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DvPluribus

Manif "Geração À Rasca" dia 12 de Março

  

150 votos

  1. 1. Tencionas participar na manifestação?

    • Sim
      36
    • Não
      77
    • Talvez
      37


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Sim, claro...Se fosse ao dia da semana era porque era ao dia da semana, como é ao sábado é porque não se faz nada. Escusas de vir aqui dizer "ah, esqueci-me do bonequinho verde", porque tou-me bem a cagar pra isso. Há sempre algo de mal a apontar, faça-se o que fizer.

 

Eu também perguntei o porquê da CGTP fazer a manifestação.

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Guest fiasco

Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.·

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

 

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego,... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.·

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer coisa phones ou pads, sempre de última geração.

 

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

 

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

 

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

 

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

 

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

 

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim.

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Ainda não percebi porque é que ha tanta gente a criticar o bolonha...

Porque é das piores coisas que aconteceram ao sistema educativo português.

 

Menos um ano, menos de metade da preparação. O que me espanta é haver pessoas a pensar que a educação é como uma fábrica, é preciso é fazer em "quantidades industriais", agora se a quantidade se alia a qualidade é que é outra coisa.

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mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.

 

Aonde vives? Não te baseies só nos meninos ricos, sff.

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Fiasco, só para dizer que fizeste uma generalização muito mas muito grande...

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Guest fiasco

Esse texto é tanto do fiasco como meu :lol:

 

http://www.cmportugal.com/index.php?showuser=43331

 

 

Ao menos punhas aí o autor do texto pá :facepalm:

 

 

não disse que era meu.

chegou-me por mail.

fiz copy paste a partir do telemóvel.

relaxa lá.

 

concordo bastante, nao me parece generalização

tive lá, sei o que vi e o que cheirei.

 

os meus pais penaram para me poder oferecer uma master system pelos anos.

foi o subsidio de férias do meu pai.

naquela manif 90% das jovens (putos) tinha telemóveis mais caros que uma master system naqueles tempos (21 contos)

muitos com litrosas, outros tantos nada sóbrios e muitos mais com a bela da ganza.

 

Havia como o texto diz, muito pessoal a levar aquilo a sério não digo que não.

 

e meninos ricos? eu sou classe média nada alta, e tudo aquilo que tá naquele paragrafo tive. ;)

 

é mentira que o nivel de vida é outro? e que a proporção de salários pouco alterou? nem vou para os carros.

basta os plasmas. as tv's nos quartos dos putos, na cozinha. o microondas, maquina de lavar e secar, frigorífico, a bimby, o leitor de dvd ou blu ray, os 3 computadores por casa.

e isto ve-se na classe media mais baixa.

 

habituaram os putos mal.

 

ps. e sim, sei que o país está mal. mas quando vejo miudos de 8 anos com telemóvel...

Editado por fiasco

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Eu disse aquilo mais em tua defesa do que outra coisa, pois todos apontaram a que tu generalizaste :wink:

 

Eu concordo com muita coisa do que lá vem. Eu fico parvo com putos que hoje têm 12/13 anos e já vão no seu 5º/6º tlm, eu com 26 tive quatro até agora e foi sempre porque o anterior avariou. Hoje os putos têm acesso a PS3/XBOX 360 e afins que custam sempre acima dos 150€, enquanto que eu com a idade deles tive uma NES que tinha custado 10 contos (e que burro fui eu em não a ter guardado, hoje valia uma boa quantia com os jogos que eu tinha :facepalm: ), entre outras coisas mais...

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Ai algumas coisas que nao concordo...outra sim...

 

Para mim, o dever, sim DEVER, dos pais é dar as regalias que puderem aos filhos, se não queriam gastar dinheiro neles não os tivessem feito.

 

Mas lá esta. ha casos e casos e dar essas regalias juntamente com alguns valores, nomeadamente fazer os filhos bulir de vez em quando tambem faz bem.

Editado por Navidkia

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Eu com bolonha tive o "prazer" do meu curso ter menos 6 meses, o que se traduziu em cadeiras com matéria correspondente a 2 cadeiras, tornando o 1º e 2º ano intoleráveis. Agora as coisas estao a melhorar mas à custa de nao se ter metade das bases que antes se tinha.

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