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Mesut Ozil

[2016] ATP Masters 1000

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Depois de um jogo de 3 horas e de uma semana tão desgastante como foi em Madrid, ainda vai jogar os pares daqui a nada...

Editado por tmsreis

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Depois de um jogo de 3 horas, ainda vai jogar os pares daqui a nada...

Veremos. Não me admirava que jogasse, mas talvez se faça alguma luz na cabeça dele. :p

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No espaço de dez dias, o João Sousa passa de flop a Deus para voltar a ser uma desgraça. Que p*ta de mentalidade vai na cabeça de certas pessoas. Haja paciência, irra.

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Tirando o facto de eu não ter chamado "flop" nem "desgraça" ao Sousa, acabei de descobrir que não se pode dizer mal do rapaz. O Sousa joga sempre bem, portanto todas as críticas que se lhe façam são infundadas.

 

Desculpem a maçada, não volto a repetir.

Editado por Ghelthon

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Também não disse que foste tu que o chamaste de flop. Se te sentiste atingido não tenho culpa, não foste o único a criticá-lo duramente durante o Estoril Open.

 

E o Sousa tem abertura a ser criticado como todos os tenistas têm mas vai-se de um extremo ao outro muito rapidamente com ele.

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Sendo o nosso tenista de bandeira, acho perfeitamente normal e até saudável que se critique bem mais do que os outros. Nunca pode ser normal que um tenista do top-30 precise de 3 sets para derrotar um "puto" de quase 21 anos que nem no top-300 está - nem sequer no está no seu melhor ranking da carreira. A semana anterior foi dura? Até foi, mas o Djokovic joga quase todos os dias e não é por isso que perde a eito.

 

E sim, é claro que o João nunca vai ser um Djokovic, mas é para o Djokovic que ele tem de olhar para melhorar e para querer ser sempre mais.

Editado por Ghelthon

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:lol:

 

Perdi os argumentos, esquece lá. Assim não dá, estás a comparar o Sousa com um gajo que, neste momento, nem com Federer ou Nadal se pode comparar.

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Eu estava a falar de aspectos físicos e, tanto quanto se sabe, o Djokovic é humano e não anda dopado. Portanto, imagino que chegar ao nível físico dele não será impossível.

 

O nível técnico não discuto, obviamente.

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Comparares o Djokovic ao Sousa é como estares a comparar o Ronaldo e o Messi ao Mahrez ou Alexis. Uns são uns ET's, uns sobrehumanos na sua modalidade, outros são só bons. Pode ser que com futebol isso te faça luz.

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Sendo o nosso tenista de bandeira, acho perfeitamente normal e até saudável que se critique bem mais do que os outros. Nunca pode ser normal que um tenista do top-30 precise de 3 sets para derrotar um "puto" de quase 21 anos que nem no top-300 está - nem sequer no está no seu melhor ranking da carreira. A semana anterior foi dura? Até foi, mas o Djokovic joga quase todos os dias e não é por isso que perde a eito.

 

E sim, é claro que o João nunca vai ser um Djokovic, mas é para o Djokovic que ele tem de olhar para melhorar e para querer ser sempre mais.

 

Claro que não é normal. Mas ele tem limitações, veio de uma semana exigente (quer a nível mental quer físico), atingiu o melhor ranking da carreira e é normal que se sentisse um pouco fatigado. E o italiano é jovem, estava com ganas e a adrenalina em alta e ainda por cima jogava em casa, é normal que se quisesse mostrar. Ainda por cima às vezes o ranking é irrelevante e ele mostrou isso, deve ter feito dos melhores jogos que ele já fez na vida. Acabou por ganhar o Sousa, o que é o mais importante.

 

Mas também cada vez que perde ou tem uma prestação menos boa saltas logo para cima dele. Ainda hoje meteste a dizer que ele é grande por atingir o ranking que atingiu e não sei quê e hoje já vens dizer, depois de um jogo mau, que a jogar assim vai ser trucidado já de seguida... também deves saber que o ténis é um desporto particular. E se é limitado em relação ao Djoko em termos técnicos obviamente que também o é a nível físico, mesmo que isso seja trabalhado.

Editado por Koper

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Depois de um jogo de 3 horas e de uma semana tão desgastante como foi em Madrid, ainda vai jogar os pares daqui a nada...

 

Qual é a justificação para o Sousa continuar (ou ter começado mesmo) a jogar pares? Os outros grandes tenistas (vamos dizer top30) também o fazem? Se ele está assim tão roto, pq raio ainda joga pares? Parece-me estranho (para quem acompanha o ténis por fora).

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Qual é a justificação para o Sousa continuar (ou ter começado mesmo) a jogar pares? Os outros grandes tenistas (vamos dizer top30) também o fazem? Se ele está assim tão roto, pq raio ainda joga pares? Parece-me estranho (para quem acompanha o ténis por fora).

$$$

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$$$

 

Mas é assim tanto? Isto é, justifica-se colocar em causa a forma física e, por exemplo, chegar todo roto à 2ª ronda de um ATP 1000?

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Sendo o nosso tenista de bandeira, acho perfeitamente normal e até saudável que se critique bem mais do que os outros. Nunca pode ser normal que um tenista do top-30 precise de 3 sets para derrotar um "puto" de quase 21 anos que nem no top-300 está - nem sequer no está no seu melhor ranking da carreira. A semana anterior foi dura? Até foi, mas o Djokovic joga quase todos os dias e não é por isso que perde a eito.

 

E sim, é claro que o João nunca vai ser um Djokovic, mas é para o Djokovic que ele tem de olhar para melhorar e para querer ser sempre mais.

Gosto sempre de responder a este tipo de posts para poder pesquisar um bocadinho e desmontá-lo por pontos. Ora bem, vamos lá:

 

- "mas o Djokovic joga quase todos os dias e não é por isso que perde a eito."

 

O Djokovic é um ser completamente fora do normal no que a nível físico diz respeito. Ninguém se pode comparar a ele, hoje em dia nem o Nadal se pode comparar. Tirando estes monstros da modalidade, toda a gente acusa o desgaste no circuito. Quão comum não é ver um jogador ganhar um título ATP e na semana a seguir perder na estreia (há 2 semanas tiveste o Verdasco)? O Sousa fez QF, não ganhou, é verdade. Mas para isso fez 4 encontros contra os melhores do mundo, e isso até chegaria para ganhar um ATP 250. Para além de que o Sousa tem um historial que a nível de recuperação ao longo da semana tem bastante dificuldades, é o ponto fraco do físico dele.

 

- "Nunca pode ser normal que um tenista do top-30 precise de 3 sets para derrotar um "puto" de quase 21 anos que nem no top-300 está".

 

O historial de WC's a ganharem a jogadores do quadro principal é tão, mas tão grande, que é ridículo o que estás a dizer. Então em Roma costuma acontecer imenso. Assim À cabeça lembro-me de um norte-americano num Masters 1000 de Indian Wells (salvo erro?) que estava provavelmente abaixo do top-300 que levou o Gil ao tie-break do 3º set. Não é o melhor exemplo, é certo, por isso vou buscar-te outros. Todos de 2015.

 

Indian Wells: Andrey Rublev elimina Carreño Busta em 3 sets. Rublev que ainda hoje perdeu 2&2 para o Skugor na estreia num Challenger.

Roma: Donati (sabes quem é?) elimina Giraldo por 2-6 6-1 6-4.

Cincinnati: Jareld Donadson elimina Nicolas Mahut por 7-5 6-7 6-2.

Canada: Filip Peliwo elimina Stakhovsky por 6-1 5-7 6-2.

Shanghai: Ze Zhang quase ganha um set ao Klizan, perdeu por 6-7(8) (!!) 2-6.

Shanghai: Di Wu (!!!) vai a 3 sets frente a Marin Cilic, perdendo por 6-4 3-6 6-7(4).

 

Estes exemplos são apenas de Masters 1000 de 2015. Se fores ao resto dos ATP então nunca mais acaba.

Editado por joao86

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Comparares o Djokovic ao Sousa é como estares a comparar o Ronaldo e o Messi ao Mahrez ou Alexis. Uns são uns ET's, uns sobrehumanos na sua modalidade, outros são só bons. Pode ser que com futebol isso te faça luz.

Eu sei disso, e sei perfeitamente que, actualmente, o Djokovic é melhor que todos, da mesma maneira que o Ronaldo e o Messi o são também no futebol. Mas também por isso é que todos os jogadores são inspirados por eles, e se comparam com eles.

 

Claro que ninguém exige que o Sousa ganhe os 4 Grand Slams, mas também não é por ele já ter feito tanto que vamos deixar de ser exigentes e de esperar mais. Nem ele o fará, certamente.

 

Claro que não é normal. Mas ele tem limitações, veio de uma semana exigente (quer a nível mental quer físico), atingiu o melhor ranking da carreira e é normal que se sentisse um pouco fatigado. E o italiano é jovem, estava com ganas e a adrenalina em alta e ainda por cima jogava em casa, é normal que se quisesse mostrar. Ainda por cima às vezes o ranking é irrelevante e ele mostrou isso, deve ter feito dos melhores jogos que ele já fez na vida. Acabou por ganhar o Sousa, o que é o mais importante.

 

Mas também cada vez que perde ou tem uma prestação menos boa saltas logo para cima dele. Ainda hoje meteste a dizer que ele é grande por atingir o ranking que atingiu e não sei quê e hoje já vens dizer, depois de um jogo mau, que a jogar assim vai ser trucidado já de seguida... também deves saber que o ténis é um desporto particular. E se é limitado em relação ao Djoko em termos técnicos obviamente que também o é a nível físico, mesmo que isso seja trabalhado.

Eu não caio em cima por desgostar dele, de forma alguma. E as coisas que eu digo são, de forma geral, em jogos isolados, não são coisas que se apliquem a ele de maneira geral. Toda a carreira do Sousa me deixa cheio de orgulho enquanto português, e é por isso que venero tudo o que ele alcança de bom. Nas coisas más não deixo de o venerar, mas como é evidente não vou dizer que esteve bem quando isso não acontece.

 

E eu só disse que, a jogar assim, vai ser trucidado. Não disse que quero que ele seja trucidado, bem pelo contrário - espero que ele jogue muito mais na segunda ronda e vença.

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Mas é assim tanto? Isto é, justifica-se colocar em causa a forma física e, por exemplo, chegar todo roto à 2ª ronda de um ATP 1000?

Acho que entrando no quadro a dupla ganha logo 7640€ (?).

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Eu estava a falar de aspectos físicos e, tanto quanto se sabe, o Djokovic é humano e não anda dopado. Portanto, imagino que chegar ao nível físico dele não será impossível.

 

O nível técnico não discuto, obviamente.

Por um lado, acredita que percebo onde queres chegar, mas não concordo. O top-20 em si já tem uma qualidade, talento e capacidades de um nível muito acima do João Sousa, já o Djokovic está num patamar completamente diferente onde nem o Nadal e o Murray juntos conseguem causar grandes mossas. Têm todos duas pernas e dois braços, eu sei, mas também há um motivo pelo qual eu não sou o Cristiano Ronaldo e não estou no Real Madrid a ganhar milhões, nem eu nem todos nós.

 

Compreendo e pessoalmente concordo com as críticas ao João Sousa - não acho que ele esteja num patamar incriticável - como ninguém está, e cabe a nós medir o que achamos razoável ou não (felizmente aqui no CMPT não vejo o nível de comentários que vejo em páginas do Facebook, repletas de vergonha alheia). Normalmente fico mais desiludido com as prestações do João ao nível do desempenho de 250, onde ele consegue pontuar mais e melhor, quando perde com adversários acessíveis - mais por um misto de saber que ele poderia estar numa posição muito mais confortável, pena por ele não conseguir corresponder onde tem o público "dele", mas sobretudo por escorregar em alturas que lhe poderiam dar imenso jeito a ele. Além disso, tudo o que ele está a conquistar agora é naturalmente "uncharted territory" para o ténis português e acontece que nem sempre se sabe definir e controlar expetativas (como a seleção portuguesa, dada como das 4 principais favoritas para o Mundial de 2002).

 

De todos os modos, a 1ª ronda costuma ser uma tarefa difícil e que requer uma habituação ao ritmo do torneio e jogar com jogadores teoricamente inferiores também requer um esforço mental acrescido (como um martelo chamado "responsabilidade" a bater-te e a julgar em todos os jogos). Não tenho nem um centésimo da experiência do João, mas senti na pele tudo isto, e ajuda-me a compreender melhor o que ele pode sentir - também já me calhou "festejar mentalmente" um sorteio face a um adversário inferior hora e meia antes de perder por duplo 6-3 sem saber como.

 

O João é capaz de surpreender pela positiva e pela negativa, mas há um "bias" só nosso em que só reparamos na prestação do João. quando há dezenas de jogadores no top-50 que recebem o mesmo tipo de críticas. Até me lembro de um exemplo de um jogador que caía em 80% dos torneios logo à primeira ronda, mesmo sendo dos principais cabeças de série, já "tinha uma doença" com o seu nome e tudo, mas o facto é que já calhou estar no top-10, eventualmente há umas semanas até ganhou o Estoril Open.

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Gosto sempre de responder a este tipo de posts para poder pesquisar um bocadinho e desmontá-lo por pontos. Ora bem, vamos lá:

 

- "mas o Djokovic joga quase todos os dias e não é por isso que perde a eito."

 

O Djokovic é um ser completamente fora do normal no que a nível físico diz respeito. Ninguém se pode comparar a ele, hoje em dia nem o Nadal se pode comparar. Tirando estes monstros da modalidade, toda a gente acusa o desgaste no circuito. Quão comum não é ver um jogador ganhar um título ATP e na semana a seguir perder na estreia (há 2 semanas tiveste o Verdasco)? O Sousa fez QF, não ganhou, é verdade. Mas para isso fez 4 encontros contra os melhores do mundo, e isso até chegaria para ganhar um ATP 250. Para além de que o Sousa tem um historial que a nível de recuperação ao longo da semana tem bastante dificuldades, é o ponto fraco do físico dele.

 

- "Nunca pode ser normal que um tenista do top-30 precise de 3 sets para derrotar um "puto" de quase 21 anos que nem no top-300 está".

 

O historial de WC's a ganharem a jogadores do quadro principal é tão, mas tão grande, que é ridículo o que estás a dizer. Então em Roma costuma acontecer imenso. Assim À cabeça lembro-me de um norte-americano num Masters 1000 de Indian Wells (salvo erro?) que estava provavelmente abaixo do top-300 que levou o Gil ao tie-break do 3º set. Não é o melhor exemplo, é certo, por isso vou buscar-te outros. Todos de 2015.

 

Indian Wells: Andrey Rublev elimina Carreño Busta em 3 sets. Rublev que ainda hoje perdeu 2&2 para o Skugor na estreia num Challenger.

Roma: Donati (sabes quem é?) elimina Giraldo por 2-6 6-1 6-4.

Cincinnati: Jareld Donadson elimina Nicolas Mahut por 7-5 6-7 6-2.

Canada: Filip Peliwo elimina Stakhovsky por 6-1 5-7 6-2.

Shanghai: Ze Zhang quase ganha um set ao Klizan, perdeu por 6-7(8) (!!) 2-6.

Shanghai: Di Wu (!!!) vai a 3 sets frente a Marin Cilic, perdendo por 6-4 3-6 6-7(4).

 

Estes exemplos são apenas de Masters 1000 de 2015. Se fores ao resto dos ATP então nunca mais acaba.

(1) Se dizes que é o ponto fraco dele, talvez o segredo passe por tentar perceber o que fazem os tenistas de topo, para ele replicar e ver se muda alguma coisa. Não faço ideia de que métodos é que o João usa para recuperar, mas não haverá espaço para melhoria? E é claro que estou a falar de cor, porque coisas tão ridículas quanto uma noite mal dormida podem deitar por terra a parte física, mas não temos forma de saber essas coisas, e como tal comentamos assumindo que tudo corre na normalidade.

 

(2) Eu sei perfeitamente que as surpresas estão sempre a acontecer, e que não seria um escândalo de dimensão mundial se o João tivesse sido eliminado hoje. Mas não é por acontecer frequentemente que pode ser considerado norma, obviamente, e foi isso que eu disse. Claro que isto é tudo teórico, e a beleza do desporto é mesmo a imprevisibilidade, mas...

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Acho que entrando no quadro a dupla ganha logo 7640€ (?).

 

Quanto é que um gajo como o Sousa ganha por ano?

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Quanto é que um gajo como o Sousa ganha por ano?

Ano passado recebeu cerca de 700.000 dólares no Tour de singulares, é capaz de ter ganho mais uns 5 dígitos em pares. A isso acrescenta-se o patrocínio do Millennium e da indumentária e equipamento. Apostaria em ter faturado cerca de 2 milhões em 2015.

 

Fora isso, há as despesas de viagem, de alojamento, de equipamento, de treino, de pessoal (neste caso, do Frederico) e não esquecer que os ganhos numa carreira tenística estão associadas às conquistas e ao desempenho.(sendo que uma carreira costuma entrar em declínio ou terminar na casa dos 30-33 anos, vide Gil).

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Por um lado, acredita que percebo onde queres chegar, mas não concordo. O top-20 em si já tem uma qualidade, talento e capacidades de um nível muito acima do João Sousa, já o Djokovic está num patamar completamente diferente onde nem o Nadal e o Murray juntos conseguem causar grandes mossas. Têm todos duas pernas e dois braços, eu sei, mas também há um motivo pelo qual eu não sou o Cristiano Ronaldo e não estou no Real Madrid a ganhar milhões, nem eu nem todos nós.

 

Compreendo e pessoalmente concordo com as críticas ao João Sousa - não acho que ele esteja num patamar incriticável - como ninguém está, e cabe a nós medir o que achamos razoável ou não (felizmente aqui no CMPT não vejo o nível de comentários que vejo em páginas do Facebook, repletas de vergonha alheia). Normalmente fico mais desiludido com as prestações do João ao nível do desempenho de 250, onde ele consegue pontuar mais e melhor, quando perde com adversários acessíveis - mais por um misto de saber que ele poderia estar numa posição muito mais confortável, pena por ele não conseguir corresponder onde tem o público "dele", mas sobretudo por escorregar em alturas que lhe poderiam dar imenso jeito a ele. Além disso, tudo o que ele está a conquistar agora é naturalmente "uncharted territory" para o ténis português e acontece que nem sempre se sabe definir e controlar expetativas (como a seleção portuguesa, dada como das 4 principais favoritas para o Mundial de 2002).

 

De todos os modos, a 1ª ronda costuma ser uma tarefa difícil e que requer uma habituação ao ritmo do torneio e jogar com jogadores teoricamente inferiores também requer um esforço mental acrescido (como um martelo chamado "responsabilidade" a bater-te e a julgar em todos os jogos). Não tenho nem um centésimo da experiência do João, mas senti na pele tudo isto, e ajuda-me a compreender melhor o que ele pode sentir - também já me calhou "festejar mentalmente" um sorteio face a um adversário inferior hora e meia antes de perder por duplo 6-3 sem saber como.

 

O João é capaz de surpreender pela positiva e pela negativa, mas há um "bias" só nosso em que só reparamos na prestação do João. quando há dezenas de jogadores no top-50 que recebem o mesmo tipo de críticas. Até me lembro de um exemplo de um jogador que caía em 80% dos torneios logo à primeira ronda, mesmo sendo dos principais cabeças de série, já "tinha uma doença" com o seu nome e tudo, mas o facto é que já calhou estar no top-10, eventualmente há umas semanas até ganhou o Estoril Open.

Vocês também levam a literalidade ao exagero. :mrgreen:

 

É claro que o Sousa nunca vai ter N pessoas a cuidar dele como tem o Djoko, porque o Djoko tem uma capacidade financeira que o João nem sonha em atingir. O que eu queria dizer até vai de encontro ao que explicas: a carreira do João, por melhor que seja (e é, especialmente para o nível de Portugal), poderia ser ainda melhor, se ele não desaproveitasse tanta coisa. Obviamente que não faz de propósito para perder em tantas primeiras rondas, por exemplo, mas em grande parte desses jogos ele poderia ter feito mais - teoricamente, pelo menos, porque nós não sabemos tudo o que se passa nos bastidores (se ele dormiu bem, se está doente, whatever).

 

Já o disse aqui, há pouco tempo (depois do Estoril Open, se não me engano), que o João é um anti-clímax, porque tende a falhar quando se espera mais dele. Não sei se ele, mesmo estando longe, sente a expectativa que o público põe nele, mas o certo é que acho mesmo isso - e as prestações dele no Estoril Open são exemplo disso mesmo. Aí a responsabilidade será da parte psicológica, imagino eu, e nessa não há muito a fazer.

 

Mais uma vez digo que não é por criticar tanto o João que desgosto dele, de forma alguma. Quando muito, faço-o por esperar grandes coisas dele.

Editado por Ghelthon

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(1) Se dizes que é o ponto fraco dele, talvez o segredo passe por tentar perceber o que fazem os tenistas de topo, para ele replicar e ver se muda alguma coisa. Não faço ideia de que métodos é que o João usa para recuperar, mas não haverá espaço para melhoria? E é claro que estou a falar de cor, porque coisas tão ridículas quanto uma noite mal dormida podem deitar por terra a parte física, mas não temos forma de saber essas coisas, e como tal comentamos assumindo que tudo corre na normalidade.

 

(2) Eu sei perfeitamente que as surpresas estão sempre a acontecer, e que não seria um escândalo de dimensão mundial se o João tivesse sido eliminado hoje. Mas não é por acontecer frequentemente que pode ser considerado norma, obviamente, e foi isso que eu disse. Claro que isto é tudo teórico, e a beleza do desporto é mesmo a imprevisibilidade, mas...

O João mata-se a trabalhar no físico, ele faz sempre por melhorar mais qualquer coisa além do resto. Se ele faz um treino com outro jogador qualquer e a sessão acaba, ele e o Frederico pegam, metem uns cones ou outra coisa qualquer e vão fazer mini exercícios de força bruta, explosão, seja lá o que for e tentar melhorar 1 centésimo o tempo que fez no dia anterior. Enquanto isso o parceiro de treino já foi embora. E é assim que o João está lá em cima.

O João usa os métodos dos melhores do mundo, ele agora até tem um fisioterapeuta a acompanhar-lhe em exclusivo nos grandes torneios. Se não dá, é porque não dá mesmo. Cada um tem os seus limites.

 

Mas foi o que eu te mostrei. Uma surpresa destas acontece em quase todos os Masters 1000 durante a época, acaba por ser "normal". É surpresa porque nunca sabemos qual dela vai realizar-se (hoje tiveste duas do género perto de acontecer).

 

Compreendo e pessoalmente concordo com as críticas ao João Sousa - não acho que ele esteja num patamar incriticável - como ninguém está, e cabe a nós medir o que achamos razoável ou não (felizmente aqui no CMPT não vejo o nível de comentários que vejo em páginas do Facebook, repletas de vergonha alheia). Normalmente fico mais desiludido com as prestações do João ao nível do desempenho de 250, onde ele consegue pontuar mais e melhor, quando perde com adversários acessíveis - mais por um misto de saber que ele poderia estar numa posição muito mais confortável, pena por ele não conseguir corresponder onde tem o público "dele", mas sobretudo por escorregar em alturas que lhe poderiam dar imenso jeito a ele. Além disso, tudo o que ele está a conquistar agora é naturalmente "uncharted territory" para o ténis português e acontece que nem sempre se sabe definir e controlar expetativas (como a seleção portuguesa, dada como das 4 principais favoritas para o Mundial de 2002).

 

O João este ano está a gerir muito melhor os ATP 250. Estamos a falar de torneios onde 3/4 bons ATP 250 por ano feitos pelo João já chegam, não precisa de mais. O João precisa de fazer SF's neste momento para somar 45 pontos num ATP 250, estamos a falar de um esforço físico inglório. E se somar mais uma final ATP juntaria apenas mais 105 pontos e, a partir daí, só melhoraria o ranking com títulos nos ATP 250, porque de resto já tem essa parte do ranking completamente lotada. O João tem que estar ao máximo é nos Masters e nos Grand Slams, porque lá é que melhora o seu ranking. Hoje, batendo um WC fora do top-300 e fazendo apenas um jogo, somou 35 pontos. Se estivesse a jogar um ATP 250 tinha que fazer meias-finais para garantir basicamente o equivalente.

 

Estamos a falar de um jogador que esteve entre o top-10 dos jogadores com mais vitórias em 2015 e, mesmo assim, nem no top-30 acabou. Isto mostra o número desnecessário de jogos que o Sousa fez.

Editado por joao86

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