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[FM 2012] Lion Blood - O Começo

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Vá lá afinal a mulher ainda não morreu. Problemas familiares resolvem-se à moda antiga. Um duelo um contra um :mrgreen:

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Acertei, ela foi mesmo raptada. :mrgreen:

 

Palpites para o próximo capitulo, o pai morrer para salvar a mãe ou a ajudar o filho a fugir.

 

Continua estou a gostar!

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mais um grande episódio e tenho a dizer que estava a espera que ela fosse raptada mas o que se seguiu não essa parte do tio está muito bom e de uma imaginação imensa o meus sinceros parabens continua :compinchas:

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Vá lá afinal a mulher ainda não morreu. Problemas familiares resolvem-se à moda antiga. Um duelo um contra um :mrgreen:

 

Achas que sim? Tem de ser 1200000x1 :mrgreen:

 

Acertei, ela foi mesmo raptada. :mrgreen:

 

Palpites para o próximo capitulo, o pai morrer para salvar a mãe ou a ajudar o filho a fugir.

 

Continua estou a gostar!

 

Será que morre? Vamos lá ver :compinchas:

 

mais um grande episódio e tenho a dizer que estava a espera que ela fosse raptada mas o que se seguiu não essa parte do tio está muito bom e de uma imaginação imensa o meus sinceros parabens continua :compinchas:

 

Acho que fazia sentido ser raptada, se a matassem não tinha "pica".

 

Tio matreiro :mrgreen:

 

Vamos lá ver como vai acabar esta guerra de família!

 

Logo se vê :mrgreen:

 

Boa sorte :)

 

Obrigado.

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Capítulo 4: Invasão

 

http://www.youtube.com/watch?v=qKV6lx9crAs

 

O tio de Squall estava sentado no seu escritório. Junto à porta, dois seguranças enormes e com aspecto de conseguirem partir o corpo a qualquer um que se atrevesse a entrar evitavam que Nicki, amarrada e amordaçada no sofá da divisão, fugisse. Ralf fumava um charuto calmamente, folheando o jornal do dia. Ao seu lado estava uma espada negra de duas mãos: a Zweihander brilhava com o reflexo da luz da tarde, parecendo ter vida própria. Olhou para a mulher do seu irmão mais velho, vendo-a calma depois de quase ter morto um dos raptores. Aguerrida ela era, e ele sabia-o, mas nunca pensou que lhe desse tantos problemas para a raptar.

 

Continuou a leitura como se nada tivesse acontecido até que ouviu um estrondo no telhado. Levantou-se de rompante, com o som de vidros a partir a ecoarem pelos corredores. Os dois guarda-costas dirigiram-se para a porta enorme mas, quando a iam abrir, esta estourou-lhes mesmo na cara, deixando-os inanimados. À entrada estava Bernard com a besta apontada à cabeça do irmão, que não conseguia sequer alcançar a bainha da sua espada, Gram.

 

Não sabendo como era possível, Ralf quase perdeu a calma: tinham perdido semanas a planear a armadilha que iria matar tanto o regedor como o seu sucessor. Cuspiu para o lado, continuando sem perceber como é que tinha falhado. Viu o irmão avançar para a mulher, sem nunca retirar a besta das mãos nem nunca desviar a mira da sua cabeça. No momento em que Bernard se baixou para cortar as cordas que prendiam Nicki, baixou-se de rompante e empunhou a enorme Zweihander. De imediato duas flechas se iam cravar no seu peito, mas a enorme espada desviou-as como se nada fosse.

 

Bernard era mortífero com a sua besta, mas já tinha gasto duas das 5 flechas que possuía, e ainda por cima tinham sido em vão. Estava em desvantagem, e sabia-o: o irmão manejava uma espada como ninguém e, num cubículo tão pequeno, não tinha hipótese alguma de se proteger a si e à sua mulher. Desesperado, olhou em volta à procura de algo que o pudesse ajudar a fugir e a reorganizar-se, mas sem sucesso.

 

Ralf apercebeu-se da indecisão do irmão e sorriu. Um sorriso cínico, cheio de ódio, encheu-lhe a cara, à medida que cuspia as palavras:

 

- "Porque é que o destino de uma pessoa tem de ficar decidido na hora em que nasce? Porque é que, de dois irmãos gémeos, o que nasce primeiro se torna sucessor e o que nasce por último se torna lixo? Porque é que o Squall tem direito a viver uma vida de luxo comparada com a dos meus próprios filhos? Porquê?!"

 

Perdendo a compostura que lhe restava, saltou para o seu irmão gémeo e balançou a Zweihander, pronto a cortar aquele que o afastava do poder dos Leonhart.

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Vá lá acertei que o pai ia morrer. :mrgreen:

 

O que irá acontecer agora?

 

"Por isso não percam o próximo episódio, porque nós também não!" :compinchas:

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mais uma boa actualização a qual eu pergunto que será feito do squall?

 

Isso agora :mrgreen:

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mais um bom capítulo. Acabas o episódio na melhor parte. :mrgreen:

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mais um bom capítulo. Acabas o episódio na melhor parte. :mrgreen:

 

Já se sabe o que a casa gasta :mrgreen:

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Capítulo 5: Loucura

 

http://www.youtube.com/watch?v=RpnRhiInopA

 

Squall despachou os últimos seguranças à medida que ouvia o estrondo do seu pai a forçar as telhas para entrar na mansão. Subiu as escadas a correr, de modo a chegar ao escritório do tio onde, esperava ele, estaria a sua mãe. Quase a chegar ao corredor que dava para o gabinete principal da casa, encontrou três pessoas: os seus primos Seifer, Zero e Marco estavam à espera dele, armados até aos dentes. O primeiro usava uma espada enorme prateada - uma Zweihander muito semelhante à do próprio pai. O segundo apenas tinha umas luvas com uma cobertura de metal nos dedos, enquanto que o último carregava dois revólveres nas abas do cinto e uma besta nas costas.

 

Com um sorriso cínico, o herdeiro dos Leonhart levantou a Gunblade, forçando a passagem e correndo sem parar na direcção do escritório. Quando passou pelas portas de madeira derrubadas, deixou cair Fenrir. Viu o seu tio Ralf desferir um golpe na diagonal no peito da sua mãe, dilacerando-a à medida que o seu pai caía para trás do sofá. Segundos antes, Nicki empurrara o marido para o desviar do golpe do seu irmão gémeo, sofrendo ela o golpe em vez dele.

 

Com um grito a demonstrar uma loucura tremenda, Squall caiu de joelhos no chão alcatifado da divisão, sem se aperceber que tinha os primos atrás dele, prestes a matá-lo ao mais pequeno movimento. Bernard levantou-se calmamente, mas com os joelhos a tremerem demasiado, sob pena de cair como o seu filho. Olhou com um ódio de morte para o rosto daquele que sempre considerara como um irmão, não vendo mais nada senão um alvo a abater. Se não visse o seu primogénito cercado pelos seus sobrinhos, possivelmente mataria Ralf ali mesmo.

 

Olhou para o rosto de Nicki, que ainda se agarrava à vida como podia. Viu os olhos dela brilharem, entendendo a derradeira mensagem dela. Com uma rapidez fora do comum atirou com a besta sobre Ralf, Zero e Marco, atingindo-lhes o peito mas falhando por pouco os órgãos vitais. Foi o suficiente para eles caírem, dando a oportunidade certa para Squall sair do seu transe. Levantou-se e pegou na Gunblade, avançando para o tio. Porém, Seifer rodou a enorme Zweihander prateada e fez-lhe um corte profundo desde o lado direito da testa à bochecha esquerda: um golpe diagonal atravessou o nariz do jovem alemão, cobrindo-lhe o rosto de sangue.

 

Squall ignorou a dor e atingiu Siegfried no peito com a parte de trás de Fenrir, atirando-o contra um canto e deixando-o inconsciente. Voltou-se para Ralf, na esperança de o matar, mas o pai empurrou-o, evitando que Ralf atingisse o herdeiro dos Leonhart com a sua espada. De seguida, Bernard arrastou o filho para fora do escritório, de modo a poderem escapar da mansão em segurança. Ainda olhou para trás, vendo Nicki esboçar um leve sorriso: e assim cumpriu a vontade dela em, pelo menos, salvar Squall de uma tragédia.

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Épa agora trocaste-me as voltas. :estrelas:

Eu a pensar que o pai já tinha ido mas acabou por ser a mãe. Estou a gostar, continua!

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mas actualização divinal e deveras supreendente fico na expectativa de ver o que acontecerá daqui para a frente agora devem planear a maneira de matar o ralf presuponho? mais uma vez parabens

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Épa agora trocaste-me as voltas. :estrelas:

Eu a pensar que o pai já tinha ido mas acabou por ser a mãe. Estou a gostar, continua!

 

Eheh, ainda bem então :compinchas:

 

mas actualização divinal e deveras supreendente fico na expectativa de ver o que acontecerá daqui para a frente agora devem planear a maneira de matar o ralf presuponho? mais uma vez parabens

 

Será? Eles ainda não fugiram :mrgreen:

 

História muito boa e sempre a surpreender. Continua!

 

Obrigado pela força :compinchas:

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À medida que desciam as escadas da enorme mansão, Squall tentava, em vão, libertar-se do pai. Porém, este, com um olhar que demonstrava uma determinação e força fora do comum, arrastava-o como se nada fosse, obrigando-o a correr. Saíram para o jardim, fugindo sem parar nem olhar para trás. Nesse instante, Ralf, Zero e Marco saltaram pela janela do escritório, aterrando na sebe cuidadosamente aparada. Embora tivessem sido atingidos pela besta de Bernard, conseguiam ignorar a dor e perseguir os dois.

 

O regedor dos Leonhart corria sem parar mas, como Squall confirmou, não via para onde estava a ir. Correram durante algum tempo, sempre seguidos pelo resto da sua família, até que Bernard, afogado na dor de abandonar a mulher em plena base inimiga, se enganou num caminho da enorme Floresta Negra que guardava desde que era adolescente. Ficaram encurralados junto a um precipício enorme, com o Danúbio a rugir lá em baixo.

 

Não tardou para que Ralf e os seus dois filhos se aproximassem deles, com Marco a disparar, de imediato, sobre uma das pernas do tio. Sabendo que isso impossibilitaria a sua hipótese de fuga, o homem forte dos Leonhart começou a entrar em desespero, até que a imagem de Nicki apareceu na sua mente: o olhar silencioso que ela lhe dera nos seus derradeiros momentos voltaram a trazê-lo à realidade. Virou-se para o seu filho, que entretanto pegara em Fenrir e se preparara para lutar:

 

- "Squall, foge daqui... Já! Não olhes para trás, deixa-me e vai! Eu empato-os!"

 

Squall de imediato abanou a cabeça, recusando logo a ideia. Não iria abandonar o seu próprio sangue, aquele que o criou e quem lhe deu tudo na vida. Nem que isso custasse a sua! Ralf olhava para eles divertido, mandando os seus filhos manterem os dois na mira. O ódio nos seus olhos era claro para todos, um ódio irracional e capaz de mudar até os laços entre dois irmãos gémeos que sempre se ajudaram.

 

Bernard esforçou a perna e levantou-se, agarrando o seu primogénito pelo colarinho do colete que usava. Com um sentimento de culpa pelo que iria fazer, disse-lhe algo que Squall nunca viria a esquecer e que, em tempos vindouros, iria ser a sua fonte de força, inspiração e determinação:

 

- "Escolhe! Preferes tornar-te um protector e morrer de uma forma inglória e inútil ou preferes fugir e tornar-te um vingador pelas coisas todas que perdeste?!"

 

Empurrou-o suavemente pela borda, à medida que Marco disparava mais uma vez contra ele. Squall sentiu-se cair, vendo os olhos do pai brilharem de orgulho e felicidade. Com um sacrifício enorme da sua parte, Bernard acabara de dar uma rota de fuga ao seu filho. A história dos Leonhart não ia morrer ali, na orla oriental da Floresta Negra...

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gostei bastante deste capitulo pena o pai morrer é uma história bastante triste ver um pai e uma mae morrerem e concerteza que se existe alguem aqui no forum que já tivesse passado por isso não iria ficar indeferente a tua história está muito bem exquematizada e nota-se que existe vontade própria de a escrever agora fico na dúvida como irá squall reagir a tudo isto se agir de cabeça quente ou ser calculista.

 

 

 

Um pequeno aparte...tu já tens a história escrita ou vais escrevendo os capitulos ao mesmo tempo que os colocas no forum?

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gostei bastante deste capitulo pena o pai morrer é uma história bastante triste ver um pai e uma mae morrerem e concerteza que se existe alguem aqui no forum que já tivesse passado por isso não iria ficar indeferente a tua história está muito bem exquematizada e nota-se que existe vontade própria de a escrever agora fico na dúvida como irá squall reagir a tudo isto se agir de cabeça quente ou ser calculista.

 

 

 

Um pequeno aparte...tu já tens a história escrita ou vais escrevendo os capitulos ao mesmo tempo que os colocas no forum?

 

Vou escrevendo os capítulos à medida que os posto. Obrigado pela força :compinchas:

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O rapaz já ficou orfão. Tu és um serial Killer :mrgreen:. Parabéns por outra grande história que estás a montar. Não estou a ver é como isto vai para a futebol :medinho:

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O rapaz já ficou orfão. Tu és um serial Killer :mrgreen:. Parabéns por outra grande história que estás a montar. Não estou a ver é como isto vai para a futebol :medinho:

 

Eu? Não, que ideia :-

Depois vês :wink:

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Capítulo 7: Sete Anos Depois

 

http://www.youtube.com/watch?v=mSOJ8XyqtOQ&feature=relmfu

 

Argentina, Ano de 2011

 

7 anos se passaram desde que Squall Leonhart, herdeiro legítimo do seu nome, conseguira fugir após ter sido atirado ao Danúbio. Com 20 anos na altura, chegou à América do Sul passados alguns meses e bastantes dificuldades. Escolheu fugir da Europa para honrar a vontade do seu pai em não morrer em vão. Tinha de treinar e crescer, física e mentalmente. Tinha de ser capaz de combater, frente a frente, contra o seu tio e os seus primos: tinha de ser capaz de controlar o ódio que sentia e não o contrário.

 

Começou por procurar emprego numa fazenda nos arredores de Buenos Aires, ao mesmo tempo que usava o tempo livre nocturno para treinar. No entanto, ao envolver-se com a filha do patrão num dos inúmeros palheiros da propriedade viu-se despedido e, mais uma vez, sem dinheiro nem para comer. Foi então que, por pura sorte, arranjou uma vaga como treinador do clube de futebol júnior "Los Belgrados". Como adorava futebol, não teve qualquer dificuldade em assumir o controlo da equipa, levando uns desconhecidos garotos juntados a conta-gotas ao campeonato nacional de júniores.

 

Foi aqui que surgiu um sonho, além da vingança que jurara cumprir até ao dia da sua morte: com o dinheiro que juntou em prémios de jogo e nalguns biscates extra-relvado, tirou o curso de treinador amador, começando a sua jovem carreira numa equipa das distritais argentinas. Nem vale a pena dizer que tudo correu bem: subiu de divisão, colocando a sua equipa amadora na divisão semi-profissional do país. Porém, mais uma vez foi despedido por se envolver com uma das filhas do presidente do clube.

 

Só que, desta feita, os efeitos não foram tão nefastos: depressa arranjou pretendentes e deu por si a treinar uma equipa da mesma divisão que o anterior. Coincidência ou não, no último jogo desse campeonato despachou a antiga equipa novamente para as distritais, facto que fez um certo ex-patrão bufar de raiva e ameaçá-lo de morte no relvado, ameaça à qual Squall respondeu com um sorriso e um dedo do meio bem esticado. Isto tornou-se capa dos jornais, fazendo do jovem alemão um autêntico sucesso a nível nacional.

 

Agora na 2ª maior divisão nacional, Squall preparava-se para um novo desafio. No entanto, não estava minimamente preocupado com isso, visto que ocupava todo o seu tempo livre a treinar: adquirira um armazém velho junto ao Rio de Prata, pelo que passava todas as noites a treinar para aumentar a sua força. De manhã, antes de ir para os treinos, dava umas braçadas no estuário do rio, o que ao início quase lhe valeu um afogamento: a corrente era tão forte que, se não fosse um barco de recreio ali ao lado, tinha mesmo ido desta para melhor... Noites após noites, dias após dias, Squall começou a ganhar uma força fora do comum.

 

Agora, em 2011, o herdeiro dos Leonhart encontra-se no seu armazém a treinar mais uma vez: Fenrir adaptava-se cada vez melhor às suas mãos, e não duvidava que, de momento, talvez conseguisse parar pelo menos um dos primos. Estava imerso nestes pensamentos quando ouviu o telefone tocar, despachando-se para atender. O que ouviu do outro lado deixou-o de boca aberta...

Editado por Unclouded

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Capítulo 8: Embrulhos e Ameaças

 

http://www.youtube.com/watch?v=rxBvm6IK8KM

 

Squall nem conseguia acreditar no que estava a ouvir - do outro lado da linha o presidente de um clube bastante conhecido na Argentina acabara de lhe fazer um convite para treinar a sua equipa.

 

- "Mas porquê eu? Porquê agora?"

 

- "Senhor Leonhart, queremos um treinador com garra e com ambição, um treinador que se dedique de corpo e alma à ressurreição do nosso emblema. Se estiver interessado em saber as nossas razões, verifique um embrulho que se encontra à frente desse seu armazém. É importante."

 

Dito isto, o tal presidente desligou a chamada, deixando o jovem alemão sem saber bem o que pensar. Queria aceitar, mas um salto destes podia acabar-lhe com a carreira e, mais grave ainda, denunciar a sua presença ao lado negro da sua família. Por isso, foi até ao lado de fora do edifício à procura do tal embrulho. Mal lhe pegou viu que devia conter vários papéis, sem sequer desconfiar do que se tratava.

 

Abriu-o calmamente, rasgando a cobertura delicadamente. No entanto, depressa deu um salto e pegou em Fenrir, olhando para todos os lados para ver se estava a ser vigiado. Encostou-se a uma das janelas à procura de movimento, mas não conseguiu identificar nada. Com o coração ainda aos saltos, pegou na fotografia do seu tio Ralf e dos seus primos. Estavam claramente a ser declarados sucessores da família Leonhart, com uma multidão enorme a festejar.

 

Olhou para os papéis e viu diversos documentos oficiais alemães acerca do seu desaparecimento, anos atrás, constatando que tinha sido declarado morto assim como seu pai e a sua mãe. Rangeu os dentes e continuou a folhear, entrando em choque ao ver que o seu tio estava a acabar com a Floresta Negra da qual ele era o legítimo regedor. Segundo umas cópias de uns contratos, esbanjava sem medo a fortuna da família, usando e abusando do enorme império que já fora seu.

 

Chocado com aquilo tudo, nem sabia o que pensar. Como é que o presidente tinha descoberto tão facilmente sobre o seu passado de morte e vingança? E qual o porquê de o aliciar para treinar a equipa com isto? Tencionava ameaçá-lo? Estava tão perdido em raciocínios cada vez mais complexos quando ouviu bater à porta. Por precaução levou Fenrir consigo, apontando-a mal abriu a enorme placa de metal.

 

À sua frente estava o homem que lhe enviara o embrulho, rodeado por alguns seguranças e com uma mulher jovem atrás dele. Sem pedir autorização nem mostrar medo, entrou no armazém juntamente com a sua tropa, ficando de pé a olhar para ele. Cuspindo de raiva, Squall perguntou-lhe qual o significado daquilo e o que é que ele pretendia. A resposta simples ainda o deixou mais irritado:

 

- "Quero que treines a minha equipa."

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