes a sofrer com a guerra no seu país mas temos que nos perguntar se estamos dispostos a comprar uma guerra que não é nossa. Eu não estou. Tenho pena por alguns mas acima de tudo quero o meu bem estar e o bem estar dos meus.

 

Mas acho sempre curiosa a histeria solidária nas redes sociais à volta dos refugiados. É só dar um saltinho na Sta. Catarina para ver lá dezenas de pessoas a precisarem de alojamento e nem 20 centimos lhes dão.

 

Como já disse, tenho pena de alguns, mas faz-me alguma confusão patrocinar a vinda de ameaças para a Europa assim tão facilmente, dado que não há controlo nenhum sobre quem chega. A este ritmo, dou uns meses até existir um ataque terrorista numa das capitais Europeias.

 

Se a tua visão é essa, até devias estar a favor. Isto é uma oportunidade enorme para a Europa. Se tivessemos governantes com visão e capacidade, poderíamos aproveitar esta vaga de população jovem que vem para uma Europa altamente empobrecida que está disposta a trabalhar para ter uma vida decente.

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Não me importo que a Europa ajude e aloje uns quantos refugiados, é preciso é saber se existem condições para isso, especialmente em Países como Portugal que acabaram de sair de uma recessão.

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Eu sou a favor desde que a pessoa tenha em mente que tem de respeitar a religião, a tradição e os costumes dos países que os acolhem. Não acho que faça sentido eu ir para França e exigir isto e aquilo, desrespeitar quem nos acolheu. Creio que o problema é mesmo esse.

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Acho que a maioria das pessoas é um pouco contra e um pouco a favor. Sou um desses. Por um lado sou contra, tenho a mulher desempregada, vai arranjando uns meses aqui e outros ali, ou seja, os países europeus mal estão a conseguir sustentar-se e criar emprego para todos, agora se acolher-mos não sei quantos refugiados, das duas uma, ou ficam desempregados a receber apoios a que a minha mulher não tem direito e eles têm, ou arranjam trabalho que podia ser dado à minha mulher. Falo na minha mulher, como podia falar nos milhões de desempregados por essa Europa fora.

Mas sou a favor, porque se tivesse no lugar deles, em que o meu país está em constante guerra, também iria querer que alguém me ajudasse.

É muito complicado :medinho:

 

Mas se é esse o caso tu então estás contra a emigração, certo?

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São essas mesmas intervenções que criam este tipo de problemas. Eu sou contra isso.

 

Eu sei. Mas estando o mal feito, os países ocidentais devem procurar resolvê-lo, e não deixar as coisas a meio ou com um governo instável, que foi o que aconteceu ;)

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Mas se é esse o caso tu então estás contra a emigração, certo?

 

Um bocado também. Mas lá está, falei na Europa, entre países da UE ainda vá, já que temos acordos para tudo e mais alguma coisa. Agora isto, pela wikipedia eles são 20M de habitantes, imagina que vem quase tudo embora, porque agora ainda são milhares, mas se começam a ver que os outros se safam ao chegar cá, começa a vir tudo, e depois? Daí ser uma questão muito complicada e eu ser a favor como contra. Se em alguns países ainda existem trabalhos em que os habitantes não querem fazer esses trabalhos, depois vão então portugueses ou outros que tais fazer os trabalhos que os outros não querem, em Portugal penso que não existem trabalhos que se rejeite, porque quem está desempregado sem subsídio e assim, já faz tudo e mais alguma coisa, onde é que vamos ter trabalho para quem vem? Além de que já se levantaram vozes a dizer que só lhes querem dar trabalhos forçados, quando se falou em eles irem para zonas desertificadas.

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