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Ziltoid The Omniscient

Gatos fluorescentes resistentes ao vírus da SIDA

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Não percebo a vossa surpresa em haver animais fluorescentes. Hoje em dia pode fazer-se um pouco de tudo; como exemplo, digo que na espécie Drosophila melanogaster é possível, com manipulação genética, fazer crescer patas no lugar dos olhos, ou olhos nas patas.

 

Mas o código genético de um gato é consideravelmente mais complexo que o de uma mosca certo?

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Já só falta inventarem gatos resistentes ao Goku.

Editado por UnReal

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Já só falta inventarem gatos resistentes ao Goku.

 

LOL

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Não percebo a vossa surpresa em haver animais fluorescentes. Hoje em dia pode fazer-se um pouco de tudo; como exemplo, digo que na espécie Drosophila melanogaster é possível, com manipulação genética, fazer crescer patas no lugar dos olhos, ou olhos nas patas.

 

Não é bem manipulação genética pura e dura. É alterando a posição dos factores de transcrição no zigoto. De uma forma resumida, começas com o óvulo fertilizado, ou seja, um zigoto. E este sofre divisões sucessivas ao longo do desenvolvimento embrionário. A diferenciação das estruturas do indivíduo ocorre segundo uma regulação da expressão génica diferente em cada nova célula originada, porque cada uma, ao individualizar-se após uma divisão celular, aprisiona dentro da sua membrana factores de transcrição génica específicos.

Se alterarmos o lugar desses factores de transcrição, eles serão aprisionados por outras células que não as "normais", mas sim por células que originarão outra zona do corpo da mosca. E como expressam os genes activados por esses factores de transcrição, possuem características fora do comum.

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Não é bem manipulação genética pura e dura. É alterando a posição dos factores de transcrição no zigoto. De uma forma resumida, começas com o óvulo fertilizado, ou seja, um zigoto. E este sofre divisões sucessivas ao longo do desenvolvimento embrionário. A diferenciação das estruturas do indivíduo ocorre segundo uma regulação da expressão génica diferente em cada nova célula originada, porque cada uma, ao individualizar-se após uma divisão celular, aprisiona dentro da sua membrana factores de transcrição génica específicos.

Se alterarmos o lugar desses factores de transcrição, eles serão aprisionados por outras células que não as "normais", mas sim por células que originarão outra zona do corpo da mosca. E como expressam os genes activados por esses factores de transcrição, possuem características fora do comum.

Exacto, mas isso, por enquanto, tanto quanto sei, tem-se feito apenas com organismos modelo, como a Drosophila, por isso não percebi a comparação do Gel com os gatos. Não é bem a mesma coisa trabalhar com moscas da fruta e com gatos. Por acaso é uma área mesmo fixe, fiz um trabalho sobre a utilização das moscas em estudos de doenças neurodegenerativas e há estudos interessantes.

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Não é bem manipulação genética pura e dura. É alterando a posição dos factores de transcrição no zigoto. De uma forma resumida, começas com o óvulo fertilizado, ou seja, um zigoto. E este sofre divisões sucessivas ao longo do desenvolvimento embrionário. A diferenciação das estruturas do indivíduo ocorre segundo uma regulação da expressão génica diferente em cada nova célula originada, porque cada uma, ao individualizar-se após uma divisão celular, aprisiona dentro da sua membrana factores de transcrição génica específicos.

Se alterarmos o lugar desses factores de transcrição, eles serão aprisionados por outras células que não as "normais", mas sim por células que originarão outra zona do corpo da mosca. E como expressam os genes activados por esses factores de transcrição, possuem características fora do comum.

Tá beeeem, mas no caso não era preciso entrar nesses detalhes todos (embora, como diz a Rita, seja algo deveras interessante). :mrgreen:

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Exacto, mas isso, por enquanto, tanto quanto sei, tem-se feito apenas com organismos modelo, como a Drosophila, por isso não percebi a comparação do Gel com os gatos. Não é bem a mesma coisa trabalhar com moscas da fruta e com gatos. Por acaso é uma área mesmo fixe, fiz um trabalho sobre a utilização das moscas em estudos de doenças neurodegenerativas e há estudos interessantes.

 

Apenas Drosophila mesmo. Porque, apesar de eucariota, tem um funcionamento muito mais simples do que qualquer mamífero. Estamos muito longe de compreender toda a diferenciação num mamífero, quando mais controlá-la :wink:

Acredito. Vou pesquisar isso.

 

Tá beeeem, mas no caso não era preciso entrar nesses detalhes todos (embora, como diz a Rita, seja algo deveras interessante). :mrgreen:

 

Foi só para pôr ordem na casa :mrgreen:

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Talvez, mas certamente é menos conhecido ao pormenor.

 

Só vais até onde quero chegar, que por ser menos conhecido e mais complexo cause uma maior surpresa nas pessoas.

Mas eu não sou grande entendido em biologia, somente estou a tentar arranjar explicação para haver tamanha surpresa com a noticia.

 

De qualquer modo, o que é pior é que, caso tendo um gato destes no quarto torna-se complicado de dormir.

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Só vais até onde quero chegar, que por ser menos conhecido e mais complexo cause uma maior surpresa nas pessoas.

Mas eu não sou grande entendido em biologia, somente estou a tentar arranjar explicação para haver tamanha surpresa com a noticia.

 

De qualquer modo, o que é pior é que, caso tendo um gato destes no quarto torna-se complicado de dormir.

 

Gato fluorescente é easy, exactamente igual a fazer ratos transgénicos. Pega-se num embrião em desenvolvimento, retiram-se algumas células, que são transformadas com cromossomas artificiais de bactérias que possuem o gene para a GFP (proteína de fluorescência), e voltam-se a injectar as células nesse embrião. Os indivíduos que nascem são mosaicos. Faz-se cruzamento selectivo, et voilá, temos gatos fluorescentes.

 

Nada a ver com o conteúdo genético :wink:

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Gato fluorescente é easy, exactamente igual a fazer ratos transgénicos. Pega-se num embrião em desenvolvimento, retiram-se algumas células, que são transformadas com cromossomas artificiais de bactérias que possuem o gene para a GFP (proteína de fluorescência), e voltam-se a injectar as células nesse embrião. Os indivíduos que nascem são mosaicos. Faz-se cruzamento selectivo, et voilá, temos gatos fluorescentes.

 

Nada a ver com o conteúdo genético :wink:

 

Obrigado por me elucidares então, julgava que fosse algo mais complexo ;-)

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Obrigado por me elucidares então, julgava que fosse algo mais complexo ;-)

 

De nada :wink:

É que as pessoas, na realidade, pensam que se altera o material genético. Mas isso é complicado. Só há praí 10 ou 11 genes que sabemos como funcionam a 100% e quais as relações com outros, e muita vezes isso só se consegue através de estudos de interacção de proteínas. Ou seja, se nem sabemos como funciona o que já lá está, muito menos teríamos a certeza que funcionaria o que vamos modificar. Assim, o mais inteligente é acrescentar algo que funcione de forma independente.

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