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  1. Estava há bocado a ouvir o podcast mais homoerótico do futebol português aka “No Princípio era a Bola” e constato que nada mudou desde 2014 - o Marco Silva continua a ser o menino bonito do comentariado em Portugal. Se os comentários do Tomás da Cunha me pareceram equilibrados, o Rui Malheiro levou os elogios para outro nível, dizendo, entre outras coisas extraordinárias, que o Sporting do Marco Silva “dominava claramente o ataque posicional”. Hum? O Sporting dele tinha algumas virtudes, mas acontece que qualidade em ataque posicional não era uma delas…Levar a bola para os corredores laterais para a despejar na área é tudo menos dominar o ataque posicional. Aliás, o Jesus, com um plantel praticamente igual do meio-campo para a frente, deixou bem claro o pouco que o Sporting jogava em organização ofensiva no ano anterior. E o Malheiro, que percebe de futebol, sabe-o. Porque é que se presta a este papel ridículo, não sei. Mas não é o único. Atenção que eu acho o Marco Silva um treinador competente. Daí a ser treinador para um grande, vai uma certa distância, e a ser um ás da organização ofensiva, maior ainda. Até pode ser - conheço pouco do trabalho dele no Fulham e os treinadores, tal como os jogadores, evoluem e estão altamente dependentes do contexto para mostrar o que valem - mas não foi no Sporting que o demonstrou de certeza. Dizer o contrário é revisionismo, não atirem areia para os olhos das pessoas.
  2. Thierry Correia? Era obra irmos para aí para o terceiro ou quarto lateral direito contratado e o jogador mais apresentável que por lá passou desde o Porro continuar a ser, a quilómetros dos outros, o Eduardo Quaresma. Será assim tão difícil um clube com a nossa liquidez financeira ir buscar um lateral em condições? Minha nossa.
  3. Pensava que ninguém ia reagir ao facto de estarmos a comparar seriamente um capitão e titular do Sporting e do Sevilha com um rapaz que fez carreira na Grécia e em Israel. Que conversa mais descabida. E já agora, o Carriço era muito melhor do que o Inácio e o António Silva. Mais um dos muitos que estava no sítio errado à hora errada. Ainda assim, tendo em conta que o Sporting tudo fez para lhe f*der a carreira, muito bem se safou ele.
  4. Eu olho para esta convocatória e parece-me óbvio que a prioridade tem de ser potenciar as ligações por dentro entre Vitinha, João Neves, Bernardo e Bruno e, claro, libertar o Nuno Mendes…O resto arruma-se à volta disto. Por exemplo, um 4-3-3 assimétrico podia ser interessante. Quarteto atrás com Cancelo, Rúben Dias, Inácio e Nuno Mendes. Meio-campo com Vitinha, João Neves e Bernardo. Na frente, Bruno, Trincão e Gonçalo Ramos - Bruno mais por dentro, Trincão mais próximo do Gonçalo Ramos, numa dinâmica semelhante à do 4-4-2 losango. Esse losango pode ser mais assumido, com o Bruno nas costas do Félix e do Ramos/Ronaldo. Em certas situações em que fosse preciso abrir espaços por dentro, o Bruno podia estar no trio de médios e termos um ou até os dois extremos abertos (Rafael Leão, Neto) a separar os laterais contrários do bloco central para permitir as penetrações por dentro dos nossos laterais (tirando o Semedo, qualquer um deles tem características para o fazer). Com jeito, também dá para arrumar esta malta em mais do que um sistema com três defesas. Hipóteses não faltam…no papel. Na prática, espero estar enganado, mas o mais provável é irmos assistir a mais um exercício de auto-sabotagem.
  5. Acredito que sim, se bem que o Mourinho não será o nome mais óbvio para unir um balneário em cacos. Eles lá saberão. Embora o Mourinho tenha um passado incomparável e isso ter o seu peso, o sentimento de incredulidade não é muito diferente de alguns desses nomes. Depois de ser despedido da Turquia e de passar sem brilho por Portugal, acho que nem o próprio acreditava que ia ter esta oportunidade. O Zidane, um treinador que considero inferior ao Mourinho, limpou 3 Champions seguidas não há muito tempo. É o Real Madrid - com aqueles jogadores, tudo pode acontecer. Agora, à data de hoje, com a informação que temos, é uma decisão muito pouco lógica.
  6. Já vi muita coisa estapafúrdia no mundo do futebol, mas este regresso do Zé Mário a um colosso (e logo qual) sem fazer absolutamente nada que o justifique é absurdo ao ponto de parecer notícia de 1 de abril. O futebol é mesmo um mundo à parte.
  7. Estou a tentar perceber o contexto em que usar “Weigl argentino” como termo depreciativo faz alguma espécie de sentido, mas não estou a chegar lá.
  8. Subscrevo tudo, como tem sido norma desde que passaste para o clube dos líricos que acham que o futebol se joga com os pés e se pensa com a cabeça. Já o disse aqui, mas repito: na nossa história recente, aproveitámos mal ou não aproveitámos de todo vários “Moritas” - André Santos, Pedro Mendes, Valdés, Zapater, tudo jogadores de quem já ninguém se lembra porque só faziam coisas simples e banais, como estar bem posicionado, dar linhas de passe, descobrir o colega livre, em equipas que praticavam outro desporto que não futebol. O próprio André Martins merecia mais crédito do que tem, na minha opinião. É um equívoco achar que o Morita se impôs só por causa da sua qualidade. Foi por causa disso, claro, e por estar no sítio certo à hora certa, inserido em equipas interessadas em jogar futebol, com colegas de equipa que o percebiam e treinadores sem ideias retrógradas para o meio-campo. O mesmo para o Bragança, aliás, que acredito firmemente que hoje andaria por aí aos caídos se tivesse tido o azar de nascer uns anos antes. Noutra posição, alguém duvida que o Trincão, se tivesse aparecido antes de 2012 ou mesmo nos primeiros anos do BdC, seria hoje uma nota de rodapé na nossa história? É que eu não tenho. Na melhor das hipóteses, seria um Matías Fernández, mas nem nisso acredito. A linha entre o fracasso e o sucesso é tão, tão ténue…Muito mais do que as pessoas pensam, defendo isso há anos. Dito isto, adoro o Morita, também é dos meus preferidos dos últimos anos. Merece tudo de bom.
  9. Vai ser penoso, mas dificilmente destronará o Chelsea-Atlético de 2014 como o pior atentado ao futebol cometido numa meia-final da Champions.
  10. O Palhinha não me enche as medidas, mas tem duas coisas que o Ríos não tem: uma é escola, outra é noção das suas limitações. O Ríos não sabe o que anda a fazer em campo, posiciona-se ao calhas, faz passes ao calhas, não tem talento nenhum e é limitado tecnicamente, mas está convencido que é o Valderrama. E tem 26 anos, não é propriamente um puto que está agora a começar a carreira. Vou ficar muito surpreendido se sair dali um jogador de nível alto.
  11. É uma hipérbole. É um mau jogador de futebol para uma equipa do nível do Benfica, que, pelo facto de passar a maior parte dos jogos em ataque organizado, não pode ter médios titulares que só sabem correr e virar adversários. Já não estamos nos anos 80.
  12. A lesão do Ríos vai obrigar o Zé a optar por um jogador de futebol. Má notícia para os rivais.
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