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Vaart10

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Tudo que Vaart10 publicou

  1. A ministra queixa-se do abuso nas licenças de amamentação sem apresentar números. Mas, também poderia falar das organizações que pedem encarecidamente às suas trabalhadoras, leia-se isto com a devida ironia, para abdicarem dessa licença. É que a forma como as coisas são ditas, parece que a razão está sempre do lado do patronato. Existem abusos pela parte dos trabalhadores, provavelmente, mas também existem por parte dos patrões. O que acaba por ser estranho é que a informação é sempre apresentada na ótica de quem manda. Não deveria o Governo ter uma posição mais isenta sobre determinados assuntos? Ou será o executivo a caixa de ressonância dos patrões?
  2. Um gajo que diz que gosta do Benfica acaba de arrastar no estrume o nome do clube. Mesmo assim, ainda haverá gente a votar neste tipo.
  3. https://www.publico.pt/2025/08/01/politica/noticia/marcelo-admite-vetar-extincao-fct-duvidas-ponto-2142605 Isto pode aquecer.
  4. A ciência pode ser esquizofrénica. E quando falo em outras condições psicossociais de trabalho, não falo em bons ambientes de trabalho, isso é tão subjetivo que nem consigo operacionalizar. Falo em mais dias de férias, trabalho remoto, trabalho híbrido, seguro de saúde, apoio à procura de creche para os filhos, horários flexíveis, entre outros benefícios. Relativamente a ligação que fazes, tem sentido e nunca me debrucei sobre ela. Posso é falar de casos particulares, de gente com quem lido diariamente, que preferem fazer mais um esforço e ter um vínculo precário, na procura de algo que os realiza. É claro que nem toda a gente pode fazer isso, às vezes, o pragmatismo fala mais alto. Até posso partilhar o meu caso, estive N anos numa Universidade, com contratos precários, e ganhei lá um concurso. Tinha uma carreira solidificada lá, mesmo sendo precário, e tinha um horário feito à medida. Abriu outro concurso numa outra Universidade, mais perto de casa e onde não conhecia ninguém. Ganhei também esse concurso. O vencimento era o mesmo, optei pela Universidade mais perto de casa para estar mais tempo com os meus filhos. Comecei a carreira quase do zero. Este benefício, ainda que indireto, foi decisivo. Mas, também estive quase do outro lado da barricada. Numa determinada fase, tive para deixar a minha carreira académica, mais bem remunerada, para ter um emprego menos bem pago e mais perto de casa, só para estar mais tempo com os miúdos. Estive quase com o contrato assinado e tudo.
  5. Não, há estudos que comparam pessoas trabalhadoras de diferentes gerações quanto às suas necessidades e motivações.
  6. Os RH convencionais não estão preparados para esta alteração e isso tem vindo a acontecer em algumas empresas, que não conseguem lidar com estas necessidades e assistem à saída da força de trabalho.
  7. Não tens de acreditar. As crenças em ciência têm pouca validade face à evidência empírica. O que dizem as tuas crenças sobre essa pergunta?
  8. Isso pode ser um problema, temos de conhecer o que os nossos inimigos andam a fazer.
  9. As novas gerações, onde a nossa se inclui, dão mais valor a outras coisas que não o dinheiro. Ontem falava-se aqui da FCT, no concurso nacional foram atribuídas 1550 bolsas de doutoramento, das quais 550 em ambiente não-académico.
  10. Só funciona assim para o que querem.
  11. Deve haver algo por aí. Mas, pelo que vou vendo, o problema é que a maioria dos gestores se foca na Teoria X do McGregor quando pensa nos seus trabalhadores. Qualquer argumento apresentado sobre os benefícios do trabalho presencial é facilmente rebatido com os benefícios do trabalho híbrido ou remoto.
  12. Posso dizer-te que têm sido conduzidos estudos que demonstram que a aposta no bem-estar ocupacional tende a aumentar o ROI das organizações. Ou seja, esta aposta permite uma maximização dos lucros. Relativamente à regulação, vou-te dar um exemplo. Muitas vezes as autoridades europeias criam novos regulamentos, mas estes são demasiado vagos ou subjetivos, sendo da responsabilidade dos estados membros a sua operacionalização. O problema é que essa operacionalização, por norma, é efetuada de maneira errada e não são criados mecanismos de follow-up que permitam implementar correções.
  13. O efeito motivacional do dinheiro é perigoso. Costumo explicar isso nas aulas, por exemplo, um trabalhador que recebe sempre o mesmo ao longo do tempo, sem qualquer outra recompensa tangível ou intangível associada, seguirá um padrão de estabilização na sua motivação. Quando essa pessoa é aumentada, sem qualquer outra recompensa tangível ou intangível associada, assiste-se a um aumento da motivação. Posteriormente, essa motivação tenderá a estabilizar. E o ciclo repete-se sempre que há um aumento. Ou seja, isto acaba por ser uma armadilha para as organizações que só se focam no vencimento como ferramenta motivacional. Além disso, também revela uma falta de visão e desconhecimento sobre as necessidades das gerações mais jovens. Os trabalhadores mais jovens começam a valorizar outras coisas, como o equilíbrio trabalho-família, possibilidade de trabalho remoto, novos arranjos de trabalho, etc. A questão é que as políticas e práticas de recursos humanos não se desenvolveram nas empresas ao mesmo tempo que se desenvolveram na academia. Aumentou o fosso entre o conhecimento existente nas organizações e o existente na academia. Ademais, nota-se uma resistência cada vez maior nas empresas em implementarem políticas e práticas de recursos humanos inovadoras, ainda que tenham uma forte sustentação empírica.
  14. Então, é mais uma reação do que um comportamento proativo. Ou seja, é mais ou menos o que vou vendo através das parcerias que vamos estabelecendo com algumas empresas. As preocupações com o bem-estar ocupacional têm um caráter instrumental, por exemplo, para diminuir as taxas de saída ou para combater problemas de absentismo, presentismo e baixas devido a questões de saúde mental. É extremamente raro essa preocupação estar assente nas políticas e práticas de recursos humanos das empresas desde a sua génese.
  15. Necessidade, como quem diz, para reduzir as taxas de saída?
  16. Isso é para uma pessoa se sentir ofendida, não é?
  17. @Ego Sum @Tio Hans @Bashir qualquer dia ainda vos chateio para uma entrevista. Ou então, chateio as vossas empresas para fazer um estudo diário sobre bem-estar ocupacional. Há anos que estudo empresas focadas no bem-estar dos trabalhadores e nos resultados que podem advir dessa aposta.
  18. Uma coisa foi interessante, parece que o Benfica deixou de ser uma equipa de meninos do coro. Até o António Silva mostrou os dentes. Não gosto de trauliteiros, mas foi importante ver ali algum "nervo".
  19. Falta um extremo e um segundo avançado ao Benfica. O Aktur é curto para jogos de maior exigência e o Barreiro não tem qualidade para jogar ali, ter chegada à área não justifica totalmente esta aposta.
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