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Carson Wentz

"NBA 5-on-5" powered by CMPT

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Não sei se já falaram ou se já foi sugerido mas o que acham da "verticalidade" do Hibbert? Tem-se falado muito das acções defensivas dele; é falta ou não é falta aquilo que ele faz? Será que também ele recebe "star treatment"?

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"NBA 5-on-5" powered by CMPT

Volume III - Janeiro (Quase meio de Fevereiro) de 2014

 

Ora mais uma vez muito bons(as) dias/tardes/noites, dependendo do fuso horário a que estejam a ler isto. Estamos de regresso para iluminar as vossas mentes pouco esclarecidas sobre os mistérios de mais um mês da NBA.

 

Este mês tivemos um pequeno atraso pelo qual pedimos desculpas, mas mais vale tarde que nunca (diz o NIkeL sobre o momento em que o Mike Brown for despedido). Contamos com três membros já habituais dos nossos painéis de análise: eu mesmo; o Lorde Andryi do Calhabé Pereplyotkin e o Sargento Rafinha, aos quais se juntam o Landry, a repetir o seu contributo do mês passado, e o estreante João Pereira, já que como não vamos falar de Miami, não há cá facciosismos. Ao que interessa:

 

  • 1 - Os Spurs têm sentido bastantes dificuldades contra as equipas de topo. A que se deve e quais as consequências?

 

andriy pereplyotkin

Falta de qualidade misturada com com estratégia do Pop. Os Spurs são dos contenders com pior roster. A questão é que são liderados pelo melhor treinador da NBA, o que faz com que a malta seja muito bem aproveitada e haja uma lógica para cada elemento do roster, desde o Patty Mills ao Jeff Ayres. Então quando jogam com não-contenders, fazem-se valer de maior inteligência. Por outro lado a tal estratégia. O Pop sabe que: a) tem pior roster que os outros; b) tem um roster envelhecido; c) não precisa de ganhar aos outros contenders para ir aos PO. Dito isto, parece-me que em parte há indicações para não forçarem tanto nesses jogos, por um lado, e noutra parte há um roster fraco que promove essas dificuldades.

 

Mesquita

Sejamos honestos quando olhamos para o roster dos Spurs: das sete ou oito equipas que têm aspirações, mais ou menos legítimas, na NBA, tem em teoria um dos rosters mais fracos. Envelhecidos, com peças que noutras situações não funcionariam e com alguma dificuldade em ter alguém que expluda para uma noite de trinta ou mais pontos. Quando a isto se junta lesões de vários jogadores, alguns deles os mais novos da equipa, a coisa fica complicada. A idade traz muitas coisas, pernas frescas não são uma delas.

 

Por outro lado há o Pop, a chemistry e a cultura da equipa. E se no papel Bellineli não seria jogador de um contender, Ginobili seria um Ray Allen dos pobres (porque rodeado de menos poder em bruto) e Nando de Colo ou Cory Joseph teriam dificuldades em ter um lugar na liga, com Pop, com os Spurs, não só estarão nos momentos de decisão como terão neles um papel decisivo. E se for mesmo preciso, alguém irá marcar os trinta pontos que são necessários.

 

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Landry

É um bocado um conjunto de várias coisas, do qual a idade das suas estrelas é a principal causa. Uma equipa cujas estrelas estão acima dos 30 anos (acima dos 35 se exceptuarmos Parker) não pode manter-se em alta rotação constantemente, nada de novo e preocupante mas este ano juntou-se a curiosa incapacidade de ganhar a outros contenders, possivelmente porque são equipas que jogam num ritmo muito mais elevado e intenso, é a explicação que encontro. Não pode ser esquecido também as diversas lesões que os Spurs têm tido, desde Splitter, passando por Danny Green, Ginobili e mais recentemente Kawhi Leonard. O roster é bom, e todos os seus elementos têm provas dadas, mas o esforço a que estas lesões vão implicando na rotação da equipa tem as suas consequências, em especial nos jogos que exigem mais da equipa.

 

Já se sabe o que esperar dos Spurs, ano após ano as dúvidas são as mesmas, mas no momento certo estão lá. Este ano, muito embora as condicionantes ainda sejam maiores do que em anos anteriores, se toda a gente estiver saudável no momento que mais interessa considero mesmo os Spurs favoritos a serem campeões do Oeste e irem à final, muito embora esta incapacidade que têm demonstrado na temporada regular.

 

Joao Pereira

Um roster cada vez mais envelhecido numa conferência muito forte, a ausência de 3 jogadores do 5 inicial nos playoffs da época passada nestas últimas semanas, o sub-rendimento do Danny Green e a inconsistência do Ginobili. Tendo em conta o já reduzido calendário, tanto o Parker e o Duncan tem mantido a eficiência e não será por aí que os Spurs tem sofrido nos confrontos com as equipas mais fortes. A verdade é que uma equipa que vive do trabalho de equipa e que não tem um tipo que marque 30PPG, necessita obrigatoriamente de role players acrescidos capazes de subir o nível de jogo no momento certo. Mais vincado fica quando os Spurs procuram praticar um basquetebol eficiente, ora com triplos ou com sucessivos ataques ao cesto através de bloqueios directos.

 

A ausência do Kawhi é um revés defensivo grande e ofensivamente pelo atleticismo oferecido, capaz de subir o ritmo de jogo, de ajudar nas tabelas ou com cortes para o cesto, coisa rara em San Antonio. Além de ser um atirador decente. A também ausência do Splitter, que não sendo nenhum portento do basquetebol, oferece minutos de qualidade com bons bloqueios, raça nas tabelas e um IQ decente. O Green que decresceu a olhos vistos e tem tido uma época aquém das expectativas, sobretudo tendo em conta aquilo que se deu na série com os Heat. E por último o Ginobili: um vaivém de boas e más exibições com tendência a acentuar-se. Agora que vai parar durante uns tempos, mais complicado se torna. Veremos se o Shannon vem trazer algo de novo. Pela positiva, o Belinelli. Suprime de alguma forma a ineficácia do Danny Green.

 

Quanto a consequências, não sou capaz de dizer com grande certeza. Não é por ser fase regular e os resultados não estarem a corresponder às expectativas, é pelo facto da conferência estar fortíssima e todas as equipas nos playoffs do Oeste terem capacidade para ganhar 2 jogos, o que abre automaticamente a série. O facto de ser ano par também não ajuda :). A dar um prognóstico concreto, 2nd round exit. Se bem que não ficaria minimamente surpreendido caso acabassem por ganhar a Conferência. :lol:

 

Rafinha

Eu acho que é por não se preocuparem muito com a regular season. Toda a gente sabe que o maior objectivo de Pop e companhia é preparar a equipa para os playoffs, mesmo que tenha de arcar com mais algumas derrotas durante a regular season. E, pelo que tenho visto, também têm tido alguns problemas com lesões (Kawhi, Green, Splitter e agora o Parker). Eu se fosse adepto dos Spurs não ficava nada preocupado, nestes últimos anos têm duvidado sempre deles, mas depois chegam aos playoffs e fazem todos passar por parvos. Para mim, são a 2ª melhor equipa do Oeste.

 

  • 2 - Os Clippers têm conseguido aguentar bem a ausência por lesão do CP3. Sem a principal estrela da equipa, esteve Blake Griffin à altura de assumir as despesas de principal figura?

 

andriy pereplyotkin

É um daqueles casos em que foi tão overrated que se tornou underrated. Ofensivamente o Blake está ao nível dos melhores. Para mim está atrás apenas do Love e do Aldridge enquanto PF, e será sempre uma opinião discutível. Isso aliado a uma equipa com muita profundidade e (este ano) um bom treinador, permitiu-lhe assumir as despesas. Por outro lado, o CP3, em época regular, é um tipo que joga quase sempre em contenção de energia. Isso faz com que, embora se tenha perdido qualidade, obviamente, não se perdeu assim tanta.

 

Mesquita

Não sei se se recordam mas há pouco mais de um ano, no mês final de 2012, os Clippers conseguiram um mês perfeito, com um record de 16-0. Pois bem, neste mês de Janeiro, sem CP3, os mesmos Clippers conseguiram o segundo mês mais vitorioso da história do franchise, superado apenas por esse mês sem derrotas: 12-4. Mais que isso, continua a ver-se o mesmo estilo de jogo e, goste-se ou não de Lob City, os aley-oops são lançamentos bastante eficazes...

 

Se é verdade que não tinham o seu principal construtor ofensivo (e um excelente defensor) e melhor jogador da equipa, não é menos verdade que tiveram de volta JJ Redick, mas a explicação passa inteirinha por Blake Griffin. Ele foi aquele jogador que tanto nos quiseram fazer gostar que teve o efeito oposto, de tão overrated que foi, é agora underrated. Tudo isto pelo simples motivo de que evoluiu, imenso.

 

Landry

Os Clippers têm estado muito bem. Eu pessoalmente duvidava que conseguissem ter um recorde semelhante ao que estão a ter com o CP3 de fora tantas semanas, a equipa está a comportar-se cada vez mais como tal, há uma harmonia no seu jogo que, a meu ver, estava longe de existir no ano passado. Uma das principais razões é certamente o desempenho de Blake Griffin, tem sido abismal a sua evolução, cada vez mais completo e que está a melhorar a olhos vistos no campo defensivo. É a ordem natural das coisas que com o CP3 de fora seja o Blake a assumir mais as despesas do jogo, tem estado à altura e é bastante curioso que à medida que o tempo passa desenvolve novas armas no seu jogo, nomeadamente a capacidade que tem adquirido para se afastar cada vez mais do cesto e melhorar a sua percentagem de lances livres.

 

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Joao Pereira

É óbvio que sim e não é propriamente surpreendente. Começa a cair aquela imagem de um saltitão em detrimento de um jogador de basquetebol. Mais do que o trabalho de costas para o cesto, era importante, na minha óptica, sentir-se mais à vontade no perímetro. Permite ao Chris Paul atacar a área pintada com mais frequência e maior diversidade de opções com o bloqueio directo ou até mesmo atacar o cesto com um ou dois dribles se o defensor respeitar o seu lançamento. Apesar de ainda ter bastantes lacunas a nível de trabalho de pés e hooks, o trabalho de costas evoluiu consideravelmente e leva neste momento uma eficiência interessante. É importante para o sucesso colectivo que consiga arrecadar double teams com frequência dado o número de atiradores da linha de 3PT no roster dos Clippers. Já para não falar que deixou de ter na linha de lance livre uma debilidade.

 

Por outro lado, o Blake não está propriamente a fazer ovos sem omeletes, mesmo sem o CP3. O Collison é um base bastante competente e um dos melhores backups da liga para a posição 1. Tem no Jamal Crawford um sempre candidato ao prémio de melhor 6º jogador ano após ano, alguém capaz de criar sozinho ou com um simples bloqueio e assumir o jogo em momentos decisivos. Acrescentando um número acima do comum de atiradores exteriores, continuam com um roster bem compacto que permite ao Blake trabalhar com mais espaço no interior. Está neste momento numa situação interessante colectivamente, sendo que a prática e a experiência que vai adquirindo tanto com como sem o CP3 levam a crer que o futuro seja risonho.

 

Rafinha

Sem dúvidas. O Blake Griffin está um jogador completíssimo, já não se limita a ser uma máquina de highlight reels. A principal razão para a sua melhoria foi o lançamento. As equipas agora têm que respeitar o seu lançamento, não basta defenderem o ataque ao cesto. O post game dele também está bem melhor. Não é a coisa mais agradável de se ver e ainda comete bastantes erros no trabalho de pés, mas é super eficaz. Muito mérito para o Doc Rivers. Só tenho pena da maioria do pessoal pensar que ele ainda tem um jogo unidimensional e que só sabe afundar.

 

  • 3 - Desde o regresso do Marc Gasol, Memphis tem tido uma boa série de resultados. A ideia que anda a circular de que são "a equipa que ninguém quer encontrar na primeira ronda" é correcta? E se sim, quem teria nos Grizzlies um Match-Up mais complicado?

 

andriy pereplyotkin

Memphis é sempre um match-up complicado quando em forma, porque tem um frontcourt muito difícil de enfrentar. A maior parte dos rosters não tem dois jogadores fortes no low post para o 5 inicial, sendo que em Memphis há um dos melhores (Z-Bo, embora em queda) e outro muito bom que tem o extra de ser bom noutros aspectos como o passe.

A entrada do Courtney Lee também me parece ter sido positiva para a equipa, dado que adiciona um 3-and-D, e com tanto jogo interior é preciso quem ajuda com o espaçamento, também. Olhando ao actual plano, os Thunder poderiam sentir dificuldades se os Grizzlies conseguissem forçar o half-court.

 

Mesquita

Confesso que o Marc me desiludiu um bocadinho no início da época. Chamem-lhe viés por não me estar a dar o que pretendia no fantasy, chamem-lhe o que quiserem. A verdade é que desde que regressou Memphis ressurgiu na luta, mesmo sem o importantíssimo Tony Allen e, catástrofe à parte, parece mesmo que estarão nos playoffs a dificultar a vida a alguém. Kudos para o Courtney Lee que me parece assentar ali que nem uma luva, no papel que em tempos foi do OJ Mayo, mas mais eficaz.

 

Quanto à questão dos playoffs, serão sempre um adversário complicado, mesmo que não ponham propriamente em risco o apuramento do seu adversário, mais que não seja por conseguirem baixar o ritmo do jogo, torná-lo duro e darem luta em cada ressalto. OKC pode ter um problema aqui, mesmo com a evolução do jogo de midrange do Ibaka. Por outro lado Golden State pode ser o adversário que menos se adequa ao estilo de jogo de Memphis, restando saber quem conseguirá controlar o ritmo de jogo como mais lhe convém. Plus, Bogut vs. Randolph é sempre giro.

 

Landry

Relembro que ainda há um mês atrás estávamos a discutir de uma maneira mais ou menos consensual que este roster estava acabado e que tinham de fazer qualquer coisa rapidamente. Muito mudou na equipa desde então, têm finalmente conseguido uma série de resultados consistente, especialmente desde o regresso de Marc. Continuo a achar que o roster sofre das suas limitações e que provavelmente já na próxima temporada iremos assistir a muitas mudanças no roster. Muito embora isto face à situação da equipa neste momento certamente que irão dar tudo para serem a tal "equipa surpresa", mais uma vez diga-se. A verdade é que nos últimos anos têm sido sempre subestimados, não os vejo com capacidade de irem além da segunda ronda, mas a primeira ronda creio que podem perfeitamente passar, e há algumas equipas que vejo que se colocam um pouco a jeito para serem eliminadas pelos Grizzlies, nomeadamente os Rockets e possivelmente os Clippers.

 

Neste momento a ordem classificativa não vai nesse sentido, mas imaginando que Memphis se consegue situar em posição de playoff "segura", trepando uns 3 lugares na classificação, aí sim consigo ver os Grizzlies como uma equipa muito perigosa. O Oeste é muito competitivo e é certo que vai acabar por existir alguma surpresa, e a vir pode perfeitamente ser da parte dos Grizzlies.

 

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Joao Pereira

Em bem da verdade, qualquer equipa nos playoffs do Oeste pode dar água pela barba aos tubarões da conferência. Os Grizzlies são talvez a equipa mais inconveniente dentro daquele pacote que se especula não ter HCA na 1ª ronda. São duros, tem presença interior, estão mais assertivos ofensivamente, consistentes na defesa e tem não uma mas várias peças para parar as estrelas adversárias. A apontar alguém que realisticamente possa ter que enfrentar os Grizzlies e que possa passar um mau bocado, falaria nos Blazers e nos Rockets. Ambas vivem essencialmente da eficiência ofensiva do perímetro e os Grizzlies têm peças como o Lee, o Prince, o Allen e o Conley capazes de neutralizar a linha de 3pt. Interiormente, tanto o Howard como o LaMarcus teriam dificuldades com o Z-Bo ou o Marc. O segredo passaria por manter os jogos na casa dos <200 pontos combinados.

 

Rafinha

Os Grizzlies são sempre aquela equipa chatinha que ninguém gosta de encontrar nos playoffs muito devido à cultura do "grit and grind" que implementaram ao longo destes últimos anos. Ainda não pensei muito nisto, mas são capazes de ser a minha aposta deste ano para darkhorse (assumindo que lá chegam, como é óbvio). Têm dois dos melhores low post scorers da liga no Z-Bo e Gasol, defesas muito bons tanto no perímetro como na zona interior, ressaltam bem e adicionaram lançadores exteriores minimamente decentes (Mike Miller e Courtney Lee), aspecto que era a principal fraqueza deles no ano passado. E cá vai uma menção para o James Johnson, que tem sido uma enorme relevação. Nunca pensei que fosse dar em alguma coisa depois da desilusão que foi nos Bulls, mas agora está um jogador bem útil. Melhores matchups para Memphis? Talvez os Rockets e OKC visto que têm malta para defender as maiores estrelas dessas equipas e capacidade para dominar a zona pintada.

 

  • 4 - De candidato a ficar sem emprego a candidato a treinador do mês no Este - o que mudou em Brooklyn com o virar do ano?

 

andriy pereplyotkin

*ver edição de Novembro*

Talento e experiência. O que disse que se ia afirmar, afirmou-se. Os jogadores aperceberam-se que tinham que fazer a coisa funcionar e assim fizeram. Não conseguia avaliar a qualidade do Kidd na altura e continuo sem conseguir, posso fazê-lo com algumas decisões, mas por esta altura, e aos meus olhos, tem tanta responsabilidade na gestão da equipa como o Pierce, o Garnett ou o Deron. O factor conferência ajuda, dado que mesmo com uma série daquelas, no Oeste ainda estava fora dos lugares de acesso aos PO. Daqui para a frente espero alguma gestão, acredito que seja mais importante do que garantir uma posição assim tão boa – desde que seja da 6ª para cima.

 

Mesquita

Alguém sábio *cof cof eu cof* disse em Novembro que se havia algo que podia suprimir a falta de experiência de Jason Kidd como Head Coach era a experiência que Brooklyn tem em campo. A melhoria deveu-se a isso, a uma equipa que não entrou em pânico e soube dar tempo às rotinas para irem crescendo, também porque sabem que ganhar o Atlântico é uma real possibilidade, evitando desde logo Miami e Indiana.

 

O clique parece-me, no entanto, ter vindo de uma das mais improváveis peças no roster - Shaun Livingston.E que bom é vê-lo bem, depois da grave lesão!

 

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Landry

Esta é uma pergunta difícil. Uma equipa que vinha tendo um desempenho miserável, para o recursos que tem, e do nada tem resultados muito interessantes é curioso. Não tenho visto muitos jogos dos Nets, mas do que me tenho apercebido é notório um considerável aumento de forma de alguns jogadores importantes na equipa, como Blatche, Joe Jesus, Pierce e o caso curioso de Shaun Livingston, que mesmo após o regresso de Deron continua a jogar muito bem, assim como jogadores não tão importantes mas que do banco têm dado um contributo assinalável, como Teletovic. Ou seja, acho que estamos perante uma equipa que neste momento está mesmo a ter prazer em jogar, estão em harmonia, estão todos a jogar bem. Os problemas não desapareceram, mas com os jogadores a corresponder é muito mais simples enfrentar os problemas. Acho sinceramente que não vão voltar a ter uma série tão má de resultados como a do início de época, mas também acho que mais cedo ou mais tarde a equipa também deixará de estar em estado de graça e surgirão de novo alguns problemas, muito embora não tão acentuados como no início da temporada.

 

Joao Pereira

Encarreiram os eixos. O que está a acontecer com os Nets atualmente é o rumo natural dos acontecimentos e o esperado com um roster daquela qualidade. Honestamente, não tenho visto grandes jogos deles, excluindo os highlights diários, e, como tal, não sei até que ponto a diferença é estrutural, motivacional ou se foi uma mudança qualquer no acordo do Kirilenko com a mulher. O regresso do Deron Williams terá certamente algo a ver com a subida de produção coletiva, assim como o Joe Johnson ter acordado para a vida mas viu o Stephenson tomar a liderança na corrida por um lugar no banco do Este no ASG. Uma vista de olhos rápida dá ainda conta da aposta cada vez maior no Teletovic e no Livingston e uma subida de eficiência do Blatche, que na ausência do Lopez, acaba por ter um papel muito importante na manobra ofensiva. O próprio Pierce tem tomado uma atitude mais pró-ativa e o Garnett parece estar mais entrosado com a equipa com um papel de role player. Tem sido um mês bastante positivo, com vitórias complicadas sobre Oklahoma, Golden State e Miami, mas a verdade é que Boston, Orlando e Atlanta (sem Teague e Horford) são jogos que os Nets, motivados como estão, não devem ter grandes dificuldades em vencer. Não vai ser pêra doce para ninguém nos playoffs, embora haja ali uma inconsistência natural que não pode aparecer numa série a 7 com Miami, Indiana ou mesmo com Atlanta.

 

Rafinha

Não se nota ao olhar apenas para as box scores, mas o regresso do Kirilenko ajudou-os imenso. Dá-lhes um jogador capaz de defender os Durants da vida, flexibilidade e atleticismo. É ele a cola daquela equipa. O Livingston é outro jogador que tem sido muito importante com as sucessivas lesões do Deron e que lhes dá uma versatilidade enorme. Mas acho mesmo que os Nets só precisavam de tempo. Sempre o disse. Um staff e roster completamente novos precisam de tempo para se conhecerem uns aos outros, ganharem química e para assimilarem processos, independentemente do talento inserido na equipa.

 

  • 5 - Nem sempre as estatísticas estão directamente relacionadas com a valia de um jogador, seja em termos individuais ou no seu papel no colectivo. São as estatísticas assim tão passíveis de dar a imagem errada de um jogador? E que casos são paradigmáticos disso?

 

andriy pereplyotkin

Falou-se bem recentemente do Isaiah Thomas, para começar pelo fim. As estatísticas, diga-se, são indicadores. Óptimos indicadores. Mas apenas indicadores. Quando vejo um jogo, há muito mais por onde avalio um tipo. A forma do lançamento conta, a agilidade, a força, a inteligência, a linguagem corporal. Claro que, à partida, isto tem um efeito nas estatísticas. Mas nem sempre. Em tempos, na época de rookie dele, o Hollinger disse que o Dragic era o pior jogador da NBA, estatisticamente. E nem sequer era o pior do roster. Jogadores como o Tony Allen ou o PJ Tucker têm um efeito muito maior do que o revelado na estatística. E depois temos o reverso da medalha, onde acho que se integra o Isaiah. Jogadores de alto ritmo em más equipas tendem a parecer melhores do que são, estatisticamente. Mas há um número que muitas vezes o revela, que é o record da equipa. Certamente que ainda vai correr tinta quanto ao Isaiah, mas a diferença que vejo dele para o Aaron Brooks que brilhou nos Rockets são prai 10 kgs.

 

Mesquita

O basquetebol é um jogo estatístico por excelência. Compare-se por exemplo com o futebol e percebe-se perfeitamente a complexidade e a profundidade que as estatísticas atingem e a sua utilidade na análise do jogo. Mas antes de haverem True Shooting %, PER's e semelhantes, já haviam grandes jogadores, grandes treinadores e grandes momentos. Nada serve de substituição ao v(iv)er o jogo em si. Há um artigo excelente que aconselho todos a ler que nos mostra o quão evoluída e complexa está a análise estatística do jogo e que revela, que é o que aqui mais interessa, a dificuldade que é a interpretação dos dados, o tornar números e algoritmos em algo palpável, seja para a melhor definição de uma jogada, seja para a avaliação de um jogador.

 

Focando-nos contudo nas estatísticas mais tradicionais, eles têm um claro viés: o maior número de dados ofensivos do que defensivos. Se para o ataque, para além dos pontos, temos percentagens de lançamento, assistências, TO's e até os ressaltos, defensivamente os grandes dados são steals e blocks. E a grande maioria das jogadas não acaba num steal ou num block. Com a estatística básica fica-nos difícil perceber se a FG% de um jogador surge de open-threes ou de lançamentos contestados, daí ser injusto e, não raramente falaccioso, comparar directamente dois jogadores em situações e equipas diferentes. A melhor estatística de todas acaba por ser o record de cada equipa, no fim de contas.

 

Como já me estiquei um pouco, vou só falar em alguns jogadores que têm um papel bem mais importante do que aquele que as estatísticas demonstram, sem explicar muito porquê, mas acho que vocês chegam ao que estes têm em comum: Tony Allen, PJ Tucker e Iguodala.

 

Landry

As estatísticas são uma análise fria da realidade, por vezes injusta. Mas é uma maneira de medir a produção do jogador, há jogadores mais vistosos em jogo, que tendem a produzir mais matéria estatística, e outros que, mesmo tendo qualidade nunca se afirmam como sendo grandes produtores de números, neste último caso é fácil encontrar exemplos, porque são por norma jogadores que defendem muito bem, bons líderes, entre outras características que não podem ser medidas estatisticamente, assim de repente vêm-me à cabeça o Tyson Chandler, o Iggy e outro jogador que é um pouco diferente dos anteriores, e que não se destaca estatisticamente mas que eu gosto bastante, o Chalmers , entre muitos outros.

 

De uma maneira inversa podemos também ter estatísticas que "mentem" sobre um jogador, apesar de não ser tão fácil encontrar casos desses, é mais fácil se pensarmos em jogadores "overrated" já que muitos desses jogadores que produzem muita matéria estatística e que teoricamente não deviam produzir ou a sua qualidade é na realidade mais limitada, usufruem de muito tempo de jogo, a bola passa muito por eles ou simplesmente o estilo de jogo da equipa ajuda muito. Esta temporada estamos a assistir a um caso especialmente interessante que é o de toda a equipa dos Sixers, todos os jogadores do 5 inicial têm produzido números de fazer inveja a muitas estrelas. Além da falta de concorrência que possuem internamente, os Sixers têm um estilo de jogo que facilitou com que jogadores como Spencer Hawes produzissem muito mais do que aquilo que costumavam produzir. Spencer Hawes é um mau jogador? Não, até gosto muito dele, mas certamente também não será um jogador para médias de 15 pontos por jogo e 9 ressaltos por jogo, como está a acontecer este ano, que não por acaso coincide com a média mais alta de minutos de toda a sua carreira e uma equipa dos Sixers que joga em alta rotação.

 

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Joao Pereira

Qualquer pessoa com dois dedos de testa reconhece que os números não dizem tudo e que é uma mera representação palpável de aquilo que acontece em campo que, como tal, padece de limitações ao nível da análise individual e colectiva de um basquetebolista. Isto aplica-se a qualquer deporto, embora esteja particularmente vincado nos USA com os atletas a ser escrutinados de todas as formas possíveis e imaginárias. Levam as lutas de Messi vs Ronaldo a um extremo quase impensável.

 

Porém, mesmo com estatísticas avançadas, é impossível reconhecer todas as acções de jogo existentes no court. Um bom bloqueio, uma boa rotação defensiva, a forma como executam set plays, interpretação de atiradores abertos, reconhecimento de double teams ou o jogo sem bola criando superioridade espacial... Os estatísticos bem se esforçam e o tipo de informação disponível é cada vez maior, mas nunca a quantificação nunca se superiorizá à análise nua dos olhos no próprio jogo.

 

Entrando mesmo no campo da associação da produtividade à box score, as falácias continuam. Tipos como o Iguodala e o Kawhi, que trazem energia e qualidade defensiva à equipa nunca vão ter grandes números. E quem diz esses dois que estão num contexto de maior relevo, diz o Shumpert, o Kirilenko, o Carroll e o Chandler. O mesmo se dá invertendo a lógica. Tipos como o Hawes apresentam estatísticas muito giras, mas nunca poderia ser uma peça influente num franchise com aspirações. O mesmo para o Brandon Knight.

 

É giro e tal e coise, tem um propósito e serve para ter uma ideia base de x e y, mas é apenas parte da conversa. Nunca vai ser argumento para arrumar uma discussão.

 

Rafinha

As estatísticas são muito bonitas e tal, mas também é necessário haver algum contexto. É preciso analisar a qualidade dos jogadores em seu redor e se o esquema em que estão inseridos potencia as suas qualidades ou não. Senão, um jogador como p.ex. o Evan Turner, que apenas e simplesmente se está a aproveitar de um roster hediondo para ter bons números, seria melhor que jogadores tipo Joe Johnson e Iguodala. E pegando na comparação Isaiah vs Irving: um está inserido num sistema perfeito para ele e tem Gay e Cousins para aliviar a pressão enquanto que o outro não encaixa nada no esquema da equipa e a melhor ajuda que tem é Waiters e Deng. Situações completamente diferentes.

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Calúnias. Ainda para mais este mês em que no fim de semana passada já tinha as minhas respostas feitas. Só mudei a última por causa de inserir o artigo.

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Algumas sugestões para a próxima edição, peço desculpa se alguma for repetida :mrgreen:

- Golden State acrescentou o Andre Iguodala nesta off-season e esperava-se que estivessem ainda melhores que na época anterior. No entanto, as melhorias, pelo menos no recorde da equipa, não são assim tão evidentes. O que poderão os Warriors fazer para passarem de playoff team para verdadeiros contenders?

- Apesar de esta temporada a diferença estar a ser ainda maior, a diferença entre Este e Oeste tem sido significativa não só nesta época como nas últimas temporadas. Que razões poderão estar por detrás disso e o que poderá ser feito para anular a diferença qualitativa entre as duas conferências?

- Com o término da trade season, que equipa poderá ter sido mais beneficiada após as trocas realizadas até à trade deadline? Com os mais recentes buyouts e com vários veteranos sem contrato, quem poderá ser o Chris Andersen desta temporada?

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A Liga não deveria de fazer algo para evitar que equipas sub .500 fossem aos PO's?

 

O que falta aos Knicks e como é que vão lidar com o fracasso de uma época em que houve uma aposta clara ao título? Carmelo fica ou sai?

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Um olhar sobre as trocas do último dia, nomeadamente a do Turner.

Estando a aproximar-se os PO, que equipas vão ter uma ponta final que as leve para um lugar nos 8 e quem vai sair desses 8 por uma quebra de forma.

O que poderia ser feito para não se assistir ao que os Sixers estão a fazer, como parar o crazy tanking?

Quem está em melhor posição para MVP? Lebron, Durant ou Melo? Aproveitando, chegará este nível de Melo para causar alguma surpresa nos PO(claro que não, but still :mrgreen: )

Kobe voltará esta época? O mais certo é que reserve baterias para o próximo ano partir tudo com o Wiggins :cool:

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