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Carlos Gouveia

[FM'15] Futebol em Estado Nobre

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O Porto não parecia o primeiro classificado e Matheus Pereira parecia jogador de clube grande fazendo o 0-2 aos 64 minutos, com um golaço do meio da rua, batendo Andrés e pondo-nos numa excelente posição para assegurar os 3 pontos num dos estádios mais difíceis na Primeira Liga.

 

Então o Matheus não é jogador de um clube grande? O Chaves não é clube grande? :p

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Muito bem na tabela classificativa e resultados a melhorarem significativamente.

 

O meu prognóstico de qualificação europeia parece estar bem encaminhado, :)

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Eish ! só agora vi bem o que estou a perder .. :facepalm:

Estás aqui a realizar um grande save e um grande espetaculo de futebol ao serviço do chaves,excelentes resultados !! não dás hipoteses! :medinho:

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@Lucas Barbosa: eu ainda assegurei a contratação do Matheus Pereira antes de garantir a subida, foi logo em Janeiro ou em Fevereiro e houve uma altura em que pensei "com o Marvin Martineau a melhorar cada vez mais, com o Daniel Podence a fazer grande época, com o Paulo Marques a ficar cá mais um ano, andei a desperdiçar orçamento com este gajo". Não podia estar mais errado!

 

@Sapson: não. O Guilherme de Melo é que faz do Chaves um clube grande 8-) :mrgreen: (claro que é grande!!!)

 

@Mad Cup: ainda falta Março (que será agora), Abril e Maio... a ver :mrgreen:

 

@Cagonelas: grande save com duas despromoções pelo meio e tal :mrgreen:

 

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A estreia

 

Mais um mês de paragem para Paulo Marques, o rapaz foi vítima de mau olhado! Mas passando às boas notícias, se bem se lembram, Fevereiro foi o mês do Matheus e, realmente, isso não passou despercebido.

 

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Mas, como é óbvio, isto só foi possível devido ao trabalho de uma pessoa, não se trata de ser presunçoso ou arrogante, trata-se da realidade. E esse trabalho também foi reconhecido.

 

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Certamente o Sporting já deve estar arrependido de ter optado pelo Domingos Paciência quando eu, de bom grado, teria ido para Alvalade conquistar, no mínimo, o 3º lugar. Agora vão ter de batalhar comigo por isso. Opções!

 

Março começava com a receção ao Moreirense, um velho conhecido que nos últimos dois jogos contra nós tinha sofrido 9 golos, sendo que, certamente, era para continuar o massacre. Com Mario César suspenso por acumulação de amarelos e Paulo Marques, conforme já disse, lesionado, o 11 teve de mudar em dois nomes.

 

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, M. Meza, Carlos Henrique, João Pedro, Luís Rocha, S. Seidi, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos;

Moreirense (4-5-1): Alex, Breno, Pingo, R. Gomes, Ronan, A. Sainrimat, Allan, Dudu, Luis Gustavo, Lucas Patinho e Marcelo.

 

Optei por dar a titularidade ao Matías Meza na lateral direita por considerar que era um jogo teoricamente mais fácil, senão teria usado o Pierre Sagna que está muito mais ambientado à posição.

 

Entrámos dominantes e com possibilidades de abrir o ativo durante os primeiros 30 minutos, mas nunca conseguimos chegar a esse feito, no entanto, Matías Meza subiu na lateral, cruzou e, aos 32 minutos, Marquinhos desbloqueou o marcador no nosso 10º remate.

 

Este resultado chegou até ao intervalo onde o adaptado Matías Meza era o melhor em campo, mas também é certo que ainda não tinha tido qualquer trabalho defensivo.

 

Na segunda parte, o jogo continuou a ter sentido único e éramos nós que desperdiçávamos todas as oportunidades que o jogo nos oferecia, o que nos podia pôr numa situação complicada caso o Moreirense marcasse num contra-ataque.

 

Mas, aos 83 minutos, Daniel Podence terminou com o jogo fazendo o 2-0. João Pedro ainda saiu por lesão, deixando-nos a jogar com 10 e o Moreirense cresceu um pouco, até que Américo Cerqueira atropelou Pierre Sagna, que tinha entrado para o lugar de um agastado Matías Meza, e permitiu Matheus Pereira fazer o terceiro golo do encontro, terminando assim com um expressivo 3-0 no marcador.

 

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Chaves 3 - 0 Moreirense

 

Já não havia dúvidas, mas este jogo garantiu-nos a permanência na Primeira Liga, já que faltam 10 jogos para o fim da época e o Moreirense, 17º, está a 31 pontos de nós. Objetivo concluído. Também é de destacar que o 4º classificado, o Marítimo, está a 6 pontos de nós, estando o Braga a 8 pontos, mas com menos um jogo. Notável!

 

No entanto, claramente é visível a nossa força em casa. Somos a segunda melhor equipa da liga a jogar em casa, superados apenas por um ponto pelo Benfica, que até tem 13 jogos contra 12 nossos. Já fora de portas, somos "apenas" a sexta classificada, atrás de Porto, Benfica, Braga, Marítimo e Rio Ave, por esta ordem.

 

O monstro das lesões também não nos abandonava e João Pedro e Guilherme Caldeira teriam de ser substituídos no jogo na Madeira frente ao CD Nacional. Para além disto, o Mario César veio falar comigo a dizer que queria sair para o Porto, respondi-lhe que aceitaria qualquer proposta que satisfizesse a nossa valoração, 10.000.000€, e ele ficou satisfeito. Não me surpreende esta cobiça, é para vários jornais, o 3º jogador com melhor classificação média do campeonato, já leva 6 assistências na liga, 3 prémios de melhor em campo e 2 golos, tudo isto com apenas 21 anos. É um autêntico monstro que tem sido acalmado por ter de jogar à direita onde ele é só extremamente bom, enquanto que na esquerda é o melhor lateral do campeonato, melhor que Alex Sandro, Alberto Moreno ou Jonathan Silva e é nosso!

 

Para além disso, um dia antes de fazer 26 anos, recebi, na caixa de correio, uma prenda antecipada.

 

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Resolvi aceitar, mas vou manter funções no Chaves, como é óbvio, e nem sei se ficarei muito tempo no Gana, logo se vê. Já aceitei a proposta na Madeira, com tudo preparado para o jogo contra o CD Nacional.

 

CD Nacional (4-2-3-1): Gottardi, Freire, Luiz Félix, Kaio Wilker, Danilo Avelar, H. Carapinha, Filé, Rui Fonte, David Simão, António Luís e José Laércio;

Chaves (4-3-3): Kadú, Mario César, Carlos Henrique, Serginho, Luís Rocha, S. Seidi, Alex Soares, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos.

 

O jogo começou com Pedro Proença a querer mostrar-se e a marcar um penalty extremamente duvidoso de falta de Luís Rocha sobre Rui Fonte. Filé à marcação e 1-0 aos 14 minutos.

 

Mesmo assim, não estávamos a ser tão fortes como devíamos e, contra duas equipas, era preciso sê-lo. Acordámos por volta dos 25 minutos e começámos a comandar o jogo, mas sempre sem muita acutilância e o CD Nacional quase fez o 2-0 por Rui Fonte.

 

Intervalo e o regresso do 4-2-4, que já há muito não sentíamos necessidade de usar. A segunda parte abriu com 3 oportunidades de golo nossas, que desperdiçámos, duas por Marquinhos e uma por Grejohn Kyei.

 

Quem falha assim não merece vencer, mas Matheus Pereira, aos 69 minutos, fez o 1-1, conferindo alguma justiça ao marcador. O Nacional acordou com o golo e Mário Rondón quase fez o 2-1, obrigando Kadú a uma boa intervenção.

 

Logo a seguir Marquinhos pôs Gottardi à prova e o jogo estava partido. Jogos partidos são sempre arriscados e Mário Rondón fez o 2-1 aos 87 minutos num contra-ataque, sentenciando a nossa derrota. O jogo podia ter caído para qualquer um dos lados e caiu para o lado errado.

 

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CD Nacional 2 - 1 Chaves

 

Seguiam-se dois jogos bastante importantes na luta pelo acesso à Liga Europa, defrontávamos o Braga em nossa casa e voltaríamos à Madeira para defrontar o Marítimo. conseguir 6 pontos seria um passo de gigante, alcançar 0 pontos também seria um passo de gigante, só que na direção contrária.

 

Chaves (4-3-3): Kadú, Mario César, Carlos Henrique, João Pedro, Luís Rocha, S. Seidi, Alex Soares, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos;

Braga (4-2-3-1): V. Pedro, Bruno Pereirinha, Aderlan Santos, Sasso, Diogo Bittencourt, Danilo, Zé Eduardo, Felipe Pardo, Rafa, Juan Carlos e Zé Luís.

 

A principal fragilidade do Braga estaria na baliza, com Cristiano lesionado, Vítor Pedro não tinha claramente qualidade para defender uma baliza da primeira divisão, mas nem isso nos fez tentar acertar na baliza e aos 25 minutos de jogo estávamos por cima em tudo, já com 6 remates, todos de perto da área, e apenas 1 enquadrado.

 

Mas o sétimo remate seria impossível até para Manuel Neuer ou Jasper Cillessen, dois dos melhores guarda-redes da atualidade, e Daniel Podence fez mesmo o 1-0 a passe de Marquinhos, corria o vigésimo nono minuto.

 

Este foi o resultado ao intervalo num jogo que estava a ser bastante agressivo da nossa parte, com Juan Carlos, Rafa e Agdon a terem de sair por lesão durante a primeira parte.

 

O Braga regressou em 4-3-3 sem extremos, tática que da última vez que defrontámos nos tinha dado a vitória no Estádio do Dragão. Entrámos mais fortes que o Braga e na procura do 2-0, mas que não aparecia e aos 57 minutos, Marko Bulat teve de entrar para o lugar de Carlos Henrique, lesionado, tornando-se na quarta lesão neste encontro.

 

O Braga começou a acreditar e nós começámos a deixá-los acreditar, sendo que Rui Machado, aos 75 minutos, fez a igualdade. Logo a seguir, um erro enorme de Luís Rocha permitiu ao Braga fazer a cambalhota no marcador por Zé Luís.

 

4-2-4 com a entrada de Grejohn Kyei, mas não conseguimos fazer nada e, estupidamente, acabámos o jogo com apenas 4 remates enquadrados. No jogo onde era fulcral acertar na baliza, falhámos e deixámo-nos perder no nosso estádio num jogo importantíssimo.

 

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Chaves 1 - 2 Braga

 

Dois pontos perdidos ao cair do pano em dois jogos consecutivos, dois pontos esses que, decerto, farão falta no final do campeonato. Era, então, obrigatório ganhar ao Marítimo, mesmo sabendo que era no Estádio dos Barreiros.

 

Marítimo (4-2-3-1): José Sá, R. Ramos, Danilo Pereira, P. Ferreira, E. Carnerio, Tiago Rodrigues, Eduardo, Paulinho, Pedro Nuno, L. Garritano e N. Dantas;

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, M. Meza, João Pedro, M. Bulat, Mario César, S. Seidi, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos.

 

Guilherme Caldeira de regresso, Luís Rocha de fora depois daquele erro absurdo no jogo anterior, Marko Bulat no lugar dos lesionados Válter e Carlos Henrique, Vítor Pedrosa de volta ao 11 com Alex Soares no banco, quatro mudanças no 11 para tentar surpreender os maritimistas e trazer da Madeira os 3 pontos.

 

O jogo começou dividido e foi Luca Garritano que desbloqueou o marcador com um golaço do meio da rua, forte candidato ao golo do mês, corriam os 28 minutos de jogo.

 

A partir daí o jogo todo dominado por nós e cheirava a empate, que apareceu já aos 39 minutos pelo pé esquerdo de Matheus Pereira a passe de Vítor Pedrosa. A reviravolta no marcador podia ter acontecido por duas vezes ainda na primeira parte, mas José Sá respondeu bem às tentativas de Vítor Pedrosa e Daniel Podence.

 

Na segunda parte não fomos tão superiores como nos últimos 15 minutos da segunda parte, mas continuávamos com ascendente no encontro, até que aos 62 minutos, a passe de Francisco Ramos, Marquinhos não falhou e completou a reviravolta no marcador.

 

Vítor Pedrosa ainda enviou a bola ao poste num tiraço de longe, mas o Marítimo tentava a igualdade, que conseguiu aos 70 minutos com um remate de longe de Paulinho depois de uma desconcentração na fase mais recuada da nossa construção.

 

E a série negra ia continuar, com Paulinho a fazer o 3-2 aos 82 minutos. Ainda apostei no 4-2-4, mas já era tarde e voltávamos a perder com um golo tardio, terceiro jogo consecutivo assim.

 

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Marítimo 3 - 2 Chaves

 

Acabava assim o campeonato durante o mês de Março, um mês que foi completamente diferente de Fevereiro, em que conseguimos 3 pontos em 4 jogos. É preciso pararmos de nos desiludir e mostrar outra atitude. Para já ainda estamos em 3º, mas já não dependemos de nós para lá ficar e, a continuar assim, não vamos à Europa, isso é certinho.

 

Classificação no fim de Março

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Mas, para mim, o mês ainda não tinha acabado. Ainda ia à Itália defrontar a seleção local naquela que seria a minha estreia pelo Gana.

 

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O objetivo é chegar ao Mundial 2022 no Qatar e, para isso, é preciso passar em primeiro num grupo com Benin, Libéria e Sudão, depois, os primeiros dos 10 grupos serão sorteados entre si e os 5 vencedores desses 5 jogos irão ao FIFA World Cup 2022. Mas, para já, era apenas um amigável frente a uma das melhores seleções do mundo. Os meus primeiros 23 foram os seguintes:

  1. Adam Larsen Kwarasey - Guarda-redes - Young Boys
  2. Razak - Guarda-redes - Zurich
  3. Benjamin Agyemang - Guarda-redes - CD Nacional
  4. Kofi Boateng - Defesa direito - Hajduk
  5. Kwadwo Asamoah - Defesa esquerdo - Juventus
  6. Abdul Baba - Defesa esquerdo - Manchester City
  7. Bright Addae - Defesa central - Ascoli
  8. Gideon Baah - Defesa central - Bursaspor
  9. Jonathan Mensah - Defesa central - PSV
  10. Esmond Yeboah - Defesa central - Dijon
  11. Mohammed Abu - Médio defensivo - Anderlecht
  12. Thomas Partey - Médio defensivo - West Ham United
  13. Eghan Shadrack - Médio centro - Sunderland
  14. Afriyie Acquah - Médio centro - Udinese
  15. Raman Chibsah - Médio centro - Fiorentina
  16. Clifford Aboagye - Médio centro - Granada
  17. Emmanuel Boateng - Extremo - Dnipro
  18. André Ayew - Extremo - Inter
  19. Mubarak Wakaso - Extremo - Crystal Palace
  20. Frank Acheampong - Extremo - Hull City
  21. Christian Atsu - Extremo - Lille
  22. Jordan Ayew - Ponta-de-lança - Sporting CP
  23. Majeed Waris - Ponta-de-lança - RB Leipzig

Seria com estes que me ia estrear num jogo amigável frente à Itália, sendo que depois só voltaria a estar com eles em Junho. Para já, apostei no 4-3-3, muito semelhante ao que uso em Portugal no Chaves e percebi desde logo que este jogo seria apenas para consolidar aspetos táticos.

 

Com alguns pedidos feitos pelos clubes para não usar vários jogadores durante 90 minutos, tentei agradar a gregos e a troianos e apresentei um 11 com apenas dois jogadores que deveria tirar ao intervalo.

 

Itália (4-3-1-2) - Massimiliano Allegri

S. Sirigu

D. Mugnai - D. Rugani - D. Monteleone - M. De Sciglio

B. Cristante - A. Florenzi - Jorginho

G. Bonaventura

L. Insigne - A. Belotti

 

vs.

 

A. Ayew - M. Waris - E. Boateng

C. Aboagye - R. Chibsah

T. Partey

K. Asamoah - E. Yeboah - J. Mensah - A. Baba

B. Agyemang

Gana (4-3-3) - Guilherme de Melo

 

Com Daniele Mugnai e Andrea Belotti a estrear-se pela sua seleção, a primeira oportunidade de perigo foi nossa, com Majeed Waris a falhar logo aos 2 minutos na cara de Salvatore Sirigu.

 

No entanto, com o passar do jogo, a Itália assumiu as rédeas e aos 18 minutos, Jorginho, de cabeça, fez o 1-0. Depois do golo, Majeed Waris podia ter feito o 1-1, mas foi preciso Emmanuel Boateng, já aos 37 minutos, ter um momento de inspiração para o jogo ficar empatado.

 

No entanto, Giacomo Bonaventura fez o 2-1 aos 45 minutos, depois de um erro de Jonathan Mensah, que levou o jogo para intervalo com a equipa da casa a vencer por 1-0.

 

5 mudanças para a segunda parte e uma delas resultou na perfeição, pois, aos 46 minutos, Jordan Ayew recebeu um cruzamento de Kwadwo Asamoah e fez o 2-2.

 

A Itália procurou reagir e garantir a vitória para os seus adeptos, no entanto, num contra-ataque, Clifford Aboagye serviu Mubarak Wakaso que gelou o San Filippo, em Messina, fazendo o 2-3 aos 78 minutos.

 

Mandei recuar as linhas, queria ver como é que esta equipa defende um resultado, mas ainda estava a tentar fazer passar a mensagem quando, numa grande jogada individual, Jordan Ayew bisou e fez o 2-4 para espanto de todos os presentes.

 

Mesmo assim, mandei-os recuar linhas, juntarem-se um pouco mais e segurarem a vantagem. Provavelmente foi um erro e Melkamu Taufer, a estrear-se pela seleção italiana, fez o 3-4 aos 83 minutos, após grande jogada de Giacomo Bonaventura.

 

Mas não dei o braço a torcer e continuei a apostar numa defesa do resultado, onde estes homens são manifestamente fracos e precisam de melhorar imenso, mas o jogo acabou por terminar com 3 para a equipa da casa e 4 para a equipa visitante. Não podia pedir melhor estreia. Vencer a quinta seleção do ranking mundial é sempre bom, sobretudo para a vigésima quinta.

 

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Itália 3 - 4 Gana

 

Assim termina Março. Acaba por terminar bem, na medida em que vencer a Itália é sempre positivo, mas isto no Gana é um part-time, um passatempo, uma espécie de objetivo secundário, é preciso melhorar em casa, no Chaves, e Abril tem de ser muito melhor que Março, sobretudo porque defrontaremos o Rio Ave e é preciso que a equipa de Vila do Conde não nos faça sombra, já que é a última das equipas que ainda pode almejar a ir à Liga Europa.

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A sequencia não foi das melhores, teve partidas complicadas e acabou derrotado. Menos mal que segue ali no pelotão de cima da tabela, e bela estréia com a seleção de Gana, vitória surpreendente e animadora.

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@Burkina2008: É daquelas equipas que corre por fora. Do meio-campo para a frente tem qualidade, atrás é que, tirando o Asamoah, é tudo muito fraquinho.

 

@Lucas Barbosa: Até eu fiquei surpreendido com a estreia com o Gana :mrgreen:

 

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Acreditar e jogar jogo a jogo

 

Se queremos o objetivo mais alto, era preciso dar tudo nesta ponta final. Faltavam apenas 7 jogos e não havia desculpas para falhar a qualificação europeia e foi com essa mesma ideia que marquei uma reunião entre todos antes de entrarmos em campo contra o Rio Ave. A reunião correu bastante bem e voltei a perceber que tenho um bom grupo à minha frente.

 

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, Mario César, Válter, João Pedro, Luís Rocha, S. Seidi, Alex Soares, Francisco Ramos, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos;

Rio Ave (4-3-3): Ederson, Jeferson, Roderick, Valinhos, Matheus Reis, Douglas, R. Neves, Bressan, Esmael Gonçalves, Ukra e Vítor Hugo.

 

Quem quer vencer tem de ser melhor e nós entrámos muito mais fortes que o Rio Ave, que pouco mais fez do que ver jogar. Mas quem quer vencer também tem de marcar mais que o adversário e isso nós não estávamos a fazer.

 

A primeira parte foi de massacre total, mas o golo que tanta falta fazia não aparecia, até que aos 43 minutos, o regressado Válter fez o 1-0 depois de um canto, num golo que foi bastante festejado e permitiu-nos ir para o intervalo a vencer.

 

Na segunda parte, houve mais do mesmo e o Rio Ave chegou aos 70 minutos sem fazer um único remate e as oportunidades de golo seguiam-se para nós, mas também não éramos competentes o suficiente para as concretizar.

 

O Rio Ave também nunca foi suficientemente competente para atacar e ainda fez dois remates de muito longe e completamente desenquadrados, mas aos 92 minutos Vítor Hugo teve a melhor oportunidade do jogo nos pés e Guilherme Caldeira, chamado ao jogo pela primeira vez, respondeu da melhor forma a um golo já previsto.

 

Graças ao guarda-redes brasileiro, o jogo acabou por terminar com 1-0 para nós num regresso importante às vitórias, frente a uma equipa que ainda poderia ter ambições a chegar às competições europeias.

 

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Chaves 1 - 0 Rio Ave

 

O regresso às vitórias tinha sido bom, mas só seria completo se fosse para manter e, para isso, era preciso ultrapassar o Vitória FC de Paulo Sérgio em Setúbal. Sem Paulo Marques, devido ao contrato de empréstimo, Daniel Podence voltou a assumir a titularidade.

 

Vitória FC (4-2-3-1): Ricardo Baptista, Víctor Garcia, Frederico Venânico, A. Demba, Joaozinho, Ruben Pinto, Tcheco, Sérgio Silva, Mirrai, Fábio Sturgeon e Suk;

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, Mario César, Válter, João Pedro, Luís Rocha, S. Seidi, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos.

 

Com Vítor Pedrosa a ganhar o seu lugar no 11, o internacional sub-21 português abriu a contagem aos 14 minutos, fazendo o 0-1 num lance onde Ricardo Baptista fica mal na fotografia.

 

O Vitória FC procurou reagir e tentar o empate, mas nunca conseguiu levar essa ameaça muito a sério e nós controlámos o jogo, até que aos 30 minutos duplicamos o marcador novamente por intermédio de Vítor Pedrosa, que aproveitou o desvio de um defesa para se estrear a bisar na carreira.

 

Intervalo com 0-2 no marcador. A segunda parte abriu com Ruben Pinto a desperdiçar um golo fácil que foi seguido por 15 minutos sem qualquer tipo de ação relevante até que João Pedro teve de sair lesionado, dando o lugar a Marko Bulat.

 

Daniel Podence desperdiçou um golo fácil ao minuto 70 e Vítor Pedrosa quase fez o seu hat-trick 1 minuto depois. Ao minuto 93, mesmo antes do apito final, o Vitória FC ainda tentou reduzir a desvantagem, mas nem perigo conseguiu causar e o jogo terminou mesmo com dois golos de Vítor Pedrosa sem resposta.

 

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Vitória FC 0 - 2 Chaves

 

Para terminar Abril, recebíamos o Estoril, 12º classificado. De novo com Paulo Marques lesionado por 1 mês e, portanto, usámos exatamente o mesmo 11 que defrontou o Vitória FC.

 

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, Mario César, Válter, João Pedro, Luís Rocha, S. Seidi, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos;

Estoril (3-4-2-1): Vágner, João Miguel, M. Saibi, Francis Obidikwa, Tinguinha, R. Ramia, Anderson, A. Vandekerckhove, J. Ndongala, Diogo Amado e A. Xavier.

 

Nunca defrontei equipa com tática tão defensiva como este Estoril de Carlos Brito, 3 centrais, 2 médios defensivos, 2 alas recuados e 2 médios centrais, sendo que o Diogo Amado é um médio bsatante defensivo, sobrando para o pobre Allan Xavier a tarefa de atacar.

 

No entanto, sabia que se eles fossem competentes a defender, causar-nos-iam muitos problemas devido à enorme população que conseguem colocar a defender a sua área.

 

No início do jogo deu para conferir aquilo que eu pensei: o jogo seria todo nosso, com eles exclusivamente a defender e a recorrer ao chutão para tentar criar algum tipo de perigo. E resultou mesmo, aos 17 minutos, Allan Xavier recebeu um chutão de qualquer lado e abriu o marcador.

 

Matheus Pereira lesionado e aproveitei a deixa para colocar, aos 26 minutos, o 4-2-4 em campo, entrando Grejohn Kyei. Logo a seguir lesionou-se Mario César, entrando Matías Meza para o seu lugar.

 

Já com duas alterações em campo, Francisco Ramos fez o 1-1 aos 33 minutos depois de uma confusão na área provocada pelo seu sobrepovoamento. Grejohn Kyei esteve perto do 2-1 logo aos 35 minutos, mas a bola passou do lado errado do poste.

 

No entanto, o ganês tinha agora dois motivos para se mostrar e fez o 2-1 aos 43 minutos, com um grande cabeceamento ao poste mais distante, ganhando créditos quer na equipa, quer na seleção. Já com duas substituições esgotadas e com o intervalo à porta, deixei ficar tudo como estava até ao fim da primeira parte, porque iria ter de usar alguém adaptado se quisesse voltar a jogar em 4-3-3.

 

Na segunda parte reaparecemos em 4-3-3 com Grejohn Kyei a jogar numa posição que não lhe é inteiramente estranha: médio centro, mas o Estoril também mudou e passou a jogar com 3 avançados, também em 4-3-3.

 

A mudança tática surpreendeu os meus jogadores e o jogo ficou bastante mais equilibrado, o Estoril começou a tentar disputar a posse de bola e começou a criar perigo, até que aos 74 minutos, Vítor Pedrosa faz o 3-1 que deu algum conforto à equipa e a mim próprio.

 

Aos 80 minutos, novo rearranjo das pedras no terreno, com a entrada de Marvin Martineau para o lugar do cansado Francisco Ramos, com Matías Meza a voltar à posição de lateral direito que hoje tinha sido de Válter durante grande parte do jogo.

 

Allan Xavier ainda fez o 3-2 depois de uma grande jogada de Éverton Heleno, aos 84 minutos, mas não voltaram a conseguir criar perigo até ao fim do jogo e o jogo terminou com 3-2 para a equipa da casa.

 

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Chaves 3 - 2 Estoril

 

Ainda em Abril, foi-me pedido que votasse para os prémios anuais. Para o melhor jogador português em Portugal votei no Nélson Oliveira que fez uma boa época, mas o melhor avançado teve de ir para o Jackson Martinez, que contabiliza 23 golos esta época, mais 7 que os segundos melhores marcadores da liga, Nivaldo, do Gil Vicente, e Matheus Pereira. Para defesa central do ano queria ter votado no Válter, mas não me deixaram e acabei por votar no João Nunes, do Marítimo, que tem sido uma autêntica referência naquela defesa. Para defesa lateral do ano, o prémio só poderá ir para o Mario César, contudo também não pude votar nele e deixei o meu voto àquele que me parece que irá vencer o troféu, o Danilo do Porto, que apenas ganhará ao Mario César por estar noutro clube.

 

Foi também neste mês que o Braga bateu o Benfica nas grandes penalidades e conquistou a Taça da Liga.

 

Não me posso queixar da forma como Abril correu, 3 jogos, 9 pontos, no entanto, só o 5º vai à Liga Europa e o 6º está a uns singelos 5 pontos de distância.

 

Classificação no final de Abril

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Falta apenas um mês, faltam apenas 4 jogos. Começaremos por ir a Barcelos arrumar com quaisquer pretensões europeias do Gil Vicente, já que já o fizemos com o Rio Ave. Seguir-se-á a ida a Paços de Ferreira num jogo que só podemos trazer os 3 pontos, dado o campeonato que os homens da capital do móvel estão a fazer e depois fechamos o campeonato com duas jornadas em casa. Primeiro encontrámos a Académica, que nos venceu por 4-1 em Coimbra, e depois defrontaremos o Benfica que, certamente, irá jogar connosco a possibilidade de ser campeão e, portanto, virá na máxima força. Maio vai ser um mês de emoções fortes, onde muito se irá decidir. A partir de agora é acreditar e jogar jogo a jogo.

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Chaves nas competições europeias :prayer:

 

Vão chegar contentores de jogadores ganeses a Chaves (isto se ficares no Chaves). :mrgreen:

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Grande Chaves na Europa!

Ja tens que desenvolver alguns jovens ganeses para a defesa ai em Tras os Montes!

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@SRAlmeno: o Grejohn Kyei e o Thomas Agyiri já vieram por algum motivo, eu prevejo o futuro 8-) :mrgreen:

 

@Burkina2008: segunda vez na história, se se confirmar! E, por acaso, não é nada mal pensado tentar ir buscar putos ganeses com potencial!

 

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Primeira época na primeira liga

 

Abril foi um bom mês com dois prémios individuais a virem parar a Chaves, o de melhor jogador do mês, com Vítor Pedrosa, surpreendentemente, já que era um suplente, a vencê-lo e o prémio de melhor treinador do mês a vir, como é óbvio, para mim. Já Maio começou com uma má notícia, Benfica 1-2 Sporting, ou seja, naquele que seria o melhor jogo para o 6º classificado perder pontos, esse 6º classificado decidiu ganhar na casa do 2º classificado.

 

Gil Vicente (4-2-3-1): Bruno Fuso, Caramelo, D. Boyata, G. Silva, Mário Rui, Leandro Pimenta, Jander, Gian, Higor, Caetano e Nivaldo;

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, Mario César, Válter, João Pedro, Luís Rocha, S. Seidi, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos.

 

A jogar contra o segundo ponta-de-lança mais letal da Primeira Liga, foi o ponta-de-lança mais letal da Segunda Liga do ano passado que iniciou o ativo. Marquinhos recebem um cruzamento rasteiro de Daniel Podence e inaugurou o marcador aos 7 minutos.

 

A vantagem parecia que ia durar pouco, mas Higor, na cara de Guilherme Caldeira, conseguiu acertar no poste logo no minuto a seguir ao golo, o que interrompeu a festa dos adeptos gilistas que já festejavam o golo mais que certo.

 

Aos 21 minutos, foi a vez de Francisco Ramos mandar a bola contra o ferro da baliza, num lance onde Marquinhos saiu tocado. 6 minutos depois, o Gil Vicente achou que o trabalho tinha sido incompleto e Dedryck Boyata acabou por mandar mesmo Marquinhos para fora do jogo, entrando Grejohn Kyei para o seu lugar.

 

Aos 39 minutos, o Gil Vicente voltou a fazer estremecer os ferros da baliza de Guilherme Caldeira numa altura em que a formação da casa se apresentava em 3-4-3. Mas, com tantas oportunidades falhadas de lado a lado, o jogo acabou por chegar ao intervalo sem mais golos e Marquinhos, já lesionado, era o marcador solitário neste jogo.

 

A primeira parte foi equilibradíssima em tudo menos nos golos e, apesar de estarmos na frente, isso não me chegava e pedi aos jogadores para não se desconcentrarem e darem mais. Como bons jogadores que são, Matheus Pereira resolveu dar-me um tranquilizante, fazendo o 0-2 aos 50 minutos.

 

No entanto, o tranquilizante teve um efeito reduzido e Jander, aos 58 minutos, fez a recarga ao remate de Caetano e voltou a pôr o Gil Vicente a apenas um golo de desvantagem.

 

Logo a seguir, Matheus Pereira fez o 1-3, mas foi invalidado por fora-de-jogo aquando do passe de Vítor Pedrosa. Eu desesperava por um golo que nos desse tranquilidade e José Mota desesperava por um golo que os impedisse de perder e fui mesmo eu que estive mais próximo disso ao minuto 67, quando Grejohn Kyei falhou apenas com o guarda-redes pela frente. Logo a seguir, Guilherme Caldeira impediu um golo de Gastón Silva e o jogo mais vivo não poderia estar.

 

A vitória era importantíssima porque colocar-nos-ia, possivelmente, a 8 pontos do 6º classificado a 3 jogos do fim, já que o Marítimo ia perdendo, o que seria a garantia de que iríamos às competições europeias no ano seguinte e eu não a queria deixar fugir por nada. Com medo de defender demasiado, mas com medo de não defender o suficiente, tirei o Luís Rocha pelo Carlos Henrique, passando o Válter para a direita, o Mario César para a esquerda e ficando com o lateral direito afeto a tarefas defensivas.

 

3 minutos para o fim do jogo e resolvi colocar a equipa toda a defender. 5-4-1, com Seidi a jogar como terceiro central, para travar um pouco os 3 pontas-de-lança que o Gil Vicente usava agora. Foram 3 minutos longos, mas o Gil Vicente nunca conseguiu criar real perigo e a vitória acabou por nos sorrir. Um jogo complicado, mas em que os 3 pontos acabaram por ser merecidos.

 

Para ajudar à minha satisfação, o Braga consentiu o empate aos 89 minutos e o Marítimo, apesar de ter evitado a derrota, não foi além do empate, deixando-nos a 7 pontos do primeiro lugar que não vai às competições europeias.

 

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Gil Vicente 1 - 2 Chaves

 

A seguir ao jogo contra o Gil Vicente, atribuiram-se alguns prémios, entre os quais a personalidade do ano, o que quer que seja que isso congratula, que foi vencido pelo Alex Sandro e os melhores jogadores do ano. Em Portugal, Bernardo Silva ficou em terceiro, atrás de Rui Fonte e do vencedor, Nélson Oliveira. No estrangeiro, o prémio foi para o já seis vezes vencedor Cristiano Ronaldo, com André Gomes em segundo lugar e Ricardo Horta a fechar o pódio. O último prémio atribuído foi o clube com maior evolução.

 

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Merecidíssimo! Seguia-se aquele que seria, teoricamente, o jogo mais fácil do mês. Iríamos a Paços de Ferreira defrontar a, indubitavelmente, pior equipa da liga. Com 0 vitórias ao longo da época, conseguiu os seus 11 pontos em 11 empates. Não vencer seria vergonhoso e sabíamos que a vitória nos garantiria o 3º ou o 4º lugar, já que o Sporting tinha empatado com o Arouca, ou seja, esta vitória deixar-nos-ia na Liga Europa e a lutar pelo acesso direto à fase de grupos somente com o Braga, já que apenas o 3º tem esse passaporte direto.

 

Paços de Ferreira (4-5-1): Gideão, Rodrigo Galo, H. Meira, Palmeira, Hélder Lopes, Renato Sanches, G. Manduca, Sérgio Oliveira, B. Jesus, Alvarinho e H. Mota;

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, Mario César, Válter, João Pedro, Luís Rocha, S. Seidi, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos.

 

O Paços de Ferreira começou por justificar bem cedo a sua posição no campeonato, dando-nos por completo o controlo do jogo, não foi, portanto, de estranhar, que aos 23 minutos Daniel Podence fizesse o 0-2 após assistência de Marquinhos, que já havia marcado o primeiro 4 minutos antes.

 

Ainda antes do intervalo, Matheus Pereira fez o 0-3 de livre direto, fazendo rejubilar os adeptos flavienses que viam, assim, a sua entrada para a Liga Europa carimbada.

 

A segunda parte, no entanto, abriu com um golo de Henrique Mota aos 52 minutos, contudo Matheus Pereira, aos 63, voltou a fazer um golaço aumentando a contagem para 1-4.

 

Enquanto isto, o Braga perdia por 4-0 na casa do Rio Ave e ficava a 6 pontos de nós, o que nos deixava a apenas um ponto de garantir o 3º lugar, já que tínhamos perdido das duas vezes frente à equipa do Minho.

 

1-4 em Paços de Ferreira e 4-0 em Vila do Conde foram os resultados finais e estávamos a 1 ponto de assegurar a presença na fase de grupos da Liga Europa e de completar o pódio da Liga NOS.

 

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Paços de Ferreira 1 - 4 Chaves

 

Objetivo cumprido, bastava agora um singelo ponto para conseguirmos o impensável: ficar no pódio e ir diretamente à Liga Europa. Para isso bastava-nos empatar com a Académica e o jogo contra o Benfica seria apenas para cumprir calendário, já que os encarnados encontravam-se a 3 pontos dos rivais Porto e perdiam no confronto direto.

 

Chaves vs. Académica, Braga vs. Marítimo, Arouca vs. Benfica e Porto vs. Estoril eram os jogos com interesse nas contas do pódio na penúltima jornada, o Benfica entrava em campo na Sexta, o Porto no Sábado e nós e o Braga no Domingo, exatamente à mesma hora.

 

Arouca 2 - 6 Benfica, mas Porto 3 - 0 Estoril e temos novo campeão, com o Porto a impedir o Benfica de fazer o tetracampeonato. Quanto a nós, iríamos jogar para vencer porque é a única forma em que eu sei jogar.

 

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, Mario César, Válter, João Pedro, Luís Rocha, S. Seidi, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos;

Académica (4-3-3): Lee, T. Pinheiro, Miguel Rodrigues, C. Dubourg, A. Silva, Nwankwo Obiorah, Marcos Paulo, Everton, Rui Pedro, Carlos Olascuaga e A. Sanha.

 

Com um olho em Chaves e outro em Braga, apostei no mesmo 11 que tem jogado ultimamente e ainda nem um minuto tinha passado quando Cedric Dubourg fez penalty sobre Marquinhos. Luís Rocha chamado à marcação e 1-0. Estávamos na fase de grupos da Liga Europa.

 

4 minutos depois, Vítor Pedrosa deu continuidade ao seu fantástico momento e fez o 2-0 que foi festejado de forma extasiante no Estádio Municipal Eng. Manuel Branco Teixeira.

 

O 3-0 não apareceu mais cedo porque Lee e os ferros impediram diversas vezes, mas Nwankwo Obiorah fez um penalty sobre Luís Rocha aos 25 minutos que o próprio se encarregou de marcar e não falhou.

 

Já ninguém queria saber do jogo em Braga e a festa dominava o estádio, mas Rui Pedro decidiu pôr travão nos festejos, fazendo o 3-1 logo 2 minutos depois do golo de Luís Rocha.

 

A primeira parte terminava com 3-1 em Chaves e 0-0 em Braga, mas o Braga poderia fazer o que quisesse que este resultado garantia-nos o terceiro lugar.

 

A segunda parte já foi mais aborrecida e o momento que mais entusiasmou o público foi a saída de Luís Rocha, depois de fazer 2 golos, que foi aplaudido de pé. Ainda houve tempo para Matheus Pereira consolidar o seu posto de segundo melhor marcador do campeonato com um golo aos 90 minutos, mas já nada mudou e a festa reinou em Chaves. Quanto ao Braga, por curiosidade, não sofreu, mas também não marcou.

 

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Chaves 4 - 1 Académica

 

Para terminar o campeonato, Chaves vs. Benfica, num duelo para cumprir calendário onde se iria fechar o melhor campeonato da história do Chaves e um campeonato não tão bom para o Benfica.

 

Já sem João Pedro e sem Paulo Marques, ao serviço da seleção Sub-20, foi com apenas uma alteração que vim para o jogo, já que Paulo Marques tinha estado lesionado durante estas últimas semanas.

 

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, Mario César, Válter, Carlos Henrique, Luís Rocha, S. Seidi, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, D. Podence e Marquinhos;

Benfica (4-2-3-1): Artur, Iván, César, V. Ruiz, J. Svensson, D. Garmash, Talisca, G. Guedes, Bernardo Silva, A. Jahanbakhsh e N. Oliveira.

 

Sabiamos perfeitamente que não ia ser um jogo fácil, sobretudo porque estávamos a defrontar o ainda tricampeão nacional, mas também sabiamos que tínhamos vencido o Porto por 2-0 no Estádio do Dragão e acreditávamos que era possível.

 

E tanto acreditámos que Marquinhos recebeu um cruzamento de Mario César com um remate fortíssimo de primeira e fez o 1-0 aos 4 minutos.

 

10 minutos depois, o suspeito do costume, Mario César, criou a jogada e ofereceu a Matheus Pereira o 2-0, o seu 21º golo na Liga NOS, ainda longe de Jackson Martínez, mas a segurar o segundo lugar na lista dos marcadores com mais um golo.

 

O Benfica só acordou aí e só aí é que começou a jogar futebol, mas nunca conseguiu tomar as rédeas no encontro durante a primeira parte e o 2-0 ao intervalo era um resultado bastante justo para o que tinha sido o futebol disputado nos primeiros 45 minutos.

 

Na segunda parte, mais do mesmo, com o Benfica a tentar muito para não sair derrotado de Chaves, mas sem conseguir sequer reduzir a desvantagem.

 

Pierre Sagna, o nosso capitão, fez a despedida deste estádio, entrando aos 66 minutos por Luís Rocha, Francisco Ramos e Marquinhos ainda sairam por Alex Soares e Grejohn Kyei e estavam usados os últimos 14 homens que iriam ter o orgulho de fechar esta época.

 

O Benfica ainda esteve perto do golo por duas vezes, mas Guilherme Caldeira respondeu sempre bem e, mais uma vez, calou os críticos que ainda defendiam a titularidade de Kadú.

 

Quando disse que os 3 pontos perdidos de forma infantil naqueles 3 jogos em que sofremos sempre depois dos 80 minutos nunca tinha pensado que seriam esses 3 pontos a separar-nos da Liga dos Campeões.

 

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Chaves 2 - 0 Benfica

 

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Uma época digna de registo. Subir, subir e ficar em 3º lugar no primeiro escalão, à frente do Sporting, 2º classificado em 2019, e do Braga. A 7 pontos do 4º classificado, o Sporting, e a singelos 3 pontos do Benfica e a menos de 10 do campeão, o Porto. Muitos vaticinaram que, comigo, o Chaves ficaria muitos anos no Campeonato Nacional de Seniores, pois bem, os críticos que falem agora. Apresentem-se agora perante mim! Os factos estão à vista de todos.

 

Classificação final da época 2019/2020

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O futebol comigo é fácil e quero relembrar que a nível de salários por ano gasto menos de 3% da equipa que ficou imediatamente abaixo de mim e pouco mais de 2% da equipa que apenas a 3 pontos de mim ficou.

 

Salários por ano

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O mérito é, de facto, maioritariamente meu, mas seria injusto esquecer-me dos obreiros desta conquista. Dos 29 que defenderam, em algum momento, o azul-grená de Trás-os-Montes, sim, 29, que não me esqueço do Adelino e do Mica Pinto. Apenas o Ricardo Ribeiro e o Seydou Sy não jogaram na Primeira Liga, mas foram igualmente importantes para tudo o que conquistámos.

 

Uma palavra de especial apreço para os que completaram mais de 2000 minutos. Marquinhos, com 2390, Válter com 2489, Francisco Ramos com 2754, Guilherme Caldeira com 2880, Mario César com 2987, Sanã Seidi com 3054 e, o totalista em número de jogos para a Primeira Liga, Matheus Pereira com 3134. São uns autênticos heróis.

 

O meu futuro só Deus o sabe, mas estou talhado para grandes feitos e não me importava de aqui ficar para levar esta equipa à glória europeia. Mas o futuro é incerto e agora só quero festejar.

 

Viva o Chaves! Mas, sobretudo, viva eu, que, apenas com 26 anos, já provei que sou o melhor treinador que existe e alguma vez existirá!

Editado por Carlos Gouveia

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Uma proposta tentadora

 

2019/2020 tinha sido o autêntico sonho tornado realidade. Diversos dispensados, que viram a sua carreira quase na lama, acabaram por ficar no pódio do principal escalão do futebol nacional porque esta foi uma equipa com diversos excedentários ou jogadores cujos clubes acharam que não valia a pena renovar. E até o Matheus Pereira, hoje cobiçado por clubes como o Lyon, se viu nessa situação por um clube que, este ano, foi claramente pior do que nós.

 

Passando por alto os principais campeonatos mundiais, o Atlético roubou o penta ao Real Madrid, enquanto Mirko Slomka devolveu a Premier League ao Arsenal 16 anos depois. Ovchinnikov não falhou desta vez na Bundesliga e o FC Bayern voltou a conquistar o troféu depois de o ter perdido para o Bayer Leverkusen. A Juventus continua a tirar todo o entusiasmo à Serie A e já leva 9 campeonatos seguidos, sendo eneacampeão de Itália. O PSG de Philippe Montanier e o PSV de Gertjan Verbeek fizeram o tricampeonato, enquanto o Zenit e o Besiktas fizeram o bi.

 

Na Europa, a Roma defrontou o Saint-Éttiene e o Southampton, o Liverpool nas meias-finais da Liga Europa, passando a Roma e o Liverpool à final. O palco foi a Imtech Arena e só teve golos depois dos 90 minutos, mesmo com a Roma a jogar com apenas 10 jogadores desde os 32 minutos por expulsão de Mapou Yanga-Mbiwa. Mas no prolongamento, Lucas Leiva marcou à sua ex-equipa e deu a vantagem à Roma aos 7 minutos, mas 3 minutos depois Gino Peruzzi fez o 1-1. O jogo só foi decidido aos 111 minutos por Memphis Depay que deu a vitória a equipa da terra dos Beatles por 2-1.

 

Já a principal competição do mundo teve, no agregado, PSG 0-4 Chelsea, Real Madrid 4-4 Bayer Leverkusen, passando o Real Madrid nos penalties, Benfica 3-10 Manchester United e Juventus 3-2 Manchester City nos quartos-de-final. Nas meias-finais, as duas equipas inglesas defrontaram-se, com o Chelsea a vencer 2-1 em casa, mas a ceder em Old Trafford perdendo 2-0, passando a equipa de Manchester à final. Na outra meia-final, o Juventus Stadium viu o Real Madrid vencer por 0-1 e, no Santiago Bernabéu, os espanhóis venceram por 2-1, carimbando encontro na final com a equipa de Jorge Jesus.

 

No Millennium Stadium, principal estádio do País de Gales, Jorge Jesus apresentou-se com David De Gea, Ezequiel Muñoz, Juan Jesus, Marcos Rojo, Luke Shaw, Danny Blind, Juan Mata, Ángel Di María, Adnan Januzaj, Carlos Fierro e Richairo Zivkovic e Carlo Ancelotti levou Keylor Navas, Dani Carvajal, Sergio Ramos, Raphael Varane, Mateo Musacchio, Kevin Volland, Toni Kroos, James Rodríguez, Isco, Luka Jovic e Cristiano Ronaldo. O jogo foi bastante batalhado e o primeiro golo só apareceu juntamente com a expulsão de Juan Jesus, James Rodríguez bateu o penalty e não falhou aos 71 minutos de jogo. Seguiu-se o golo de Toni Kroos aos 83, que praticamente garantia que o troféu ficaria em Madrid (relembro que no anno passado foi ganho pelo Atlético), mas Luke Shaw ainda reduziu aos 86 minutos. O Manchester United ainda lutou pelo 2-2, mas a desvantagem numérica e a escassez de tempo foram fatais, terminando o jogo com 2-1 para o Real Madrid.

 

Voltando a Portugal, a atribuição de prémios foi absurda, Jackson Martínez foi o Jogador do Ano com Edson Luiz, da Académica, a ficar em segundo e Nélson Oliveira em terceiro. O jovem jogador do ano foi, surpreendentemente, Nivaldo, o guarda-redes do ano foi Andrés e o avançado do ano foi Jackson Martínez. Na defesa, o melhor central foi Maicon, com o nosso Válter apenas em segundo e Aderlan Santos em terceiro e o melhor lateral foi para Danilo, com Juan Carlos, um jogador que jogou a extremo a época toda, a receber o segundo lugar e Mario César apenas com o terceiro.

 

Para treinador do ano ainda está a decorrer a fase de votações e não me deixaram votar no único merecedor do prémio. Assim sendo, dei o primeiro lugar a Leonel Pontes pelo seu trabalho no Rio Ave, o segundo a José Mota pelo que fez no Gil Vicente e o terceiro a André Villas-Boas por ter vencido o campeonato. A equipa do ano apresenta-se em 4-4-2 e tem lá apenas dois jogadores nossos.

 

Andrés (Porto)

Danilo (Porto) - Valter (Chaves) - Maicon (Porto) - Mário César (Chaves)

Edson Luiz (Académica) - Bressan (Rio Ave) - Josué (Porto) - L. Garritano (Marítimo)

J. Martínez (Porto) - N. Oliveira (Benfica)

 

Inacreditável como ignoraram completamente a época do Matheus Pereira em todos os prémios. Mas temos de nos habituar a sermos sempre postos de lado, ainda somos desconhecidos da imprensa e não temos um treinador que goste de cair nas suas boas graças.

 

Mas o meu trabalho foi reconhecido por Fernando Santos que acho que eu deveria ser o treinador indicado para comandar os destinos da seleção nacional nos Jogos Olímpicos.

 

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Não é fácil recusar a nossa seleção, mas o meu trabalho no Gana ainda agora começou e apenas tenho um jogo com estes rapazes. Estou numa indecisão. Adorava jogar no FIFA World Cup 2022, mas representar o país fundado pelo meu antepassado é sempre um orgulho. Sinto que estarei a desrespeitar as minhas raizes se recusar esta oferta, mas também sei que os ganeses acreditaram em mim e merecem mais do que ver-me partir depois do primeiro jogo. Que é que fariam no meu lugar?

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@SRAlmeno: ajoelhar perante o rei, acho bem 8-)

 

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18

 

No Jamor, Jackson Martínez marcou o golo solitário que deu a dobradinha ao Porto e condenou o Benfica a apenas vencer a Supertaça Cândido de Oliveira esta época.

 

Estupidamente, o prémio de Treinador do Ano foi para André Villas-Boas, comigo a ficar em segundo lugar e Domingos Paciência, o homem que falhou o pódio com o Sporting, a completar a lista.

 

Nos prémios do clube, Mario César ganhou, pelo terceiro ano consecutivo, o prémio de jogador do ano e o 11 do ano foi aquele que eu escolhia, Guilherme Caldeira, Miguel Lopes, Válter, João Pedro, Mario César, Sanã Seidi, Vítor Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira e Marquinhos. Já com o banco não concordo tanto, mas a escolha dos adeptos foi Kadú, Carlos Henrique, Luís Rocha, Alex Soares, Grejohn Kyei, Pierre Sagna e Adelino. Eu retiraria estes dois últimos e daria o lugar ao Paulo Marques e ao Thomas Agyiri.

 

No Euro 2020, Portugal caiu nas meias-finais frente à Inglaterra que defrontou o vencedor da outra meia-final, a Áustria, que derrotou a Dinamarca. Na final, a Inglaterra confirmou o favoritismo e em dez minutos fez os dois golos que selaram a final, voltando a Inglaterra a ganhar o Euro, desta vez na sua própria casa.

 

No final do Euro, Fernando Santos pôs termo à sua carreira de treinador que teve como ponto alto a ida à final do FIFA World Cup 2018.

 

Quanto ao Chaves, quase consegui ter o plantel que queria ainda antes do início da pré-época, com a equipa apenas a precisar de alguns ajustes depois do dia 1 de Julho, sobretudo no que se refere à saída de alguns jogadores.

 

Quanto à resposta que todos querem saber, mesmo sabendo que me vai afetar a pré-época com o Chaves, não podia dizer que não a um chamamento nacional e, possivelmente, abdiquei de estar no FIFA World Cup 2022 para defender as cores nacionais, para defender a minha bandeira, para defender o meu país, criado pelo meu pai, D. Afonso Henriques, no Japão.

 

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E agora mesmo acabei de escolher os 18, que vos apresento agora.

 

1 - Daniel Góis - Guarda-redes - CS Marítimo

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2 - Sandro Catarino - Defesa direito - Chelsea FC

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3 - Rubén Barbosa - Defesa esquerdo - Ajax

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4 - João Pedro - Defesa central - Olympiacos

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5 - Carlos Silva - Defesa central - Sporting CP

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6 - Ruben Neves - Médio centro - FC Porto

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7 - Cristiano Ronaldo © - Extremo - Real Madrid

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8 - André Gomes - Médio centro - Atlético Madrid

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9 - José Vicente - Ponta-de-lança - Sporting CP

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10 - António Cruz - Médio centro - Sporting CP

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11 - Luís Rocha - Extremo - AS Mónaco

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12 - Ricardo Carvalho - Guarda-redes - Valencia CF

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13 - Bruno Sá - Defesa polivalente - SC Braga

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14 - William Carvalho - Médio defensivo - Arsenal

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15 - Pedro Carvalho - Médio centro - Vasco da Gama

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16 - Zidane - Ponta-de-lança - Steaua

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17 - Mesquita - Extremo e Ponta-de-lança - Rio Ave

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18 - Pedro Empis - Ala esquerdo - Sporting CP

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São estes os 18 homens que nos darão o ouro. São estes que conseguirão revalidar o título e é nestes homens que eu acredito.

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E agora?

 

Terminei eu de fazer a convocatória de Portugal e comecei a olhar para os nomes, sentindo um certo orgulho de ir a tempo de treinar um verdadeiro Deus do futebol como é Cristiano Ronaldo, comecei a perceber que tinha quase sempre 3 jogadores por posição.

 

Na baliza apenas tinha dois, mas isso seria o expectável, que eram o Daniel Góis e o Ricardo Carvalho, na direita da defesa tinha o Sandro Catarino, o Bruno Sá e o Ruben Neves, na esquerda, o Rubén Barbosa, o Pedro Empis e o Bruno Sá, no centro, João Pedro, Carlos Silva, William Carvalho e Bruno Sá, para médio defensivo, o William Carvalho, o Ruben Neves e o Pedro Carvalho. No miolo do terreno, Ruben Neves, Pedro Carvalho, André Gomes, António Cruz e até o William Carvalho preenchiam o setor, na extrema esquerda, Cristiano Ronaldo era a estrela-mor, mas Mesquita, José Vicente e Pedro Empis não me deixavam ficar sem opções. Na direita, o Luís Rocha, o próprio Cristiano Ronaldo e o Mesquita e no centro do ataque, José Vicente, Zidane, Mesquita, Luís Rocha e, claro está, Cristiano Ronaldo. Muitas opções para cada um dos lugares, muita polivalência e muita qualidade, o que é bom dado que só se podem chamar apenas 18 jogadores.

 

Estava radiante, já nem me lembrava do Gana. Representar Portugal é orgulho suficiente para abdicar de ir ao Mundial, sobretudo no 19º do ranking, que muito dificilmente chegaria a qualquer lado digno de mim. A minha cadeira de sonho era a que agora foi desocupada por Fernando Santos, mas esta já não era má de todo.

 

Esperei que viessem falar comigo, aliás, até calculei que eu fosse pegar na equipa Sub-23 para depois assumir o comando da seleção principal. Fazia todo o sentido, mas, até agora, ainda nada. Para além de Fernando Santos, que se retirou, José Mourinho abandonou a seleção holandesa, Josep Guardiola decidiu voltar aos clubes e abandonou a seleção do seu país e Massimiliano Allegri foi demitido do cargo de selecionador dos transalpinos.

 

Hoje, dia 19 de Julho de 2020, um dia depois de anunciar a convocatória para os Jogos Olímpicos, aconteceu algo que não devia acontecer. "Lesionou-se o Cristiano Ronaldo?", pensais vós, "não, muito pior", respondo eu. "Houve um acidente de avião e morreram 10 dos jogadores convocados?", ao que respondo "vá, também não é assim tão mau!".

 

Mas agora não sei que fazer, é algo complicado e sinto-me perdido. Os meus antepassados queimar-me-iam vivos se soubessem que tenho esta dúvida, mas não posso deixar de olhar para a projeção e para aquilo que eu vou ganhar. O problema é o seguinte:

 

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Txiiii

 

 

O Zidane é português!! :mrgreen:

 

E a agora? Vais aos JO e esperas por outra oportunidade ou aceitas o cargo. Treinador do Chaves e seleccionador de Espanha :lol: :prayer:

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Treinar selecções no FM não esta tão bem como clubes...é um bocado uma perda de tempo imo

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@diogomr2: É bom, mas são só os sub-23... :mrgreen:

 

@Sapson: quem me dera! Mas não, tenho de decidir já

 

@SRAlmeno: o Zidane era para ser o meu ponta-de-lança, já tinha "tudo acertado" com ele, do nada o Steaua oferece uma proposta e não ficou comigo :mrgreen:

Ou aceito esta oportunidade ou duvido muito que consiga arranjar uma seleção até 2022, ou seja, depois do Qatar'22.

 

@Lourenço: e os 94.000€/mês pesam. Em Portugal trabalho apenas por amor à nação... não é facil :mrgreen:

 

@Burkina2008: sim, mas é uma forma de ganhar reputação e afins :mrgreen:

 

Hoje fui visitar Braga, por isso só postei a esta hora, amanhã já retomo o curso normal das coisas.

 

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Decisão e apresentação

 

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Sinto-me um mercenário, um traidor e sei que os meus antepassados se envergonham de mim neste momento. Mas tive de pensar na minha carreira e na projeção que terei treinando uma das, indubitavelmente, melhores seleções do mundo. Trocava hoje este lugar pelo lugar de selecionador português, mas a Federação Portuguesa de Futebol considerou André Villas-Boas preferível e, portanto, não estou realmente a trair Portugal, Portugal é que não me quis.

 

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Se Deus quiser não será por muito tempo, mas, a partir de agora, também defenderei este símbolo e o objetivo será vencer o FIFA World Cup 2022.

 

E, assim sendo, não participei nos Jogos Olímpicos e pude concentrar-me no Chaves. Não demorou muito até ficar com o plantel fechado, ficando com um jogador a mais do que o que queria inicialmente, mas que não será problema e até pode vir a ser útil.

 

Fizemos um jogo à porta fechada frente ao Vidago, como já é habitual e depois fomos até o leste da Europa fazer dois jogos ainda sem o último reforço. Em seguida, fixámo-nos em Espanha, já com o plantel completo, onde fizemos 4 jogos contra equipas locais. A pré-época acabou por ficar assim.

 

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Para terminar e arranjar em força, o jogo de apresentação aos sócios era contra um verdadeiro colosso do futebol mundial, vencedor de uma competição europeia, a Taça das Cidades com Feiras e com três Serie A no palmarés, tendo, em 2020, sido o vice-campeão dessa mesma liga e finalista vencido da Liga Europa. Neste momento, o seu jogador mais icónico é John Obi Mikel, no entanto, é uma fabrica de lendas como Francesco Totti ou Daniele De Rossi. Falo-vos, claro está, da AS Roma.

 

Grande festa no Estádio Municipal Eng. Manuel Branco Teixeira no dia da apresentação, o AS Roma seria a maior equipa estrangeira a pisar este palco e a apresentação, em direto para a ChavesTV, começou. Com Diogo Caldas a chamar os jogadores, dizendo o número, o nome, a posição e o clube anterior, por ordem numérica os jogadores entraram.

 

1 - Guilherme Caldeira - Guarda-redes - GD Chaves

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2 - Anthony Verkoelen - Lateral direito - Boavista (emprestado pelo AZ Alkmaar)

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3 - Dedryck Boyata - Defesa central - Gil Vicente

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4 - Mario César - Lateral esquerdo - GD Chaves

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5 - Válter - Defesa central - GD Chaves

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6 - Sanã Seidi - Médio defensivo - GD Chaves (emprestado pelo Everton)

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7 - Francisco Ramos - Médio centro - GD Chaves

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8 - Juan José Bogado - Extremo - Instituto de Córdoba

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9 - Marquinhos - Ponta-de-lança - GD Chaves (emprestado pelo Fluminense)

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10 - Paulo Marques - Extremo - GD Chaves (emprestado pelo Vitória FC)

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11 - Matheus Pereira - Extremo - GD Chaves

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12 - Seydou Sy - Guarda-redes - Mafra (emprestado pelo GD Chaves)

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14 - Carlos Henrique - Defesa central - GD Chaves

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15 - Alex Soares - Médio centro - GD Chaves

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16 - Ferreira - Médio defensivo - EC Bahia

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17 - Daniel Podence - Extremo - GD Chaves

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18 - Luís Rocha - Lateral esquerdo - GD Chaves

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19 - Vítor Pedroso - Médio centro - GD Chaves

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20 - Grejohn Kyei - Ponta-de-lança - GD Chaves

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22 - Miguel Lopes - Lateral direito - GD Chaves

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28 - Pipoca - Médio centro - Atlético Mineiro

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30 - João Pedro - Defesa central - GD Chaves (emprestado pelo CD Nacional)

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45 - Silva - Médio centro - Santos FC

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78 - Leandro - Ponta-de-lança - UD Leiria

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80 - Matías Meza - Ala direito - GD Chaves (emprestado pelo Stade Reims)

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97 - Marc Bola - Defesa central - Boavista (emprestado pelo GD Chaves)

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99 - Kadú - Guarda-redes - GD Chaves

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Entradas:

  • Anthony Verkoelen (135m€ - AZ Alkmaar)
  • Dedryck Boyata (200m€ - Gil Vicente)
  • Ferreira (50m€ - EC Bahia)
  • Silva (375m€ - Santos FC)
  • Pipoca (0€ - Atlético Mineiro)
  • Juan José Bogado (0€ - Instituto de Cordoba)
  • Leandro (350m€ - UD Leiria)

Total gasto: 1,15M€

 

Saídas:

  • Ricardo Ribeiro (0€ - Vitória SC)
  • França (fim de contrato)
  • Pierre Sagna (fim de contrato)
  • Mica Pinto (fim de contrato)
  • Marko Bulat (30m€ - Cukaricki)
  • Serginho (fim de contrato)
  • Thomas Agyiri (fim de contrato)
  • Wang Chengkuài (fim de contrato)
  • Leandro Hercílio (EMP - Santa Clara)

Total recebido: 30m€

 

Gastámos claramente mais, foi um recorde, mas é com isso que vamos atacar a Liga Europa e tentar ser mais competitivos. Nenhum dos reforços será indubitavelmente suplente ou apenas opção, todos eles são para serem opções no 11, sendo que só durante a época se verá se o serão ou não e, portanto, foi um mercado onde creio que nos mexemos bem e criámos uma excelente equipa.

 

Organizando por posição, pondo entre parênteses as opções de recurso que contam principalmente para outra posição e ordenando pelos números.

 

Guarda-redes: Guilherme Caldeira, Seydou Sy, Kadú

Laterais direitos: Anthony Verkoelen, Miguel Lopes, Matías Meza (Mario César, Válter)

Laterais esquerdos: Mario César, Luís Rocha (Marc Bola)

Defesas centrais: Dedryck Boyata, Válter, Carlos Henrique, João Pedro, Marc Bola (Mario César, Sanã Seidi)

Médios defensivos: Sanã Seidi, Ferreira (Francisco Ramos, Alex Soares, João Pedro, Silva)

Médios centro: Francisco Ramos, Alex Soares, Vítor Pedrosa, Pipoca, Silva (Paulo Marques, Ferreira, Luís Rocha, Leandro)

Extremos: Juan José Bogado, Paulo Marques, Matheus Pereira, Daniel Podence (Leandro, Matías Meza)

Pontas-de-lança: Marquinhos, Grejohn Kyei, Leandro

 

11 nacionalidades e apenas Juan José Bogado não fala português, no entanto, o espanhol é suficientemente parecido para não haver quaisquer tipos de problemas nesse aspeto. O Anthony Verkoelen ainda terá de melhorar um pouco o seu português, mas já consegue comunicar no nosso idioma.

 

Fazendo uma análise posição a posição e, quase, jogador a jogador.

 

Guarda-redes: A luta será entre o Guilherme Caldeira e o Kadú, o Seydou Sy e o França fizeram uma boa época, ficou o que pediu menos para renovar, no entanto, não sairá de terceiro guarda-redes. O posto não tem dono atribuído e, apesar do Guilherme Caldeira ter sido dono do lugar no ano passado, não há titular absoluto.

 

Lateral direito: É a posição mais fraca do plantel, a sua escassez no mercado inflaciona os preços e decidimos ir buscar o melhor lateral direito da Segunda Liga para competir com o Miguel Lopes. O Matías Meza ainda está num processo de adaptação à posição e eu já conto com ele quase exclusivamente para este lugar, no entanto, ainda não me sinto confiante com ele a titular. À partida o lugar será do Anthony Verkoelen, mas não será um lugar cativo, até porque a época passada acabou com o Mario César aqui e o Luís Rocha à esquerda, o que pode muito bem vir a repetir-se.

 

Lateral esquerdo: Talvez seja a única posição onde haverá lugar cativo e, mesmo assim, o Luís Rocha pode vir a ter imensos minutos se a lateral direita fracassar e o Mario César tiver de ir para lá.

 

Defesas centrais: A chegada do Dedryck Boyata vem baralhar as contas e ficamos com 4 centrais de grande qualidade. À partida, o lugar será do Válter e do Dedryck Boyata, mas o Carlos Henrique e o João Pedro estarão à espreita. O Marc Bola é um excedentário que tenho todo o gosto em ter no plantel, se se arranjar um lugar para ele rodar esta época, muito bem, se não, não há qualquer problema.

 

Médio defensivo: Será uma luta muito interessante, o Sanã Seidi ficará pela sua quarta época consecutiva emprestado, ainda que, desta vez, o salário seja suportado por nós, mas, este ano, tem concorrência como nunca teve, o Ferreira vem para ganhar o lugar e disputá-lo. Talvez a posição onde espero mais luta pelo lugar no onze.

 

Médios centro: No ano passado, o Vítor Pedrosa acabou por ganhar o lugar ao Alex Soares, já em declínio. Este ano, o Alex Soares será a quinta opção para o lugar, mas as chegadas do Silva e do Pipoca remetem, novamente, o Vítor Pedrosa para um lugar de suplente. Apenas podem jogar dois e entre Francisco Ramos, Pipoca e Silva haverá, certamente, luta, no entanto é com orgulho que digo que estou muito bem servido nesta posição, com o Vítor Pedrosa a ter um papel importantíssimo quando precisarmos de velocidade no jogo.

 

Extremos: A direita está, e bem, entregue. O Matheus Pereira é dono e senhor do lugar e só uma catástrofe poderá dar o lugar ao Daniel Podence, ou, quem sabe, ao Matías Meza e ao Leandro, ainda que sejam mais improváveis estes dois. Na esquerda, o Paulo Marques renovou o contrato de empréstimo a troco de uma comissão mensal, mas o Juan José Bogado é também um jogador interessantíssimo. Se o Paulo Marques tiver a sorte a nível físico do ano anterior, está decidido quem será o titular e temos um argentino no onze, se o Paulo Marques não se lesionar, será mais um lugar interessante de acompanhar.

 

Ponta-de-lança: Aqui reside o único lugar onde sinto que a contratação não pode almejar à titularidade para já, o Leandro tem imenso valor, mas fez os 20 anos ontem e ainda não é melhor que o Marquinhos. Contudo, quero relembrar que no ano passado o Marquinhos chegou a perder o lugar para o Grejohn Kyei que, este ano, será provavelmente a terceira opção, portanto, com o Leandro aqui, o Marquinhos tem concorrência ainda mais feroz. Para além disso, senti que era mesmo necessário contratar um bom ponta-de-lança que o contrato do Marquinhos com o Fluminense acaba em Dezembro, o que significa que o contrato de empréstimo connosco também finda nesse período. Tentaremos contratá-lo a definitivo, mas, nestes assuntos, o futuro é demasiado incerto para arriscar, assim, se o Marquinhos não ficar, o Leandro assumirá o lugar de ponta-de-lança sem problemas e apenas temos de procurar uma segunda ou terceira opção, sendo que, na falta de melhor, há sempre o Leandro Hercílio e, com ele, o Leandro e Grejohn Kyei, não ficaremos mal servidos.

 

Quanto ao jogo frente à AS Roma, levei no 11 titular todos os reforços e, nas posições onde não há reforços, os presumíveis titulares, exceto na baliza, onde ainda não consegui decidir, acabando por ficar Guilherme Caldeira na baliza, Anthony Verkoelen, Válter, Dedryck Boyata e Mario César na defesa, Ferreira à frente desta linha de quatro homens, Silva e Pipoca no meio-campo, Matheus Pereira, Leandro e Juan José Bogado como homens mais avançados. Como tenho 27 jogadores, tive de abdicar de 4 homens para este jogo e ficaram de fora Seydou Sy, Miguel Lopes, Marc Bola e Alex Soares.

 

Do outro lado apareceu uma AS Roma, comandada por Stale Solbakken, em 4-1-4-1 com Nicholas Battaiola na baliza, Mapou Yanga-Mbiwa na direita da defesa, Alessio Romagnoli na esquerda e Jurandir ao lado de Virgil van Dijk no centro. Diego Poyet à frente do quarteto defensivo e uma linha com Juan Iturbe na direita, Lucas Leiva e Marco Benassi no meio e o júnior Fabio Scopigno na esquerda. O ataque ficaria da responsabilidade de Tony Sanabria.

 

O jogo foi bem jogado e podia ter dado para qualquer um dos lados, mas sorriu-nos a nós com um golo de Sanã Seidi, a responder da melhor forma a um livre marcado da esquerda por Matheus Pereira, e outro de Marquinhos que foi qualquer coisa de fantástico, uma excelente forma de finalizar a pré-época. 2-0 frente ao finalista da Liga Europa é um excelente resultado e vamos lançados para o que nos espera.

 

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Chaves 2 - 0 Roma

 

Estamos prontos para o início da época, uma primeira jornada com um Sporting vs. Benfica e um Braga vs. Chaves, com os campeões nacionais a visitarem o Estoril. Ao nível do comando técnico, o Porto contratou Massimiliano Allegri para suprir a ida de André Villas-Boas para a seleção nacional e os outros quatro primeiros continuam com os mesmos treinadores. Leonardo Jardim no Benfica, eu no Chaves, Domingos Paciência no Sporting e António Caetano no Braga.

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Época europeia

 

Nos Jogos Olímpicos, Portugal ficou-me pelos Quartos-de-final, perdendo 2-1 frente à Espanha, num jogo em que tive imensos mixed feelings. Ficou Espanha vs. Alemanha e Holanda vs. Argentina nas meias-finais, a Alemanha venceu por 1-0 e a Holanda precisou do prolongamento para chegar à final com um 2-3. Na disputa do Bronze, a Argentina venceu por 1-0 e o Ouro foi para a Holanda, que bateu a Alemanha por 1-3.

 

Começava a época em que eu me iria estrear nas competições europeias e em que o Chaves regressaria às mesmas mais de 30 anos depois. Mas, antes disso, o mês de Agosto reservava-nos uma visita a Braga e à Madeira e a receção ao Arouca.

 

Citação do jornal "Record" online

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Muitas estreias na lista para Braga

Guilherme de Melo convoca os 7 reforços

 

Anthony Verkoelen, Dedryck Boyata, Ferreira, Silva, Pipoca, Juan José Bogado e Leandro são nomes que aparecem na lista de convocados de Guilherme de Melo para o duelo frente ao Braga, podendo estrear-se na Liga NOS logo na primeira jornada.

 

O jovem treinador português chamou 20 jogadores, ficando de fora Seydou Sy, Miguel Lopes, Marc Bola, Carlos Henrique, Alex Soares, Daniel Podence e Grejohn Kyei.

 

Lista de convocados:

 

Guarda-redes: Guilherme Caldeira e Kadú;

 

Defesas: Anthony Verkoelen, Matías Meza, Mario César, Luís Rocha, Dedryck Boyata, Válter e João Pedro;

 

Médios: Sanã Seidi, Ferreira, Francisco Ramos, Vítor Pedrosa, Pipoca e Silva;

 

Avançados: Juan José Bogado, Paulo Marques, Matheus Pereira, Marquinhos e Leandro.

 

De fora dos 18 escolhidos para o jogo ficaram Matías Meza e Vítor Pedrosa.

 

Braga (4-2-3-1): Cristiano, Bruno Pereirinha, Sasso, Aderlan Santos, Juan Carlos, Nikola Vukcevic, Zé Eduardo, Felipe Pardo, Rafa, Salvador Agra e Agdon;

Chaves (4-3-3): Kadú, A. Verkoelen, Valter, D. Boyata, Mario César, S. Seidi, Silva, Francisco Ramos, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos.

 

Com 3 reforços no onze, aos 3 minutos já Juan Carlos fazia falta sobre Matheus Pereira dentro da área. Penalty, Francisco Ramos chamado a converter e o primeiro golo na época 2020/2021 do Chaves tinha a assinatura do médio português.

 

No entanto, a vantagem apenas durou 10 minutos, pois Agdon estourou a bola para dentro da baliza, fazendo o 1-1 sem hipóteses de defesa para Kadú.

 

O Braga estava ligeiramente melhor, mas as oportunidades mais perigosas eram nossas, no entanto Marquinhos e Matheus Pereira falharam duas vezes na cara do guarda-redes dois lances extremamente fáceis de finalizar durante a primeira parte.

 

Ao intervalo, Silva, tocado, saiu, dando lugar à estreia de Pipoca.

 

Na segunda parte, um livre a 30 metros de Rafa deu a vantagem à equipa da casa e logo a seguir Válter comete penalty sobre Rafa, Agdon na marcação não falhou e, do nada, um jogo que começava a ter um ascendente nosso estava 3-1.

 

4-2-4 com Leandro a entrar para o lugar de Válter, horrível durante o jogo de hoje, mas o Braga até começou a ter mais ascendente a jogar contra apenas dois homens no meio-campo.

 

Aos 82 minutos, Agdon fez o hat-trick, confirmando um início de época vergonhoso para os meus homens. Ainda houve tempo para Ferreira, que entrou para o lugar de Francisco Ramos, reduzir, mas já era tardíssimo e 4-2 foi o resultado final.

 

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Braga 4 - 2 Chaves

 

Seguia-se o Arouca que havia perdido em casa contra os recém-promovidos UD Leiria por 0-2. Era fulcral conquistar os 3 pontos se queríamos almejar uma época semelhante à anterior, mas mantive a confiança nos 11 que tinham caído em Braga.

 

Chaves (4-3-3): Kadú, A. Verkoelen, Valter, D. Boyata, Mario César, S. Seidi, Silva, Francisco Ramos, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos;

Arouca (4-5-1): M. Franco, Iván Balliu, Derlan, Alan Fialho, Adama Traoré, Zacarias, Mikel Agu, Cleyton, Nildo, Yago Henrique e Paulo José.

 

Entrámos a perder com um golaço de Paulo José aos 4 minutos e, a partir daí, o jogo ia ser outro. A minha equipa tentou reagir, mas o Arouca vinha com a lição bem estudada e não nos deixava entrar no último terço do terreno.

 

Até que a chave apareceu pela direita e Verkoelen cruzou para Marquinhos fazer o 1-1 aos 21 minutos. Mandei-os continuar porque só os três pontos interessavam, mas eles decidiram abrandar e isso permitiu a Zacarias fazer a jogada toda para o 1-2, deixando apenas a Paulo José o trabalho de finalizar.

 

Até ao intervalo pouco mais se viu e o jogo foi mesmo para a interrupção com o Arouca a vencer por 1-2.

 

4-2-4 com Leandro a render Válter, mas não entrámos com a vontade que eu queria para trazer os 3 pontos. No entanto a sorte sorriu e uma confusão na área depois de um canto permitiu a Alan Fialho fazer o 2-2 com um auto-golo aos 56 minutos.

 

Talvez este golo tenha ajudado a equipa a acreditar na vitória e seguiram-se minutos intensos da nossa parte, mas com uma quantidade imensa de golos falhados que acabaram por sentenciar a partida.

 

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Chaves 2 - 2 Arouca

 

O campeonato começava pessimamente e era inaceitável ter apenas 1 ponto em dois jogos, sobretudo com a fraca qualidade de jogo que vínhamos a apresentar. Era preciso melhorar e já contra o CD Nacional.

 

Mas durante esta semana foi o sorteio para a fase de grupos da Liga Europa em que éramos quartos cabeça de série. Com o Diretor Desportivo presente, Celcinho, o sorteio mandou-nos para um grupo difícil com 3 clubes conhecidos de toda a gente. Os italianos da Sampdoria, os croatas do Croácia Zagreb e os gregos do PAOK.

 

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No entanto, a concentração tinha de estar na Madeira e foi para a Madeira que nos dirigimos.

 

CD Nacional (4-4-1-1): Gottardi, Zainadine Júnior, Jorginho, Luiz Félix, Danilo Avelar, Piqueti, H. Carapinha, António Luís, Jean Carlos, David Simão e Rui Fonte;

Chaves (4-3-3): Kadú, A. Verkoelen, Valter, D. Boyata, Mario César, S. Seidi, Silva, P. Marques, Matheus Pereira, J. Bogado e Marquinhos.

 

Entrámos melhor que a equipa da casa, mas sem criar grandes oportunidades de perigo. A aposta em Paulo Marques no centro do terreno retirava-nos alguma cautela defensiva, mas dava-nos outra criatividade ofensiva e foi nisso que apostei, mas sem sucesso.

 

Até que Paulo Marques descobre Anthony Verkoelen na direita com um excelente passe, o holandês entra na área, cruza rasteiro e Matheus Pereira faz o seu primeiro golo da época. 25 minutos, 0-1.

 

Assim ficou até ao intervalo, com o Nacional a tentar reagir, mas sempre sem sucesso. No intervalo, Pipoca entrou para o lugar de Paulo Marques, lesionado.

 

Na segunda parte, voltámos a entrar fortes e aos 52 minutos, de novo pela direita e com Anthony Verkoelen na jogada, a bola chega a Marquinhos, que serve Matheus Pereira para o 0-2. A primeira vitória da época parecia estar perto.

 

Mas Matheus Pereira já tinha bisado e era uma ameaça para o Nacional, que se encarregou de o lesionar, proporciando a estreia de Daniel Podence na época 2020/2021.

 

Francisco Ramos ainda entrou por Silva e António Luís, já aos 90, reduziu para 1-2 depois de conduzir bem pela direita, mas 2 minutos depois Dedryck Boyata sentenciou o jogo, fazendo o 1-3 depois de um canto de Francisco Ramos.

 

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CD Nacional 1 - 3 Chaves

 

Conseguida a primeira vitória, este mês tinha sido, na mesma, uma desilusão, 4 pontos em 3 jogos é bastante abaixo daquilo que queremos e podemos fazer.

 

Classificação no final de Agosto

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Mas o meu mês não acabava sem antes fazer a minha convocatória como selecionador espanhol para a deslocação à Itália, para não variar, para a UEFA Nations Cup.

 

  1. David De Gea - Guarda-redes - Manchester United
  2. Fernando Pacheco - Guarda-redes - Galatasaray
  3. Juan Soriano - Guarda-redes - Sevilla
  4. César Azpilicueta - Lateral direito - Chelsea
  5. Dani Carvajal - Lateral direito - Real Madrid
  6. Álex Grimaldo - Lateral esquerdo - Barcelona
  7. Juan Bernat - Lateral esquerdo - FC Bayern
  8. Sérgio Ramos - Defesa central - Real Madrid
  9. Iñigo Martínez - Defesa central - Real Sociedad
  10. Jesús Vallejo - Defesa central - Arsenal
  11. Javi Martínez - Médio defensivo - FC Bayern
  12. Sergio Busquets - Médio defensivo - Barcelona
  13. Sergi Samper - Médio defensivo - Paris SG
  14. Koke - Médio central - Atlético Madrid
  15. Óliver - Médio ofensivo - Barcelona
  16. Marco Asensio - Médio ofensivo - Manchester City
  17. Unai López - Médio ofensivo - Real Madrid
  18. Isco - Médio ofensivo - Real Madrid
  19. Denis Suarez - Médio ofensivo - Valencia
  20. Gerard Deulofeu - Extremo - Real Sociedad
  21. Ayoze Pérez - Ponta-de-lança - Arsenal
  22. Diego Costa - Ponta-de-lança - Chelsea
  23. Paco Alcácer - Ponta-de-lança - Manchester City

5 possíveis estreias, Fernando Pacheco, Álex Grimaldo, Unai López, Marco Asensio, Sergi Samper, numa convocatória perto da máxima força, faltando apenas José Gayà, do Atlético Madrid, e Marc Bartra, do Barcelona, lesionados, daqueles que, para já, fariam parte dos meus 23 preferidos.

Editado por Carlos Gouveia

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Com a ida para Lisboa a aproximar-se, começo a ficar com menos tempo, não prometo que amanhã haja atualização, mas vou tentar

 

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Mexidas e estreias

 

31 de Agosto foi um dia ativo com duas entradas e uma saída. Um bom encaixe financeiro, uma saída a custo zero e duas entradas que, parece-me, vão diretas para o 11 titular.

 

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12.500.000€ mais 50% da próxima transferência, um negócio fantástico por um lateral muito promissor, mas que nos deixa sem problemas financeiros para os próximos dois anos.

 

As entradas foram para a baliza e para o lugar deixado vago por Mario César, 325.000€ foram dados pelo guarda-redes e o lateral esquerdo veio a custo zero.

 

13 - Antonio Mirante - Guarda-redes - Hellas Verona

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23 - José Ángel - Lateral esquerdo - FC Porto

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Tentei colocar o Seydou Sy, mas não consegui e ficarei com quatro guarda-redes. Fechava-se assim o período de transferências, mexido, com o Arsenal a gastar imenso e a reforçar-se em força para o ataque ao título em 2021.

 

Julho

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Agosto

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Um mercado altamente movimentado e com muito dinheiro pelo meio, sendo que mesmo em Portugal houve grandes transferências. O Leiria acabou por gastar 3,6M€, com a contratação de Elio Capradossi ao Sassuolo (1,5M€), Tiago Cassilha ao Goiás (975m€) e Fernando Castanheira à Académica (700m€) a fazerem grande parte desse bolo. Mas foram as saídas de Portugal que foram destaque. O Liverpool ofereceu 19.000.000€ ao Sporting e levou Jonathan Silva, o Manchester United deixou 18.750.000€ no Porto para levar Danilo e o Barcelona deixou 15.250.000€ em Lisboa para levar Alberto Moreno. Alireza Jahanbakhsh também abandonou o clube da luz a troco de 8.500.000€, indo para o West Bromwich.

 

Em sentido inverso, o Benfica trouxe Rodrigo de volta por 7.500.000€, fazendo o hispano-brasileiro deslocar-se de Paris para Lisboa. Terra abandonou o Grémio e foi para o Porto a troco de 5.250.000€. Dario Del Fabro também foi para o Porto vindo do AC Milan por 2.100.000€. E o Luca Bittante deixou o Genoa e foi para o Sporting a troco de um milhão e meio de euros.

 

Assim sendo, era hora de mandar a lista dos jogadores que queríamos na Liga Europa para a UEFA. Antonio Mirante, Guilherme Caldeira, Kadú, Miguel Lopes, Anthony Verkoelen, Luís Rocha, José Ángel, Dedryck Boyata, Carlos Henrique, Válter, João Pedro, Sanã Seidi, Ferreira, Francisco Ramos, Vítor Pereira, Pipoca, Silva, Matheus Pereira, Daniel Podence, Juan José Bogado, Paulo Marques, Marquinhos e Leandro foram os escolhidos. De fora ficaram Seydou Sy, Marc Bola, Alex Soares, Matías Meza e Grejohn Kyei. Não deixa de ser um risco levar apenas dois pontas-de-lança e estive até à última para decidir entre um guarda-redes e Grejohn Kyei. Acabei por levar os dois guarda-redes, deixando o ganês de fora. Levei três guarda-redes porque ainda não estou completamente convencido do que vai ser titular.

 

Passando às seleções, antes do jogo contra a Itália, Isco e Denis Suárez lesionaram-se e Fede Vico, médio ofensivo do Anderlecht, e Sergi Roberto, médio centro do Crystal Palace, foram chamados, com ambos a poderem fazer a sua estreia pela seleção espanhola.

 

Com a Bélgica e a Itália no nosso grupo da UEFA Nations Cup, o primeiro jogo era no Olímpico de Roma e eu ia voltar a ir à Itália como estreia na seleção espanhola.

 

Itália (4-3-1-2) - Vincenzo Montella

S. Sirigu

M. De Sciglio - D. Rugani - L. Caldirola - C. Biraghi

A. Florenzi - M. Kranevitter - L. Crisetig

G. Bonaventura

L. Insigne - D. Berardi

 

vs.

 

Diego Costa - P. Alcácer

M. Asensio - Koke - Óliver

S. Busquets

J. Bernat - J. Vallejo - S. Ramos - D. Carvajal

D. De Gea

Espanha (4-1-3-2) - Guilherme de Melo

 

Entrámos melhor que os transalpinos, mas essa força não se traduzia em golos, nem em oportunidades de perigo, com exceção de uma protagonizada por Koke, que não conseguiu dar o melhor seguimento à bola.

 

Juan Bernat, a cinco minutos do intervalo, saiu por César Azpilicueta, por lesão e o 0-0 manteve-se até ao apito que marcou o meio do jogo, numa primeira parte marcada pela fraca construção no meio-campo.

 

Mas, na segunda parte, foi a linha de três homens que deu o mote para o golo. Marco Asensio para Koke, que dá na direita para Óliver e o ex-portista, atualmente no Barcelona, serve Paco Alcácer que, aos 49 minutos, bate Sirigu e faz o 0-1.

 

Mas a Itália não se deixou estar muito tempo a perder e um erro de Sergio Ramos combinado com um frango de De Gea permitiu a Bonaventura fazer o 1-1 logo aos 53 minutos.

 

O jogo passou a ser mais dividido, mas as oportunidades escasseavam para os dois lados, até que Dani Carvajal fez um cruzamento milimétrico para Paco Alcácer que, aos 70 minutos, bisou, pondo la roja em vantagem novamente.

 

Javi Martínez para o lugar de um Diego Costa extremamente apagado e consequente recuar de linhas um pouco e, nem 10 minutos depois, Sergi Roberto estreou-se na seleção espanhola, entrando para o lugar de Óliver, muito fatigado.

 

Ambas as equipas apenas utilizaram os laterais para dar largura e o centro estava sobrepopulado, até que a Itália começou a tentar usar a ala direita para criar perigo no que restava do jogo. Um ligeiro ajuste com Paco Alcácer a ajudar a travar as subidas de Mattia De Sciglio foi suficiente e a Itália nunca esteve perto do 2-2.

 

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Itália 1 - 2 Espanha

 

De volta a Chaves, iríamos defrontar uma equipa que teve um investimento considerável e que estava de volta ao principal escalão do futebol nacional, desta vez dominado por hongkonguianos, o União de Leiria.

 

Chaves (4-3-3): A. Mirante, A. Verkoelen, D. Boyata, Válter, Luís Rocha, S. Seidi, Silva, P. Marques, Matheus Pereira, J. Bogado e Marquinhos;

Leiria (4-5-1): T. Cassilha, Mateus Viveiros, Genivaldo Francisco, E. Capradossi, Toquinho, Tinguinha, Felipe Araruna, Ikaro, Rominho, P. Nuzzo e Joanderson.

 

Com José Ángel ainda fora de forma, apenas Antonio Mirante tinha a oportunidade de se estrear com este belo símbolo ao peito e, mesmo a defrontar uma equipa que tinha 7 pontos em 3 jogos, depressa percebemos que o Leiria não era o candidato à Europa que a imprensa já começava a criar. O meu trabalho fez mal a muita gente, agora pensam que subir e ir à Europa é natural.

 

O Leiria só criava algum perigo de bola parada e nós desperdiçávamos oportunidades com bola corrida, com Tiago Cassilha a fazer cinco grandes intervenções e Antonio Mirante a ter de se aplicar aplicar por duas vezes.

 

Na segunda parte, Válter faz um penalty e Tinguinha pôs o Leiria a vencer aos 53 minutos. Grejohn Kyei entrou para o lugar Juan José Bogado e 4-2-4 em campo.

 

Nem 10 minutos durou a vantagem da equipa da cidade do Lis e, após bola parada de Matheus Pereira, Marquinhos fez o 1-1. O 4-2-4 permaneceu e aos 91 minutos, Grejohn Kyei ainda fez o 2-1, mas já em fora-de-jogo.

 

O jogo terminou mesmo empatado, contra tudo aquilo que se passou nos 90 minutos, mas os pontos foram divididos e ficou bem vincada a necessidade que nós temos de ainda melhorar.

 

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Chaves 1 - 1 Leiria

 

Era então o momento de nos estrearmos nas competições europeias e seria o PAOK que iria apadrinhar o regresso do Chaves à Europa. Com todos os inscritos disponíveis, apostei num 11 comum, com alguns retoques.

 

Chaves (4-3-3): A. Mirante, A. Verkoelen, D. Boyata, Válter, Luís Rocha, Ferreira, Silva, Francisco Ramos, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos;

PAOK (4-3-3): V. Psyllias, M. Milec, Miguel Vítor, L. Gonzalez, Yuri, I. Amadou, Rubén Pérez, C. Noboa, Lucas, William e S. Giovinco.

 

Surpreendentemente com o favoritismo do nosso lado, defrontávamos o PAOK com ideias de vencer o jogo e não podia ter começado melhor o nosso regresso à Liga Europa, com Matheus Pereira a fazer o primeiro logo aos 5 minutos depois de assistido por Francisco Ramos.

 

Nos minutos que se seguiram, o PAOK não conseguiu reagir e o 2-0 esteve próximo por mais do que uma vez, mas uma combinação entre remates falhados e Psyllias impediram-no e Válter mostrou que estava em péssima forma fazendo mais um penalty desta vez sobre Lucas. Quem sofreu, marcou e não falhou. 1-1 aos 19 minutos.

 

O golo acordou os gregos que procuraram a reviravolta no marcador, mas, aos poucos, voltámos a comandar os destinos do jogo, com Francisco Ramos a tomar conta de todo o meio-campo. E, ainda na primeira parte, o médio português teve o seu prémio, recebendo uma bola de Ferreira e enviando-a para dentro das redes defendidas por Psyllias aos 43 minutos. Fixando o resultado ao intervalo em 2-1.

 

Entrámos na segunda parte a vencer, mas a saber que ia ser complicado manter a vantagem. O PAOK entrou forte, mas nunca esteve perto do golo, até que aos 60 minutos dá-se o primeiro revés. Luís Rocha lesionado e, sem José Ángel nos convocados, por falta de forma física, era preciso usar uma adaptação na esquerda. Luís Rocha sai, Carlos Henrique entra e Válter para a esquerda.

 

Logo a seguir, foi a vez de Francisco Ramos sair lesionado, dando o lugar a Pipoca com 25 minutos de jogo pela frente. Mas se todos os revés forem assim, eu serei um treinador feliz, porque, nem 10 minutos depois de entrar, Pipoca assinou um verdadeiro golaço.

 

Vítor Pedrosa entrou para o lugar de Silva desta vez por opção técnica, mas o jogo estava decidido e o PAOK sabia isso perfeitamente e também não fez nada para mudar essa decisão.

 

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Chaves 3 - 1 PAOK

 

Sem Francisco Ramos, lesionado por 3 semanas, era altura de preparar a receção ao Moreirense, uma equipa que trazia também 5 pontos para este jogo, mas que não tinha tido um jogo europeu a meio da semana, que obrigou a fazer algumas mudanças.

 

Chaves (4-3-3): A. Mirante, M. Lopes, D. Boyata, Carlos Henrique, José Ángel, Ferreira, V. Pedrosa, Pipoca, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos;

Moreirense (4-5-1): Carlinhos, D. Moura, A. Cerqueira, Tobias Figueiredo, Ronan, A. Sainrimat, Allan, Dudu, Luis Gustavo, A. Preciado e Marcelo.

 

No jogo que marcava o regresso de Miguel Lopes à competição, foi a ação do lateral direito internacional português que permitiu o canto que deu origem ao 1-0 logo aos 2 minutos por Pipoca.

 

O jogo continuou a ser dominado por nós, mas o Moreirense ia tentando o empate de quando em vez, até que José Ángel, a fazer a sua estreia absoluta como jogador do Chaves, assistiu Marquinhos para o 2-0. Infelizmente a bandeirola estava levantada e impediu o golo.

 

A segunda parte começou com um golo do Moreirense depois de uma muito boa jogada finalizada por Ayrton Preciado. Tentámos reagir, mas nunca conseguimos ter uma reação convincente.

 

4-2-4 já sem Marquinhos, depois de uma exibição horrível. Daniel Podence e Silva já em campo e aos 89 minutos foram os entrados Daniel Podence e Leandro que fizeram o 2-1 quando já tudo esperava mais um empate.

 

4-3-3 de novo em campo, mas sempre a tentar comandar o jogo nos 5 minutos que faltavam e a equipa de Moreira de Cónegos não conseguiu sequer lutar pelo ponto, fazendo com que chegássemos aos 8 pontos apenas na 5ª jornada.

 

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Chaves 2 - 1 Moreirense

 

Para fechar Setembro só faltava a deslocação a um palco complicadíssimo, mas onde no ano passado fomos felizes: Estádio do Dragão, frente ao campeão nacional, mas com um início de época muito fraquinho, encontrando-se agora em 11º com tantos pontos quantos jogos, 5.

 

Porto (4-3-1-2): R. Fonseca, N. Radoja, Maicon, B. Martins Indi, Alex Sandro, Ruben Neves, Terra, M. Cassamá, Kelvin, L. Díaz e J. Martínez;

Chaves (4-3-3): A. Mirante, A. Verkoelen, D. Boyata, Válter, José Ángel, Ferreira, Silva, Pipoca, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos.

 

Com o orgulho ferido, o Porto vinha para este jogo a tentar mandar no encontro e aos 7 minutos Jackson Martínez fez mesmo o primeiro, sem hipóteses para Antonio Mirante.

 

Mas o golo alheio acordou-nos e começámos a ter mais presença em campo, presença essa que resultou numa grande jogada pela esquerda, com José Ángel a dar em Pipoca, que deu em Paulo Marques que, já dentro da área, assistiu Silva para um remate colocado sem hipóteses para o jovem Rui Fonseca aos 19 minutos.

 

O Porto voltou a carregar, mas Ferreira, de muito longe, fez um passe fantástico para Marquinhos que, na cara de Rui Fonseca, não falhou e, em 3 minutos, estava feita a reviravolta no marcador.

 

Tempo para o Porto ripostar, mas nós estávamos atentos e conseguíamos defender sem grandes sobressaltos, até que, já a queimar o quadragésimo quinto minuto, Paulo Marques quase festejou o terceiro, mas Rui Fonseca fez uma defesa impossível, impedindo a equipa da casa de ir para o intervalo com uma desvantagem de dois golos.

 

O Porto entrou mais forte na segunda parte e Pipoca começou a acusar a pressão de jogar num estádio desta dimensão, o que me fez apostar em Vítor Pedrosa para o seu lugar.

 

Os dragões atacavam, mas o seu fogo era pequeno e as melhores oportunidades eram mesmo para a equipa de Chaves, que fazia tremer a defesa azul-e-branca com algumas incursões.

 

Anthony Verkoelen também se mostrou pouco habituado a estas andanças e depois de um jogo com alguns erros deu lugar a Carlos Henrique, passando Válter para a direita.

 

O Porto via o tempo a passar e tentava de tudo para conseguir o empate, com Idrisa Sambú a ter a melhor oportunidade de toda a segunda parte, mas a falhá-la aos 75 minutos. O tempo não parava e eu ainda tinha uma substituição por fazer com Sanã Seidi, Luís Rocha e Daniel Podence no aquecimento, decidi chamar Sanã Seidi e tirar Matheus Pereira, num claro recuar de linhas aos 84 minutos.

 

Não conseguiram jogar mais, a alteração tática segurou completamente o meio-campo e anulou quaisquer incursões da equipa da Invicta, assegurando assim a segunda vitória para a liga no Estádio do Dragão em dois jogos.

 

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Porto 1 - 2 Chaves

 

Setembro acabava por ser um mês muito bom. O empate frente ao Leiria não foi bom, mas a vitória frente ao PAOK e frente ao Porto podem começar um caminho de sucesso.

 

Classificação no fim de Setembro

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Uma vitória no próximo jogo colocar-nos-á na média da época passada, 2 pontos por jogo, mas primeiro vamos a Génova defrontar a Sampdoria, sendo que Outubro apenas terá dois jogos para Liga, ambos em casa, frente ao Beira-Mar e ao Rio Ave, no entanto será um mês cheio, com a visita à Croácia para defrontar o Croácia Zagreb, com a estreia na Taça de Portugal 2020/2021 e com as receções à Itália e à Croácia como selecionador espanhol. Um mês com 7 jogos, a fazer lembrar um passado que já parece longínquo, mas foi apenas há duas épocas.

Editado por Carlos Gouveia

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Viagens europeias

 

Outubro começou com a convocatória para a seleção espanhola para os jogos contra a Croácia e a Itália. Apesar de não ser Portugal, é sempre motivo de orgulho representar uma seleção monárquica, cujo Rei ainda partilha o mesmo sangue que eu.

 

Apesar do sucesso na ida à Itália, a convocatória foi ligeiramente alterada, apesar da espinha dorsal ser a mesma.

 

  1. David De Gea - Guarda-redes - Manchester United
  2. Fernando Pacheco - Guarda-redes - Galatasaray
  3. Juan Soriano - Guarda-redes - Sevilla
  4. Martín Montoya - Lateral direito - Barcelona
  5. Dani Carvajal - Lateral direito - Real Madrid
  6. José Gayà - Lateral esquerdo - Atlético
  7. Juan Bernat - Lateral esquerdo - FC Bayern
  8. Sérgio Ramos - Defesa central - Real Madrid
  9. Iñigo Martínez - Defesa central - Real Sociedad
  10. Jesús Vallejo - Defesa central - Arsenal
  11. Javi Martínez - Médio defensivo - FC Bayern
  12. Sergio Busquets - Médio defensivo - Barcelona
  13. Koke - Médio central - Atlético Madrid
  14. Sergi Roberto - Médio central - Crystal Palace
  15. Óliver - Médio ofensivo - Barcelona
  16. Marco Asensio - Médio ofensivo - Manchester City
  17. Unai López - Médio ofensivo - Real Madrid
  18. Isco - Médio ofensivo - Real Madrid
  19. Julián Palacios - Médio ofensivo - Olympiacos (emp. Real Madrid)
  20. Gerard Deulofeu - Extremo - Real Sociedad
  21. Ayoze Pérez - Ponta-de-lança - Arsenal
  22. Diego Costa - Ponta-de-lança - Chelsea
  23. Paco Alcácer - Ponta-de-lança - Manchester City

 

Do outro lado da fronteira, ainda iria ter dois jogos antes de passar aos jogos internacionais. Génova era o primeiro destino e depois iríamos receber o Beira-Mar.

 

Citação do jornal "O Jogo" online

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20 jogadores de volta à Europa 32 anos depois

Os transmontanos levam 20 elementos para a Itália

 

Guilherme de Melo convocou 20 homens para aquele que é o regresso do Grupo Desportivo de Chaves às deslocações europeias. A última vez que tal aconteceu foi em 4 de Novembro de 1988, já lá vão quase 32 anos, onde o Chaves perdeu 3-1 frente ao Budapest Honvéd. Curiosamente, nos dois jogos que fez fora de portas, a equipa transmontana nunca venceu, tendo perdido o jogo na Hungria por 3-1, como já foi noticiado, e 3-2 na Roménia frente ao Universitatea Craiova, numa mão que acabou por vencer 4-4, valeram os dois golos marcados fora.

 

Para a deslocação à Itália frente à grande favorita do grupo, o jovem treinador flaviense chamou 20 jogadores, ficando à partida definido que dois ganharam um bilhete para a Itália, mas que apenas verão o jogo da bancada.

 

Dentro dos inscritos, de fora ficaram João Pedro, Miguel Lopes, ambos por opção, e Francisco Ramos, lesionado, sendo que, portanto, os selecionados foram os seguintes:

 

Guarda-redes: Guilherme Caldeira, António Mirante e Kadú

 

Defesas: Anthony Verkoelen, Luís Rocha, José Ángel, Dedryck Boyata, Válter e Carlos Henrique

 

Médios: Sanã Seidi, Ferreira, Vítor Pedrosa, Pipoca, Silva, Juan José Bogado, Paulo Marques, Daniel Podence e Matheus Pereira

 

Avançados: Marquinhos e Leandro.

 

De fora ficaram Guilherme Caldeira e Daniel Podence, sendo que o 11 foi dentro do normal.

 

Sampdoria (4-3-3): S. Romero, L. De Silvestri, Varela, D. Polenta, V. Regini, Lucas Silva, E. Badu, Kaan Ayhan, M. Gabbiadini, Robert e Geuvânio;

Chaves (4-3-3): A. Mirante, A. Verkoelen, D. Boyata, Válter, José Ángel, Ferreira, Silva, Pipoca, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos.

 

Sabíamos que o favoritismo estava todo do outro lado, mas também sabíamos que tínhamos uma identidade e que tínhamos acabado de vencer o campeão nacional com essa identidade, portanto sabíamos da nossa qualidade e tudo era possível desde que acreditássemos.

 

E foi mesmo isso que aconteceu aos 10 minutos. Jogada pela esquerda, combinação entre Marquinhos e Pipoca, Pipoca estoura, Sergio Romero defende de forma incompleta e Marquinhos, na recarga, faz o 0-1, gelando completamente o Estádio Luigi Ferraris.

 

7 minutos depois Paulo Marques deu em Marquinhos que, na cara do guarda-redes deixou Sergio Romero brilhar e impedir o 0-2, que mostrava que nós não vínhamos para a Itália facilitar ou jogar para o golinho, no entanto, logo a seguir, foi Antonio Mirante que brilhou frente ao seu clube de 2007/2008 e 2008/2009 impedindo Kaan Ayhan de marcar.

 

Depois disso, a Sampdoria só voltou a criar perigo já depois do minuto 40, mas Antonio Mirante ou a falta de pontaria deixaram o jogo ir para intervalo com 0-1 no placar, numa primeira parte em que fomos diminuindo o nosso domínio, mas em que estivemos muito bem.

 

A Sampdoria entrou na segunda parte da mesma forma que fechou a primeira, atacando mais, mas com pouca organização e a nossa defesa comportava-se exemplarmente. Até que Marquinhos teve a, até então, melhor oportunidade da segunda parte, esbarrando em Sergio Romero quando eu já me preparava para festejar o golo aos 62 minutos.

 

Matheus Pereira sai por Sanã Seidi, Silva sai por Vítor Pedrosa, o primeiro por opção e o segundo por lesão, para os 20 minutos que faltavam, deixando Luís Rocha, Carlos Henrique e Leandro no aquecimento.

 

10 minutos passaram, Luís Rocha já pronto para entrar, adio a substituição para defender um canto e golo de Emmanuel Badu na sequência do canto. José Ángel ia fazer os 90 minutos, Luís Rocha não ia entrar e Leandro entrava para o lugar de Ferreira, numa tentativa de recuperar os 2 pontos perdidos.

 

O jogo da Sampdoria aqueceu e deixou Sanã Seidi tocado e Válter lesionado. A jogar com dez e um desses dez condicionado, era preciso defender o ponto que tínhamos na Itália e voltei a mandá-los recuar e a Sampdoria ainda teve um lance de perigo, mas não concretizou e saimos da Itália com 1 ponto.

 

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Sampdoria 1 - 1 Chaves

 

Acaba por ser um excelente resultado empatar naquele que é, teoricamente, o campo mais difícil deste grupo e começa a abrir a esperança da passagem à fase seguinte, mas isso ainda é para Dezembro e ainda estamos em Outubro, sendo que era preciso pensar no jogo frente ao Beira-Mar que já não pontuava desde a segunda jornada e, portanto, iria tentar tudo por tudo para pontuar em Chaves.

 

Chaves (4-3-3): A. Mirante, A. Verkoelen, D. Boyata, Carlos Henrique, Luís Rocha, Ferreira, V. Pedroso, Pipoca, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos;

Beira-Mar (4-5-1): Ricardo, Jefferson, Alessandro, Ricardo Alves, Brinquedo, Hélder Costa, Marcos Vinícius, Edú, Renato Sanches, L. Chaparro e Rubens.

 

A jornada europeia tinha feito baixas, com Silva e Sanã Seidi lesionados e José Ángel e Válter muito cansados e, portanto, o onze teve de sofrer algumas alterações.

 

Como era expectável, o controlo começou por ser todo nosso e o veterano Ricardo Nunes teve alguns lances onde teve de intervir para evitar que nos puséssemos em vantagem durante a primeira parte.

 

No entanto, apesar de todo o domínio, o nosso jogo não era entusiasmante e as oportunidades flagrantes escasseavam, com o Beira-Mar a conseguir fazer um bom jogo no plano defensivo durante toda a primeira parte.

 

Na segunda parte entraram os mesmos onze que saíram, mas aos 53 minutos Anthony Verkoelen teve de sair por lesão, entrando Miguel Lopes para o seu lugar.

 

O futebol dentro das quatro linhas não me agradava e isso motivou a saída de Pipoca para a entrada de Leandro com o 4-2-4 a ser aplicado com ainda 30 minutos para jogar. Os dois avançados conseguiram desbloquear a defesa da equipa aveirense por uma vez, mas um fora-de-jogo impediu o golo de Matheus Pereira, mas, aos 63 minutos, Matheus Pereira marcou mesmo, aproveitando um falhanço de Marquinhos depois de um excelente passe de Leandro que Ricardo Nunes não conseguiu defender com sucesso.

 

O 4-3-3 iria voltar e Alex Soares já se preparava para entrar para o lugar de Marquinhos, mas uma lesão mudou os planos todos, Leandro teve de sair, devido a uma lesão que o deixará mais de um mês lesionado, entrando Alex Soares para o seu lugar, estreando-se assim na época 2020/2021.

 

Daí até ao fim do jogo não houve mais nada a registar e o Beira-Mar nem perto esteve de fazer o 1-1, o jogo terminou com a única equipa que procurou os pontos a conseguí-los na totalidade.

 

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Chaves 1 - 0 Beira Mar

 

Era a hora de me concentrar na seleção espanhola, sem Julián Palacios, lesionado, e com Gerard Piqué, central da Juventus que dispensa apresentações, no seu lugar, naquilo que poderia muito bem ser a despedida do central catalão, ficando apenas a dúvida se Sérgio Ramos iria manter a braçadeira ou se voltaria Gerard Piqué a capitanear a seleção, ele que tinha sido capitão no Euro 2020.

 

Para mim, o Gerard Piqué é uma espécie de quinto central da seleção, sendo que há quatro jovens com potencial que a qualquer momento serão chamados aos trabalhos da seleção, ultrapassando o veterano Piqué, como tal, a braçadeira ficará com o Sérgio Ramos que, apesar de mais velho, se encontra em melhores condições físicas, não sendo, no entanto, certo que seja Sérgio Ramos a envergar a braçadeira no Qatar, porque ainda está longe de ser seguro que será convocado.

 

Sem Javi Martínez, lesionado, e sem tempo para chamar outro para o seu lugar, Sergio Busquets era a única opção para médio defensivo, ficando Jesús Vallejo de prevenção para o caso de alguma coisa acontecer ao médio defensivo nascido em Sabadell.

 

Apenas faltava Marc Bartra para utilizar aquele que, para já, considero como o onze ideal, sendo que apenas tenho dúvidas com José Gayà e Juan Bernat e nos dois que utilizarei como avançados, com Diego Costa, Paco Alcácer e Ayoze Pérez a lutarem de dia para dia pelo lugar. José Gayà, regressado de lesão, tinha feito um jogo muito bem frente ao Wolfsburg e um jogo ridiculamente bem conseguido frente ao Granada e mereceu a minha confiança e o facto de Ayoze Pérez não ser um titular absoluto no Arsenal fizeram-me decidir quais utilizar na equipa inicial.

 

Espanha (4-1-3-2) - Guilherme de Melo

D. De Gea

D. Carvajal - S. Ramos - J. Vallejo - J. Gayà

S. Busquets

Óliver - Koke - Isco

P. Alcácer - Diego Costa

 

vs.

 

A. Kramaric - M. Mandzukic

A. Coric - I. Mocinic - M. Kovacic - M. Pjaca

A. Stipkovic - D. Lovren - T. Jedvaj - S. Vrsaljko

V. Vukadin

Croácia (4-4-2) - Niko Kovac

 

O jogo começou com a barra a impedir Andrej Kramaric de inaugurar o ativo e com o estádio do Málaga, La Rosaleda, a suspirar de alívio pelo trabalho executado pela baliza mais a sul.

 

Mas o jogo passou a ser controlado por nós e, na sequência de um canto, uma confusão na área permitiu a Sime Vrsaljko ter a honra de marcar um golo pela seleção espanhola, num erro que fez o 1-0 e nos colocou em vantagem.

 

A Croácia, no entanto, não se resignou e procurou o golo do empate, com David De Gea a impedí-los de marcar por várias vezes e a realizar uma exibição que me mostrava que a baliza estava perfeitamente segura enquanto o guarda-redes do Manchester United a guardasse.

 

Com três criativos em campo, era Koke a comandar todas as ações ofensivas e, mesmo com a Croácia a crescer, os ataques que nós fazíamos eram sempre perigosíssimos fruto da qualidade atacante dos 5 jogadores mais avançados e das incursões que Dani Carvajal e José Gayà faziam pela ala e foi mesmo assim que chegámos ao 2-0. Koke para José Gayà, cruzamento da esquerda e Diego Costa faz o seu 32º golo com la roja vestida aos 36 minutos.

 

A Croácia não queria ir para o intervalo a perder por dois golos e, honestamente, também não o merecia, mas David De Gea era gigante e concorria seriamente para o prémio de melhor em campo, conseguindo, com o auxílio de Sérgio Ramos que tirou um remate de cima da linha, manter o resultado em 2-0 até ao intervalo.

 

Com Marco Asensio, Unai López e Ayoze Pérez no aquecimento no início da segunda parte, a primeira oportunidade de golo esteve nos pés de Paco Alcácer que esbarrou contra Vinko Vukadin e não permitiu dilatar a vantagem para 3-0.

 

Mas nós tínhamos entrado nesta segunda parte de uma forma absolutamente dominante e a Croácia era apenas uma sombra daquilo que fora na primeira parte. Uma jogada pelo centro permitiu a Diego Costa rematar com toda a força possível, para defesa incompleta de Vinko Vukadin, Paco Alcácer, oportunista, fez a recarga e o 3-0 aparecia aos 56 minutos, eliminando quaisquer dúvidas sobre quem iria ficar com os 3 pontos.

 

Óliver e Koke saíam, Marco Asensio e Unai López, estreante, entravam, em duas substituições que serviam para guardar forças para o embate frente à Itália que poderia garantir o primeiro lugar neste grupo de três. Gerard Piqué juntava-se a Ayoze Pérez no aquecimento e viria a entrar para o lugar de Sergio Ramos, que tinha sofrido uma entrada mais dura por parte de Mario Mandzukic e tinha ficado em más condições físicas.

 

Mandei a equipa respirar, controlar o jogo apenas e deixar o cansaço para os jogadores dos balcãs e eles responderam-me com um golo. Diego Costa, perto do meio-campo, dá na esquerda em José Gayà, o lateral temporizou, cruzou e o mesmo Diego Costa esteve lá para bisar e fazer o segundo.

 

O jogo terminou com uma goleada, bastante injusta para a Croácia, que fez um jogo muito bom perante nós, mas que não conseguiu aguentar com o poderio ofensivo espanhol, estando José Gayà e Diego Costa claramente em destaque neste jogo.

 

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Espanha 4 - 0 Croácia

 

Sem demoras começámos a preparar o jogo frente à Itália e apenas alguma surpresa nos treinos, uma lesão ou um cansaço me iriam fazer mudar o onze que usei contra a Croácia. De Málaga partíamos para Sevilha e, desta vez, era o Benito Villamarín, casa do Real Bétis, que nos iria receber.

 

No entanto, dois verdadeiros problema apareceram, David De Gea lesionou-se no dia anterior ao jogo e abandonou a concentração espanhola para ser tratado, entre Juan Soriano e Fernando Pacheco, algum teria de jogar, e José Gayà também estava indisponível, tendo apanhado uma constipação.

 

Espanha (4-1-3-2) - Guilherme de Melo

J. Soriano

D. Carvajal - S. Ramos - J. Vallejo - J. Bernat

S. Busquets

Óliver - Koke - Isco

P. Alcácer - Ayoze Pérez

 

vs.

 

D. Berardi - M. Balotelli

A. Florenzi - M. Verratti

M. Kranevitter

C. Biraghi - A. Romagnoli - L. Bonucci - D. Rugani - D. Mugnai

S. Scuffet

Itália (5-1-2-2) - Vincenzo Montella

 

Admito que não estava à espera de ver este sistema e esperava, de novo, o 4-3-1-2 que Vincenzo Montella tinha apresentado contra nós e contra a Croácia.

 

O jogo começou com Mario Balotelli a marcar em contra-ataque logo aos 2 minutos e a deixar a Itália com 88 minutos para defender como estavam preparados para o fazer.

 

Mas não durou muito até as redes de Simone Scuffet estremecerem por Ayoze Pérez aos 11 minutos, fora-de-jogo, no entanto, ficava dado o aviso de que iríamos tentar a vitória.

 

Contudo nunca conseguimos ser realmente uma verdadeira ameaça e o resultado ao intervalo era favorável à seleção transalpina que, com um plano bem montado, nos ia anulando.

 

Na segunda parte, deixei estar os mesmos onze, mas aos 56 minutos a fraca produção ofensiva fez-me falar com o Diego Costa, em português, e dizer-lhe que, apesar de cansado, iria ter de ser ele a resolver o jogo. Ayoze Pérez, com uma exibição a justificar o porquê de eu ter preferido os outros dois nos outros jogos, saía e Diego Costa entrava.

 

O nosso jogo é baseado no meio, mas o facto de termos laterais perigosíssimos ajuda imenso a dar largura era assim que íamos desbloqueando os 6 homens que a Itália tinha no meio a guardar a baliza de Scuffet, até que Dani Carvajal marca um lançamento para Óliver, que devolve, o lateral madrileño cruza rasteiro, mesmo como eu gosto, e Diego Costa enviava a bola sem hipóteses para Scuffet. Uma substituição na mouche que demorou menos de 10 minutos a surtir efeito.

 

Procurámos o 2-1, mesmo com grande parte da equipa já cansada e quer Diego Costa, quer Paco Alcácer estiveram perto de o fazer, mas Scuffet apareceu das duas vezes e impediu.

 

Unai López entrou para o lugar de Óliver, exausto, e, dois minutos depois de entrar, esteve pertíssimo de fazer o golo da noite, com um remate de muito longe que passou incrivelmente perto do poste esquerdo da baliza de Simone Scuffet.

 

Isco dá o lugar a Marco Asensio e continuámos a procurar o 2-1, mesmo sabendo que o 1-1 nos dava a qualificação. Vincenzo Montella consentiu e chegou a dizer a Simone Scuffet para perder tempo, queria jogar para o ponto, apesar de isso significar a eliminação da Itália do UEFA Nations Cup e teve sucesso. O jogo terminou empatado em 1-1.

 

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Espanha 1 - 1 Itália

 

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Ficava assim arrumado o meu dever para com a seleção espanhola durante o mês de Outubro e em Novembro iríamos receber a seleção número 7 do ranking mundial num jogo amigável, a França, e iríamos à Croácia defrontar a seleção número 10 num jogo apenas para cumprir o calendário do UEFA Nations Cup.

 

Em Chaves preparava-se o jogo para a Taça de Portugal, onde íamos à Madeira defrontar o União, num jogo onde ia tentar dar minutos aos menos utilizados.

 

União da Madeira (4-5-1): Trigueira, Chico, A. dos Santos Rodrigues, L. Pena, Luís Sousa, Xande Silva, J. Semedo, Soares, Cássio, P. Carvalho e Simy;

Chaves (4-3-3): Guilherme Caldeira, M. Meza, João Pedro, M. Bola, Luís Rocha, Ferreira, V. Pedrosa, Francisco Ramos, D. Podence, J. Bogado e Grejohn Kyei.

 

Com um onze bastante alternativo, tinha total confiança que estes homens eram capazes de me assegurar um lugar na primeira divisão, portanto estava seguro de que chegariam para levar de vencida a União da Madeira, treinada pelo ex-lateral direito João Pereira, que tinha ficado em 8º lugar da Segunda Liga na época transata.

 

Entrámos melhor como seria de esperar, mas as combinações ofensivas não estavam a sair perfeitas até que depois de uma jogada oragnizada por Francisco Ramos e Juan José Bogado, a bola foi cair na esquerda onde estava Luís Rocha que cruzou e encontrou a cabeça do ganês Grejohn Kyei fazendo o primeiro aos 21 minutos.

 

Novamente pela esquerda, o segundo não se fez tardar, desta vez Juan José Bogado com uma jogada individual entrou na área pelo lado esquerdo, cruzou, a bola bateu em Amaury dos Santos Rodrigues e entrou na baliza, fazendo assim um autogolo 3 minutos depois do 0-1.

 

Luís Rocha para bater um livre à entrada da área, Trigueira defende de forma incompleta, Vítor Pedrosa aparece para a recarga e 0-3 aos 34 minutos. O jogo estava selado na primeira parte e com uma vantagem considerável.

 

Alex Soares no lugar de Francisco Ramos no início da segunda parte, Miguel Lopes, Carlos Henrique e Matheus Pereira no aquecimento e a segunda substituição foi feita aos 55 minutos devido à lesão de Daniel Podence, entrando Miguel Lopes para o seu lugar, com Matías Meza subir para extremo.

 

Logo a seguir livre da direita da equipa madeirense, confusão na área e Pedro Carvalho, com um remate potente, faz o 1-3 aos 61 minutos. Matías Meza tocado, Matheus Pereira para o seu lugar.

 

Os madeirenses estavam a tentar limpar a honra na segunda parte e os meus jogadores entraram muito mais apáticos do que o que eu esperava e queria, mas nem isso lhes permitiu diminuir a desvantagem e o jogo terminou com a nossa merecida passagem.

 

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União da Madeira 1 - 3 Chaves

 

Iríamos defrontar o Varzim para a Taça de Portugal, mas as nossas atenções agora voltavam para a Croácia, onde íamos defrontar o Croácia Zagreb em Zagreb, num jogo que se previa complicado, mas em que uma vitória nos colocaria em posição privilegiadíssima na tentativa de ficar nos dois primeiros lugares do grupo.

 

Tendo empatado na Itália, acreditávamos que era possível vencer na Croácia. Com apenas 19 jogadores disponíveis, foram todos convocados ficando apenas o terceiro guarda-redes de fora. No banco ficaram Kadú, Carlos Henrique, João Pedro, Miguel Lopes, Luís Rocha, Vítor Pedrosa e Juan José Bogado, ficando apenas Guilherme Caldeira de fora.

 

Croácia Zagreb (4-4-2): I. Kurtovic, O. Diop, I. Petrov, D. Ayuba, N. Galovic, V. Vagner, G. Maniatis, P. Machado, Junior Fernandes, N. Albiach e I. Rebic;

Chaves (4-3-3): A. Mirante, A. Verkoelen, D. Boyata, Válter, José Ángel, Ferreira, Francisco Ramos, Pipoca, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos.

 

O jogo começou com um domínio sufocante da nossa parte, com Marquinhos a fazer logo o primeiro aos 3 minutos, aproveitando uma defesa incompleta de Kurtovic a um remate de longe de Francisco Ramos numa altura em que estávamos com 89% de posse de bola.

 

Sem Leandro, lesionado, nem Grejohn Kyei, fora dos escolhidos para a Europa, Marquinhos era o nosso único ponta-de-lança e ficou tocado logo aos 5 minutos. Apesar dos riscos, optei por deixá-lo ficar em campo a ver se o problema era passageiro e ele quase assistiu Matheus Pereira para o 0-2, mas Kurtovic impediu o golo.

 

O domínio continuou a ser nosso e eu continuava a olhar para o banco a tentar perceber quem é que poderia fazer de ponta-de-lança quando o Marquinhos tivesse mesmo de sair, mas, enquanto pensava isto, uma bola perdida na área, permitiu a Pipoca fazer o 0-2 e dar-nos algum conforto no jogo.

 

8 minutos depois, aos 29, uma jogada pelo meio do terreno fez a bola passar de Ferreira para Pipoca, de Pipoca para Paulo Marques, de Paulo Marques para Marquinhos e de Marquinhos para o fundo das redes com um remate fortíssimo, mesmo lesionado, o avançado brasileiro fazia o segundo na conta pessoal.

 

Os 15 minutos da primeira parte que sobraram foram de puro controlo e no intervalo o Marquinhos disse-me que estava com vontade de continuar e resolvi deixá-lo ficar, sem, no entanto, avisar o Francisco Ramos de que ele era a minha opção para ponta-de-lança, por ter total confiança nele e por ser um jogador que faz tudo bem.

 

Na segunda parte, o Croácia Zagreb procurou correr atrás do prejuízo e diminuir a humilhação, mas, aos 67 minutos, um livre da direita marcado por Matheus Pereira permitiu a Marquinhos, quem mais poderia ser?, fazer o seu hat-trick num jogo onde estava, desde os 5 minutos, com problemas físicos. 0-4, 3 golos de Marquinhos e eu achei que era melhor não o sobrecarregar mais. Com Francisco Ramos também cansado, mudei os planos e passei o Matheus Pereira para o ataque, com Juan José Bogado a fazer de extremo direito. Francisco Ramos também saiu e entrou Vítor Pedrosa para o seu lugar.

 

Logo a seguir João Pedro entrou para o lugar de Ferreira e mandei os meus jogadores descansarem um pouco com bola, porque 0-4 já era fantástico, Pipoca ainda teve de sair por lesão, deixando-no com 10 durante um bocado de tempo, mas isso não foi qualquer problema porque a equipa dos balcãs não conseguiu sequer esboçar uma jogada de perigo.

 

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Croácia Zagreb 0 - 4 Chaves

 

Se me dissessem que iríamos vencer por quatro golos um jogo da fase de grupos da Liga Europa eu não acreditaria e até achava que era alguém a tentar fazer piada com o Grupo Desportivo de Chaves, mas já devia saber que, com um treinador como eu, tudo é possível.

 

Para terminar um fantástico mês de Outubro, receberíamos o Rio Ave de Leonel Pontes, sem Pipoca, lesionado, mas, como é óbvio, com intenções de continuar a vencer.

 

Chaves (4-3-3): A. Mirante, M. Meza, D. Boyata, Válter, José Ángel, Ferreira, V. Pedrosa, Francisco Ramos, Matheus Pereira, P. Marques e Marquinhos;

Rio Ave (4-5-1): Ederson, Jeferson, Valinhos, Roderick, Matheus Reis, Ukra, R. Neves, Bressan, Douglas, R. Achenteh e Vitor Hugo.

 

Com duas alterações relativamente à equipa que jogou na Croácia, Pipoca por lesão, Anthony Verkoelen devido à fadiga, foi o Rio Ave que entrou mais forte no encontro.

 

Com o passar dos minutos, começámos a conseguir estabelecer o nosso jogo e a ser mais fortes, até que Marquinhos confirmou a forma monstruosa em que está, fazendo o 1-0 aos 40 minutos depois de uma jogada pela direita protagonizada por Matheus Pereira e Matías Meza, com o paraguaio a cruzar, Paulo Marques a amortecer e Marquinhos a fazer o que sabe fazer de melhor, sentenciando a primeira parte.

 

Os onze que saíram foram os onze que entraram e, desta vez, entrámos bem em jogo e o 2-0 esteve perto, mas com o passar do jogo, o Rio Ave foi recompondo-se e Antonio Mirante foi obrigado a esmerar-se para impedir que a equipa de Vila do Conde chegásse ao empate.

 

Luís Rocha rende José Ángel, cansado, e o jogo continuou num ritmo lento, sem haver lances de perigo. Francisco Ramos saiu por Alex Soares aos 82 minutos e Carlos Henrique entrou por Matheus Pereira aos 89, com Matías Meza a ir para extremo direito, Válter para lateral direito e Carlos Henrique para central.

 

Logo a seguir Roderick pediu penalty devido a uma alegada falta de Carlos Henrique que impediu o central formado nas escolas do Benfica de marcar o 1-1 aos 91 minutos.

 

O Rio Ave continuou a pressionar a querer o empate, mas o tempo escasseou e os três pontos ficaram por Chaves, terminando assim um excelente mês de Outubro com uma vitória.

 

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Chaves 1 - 0 Rio Ave

 

Não me posso queixar da forma como correu a Liga Europa, um empate no, teoricamente, terreno mais difícil, uma vitória na Croácia, o que nos deixa a 4 pontos do 3º classificado. No campeonato, foram dois jogos, dois vitórias, ambas por 1-0, mas suficientes para aquilo que se pretende.

 

Classificação no final de Outubro

Liga Europa

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Liga NOS

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Novembro será um mês ainda mais cheio, com dois jogos pela seleção e seis pelo clube e será o mês onde jogaremos com a desilusão da época: o Benfica que, creio, a qualquer momento acordará e começará a subir postos na classificação.

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Excelentes resultados. Para estreia na Europa estás forte.

 

 

Benfica :(

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