Ir para conteúdo

Vaart10

Membro da Comunidade
  • Total de itens

    33.214
  • Registo em

  • Última visita

Tudo que Vaart10 publicou

  1. Em mais de 30 anos nunca vi o Sorraia assim. Sei que tenho um enviesamento enorme relativamente à direita, mas tudo o que o Montenegro diz soa-me sempre a artificial.
  2. Ouvir isso desperta-me logo aquela reação visceral. O Estado Novo alimentava, e bem, a sua clientela. Há relatos disso, há livros sobre isso. É só ler. E tu falas de uma coisa que colide com um princípio de Psicologia Social, poucas pessoas são capazes de ir à procura de informação que contrarie o que elas acham. Por isso, é que é tão complicado convencer votantes do Chega a falar sobre perspectivas diferentes daquelas que são veiculadas pelo partido.
  3. Eu tenho um problema, é que a minha reação instintiva é começar logo a ofender, de burro para cima. É primário, bem sei, mas é um instinto. E quando uma pessoa começa a desmontar os mitos e a demonstrar que eles também são aldrabões (louvável Miguel Carvalho), o discurso vira para "isso é uma perseguição ao Ventura por ele meter o dedo na ferida". Depois é gente sem a mínima consciência social, que dá por adquirido o SNS e outros benefícios, e que não percebe que eles podem desaparecer num ápice. Às vezes, parece que é o mesmo do que estar a falar para uma parede. Parece que as leis da lógica e de pensamento crítico desaparecem para essas pessoas quando se fala de política. Parece uma folie a deux generalizada.
  4. Pior é teres gente na família, que sabe que houve familiares perseguidos pela ditadura, a dizer que o Ventura é um self-made man, um orgulho para a nação e que é o único capaz de endireitar isto. Agora, tem uma cantilena nova sobre o socialismo e os perigos deste. O que fazer? Não faço ideia, mas tenho uma vontade irracional de ofender essa pessoa.
  5. Em Massamá já nem há eletricidade.
  6. Em dezembro disse isto do Prioste, quem vai acompanhando a B vê que há ali qualquer coisa. Estes miúdos precisam de ser aposta consistente para confirmar (ou não) o seu talento. Nem todos irão dar, mas se não se tentar apostar, nunca se irá saber.
  7. Estes dois miúdos a realizarem o sonho para o qual trabalharam.
  8. E depois expõe a equipa ao risco, desta vez "só" rendeu um amarelo ao Aursnes.
  9. Quando é que acabam os jogos transmitidos em sinal fechado? A pergunta mais adequada é essa.
  10. A brincar, a brincar, chegamos ao fim da primeira parte com os jogadores do miolo amarelados.
  11. O Sudakov tem entregas destas aos adversários em quase todos os jogos. Incrível.
  12. Pelo contrário, acho que estas três semanas podem servir para aumentar a consciencialização das pessoas para a política.
  13. Serve para chamar malta ao Chega. Especialmente, aqueles que continuam no PSD, mas que apresentam algumas semelhanças ideológicas e políticas com o partido de Ventura. Ele só servirá para arregimentar gente de direita, nunca de centro-direita e centro.
  14. O Passos é o padrinho político do Ventura, ele vai ser chamado à ação, de certeza. E mesmo que não se posicione formalmente, todos sabemos qual é a inclinação dele. Por isso, basta aparecer, nem que seja de raspão, e está a associação feita. Acho que o Chega está pronto para jogar todas as cartas, atirar poeira para cima da candidatura de Seguro, mesmo sendo falsa, e chamar todos os apoiantes notáveis que conseguir para tentar embalar o líder do seu culto. A campanha do Seguro, quanto a mim, tem de mudar de postura. Ou seja, terá de estar preparada para ripostar a todos e quaisquer ataques. Pode não atacar de início, mas tem de estar preparada para responder e depois lançar um ataque. A estratégia da primeira volta resultou, mas não é replicável para a segunda volta.
  15. Estou a contar com isso, especialmente para chamar os votantes do PSD.
  16. Aconselho a ver, para quem não viu, o documento A duas voltas emitido pela RTP Notícias. Fala de um conceito muito importante e que pode influenciar significativamente a segunda volta, a taxa de rejeição. Em parte, esta taxa acaba por explicar o facto de o Freitas do Amaral ter perdido a 2.ª volta depois de ter vencido a primeira.
  17. Não estou a falar para os adeptos do Chega. Estou a falar para aquelas pessoas que estão indecisas e que precisam de conhecer a fundo um dos fenómenos políticos envolvidos nesta segunda volta.
  18. Para isso é que existem os outros meios de comunicação social. Achas que, com algum jeito, um diretor de campanha não conseguia um horário em prime time para o Miguel Carvalho falar sobre o livro? Nem precisava de ser no âmbito da campanha presidencial.
  19. Há pessoas que não sabem que o livro existe e que podem estar indecisas.
  20. Bruno Nunes. Para mim, aquele livro só serviu para confirmar as suspeitas que tinha sobre muita gente que gravita em torno daquele partido. Por exemplo, havia pessoas que estavam nas lonas financeiramente e que viveram daqueles subsídios atribuídos aos partidos em função dos resultados eleitorais. Mas, atenção, trata-se de um partida altamente contra a subsídiodependência.
  21. Para esse movimento cívico acontecer era preciso que o Seguro tivesse a presença nas redes que tem o Ventura e os seus acólitos. Por aqui, leia-se CMPT, é fácil perceber qual será a luta, mas há toda uma bolha lá fora que não se apercebe. Está na altura de se começar a falar mais sobre aquele livro do Miguel Carvalho. Por exemplo, o comentador que ontem esteve na RTP tem uma passagem por movimentos de extrema-direita de linha dura. As provas existem, têm é de ser exploradas.
  22. Vaart10

    Estórias da História

    As intervenções públicas do Sousa e Castro, por exemplo, no documentário A duas voltas, e online, demonstram que ele está consciente do que o rodeia. O Sanches Osório, após o 25-abril, entrou numa toada duvidosa em termos políticos. Essa toada atingiu um ponto alto quando ele fundou o PDC (Partido da Democracia Cristã), que apresentava uma postura claramente anti-comunista. Mais tarde, teve também uma passagem pelo CDS. Parece-me que a figura dele, enquanto capitão de abril, não tem a mesma preponderância que o Vasco Lourenço, Sousa e Castro e Pezarat Correia. Aliás, ele nunca esteve muito ligado ao movimento, acaba por entrar numa fase pré-25-abril porque era militar de Estado Maior. Nessa altura havia uma disputa entre os militares de campo, como os que estavam na guerra colonial, e os militares de gabinete e ar condicionado, como aqueles que pertenciam ao Estado Maior. No entanto, era muito importante haver gente do Estado Maior no Movimento, já lá estava o Vítor Alves, porque este era um serviço que continha informações e dados essenciais para a preparação do plano operacional da operação Viragem Histórica. O Pezarat Correia é, de facto, uma figura incontornável e que ainda se encontra vivo.
  23. Exato, isto é entre democracia e não-democracia. Ponto final. Bem podem tentar vender outra cassete, mas estamos a falar de um tipo xenófobo, racista, amante de Salazar. Mais, de um tipo que crítica os subsídios, mas que tem figuras de proa do seu partido a viver deles porque se não estavam falidos. Ou seja, um anti-democrático incoerente e mitómano. Do outro lado temos um democrata, um moderado. Será assim tão difícil a escolha? Outra nota, mas alguém espera algo da IL? Um partido composto pelas reservas do PSD, de batedores de punho e de potenciais cheganos com algum pudor em assumir a sua verdadeira natureza? Ideologicamente, para mim, estão mais próximos do Chega do que do arco democrático. A única diferença para estes é que são mais bem falantes e formados.
×
×
  • Criar Novo...