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[MMA] Discussão Geral

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Guest Maluco

Acabei por não arranjar.

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LASHLEY CONTRA SAPP

Bobby Lashley, que assinou recentemente com a TNA, já tem marcado o seu próximo combate de MMA e vai enfrentar Bob Sapp no dia 27 de Junho. Este combate está a ser organizado pela Prize Fight Promotions e vai realizar-se no Gulf Coast Coliseum, na cidade de Biloxi, no Mississippi.

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VS

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O Bob Sapp a lutar K1 era a comédia total... :lol:

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Mas o Lashley vai ser wrestler na TNA e Mixed Martial Artist ao mesmo tempo? =S

 

Partindo do principio que ele n irá fazer house-shows, deverá trabalhar pela TNA 2/3 vezes por mês, logo sobra-lhe bastante tempo pa MMA...

 

btw, armário vs armário :medinho:

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Este Sapp é um fanfarrão.. coitado.

Mas tem muito mais experiência que o Lashley... Não vejo o Lashley a derrotar o grandalhão.

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O Lesnar também tinha muito menos experiência que o Couture, e foi o que se viu. (também diga-se que o cérebro do Lesnar, apesar de tudo, deve ser três vezes maior do que o do Lashley)

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Mas tem muito mais experiência que o Lashley... Não vejo o Lashley a derrotar o grandalhão.

 

São dois fanfarrões, vc não percebe? Lutam tudo, menos MMA. Que continuem lá no circo deles.

 

Ò Káká não é por ai que MMA é muito conhecido?

 

Sim, muito.

 

Eu tenho um amigo que hoje é competidor, Rodrigo Ruiz (já tomei uns valentes murros no peito, mas tbm acertei um chute na orelha do menino, mas tudo na brincadeira, claro. E ele não tinha ingressado nessa carreira ainda):

 

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De olho no UFC, Arona diz que bateria Fedor

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Gustavo Noblat
De Brasília (DF)


O sonoro grito de Ricardo Arona bem na cara de Wanderley Silva em agosto de 2005 ainda ecoa nas lembranças dos fãs e reverbera nas mentes dos promotores de lutas. Após um longo período longe dos ringues, o primeiro meio-pesado a bater Wanderley no Pride está em contato com o Affliciton, o Dream e de olho no Ultimate Fighthing Championship (UFC).

A vitória sobre Wanderley significou o auge da carreira de Arona no MMA (em inglês mistura de artes marciais, o antigo vale-tudo). Na seqüência ele perdeu três de suas últimas quatro lutas, uma delas pelo cinturão na revanche contra Wanderley. Há dois anos afastou-se dos ringues e agora está sedento para voltar aos combates.

A vontade de Arona é a de lutar pelo UFC, maior torneio de MMA do planeta. Mas, por ora, está em contato apenas com o Affliction e o Dream: "Antes de assumir compromisso com alguma organização quero estar aberto a propostas do UFC", explicou Arona em entrevista exclusiva à coluna.

Na conversa, Arona relembrou de alguns momentos determinantes em sua carreira, como a derrota para o maior nome do MMA mundial, o russo Fedor Emilianenko: "Eu abri vários cortes na cara do Fedor. Mesmo assim passaram ele para a final". "Eu teria chances de vencer o Fedor hoje. Estando bem treinando posso vencer qualquer um", garantiu Arona.

O faixa-preta em jiu-jitsu também falou sobre o combate mais duro de sua vida, a sua estréia no Pride contra o americano Guy Mezger. "Durante a luta, o Mezguer conseguiu quebrar duas costelas minhas", conta Arona, que mesmo assim venceu na decisão dividida dos juízes.

A entrevista com Arona foi tomada durante a pesagem do WFC Pozil, na loja Centauro do Plaza Shopping, em Niterói. O WFC acontece nesta sexta à noite, a partir de 20h, no Quality Hotel, Camboinhas, Niterói. A luta principal será entre Gustavo Ximú vs Jorge Michelan. Além de Arona, Rogério "Minotoro" Nogueira também esteve presente à pesagem.

Arona é um dos nomes mais respeitados quando se trata de submission (lutas agarradas, como, por exemplo, judô, wrestling e jiu-jitsu). Venceu de forma arrasadora a maioria de seus combates e tornou-se campeão na categoria até 92kg do Abu Dhabi Combat Club (ADCC) antes de completar 22 anos de idade. Luta MMA desde o ano 2000 e acumula 13 vitórias e cinco derrotas no cartel. Está longe dos ringues desde abril de 2007.

Segue a entrevista com o faixa preta em jiu-jitsu:

A gente ainda vai ver o Arona lutar este ano?
Este ano eu vou lutar pelo Abu Dhabi (torneio de submission nos Emirados Árabes). O evento foi adiado para setembro, mas eu vou estar lá. Também to estudando propostas do Affliction e do Dream (torneios gringos de MMA). Devo lutar, só tem que ver quando.

Você disse que gostaria de lutar no UFC e até pediu uma chance a Dana White. Teve alguma resposta?
Eu to recebendo pospostas do Dream e do Affliction, mas não tive nenhuma do UFC. Antes de assumir compromisso com alguma organização quero estar aberto a propostas do UFC. Por isso falei que queria ter uma chance no evento. Mas eles ainda não me procuraram.

Se o UFC não te procurar, você estará mais perto de fechar contrato com o Dream ou com o Affliction?
Estou mais perto de fechar com o Affliction. Eles têm demonstrado interesse em mim. Estão em contato direto e discutindo o calendário.

Interessa-te ter um contrato exclusivo com o Affliction?

Depende da situação. Contrato exclusivo só é bom se você for lutar pelo cinturão do evento. Ai tem que ter contrato exclusivo.

Por que o UFC ainda não te procurou?

Não sei, mas eu tive a posição de me afastar das lutas por um tempo. Acho que isso foi o principal.

Se o UFC quiser te colocar para lutar daqui a um mês contra algum TOP você topará ou ainda precisa de um tempo para adquirir ritmo de luta?
Acho que preciso de um pouco mais de tempo. Preciso adquirir ritmo de luta. Se fechar com eles, espero mais que isso, um mês é pouco.

Tem treinado MMA?

To treinando com uma equipe de faixas-pretas (de jiu-jitsu). Montamos um ringue lá em casa, estamos com uma boa estrutura e treinamos lá mesmo. São apenas lutadores de submission, mas o Paulão (Filho), que mora lá perto, vai começar a aparecer nos treinos também.

Das suas 13 vitórias 8 vieram por pontos. Alguns fãs acham suas lutas monótonas e dizem que você evita se arriscar a finalizar a luta para ganhar com um jogo mais conservador. O que você acha dessas críticas?

Eu acho que isso é uma opinião de leigos. Nunca tive adversários fracos e era difícil finalizar a luta. O meu estilo é o estilo Carlson Gracie (mestre de jiu-jitsu). É botar pra baixo e meter a porrada!

O que te passa na cabeça quando você ouve ou lê comentários que dizem que você prefere praticar surfe a lutar?

Nada a ver. Eu moro em frente à praia. E posso fazer os dois. Surfar me dá uma energia boa. E me ajuda com o condicionamento físico. É importante fazer isso. Mas to focado nas lutas.

Pensa em um tira-teima com o Wanderley Silva (ta 1x1 em lutas entre eles)?

Se fosse pensar em tira-teima teria que pensar em vários. Tem muita luta que rolou e que podia rolar de novo. Mas não. Não to preocupado em enfrentar o Wanderley.

Já falou com Wanderley depois que ele disse ter errado quando criou uma inimizade entre vocês no passado?
Ainda não. Apenas li os comentários dele pela imprensa. De qualquer forma achei um ato muito nobre ele ter dito isso.

Você acha que algum dia a Brazilian Top Team (BTT) voltará a ter o prestígio de antigamente?
Acho que tudo é uma questão de trabalho, de união pelo crescimento da equipe. Tem sempre que acreditar a fazer um trabalho duro. Mas como to sem treinar com eles há algum tempo prefiro não fazer comentários a respeito da BTT. Quero resolver minha situação com eles primeiro.

Muitos fãs dizem que você foi garfado na sua derrota para o Fedor. E que seria o homem a batê-lo. Você acha que foi prejudicado pelos juízes quando o enfrentou?
Com certeza. Aquela luta teve todo um contexto que a galera não sabe. Era um torneio de duas lutas na mesma noite. Quem vencesse passaria para a final contra um japonês. O torneio era no Japão. Eu abri vários cortes na cara do Fedor. Mesmo assim passaram o Fedor para a final. Na luta contra o Japa, em 12 segundos de combate, o juiz parou a luta por causa de um corte que tinha sido provocado por mim e deu a vitória para o japonês. Passaram o Fedor todo cortado e depois deram a vitória para o japonês, enquanto eu tava inteiro. Até o público japonês, que costuma ficar quieto, vaiou o final do evento.

O que acha de Fedor como lutador? Você teria chances de vencer o russo hoje?
A outra luta eu acho que venci. Hoje eu tenho muito mais experiência do que tinha quando lutamos. Eu seria um adversário ainda mais duro. Quando lutei com ele, eu era novo, tinha apenas 22 anos. Eu teria chances de vencer o Fedor hoje. Estando bem treinando posso vencer qualquer um. Fedor é o mais bem preparado para o MMA atualmente. Não é o mais técnico, nem o mais forte, mas é o mais preparado. Ele sabe encaixar o jogo dele.

Que lutador melhor soube adaptar o jiu-jitsu ao MMA entre os que você treinou ou viu lutar?
O Minotauro (Rodrigo Nogueira), com certeza. Ele cai em todo tipo de posição, por baixo, por cima, toma soco na cara, porrada no corpo e mesmo assim finaliza e ganha as lutas. Ele soube adaptar muito bem o jiu-jitsu.

Qual luta você sentiu maiores dificuldades de impor seu jogo?

Na minha estréia no Pride contra o (americano) Guy Mezger. Aquele evento do Pride aconteceu logo depois do 11 de setembro (dia do famoso ataque terrorista contra os Estados Unidos). Os americanos estavam dando a vida no ringue para vencer e para mostrar patriotismo. Quando cheguei ao Japão para fazer essa luta tive problemas de saúde ao ponto de precisar tomar soro para me hidratar. É que a galera não fica sabendo o que rola, mas aconteceu isso. Nem pude treinar nos dias que tava no Japão. Durante a luta o Mezguer conseguiu quebrar duas costelas minhas. Mas ainda assim venci. Foi a batalha mais dura da minha vida.

O público japonês passou a te perseguir depois de sua luta com Kazushi Sakuraba porque você teria enfiado os dedos nos olhos dele durante o combate. O que aconteceu naquela noite?
Eu sabia que tinha um sangramento perto dos olhos dele. Mas não sabia onde era o sangramento. Tentei usar a mão para empurrar a cabeça dele e ganhar espaço e acabei metendo os dedos nos olhos dele. Aquela luta eu tinha que vencer bem. Não podia deixar cair nas mãos dos juízes. O Sakuraba era o favorito do evento. Para vencer dele eu tinha que ser contundente. Não podia deixar dúvida, tinha que acabar com a luta. Se fosse por pontos eles iam dar um jeito de dar a vitória para ele.

Arrepende-se de alguma coisa nesses anos de carreira como lutador de MMA?

Me arrependo de muitas vezes ter ouvido o meu coração ao invés da razão. Já lutei algumas vezes sem estar preparado, na base da emoção. Não to nem querendo falar da luta contra o Rameau Thierry Sokoudjou (última luta e derrota do Arona). Ali eu lutei com dengue, mas nem eu sabia antes da luta que tava com dengue. To falando de outras lutas.

Por exemplo, contra quem?
Contra o Shogun (Maurício Rua) eu sabia que não tava bem, mas ainda assim entrei no ringue para lutar. Mas eu não gosto de dar desculpas.

Sim senhor, seria uma luta e tanto!!

E gostei da entrevista, o rapaz é sensato.

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Dois anos sem Pride, o fim de uma era no vale-tudo

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Guga Noblat
De Brasília (DF)


Depois de travar um combate árduo por quase sete minutos, o americano faixa-preta em jiu-jitsu Jeff Monson aplicou um estrangulamento no ídolo do wrestiling japonês Kazuyuki Fujita, obrigando-o a desistir da luta.

A imagem de Fujita sendo abatido por Monson num ringue montado no Saitama Super Arena, em Saitama, Japão, retrata a derrota do maior evento de vale-tudo japonês, o Pride F.C, para o Ultimate Fighting Championship (UFC), dos Estados Unidos.

Travado dois anos atrás, o combate entre Monson e Fujita se tornou especialmente histórico porque marcou o fim da era Pride. O dia 08 de abril de 2007 será sempre uma data nostálgica para quem acompanhou esse torneio japonês, um dos maiores espetáculos esportivos da terra.

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Monson representava o UFC. Fujita, o Pride. O marketing da luta girou em torno do duelo entre as duas organizações promotoras de vale-tudo, esporte chamado em todo mundo de MMA (sigla em inglês para misturas de artes marciais).

Entretanto, a briga para valer entre UFC e Pride acontecia por de trás das cortinas e, de preferência, longe da mídia. Desde o momento de inauguração do Pride, em 1997, as duas organizações sempre se engalfinharam para saber quem tinha os melhores lutadores e maior prestígio no circuito de lutas.

A disputa esquentou partir de 2004 quando o UFC, que existe desde 1993, passou a gerar lucros formidáveis embalado pelo sucesso do seu reality show. Hoje em dia uma única edição do UFC vende mais de US$ 150 milhões só em pay-per-view (sistema de compras pela TV à cabo).

No dia 27 de março de 2007, duas semanas antes do combate entre Monson e Fujita, o presidente do Pride, Nobuyuki Sakakibara, anunciou a venda do evento japonês para os donos do UFC, os irmãos Ferttitas. Pouco depois assumiu em uma entrevista que o mercado americano era pelo menos 10 vezes maior do que o japonês e não teria como competir por muito tempo contra eles.

A derrota de Fujita representou a última pá de terra sobre o Pride. O evento vinha em decadência desde junho de 2006 quando perdeu seu contrato com a rede de TV Fuji Network - uma das maiores do Japão.

Segundo o tablóide japonês Shukan Gendai, o fim do contrato com a Fuji se deu por conta da suspeita do envolvimento de dirigentes do Pride com a yakuza, famosa máfia japonesa.

Em janeiro de 2003, portanto três anos antes das notícias negativas serem publicadas no tablóide, o então presidente do Pride Naoto Morishita foi encontrado morto com uma corda no pescoço. A polícia concluiu que Naoto se suicidou depois de sua namorada romper relações com ele. Porém nunca cessaram os rumores de que sua morte teria sido encomendada.

Verdade ou não, o fato é que em 2006 o Pride passou a ser veiculado apenas pela SKY PerfecTV, no sistema a pay-per-view. E perdeu boa parte de seus patrocinadores, a verdadeira fonte de sua renda.

Ainda assim o evento japonês acabou vendido para o UFC por algo em torno de US$ 70 milhões. A negociação começou em março de 2007 e se arrastou por dois meses. Sakakibara só bateu o martelo no fim de maio.

O UFC comprou o Pride com a promessa de continuar a tocar o evento. O que nunca aconteceu.

Em agosto de 2007, Dana White, presidente do UFC, deu os primeiros sinais de que nunca mais haveria uma nova edição do Pride. Segundo o promotor de lutas, nenhuma TV do Japão estaria interessada em fechar contrato com eles. Era como se não quisessem os americanos do UFC por lá, disse Dana.

Ainda em 2007, boa parte dos atletas do Pride migrou para o UFC. Depois de Monson bater Fujita, Dana aplicava seu golpe derradeiro. Com a aquisição das estrelas do Pride e a falência do rival japonês, o UFC passou a reinar sozinho no promissor mercado de vale-tudo.

O Pride surgiu em 1997 como um evento de uma noite só. Chamava-se KRS (Kakutougi Revolution Spirits) Pride. A ideia era casar uma luta entre a estrela do pró-wrestiling japonês Nobuhiko Takada e o brasileiro mestre em jiu-jitsu Rickson Gracie.

A vitória do Gracie diante de 47 mil pessoas no Tóquio Dome aumentou a mística em torno do jiu-jitsu e de Rickson e impulsionou o vale-tudo no Japão. O sucesso do primeiro Pride encorajou seus dirigentes a promover novas edições do evento. Sakakibara diria anos depois que se Rickson tivesse sido derrotado por Takada, o Pride não teria passado da primeira edição.

Takada Vs Gracie

Parte 1
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Parte 2

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A partir de sua segunda edição, o Pride limou o KRS e acrescentou o Fighting Championships, tornado-se conhecido como a série de lutas Pride F.C.

Em 98, mais uma vez casaram um combate entre Rickson e Takada. O brasileiro venceu com um estrangulamento. Dois anos depois seu irmão Royce Gracie participou do primeiro torneio de lutas do Pride. Um dos mais importantes da história do vale-tudo. Para sagrar-se campeão, o lutador teria que vencer quatro combates, três deles numa mesma noite.

Além de Royce participaram do evento a maior estrela do Japão no vale-tudo, Kazushi Sakuraba, o ex-campeão peso-pesado do UFC, Mark Coleman, o também campeão do UFC Mar Kerr, o ucraniano Igor Vovchanchyn e o veterano Fujita entre outras feras.

A fase final do primeiro torneio do Pride ficou marcada também como o primeiro evento japonês a ser televisionado nos Estados Unidos. Coleman saiu de lá com o cinturão de campeão, para delírio dos fãs norte-americanos.

Nos Estados Unidos as lutas são regulamentadas por comissões atléticas há pelo menos nove anos. Elas proíbem que o lutador faça mais de uma luta por noite. No Japão não há essa regra. O Pride ficou marcado por usar o formato de torneios em parte de seus eventos, os chamados Grand Pix (3 ou 2 lutas na mesma noite).

Além das 34 edições do Pride FC, o evento japonês organizou torneios nos anos 2000 (Coleman campeão), 2003 (Wanderlei Silva campeão meio-pesado), 2004 (Fedor Emilianenko campeão peso-pesado), 2005 (Maurício Shogun Rua nos meio-pesados, Dan Henderson nos médios e Takanori Gomi nos leves) e 2006 (Mirko 'Cro Cop' Filipović no absoluto e Kazuo Misaki nos médios).

O Pride também inventou a série chamada Bushido onde lutavam apenas atletas leves (73kg) e médios (83kg). Foram 13 eventos desse tipo. Somados os Bushidos, as edições do Pride, os eventos especiais conhecidos como Shockwave e The Best e ainda os torneios chega-se a um total de 68 edições do evento japonês em 10 anos de história.

Com as entradas dos lutadores sempre triunfais, numa mistura de vale-tudo com o show das competições do pró-wrestiling (combates de marmelada), o Pride se diferenciou do UFC e apostou num formato que casava o espetáculo, o entretenimento, com o esporte. Lutas entre atletas com diferença de peso de mais de 60 quilos não eram incomum no Pride e tinham um forte apelo comercial no Japão.

O formato deu certo por dez anos. Mas ruiu assim que a reputação do evento foi manchada pelas denúncias da aproximação do Pride com a yakuza.

Hoje, parte dos dirigentes do Pride está tocando um novo torneio japonês conhecido como DREAM. Mas a audiência é pífia se comparada à do falecido Pride.

Preparei uma lista dos 15 nocautes mais impressionantes da história do Pride, na minha modesta opinião. Está em ordem cronológica. Todas essas lutas são de colar os olhos na tela sem piscar para não perder nenhum golpe.

Também bolei uma lista com10 atletas que fizeram história no Pride. Usei como critério as conquistas e a importância deles no evento. Para quem quiser conhecer um pouco do maior torneio de vale-tudo japonês é um bom começo. Seguem as listas:

Nocautes avassaladores em 10 anos de Pride:

1 - Igor Vovchanchin x Chicão Bueno - No Pride 8 ocorrido em novembro de 1999 o brasileiro Chicão Bueno foi surpreendido por uma sessão de socos cruzados que o derrubou inconsciente em menos de um minuto e meio.

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2 - Gilbert Yvel x Gary Goodridge - O público presente ao Pride 10 disputado em agosto de 2000 viu o holandês Yvel quase arrancar a cabeça de Gary Goodridge com um chute certeiro aos 28 segundos de combate.

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3 - Wanderlei Silva x Kazushi Sakuraba I - Uma das lutas mais violentas de todos os tempos. Wanderlei chegou a segurar a cabeça de Sakuraba no chão para aplicar-lhe chutes no rosto. Mesmo assim o japonês só entregou os pontos quando o juiz interrompeu a luta. O combate ocorreu em março de 2001 no Pride 13. Eles ainda se enfrentaram mais duas vezes, sempre com vitória do brasileiro.

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4 - Anderson Silva x Carlos Newton - Uma joelhada voadora certeira na hora em que o canadense Newton avançava nas pernas de Anderson, seguido de três socos no rosto deram a vitória para o brasileiro. Um dos bons momentos do Pride 25 de março de 2003.

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5 - Cro Cop x Vovchanchin - Em menos de 1 minuto e meio o temido Vovchanchyn acabou nocauteado por um chute violentíssimo que atingiu em cheio sua cabeça. A luta ocorreu em agosto de 2003 pelo Pride Total Elimination.


6 - Wanderlei x Quinton Rampage Jackson I - Em novembro de 2003 na final do Pride Conflict, Wanderlei deu uma surra tão grande em Rampage que chegou a sorrir no fim da luta enquanto socava o rosto do rival já grogue e quase indefeso.

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7 - Gary Goodridge x Don Frye - Goodridge não tinha o hábito de chutar e prometera que apenas trocaria socos contra Frye. Mas aos 39 segundos de combate no Pride Shockwave de dezembro de 2003 a canela de Goodridge subiu até a altura do pé da orelha de Frye, levando-o a um nocaute brutal.



8 - Kevin Randleman x Cro Cop - Em menos de dois minutos o público que assistia ao Pride Total Elimination 2004 viu um dos favoritos ao título sair inconsciente do ringue. Cro Cop levou um direto no queixo, em seguida foi derrubado e com uma seção de marretadas no rosto (quando o lutador soca como se tivesse martelando um prego) acabou nocauteado.

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9 - Cro Cop x Aleksander Emelianenko "Fedorzinho" - No Pride 28, em agosto de 2004, Fedorzinho foi surpreendido por um chute de Cro Cop e acordou na lona.



10 - Wanderlei x Rampage II - A segunda luta entre eles foi ainda mais sangrenta do que a primeira. Em outubro de 2004, Wanderley acertou mais de dez joelhadas em Rampage, a última delas no seu rosto, deixando-o inconsciente dependurado nas cordas do ringue.

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11 - Aleksander Emelianenko "Fedorzinho" x Ricardão Morais - Uma das lutas mais rápidas do Pride. Em 15 segundos uma sessão de socos cruzados desferidos por Fedorzinho bastou para nocautear o Ricardão em abril de 2005 no Pride Bushido 6.



12 - Takanori Gomi x Luiz Azeredo I - Gomi começou a luta apanhando muito, mas depois de quase 4 minutos acertou dois cruzados, um com cada braço, e deixou o brasileiro Azeredo nocauteado no canto do ringue. O combate foi disputado em maio de 2005 no Pride Bushido 7.

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13 - Maurício Shogun Rua x Ricardo Arona - Shogun era da Chute Boxe e treinava muay thai. Arona, da Brazilian Top Team, especialista em jiu-jitsu. A rivalidade entre as duas escolas era um dos principais atrativos do Pride. Shogun e Arona se enfrentaram na final do torneio dos pesos meio-pesados, em agosto de 2005. O atleta da Chute Boxe levou a melhor e conseguiu um nocaute em menos de três minutos com uma sessão de marretadas aplicadas contra o rosto do rival.

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14 -Wanderlei x Fujita - Pride Critical Countdown Absolute, em julho de 2006. Depois de quase 10 minutos de chutes na cabeça e socos contundentes Fujita sucumbiu aos golpes de Wanderlei.

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15 - Cro Cop x Wanderlei - No Pride Final Conflict Absolute de 2006 Cro Cop acertou um de seus chutes fulminantes na cabeça de Wanderlei levando-o à lona e paralisando uma platéia estarrecida pela força do golpe.

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Lista de atletas que fizeram história no Pride:


1 - Rickson Gracie - O Pride surgiu justamente para casar uma luta entre Takada e Rickson. O brasileiro vinha de seis vitórias em solo japonês antes de bater Takada duas vezes no Pride. Foi um desbravador e se tornou um dos maiores ídolos do Japão.

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2 - Kazushi Sakuraba - Nunca conquistou o cinturão do Pride, mas conseguiu bater quatro Gracies: Royler, Royce, Renzo e Ryan. Tornou-se o "Caçador de Gracies" e um dos atletas mais importantes da história do vale-tudo japonês.

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3 - Wanderlei Silva - Por muitos anos era a principal estrela do Pride e quem garantia a boa audiência do evento. Foi campeão meio-pesado (93kg) e do torneio meio-pesado de 2003. Fez fama ao espancar Sakuraba.

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4 - Antonio Rodrigo "Minotauro" Nogueira - Primeiro campeão peso-pesado do Pride, Minotauro ajudou o evento japonês a ser reconhecido como o torneio onde estão os melhores atletas do vale-tudo.

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5 - Fedor Emelianenko - Surgiu para o mundo no Pride, apesar de ter se saído bem no RINGS, evento que o revelou. Desde que tomou o cinturão de campeão peso-pesado das mãos do Minotauro esse russo especialista em sambô é visto como o maior lutador de vale-tudo entre todas as categorias de peso. Conquistou também o cinturão do torneio de pesos-pesados de 2004.

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6 - Dan Henderson - Especialista em greco-romana, Dan tornou-se campeão das categorias médio (83kg) e meio-pesado (93kg), além de ter se sagrado vencedor do torneio dos médios de 2005.

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7 - Takanori Gomi - Campeão dos leves (73kg) e do torneio dos leves de 2005. Gomi é até hoje um dos atletas mais populares do Japão e era o principal nome dos pesos leves do Pride.

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8 - Mauricio "Shogun" Rua - Bateu quarto lutadores considerados TOP 10 da categoria dos meio-pesados e se tornou o nome mais temido do vale-tudo mundial em 2005. Mais um lutador que firmou o nome do Pride como evento onde lutavam as maiores estrelas desse esporte.

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9 - Mark Coleman - O primeiro vencedor de um torneio do Pride, o grand prix de 2000. Ajudou a popularizar o Pride nos Estados Unidos onde é reconhecido como um dos lutadores mais importantes da história do vale-tudo.

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10 - Mirko 'Cro Cop' Filipović - O ex-policial croata tornou-se uma aposta bem sucedida do Pride. Estrela de eventos de lutas em pé (socos e chutes), Cro Cop lutou até hoje 32 vezes, 24 delas em eventos Pride. Em 2006 sagrou-se campeão do torneio "absoluto" (sem limite de peso) do Pride.

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Grande Post Kaka... :prayer:

 

Lembro-me bastante bem do Cro Cop a lutar K1, que maquina.

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Há pessoas que "nasceram" para isso.

 

Ainda bem que o fazem no ringue e não estão nas ruas espancando as pessoas.

 

Houve uma época no Rio de Janeiro que era comum "ataques" de "pit boys", lutadores de Jiu Jitsu que denegriam a imagem da modalidade, batendo em pessoas comuns.

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Há sempre esses casos de pessoas que não conseguem separar uma coisa da outra.

 

O Cro Cop é/era um policia croata e deu no que deu... imagine-se se ele apanha algum ladrão ou se algum se vira a ele... coitadinho. :mrgreen:

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aqui está mais um que vai acompanhando UFC :D

 

Rashad Evans vs Lyoto Machida no UFC 98 ... este promete ser bem bom! Mas Machida ganha.

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Enorme post Kaka :prayer:

 

Ao que parece vai começar a dar UFC na SIC Radical. Sábado as 1:50h.

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Já começou... Este fim de semana apanhei um show ultimate fighter, e um combate do Iceman...

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Minotauro. :prayer:

 

Aí no Brasil, pelo que vi, o ESPN dá muito mais destaque à UFC em termos desportivos do que nós damos cá. A entrevista com o Anderson Silva é exemplo disso.

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Enorme post Kaka :prayer:

 

Ao que parece vai começar a dar UFC na SIC Radical. Sábado as 1:50h.

É tarde para mim :mrgreen:

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Minotauro. :prayer:

 

Aí no Brasil, pelo que vi, o ESPN dá muito mais destaque à UFC em termos desportivos do que nós damos cá. A entrevista com o Anderson Silva é exemplo disso.

 

Sim, e ainda bem. O MMA veio profissionalizar MUITO as academias de luta do Brasil, daqui a nada haverá mais lutadores do que jogadores de futebol.

 

:mrgreen:

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Minotauro. :prayer:

 

Aí no Brasil, pelo que vi, o ESPN dá muito mais destaque à UFC em termos desportivos do que nós damos cá. A entrevista com o Anderson Silva é exemplo disso.

Com tantos lutadores a esse nível era de admirar se não dessem importância.

 

Já começou... Este fim de semana apanhei um show ultimate fighter, e um combate do Iceman...

Pois começou. Eu a pensar que era de sábado pra domingo (domingo a 1 e tal), e afinal era na madrugada de sexta.

 

Iceman contra o Shogun?

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