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El Shafto

PJ investiga caso de abuso sexual em autocarro no Porto

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Lorde Bifana. Não? A sério? :lol:

dos bifes? tem cuidado se não daqui a um bocado está aí o Contador ( do fórum ) a dar-te nas orelhas :mrgreen:

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Há casos distintos.

 

Imagina que está numa praia de nudismo e vês um homem com o pénis pequeno. Estás tu a tirar uma foto panorâmica ao sol, apanhas o homem e decides partilhar a imagem, porque nem reparaste quem estava na imagem e o sol estava bonito.

 

Caso 1:

Partilhas a imagem e, depois de toda a gente ver a foto no FB e comentar, vem à baila o o casal e eles ficam a saber da foto. Neste caso não tinhas intenção de partilhar o órgão sexual e incorres num caso que abrange o artigo 199ª do Código Penal.

 

Caso 2:

Partilhas a mesma foto mas porque vês o órgão sexual e decides mostrar a toda a gente. Aí incorres num caso de devassa da vida privada.

 

Caso 3:

Tiras a foto e notas o casal, mas decides não partilhar e guardas no teu pc. Continua a ser ilegal, embora de forma mais ténue porque não há partilha de imagem nem tentativa de "lucrar" com isso.

 

Isto é um exemplo rápido, mas acho que dá para entender que o que conta é a intenção (difícil de analisar), mas é ilegal tirar uma foto sem o consentimento de alguém.

 

Eu estava na dúvida porque acho um bocado estranho existirem revistas cor-de-rosa a publicarem à descarada fotos com alguma nudez. Portanto provavelmente é crime, mas como a multa não deve ser grande coisa acaba por compensar?

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Lá está, ela está a apresentar queixa contra quem gravou e divulgou. Quer no caso de Braga, quer no caso do Porto, essa é a única questão que vejo. Mas isso sou eu que olho para as sujeitas e parece-me que elas estão completamente conscientes do que está a acontecer e consentem que tal aconteça.

 

E este é o verdadeiro problema. Não é fazerem aquilo, serem filmados ou esta geração ser uma vergonha (isto sempre aconteceu e há muita malta da UP que já fez mais kms de joelhos na queima do que as velhinhas fizeram em Fátima). O verdadeir problema é vivermos numa geração para quem a intimidade não vale nada. Mas quando digo nada, é mesmo nada. Ao ponto de uma mulher permitir que isto aconteça em público para ter a aceitação de quem gosta e se sentir um pouco amada... É a mesma coisa de mandarem fotografias nuas ou aceitarem fazer coisas que, não sendo rotuladas diretamente como violação, continuam a ser agressões sexuais (a miúda está ligeiramente consciente, mas muito menos do que o rapaz). E isto é normal e legitimado porque focamos a discussão no tópico homens vs mulheres e toda a gente tem o que dizer, mas ninguém pensa que o real problema é a falta de intimidade e privacidade. Agora tudo é partilhado, contado, fotografado. Não restam espaços para a intimidade, o segredo e a descoberta. Para a decisão do que fazer e quando o fazer.

 

Depois admiram-se que não há relações profundas e duradouras.

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Estás enganado. Esse não é o lord bifana.

 

alberto-contador-b01.jpg

 

-10/10

 

 

 

 

 

 

 

 

:mrgreen:

Editado por Wacko_Jacko

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quando era puto meti um par de dedos a uma miúda da minha escola secundária num parque qualquer, ainda bem que na altura o que batia era os Nokia Express Music e o crl, senão a chavala ainda me acusava de alguma coisa :lol:

Editado por johan

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quando era puto meti um par de dedos a uma miúda da minha escola secundária num parque qualquer, ainda bem que na altura o que batia era os Nokia Express Music e o crl, senão a chavala ainda me acusava de alguma coisa :lol:

 

Tudo a ver.

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E este é o verdadeiro problema. Não é fazerem aquilo, serem filmados ou esta geração ser uma vergonha (isto sempre aconteceu e há muita malta da UP que já fez mais kms de joelhos na queima do que as velhinhas fizeram em Fátima). O verdadeir problema é vivermos numa geração para quem a intimidade não vale nada. Mas quando digo nada, é mesmo nada. Ao ponto de uma mulher permitir que isto aconteça em público para ter a aceitação de quem gosta e se sentir um pouco amada... É a mesma coisa de mandarem fotografias nuas ou aceitarem fazer coisas que, não sendo rotuladas diretamente como violação, continuam a ser agressões sexuais (a miúda está ligeiramente consciente, mas muito menos do que o rapaz). E isto é normal e legitimado porque focamos a discussão no tópico homens vs mulheres e toda a gente tem o que dizer, mas ninguém pensa que o real problema é a falta de intimidade e privacidade. Agora tudo é partilhado, contado, fotografado. Não restam espaços para a intimidade, o segredo e a descoberta. Para a decisão do que fazer e quando o fazer.

 

Depois admiram-se que não há relações profundas e duradouras.

Mas isso é outro assunto completamente diferente e que não se enquadra no tópico "PJ investiga caso de abuso sexual em autocarro no Porto".

O que eu vejo ali são dois putos (se calhar mais velhos que eu) sem a mínima noção de respeito (próprio, pelos outros, etc.) a fazerem cenas tristes que se vêem muito mais vezes do que o que se devia em certos ambientes (então queima é um fartote). O que mudou? Foi filmado e divulgado. Entrar com considerações morais sobre o que eles estão a fazer é outro assunto. Neste caso, estamos a discutir se há a ocorrência de crime de abuso sexual do rapaz sobre a rapariga. Há consentimento? Estão conscientes? Se sim, não há abuso sexual. Depois podemos discutir se há crime de quem divulga e de quem partilha, se há crime pelos dois (atentado ao pudor ou algo assim) e entrar nas questões do respeito próprio, da degradação da sociedade, o que vos apetecer. O que me parece importante estabelecer é que, pelo menos pelo que eu vejo, não há abuso sexual ou violação nenhuma e, com as imagens que temos e da forma que eu interpreto, o homem é tão culpado como a mulher.

 

Se amanhã chegarmos à conclusão que a rapariga estava no maior estado de embriaguez ou até drogada ou que foi forçada a fazer aquilo, então o meu discurso podes ter a certeza que muda de tom. Só que não consigo ver nada disso no vídeo.

Editado por Carlos Gouveia

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Se amanhã chegarmos à conclusão que a rapariga estava no maior estado de embriaguez

sinceramente parece-me mesmo que tu não viste o video

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Mas isso é outro assunto completamente diferente e que não se enquadra no tópico "PJ investiga caso de abuso sexual em autocarro no Porto".

O que eu vejo ali são dois putos (se calhar mais velhos que eu) sem a mínima noção de respeito (próprio, pelos outros, etc.) a fazerem cenas tristes que se vêem muito mais vezes do que o que se devia em certos ambientes (então queima é um fartote). O que mudou? Foi filmado e divulgado. Entrar com considerações morais sobre o que eles estão a fazer é outro assunto. Neste caso, estamos a discutir se há a ocorrência de crime de abuso sexual do rapaz sobre a rapariga. Há consentimento? Estão conscientes? Se sim, não há abuso sexual. Depois podemos discutir se há crime de quem divulga e de quem partilha, se há crime pelos dois (atentado ao pudor ou algo assim) e entrar nas questões do respeito próprio, da degradação da sociedade, o que vos apetecer. O que me parece importante estabelecer é que, pelo menos pelo que eu vejo, não há abuso sexual ou violação nenhuma e, com as imagens que temos e da forma que eu interpreto, o homem é tão culpado como a mulher.

 

Se amanhã chegarmos à conclusão que a rapariga estava no maior estado de embriaguez ou até drogada ou que foi forçada a fazer aquilo, então o meu discurso podes ter a certeza que muda de tom. Só que não consigo ver nada disso no vídeo.

 

Onde defines a linha entre o abuso e o consentimento? É que pode ser uma ato sexual consentido que constitua um abuso. Os efeitos psicológicos de um abuso ou de alguém forçar um comportamento sexual em ti não são preto e branco, têm muitos graus intermédios e complexos.

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sinceramente parece-me mesmo que tu não viste o video

Vi o vídeo uma vez e meia, se calhar devia ter visto mais, mas aquilo dá-me vergonha alheia. Até podia rever, mas não me apetece :mrgreen: aquilo pareceu-me algo que vi algumas vezes em discotecas ou similares, com a diferença que este foi filmado. Onde é que marcas a linha, de que o Pan falou, entre dois embriagados a ultrapassarem os limites da decência e um predador sexual a abusar de uma donzela indefesa?

 

Ali quando falei em "embriagada" acabei por perder um bocado o ponto, é certo, mas qual é a diferença entre aquilo e uma sessão similar a esta (ou às vezes bem mais gráfica) no meio de uma discoteca como as há às toneladas?

 

Onde defines a linha entre o abuso e o consentimento? É que pode ser uma ato sexual consentido que constitua um abuso. Os efeitos psicológicos de um abuso ou de alguém forçar um comportamento sexual em ti não são preto e branco, têm muitos graus intermédios e complexos.

Ao longo da minha participação neste tópico disse muitas vezes que não sei de leis e tudo o que podia estar a dizer ser errado. Na psicologia acontece-me similar. Como um fórum que isto é eu limito-me a dar a minha opinião, argumentá-la e esperar aprender com os outros, ou seja, aceito perfeitamente que se chegue à conclusão de que a rapariga foi "coagida a consentir" ou algo do género.

 

Mas há algo de que eu não abdico, a presunção de inocência. Sobretudo porque o vídeo deixa-me mais indícios de que aquilo é uma cena infelizmente "normal" quando já há bastante álcool no sangue do que de uma violação ou de um abuso. E infelizmente isto acontece imenso, eu raramente vou a discotecas e nem sequer bebo álcool, mas já presenciei cenas destas algumas vezes. Onde é que definimos essa linha entre o abuso sexual neste caso do rapaz sobre a rapariga e a inconsciência de duas pessoas com algum álcool a mais no sangue?

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pois foi o que eu pensei, não viste o video

a rapariga nem se consegue aguentar de pé e quando recupera um pouco a consciência tira a mão do rapaz das calças dela e tenta equilibrar-se, agora com os filtros todos q meteram não dá para ver a cara dela mas se tivesses visto não estavas com essa tentativa parva de comparação com raparigas conscientes do que estão a fazer no meio de uma pista de dança ou numa wc

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