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Sincèire

Os 100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos

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Melhor guarda-redes de sempre, o resto é conversa.

 

Yashin :heart:

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O melhor de sempre na sua posição. Ponto.

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Cá para mim ele defendeu tantos penalties devido á vodka que bebia antes de todos os jogos.

E ser GR de Hoquei no Gelo claro que ajuda a ter bons reflexos

E é também só o melhor de sempre

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Defendeu muitos penaltis, mas quando chegou a altura de defender o do Eusébio quase ficava sem mãos xD

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Nome: Ricardo Zamora Martínez

País: Espanha

Posição: Guarda-redes

Clubes: Espanyol (1916-19), Barcelona (19-22), Espanyol (22-30), Real Madrid (30-36), Nice (36-38)

Internacionalizações/golos: 46

 

"A primeira superestrela do futebol espanhol nasceu em Barcelona no ano de 1901. Teve direito a criar moda, a slogan em sua homenagem e a protagonizar as primeiras transferências mediáticas em Espanha. Ricardo Zamora que, como Yashin, também gostava de cigarros e bebidas fortes, no caso um bom conhaque, tem ainda, como o russo, um prémio a eternizá-lo, o de guarda-redes menos batido da Liga Espanhola.

Durante décadas os guarda-redes desfilaram com chapéu e golas altas, em Espanha, Portugal, Inglaterra, onde quer que fosse. Foi Ricardo Zamora o primeiro a usar os dois adereços, para se proteger do sol, no primeiro caso, e das entradas ao pescoço dos avançados menos escrupulosos, no segundo.

Numa partida dos Jogos Olímpicos de Antuérpia de 1920, a primeira competição em que a Espanha se apresentou ao mundo com uma seleção, Zamora defendeu todos os remates possíveis e imaginários dos avançados da Dinamarca, com o resultado em 1-0 para os ibéricos. Nasceu o slogan "uno a cero y Zamora de portero" ainda hoje utilizado quando a ideia é marcar um golinho, defender com toda a gente lá atrás e fé no guarda-redes.

Zamora, que começou no Espanyol, transferiu-se para o Barcelona após uma zanga com um dirigente periquito, voltou à base por um ordenado de mil pesetas mensais e acabaria por ingressar no Real Madrid por quarenta mil ao ano.

Com tanta defesa milagrosa - uma na final da Taça entre o seu Madrid e o Barça, a remate de Escolá no último minuto de jogo, mitificou-o definitivamente - e tanta transferência excitante, o guarda-redes atingiu a tal dimensão de vedeta, quando ainda se vivia a primeira metade do século. Foi alcunhado de "El Divino", até porque com 1,94 metros devia ser o espanhol mais perto do céu na época.

Nessa primeira metade do século, quase todos os espanhóis sofreram com a Guerra Civil. No caso de Zamora, cujas simpatias pelo Espanyol e pelo Real Madrid indiciavam uma ligação aos nacionalistas, o sofrimento traduziu-se numa detenção pelos republicanos. Salvou-se porque era uma celebridade e jogava futebol com os guardas na prisão de Modelo. A seguir exilou-se em Nice, onde acabou a carreira a jogar no clube local, aos 37 anos.

Estava Yashin a preparar-se para pegar no testemunho de Zamora e elevar ainda mais alto o posto de guarda-redes."

Editado por Sincèire

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Enorme GR talvez o melhor da sua geração, aliás o prémio para melhor GR da Liga Espanhola não tem o nome de Prémio Zamora por acaso.

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Nome: Arthur Antunes Coimbra ( Zico )

País: Brasil

Posição: Médio-ofensivo

Clubes: Flamengo (1971-83), Udinese (83-85), Flamengo (85-89), Kashima Antlers (91-94)

Internacionalizações/golos: 72/52

 

"Como os três mosqueteiros eram quatro, os três portugueses deste post - Eusébio, Figo e Cristiano Ronaldo - também são quatro. Arthur Antunes Coimbra, o D´Artagnan da história, com pinta de craque tropical, ginga brasileira no corpo, malandragem carioca na alma e samba no pé direito, não passa afinal de um produto português de origem demarcada. Embora a mãe já tenha nascido no Rio, filha de um casa de Oliveira de Azeméis, o pai, de Tondela, era um sportinguista inveterado convertido mais tarde ao flamenguismo.

Arthur ou Arthurzico ou apenas Zico ouvia os relatos do Sporting no futebol e no hóquei na sua casa de Quintino, o bairro onde cresceu, antes de mergulhar em horas e horas de futebol de rua ou salão. Com uma habilidade excecional, chegou ao Flamengo aos 14 anos. Estreou-se no escalão principal logo aos 17 e no ano seguinte, sagrou-se campeão estadual. Mas só com 20 assumiu o posto de titular. Era leve, levíssimo, condição que lhe valeu a alcunha de "Galinho de Quintino"; mas era também rápido, empolgante, fulminante, genial, condição que lhe valeu a sagrada camisa 10 nas costas. Com dribles, passes e golos ( a maioria de livres diretos ) de levantar estádios ajudou, de forma decisiva, o Mengo a ser campeão carioca, em 1974.

Já tricampeão do seu estado, partiu para o Brasileirão de 1980 como um dos maiores craques do país e correspondeu: ganhou o primeiro de quatro títulos nacionais que conquistaria com a camisola rubro-negra, e estabeleceu, com 245 golos, o recorde de um jogador pelo clube. Mais tarde tornar-se-ia o maior goleador de todos os tempos do Maracanã. Do Brasil para a América ( vitória na Libertadores sobre o Cobreloa ) e para o Mundo ( vitória na Intercontinental sobre o Liverpool ). Além do Fla, a que voltaria mais tarde, Zico jogou ainda na mediana Udinese, onde não conquistou títulos mas consolidou o seu prestígio também na Europa, e no Japão, onde foi considerado um semideus, mesmo já passando a fronteira dos 40.

Em paralelo, o "Pelé Branco", como também foi chamado, participou em três mundiais. No de 1978, conquistou o terceiro lugar, no de 1982 liderou uma das mais empolgantes seleções da história até à derrota traumática com a Itália de Rossi, e no de 1986 jogou lesionado e ainda falhou um penálti durante a eliminação frente à França. Na principal prova, Zico colheu mais frustrações do que glórias, mas mesmo assim tem o impressionante registo de 52 golos com a camisola do seu país. Que podia perfeitamente ser Portugal."

 

http://www.youtube.com/watch?v=doY_jllhhtg

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É um dos jogadores que tenho pena de não ter visto jogar ao vivo.

 

Same here :wink:

 

Refutador, não te afastes muito porque o próximo é para ti :mrgreen:

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Nome: Zinedine Yazid Zidane

País: França

Posição: Médio-ofensivo

Clubes: Cannes (1988-92), Bordéus (92-96), Juventus (96-2001), Real Madrid (01-06)

Internacionalizações/golos: 108/31

 

"Zinedine Zidane, o melhor jogador do mundo pós-Maradona. Zinedine Zidane, provavelmente o futebolista mais dotado tecnicamente da história. Zinedine Zidane, o francês que superou até Michel Platini no coração dos seus compatriotas. Zinedine Zidane, o homem que nunca falhou nos momentos decisivos. Zinedine Zidane, o controverso número 10 que usou a cabeça para ganhar a final do Mundial-1998 e para derrubar Materazzi na final do Mundial-2006.

Não é difícil começar um texto sobre Zinedine Zidane, difícil é escolher como.

Zidane, argelino de sangue e francês de nascimento, nasceu e cresceu em Marselha e idolatrou o uruguaio Francescoli, jogador do Olympique. Começou a carreira profissional no Cannes aos 16 anos e marcou o primeiro golo no ano seguinte em troca de um Peugeot 205 encarnado prometido pelo presidente. Mais tarde assinou pelo Bordéus, onde criou uma sociedade em campo com Dugarry e Lizarazu, futuros parceiros de seleção, mas só atingiu uma final da Taça UEFA perdida para o Bayern.

Chegou então à Juventus para conquistar dois títulos italianos e uma Taça Intercontinental enquanto caminhava a passos largos para se tornar no incontestado melhor do mundo do seu tempo. Atingiu essa meta, quando, depois de uma transferência de 76 milhões de euros, venceu em Espanha, na Europa ( com um espantoso golo ao Bayer Leverkusen na final da Champions de 2002 ) e no Mundo pelo Real Madrid.

Os três prémios FIFA no bolso provam-no.

Internacional mais de cem vezes, estreou-se com um bis em dois minutos num particular com a República Checa. Foi campeão europeu e do mundo pela França, fez dois golos de cabeça na final do Mundial 1998 ao Brasil, que levaram o povo a exigir "Zizou président", marcou penáltis decisivos nas meias-finais de Euro e Mundial - 2000 e 2006 - com Portugal, voltou a faturar numa final, Berlim-2006, mas perdeu a cabeça no tórax de Materazzi.

Zidane pareceu alcançar todas as vitórias sem esforço. Apresentou sempre mais classe, mais técnica, mais velocidade. Melhores passes, melhores dribles, melhores remates.

Mais eficácia nas bolas paradas, mais inteligência e mais personalidade do que os demais. Em certas alturas, pareceu humanamente impossível roubar-lhe a bola. Inventou também, ou pelo menos divulgou, um gesto maravilhoso no futebol, a que chamava de roulette , e que consiste em rodar sobre si próprio, mudando a bola do pé direito para o esquerdo em progressão. E fazia centenas de outros truques mas não há espaço para os descrever. É difícil acabar um texto sobre Zidane."

 

http://www.youtube.com/watch?v=E3BLrgvgHnE

Editado por Sincèire

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Aquelas noites de Domingo a ver a Série A na TVI :carinhoso:

 

Classe por todos os poros do seu corpo.

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ZIZOU!

 

Sim, como futebolista foi genial - um jogador super imaginativo, com uma classe ao alcance de poucos e capaz de fazer coisas incríveis - mas, para mim, o que fez dele um jogador único foi a sua personalidade. Não sei se já alguém viu o documentário em que o filmam só a ele durante um jogo do Real, mas é uma coisa surreal...Parece que há dois jogos a decorrer, o jogo do Zidane e depois, em segundo plano, o jogo dos outros. Meio misterioso, vive no seu mundinho, não interage com ninguém, mas dá a sensação de que pode mudar o rumo do jogo a qualquer instante. Nunca vi isto em mais nenhum jogador e, sinceramente, não me parece que vá ver. Foi um jogador especial, sem dúvida.

 

Melhor de sempre.

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Eu lembro-me de estar em Espanha quando foi gravado esse documentário, estavam 20 e não sei quantas câmaras apontadas só para ele. Se não me engano foi num Real x Villareal, já não me lembro do resultado

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