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[Musica] Hip-Hop Português

Publicações recomendadas

Sejam amigos, pergunta se qualquer coisa e cria se mais discussão do que quando se fala do Regula :mrgreen:

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Tanto eu como o Koper acho que falamos bem, e neste caso seja illustrador ou faça photoshop tem de estar ligado de certa forma ao design. Seja auto-didata ou não. Mas aqui o pessoal sempre gosta de se armar em carapau de corrida e falar que os outros não sabem nada e só eles é que sabem.

 

De qualquer maneira se precisares eu conheço um bom ilustrador, tens é de ser extremamente especifico no que queres.

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A W-Magic escreve muito. Evolui bastante. Bom som!

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Phones no máximo!

 

 

Estou completamente viciado nesta música, ainda que mais pela sonoridade e o instrumental, que me parte todo.

 

Está mesmo muito bom. Obrigado pela partilha. Já deu, inclusivé, para descobrir umas boas cenas do Lancelot.

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[youtubehd]8EzKJDuj6Z0[/youtubehd

 

Não sei se já meti isto aqui, but .... f*da-se que peso !

 

É Matarroa e basta :mrgreen:

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É Matarroa e basta :mrgreen:

Descobri há coisa de uma semana que o Bezegol era um dos DJ's deles. Não fazia a mais pequena ideia disto.

 

anyways,

 

 

Que tesourinho.

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Novo som!!

Lançamos hoje a intro da mixtape "Made In Texas".

A mix está quase a sair, tá muito forte :happy:

 

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Míticos do old school também foram os 7PM da Maia. Tive a sorte de os conhecer ainda antes de acabarem. Lançaram 2 maquetes muito fortes e eram dos que na altura gravavam com mais qualidade, o primeiro trabalho de 2000 teve muito impacto no movimento e foi muito distribuído. Depois quando lançaram o 2º trabalho e o apresentaram ao vivo e no "tribunal" que eram as Nova Gaia Hiphop Sessions no antigo Hard Club não conseguiram estar tão fortes e juntando a isso uns stresses que tiveram com outro pessoal do movimento cá de cima acabaram por deixar de existir e tornaram-se uma espécie de mito da fundação do hiphop do Porto.

Na altura era curioso porque tinham 2 dj's, o Madflava e o Overule que ainda aí andam. Dos mc's só o Xex ainda fez mais umas coisas, mas já desapareceu há muito.

 

 

 

Editado por antifa

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Grande antifa, sempre com bons posts. Acompanhavas o movimento na altura ou apenas através de algumas pesquisas, em datas mais recentes, é que ficas a conhecer um pouco daquilo que é a história do movimento por cá ?

 

É curioso porque não te tinha como um gajo ligado ao Hip-Hop (não me perguntes porquê), mas é sempre bom ler algumas histórias de outras alturas em que, pelo menos falando do meu caso, era uma criança sem qualquer tipo de noção disto. Obrigado por partilhares.

 

Também vejo que tens pessoal conhecido aqui e ali ... Posso perguntar-te se também tu já estiveste ligado a isto ?

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Ah, saiu hoje (ontem) o cartaz para o festival da Vicious, dia 23 de Maio.

 

11053498_819548888141511_3725862630835216354_o.jpg

 

Gostei imenso. Estou bastante entusiasmado com Tribruto, Piruka e, acima de tudo, GriLocks. Dar oportunidade a pessoal mais novo de se mostrar :)

 

Quase de certeza que vou, a não ser que esteja a trabalhar nesse dia. Espero bem que não.

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Muito forte f*da-se, do beat aquilo que ele cospe em cima dele está um clássico !

 

E quanto à Vicious, tou lá batido também, estou ansioso por ver Grilocks e Lucro ao vivo :carinhoso:

Editado por lucho

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não consigo levar ninguém a sério com esse sotaque :lol: pela mesma razão que não me consigo levar a sério se cantar em português

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Grande antifa, sempre com bons posts. Acompanhavas o movimento na altura ou apenas através de algumas pesquisas, em datas mais recentes, é que ficas a conhecer um pouco daquilo que é a história do movimento por cá ?

 

É curioso porque não te tinha como um gajo ligado ao Hip-Hop (não me perguntes porquê), mas é sempre bom ler algumas histórias de outras alturas em que, pelo menos falando do meu caso, era uma criança sem qualquer tipo de noção disto. Obrigado por partilhares.

 

Também vejo que tens pessoal conhecido aqui e ali ... Posso perguntar-te se também tu já estiveste ligado a isto ?

Pá, já estive ligado no sentido em que para aí entre 2000 e 2007 não ouvi outro estilo de musica que não hiphop, quase tudo tuga. Sendo que depois ainda continuei a acompanhar de forma mais afastada.

Basicamente "levei" com o hiphop no inicio da adolescência, quando fui aí para o 7º ano ou assim. Não era um puto muito sociável e na altura interessava-me por coisas que ainda não despertavam interesse à maioria dos meus colegas, no hiphop tuga da altura encontrei isso, musicas que falavam de temas que me diziam muito, coisas que faziam pensar e que iam de acordo com a minha forma de ver o mundo. Basicamente começou aí, com hiphop do Porto, o Expresso do Submundo que me foi passado por um amigo da escola, o Sem Cerimónias dos MDG, os 7PM, Matozoo, LCR, etc. Mais tarde comecei a ouvir também sons de lá de baixo.

Entretanto comecei-me a envolver no movimento aqui da cidade, estive numa crew de graffiti, dava-me com o pessoal da Soares do Reis que pintava muito e que hoje alguns até são conhecidos, ia a bastantes concertos principalmente no Meia Cave na Ribeira e nas Nova Gaia hiphop Sessions do Hard Club, mas cheguei a ir ao Comix, de que muita gente parece que se gaba hoje em dia :lol:. Também frequentava a Massive, no Parque Itália, onde o Mundo chegou a trabalhar a vender roupa. Na altura o pessoal "do underground" (como se na altura houvesse algo não underground :lol:) andava todo de igual com roupa de lá, marca aem'kei, restos de uma fábrica que fazia roupa para os States mas as peças com defeito iam para lá. Era onde se encontravam os cd's e mixtapes à venda.

Mas pronto, basicamente a minha ligação era assim, mais de espectador do que de participante. Claro que o movimento na altura era pequeno e ficavas a conhecer o pessoal, não havia distanciamento entre "publico" e artistas, tomavas copos nos mesmos sítios, ias com os amigos que gravavam em casa de x ou y, era por aí... Daí que ainda hoje cumprimente e trate pelo nome muitos dos desse tempo e um ou outro que ainda hoje é próximo.

 

Embora odeie parecer paternalista acho que era um bocado diferente de agora, o estatuto de artista era coisa que não existia. Cada um fazia realmente a sua cena, uns com mais qualidade ou sucesso, outros com menos. Hoje em dia um puto lança uma mixtape e dá um concerto num sitio minimamente conhecido e reclama logo esse titulo de artista e não apenas de gajo que faz aquilo porque lhe dá gozo. Dantes não, um gajo como o Berna dava um concerto no Hard Club e no dia seguinte estava a levantar-se às 7.30 para ir para a escola, ou o Mundo ia para as obras com uma mota toda podre, etc... Não iam seguramente alimentar os instagrams a fingir que tinham uma vida glamorosa, de gajas ou thug life.

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É complicado p'ra quem vive agora esta era do hip-hop tuga imaginar o que era quando se começou, mas acho que agora muitos se iludem com o que é fazer parte do hip-hop, ainda que eu sinta que há por ai muitos MC's e grupos novos a surgir que têm um grande espírito old school, agora tem-se menos respeito uns pelos outros, vês putos a entrar no graffiti e a roubar nomes e graffitis a outros artistas, a pintar por cima de outras obras, etc... Tudo quer ser MC ou writer à força e esquecem-se que antes já estiveram uns quantos a lutar para que a cultura ganhasse forma em Portugal.

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Pá, já estive ligado no sentido em que para aí entre 2000 e 2007 não ouvi outro estilo de musica que não hiphop, quase tudo tuga. Sendo que depois ainda continuei a acompanhar de forma mais afastada.

Basicamente "levei" com o hiphop no inicio da adolescência, quando fui aí para o 7º ano ou assim. Não era um puto muito sociável e na altura interessava-me por coisas que ainda não despertavam interesse à maioria dos meus colegas, no hiphop tuga da altura encontrei isso, musicas que falavam de temas que me diziam muito, coisas que faziam pensar e que iam de acordo com a minha forma de ver o mundo. Basicamente começou aí, com hiphop do Porto, o Expresso do Submundo que me foi passado por um amigo da escola, o Sem Cerimónias dos MDG, os 7PM, Matozoo, LCR, etc. Mais tarde comecei a ouvir também sons de lá de baixo.

Entretanto comecei-me a envolver no movimento aqui da cidade, estive numa crew de graffiti, dava-me com o pessoal da Soares do Reis que pintava muito e que hoje alguns até são conhecidos, ia a bastantes concertos principalmente no Meia Cave na Ribeira e nas Nova Gaia hiphop Sessions do Hard Club, mas cheguei a ir ao Comix, de que muita gente parece que se gaba hoje em dia :lol:. Também frequentava a Massive, no Parque Itália, onde o Mundo chegou a trabalhar a vender roupa. Na altura o pessoal "do underground" (como se na altura houvesse algo não underground :lol:) andava todo de igual com roupa de lá, marca aem'kei, restos de uma fábrica que fazia roupa para os States mas as peças com defeito iam para lá. Era onde se encontravam os cd's e mixtapes à venda.

Mas pronto, basicamente a minha ligação era assim, mais de espectador do que de participante. Claro que o movimento na altura era pequeno e ficavas a conhecer o pessoal, não havia distanciamento entre "publico" e artistas, tomavas copos nos mesmos sítios, ias com os amigos que gravavam em casa de x ou y, era por aí... Daí que ainda hoje cumprimente e trate pelo nome muitos dos desse tempo e um ou outro que ainda hoje é próximo.

 

Embora odeie parecer paternalista acho que era um bocado diferente de agora, o estatuto de artista era coisa que não existia. Cada um fazia realmente a sua cena, uns com mais qualidade ou sucesso, outros com menos. Hoje em dia um puto lança uma mixtape e dá um concerto num sitio minimamente conhecido e reclama logo esse titulo de artista e não apenas de gajo que faz aquilo porque lhe dá gozo. Dantes não, um gajo como o Berna dava um concerto no Hard Club e no dia seguinte estava a levantar-se às 7.30 para ir para a escola, ou o Mundo ia para as obras com uma mota toda podre, etc... Não iam seguramente alimentar os instagrams a fingir que tinham uma vida glamorosa, de gajas ou thug life.

Dá para ter um pouco a ideia de como era o movimento, na altura. Gostei da tua descrição, porque a maneira como te caracterizas naquela altura vai um pouco de encontro á maneira como eu me vejo a mim, atualmente.

 

Só de ler isso, dá a ideia que se sente até uma certa nostalgia. Como se fossem saudades de algo que um gajo nunca sequer conheceu ou esteve em contacto. Mas, pelo que falas, parece que na altura o ambiente era muito melhor e vai de encontro aquilo que eu já suspeitava.

 

Obrigado pela explicação. É sempre bom ler posts destes. :fixe:

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