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Fernando Pimenta sagra-se campeão da Europa de canoagem

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Fernando Pimenta sagrou-se campeão da Europa de canoagem em K1 1000

O canonista português conquistou um título inédito em Moscovo, na Rússia, a dois meses dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

 

Fernando Pimenta sagrou-se esta manhã campeão da Europa de canoagem, em K1 1000. O canonista português conquistou um título inédito em Moscovo, na Rússia, a dois meses dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Fernando Pimenta, liderou do primeiro ao último metro da prova, batendo o dinamarquês Rene Poulsen, segundo classificado, e o húngaro Balint Kopasz , terceiro.

 

Esta é a primeira medalha de Portugal nos Europeus de canoagem, que decorrem até amanhã, dia em que Pimenta volta a ter nova oportunidade, em K4 1000, com Emanuel Silva, João Ribeiro e David Fernandes.

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Fernando Pimenta revalida título europeu em K1-1000

 

O português ainda vai disputar as finais de 500 e 5000 metros, no campeonato a decorrer na Bulgária.

 

O português Fernando Pimenta revalidou este sábado o título europeu em K1 1000 metros, nos Europeus de canoagem de velocidade, que estão a ser disputados em Plovdiv, na Bulgária. Pimenta cumpriu a regata em 3.29,032 minutos, deixando o dinamarquês Rene Poulsen e o húngaro Balint Kopasz a 1,080 e 1,304 segundos na segunda e terceira posições.

 

O português que em Maio conquistou o ouro em K1-1000 na I Taça do Mundo, em Montemor-o-Velho, liderou a regata de Plovdiv desde o início. O espanhol Marcus Walz, medalha de ouro na distância no Rio2016, não foi além do nono lugar na final, a 12,224 segundos de Pimenta.

 

"Fantástico! Sem duvida que é um grande objetivo cumprido. Não era apenas revalidar titulo, mas uma boa prestação, boas sensações, andar no grupo da frente", disse Pimenta à agência Lusa, momentos após subir ao mais alto lugar do pódio.

 

"Sabia que havia atletas a arriscar tudo na parte inicial e tinha de ser mais forte. O húngaro e o belga tentaram vir a meu lado para quebrar o ritmo, mas eu impus um ritmo bastante forte. Chegar a metade e sentir que ainda havia energia e geri-la até à parte final foi muito bom. Deu para deixar os adversários aproximarem-se e voltar a subir nos últimos metros. Sem dúvida que é um objectivo e sonho para qualquer atleta nesta especialidade", explicou.

 

O agora bicampeão europeu de K1 1.000 metros vai tentar revalidar o título continental em K1 5000 metros, no domingo, dia em que vai também disputar a final de K1 500. "Agora quero descansar e recuperar o melhor possível para estar no meu melhor. Após essas duas finais, começamos a trabalhar para o Mundial. Vamos pensar primeiro em conseguir as finais e depois é que podemos sonhar com algo mais", frisou.

 

O canoísta luso admitiu ter como objectivo um inédito título mundial, na competição a disputar em Racice, na República Checa, entre 23 e 27 de Agosto. "É o sonho de qualquer desportista, mas primeiro é preciso ter os pés bem assentes no chão. O nível da canoagem está muito alto, como se pôde ver hoje nesta final", referiu.

 

Na sexta-feira, o director técnico nacional de canoagem tinha feito “um balanço extremamente positivo” da estreia nos Europeus da Bulgária, depois das qualificações para cinco finais A e uma B nas sete possíveis. “Destaco os K4 500 em distâncias olímpicas, tal como o K1 1000 do Fernando Pimenta e o K2 500 da Joana Vasconcelos e da Teresa Portela”, afirmou Ricardo Machado.

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Ainda bem que este desporto é na água.... É que a pimenta está forte 8) :mrgreen:

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Mais duas medalhas, as últimas para Portugal no Europeu.

 

Joana Vasconcelos e Francisca Laia são vice-campeãs da Europa em K2 200

 

Fernando Pimenta conquista medalha de prata em K1 5000

 

Treinador aplaude desempenho “muito positivo” dos canoístas portugueses

 

Ryszard Hoppe mostra-se satisfeito com as três medalhas conquistadas nos Europeus da Bulgária. “Participámos com sete barcos e seis foram à final.”

 

O técnico nacional de canoagem Ryszard Hoppe fez, neste domingo, um balanço "muito positivo" das suas tripulações nos Europeus da Bulgária, com seis finais em sete possíveis e a prata de Joana Vasconcelos e Francisca Laia em K2 200.

 

"Participámos com sete barcos e seis foram à final. E ficamos muito contentes com a prata da Joana e Francisca, pois participaram barcos muito fortes. Só temos de continuar a trabalhar e juntar mais raparigas", disse.

 

Em declarações à Lusa, Hoppe considerou que a prata poderia ter sido ouro, caso Joana Vasconcelos não se tivesse desgastado duas horas antes na final de K2 500 com Teresa Portela, admitindo que essa diferença "não permite recuperar a 100%". "O importante é que mostraram potência, que vai ser útil para colocar no Mundial no K2 e K4 500", destacou.

 

Ryszard Hoppe valorizou muito o facto de as embarcações femininas se terem apurado para a final das três distâncias olímpicas (K1 200, K2 e K4 500), minimizando o facto de nenhuma das tripulações ter andado nos lugares da frente na final. "Foi muito importante o K4 ter entrado para o projecto olímpico. Isso vai dar-nos calma mais para a frente. Para o Mundial a Márcia Aldeias vai entrar para o lugar da Maria Cabrita para tentar o mesmo. E alargar as opções. Para o ano quero ter seis, sete canoístas a lutar", vincou, saudando o regresso de Teresa Portela ao grupo e lembrando que o desempenho está de acordo com o que esperava no primeiro ano do ciclo olímpico.

 

Teresa Portela sentia a "missão cumprida de entrar para as três finais olímpicas" (K1 200, K2 e K4 500), considerando que todas estiveram bem, embora pudessem estar melhor. "Melhorámos no K4, fizemos uma boa prova. No K2 não fizemos o nosso melhor, não percebi o que se passou. Em K1 queria entrar nas seis primeiras, mas não foi possível. Estava na pista nove, não percebia o que se estava a passar. Mas o mais importante foi ter ido às finais", frisou.

 

Portela reconheceu que viveu um "ciclo olímpico instável" até ao Rio2016, pelo que entende ser "muito importante" começar Tóquio2020 da "melhor forma" e definir este ano as tripulações para se focar até 2019, aquando do apuramento olímpico.

 

Hélder Silva foi sétimo em C1 e oitavo em C2 200 com Nuno Silva, regozijando-se por ter ido às finais, lamentando ter falhado a de C2 1000, a única que agora vai ser distância olímpica. "Se me comparar com os outros que também estão a mudar de distância dos 200 para os 1000, estarei no top-3. É continuar a trabalhar. Espero que nos mundiais já estejamos a um nível que nos permita estar entre os melhores, apesar de ser uma competição obviamente mais difícil", completou.

 

Nuno Silva acredita que a dupla está a "funcionar bem e tem boa margem de progressão", prometendo "muito trabalho para as finais A começarem a ser possíveis". "Nestes europeus até conseguimos surpreender-nos. Podíamos estar mais longe do objectivo. Já temos evoluído ao longo da época e estamos cada vez mais perto", concluiu.

 

Portugal conquistou três medalhas, com Fernando Pimenta a juntar a prata em K1 5000 ao ouro K1 1000, tendo Joana Vasconcelos e Francisca Laia subido ao segundo lugar do pódio em K2 200.

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