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[UCL] Sporting 0-1 Barcelona (RF)

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Estou-te a dar exemplos de equipas que no ano passado ganharam 3 títulos (Man Utd) e que este ano meto os tomates em como voltam a ganhar 1 ou mais e estou-te a dar exemplos de equipas que tiveram uma evolução brutal a jogar da maneira que tu não gostas que joguem e que só não ganham mais porque têm dois bichos papões com 2 dos melhores jogadores de sempre na mesma liga. O Leicester disse logo que não contava para os exemplos, não estejas a aldrabar.

 

Deste-me exemplos de equipas que ganharam um título isolado ou competições a eliminar. O Sporting não vai ganhar Champions e a Liga Europa é secundária. Eu quero ser campeão nacional, muitas vezes, recorrente e se possível consecutivamente. É isso que importa.

 

O Atlético não é um bom exemplo para o Sporting porque o Atlético não está para Barcelona e Real como o Sporting está para Benfica e Porto. O Atlético não tem as armas que os outros têm, mas o Sporting tem ao nível das de Benfica e Porto. Não temos papões pela frente.

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Da mesma forma que esses alguns teriam ido juntar-se a outros tantos que mereciam ter sido campeões e nunca foram.

Só estou a dizer que sem ele não tinhamos sido campeões. E não deixa de ser tosco por isso, não havia era mais ninguém com "força bruta" para a posição.

 

 

nós estamos bastante longe da forma crónica. e estamos longe há 50 anos. talvez um pouco de pragmatismo nos tivesse dado uma meia dúzia de campeonatos a mais nestas 5 décadas.

 

 

Exigência é uma coisa muito diferente de perfeccionismo. Parecem semelhantes mas não são, e não dão os mesmos resultados, seja em qualidade ou em quantidade. Mas isso são outros quinhentos.

Sem ele e sem vários outros. Até porque eu estou muito longe de dar como garantido o facto de ter de existir alguém com "força bruta" naquela posição, ou até num 11 titular.

 

E sim, exigência não é perfeccionismo, e eu até sou um eterno perfeccionista (é um defeito, e dos grandes). Mas neste caso não há perfeccionismo nenhum. Há apenas uma exigência razoável, dado que equipas do mesmo nível (Porto e Benfica, por exemplo, só para não fugir do contexto) já provaram no passado que ter 11 jogadores com uma qualidade global suficiente para este nível pode ser uma realidade. É apenas isso que peço, neste momento: quero 11 bons jogadores. Não 11 craques. Apenas 11 bons jogadores para o Sporting.

 

Perfeccionismo, por exemplo, é aquilo que eu por vezes defendo quando discuto o Barcelona, e quando até jogadores como o Rakitic (de enorme valia) me fazem confusão lá, por uma questão ideológica. Mas aqui, acho que nem é preciso chegar a tanto.

 

A questão que vocês não querem ver é que em 100 jogos o Sporting e qualquer equipa portuguesa contra este Barcelona possivelmente também só vai ganhar 10 jogos em 100.

Falta de cultura de vitória? É natural que assim seja, que histórico, que experiência é que o Sporting tem comparado com os outros dois na Champions? Comparando então com um Barcelona, possivelmente um empate com eles até era dos vossos melhores resultados...

Contudo, volto a dizer que não acho que tenha sido o caso deste jogo, neste jogo simplesmente adaptou-se para tentar sacar alguma coisa do jogo e perdeu por manifesto azar.

 

Sobre o Portimonense, não foi uma equipa pequena, foi uma equipa que jogou de peito feito e ficou com 0 pontos e menos 3 golos na diferença, sendo que o objectivo da época é ter mais pontos que os outros e ter melhores critérios de desempate, foi um jogo belo filosoficamente e uma treta para o que interessa.

 

Aqui no CMPT as barricadas não é dos Iniestas vs Troncos, é dos que querem futebol bonito e floreado vs os que querem simplesmente atingir o objectivo para qual o jogo foi criado, uma equipa marcar mais que a outra.

Como é evidente. E só por isso, tem de montar o autocarro? É um dado adquirido que jogar assim vai trazer mais sucesso que jogar doutra forma?

 

Os golos na diferença interessam para quê, mesmo, numa competição de 34 jornadas? Por favor. Isso são pormenores. O objectivo é ter mais pontos, é isso que faz toda a diferença, e eles levaram os mesmos que uma qualquer equipa que meta o autocarro em campo. Com a diferença que, se calhar, no longo prazo e no decorrer da competição, não abdicarem da forma como jogam habitualmente lhes vai trazer mais benefícios do que ter ido meter o autocarro no relvado do Dragão, onde a derrota era quase garantida, de uma forma ou de outra.

 

O grande erro é precisamente esse. É um dos tais exageros que eu referia. Além da hiperbolização dos argumentos (não precisam de ser todos Iniestas e não devem ser troncos), é o assumir da concepção de que querer um futebol ofensivo e baseado na posse de bola, é querer um futebol bonito e não eficaz.

 

Eu acredito obsessivamente que jogar um futebol ofensivo e que privilegie a qualidade com bola dos jogadores é a melhor e a mais eficaz, pragmática e cínica forma de atingir o objectivo do jogo, e de obter resultados, vitórias e títulos. Assim como há quem acredite que a melhor forma de atingir esse objectivo é jogar um futebol defensivo e que privilegie a qualidade nos momentos sem bola do jogo.

 

Isto devia fazer igual sentido. Mas não faz. Porque, para uma grande franja de adeptos, parece não ser concebível que algumas pessoas acreditem no futebol ofensivo por razões resultadistas e de eficácia. Parece não ser concebível que, para algumas pessoas, a estética nem sequer é um factor a ter em conta nestas coisas. Convencionou-se que o futebol defensivo e com menos riscos assumidos é o mais eficaz e pragmático, e que o futebol ofensivo e mais arrojado é espectacular, mas não ganha tantos títulos. Pensei que a história do futebol já se tivesse encarregado de desmontar essa ideia.

 

O paradoxo CMPT.

 

Antes do jogo o importante era não sair goleado porque havia clássico no domingo. Depois do jogo em que o que condicionou a possibilidade de pontuação foi a eficácia, afinal não interessava a possibilidade de perder por muitos, interessava era a equipa mostrar-se positiva e não se acanhar.

 

Está bem. Gostava muito de ver aqui o discurso caso tivessemos dado mais espaço ao Barça e fôssemos vergados por 3 ou 4 a 1 em casa.

O importante era desfrutar, como disse ainda no tópico do jogo com o Moreirense. Aproveitar este tipo de jogos para evoluir e, um dia, chegar ao nível onde queremos estar (que não é nem pode ser o actual). Jogar como normalmente, e entrar em campo com a confiança total na vitória, como normalmente.

 

Em vez disso, "só" perdemos pela margem mínima. Temos que ver as coisas pelo lado positivo: podiam ter sido mais. Porque aceitar uma derrota de forma tão natural, antecipada e prematura é perfeitamente normal, num clube que pretende ganhar títulos.

 

De facto, é um paradoxo.

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