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Conselho de Segurança reúne-se para discutir primeiro ataque americano à Síria

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Conselho de Segurança reúne-se para discutir primeiro ataque americano à Síria

LILIANA BORGES e MANUEL LOURO

Mísseis foram dirigidos a base militar síria, em resposta ao ataque com armas químicas. Reino Unido apoia decisão da Administração Trump. Rússia classifica acção como "agressão a um membro da ONU".

PCP condena “agressão dos EUA à Síria”

Em comunicado, o Partido Comunista Português (PCP) condena “veemente” aquilo que chama de um “acto de agressão em clara violação do Direito Internacional e da soberania e integridade territorial do Estado sírio”.

 

“Trata-se de mais um acto de agressão que se insere na guerra que, desde há seis anos, é movida pelos EUA e seus aliados na Europa e no Médio Oriente – incluindo através da criação e apoio a grupos terroristas – contra a Síria e o seu povo”, declara o partido.

 

Além disso, os comunistas recordam “as campanhas de desinformação e manipulação que sustentaram as agressões ao Iraque e à Líbia”, denunciado que “este acto de agressão é desencadeado a pretexto de um alegado ‘ataque com armas químicas’” supostamente perpetuado pelo Governo de Bashar al-Assad. Sobre este incidente, o PCP recorda que as autoridades sírias negaram “categoricamente” qualquer responsabilidade afirmando que as “reais circunstâncias e autoria carecem de cabal esclarecimento”.

 

“Este ataque contra a Síria confirma que o objectivo dos EUA não é o combate ao terrorismo, mas o propósito de impor a sua hegemonia no Médio Oriente e no Mundo”, continua o PCP alegando que esta estratégia pretende “cortar caminhos de diálogo que levem à paz na Síria”.

 

“O PCP reafirma a solidariedade com a resistência da República Árabe Síria e do seu povo contra a agressão de que são vítimas e em defesa da soberania, independência e integridade territorial do seu Estado e da paz”, dizem ainda os comunistas, concluindo que “a Portugal exige-se uma postura que condene a agressão à Síria, e que pugne pela resolução”.

Por pouco os EUA não atingiram militares russos, diz Rússia

 

O primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev afirma que os mísseis que atingiram a base militar estavam bastante próximos dos militares russos, que por pouco não foram atingidos, cita a Reuters.

 

De acordo com os EUA, as forças norte-americanas avisaram a Rússia do ataque.

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Líderes mundiais reagem ao ataque dos EUA sobre a Síria

De Vladimir Putin a Theresa May, muitos líderes mundiais já manifestaram publicamente o seu apoio ou contestação ao ataque ordenado pelo presidente norte-americano contra a Síria.

 

Apesar da hora tardia do ataque, as reações diplomáticas não tardaram a chegar. Em baixo, segue uma lista com os países que apoiam e também aqueles que condenam a ação dos EUA, com as respetivas declarações. É uma lista em atualização.

 

A favor da ação dos EUA…

Reino Unido. Uma porta-voz de Theresa May disse que “o Governo do Reino Unido apoia totalmente o gesto dos EUA”. No comunicado, disse também que a base aérea atacada pelos EUA foi “usada para lançar os ataques químicos” do início desta semana.

 

Austrália. O primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, disse esta sexta-feira que “o Governo australiano apoia fortemente a resposta rápida e justa dos EUA”. Acrescentou ainda que “esta resposta foi calibrada, proporcional e dirigida” e que representa “uma mensagem para o regime de Assad”.

Israel. “Israel espera que esta medida face às ações terríveis do regime de Assad seja compreendida não só em Damasco, mas também em Teerão, Pyongyang e outros sítios”, escreveu a conta oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

 

Arábia Saudita. Em comunicado na agência estatal SPA, lia-se: “Uma fonte do ministério dos Negócios Estrangeiros expressou o total apoio do reino da Arábia Saudita às operações militares americanas contra alvos na Síria, que surge como resposta ao uso de armas químicas do regime sírio contra inocentes civis”.

 

Turquia. Da parte de Ancara, reagiuo vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmuş. “Como o nosso Presidente deixou claro, nós não queremos ouvir palavras, queremos ver ações. Neste aspeto, o ataque dos EUA na base militar é importante e significativo”, disse. Ainda assim, apelou a uma condenação mais vasta de Bachar al-Assad. “A comunidade internacional devia claramente continuar esta postura contra tamanha barbárie do regime de al-Assad até ele ser impedido de atingir o seu próprio povo”, disse o vice-primeiro-ministro da Turquia, que participa no esforço militar dos rebeldes sírios.

 

Japão. “Compreendemos que a ação tomada pelos EUA para prevenir que a situação na Síria piorasse”, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, à agência Kyodo. “O Japão vai coordenar-se com os EUA e o resto da comunidade internacional e vai desempenhar o seu papel para a paz e estabilidade mundiais.”

 

Portugal. O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que “Portugal compreende as posições dos seus aliados que são posições que procuram medidas de retaliação a crimes de guerra”. Mas Augusto Santos Silva também disse que o país aguarda as discussões do Conselho de Segurança da ONU e as posições dos “aliados europeus”.

 

Itália. “A Itália compreende as razões da ação militar dos EUA, proporcionada e oportuna como resposta a um inaceitável sentimento de impunidade, e também um sinal dissuasor do uso de armas químicas por Assad”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Angelino Alfano.

 

Espanha. “O Governo espanhol considera que a ação tomada pelos Estados Unidos nas últimas horas contra uma base militar na Síria é uma resposta proporcional ao uso de armas químicas contra a população civil por parte do exército sírio”. A Moncloa frisou ainda, no comunicado divulgado esta sexta-feira, que “mantém uma sólida lealdade com os seus aliados, é apoiante de uma ação concertada e internacional e lamentou que o “bloqueio do Conselho de Segurança das Nações Unidas não tenha tornado possível” essa ação conjunta.

 

União Europeia. Via Twitter, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, manifestou o apoio da União Europeia à intervenção militar norte-americana na Síria: “Os ataques dos EUA mostram uma determinação necessária contra bárbaros ataques químicos. A UE vai trabalhar com os EUA para pôr fim à brutalidade na Síria”. Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, também validou a intervenção de Trump: “O uso de armas químicas deve ter resposta”. Até à data, a União Europeia tinha-se mantido militarmente arredada do conflito na Síria, defendendo uma solução política para o problema.

 

Canadá. Justin Trudeau, declarou “apoio total” à ação “focada” dos Estados Unidos para “diminuir a capacidade do regime de Assad de lançar ataques com armas químicas sobre civis inocentes, incluindo crianças”. “O uso de armas químicas pelo presidente Assad e os crimes do regime sírio contra os seu povo não pode ser ignorado”, disse o primeiro-ministro canadiano.

 

… e contra a ação dos EUA

 

Rússia. Através de um porta-voz, o Presidente russo disse que os EUA cometeram “uma violação da lei internacional sob um falso pretexto”, negando que o ataque químico tivesse sido da responsabilidade da Síria. “Este ato deixa danos significativos aos laços entre os EUA e a Rússia, que já estavam num estado deplorável”, acrescentou. A Rússia mantém neste momento uma aliança militar com o regime sírio.

Irão. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, que está militarmente aliado com a Síria e a Rússia, classificou o gesto dos EUA como “uma ação unilateral é perigosa, destrutiva e viola os princípios da lei internacional”. O mesmo responsável diz que os EUA ajudaram a “fortalecer os terroristas” e que ajudaram a “complicar ainda mais a situação da Síria e da região”.

 

China. O jornal estatal China’s Global Times escreveu que o Presidente dos EUA quis com este ataque “marcar a sua autoridade” e disse que a “pressa e inconsistência” deste gesto deixou “uma marca profunda”.

Observador

Editado por G1njas

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Sou a favor de retaliações contra os países a favor. A verdade encontra-se sempre no meio.

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ainda bem que o PCP condena. Super relevante para o mundo :mrgreen:

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