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Descartes

[Estatísticas] - Títulos e Finais

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Os mais novos tenistas com títulos Masters considerando as datas de nascimento já são indivíduos nascidos nos anos 90. Os Masters têm-se mostrado muito mais simpáticos para os jovens do que os Grand Slam.

A lista é liderada pelo Zverev, secundado pelos russos Khachanov e Medvedev.

 

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A lista dos mais novos finalistas em Masters ordenada pelas datas de nascimento coloca no topo o canadiano Denis Shapovalov.

 

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Segue-se a lista dos tenistas mais novos que ganharam torneios Masters, considerando a idade que tinham à data da conquista.

Tal como acontece nos Grand Slams é o Michael Chang quem detém a liderança, embora apertada pelo Nadal. Os dois únicos a vencerem um Masters antes dos 19 anos.

Registe-se a 6ª posição do Zverev, que ganhou em Roma pouco depois de celebrar o 20º aniversário.

 

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O Chang e o Nadal continuam na frente no que respeita aos finalistas mais novos à data da final. E ganharam a companhia do Gasquet no que respeita a tenistas com menos de 19 anos.

Os Masters têm sido pródigos em apresentar jovens nas finais. O TOP 20 encerra com o Grosjean a quem faltavam ainda cerca de 3 meses para completar 21 anos quando disputou a sua primeira final nesta categoria. O Shapovalov, jovem promessa do ténis mundial que causou sensação quando disputou a final de Paris no ano passado, só conseguiu atingir o 16º posto nesta lista.

 

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Quanto aos tenistas mais velhos a ganhar torneios Masters à data da final a lista é comandada, sem surpresas, pelo Federer. E o Nadal, que é o 2º mais novo, aparece como o 3º mais velho.

 

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Para finalizar os dados sobre os Masters falta apenas a lista dos tenistas mais velhos à data a participar em finais.

O Federer é líder, seguido pelo Agassi e pelo Isner.

 

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Vamos retomar o tópico com os números relativos aos torneios ATP. É a categoria oficial do ATP. A que é utilizada para indicar o número total de torneios conquistados por cada tenista. Congrega as categorias que já foram apresentadas: Grand Slams, WTF e Masters e acrescentam-se os Jogos Olímpicos e os torneios ATP de base, aqueles que hoje em dia são designados por ATP 500 e ATP 250.

Enquanto que nas categorias anteriores os números estão fechados e os dados são conhecidos na sua totalidade, o mesmo não acontece aqui. O ATP regularmente atualiza a informação acrescentando torneios realizados nos primeiros anos da Era Open. Como eu tinha feito a recolha desses primeiros anos já há algum tempo verifiquei que tinha os dados desatualizados e utilizei esta semana para colocar os meus registos idênticos aos que o site do ATP apresenta.

No que respeita aos títulos oficiais o líder é o Jimmy Connors com os já célebres 109 torneios conquistados. Uma das maiores expetativas dos tempos recentes é a eventualidade do Federer ultrapassar essa marca absurda. Parece estar perto mas a probabilidade de lá chegar não é grande. São 6 torneios de diferença e os quase 40 anos somados às lesões e cirurgias não ajudam...

 

 

Editado por Descartes

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No que respeita a finalistas derrotados nos Torneios ATP (ou apurados para finais que não se chegaram a disputar ou não foram concluídas), o Connors também lidera. Mas aqui a diferença para o Federer é menor. Basta uma final perdida pelo suiço para ficarem igualados.

 

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A lista dos finalistas, que agrega vencedores e derrotados, tem o Connors e o Federer, como não podia deixar de ser, a liderar.

 

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A lista dos tenistas mais novos, pela data de nascimento, com títulos ATP no currículo é liderada pelo brasileiro Seyboth Wild, o único da lista nascido nos anos 2000. Acrescentou o seu nome à lista este ano, no torneio de Santiago, ainda era teenager. Entretanto já completou os 20 anos. Como curiosidade tem o facto de ter sido o primeiro tenista do circuito profissional a acusar positivo à COVID-19.

 

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Quanto aos finalistas ATP mais novos é o canadiano Felix Auger-Aliassime quem lidera. Ainda teenager, curiosamente celebra o seu aniversário no mesmo dia do Federer (o alinhamento cósmico deve ter alguma influência nestas coisas). Não conquistou nenhum título mas finais perdidas já conta com 5.

 

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A lista dos tenistas mais novos a conquistarem torneios ATP à data da conquista apresenta um claro domínio dos Anos 80. Nos 10 primeiros só existe um elemento que começou a mostrar-se ao mundo precocemente nos Anos 70 (Bjorn Borg) e dois nos anos 90 (Hewitt e Medvedev). No século 21 temos que alargar a observação até ao TOP 20 para encontrar o Nishikori e o Nadal, no já longínquos anos de 2008 e 2004.

A lista é liderada pelo protótipo da criança-prodígio: o Aaron Krickstein, a quem se augurava uma carreira fabulosa (não tenho a certeza dos dados mas penso que foi igualmente o tenista mais jovem a entrar no TOP 10 mundial) mas que não passou da 2ª linha. Seguido pelo Chang que, esse sim, chegou ao topo, embora não tivesse almejado o n.º 1 do ranking mundial.

Curioso também o facto do Mats Wilander ter sido o único desta lista a conseguir debutar em torneios ATP num dos principais torneios do mundo (Roland Garros). Todos os outros começaram a ganhar em torneios de menor dimensão. Até o Chang e o Becker.

 

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Se no que respeita a vencedores a entrada nos 20 mais novos a ganhar torneios já parece uma missão quase impossível para os tenistas que evoluem atualmente no circuito, se olharmos para os finalistas a coisa complica-se. Dos tenistas em atividade só o Nadal é que lá tem entrada. Fazer 18 anos sem ter uma final ATP no currículo é sinal que já não se entra neste TOP 20. É lugar reservado para os prodígios mesmo precoces.

 

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A lista dos mais novos está povoada pelos tenistas que dominaram os anos 80. A dos mais velhos é domínio dos anos 70. Os melhores tenistas do mundo que já tinham entrado na casa dos 30 anos ou estavam lá perto quando se iniciou a Era Open mantiveram a sua atividade. E enquanto não foram rendidos pela nova geração (do Connors, Nastase, Vilas e Borg) continuaram a ganhar torneios e a mandar no circuito.

Depois o mundo do ténis mudou e foram raros os tenistas que duraram no circuito com algum sucesso até à veterania. Se olharmos para lista dos 20 mais velhos a ganhar torneios entre as gerações iniciais do circuito na Era Open e a geração do Federer (com o Karlovic, Lopez, Haas, Ferrer e Estrella-Burgos) só encontramos os exemplos do Agassi e do Santoro.

 

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A última lista para terminar a categoria dos torneios ATP é a que identifica os mais velhos finalistas em torneios à data das finais que disputaram.

O líder não é o Rosewall nem o Pancho Gonzalez, que ocupam os primeiros postos na lista de vencedores. É um equatoriano que disputou a final de Binghamton em 1969 com a bonita idade de 48 anos: Pancho Segura. É obra!!! Para o Federer derrubar este recorde tem que andar por aí mais 10 anos...

 

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Chegou a vez de passarmos à categoria Challenger. A segunda divisão do ténis foi criada pelo ATP em 1978, dez anos depois do início da Era Open.

Tinha como objetivo proporcionar um espaço competitivo menos exigente que facilitasse a transição dos tenistas para o profissionalismo.

Foi uma receita de sucesso. Mais de 40 anos depois e essa categoria de torneios está mais pujante do que nunca. É um espaço onde os tenistas mais talentosos fazem a transição, uns mais rapidamente, outros de forma mais demorada. E é também um espaço em que muitos tenistas desenvolvem a maior parte da sua carreira profissional. Aqueles tenistas que figuram entre o 100º e o 300º lugares do ranking encontram aqui um espaço competitivo que lhes permite evoluir as suas capacidades, embora não lhes conceda rendimentos relevantes. Em termos financeiros este grupo alargado de tenistas socorre-se da participação mais ou menos regular nos 4 Grand Slam.

Não admira, assim, que as listas dos tenistas mais bem sucedidos neste espaço esteja preenchida com trintões que nunca chegaram a grandes feitos no circuito principal mas cuja qualidade é indiscutível. Entre eles o destaque vai para Yen-Hsun Lu, do Taiwan, secundado pelo Dudi Sela e pelo Paolo Lorenzi.

 

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No que respeita às finais perdidas trocam-se os papeis. Comanda o Lorenzi, seguido pelo Lu. O Sela nem aparece no Top 20. Quando chega às finais gosta mais de as ganhar...

 

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No agregado, que nos dá o número de finais disputadas, manda o Lu. Seguido do Lorenzi e do Sela. Com o Berlocq fora do pódio e fora dos courts.

 

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A lista dos jogadores mais novos, pela data de nascimento, que já conquistaram torneios Challenger está pejada das principais jovens promessas do ténis mundial. Alguns já são nomes consagrados, como o Tsitsipas, o Shapovalov, o De Minaur ou o Auger-Aliassime.

É liderada pelo Jannik Sinner que, nesta altura, é a "última bolacha do pacote" do ténis italiano.

 

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A lista dos finalistas mais novos em Challengers é praticamente idêntica à dos vencedores. Só tem 3 novidades: Tseng, do Taiwan, o americano Korda e o russo Kotov, que já está à beira da saída.

 

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Passemos agora à lista dos tenistas mais novos a vencer um torneio Challenger à data da conquista do torneio.

Quando se fala de talentos precoces o nome do Michael Chang vem sempre à baila. Este é mais um caso desses. Com pouco mais de 15 anos e meio já estava a ganhar torneios desta categoria. É, aliás, o único na história a fazê-lo antes dos 16 anos.

Bem perto ficou o Gasquet. Sim, aos 16 anos, o Gasquet, contemporâneo do Nadal, era considerado a maior promessa da sua geração. Não demorou muito para que os papeis se trocassem.

Não é fácil entrar nesta lista. Com 17 anos e meio feitos e já não há hipótese de aqui inscrever o nome. Da lista dos mais novos pela data de nascimento só 2 aqui dão entrada: o Auger-Aliassime (e que bem enquadrado ele está) e o Kuhn. Ambos com vitórias em 2017. Nos últimos 2 anos e mais um bocadinho de 2020 ninguém cá pôs os pés.

Como curiosidade temos o 9º da lista (provavelmente o menos conhecido da lista). O holandês Paul Dogger que, com 17 anos acabados de fazer, levantou o troféu no Porto em 1988. Lembro-me perfeitamente deste feito. O Dogger, da geração do Agassi, Sampras, Courier, Chang, Ivanisevic, Krajicek, Rafter, etc... era um dos considerados mais promissores. Não se concretizou. As lesões fizeram com que tivesse uma carreira curta e em 1991, aos 20 anos, disputou o seu último encontro oficial.

 

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Editado por Descartes

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Quanto aos finalistas mais novos, na data da final, em torneios Challenger, continuam o Chang e o Gasquet na frente.

O terceiro posto é novidade, com a presença do Agassi. Só para demonstrar que era um bocadinho mais irreverente que o Tomic...

Merece menção o 9º classificado nesta lista. O Stefan Kozlov que, tendo atualmente apenas 22 anos já é considerado um dos maiores flops do ténis americano, considerando o hype que lhe era concedido, na senda do Donald Young e do Ryan Harrison. De disputar finais em Challengers em 2014 até passar quase despercebido no Circuito Future foi um passo muito pequeno...

 

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Passemos aos mais velhos vencedores de Challengers à data da conquista.

Como estes torneios só foram instituídos em 1978, boa parte dos veteranos que povoaram a lista dos mais velhos vencedores de torneios ATP já tinham pendurado as raquetas.

Sem essa concorrência ficou o caminho aberto para que o Ivo Karlovic se tornasse rei e senhor desta lista. É uma lista recheada de gente que ainda está em atividade ou se retiraram há pouco tempo. Metade das entradas foram conseguidas nos últimos anos, de 2016 para cá. O Kohlschreiber entrou com um título obtido em 2020.

Nota para o Bob Carmichael. O único da velha guarda que conquistou um torneio logo na 1ª semana em que eles surgiram e que só foi ultrapassado entretanto por 3 tenistas.

Referência especial para o Fabrice Santoro. É o único que surge na lista dos mais novos vencedores e dos mais velhos. Teve uma carreira bem preenchida o "mágico" francês. Começou muito novo a ganhar Challengers, teve uma carreira longa no circuito profissional onde até há pouco tempo detinha o recorde de mais derrotas oficiais no circuito, e acabou, veterano, a ganhar torneios Challengers. Há quem diga que o Santoro foi o melhor jogador da história do ténis entre aqueles que nunca entraram no Top 10.

 

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Resta apresentar a lista dos finalistas mais velhos em Challengers considerando a data da final.

Destaque para o Karlovic que se apresenta como o único tenista a ter disputado uma final desta categoria de torneios com mais de 40 anos.

 

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A última categoria que falta apresentar é a dos Future.

Este circuito foi criado em 1998 e teve como objetivo fornecer aos tenistas uma forma mais organizada de entrarem no circuito profissional. O primeiro patamar a partir do qual, com a conquista de pontos para o ranking, pudessem aceder mais facilmente às divisões superiores dos Challengers e ATP. Ao contrário do que se pensa os Future não apareceram para substituir os Satélites. Até porque ambos os circuitos coabitaram durante 8 anos, até que, em 2006 deixou de haver Satélites. Estes tinham uma base mais local e consistiam em demasiado esforço e compromisso (cada prova durava um mês inteiro) para pouco ganho (prize-money miserável e poucos pontos para o ranking).

Tal como aconteceu com os Challengers 20 anos antes, a criação dos Futures redundou num enorme sucesso, tendo grande responsabilidade na universalização do desporto e no aumento exponencial de praticantes. Logo desde o início acolheu os melhores e mais promissores jogadores que encontraram aqui uma plataforma competitiva importante para promover a sua transição das camadas jovens para os maiores torneios.

Não é, no entanto, um circuito que possibilite que alguém lá fique a fazer carreira. A maior parte dos tenistas que não atinge bons resultados que lhes permita avançar para os Challengers termina a carreira passados poucos anos. Não é compensador. Por isso existe uma grande rotação de praticantes. Mas há exceções. E essas surgem, logo à partida, na lista dos tenistas que mais torneios venceram nesta categoria. A começar pelo marroquino Lamine Ouahab.

 

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