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Descartes

[Estatísticas] - Títulos e Finais

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Devido à pandemia o ténis profissional está parado pelo menos até ao final de julho. E eu aproveitei para repegar num projeto que tenho em mãos há algum tempo e que agora ficou concluído: a recolha de todos os títulos e finais disputados na Era Open, considerando todos os torneios disputados desde 1968, com exceção dos Satélites.

Está pronto para o deixar aqui. Era uma informação que faltava nesta secção.

Este primeiro post ficará como repositório de toda a informação que eu irei colocar no tópico e que, espero, será regularmente atualizada quando a competição regressar.

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Vou começar com a lista incontestavelmente mais importante no mundo do ténis. De tal forma que para muitos, senão a maioria, dos adeptos de ténis é a única lista que verdadeiramente importa: os títulos nos torneios do Grand Slam.

Liderada pelo Federer, com o Nadal e o Djokovic a almejarem o trono.

 

 

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Para haver campeões, tem que haver derrotados. Segue-se a lista dos finalistas vencidos em torneios do Grand Slam.

Uma lista que, curiosamente, também é liderada pelo Federer. Mas desta vez com a companhia do Ivan Lendl. Que sendo reconhecidamente uma das maiores figuras do ténis mundial é, por muitos, considerado o "Biggest Loser" da modalidade. Exatamente por causa deste registo de finais perdidas em Grand Slams que apresenta.

 

 

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Juntando os vencedores com os derrotados, temos os finalistas. Que é um dado igualmente relevante.

Na lista de finalistas em torneios do Grand Slam lidera, como é óbvio, o Federer.

 

 

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Continuando nos Grand Slams quem será, entre os campeões, o que apresenta a data de nascimento mais recente? O mais novo de todos?

É o Marin Cilic. Por 5 dias em relação ao Del Potro. O que impressiona mais neste dado é que ambos estão a pouco mais de 3 meses de completar a bonita soma de 32 anos.

Este é o indicador que sustenta duas correntes de opinião, aparentemente contraditórias, nos aficionados do Ténis mundial:

1. Que o domínio de Federer, Nadal e Djokovic é assombroso nos últimos (largos) anos, impedindo a afirmação dos jovens;

2. Que as novas gerações são muito fracas comparadas com as anteriores.

Talvez ambas as correntes de opinião tenham a sua quota parte de razão. Por agora aqui fica a lista dos 20 mais novos, considerando as datas de nascimento, a conquistar um título de Grand Slam.

 

 

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Se a situação não está fácil para os jovens no que respeita a títulos no Grand Slam, será que melhora se considerarmos as presenças em finais?

Melhora um bocadinho. Devido ao Nishikori, ao Raonic, ao Thiem e ao Medvedev.

Mesmo assim verificamos que o Daniil Medvedev, o mais novo tenista a ter disputado uma final de Grand Slam, já tem 24 anos. Não é propriamente uma criança. Com essa idade já o Bjorn Borg estava a ponderar pendurar as raquetes...

Fica aqui a lista dos mais novos finalistas de Grand Slam considerando as suas datas de nascimento.

 

 

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Saber quem é o mais novo pela data de nascimento é interessante. Mas tão ou mais interessante é saber quem foram os mais novos à data das conquistas dos títulos. Quem foram os prodígios precoces. Quem é que, mal tinham tirado as fraldas, já andavam a espalhar magia pelos principais courts do planeta?

A resposta simples é Michael Chang. Os restantes podem vê-los na lista:

 

 

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E quanto a finalistas? Há muitas diferenças?

Curiosamente não há. Os 7 mais tenistas mais novos a vencerem um Grand Slam são os mesmos a terem disputado finais. A final que ganharam. O tenista mais novo que perdeu a primeira final que disputou foi o Agassi. Já com 20 anos.

 

 

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Já sabemos dos jovens, faltam os avôzinhos. Quem terá sido o tenista com mais idade a vencer um Grand Slam?

Para os mais desatentos a resposta parece óbvia: Federer. Errado! O tenista mais velho a vencer um Grand Slam ainda é o australiano Ken Rosewall. Se o Federer tivesse vencido em Wimbledon no ano passado, teria passado para a frente. Assim vai ter que tentar uma nova oportunidade.

Interessante é o facto do Nadal ser o 5º jogador mais novo a ter conquistado um Grand Slam e, simultaneamente, ser o 4º mais velho a fazê-lo. São muitos anos ao mais alto nível...

 

 

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Para terminar o conjunto de dados sobre os Grand Slams falta apenas identificar os mais velhos que disputaram finais.

Nem com a final de Wimbledon de 2019 o Federer consegue o 1º lugar nesta lista. O Rosewall também disputou finais que perdeu depois do seu último título e aguenta-se há quase 50 anos como o mais velhinho a chegar às principais decisões. Quase com 40 anos...

 

 

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Os 5 GS do Rod Laver são na era open certo? No total tem mais?

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Citação de FabioK, há 1 hora:

Os 5 GS do Rod Laver são na era open certo? No total tem mais?

Sim, os dados são relativos apenas à Era Open. De 1968 em diante.

No total, segundo a maior parte das fontes, tem mais 6. AO em 1960, W em 1961 e os 4 em 1962. Depois tornou-se profissional e deixou de participar nesses torneios entre 1963 e 1967.

Mas essas são estatísticas muito discutíveis. Os dados existentes antes de 1968 apresentam problemas de fiabilidade, têm falhas, não existia um circuito organizado, havia a questão dos profissionais e não profissionais. E padecem do problema do revisionismo. Antes de 1968 (ou, segundo o ATP, de 1969) nem havia o conceito de "Torneios do Grand Slam". Existiam os torneios lendários de Wimbledon, Roland Garros e US Open. Existia também o Australian Open Championships. Mas não tinham a lógica que hoje têm. Pegar nesses torneios, extrair os dados e juntá-los ao que aconteceu após a Era Open nunca me pareceu o mais correto. Foi uma tendência, que ainda hoje se mantém, para determinar o melhor tenista de sempre. Que se assumiu a partir do momento em que o Federer começou a ultrapassar os recordes do Sampras.

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Depois dos dados sobre os Grand Slams, vamos partir para outra categoria de torneios.

Segue-se o World Tennis Finals. O torneio que encerra a temporada, que já teve várias designações, formatos e localizações. Estabilizou no modelo com 8 participantes disputado em piso duro indoor.

É a pedra no sapato do Nadal. O torneio que ele ainda não conseguiu conquistar.

O líder no que respeita a títulos é ainda o Federer mas a pressão do Djokovic é intensa.

 

 

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No que respeita a finalistas vencidos do WTF, a principal figura é o Boris Becker. Ninguém perdeu tantas vezes como ele no encontro que encerra as temporadas do ténis.

 

 

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O Roger Federer é o único tenista da história que disputou uma dezena de encontros em finais do WTF.

 

 

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Nos torneios do Grand Slam a velha guarda ainda reina. No entanto os ventos de mudança já começam a sentir-se no WTF.

As vitórias nos 3 últimos anos do Dimitrov, do Zverev e do Tsitsipas dá um ar menos preocupante no que respeita ao futuro do ténis quando olhamos para a lista dos jogadores mais novos, pela data de nascimento,  que já ganharam o WTF.

 

 

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Quanto aos finalistas continuamos com o Tsitsipas e o Zverev a liderar a lista.

 

 

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Quando o Tsitsipas ganhou o WTF no ano passado causou uma grande sensação. Bastante jovem para o contexto tenístico atual. Terá sido, com certeza, um dos mais jovens a conquistar o torneio, considerando a idade do vencedor à data da final.

Sim, foi um dos mais jovens. Mais concretamente o 6º mais jovem a fazê-lo. É verdade! Ao longo da história houve 5 tenistas mais novos que o Tsitsipas a vencer o torneio. A começar pelo McEnroe, aliás o único teenager a alcançar esse feito.

 

 

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No que respeita aos finalistas mais novos, o McEnroe ganha a companhia de 2 outros teenagers: o Becker e o Borg.

 

 

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Agora os mais velhos vencedores à data das conquistas do WTF.

Sem surpresas surge o Federer a liderar a tabela. A surpresa reside, no entanto, no facto de ser o único a consegui-lo com mais de 30 anos. E por pouco.

Se os Grand Slams são o paraíso dos velhinhos, com 13 trintões a contarem com vitórias, o WTF privilegia mais os mais novos. Até o Dimitrov garante um lugar no TOP 10...

 

 

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Para terminar a informação no que respeita aos WTF, resta a tabela dos mais velhos finalistas à data da final.

Aqui já há mais trintões. São 5. Sem sucesso no encontro final, como se comprovou pela tabela anterior.

O Federer não lidera, embora tenha perdido a final de 2015 com 34 anos. O Arthur Ashe conseguiu melhor, exatamente na final que consagrou o vencedor mais novo. O McEnroe com 19 anos ganhou ao Ashe com 35.

 

 

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Despachados os Grand Slams e os WTF, seguem-se os torneios Masters.

São a principal categoria de torneios organizados pelo ATP.

Criados em 1990 enquanto categoria especial no circuito são compostos por 9 torneios anuais. Cinco em piso duro, três em terra batida e um em piso duro indoor.

Sete desses torneios têm-se mantido inalterados desde o início, alguns deles com uma história marcante que vem de trás: Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Roma, Canadá, Cincinnati e Paris. O 3º torneio em terra batida foi durante vários anos disputado em Hamburgo. Depois passou para Madrid, onde se mantém. O 9º torneio, disputado em piso duro entre o US Open e Paris, tem andado a circular ao longo do tempo. Começou por ser em Estocolmo, passou para Essen, para Estugarda, para Madrid e agora estabilizou em Xangai.

Há muita gente que trata os dados relativos aos Masters com o tal revisionismo que eu falei noutro post sobre os Grand Slams anteriores à Era Open. Aqui acontece o mesmo. Há quem atribua títulos de Masters a conquistas anteriores a 1990. Eu não concordo com isso. Quem ganhou o torneio de Roma ou de Paris em 1989 não estava a disputar um torneio Masters. Isso ainda não existia. Como tal, não julgo adequado considerar esses números. Muito menos concordo quando se diz que o Ivan Lendl foi o primeiro tenista a conquistar os 9 torneios Masters, quando ele não conquistou nenhum. É certo que ganhou em Miami, em Monte Carlo, em Roma, em Hamburgo, no Canadá, em Cincinnati e em Estocolmo. Mas não ganhou em Indian Wells nem Paris. Ganhou outros torneios que, aplicando critérios discutíveis, se entende que estariam no seu lugar se a lógica dos 9 Masters se tivesse aplicado na década de 80.

Demasiada conversa. Vamos aos números daquela categoria de torneios em que o Djokovic aparece como único tenista que já os ganhou a todos, em que o Nadal surge como aquele que mais conquistas tem, e que traduz, nesta altura, uma luta sem quartel entre ambos.

 

 

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Quem perde mais finais de Masters? O Federer! No que diz respeito a títulos ele está a ficar para trás em relação ao Nadal e ao Djokovic, mas em finais perdidas lidera isolado.

 

 

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Relativamente aos finalistas em torneios Masters regista-se neste momento uma bonita luta entre os 3 melhores tenistas de sempre (no entender de muitos). Nadal com uma vantagem marginal em relação aos outros dois.

E a nova geração já aparece timidamente representada pelo Zverev no Top 20 dos finalistas em Masters.

 

 

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