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Rui Cardoso

Oficina de Escrita

Publicações recomendadas

Escrever de madrugada ? uma coisa.

Escrever com sono ? outra.

 

Eu fico-me pela primeira. ;)

Pois, ecrever de madrugada ? muito melhor, mas com sono, nunca mais...

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Eu por acaso n?o uso a escrita como escape, mas sim como, como ? que hei-de dizer, passatempo. Sinto-me bem a escrever. Mas isso do pessoal escrever quando t?m desgostos amorosos, ? normal, e ao mesmo tempo n?o. A folha de papel(ou o PC), pode ser um bom desabafo, mas n?o nos d? concelhos, n?o nos apoia, etc...

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Por isso aconselho muito mais a pedir conselhos que escrever para se torturar ainda mais.

Exacto, se falarmos, podemos saber o que alguem pensa naquele assunto, enquanto que se escrevermos, vamos ter de reler o que nos aconteceu. Maas eu n?o digo para n?o escreverem se sentirem mal, pelo contr?rio, mas ? prefer?vel falar com um amigo(a) do que remoer nesse mesmo assunto.

Cacetes, tu de vez em quando at? dizes umas coisas porreiras ;)

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N?o digo que seja mau escrever, mas escrever e ningu?m ler excepto n?s ? um bocado depressivo e n?o falar com as pessoas sobre as coisas e remeter tudo para 40 kbytes n?o resolve nada e torna tudo mais lento e doloroso.

Outra vez a concordar contigo? :maluco:

 

Para desabafar, e se n?o quisermos falar com pessoas "reais", temos os blogs. Que melhor s?tio?

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? a mesma coisa, sentes-te bem porque algu?m leu mas isso s? faz continuar a buscar mais o sentimento do coitadinho do gostar de ouvir dizer que tem pena, mas n?o h? nada uma conversa olhos nos olhos.

Pois, mas pode haver receio nessa mesma conversa olhos nos olhos. N?o te esque?as que nem muita gente consegue exteriorizar os sentimentos ? vontade ;)

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O mundo ? um lugar estranho para se viver. Apercebo-me disso ao olhar pela janela do meu pr?prio mundo, contemplando a obscuridade e afastamento dos vultos negros e apressados que fugazmente se movem pelas ruas em busca de si mesmos. Fugindo da pr?pria evid?ncia do seu aparente alheamento dos outros. N?o existe uma forma correcta de viver, mas todos n?s procuramos o nosso pr?prio c?digo moral para reger a nossa vida. E ele aparenta ser cada vez menos vasto.

O semblante carregado que trazemos diariamente aparenta isso. Vultos sombrios vagueiam pelas ruas numa tentativa desesperada de encontrar o caminho correcto de viver, sem olhar a meios e a pr?ximos. Sem olhar a nada para atingir a sua pr?pria ataraxia, n?o reparando que o caminho que percorrem os afasta disso.

E assim levamos a vida: sombriamente pelas esquinas de um estranho local numa imperturbabilidade assustadora. At? ao dia em que as ruas gritem por socorro da sua pr?pria rotina perdida no infinito daquilo que v?em fazer.

 

Alexandre Costa, 06/08/07, madrugada dentro

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V? ? um psic?logo, bem que a minha av? dizia que ver TV a mais e tar em casa faz mal a muita gente.

Para viver ? preciso encarar os outros, andar de cabe?a erguida e n?o temer confrontos verbais, de ideais ou sentimentos.

Sim, concordo com o que dizes na ?ltima frase, mas existe pessoal que consegue defender-se de muitas coisas, dar bons conselhos, mas para se abrir, ? um cabo dos trabalhos, por alguma raz?o que nimguem sabe.

 

Alex, bom texto ;)

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Bom texto Alex.

 

Quanto ao Caceteiro, concordo basicamente com tudo o que ele disse. Eu, no meu caso, uso a escrita como m?todo de por as ideias em ordem, como que esquematizar o que sinto e as conclus?es que tiro.

Mas sem d?vida sou muito mais entusiasta de uma boa discuss?o do que de um bomt exto.

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Eu era assim, conheci gente assim e s? leva a duas coisas, mais amores falhados ou depress?o.

Exacto

 

Bom texto Alex.

 

Quanto ao Caceteiro, concordo basicamente com tudo o que ele disse. Eu, no meu caso, uso a escrita como m?todo de por as ideias em ordem, como que esquematizar o que sinto e as conclus?es que tiro.

Mas sem d?vida sou muito mais entusiasta de uma boa discuss?o do que de um bomt exto.

Uma boa discuss?o ? indespens?vel, eu j? tive discuss?es acaloradas com o meu pai e um dos meus tios sobre muitos assuntos, e soube bem, com cada um a expor os seus pr?pios pontos de vista. Mas um bom texto pode tamb?m servir de discuss

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Uma boa discuss?o ? indespens?vel, eu j? tive discuss?es acaloradas com o meu pai e um dos meus tios sobre muitos assuntos, e soube bem, com cada um a expor os seus pr?pios pontos de vista. Mas um bom texto pode tamb?m servir de discuss?o

 

Se for um texto argumentativo... Mas a?, mesmo que rebatas uma tese advers?ria, n?o h? mobilidade, quem escreveu aquele texto n?o pode acrescentar mais um exemplo, explicar um pormenor de outra forma. Se a tua tese for minimamente defens?vel, tens "o jogo ganho", na discuss?o humana h? mais calor, mais luta, mais crescimento.

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Se for um texto argumentativo... Mas a?, mesmo que rebatas uma tese advers?ria, n?o h? mobilidade, quem escreveu aquele texto n?o pode acrescentar mais um exemplo, explicar um pormenor de outra forma. Se a tua tese for minimamente defens?vel, tens "o jogo ganho", na discuss?o humana h? mais calor, mais luta, mais crescimento.

Sim, mas um texto podde resultar numa boa discuss?o. E sim, prefiro as discuss?es onde podemos sempre acresentar uma coisa, se fr preciso at? pesquisar na Net :lol:

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Mais mind-games...

 

Faltava-me o raio da palavra... ;)

 

Sim, mas um texto podde resultar numa boa discuss?o. E sim, prefiro as discuss?es onde podemos sempre acresentar uma coisa, se fr preciso at? pesquisar na Net :lol:

 

Normalmente tenho discuss?es sobre valores, assuntos da minha vida, experi?ncias e sentimentos, duvido que a Internet ajude nalguma coisa.

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Normalmente tenho discuss?es sobre valores, assuntos da minha vida, experi?ncias e sentimentos, duvido que a Internet ajude nalguma coisa.

Eu n?o, tenho discuss?oes sobre polk?tica, desporto, entretenimento, etc, mas sobre esses assuntos n?o.

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Eu n?o, tenho discuss?oes sobre polk?tica, desporto, entretenimento, etc, mas sobre esses assuntos n?o.

 

Detestava que me dissessem isso quando era comigo...

 

Mas tens 14 anos. ;)

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O que eu disse a seguir, a desculpa da idade. ;)

HAAAAAAAAAAAAAA!

 

Pois, ? descilpa para muita coisa que n?o me deixam fazer ou que n?o falam comigo. Mas eu j? me mentalizei que devoo viver com calma, para aproveitar tudo o que ? oferecido

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Hoje, fico-me por esta frase, no que ? escrita diz respeito:

 

"Prefiro ser verdadeiramente feliz por 5 minutos, do que alegre toda a vida. A alegria ? o ?pio dos patetas."

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"Prefiro ser verdadeiramente feliz por 5 minutos, do que alegre toda a vida. A alegria ? o ?pio dos patetas."

 

:handclap:

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Estava em cima da mesa um pacote dos CTT. Era como um presente, mas embrulhado num papel que suscita ainda mais curiosidade. N?o era para mim. Mas a curiosidade que crescia e que impulsionava o rasgar do papel era definitivamente minha. Abri a embalagem.

Estavam dois pequenos cubos amarelos a conversar um com o outro. Parecia uma discuss?o interessante. O da esquerda era de um amarelo mais desbotado e podia-se ouvi-lo afirmar que passar a vida toda alegre era uma patetice, isso era de tolos e de burros e mesmo ego?stas que n?o se apercebem do catastr?fico e deprimente mundo em que vivemos. O outro cubo era mais velho mas tinha um amarelo mais vivo, e fitava o primeiro com uma vaga express?o de pena. Retorquia dizendo que de facto esse tipo de alegria a que ele se referia era pat?tica e inconsciente, mas que essa n?o era a verdadeira alegria. A verdadeira alegria tinha de ser conquistada (n?o era, ao contr?rio do que muitas esferas, lagartixas e cometas pensavam, um dom. Estas esferas, lagartixas e cometas tinham a mania que eram uns coitadinhos porque n?o tinham nascido com o dom de ser alegres, e portanto n?o havia nada a fazer). A alegria n?o era, definitivamente, um dom. Era um exerc?cio e uma luta constante. N?o nos deviamos esquecer de reparar nas pequenas coisas boas que cada dia tem (o cubo da direita dizia isto tendo perfeita no??o que era imposs?vel reparar nesta totalidade, e olhem que o cubo j? reparava num bom n?mero de lindos pormenores que a maioria dos mam?feros n?o reparava). Isto n?o anulava a exist?ncia de problemas, negativismos, e esse tipo de coisas. Por isso, para conquistar a alegria, era preciso uma outra coisa: acreditar que era poss?vel mudar. N?s, e o mundo. Podemos mudar, ? uma quest?o de persist?ncia e de valoriza??o das pequenas conquistas.

O cubo da esquerda interrompeu este discurso que lhe come?ava a soar de quem n?o sabia o que dizia. Com certeza era um desses cubos burgueses que tinha tido a vida facilitada e nunca tinha tido um verdadeiro problema. Quem no seu perfeito ju?zo falaria assim? Ent?o o s?lido alegre, depois de ouvir esta interrup??o p?s-se a pensar que se calhar o seu amigo carrancudo tinha raz?o. Ele tinha tido alguns problemas complicados de resolver: Tinha sido despejado da primeira embalagem onde ele tinha vivido,e portanto tinha passado algum tempo a viver num s?tio escuro onde chovia uma chuva fria. Pouco antes de ter sido despejado, a ventoinha que sempre lhe tinha ensinado tudo e assegurado protec??o tinha-se partido e ele j? n?o conseguia falar com ela (apesar de saber que ela continuava l?). A sua sorte ? que, caminhando por essa chuva, tinha encontrado um banco de jardim cheio de cogumelos, que o tinham ajudado a crescer num sentido optimista. Se calhar o encardido cubo amarelo nunca tinha tido essa sorte. Resolveu perguntar-lhe que situa??es t?o dif?ceis tinha ele que enfrentar.

?s? para teres uma ideia, hoje de manh? espetou-se um pico no meu p?! E olha que eu nem p?s tenho!?

?errr....pois, ? chato...mas olha que s? tinhas a ganhar se fizesses um esfor?o para seres mais alegre...tu ?s um cubo, rapaz! Podes ajudar as gaivotas! Elas est?o sempre a precisar de n?s, os cubos amarelos... e tamb?m t?m tanto para nos ensinar! Aprendi com elas a cozinhar esparguete ? bolonhesa!?

?ora... e arranjando eu ocupa??es dessas, onde iria arranjar tempo para a lamenta??o e comisera??o? Tu ?s vezes n?o pensas...?

??s mesmo quadrado!!!?

 

Voltei a fechar o pacote onde eles estavam. Afinal de contas, n?o era para mim e n?o queria que suspeitassem que o tinha aberto. Mas a conversa dos cubos tinha-me feito pensar... eu n?o sei cozinhar algo t?o simples como esparguete ? bolonhesa!

 

 

 

(by mulher-ervilha)

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Na minha alma, a noite cai sem avisar, sem qualquer anúncio. Ela cai e pronto. O meu interior só encontra semelhante numa rua deserta de madrugada onde o único sinal de vida é um pequeno gato preto sentado, junto a uma cabine telefónica abandonada. A única tentativa de me dar luz vem em forma de lua cheia. Porém, esta é assombrada pelas nuvens negras, anunciantes de tempestade, que pairam no horizonte do meu coração. A chuva, tal como as lágrimas, está aí mas teima em não cair.

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Um bocadinho de um livro que ando a escrever.

 

--------------------

 

Jo?o emaranhava o seu couro cabeludo como quem toma de raiva o dia. Tudo corria de uma forma p?ssima. Os demais olhavam e ele sentia desd?m na retina advers?ria. Tinha o estranho parecer que o mundo se dava conta dos seus problemas, por mais pessoais e entranhados que fossem, por melhor que tentasse ofusc?-los. A juventude, quente e ferverosa, sempre de fr?geis e enssopados nervos emergindo de uma clareira de emo??es confusas e muitas vezes dificeis de contornar, tende a um sentimento de revolta, n?o para com os que os rodeam, mas para com seus intimos. A luta prima por uma regra b?sica de ansiedade e inseguran?a que acaba por largar atitudes de que o orgulho n?o tem palavra interventiva, e prefere olhar do lado de l? da veda??o. Jo?o, apesar de se querer fazer sentir de rijo, frio e muitas vezes distante de tudo o que fossem problemas ou emo??es negativas , n?o fugia ? regra, regra essa sem excepc??o, afirmava-se de forma j? pouco arriscada.

O estranho da situa??o ? que este n?o era um dia ortodoxo. Era mais, isso sim, um dia de puberdade multiplicada por quantos problemas houvessem e quantas confus?es estivessem a escoar por entre os fr?geis veios de sociedade que o rodeiam.

O sol mostrava caras de quem come?ava a fugir, desde j?, para o horizonte. Come?ava o calor da manh? indubitavelmente veraniana a dissiparsse por entre sementes de uma brisa transportadora de um outro calor, o calor da tarde, mais fresco, mais saboroso, mais comodo e sem d?vida muito mais primaveril, o que Jo?o gostava.

A janela ampla e encardida, n?o s? daquele p? de cor esbranqui?ada tipico de uma sala de aula e de todos os borr?es de humidade que teimavam em cansar a pobre senhora das limpezas que dia ap?s dia gretava suas pobres m?os para que no dia seguinte tudo estivesse renascido para mais um duro e rigoroso hor?rio de estudo, mas tamb?m de pensamentos que corriam de dentro para fora numa louca demanda na busca da abstrac??o da monotonia de certas li??es. Jo?o estava agora saboreando a luminosidade relaxante de um final de tarde recostado sobre a sua cadeira dura e fria construida apartir de ferros j? enferrujados de origem, e coberta em pontos estrat?gicos de madeira rija e resistente. O ambiente parecia envolver o jovem Jo?o. Estava absorvido a mirar por entre palmeiras pequenas e jovens atrav?s da tal janela de pensamentos que dava para o p?tio. De surpresa, uma voz, limpa e atemorizante pela entoa??o:

- Aten??o! Estamos a falar de pormenores muito importantes. Preste aten??o ? classe. ? Lan?ou enervado e de pele arrocheada tal e qual um pedra fria e suja o Professor Lu?s, das classes de M?sica.

Jo?o anuiu e pediu perd?o, mas na realidade o que ele desejava era continuar ali, absorvido pelos seus pensamentos. Segundo ele, enquanto estava na sua indiferen?a ningu?m mais se atrevia a desafi?-lo com o dito olhar cruel e rude de quem julga sem raz?o aparente.

 

 

;)

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