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Unclouded

War Of The Old Gods - Ficção

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Boa noite pessoal!

 

Como alguns de vocês sabem, eu faço os meus saves do EMEM sempre com ficção, pois era um meio de passar o tempo e porque adoro escrever. No entanto, não tenho tido nem tempo nem pachorra para jogar FM, facto que me fez perguntar à Moderação se podia criar uma história aqui, 100% livre de jogos, tornando-se esta no meu novo "hobbie". Para quem não sabe, o meu tempo encontra-se bastante preenchido entre o estudo exaustivo da Medicina Veterinária e da escrita do meu livro. Não posso por isso prometer actualizações diárias, e muitas vezes poderei até estar algum tempo ausente. Peço desculpa antecipadamente por isso.

 

Por último, irei escrever capítulo a capítulo, com calma. Agradeço todo o tipo de feedback, positivo ou negativo, bem como críticas, sugestões, perguntas, etc. É verdade que vou escrever aqui um livro virtual, mas ao mesmo tempo quero que este seja interactivo ao ponto de saber o que devo ou não mudar. A história vai ser no meu género preferido - sempre bastante acção, aventura, drama, suspense. E agora já é tarde, vou mas é descansar. :mrgreen:

 

Amanhã sai o primeiro capítulo, e espero que gostem tanto dele como eu vou gostar. :compinchas:

 

Capítulos:

 

Capítulo 1 - O Começo

Capítulo 2 - Josef

Capítulo 3 - Invasão

Capítulo 4 - Grão-Mestre da Ordem de Hórus

Capítulo 5 - Última Missão

Capítulo 6 - Como tudo começou...

 

Editado por Unclouded

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Força. Vou dar cá um saltinho de vez em quando. :)

 

 

Estou curioso para saber o que sairá daí. Força nisso.

 

 

hm

trabalhos da comunidade talvez seria a secção apropriada.

 

 

Força prof :mrgreen:

 

Bem pessoal, obrigado pela força. Agora estou ocupado a cavar a horta (sim, ando a lavrar) atrás de minha casa, por isso só devo escrever o primeiro capítulo logo.

Pica: falei com o BlackHawk e ele aconselhou-me a fazer, por agora, aqui. Como parece que é a primeira vez que alguém faz isto, optámos assim e depois logo se muda. Mas percebo o teu ponto de vista

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Finalmente uma história sem FM Unclouded :prayer:

 

Irei acompanhar com certeza :D

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aqui talvez tenha visibilidade, mas pode acabar afundado por outros tópicos enquanto que a outra secção está meio vazia.

 

já agora, título em inglês...não vais escrever em inglês né? ou estás simplesmente a sucumbir à treta do inglês é que é best?

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aqui talvez tenha visibilidade, mas pode acabar afundado por outros tópicos enquanto que a outra secção está meio vazia.

 

já agora, título em inglês...não vais escrever em inglês né? ou estás simplesmente a sucumbir à treta do inglês é que é best?

toda a gente passa essa fase :mrgreen:

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Projecto interessante. Força com isso :handclap:

Finalmente uma história sem FM Unclouded :prayer:

 

Irei acompanhar com certeza :D

aqui talvez tenha visibilidade, mas pode acabar afundado por outros tópicos enquanto que a outra secção está meio vazia.

 

já agora, título em inglês...não vais escrever em inglês né? ou estás simplesmente a sucumbir à treta do inglês é que é best?

toda a gente passa essa fase :mrgreen:

 

Obrigado a todos. Pica, o nome deste "livro virtual" é em inglês por opção própria. Mas só o título. O resto é português (pode haver expressões em outras línguas, como é óbvio). E não, não acho que o inglês é que é best :mrgreen:

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Capítulo 1 - O Começo

 

http://www.youtube.com/watch?v=55C8uFhR7cc

 

2500 a.C. - Egipto

 

Nas imediações do Lago Nasser existiam diversas povoações piscatórias bem como templos religiosos para venerar os inúmeros deuses egípcios. O enorme lago servia de fronteira entre o Egipto e o Sudão, havendo por isso diversos combates nas zonas circundantes. O faraó actual, Tamsei II, recusava a ideia de deixar os sudaneses pescar naquelas que considerava serem as "suas águas". Claro que, por retaliação, os vizinhos depressa começaram a barrar a passagem do Nilo, provocando uma guerra sem precedentes e que viria a lançar estas pequenas povoações para um clima de terror constante.

 

Porém, o templo de Hórus em Gyara não podia contrastar mais com o clima circundante - lugar sagrado para as tropas egípcias, era defendido a todo o custo, mesmo que isso significasse deixar as restantes aldeias sem protecção. Com esta diferença de tratamentos, depressa surgiu um novo inimigo para o faraó: uma frente de resistência que, mais tarde, se viria a unir aos hititas e a sudaneses chegou, por vezes, a estar perto de tombar o regime de Alexandria. Tamsei II retaliava e assim esta guerra se manteve durante 20 anos.

 

Num dia incerto, em Gyara, tudo iria começar a mudar - o sacerdote que chefiava o templo de Hórus ia finalmente ter um filho, seu herdeiro e sucessor no comando do templo. De olhos azuis e pele clara, com o pequeno cabelo esbranquiçado, o novo rebento contrastava em tudo com o pai e restante comunidade egípcia. Não obstante, foi sempre tratado e venerado como detentor de um papel sagrado, facto que converteu o pequeno Kalatse numa criança mimada e bastante casmurra.

 

Não brincava com as outras crianças, não se relacionava com ninguém. Não porque não quisesse, mas porque o sacerdote não o queria junto do resto da sociedade onde, segundo ele, podia ser corrompido pelas mentes conspurcadas de alguns escalões sociais. Poucas vezes saía do templo, passando horas e horas venerando o grande deus falcão, estudando a religião egípcia, aprendendo a ser líder. Esta era a sua missão na Terra, repetia-lhe diversas vezes o pai nos raros momentos a dois que tinham juntos.

 

Quando o rapaz tinha cerca de 4 anos, já sabia ler e escrever de forma fluída, mostrando também um raciocínio rápido e eficaz que fazia com que os seus mentores ficassem impressionados pela capacidade de compreensão que o jovem detinha. Era visto pelo povo de Gyara apenas nas horas da oração diária, quando todos se juntavam para pedirem a Hórus que olhasse por eles e lhes trouxesse riqueza e bem-estar. Muitas vezes Kalatse deixava escapar uma lágrima pelo canto do olho ao ver as restantes crianças brincarem, alheias ao seu sofrimento por estar separado do resto do mundo. Tal facto, como é óbvio, não escapava ao seu pai, que mais tarde tratava de o repreender por mostrar fragilidade com coisas tão triviais.

 

E assim, no dia do seu quinto aniversário, tudo poderia continuar como até aqui, não fossem os portões da cidade sabotados, com as ruas de Gyara a serem ocupadas rapidamente por uma onde enorme de hititas e sudaneses...

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Tenta enriquecer mais a história com alguns pormenores, se não vai parecer um resumo. Anyway, bom início.

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Promete...

Tenta enriquecer mais a história com alguns pormenores, se não vai parecer um resumo. Anyway, bom início.

 

Obrigado pelo apoio. Quanto aos pormenores, eu percebo a tua perspectiva, mas neste capítulo introdutório fiz de propósito para os deixar de fora. Mais tarde percebes o porquê :mrgreen:

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Já nos "conhecemos" à um tempinho e todos nós sabemos o teu jeito para a escrita.

Desejo-te boa sorte para isto e tentarei seguir...

 

Abraço!

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vai para o Al-Ahly....

 

 

 

 

:mrgreen:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa intro, continua :compinchas:

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vai para o Al-Ahly....

 

 

 

 

:mrgreen:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa intro, continua :compinchas:

:funny: :funny: :funny:

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Minutos antes da invasão, vivia-se um ambiente altamente festivo numa das tabernas da cidade: o Dente de Crocodilo encontrava-se completamente cheio. Um pequeno bar, é verdade, mas tinha bastante vida e um jeito próprio de chamar as pessoas - junto ao balcão de madeira encontrava-se um pequeno estrado onde dois bardos estrangeiros cantavam e motivavam ainda mais os clientes a consumirem as bebidas que ali serviam.

 

As mesas, redondas e pequenas, encontravam-se espalhadas em formato de xadrez pela sala, ocupando de forma uniforme o pouco espaço de que o dono da taberna dispunha. Este homem, de nome Josef, encontrava-se bastante atarefado - de cabeça rapada e tez morena, tinha um pequeno bigode no meio da cara excessivamente redonda. No entanto, impunha respeito face à sua postura física que, diga-se de passagem, se assemelhava a um soldado de elite - alto e forte, notavam-se todos os músculos bem definidos no tronco e membros. Ao pescoço usava um colar com dentes de um crocodilo que, segundo alguns rumores, tinha sido morto por ele quando ainda era jovem.

 

Esta "fama" chamava muitos mercenários à taberna que se encontrava numa das ruas centrais da povoação. Estava situado quase junto à enorme parede de segurança de que Gyara se orgulhava, tornando-se num dos primeiros edifícios que os visitantes vislumbravam ao entrar na aldeia. Por isso, não admirou ninguém ver, em plena luz do dia, o bar completamente cheio de gente aos gritos, já bêbeda e bastante espalhafatosa.

 

Numa das mesas encostadas ao canto da sala encontravam-se quatro soldados mais ruidosos do que deviam. O dono da taberna, sabendo que estavam a incomodar o resto dos clientes, dirigiu-se calmamente à mesa, pedindo-lhes para refrearem os ânimos. Porém, quando menos esperava, um soldado mais corpulento virou a mesa, tombando copos, bebida e deixando toda a gente em completo silêncio. Josef baixou-se e começou a recolher os cacos, não ligando para o que acabara de acontecer. Só que o mesmo soldado, enfurecido pelo álcool e pela falta de reacção do outro, levantou o braço para lhe dar um murro.

 

Tudo se passou num instante, mas Josef levantou-se de rompante e amorteceu o impacto com a palma da mão, usando de imediato a outra mão para lhe dobrar o braço que estalou ao partir. Aos berros, o homem caiu no chão completamente angustiado, na mesma altura em que os outros se levantaram para atacar o dono do bar. Um sacou de uma adaga e tentou perfurar Josef, mas este, no meio de tanta gente estupefacta, conseguiu desarmá-lo com um murro certeiro para, de seguida, lhe dar uma cabeçada que o fez desmaiar. Os outros dois, mais cautelosos, não investiram logo sobre ele, procurando aproveitar a sua vantagem numérica.

 

Avançaram com cuidado, rodeando o dono do bar à medida que muitos dos clientes saíam para a rua de modo a evitarem entrar na luta. O egípcio careca e moreno mantinha-se sereno, avaliando a distância que os separava. Num aceno quase imperceptível, os dois mercenários atiraram-se na direcção de Josef, procurando derrubá-lo. Porém, no último instante, este desviou-se e usou o impacto do salto de ambos para os empurrar um contra o outro, agarrando-os depois pelo cachaço e atirando-os porta fora. Pegou também nos outros dois e colocou-se na rua principal. Quem ali passasse via quatro mercenários ensanguentados no meio da poeira, completamente derrotados pelo simples dono de uma taberna.

 

Este, ao voltar para dentro, viu que os clientes olhavam com alguma desconfiança para ele - de modo a aliviar o clima de tensão que se vivia, gritou alto e bom som:

 

"- A próxima rodada é por conta da casa!"

 

Imediatamente o clima festivo regressou ao Dente de Crocodilo, mas não por muito tempo. De imediato se ouviu um estouro ensurdecedor, no exacto momento em que um pequeno exército de hititas e sudaneses invadia a aldeia.

Editado por Unclouded

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Movido. Continua o bom trabalho!

 

Só vi agora que já tinhas movido. Parece-me mesmo a melhor secção para um tópico destes. :mrgreen: . Obrigado!

 

Hoje vou de estudar um pouco mais e não sei se conseguirei postar algum capítulo. Desculpem pessoal :compinchas:

Abraço a todos

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Já andava com a ideia de fazer o mesmo há já uns tempos, mas nunca tive a vontade e o tempo suficientes. Força com isso, que eu vou acompanhando quando puder. ;)

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Já andava com a ideia de fazer o mesmo há já uns tempos, mas nunca tive a vontade e o tempo suficientes. Força com isso, que eu vou acompanhando quando puder. ;)

 

Obrigado pela força. Realmente eu compreendo-te, e espero que o pessoal saiba que isto, embora seja um "livro" virtual, não vai ser tão detalhado e tão descrito como o seria um livro normal face à falta de tempo. É algo mais para uma leitura ligeira, sem maçar muito e tentando manter a curiosidade dos leitores activa.

 

Abraço :compinchas:

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Os hititas e sudaneses, bem como o grupo de rebeldes contra a tirania do faraó Tamsei II, invadiram o vilarejo de Gyara de modo a poderem conquistar um dos centros religiosos mais importantes do país. Para isso, tinham introduzido uma pequena patrulha de infiltrados na guarda do enorme portão de segurança. Estes, em plena luz do dia, aniquilaram o resto dos defensores da entrada da aldeia e tiraram as vagas de madeira que impediam que as portas de Gyara fossem abertas pelo lado de fora. Aí, o batalhão de rebeldes trataram de, em conjunto, o arrombar, entrando assim na aldeia mais segura da região.

 

Josef, na porta da sua taberna, voltou a entrar e expulsou todos os clientes que tinha ali dentro. Fechou então a porta de madeira e correu até ao balcão. Removeu um pequeno tonel de cerveja e retirou uma tábua da parede. Estendeu a mão e apertou o punho de sua enorme cimitarra. De cabo esverdeado, tinha um punho de mão e meia, dando para utilizar em batalhas que requeressem um escudo ou em batalhas em que se pretendesse segurá-la com ambas as mãos. A lâmina era bem afiada, brilhante, com a curva desta a dar uma beleza excepcional à espada. Junto ao cabo, um símbolo com uma águia estava incrustado. O dono do bar pegou então na sua capa esverdeada, também com o símbolo da águia nas costas, e abandonou o Dente de Crocodilo pela porta das traseiras.

 

Pelo que percebia, a guarda do templo já tinha começado a investir sobre os invasores, facto que tinha tornado as ruas principais da aldeia em campos de guerra perigosos e a evitar. Optou por ir com cautela, evitando encontrar-se quer com soldados de Gyara quer com rebeldes, dirigindo-se para o templo de Hórus. Sentia-se algo nervoso, pois embora soubesse que ia haver um dia em que os portões do vilarejo iam ser derrubados, sempre pensou que fosse só daqui a uns anos largos.

 

Por sua vez, a agitação no templo era enorme. O grão-sacerdote de Hórus já estava acompanhado por um grupo restrito de guarda-costas, abandonando o edifício religioso pelas traseiras e encaminhando-se para o lago Nasser. Nos seus braços estava um amedrontado Kalatse, tal era o ruído das batalhas que ocorriam nas ruas da aldeia. Ao chegarem ao pequeno porto de pesca, o sacerdote fez sinal aos acompanhantes para pararem. Sem perceberem porquê, esperaram, à vista de todos, arriscando-se a ser mortos se um grupo de rebeldes os visse e reconhecesse o regedor do templo.

 

Passados alguns minutos bastante largos, um homem moreno avançou na sua direcção. Os guardas desembainharam as armas e prepararam-se para abater o homem, mas de imediato o pai de Kalatse lhes ordenou para pararem quietos. Quando Josef se aproximou o suficiente, os soldados do templo reconheceram de imediato o símbolo presente na sua cimitarra e capa, ajoelhando-se perante ele. Com um aceno de cabeça, o dono da taberna disse-lhes para se levantarem e para serem céleres a preparar um barco para 3 pessoas. Prontamente eles acederam, colocando um pequeno barco de pesca à disposição de Josef e do sacerdote, barco que poderia levá-los para fora de Gyara completamente despercebidos.

 

O sacerdote, Josef e Kalatse entraram na embarcação, com os soldados a correrem e a afundarem o resto dos barcos para impedirem qualquer hipótese de perseguição. Só que, por obra do destino, um grupo de rebeldes conseguiu libertar-se da luta principal e deslocou-se rapidamente na direcção da embarcação de pesca, determinados a impedirem a fuga dos três homens.

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