Wincing Hálldor Publicado 28 Maio 2019 Bem-vindo colegas do CMPT, abro este tópico para se colocar resumos, opiniões, destaques sobre as equipas que melhor estiveram durante esta passada temporada, se houver interesse para tal. Não é necessário serem coisas muito elaboradas, nem é necessário serem coisas muito simples, fica à discrição de quem quiser contribuir. Ficam umas sugestões de equipas que podem ser abordadas neste tópico: Ajax (Holanda) Brescia (Itália) Defensa y Justicia (Argentina) FC Orenburg (Rússia) Getafe (Espanha) LASK (Áustria) Lille (França) Malatyaspor (Turquia) Moreirense (Portugal) Union Berlin (Alemanha) Union Saint-Gilloise (Bélgica) 3 Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 28 Maio 2019 (editado) FC ORENBURG Estádio: Estádio Gazovik, Oremburg Classificação 2017/18: 1º (II Liga) Classificação 2018/19: 7º Treinador: Vladimir Fedotov A estória: A 2 de maio de 2016, o na altura denominado Gazovik foi a Saratóvia enfrentar o local Sokol à procura da primeira promoção de sempre à primeira divisão do futebol russo. Aos 7 minutos, um passe do lateral direito Andriy Malykh encontrou Aleksey Druzin que inaugurou o marcador, numa partida em que a equipa visitante ainda faria mais um golo, levando a equipa da cidade com pouco mais de 500 mil habitantes ao convívio com os grandes do futebol russo. Apesar de ser a época de estreia, o financiamento por parte de uma subsidiária da Gazprom faria com que a existência de fundos para reforçar a equipa com vista a uma temporada onde se preveria que lutasse pela manutenção fosse uma realidade. No entanto, no ano seguinte, a equipa não resistiu ao aumento competitivo. Durante toda a época, o Gazovik apenas conseguiu sete vitórias, seis delas em casa, levando a equipa a ter de disputar os play-offs de manutenção. A esperança manteve-se quando a primeira mão acabou num empate a zeros em casa do SKA que tinha disputado nessa época a segunda liga. Na segunda mão, diante dos seus adeptos, repete-se o resultado, 0-0. Penalties. Koronov e Shogenov marcam com sucesso os primeiros dois penalties da equipa da casa. Na equipa do SKA, Kazankov, Kobialko e Udaly também convertem com sucesso a partir dos onze metros. Quando Malykh se aproximou da bola para bater o terceiro penalty, provavelmente pensou que poderia ser novamente decisivo. Do outro lado estava Alexander Dovbnya, o guarda-redes que durante o jogo manteve o SKA na luta pela subida de divisão. No duelo entre os dois foi Dovbnya que saiu a ganhar. Mais ninguém falhou e o sonho dos homens de Oremburgo caiu à primeira barreira O treinador Robert Evdokimov não resistiu ao resultado e saiu do comando da equipa ao fim de seis épocas. Para o seu lugar entrou o georgiano Temur Ketsbaia, antigo internacional e ex-jogador do AEK. Ketsbaia durou pouco tempo no comando, tendo sido substituído por Fedotov, ex-adjunto do clube, que, como jogador, tinha assinalado uma discreta carreira, passando nomeadamente pelo Arsenal de Tula, pelo Sokol de Saratóvia e pelo Ural, onde começou a carreira de treinador. O segundo jogo de Fedotov foi um jogo da taça frente ao Sokol, que havia descido de divisão. Desta vez, o pedigree do Orenburg, já sob o novo nome, era diferente. Vitória por 1-3. Malykh assiste o golo inaugural. Com cinco vitórias nos seis jogos inaugurais, estava dado o mote para uma época de sucesso, onde o Orenburg acabaria numa enfática primeira posição, assegurando com maior facilidade a promoção à primeira liga. Fedotov estabilizou a equipa num sistema de 5-4-1, encontrando em janeiro, no Yenisey, a principal arma de um ataque que ainda se encontrava inconsistente, de seu nome Denis Kozlov, que acabaria a época como segundo melhor marcador do campeonato. Na época 2018/19, o Orenburg pretendia evitar a desilusão da última passagem pela primeira liga. A primeira partida disputou-se em Moscovo, na casa do Spartak. Fedotov apostou numa formação de 3-4-2-1 (ou 5-2-3, dado que os alas recuavam e avançavam consoante o que o jogo pedia), com Frolov na baliza, uma defesa constituída por Begić, Ade, e o capitão Andreev, com 38 anos. Nas alas, Denis Popović à direita e Sergey Terekhov à esquerda, com uma dupla de meio-campo experiente composta por Chirkin e Afonin. O trio de ataque era composto por Chukanov e Sutormin, que apoiavam o inevitável Kozlov. Aos quatro minutos, Frolov defende um remate de longe mas uma insistência pela ala leva a um cruzamento que o guarda-redes não consegue segurar. A bola sobra para Samuel Gigot que só tem de encostar. Frolov protesta falta do franco-argelino mas o árbitro não concorda e mostra-lhe o amarelo. O marcador não se alteraria mais. O Orenburg arrancava com uma derrota. Duas jornadas depois surgiria o primeiro jogo grande em casa, com o Orenburg a receber o campeão em título, o Lokomotiv de Moscovo. Fedotov mantém a formação que tinha resultado em triunfo gordo (0-3) perante o Krylya na segunda jornada, onde Kozlov apontou dois golos. Relativamente ao jogo contra o Spartak houve algumas alterações: Sivakov substituiu Andreev no eixo, Sutormin apresentou-se como ala direito, Popović deu lugar ao experiente Sergey Breev e Malyarov relegou Chukanov para o banco de suplentes, no apoio a Kozlov, que ficaria em branco. O jogo foi equilibrado, mesmo contra um Lokomotiv repleto de internacionais e que se encontrava a disputar a Liga dos Campeões. O nulo subsistia quando Fedotov trocou Breev por Chukanov que ao cair do pano recebeu uma bola à entrada da área e fez um remate formidável que bateu o internacional russo Guilherme. No jogo seguinte o Orenburg bateria o Anzhi na sua casa por 1-3, mas chegou ao intervalo em desvantagem, que quase se agudizava quando a equipa visitada ganhou um penalty por falta de Begić. A defesa de Frolov assegurou que o Orenburg pudesse ir para o intervalo com uma desvantagem tangencial e permitiu a Fedotov tentar alterar o estado de coisas na segunda parte, ao fazer entrar Popović que marcaria o golo do empate, num jogo que incluiu um grande golo de Chukanov, também ele suplente. Apesar destas três vitórias consecutivas, o Orenburg entrou numa série de resultados inconsistentes. Nos doze jogos seguintes até à pausa de inverno somou apenas três vitórias por 1-0 contra Rostov, Rubin e Ufa, quatro empates e cinco derrotas, mas chegaria ao interregno na primeira metade da tabela. Durante este período, o Orenburg recrutou inclusivamente o português Ricardo Alves, que se encontrava sem clube após a saída do Olimpia de Liubliana. No reatamento do campeonato, o Orenburg não conseguiu manter o ritmo e os resultados cairam logo nas jornadas seguintes. Duas vitórias em sete partidas fizeram a equipa descer na tabela. Um momento difícil e com perspetivas de recuperação complicadas dado que nas duas jornadas seguintes o Orenburg enfrentaria o CSKA em Moscovo e o Rostov, em casa. O jogo em Moscovo começou mal para os visitantes: uma falta aparentemente inofensiva de Sutormin pouco depois do meio campo acabou por conduzir a um remate de muito longe de Oblyakov, com o arco a surpreender Frolov, que não conseguiu ler a trajetória da bola, vendo-a a entrar na sua baliza. Poucos minutos depois chegaria a resposta do Orenburg: livre junto ao flanco e a bola caiu nos pés do nigeriano Ade que fuzilou as redes de Igor Akinfeev. Aos 24 minutos, uma boa jogada individual de Malykh foi aproveitada por um grande remate oportunista à entrada da área por parte de Sutormin, que dava aos homens de Fedotov uma inesperada vantagem no marcador. Pouco depois, mais uma vez o 19 do Orenburg foi protagonista, sofrendo uma entrada duríssima do russo-brasileiro Mário Fernandes, que viu o segundo amarelo e tornou complicada a vida dos moscovitas. As esperanças dos homens da casa foram retomadas quando depois de outro livre de Oblyakov a bola bateu na barra e sobrou para Abel Hernández que empataria a partida a caminho do intervalo. Pouco depois um cruzamento milimétrico de Vlasić encontrou a cabeça de Becão, mas Frolov foi imperial nas redes do Orenburg e impediu a reviravolta. Na segunda parte, o Orenburg chegou à vantagem quando uma trivela de Popović encontrou Despotović à entrada da área, que fintando o adversário, executou de forma brilhante e colocou a bola longe de Akinfeev, estabelecendo o resultado em 2-3. Na jornada a seguir, novo triunfo, desta vez por 3-0 sobre o Rostov, num jogo em que o jovem Aradzhan foi a figura com um golo e uma assistência, mas uma série de quatro jogos sem vencer ditou a impossibilidade de chegada a lugares europeus. O Orenburg acabaria a temporada em grande, com duas vitórias: a primeira, ao Ufa, por 0-2, e a segunda pelos mesmos números em casa frente ao Spartak, numa altura em que Fedotov já havia adotado um 3-5-2 (ou 5-3-2), com Ricardo Alves a ter a titularidade na função de médio-ofensivo, tendo inclusive marcado nas duas partidas. O último, um belo golo de livre direto. Os homens de Fedotov acabariam esta excelente temporada na 7ª posição, a 3 pontos dos lugares europeus. Equipa-tipo: Figura: Aleksei Sutormin (8G, 1A) Outros golos notáveis Ade vs Krasnodar Begić vs Krylya Editado 28 Maio 2019 por Wincing Hálldor 1 Compartilhar este post Link para o post
Bashir Publicado 29 Maio 2019 E como é que avaliamos se uma equipa foi boa ou não? Temos de ver de que liga é e se a liga tem muito ou pouco marketing? Se for uma equipa mais ou menos mas de uma liga merdosa já encaixa? Compartilhar este post Link para o post
Gonzalo Teixeira Publicado 29 Maio 2019 Assim de cabeça, sugiro a adição de Genk, Wolves e Atalanta. Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 3 Junho 2019 (editado) UNION SAINT-GILLOISE Estádio: Stade Joseph Marien, Bruxelas Treinador: Luka Elsner (36 anos) Classificação 2018/19: 2º lugar (Torneio Inicial II Liga), 3º lugar (Torneio Final II Liga), 2º lugar (Grupo B do Play-off da Liga Europa) Uma das histórias mais improváveis da época veio da pequena municipalidade de Forest, em Bruxelas, casa do Union Saint-Gilloise, originalmente da zona de Saint-Gilles. O USG foi campeão belga 11 vezes, mas a última aconteceu ainda nos anos 30, e ultimamente militam nas divisões inferiores. O clube é detido maioritariamente por Tony Bloom, presidente de um clube da primeira liga inglesa, e o seu diretor desportivo é o norte irlandês Chris O’Loughlin, que durante a sua carreira como dirigente passou por locais tão diversos como a Austrália, a África do Sul e a RD Congo. Antes de passar ao texto é importante fazer uma adenda sobre como funciona a segunda divisão belga. Esta época a liga era composta por oito equipas, com dois torneios, num modelo semelhante ao apertura-clausura dos países sul-americanos. Os vencedores de ambos os torneios qualificar-se-iam para os play-offs de promoção, os 3ºs e 4ºs da classificação acumulada participariam nos play-offs da Liga Europa (já lá iremos), enquanto que a metade de baixo da tabela jogaria os play-offs de despromoção. Os play-offs da Liga Europa são disputados no final da fase regular da 1ª Liga por doze equipas: nove da primeira liga (7º ao 15º lugar) e três da segunda liga (2º ao 4º lugar). As equipas ficam divididas em dois grupos de seis, e os vencedores dos dois grupos defrontam-se entre si, com o vencedor a jogar contra o 4º classificado da primeira liga por um lugar na Liga Europa do ano seguinte. Durante o verão, o Union fez várias alterações no plantel, jogadores como o experiente Alves da Silva, o extremo Luvumbu e o trinco Houdret abandonaram o clube, dando entrada a Niakaté, avançado que jogava no Boulogne, Federico Vega, lateral-direito ex-Lorca, ou Marcel Mehlem, que custou meio milhão de euros ao Union, pagos ao Karlsruhe. Ainda assim, o Union tinha feito uma época apenas mediana no ano anterior, conseguindo um 6º lugar na “apertura” e um 4º na “clausura”, ficando em penúltimo na ronda de despromoção. Luka Elsner, ex-internacional esloveno de 36 anos foi o escolhido para atacar esta nova época e tentar fazer melhor. Ele que depois de ter terminado a carreira aos 30, passara pelo Domžale, pelo Olimpija e pelo Pafos, onde fora despedido em janeiro, antes de rumar à Bélgica. A época nem começou muito bem, com duas derrotas nos dois jogos inaugurais, mas no terceiro jogo, o ponta de lança Niakaté começou a abrir o livro, marcando um hat-trick na visita ao Westerlo. Ainda que os dois jogos seguintes se tenham traduzido numa derrota frente ao Beerschot e um empate a dois concedido no último minuto frente ao Mechelen, o Union mostrava sinais de que poderia ser mais do que uma equipa razoável. Esses sinais evidenciaram-se na bizarra sexta ronda da taça da Bélgica (a segunda para o Union). No segundo dia da jornada, o Standard tinha sido derrotado em casa pelo Knokke, enquanto o Club deslocou-se a Deinze para sofrer uma derrota de 2-0, duas das maiores equipas da Bélgica caíram ao primeiro jogo contra equipas amadoras. O Knokke que inclusivamente acabaria em último lugar na 3ª divisão, a dez da linha de água, enquanto o Deinze, na mesma divisão, terminou em segundo. O Union jogaria no dia seguinte, quinta-feira, na casa do Anderlecht. O Union entrou no seu habitual 4-2-3-1 a atacar, que se transformava num 4-4-2 no processo defensivo, com o guarda-redes secundário Saussez na baliza, Carlos David e Perdichizzi no eixo, com Vega a lateral direito e Kis a lateral-esquerdo, um duplo-pivô constituído por Besuschkow e Morren, apoiando o segundo avançado sul-africano Percy Tau, nos extremos estavam Selemani e Tabekou, com Niakaté na sua posição de ponta-de-lança. Aos 25 minutos, primeira ameaça do Union: Niakaté recebe a bola depois de um grande trabalho de insistência de Tabekou na ala, roda sobre o adversário e remata à figura de Boeckx. Aos 28’ Dimata riposta com um cabeceamento que foi recolhido por Saussez. O Anderlecht ia pressionando, não conseguia ultrapassar o bloco defensivo do Union, mas também não podia subir muito o seu devido à pressão que o quarteto atacante dos visitantes fazia sobre a sua defesa. Aos 35’ um remate de Tabekou de longe acerta no poste e aos 43, o Union chegaria mesmo à vantagem: canto para o Anderlecht, a bola fica perdida na outra ala e Percy Tau recupera-a ao adversário começando a correr em direção ao meio-campo, Gerkens escorrega perante a velocidade do sul-africano que em 2v2 isola Niakaté que fletindo da direita para o meio ultrapassa o central do Anderlecht e não perdoa frente à baliza. Niakaté marcaria mais dois na segunda parte, e o Union vencia por 0-3. Foi este o primeiro impacto dos unionistes nesta temporada, mas não o último. Nos jogos seguintes do torneio inicial, o Union conseguiria 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota, na última jornada frente ao líder Mechelen. O Union ficaria assim na segunda posição, a 6 pontos do primeiro lugar, falhando a primeira hipótese de subida. No torneio final, o Union conseguiria menos três pontos e um terceiro lugar a 9 pontos do líder Beerschot e a 8 do segundo classificado Mechelen. Pelo meio, houve mais uma surpresa: o Union disputaria os quartos da taça da Bélgica frente ao Genk, que se tornaria campeão belga. Um empate a dois, com golos de Tau (17’) e Ferber (70’) para os da casa, e dois de Gano (47’, 76’) para os visitantes levaria o jogo a penalties. Samatta falha o segundo penalty para o Genk, mas Ferber permite a defesa de Vuković logo de seguida, Pozuelo e Kis convertem, o norueguês Berge não ultrapassa Saussez. Paintsil ainda marcaria para o Genk, mas os penalties de Tau e Selemani levariam o Union às meias da competição, onde encontrariam os seus rivais da segunda liga, Mechelen. A primeira mão disputada em Malinas acabou a zeros, na partida de retorno, o Union podia conseguir um grande feito ao só ter de vencer para ultrapassar a penúltima barreira. Infelizmente, de Camargo e Tainmont tinham ideias diferentes, e apesar do auto-golo no último minuto de Lemoine, o Mechelen seguiu em frente com um agregado de 2-1. Na penúltima jornada, o Union conseguiria uma espécie de vingança ao bater o mesmo Mechelen no mesmo estádio por 5-0, com Tau e Ferber a bisarem e Selemani a fazer o quinto. Com o Mechelen a terminar como vencedor do play-off de promoção (apesar de mais tarde lhe ser retirada a possibilidade de promoção devido a envolvimento num caso de combinações de jogo, assim como a entrada na Liga Europa conquistada através da vitória na taça da Bélgica), Beerschot, Union e Westerlo qualificaram-se para os play-offs da Liga Europa. No grupo A encontravam-se Sint-Truiden, Charleroi, Oostende, Eupen da Primeira Liga, juntando-se Beerschot e Westerlo da Segunda, enquanto que o grupo B era composto pelo Union e pelos primodivisionários Kortrijk, Mouscron, Zulte-Waregem, Cercle Brugge e Beveren. O primeiro jogo realizou-se em casa frente ao Cercle. O Union mantinha o esquema de 4-2-3-1 com Percy Tau atuando mais como “vagabundo” pelas posições de ataque, mas desta vez Niakaté aparecia encostado ao flanco, com o mais físico Ferber assumindo um posicionamento mais fixo na frente de ataque. Independentemente disso, Niakaté bisou na partida que terminou com 3-1 para os unionistas. Dois golos em cinco minutos dariam a vitória do Union em Mouscron na jornada seguinte e na terceira jornada, frente ao Beveren, o Union até sofreu primeiro por Milošević, mas um hat-trick de Niakaté e um bis de Selemani construíram uma goleada incrível da equipa do Union perante um adversário de primeira. Nesta altura, por outro lado, sairía a público uma péssima notícia para os adeptos do clube: o Union não cumpriu os procedimentos de inscrição europeia e estava fora da qualificação para a Liga Europa, mesmo estando em primeiro no grupo. O Union até venceu o jogo seguinte frente ao Kortrijk por 0-1, mas os seis jogos seguintes foram repartidos em duas vitórias, dois empates e duas derrotas e o Union acabaria em segundo lugar a quatro ponto do Kortrijk, mas com mais sete que o Zulte. Niakaté foi o melhor marcador dos play-offs com 9 golos. Selemani foi o segundo melhor, com 8. Na prática, o Union não ganhou nenhum troféu, nem sequer subiu de divisão, mas terminou a época com mais de 70 golos marcados em todas as competições, 29 contra equipas da divisão acima. Chegou às meias-finais da taça onde só caiu perante o eventual vencedor. Apresentou ao futebol um trio de jogadores atacantes temíveis que somaram golos e assistências em catadupa que muito provavelmente agradaram aos cerca de 2 mil adeptos que acompanharam a equipa durante a época. EQUIPA-BASE FIGURAS Percy Tau Internacional de sul-africano de 25 anos que despontou nos Mamelodi Sundowns, foi nomeado jogador da época da Segunda Liga belga, e está já ligado contratualmente a uma equipa da primeira divisão inglesa. Pode fazer várias posições no ataque mas tem-se mostrado uma ameaça superior jogando atrás do ponta de lança. O esquerdino acabou a época com 13 golos e 13 assistências. Faïz Selemani Internacional pelos Comoros, nascido em Marselha, Selemani foi uma das maiores figuras do Union nesta temporada. O extremo de 25 anos comprado ao Lorient somou 17 golos e 10 assistências durante a época, nunca tendo perdido consistência durante a época. Um esquerdino que pode jogar em ambas as alas, forte capacidade de passe, fácil remata e que mostra potencial em termos de tomada de decisão, pode ser uma boa opção para uma equipa de primeira liga num futuro próximo. Youssoffou Niakaté Franco-maliano de 26 anos que terminou a formação no Lusitanos, passando por várias equipas de escalões inferiores em França antes de chegar à Bélgica. Somou 25 golos em 40 jogos na época passada, incluindo três hat-tricks, um deles ao Anderlecht. Ter marcado apenas 1 golo em todo o torneio final na Segunda Liga levantou algumas dúvidas sobre a sua qualidade, mas reencontrou a forma no play-off da Liga Europa, quando marcou uns impressionantes 9 golos contra adversários primodivisionários. Marcou aquele que foi um dos golos da época na Bélgica com uma boa execução frente ao Roeselare. Editado 3 Junho 2019 por Wincing Hálldor 1 Compartilhar este post Link para o post
Thierry Henry Publicado 3 Junho 2019 Citação de Sumudica by Night, Agora: fds, Luka. Gatão. Juízo. Compartilhar este post Link para o post