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Sincèire

Os 100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos

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Aqui está uma pérola para todos os amantes deste desporto.

Irei partilhar com vocês cada um dos "100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos".

Vou postar no mínimo um jogador por dia, por ordem alfabética.

 

1. Andrade

2. Baggio

3. Banks

4. Baresi

5. Batistuta

6. Beckenbauer

7. Bergkamp

8. Best

9. Blokhin

10.Bloomer

11.Bozsik

12.Breitner

13.Buffon

14.Cafu

15.Carbajal

16.Carlos Alberto

17.Charlton

18.Chilavert

19.Cristiano Ronaldo

20.Cruyff

21.Cubillas

22.Didi

23.Di Stéfano

24.Djalma Santos

25.Eusébio

26.Facchetti

27.Figo

28.Figueroa

29.Fontaine

30.Francescoli

31.Garrincha

32.Gento

33.Gullit

34.Henry

35.Hong

36.Hurst

37.Jairzinho

38.Kahn

39.Kaká

40.Keegan

41.Kempes

42.Klinsmann

43.Kocsis

44.Koeman

45.Kopa

46.Krol

47.Kubala

48.Lato

49.Laudrup

50.Leônidas

51.Lineker

52.Maier

53.Maldini

54.Maradonna

55.Masopust

56.Matthäus

57.Matthews

58.Meazza

59.Messi

60.Milla

61.Monti

62.Moore

63.Moreno

64.Muller

65.Nilton Santos

66.Nordahl

67.Passarella

68.Pelé

69.Platini

70.Puskás

71.Raúl

72.Rensenbrink

73.Rivaldo

74.Rivellino

75.Rivera

76.Roberto Carlos

77.Romário

78.Ronaldinho Gaúcho

79.Ronaldo

80.Rossi

81.Rummenigge

82.Schiaffino

83.Seeler

84.Sindelar

85.Sívori

86.Stoitchkov

87.Suárez

88.Thuram

89.Tostão

90.Van Basten

91.Varela

92.Vogts

93.Walter

94.Weah

95.Yashin

96.Zamora

97.Zico

98.Zidane

99.Zizinho

100.Zoff

 

joseleandroandrade.jpg

 

Nome: José Leandro Andrade

País:Uruguai

Posição: Médio-Defensivo

Clubes: Bella Vista (1923-25), Nacional (25-30), Peñarol (31-32), Wanderers (33)

Internacionalizações/golos: 34/1

 

"Pode ter sido apenas por capricho do alfabeto, mas que Andrade merecia ser o primeiro desta lista merecia. Ele foi um pioneiro: precedeu ilustres como Pelé ao ser a primeira estrela negra do futebol; inspirou com décadas de avanço Beckenbauer e outros, distinguindo-se numa região recuada do relvado; e anunciou Garrincha ou Best como os primeiros de tantos futebolistas talentosos vítimas dos altos e baixos da vida.

Nasceu no inicio do século XX no sítio certo: no Uruguai, potência original do futebol. Filho de mãe argentina e de pai brasileiro (um negro de 98 anos á data do seu nascimento, fugido á escravatura e especialista em magia africana), José Leandro Andrade parece uma personagem saída de um romance fantástico latino-americano. Antes da glória, foi engraxador de sapatos, vendedor de jornais e, acima de tudo, carnavalesco aclamado, exímio tocador de bateria, de violino e de pandeireta no bairro de Palermo, em Montevideu, onde vivia com uma tia, Em paralelo, o futebol.

Jogava ainda no modesto Bella Vista de Montevideu quando começou a encantar o mundo. Na iluminada Paris conquistou os Jogos Olímpicos ao serviço da excitante seleção uruguaia - terá também conquistado um pedaço do coração de Josephine Baker, com quem dançou um tango apaixonado num salão parisiense durante o evento. Em 1928, desta vez em Amesterdão, novo ouro olímpico conquistado após terrível meia-final com a Itália, na qual feriu gravemente um olho ao bater contra um poste.

Já no poderoso Nacional de Montevideu, o seu clube desde 1925, participou entre os dois Jogos Olímpicos, na maior tournée da história do futebol: de Fevereiro a Agosto desse ano viajou em 190 dias por 23 cidades de nove países europeus, percorrendo 15 mil quilómetros e vinte milhas náuticas. Dos 38 jogos, três foram realizados em Portugal - duas vitórias sobre um combinado da cidade do Porto e uma vitória sobre o Sporting. Na equipa, Andrade, já denominado "Maravilha Negra" ou, no original, "La Merveille Noire", porque foi batizado durante os jogos de Paris, era a referência. Jogava com honestidade e fleuma: dificilmente contestava uma decisão do árbitro, jamais festejava um golo.

Em 1930, precocemente cansado de uma vida de sacrifício e boémia, ainda liderou o Uruguai na conquista do primeiro Mundial da história. O apogeu aos 29 anos. Depois, foi consumido pelo alcoolismo. Pela miséria. Pela tuberculose. E pela cegueira, na sequência do acidente dos Jogos de 1928 na Holanda. Morreu num asilo na capital uruguaia, aos 56 anos. O Estádio Centenário de Montevideu tem uma placa em sua homenagem. É tudo o que resta".

Editado por Sincèire

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robertobaggiowallpaper3.jpg

 

Nome: Roberto Baggio

País:Itália

Posição: Médio-Ofensivo

Clubes: Vicenza (1982-85), Fiorentina (85-90), Juventus (90-95), Milan (95-97), Bolonha (97-98), Inter (98-2000), Brescia (00-04)

Internacionalizações/golos: 56/27

 

"Um momento divino, um momento diabólico. Um amor mal resolvido, um ódio de estimação. Um penteado especial, uma religião exótica. Eis Roberto Baggio, uma personagem rica de mais para ser apenas rotulada de craque de futebol.

Nascido em Caldogno, uma cidade italiana de dez mil habitantes, destacou-se no Vicenza e seguiu para a Fiorentina, pela qual assinaria em 1985, aos 18 anos. Com a maglia viola ganhou uma projeção que já não cabia nas românticas ambições do clube. A toda poderosa Juventus, menos romântica e mais pragmática, perdeu a cabeça e pagou para o ter o equivalente a dez milhões de euros, recorde mundial em 1990. O que poderia ter sido uma mera transferência impactante, resultou em distúrbios por Florença com cerca de cinquenta feridos.

Os incidentes serviram como um sino de igreja a avisar que qualquer coisa de extraordinário acabara de acontecer. Essa coisa extraordinária era ele, Baggio, para a maioria o melhor jogador da história do futebol italiano, da história do segundo país com mais títulos mundiais, da história de uma das pátrias oficiais do futebol. Do calcio, aliás.

Um dia, Juventus e Fiorentina teriam de se encontrar. Nesse dia, Baggio, ao sair de campo, recebeu um cachecol viola. Mesmo com a camisola do rival vestida, beijou o cachecol, já depois de se ter recusado a marcar um penalti contra o ex-clube. Mas nem assim obteve o perdão em Florença. Um caso de amor eternamente mal resolvido.

A fama do "il divino codino" - o divino rabo de cavalo, o penteado estranho que o distingue - não foi ganha apenas com as camisolas de clubes. Pelo contrário, Baggio sentiu-se sempre melhor de azul, na seleção. Em 1990, com 23 anos e ainda suplente de luxo no Mundial italiano, assinou o mais extraordinário momento da prova, ao descer do meio-campo á baliza, desviando-se de obstáculos checoslovacos que foram aparecendo, com elegância e destreza. Parecia o compatriota Alberto Tomba, a pique, em Val d`Isère. Mas quatro anos depois parecia saído de um filme de Ettore Scola quando, no Mundial americano, já líder absoluto da squadra azzurra, conduziu á final até falhar um dramático penalti que ofereceu o título ao Brasil. Um momento divino e um momento diabólico. "Só falha penaltis, quem tem a coragem de os marcar", disse solene, após a fatalidade.

A partir daí, jogou ainda em Milão, comprando uma guerra com o então treinador do Inter, Marcello Lippi, o ódio de estimação, baseada nos egos de ambos. Logo ele, um budista pacifista que foge quando pode do fumegante futebol do seu país. O futebol de que foi o mais sublime intérprete."

 

http://www.youtube.com/watch?v=8DddpJy1LtM

Editado por Sincèire

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Guest diogoflip

Estou a gostar :prayer:

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Filho de mãe argentina e de pai brasileiro (um negro de 98 anos á data do seu nascimento, fugido á escravatura e especialista em magia africana)

 

WTF? :medinho:

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Estou a gostar :prayer:

 

Ainda bem :D

 

Desde que haja agradecimento faço intenção de colocar cada um dos 100.

 

Mais uma vez relembro que não são textos da minha autoria, apenas os transcrevo.

 

Filho de mãe argentina e de pai brasileiro (um negro de 98 anos á data do seu nascimento, fugido á escravatura e especialista em magia africana)

 

WTF? :medinho:

 

Fiquei como tu Dan :maluco:

 

Realmente há histórias muito curiosas no mundo do futebol.

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Guest diogoflip

Filho de mãe argentina e de pai brasileiro (um negro de 98 anos á data do seu nascimento, fugido á escravatura e especialista em magia africana)

 

WTF? :medinho:

Não se sabe mesmo se era o pai dele, mas é a pessoa que vem na certidão de nascimento, como sendo o progenitor.

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Não se sabe mesmo se era o pai dele, mas é a pessoa que vem na certidão de nascimento, como sendo o progenitor.

 

Se for mesmo pai dele :prayer:

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Baggio :prayer: :heart: :prayer:

 

_________________

 

Excelente tópico sincèire. :handclap:

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Baggio :prayer: :heart: :prayer:

 

_________________

 

Excelente tópico sincèire. :handclap:

 

Obrigado, fica atento que logo á noite vou postar mais um :celebracao:

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Mas quê, vais postar uns 3 por dia até chegar aos 100?

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Mas quê, vais postar uns 3 por dia até chegar aos 100?

 

Como referi acima, no mínimo um por dia, dependendo da minha disponibilidade.

 

A minha intenção é que vejam jogador a jogador, não só aqueles que gostam.

Editado por Sincèire

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gordonbanks03.jpg

 

Nome: Gordon Banks

País:Inglaterra

Posição: Guarda-Redes

Clubes: Chesterfield (1955-59), Leicester City (59-67), Stoke City (67-72), Cleveland Stokers (67), Hellenic (71), Fort Lauderdale Strikers (77-78), St. Patrick´s Athletic (77)

Internacionalizações/golos:73

 

"Gordon Banks pode ter sido campeão do mundo pela Inglaterra em 1966, mas foi no Mundial seguinte que alcançou a eternidade. Num jogo só. Num lance único. Numa defesa extraordinária a cabeceamento de Pelé. "As pessoas que me querem entrevistar falam-me da defesa e nada mais, esquecem-se do título mundial que ganhei", lamenta o guarda-redes inglês. Banks não pode contrariar o inevitável: no futebol, um milésimo de segundo ás vezes vale mais do que uma carreira inteira.

E a carreira de Banks foi inteira. Quando era ainda um jovem mineiro de Sheffield foi o destaque da seleção local.

Enquanto cumpriu o serviço militar na Alemanha ganhou a Taça do Reno pelo seu regimento. Regressado a Inglaterra, tornou-se titular do modesto Chesterfield, aos 19 anos, e, três anos depois, foi contratado pelo Leicester City, onde, passo a passo, foi subindo a escada do futebol inglês até se tornar no incontestado número um do país, em 1966. No Mundial inglês, resistiu os primeiros quatro jogos sem sofrer golos. Nas meias-finais Eusébio bateu-o finalmente de penalti, mas em vão. Banks e a Inglaterra sagrar-se-iam dias depois campeões do mundo frente à RFA.

Entretanto, em Leicester, um miúdo de 17 anos começava a crescer na sombra do mito: Peter Shilton, considerado o segundo melhor guarda-redes inglês de sempre. Banks intuiu ali o momento para se mudar para o Stoke City: Banks seguiu o seu caminho, Shilton também.

Em 1970, a Inglaterra chegou como campeã mundial ao México. Na partida com o Brasil, provavelmente a melhor seleção da história, aos dez minutos já Jairzinho arrancava um cruzamento espantoso para Pelé, que saltou enquanto gritava "Gol!"; Banks seguiu o lance com os olhos e apoiado nos calcanhares caiu ao mesmo tempo para a direita e para trás, tocando a bola. Só quando Bobby Moore se aproximou dele a felicitá-lo é que o guardião se apercebeu de que tinha evitado o "Gol!" de Pelé. "A melhor defesa de sempre" sentenciou o rei. Banks, indisposto, não jogou dias depois os quartos-de-final com a RFA: os ingleses perderiam por 3-2.

Em 1972, num trágico acidente de viação, Banks perdeu uma vista e, contrariado, acabou a carreira prematuramente - Shilton substituiu-o: no Stoke City e na seleção.

Para a posteridade "a defesa" e uma frase em sua homenagem: "Seguro como os bancos de Inglaterra", traduzindo para o inglês, "Safe as the Banks of England".

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Melhor falhanço de possível golo de sempre :prayer:

Editado por Roberto Jimenez Gago

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Banks só não foi melhor que o Yashin. GR dessa altura :prayer:

 

Yashin é para mim o melhor guarda-redes de sempre.

 

Vai ter lugar nestes 100 melhores seguramente :mrgreen:

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baresifranco1990a.jpg

 

Nome: Franco Baresi

País:Itália

Posição: Defesa-Central

Clubes: Milan (1977-97)

Internacionalizações/golos: 81/1

 

"Se é daquelas pessoas que acha que só os golos são o fundamento do futebol, não leia este texto porque é sobre a outra metade do jogo, a menos encantadora mas igualmente fundamental. Este texto é sobre Franco Baresi, o homem que nasceu para evitar a mínima ameaça de golo e que conseguiu com Van Basten ou Gullit no Milan e com Roberto Baggio ou Vieri na seleção italiana, e por isso nunca foi estrela, nem no super-Milan dos anos noventa, nem na squadra azzurra, mas foi um defesa capaz de competir com todos os avançados do mundo, independentemente do nome. Numa palavra, foi um jogador fundamental.

Disse dele Gianni Brera, o mais fundamental dos jornalistas desportivos italianos, que se Baresi marcasse golos teria sido o melhor jogador à face da terra. Porque o melhor defesa do futebol mundial pós-Beckenbauer tinha tudo o resto: ímpeto e virilidade, timing no desarme, velocidade na perseguição, sentido posicional, concentração e persistência na marcação homem a homem. E presença. Muita presença. Mais: influência. Mais ainda: poder.

E pensar que Franco foi um dia o irmão mais novo de Giuseppe, figura incontornável do rival Inter e ex-adjunto de José Mourinho no clube. Giuseppe levou Franco pela mão a um treino de captação mas o mais jovem dos manos de Travagliato foi recusado pelos nerazzurri. Com a mesma determinação com que asfixiava os ponta-de-lança rivais, o Baresi mais novo foi então fazer testes ao Milan. Ficou toda a vida desportiva - mais de quinhentos jogos.

Estreou-se aos 17 anos, na época de despedida da referência Rivera. Aos 18 era titular, por insistência do técnico sueco Liedholm, outra glória milanista. E aos 22 aproveitou a retirada de veteranos para assumir a braçadeira de capitão. Estamos em 1982 - o jovem Franco integrou a seleção italiana campeã mundial em Espanha mas não atuou. E daí? Não lhe faltarão títulos na carreira: seis ligas italianas, três ligas dos campeões, duas intercontinentais, só para citar os mais destacados. E um vice-campeonato mundial pela azzurra em 1994.

Brera comentou ainda o propósito de Baresi "que Deus proteja o avançado que lhe ganhe uma bola": a vingança era sempre terrível. Porque Franco era terrível para os avançados, mesmo que os admirasse, mesmo que eles fossem o encanto do jogo. Eles podiam ser o encanto, Baresi era o fundamento."

 

http://www.youtube.com/watch?v=3fkzwGmbTMs

Editado por Sincèire

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Quase tão bom como o Kaiser :p

 

@Mario, isto está a ser feito por ordem alfabética

Editado por Bugno09

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