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Scirea

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Tudo que Scirea publicou

  1. Começo pelo que apresenta o programa no site da DGE: O Programa TEIP4 desenvolve-se a partir do ano letivo 2024/2025 e é uma medida de política educativa destinada a agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas situados em territórios com elevado número de crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, visando garantir a inclusão e sucesso educativo, melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar. O programa tem tido sucesso naquilo que é a sua ideia global que é reduzir o abandono/insucesso escolar. Já tinha sido recomeçado com a ME Maria de Lurdes Pintassilgo e daí em diante tem funcionado nesses contextos específicos com resultados. No entanto, a meu ver (e eu não sou professor numa escola TEIP) desenvolveu-se nesse ambiente e também na escola pública dita normal um facilitísmo absolutamente absurdo e uma perspetiva estatistica da educação. No fundo o que interessa é não baixar de um certo limiar de chumbos numa escola. Se esta porventura começar a ter valores demasiado elevados soam as sinetas no ME e lá vão ver o que está de errado com a escola e o professor, porque o problema é sempre o professor não é o contexto social em que se insere o aluno com pais ausentes, com pais sem estruturação, muitas vezes com influência no desenvolvimento cognitivo e impacto negativo, com falta de tempo, com falta de meios e a sentir incapacidade para compatibilizar a vida com o que se passa na escola. Enfim, são inumeras as razões. A escola nas mil burocracias que tem, inventa mil e uma maneiras e estratagemas de se virar para dentro e perceberndo que não quer problemas com o ME, vai resolver à sua maneira a situação (que hoje em dia são mais do que muitas pessoas imaginariam). A escola (e a sociedade) não pode ficar indiferente à realidade social que a circunda e a compõe. A indiferença da escola às desigualdades culturais dos alunos transforma essas desigualdades em desigualdades de aprendizagem e de êxito escolar. Ao ignorar essa diferença, o ensino gera êxito daqueles que dispõem de capital cultural que melhor corresponde às atividades letivas, mas provoca o insucesso dos que não dispõem desse recurso e que se convencem assim de que são incapazes de aprender. Nada mais errado. Até que ponto a missão social e assistencialista da escola, quando entendida como primordial e não como um imperativo ético, não desvia esta instituição das tarefas do ensino e da aprendizagem? Questão a qual não se tem ainda resposta, no entanto, é a realidade com que a escola se depara na contemporaneidade. Podemos ainda assim pensar em como conseguiremos conciliar uma escola de sucesso para todos com uma escola de qualidade? Quando o mínimo é aceitável por grande parte das escolas, os alunos vão dar exatamente esse mínimo. Quando os alunos percebem que o difícil hoje em dia é chumbar e verem colegas que passam o ano inteiro com 5, 6, 7 negativas e chegam ao fim e transitam, que mensagens lhes passamos? Quando dizemos a um aluno do 3º ciclo/secundário para ler um texto e este só consegue ler metade ou pouco mais (a outra parte tem de ser o professor a ajudar) dizemos o que aos outros? Quando sabemos que muitas vezes as salas de aula de escolas TEIP são lugares para a estatística da escola estar a funcionar, o que estamos a produzir? Disse-o no meu mestrado e digo-o novamente, estamos a formar iletrados funcionais e desenraizados sociais. Falei em ir visitar uma escola TEIP porque ali, naquele microcosmos, vemos o que a sociedade produz, o resultado de assimetrias, da desigualdade, da pobreza, da incapacidade de durante décadas percebermos o estado das relações sociais, desta obsessão com números, estatística, e o que a comparação com a UE nos traz. Levanta também outras questões ao nível daquilo que a escola nestes contextos parece ser hoje em dia, não um lugar como antes foi mas um sitio onde se despejam crianças para de lá saírem com 17 anos e o 12º ano, mas fica a questão, no final, aprenderam o que?
  2. Fazia bem a muita gente ir visitar uma escola TEIP da sua zona para começar a ter noção do que se passa na sociedade portuguesa.
  3. Eu já perdi conta à quantidade de gente que vejo diariamente a mandar mensagens e a conduzir. Chega a ser aflitivo porque só me apetecia pregar um par de estalos aos estupores que conduzem assim. Seja em auto-estrada ou localidades é impressionante a quantidade de gente que vai agarrada à porcaria do telemóvel tendo um brinquedo com 1 tonelada nas mãos.
  4. Para quem se lembrar, é como eu vejo sempre o Netanyahu e o Trump.
  5. Combate à imigração+outsourcing descontrolado+falta de financiamento+inteligencia artificial. Tudo metido numa bimby e sai isto. Trumps America ❤️
  6. Mas o que interessa é que esses trans todos (3300 desde 2018) não tenham essa facilidade toda em influenciar as nossas crianças!
  7. Kanye West (R) vs Beyonce (D) ou Jake Paul (R) vs MrBeast (D)
  8. https://www.gov.pt/servicos/saber-onde-votar Fica já aqui para os mais distraídos.
  9. Portanto, quando alguem do Departamento de Justiça dos Estados Unidos diz que os ficheiros já lhes chegaram rasurados, isso quer dizer que alguém do DOJ destruiu provas que podiam conter informações determinantes para uma acusação seja ao Trump seja a quem quer que lá estivesse. Eu cada vez mais fico estupefacto com o que se está a passar nos EUA... Inacreditável.
  10. Eu não conheci a senhora (que estava ontem num programa com o Rui Tavares e uma senhora que claramente estava a fazer um frete para a tolerar e às interrupções, carantonhas e bufos enquanto falava e a interpelava consantemente) nem conhecia esse canal de youtube. Mal procurei e fui dar à pagina dou com isto: wtf Ou os títulos são clickbait ou é um canal de malucos a terem palco. De qualquer forma não gostei do facto do "Para si" me mostrar isto a mim 😬
  11. Quem raio é esta Ana Cavalieri? Que atitudezinha e sobranceria, credo…
  12. Julguei que o tema do tópico era só sobre o jogo e não sobre a época passada e esta época como um todo. Desculpa lá então se li mal.
  13. Na produção ofensiva e na capacidade defensiva de lidar com contra-ataques ou ataque organizado ao longo do jogo. Se no ano passado usavam de forma brilhante (apesar de arriscada) a armadilha do fora de jogo, neste jogo, praticamente não resultou em nada e o Newcastle teve várias ocasiões a ganhar bolas nas costas que não tendo sido bem aproveitadas pelos avançados podiam ter-se tornado em ocasiões de golo e foram apenas de perigo. Depois tens a capacidade ofensiva onde esteve tudo depositado na capacidade fisica do Raphinha e num Yamal que não estava bem ai para desequilibrar. O Lewandowski pouco ou nada acrescentou e até o meio campo com o Pedri à cabeça parecia desamparado e sem ideias. Nos stats finais tens o Barcelona com um pouco mais de posse de bola mas no final é estéril e pouco produtiva. No ano passado pareciam muito mais acutilantes e incisivos quando era para atacar. No final tiveram sorte daquele lance individual do Olmo que lhes valeu o penalti porque o 1-0, na minha opinião, parecia-me pouco para o que fizeram face ao balanço ofensivo ao longo do jogo todo do Newcastle.
  14. Que ingrato o jogo do Newcastle deixar-se empatar mesmo no ultimo segundo... O Barcelona é uma pálida imagem do que foi na época passada.
  15. Isso é aflitivo para mim. Crianças que lhes colocam um ecrã à frente para os pais não terem de ser pais e educarem os miúdos... Por exemplo, se estão com uma birra, precisam de saber identificar o motivo (sabendo falar) porque isso se chama, mais tarde, inteligência emocional. Não é mandá-lo calar-se, não é deixá-lo a chorar sozinho, é ir ao pé dele e dar-lhe conforto e segurança (um abraço, um carinho) e ajudá-los a perceber porque. Com 6 meses vai chorar porque tem fome, está chateado, está com frio, dói a barriga, etc. Não tem outra forma de o fazer vai chorar. É perfeitamente normal. Não lidar com isso desde essa idade em lugar de ser pai/mãe é uma aberração e um desfavor que lhes estão a fazer e que vão pagar caro mais tarde. Até porque o facilitismo do tablet e do telemóvel vai exponenciar o limite de dopamina a que vão estar habituados. Um tiktok é viciante porque nos está constantemente a mostrar conteúdos que nos aumenta o limiar de dopamina, tal e qual uma droga. O problema é que após um pico existe um decréscimo proporcional à subida que se teve imediatamente antes (está comprovado). É também assim que se criam hábitos e ciclos de satisfação. Logo, das duas uma, ou estamos constantemente em doses cavalares de dopamina e é como o bêbado que nunca sente ressaca porque está sempre bêbado ou então aceitamos a "ressaca" e ficamos no extremo oposto do pico de dopamina. Estes miúdos estão desde cedo a ser bombardeados com conteúdos altamente curados para si e para os seus gostos e que lhes cria um ciclo de dopamina constante aumentando o seu limiar de êxtase. Começam a ter os seus cérebros bombardeados por estímulos com os quais eles não sabem lidar porque não estão totalmente desenvolvidos pois isso so acontece lá para os 20 e tais anos. Como o Vaart disse e secundando os videos que pus atrás, se os níveis cognitivos desta geração já começaram a decrescer em relação aos indicadores da geração anterior, não fazer nada só vai fazer pior a longo termo e nem quero imaginar que cenário vamos encontrar. Até porque, mesmo do ponto de vista sócio-económico, vamos continuar a ter assimetrias gigantes porque estes comportamentos vão ser ainda mais predominantes em famílias de estratos sociais mais baixos, cujos cuidados, conhecimentos e tempo tendem a ser menores para terem atenção a estes episódios diários, face a uma familia sócio-económica e cultural com mais tempo, mais conhecimento e disposição para acompanhar estas situações. Além de termos uma sociedade profundamente desigual do ponto de vista da equidade e igualdade, temos. à vista de todos mas subrepticiamente, uma sociedade dos viciados.
  16. O maior problema dos miúdos não é não ter acesso às redes ou ao telemóvel é que a maioria dos seus amigos tenham e eles não. É a ideia de se sentirem excluídos que os incomoda, não de não poderem aceder. Numa idade onde a construção de quem tu és passa a ser pautada pelo que os outros percepcionam sobre ti e tu és em relação ao outro, impedir só uns em favor de outros é inútil. Por isso é que a ideia de proibir até ao 6º ano é estupida (além de inconcebivel para as funcionárias das escolas). Ou se proíbe para todos ou não se proíbe para ninguém. Evidentemente que não vai resolver tudo e os pais têm de controlar e monitorizar os ecrãs dos filhos. Não chega meter mais no plafond do tarifário no fim do mês, é mesmo gerir tempos de ecrã remotamente por exemplo, fazer vistoria ao histórico, ver o feed com eles, não ser o mau exemplo e estar colado ao ecrã até às refeições e depois dizer ao filho que não pode fazê-lo. A maioria dos miúdos até agradece se não tiver acesso ao telemóvel. Não é por acaso que surgiram ultimamente tantos dumb phones modernos. As pessoas sabem o cancro que aquele aparelho pode ser. Agora, nunca nada chega da mesma maneira que limitar a compra de tabaco para os maiores de 18 não fez com que muita gente começasse a fumar aos 13 mas criar resistências é já por si um bom motivo. para começar
  17. Continua a palhaçada destes bonecos a irem às escolas porque anda tudo desligado da realidade. Não proíbam telemóveis até ao 12º nos recintos das escolas e continuem a andar com a conversa de educar os miúdos para o uso consciente e vão ver daqui a poucos anos no que isto vai dar.
  18. Se isso transitar em julgado é fazer a contagem decrescente para novas eleições.
  19. Moedas manda encerrar 40% dos Alojamentos Locais em Lisboa por inatividade CML ordenou o cancelamento de 6.765 dos cerca de 19 mil estabelecimentos de alojamento local registados na cidade por não terem apresentado o comprovativo do seguro de responsabilidade civil. https://ebx.sh/QcdVog
  20. Sismo de magnitude 4,1 sentido na região de Lisboa
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