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Black Hawk

[FM Mobile 2026] Any Given Wednesday

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Estiveste mesmo "on fiiiiire" nesse ciclo infernal. Agora colhes os louros com a qualificação para a Champions. Até eu aplaudi os capitães.

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Publicado (editado)
Citação de cadete, Em 29/06/2026 at 13:07:

Estiveste mesmo "on fiiiiire" nesse ciclo infernal. Agora colhes os louros com a qualificação para a Champions. Até eu aplaudi os capitães.

E entrou dinheiro para caramba, este combo Premier League + Champions League é de loucos 😅

 

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Capítulo 12: "As segundas escolhas"

 

Olá, malta!

Cá estou para mais uma temporada ao comando dos The Howls.

Esta vai ser uma temporada mais difícil do que as anteriores. Bem, mais difícil talvez não seja a forma correta de a descrever; mais exigente?

É isso! Mais exigente! É que depois de no ano passado termos surpreendido o mundo ao terminar na segunda posição da Premier League na nossa primeira época entre a elite do futebol inglês, este ano teremos a pressão inerente a manter a elevada bitola com que nos exibimos na época passada.

E, além disso, temos a UEFA Champions League. Vamos estrear-nos na maior competição de clubes do planeta, aumentando a exigência e o desgaste - ao contrário do ano passado, não teremos tempo para descansar entre jogos. Vai ser sempre em alta rotação!

Por esse motivo, é evidente que neste Verão houve um rodopio de novidades em Hillsborough. Vamos disputar quatro competições ao longo da temporada, sendo expectável que acabemos por disputar pelo menos 50 jogos, mas este número pode crescer exponencialmente caso nos comportemos bem, como espero, na UEFA Champions League, na FA Cup e na League Cup.

Era fulcral reforçar o plantel.

 

As mexidas no plantel 

 

Estas necessárias mexidas nem eram tanto em qualidade para a equipa principal, a qual já estava num patamar bastante considerável, mas principalmente na profundidade do plantel para permitir uma rotação adequada dos jogadores ao longo do ano sem perdas significativas de qualidade.

Algumas das minhas principais alternativas na época passada desiludiram, demonstrando dificuldades no rendimento no exigente palco que é a Premier League.

Se calhar começamos por aí: pelas saídas.

 

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Antes de mais, talvez seja importante realçar duas saídas inesperadas... e inesperadas é dizer pouco: Arijon Ibrahimovic e Beto.

Ambos os casos foram estranhos e seguiram o mesmo padrão. Um clube (Brighton no caso do Beto, Brentford no caso do Arijon Ibrahimovic) apresentaram propostas por eles no início de Julho. As propostas foram obviamente rejeitadas; ambos eram jogadores com os quais estava satisfeito e com os quais contava para a próxima temporada.

Para minha absoluta surpresa, o Ibrahimovic e o Beto armaram uma pega de uma confusão com a rejeição das propostas, criando problemas nos treinos e pedindo para serem colocados à venda por entenderem que foram tratados injustamente.

Não os tratei injustamente, só para que conste; apenas rejeitei propostas abaixo do valor deles feitas por clubes que estão por esta altura num patamar inferior ao nosso. Por amor de Deus, nós vamos à UEFA Champions League, por que raio haveriam eles de querer forçar a saída para clubes que não vão estar lá?

Seja como for, acabei por ceder. Um dos nossos pontos fortes sempre foi a coesão do grupo de trabalho e o bom ambiente no balneário, pelo que não tinha (e não tenho) qualquer interesse em manter jogadores insatisfeitos e a criar problemas.

O Brighton, que inicialmente tentou o Beto, acabou por avançar pelo Arijon Ibrahimovic. Depois de algumas negociações consegui consideráveis €45M por ele, acima do seu valor de mercado.

Aqui está ele, a cara da vergonha, o traidor que quis abandonar Hillsborough e a possibilidade de jogar na UEFA Champions League para ir para Brighton disputar a UEFA Conference League...

 

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... e nem sequer foi ganhar mais dinheiro do que aquilo que ganhava a jogar por nós. Enfim... não percebo.

Já pelo Beto ninguém avançou até inícios de Agosto quando o Stuttgart ofereceu €9M. Tentei aumentar o valor, mas acabei por aceitar os €11.5M que foi o limite até onde os alemães aceitaram ir. É um jogador de quem gosto, mas também já ia a caminho dos 31 anos.

E assim, de forma inesperada, perdi dois habituais titulares: o meu extremo esquerdo e o ponta-de-lança. E nem foi para equipas de topo.

As restantes saídas foram quase todas elas de jovens jogadores que nunca evoluíram o que se esperava ou daqueles jogadores que disse há pouco terem desiludido um pouco e para os quais o atual nível do Wednesday e da Premier League parece ser demasiado para as suas qualidades.

Entre estes últimos, falo de Erick Noriega, Francis Okoronkwo, Jamal Lewis, Yuki Soma, e Christ Makosso. Todos eles foram importantíssimos na nossa campanha de 2026/27 rumo à conquista do Championship, mas a Premier League exige outra mudança que eles não tiveram.

Só lhes posso desejar toda a sorte do mundo para os seus futuros pessoais e profissionais, agradecendo tudo o que fizeram por nós. Esta casa terá sempre as portas abertas para os seus heróis e eles foram, a seu tempo, heróis dos The Howls.

Houve também um batalhão de jovens jogadores a saírem por empréstimo, em especial para o Doncaster Rovers (League One) e Stoke City (Championship), que são as nossas duas equipas afiliadas. As excepções são o Victor Rongier e o Pelle Mattsson, que já não são jovens, mas que ninguém quis contratar e acabei por os emprestar para não ficarem um ano parados.

Alguns jogadores saíram por valores acima do que esperava, outros bastante abaixo do que tencionava receber, mas feitas as contas fizemos €230M em vendas de jogadores, um valor absurdamente elevado e que nos deu folga para todas as minhas excentricidades.

E fui bastante excêntrico nas contratações!

 

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Sim, gastámos €276M em contratações... mas foi um valor necessário para aumentar o nível global da equipa e dotar o plantel de alternativas válidas para uma rotação segura da equipa nos períodos mais exigentes em que jogaremos duas ou três vezes por semana.

As duas contratações mais sonantes - e também mais dispendiosas - foram dois extremos: Romelle Donovan (esquerdino para a direita) e Matías Fernández-Pardo (destro para a esquerda).

Ambos são dois extremos jovens. O Donovan tem 21 anos e o Fernández-Pardo já cumpriu 23 primaveras, e os meus observadores garantiram que ambos têm ainda imenso potencial para desbravar.

Curiosamente, nenhum deles foi a minha primeira opção. Os observadores tinham dado maior recomendação ao Noni Madueke e ao Pedro Neto para a ala direita, enquanto para a esquerda recomendavam o Bryan Zaragoza. No entanto, não me foi possível contratá-los.

No caso do Madueke tive tudo acertado com o Arsenal para o trazer, mas ele pediu-me demasiado dinheiro. Até poderia pagar o que ele pedia, mas ia ganhar tão mais do que o resto dos meus jogadores que não quis correr o risco de isso desestabilizar a união do grupo de trabalho.

No caso do Pedro Neto e do Bryan Zaragoza, o Chelsea e o Bayern pediram-me valores a rondar os €60M e os €70M, respetivamente. Também poderia ter pago isso, tínhamos dinheiro para tanto, mas dada a idade deles não vi motivo para avançar com tão absurdas quantias.

 

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Nenhum deles será titular de imediato, mas como dá para perceber são ambos jovens, velozes e com bom remate a quem basta, espero eu, alguma utilização regular na Premier League para afinarem alguns atributos que lhes permitirão tornar-se jogadores de elite.

Para as restantes posições, o critério foi basicamente o mesmo: recomendações dos observadores com base no potencial de crescimento e que estivessem disponíveis por valores até €30M. A maioria nem sequer era a primeira recomendação dos observadores, mas como muitas dessas eram demasiado caras ou exigiam demasiado ordenado, atacámos aqueles que estavam ao nosso alcance.

Este foi o mercado das segundas escolhas.

Assim, trouxe o Aarón Anselmino e o Radu Dragusin para o centro da defesa. Juntos custavam €18M e vão rodar com o Arthur Theate e o Daniele Ghilardi - e no caso do Anselmino, os observadores dão-lhe um potencial de crescimento elevado. Se o tem ou não, veremos.

Trouxe ainda o Destiny Udogie para rodar com o Matteo Pérez Vinlöf na esquerda da defesa e três médios jovens para irem rodando com os titulares: Oscar Hojlund, Matias Siltanen e Trey Nyoni. Este último acho que foi um achado, os observadores davam-lhe 4,5 estrelas de recomendação e o Liverpool vendeu-mo por apenas €12M.

Por fim, com a saída do Beto tive de procurar um novo ponta-de-lança para rodar com o Rafiu Durosinmi.

A primeira recomendação era o Liam Delap, que o Chelsea vendia por €20M, mas que me pediu €12M por ano de ordenado. Foi logo riscado.

A segunda recomendação era o Álvaro Rodríguez do Elche, que me pediu €9M por ano. Seguiu o mesmo caminho do Delap.

A terceira recomendação era o Samuel Aghehowa, mas o Porto queria €108M por ele. Não. Simplesmente não.

A quarta recomendação era o Youssef Chermiti do Rangers. Ele era das camadas jovens do Sporting e conheço-o bem. Nem pensar.

A quinta recomendação era o Tammy Abrahams, avançado muito bom, sim, mas já com 30 anos de idade por quem o Aston Villa pedia €44M.

Estão a ver como isto correu.

À oitava tentativa (!!!) lá encontrei o meu reforço.

 

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O Lorenzo Lucca já tem 27 anos de idade, mas tem as características que procurava para um ponta-de-lança na nossa forma de jogar. É forte no jogo aéreo e no remate, é poderoso no choque, agressivo, com boa movimentação sem bola e inteligente na tomada de decisões.

Peca um pouco no acerto do passe e na velocidade, mas por esta altura estava a ficar sem opções, pelo que foi por ele que fomos na esperança de que expluda na Premier League e não só marque muitos golos, como ajude os seus colegas a marcar.

Os restantes jogadores são todos eles jovens que não vão integrar a equipa principal, acabando por ser integrados na equipa de reservas ou por serem emprestados de imediato aos nossos clubes afiliados.

Chamo a atenção para este extremo espanhol.

 

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O Manuel Torrents veio do Real Madrid e foi um dos raros jogadores que recebeu 5 estrelas de avaliação potencial - a avaliação máxima.

Foi-me indicado como médio ofensivo, mas eu olho para ele e vejo um extremo direito extremamente veloz com todas as características para ser um desequilibrador a partir do flanco. Peca apenas na agressividade, mas isso é algo que poderemos trabalhar com tempo.

Foi emprestado ao Stoke para evoluir com utilização regular no Championship e daqui a um ano veremos se o meu observador tinha razão.

Não aparecem nesta lista, mas integrei ainda dois jogadores no plantel sobre os quais tenho obrigatoriamente de falar.

 

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O Preston Akintunde e o Jesse Buse são os primeiros graduados da formação do Sheffield Wednesday que integro na equipa principal.

Ambos foram promovidos da nossa Academia em 2026, a primeira época em que estive ao comando dos The Howls, juntamente com vários outros jogadores. Foram os únicos que impressionaram nos empréstimos em que andaram desde então - e que tiveram evolução visível nestes dois últimos anos - e este ano entendi que estavam no ponto para jogarem por nós.

Vão ser a terceira opção para as suas respectivas posições, mas com a quantidade de jogos que teremos pela frente oportunidades não lhes faltarão para demonstrarem as suas qualidades.

 

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Acabámos com um saldo negativo de €46M neste mercado de transferências. Não é grave por dois motivos: continuamos a cumprir totalmente os regulamentos financeiros da FA e a Direção deu-nos um orçamento de... mais de €200M para transferências!

O que não dá terminar em segundo lugar na Premier League e ir à UEFA Champions League. Entrou tanto dinheiro nos nossos cofres que nem o conseguimos gastar todo!

 

Pré-temporada e Objetivos

 

Isto já vai longo e já vos devo estar a maçar, por isso vamos abreviar as coisas.

Na época passada, a Direção pediu-nos um lugar tranquilo a meio da tabela e respondemos com a segunda posição, a qualificação para a UEFA Champions League e a vitória na League Cup.

Por isso, este ano não poderá admirar ninguém que nos tenham pedido mais: o objetivo passa pela qualificação para a UEFA Europa League, ou seja, terminar no top6. Acho que temos equipa para isso e até para mais, não é um objetivo exigente.

Já no que respeita à UEFA Champions League, a Direção apenas nos pede que sejamos competitivos. Não sei o que isso significa, mas por mim qualquer coisa que não seja o apuramento para os Oitavos-de-Final será um fracasso.

 

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A nossa pré-temporada incluiu sete jogos e, aparte um inesperado empate com o Coventry, correu bastante bem.

Com base nas prestações individuais durante estes jogos e pela minha percepção quanto à qualidade dos jogadores, o onze com que vou atacar os primeiros jogos oficiais da temporada será este.

 

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Como podem ver, entram apenas três reforços no onze inicial: o Anselmino para o centro da defesa, o Hojlund para o meio-campo e o Lucca para o ataque.

Os restantes reforços terão as suas oportunidades de demonstrar que merecem um lugar na equipa titular e espero, por isso, que ao longo do ano haja mudanças para melhor.

 

Any Given Wednesday: The Next Chapter

 

Não achavam que me iria esquecer de vos falar do nosso documentário, pois não?

É verdade...

 

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... foi renovado para uma segunda temporada e até já saiu o primeiro episódio desta nova temporada!

 

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As audiências continuam a ser limitadas, mas a recepção dos episódios tem sido sempre muito positiva.

Está a tornar-se um daqueles documentários que não é um enorme sucesso mundial, mas tem construído uma base de fãs bastante leal que o tornaram numa espécie de culto - daí a LetFlix ter decidido não o terminar.

Agora cabe-nos a nós contribuir para o seu sucesso com grandes prestações dentro de campo e a conquista de títulos que aumente a sua visibilidade!

Voltarei em breve com mais novidades.

 

"Hi Ho Sheffield Wednesday!"

Editado por Black Hawk
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Não te puseste com brincadeiras no mercado. Revolução total. mas as finanças estão em bom estado e a pré-época deixa antever uma época positiva.

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Capítulo 13: "A insustentável leveza da pressão"

 

Olá, malta!

Como vos escrevo precisamente no dia 01 de Janeiro de 2029, começo por vos perguntar como foi a vossa passagem de ano. Divertiram-se? Beberam muito? Tiveram muito trabalho a acalmar os gatinhos e os cãezinhos assustados com o barulho do fogo de artifício?

Por aqui nem deu para celebrar. Temos jogo daqui a nada, aliás, escrevo-vos pouco antes de subirmos ao relvado do Tottenham Hotspur Stadium para os exercícios de aquecimento. Só deu para fazer a contagem decrescente até à meia-noite, beber um copo de champagne e ir dormir que temos trabalho para fazer.

E temos mesmo de tirar um bom resultado deste jogo, caso contrário arriscamos desperdiçar tudo aquilo que temos feito até aqui.

Só espero que os meus meninos tenham cumprido o mesmo código de profissionalismo que eu. Não tenho razões para duvidar que o tenham feito, eles têm sido inexcedíveis ao longo dos últimos cinco meses, mas não estava lá para os vigiar, não é?

Bem, deixem-me então contar-vos as nossas peripécias desses últimos cinco meses, pois tenho a certeza que estarão em pulgas para saber como estamos a dar-nos na Premier League e na UEFA Champions League.

 

A insustentável leveza das expectativas

 

A nossa temporada começou, por ironia do destino, da mesma forma que há um ano: com a recepção ao Newcastle.

Aliás, tirando esse jogo inaugural e a recepção seguinte ao Tottenham, esta fase inicial da temporada nem sequer era muito exigente; a maioria dos adversários mais difíceis viria a surgir mais tarde no calendário, e até todos ao mesmo tempo.

Mas já lá iremos.

Também de realçar que nos estrearíamos na UEFA Champions League nesta fase precoce da temporada, além de que teríamos o "Steel City Derby" para disputar.

Chega de encher chouriços: estes foram os resultados.

 

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Depois do brilharete de há um ano com a segunda posição final na Premier League, muito se escreveu quanto ao que se poderia esperar dos The Howls nesta temporada.

Conseguiríamos corresponder às expectativas? Iríamos ceder ao insustentável peso da pressão?

A resposta foi dada desde o pontapé de saída desta temporada 2028/29: fomos quase brilhantes e fizemos um pirete a quem duvidava de nós.

E os nossos críticos até começaram a afiar as facas logo no primeiro jogo...

 

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... pois foi o Newcastle quem marcou primeiro em Hillsborough no jogo inaugural da temporada, já perto do intervalo.

No entanto, nós estamos bastante acima do nível de há um ano, quando empatámos na estreia contra eles, e o nosso reforço Lorenzo Lucca empatou logo a seguir, consumando depois a reviravolta durante a segunda parte.

O ponta-de-lança sairia durante a segunda parte, sendo aplaudido de pé por um Hillsborough a abarrotar de gente depois de marcar dois golos, e entrou para o seu lugar Rafiu Durosinmi que faria o 3-1 perto do final para confirmar a vitória.

O primeiro tropeção da temporada viria duas semanas depois - pelo meio vencemos o Forest - quando empatámos em casa contra o Tottenham de Cristiano Ronaldo. Foi um jogo em que fomos ligeiramente superiores, mas o empate aceitou-se porque as duas equipas exibiram-se mais ou menos ao mesmo nível.

Seguiu-se uma vitória tranquila sobre o Doncaster Rovers para a League Cup, competição de que somos campeões em título, cuja maior curiosidade até foi o facto de o Doncaster ser a nossa equipa afiliada. Claro está que os muitos meninos que temos a jogar lá por empréstimo não puderam defrontar-nos e eles, coitados, não deram grande réplica.

E, com isto, chegou um dia grande em Sheffield.

O dia do "Steel City Derby".

 

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Por esta altura, já defrontei o Sheffield United quatro vezes enquanto treinador do Wednesday e nunca perdi um "Steel City Derby". Desta vez não só voltámos a não perder, como lhes demos uma bela tareia em pleno Bramall Lane.

Eles subiram esta época à Premier League e durante o jogo fiquei com a clara sensação de que eles não estão minimamente preparados para isto. Vai ser uma temporada duríssima para os nossos queridos rivais, não sei se vão evitar a despromoção.

Mas isso não é problema nosso. O nosso problema eram o Fulham e o Everton, os adversários que se seguiam para a Premier League.

Vencemos ambos em jogos muito distintos: o Fulham deu-nos imenso trabalho e apenas sacámos uma vitória tangencial por 3-2; o Everton foi cilindrado por 3-1 num jogo em que eles fizeram apenas um remate em 90 minutos... que por acaso até deu golo.

Feitas as contas a este ciclo inicial de temporada...

 

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... estávamos na liderança da Premier League.

O surpreendente Brighton era o mais direto perseguidor nesta fase, acompanhado pelo Arsenal, mas a principal novidade era o arranque modesto do campeão em título Manchester City, que por esta altura já tinha perdido 8 pontos.

Mas isto seria uma longa temporada e só alguém sem noção os poderia afastar já das contas do título.

Aliás, só alguém sem noção poderia começar a pensar no que quer que fosse. Estavam disputados apenas 6 de 38 jogos, muita água ainda iria correr por debaixo do moinho que é a Premier League.

Mesmo nós, liderando a tabela, estávamos longe de estar tranquilos. Bastava ver o ciclo de jogos que se seguiria...

 

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... Manchester United, Manchester City, Bayern, Liverpool, Chelsea, e deslocações aos terrenos de Crystal Palace, PSV e Galatasaray. Não haveria um jogo acessível em todo este período!

Ah, claro! Não precisam de perguntar, não me esqueci da UEFA Champions League!

Pelo meio, como viram nas imagens, disputámos as duas primeiras jornadas da Fase de Campeonato da Liga Milionária.

 

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A nossa estreia deu-se em pleno Hillsborough contra o modesto Spartak Trnava. Os eslovacos deram a réplica possível, mas a qualidade dos meus meninos era demasiada para eles e facilmente chegámos a uma vantagem de três golos.

O jogo entrou depois num longo período de marasmo em que pouco ou nada aconteceu, mas as entradas dos meninos Preston Akintunde e Jesse Buse, que recordo serem dois rapazes de 19 anos promovidos da nossa própria Academia, deram uma nova vivacidade à nossa equipa e ambos foram a tempo de se estrearam a marcar na UEFA Champions League.

 

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O outro jogo foi de um grau de exigência incomparavelmente superior. O Marseille é um adversário temível e obrigou a aplicarmo-nos a 100%, o que fizemos vencendo por 2-1 num jogo em que fomos sem dúvida merecedores dos três pontos.

Este bom arranque levou os produtores do nosso documentário a requisitar uma entrevista comigo e, lá pelo meio, perguntaram-me se achava possível manter este ritmo até final.

Há um ano fizeram-me a mesma pergunta mais ou menos na mesma altura e decidi então meter um travão na euforia porque senti que a equipa não estava preparada para isso.

Desta vez, porém...

 

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... acho que estamos no ponto para aumentar a exigência e declarei com confiança que sim, podemos conseguir grandes feitos e terão de contar connosco para as decisões de todas as grandes competições em que estamos envolvidos.

Fui temerário? Fui!

Fui arrogante? Talvez!

Fui aventureiro? Ah, certamente!

Vocês viram o ciclo de jogos que se seguiria. Bastava uma quebra nos resultados nesse próximo ciclo, o que não era algo tão improvável quanto isso, para as minhas afirmações fazerem de mim um meme nas redes sociais.

Bem, há que correr riscos e tenho confiança nos meus meninos para me expor, pelo que não altura estava ansioso para entrar no ciclo seguinte de jogos!

 

Black "meme" Hawk

 

Este ciclo duraria um mês, entre inícios de Outubro e inícios de Novembro, e estava encaixado entre duas pausas para compromissos das seleções nacionais.

Tinha algum receio que pudesse quebrar de alguma forma a sequência de vitórias que trazíamos de trás, mas não precisava de ter receios.

 

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Voltámos à competição com uma dupla jornada frente a dois gigantes algo adormecidos: Manchester United e Chelsea.

 

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Arrancámos duas vitórias a ferros, mais no sofrimento e na capacidade de sacrifício do que na qualidade técnica, mas foram seis pontos saborosos!

O Manchester United foi a nossa besta negra no ano passado. Decerto se recordarão das nossas danças com os diabos vermelhos de que vos falei anteriormente. Defrontámo-los cinco vezes em três competições diferentes e apenas vencemos uma vez (e foi no prolongamento), tendo o Bruno Fernandes marcado seis golos em cinco jogos.

E, mais uma vez, o Bruno Fernandes voltou a marcar-nos um golo que forçou o empate quase até final, mas quando parecia que o resultado não mexeria surgiu o Trey Nyoni a marcar o golo decisivo já na reta final do jogo.

Na semana seguinte fomos a Stamford Bridge e, bem, o que dizer deste jogo. Foi. Um. Espetáculo! As duas equipas jogaram de peito aberto em busca do golo e, apesar das várias oportunidades que foram surgindo - em especial da nossa parte, como podem ver nas estatísticas - o nulo ainda reinava à entrada do tempo de compensação.

Por essa altura jogávamos com menos um porque o Romelle Donovan lesionou-se logo depois de esgotar as substituições, mas mesmo assim lançámos um último ataque que terminou com o nosso médio Matías Siltanen a ser derrubado dentro da grande área.

O Rafiu Durosinmi não tremeu e, da marca de onze metros, garantiu três preciosos pontos para a nossa campanha na Premier League.

O calendário não dava tréguas e depois destas duas terríveis batalhas, outra ainda mais difícil surgiu-nos pela frente: o Manchester City (pelo meio jogámos contra o Bayern, mas vou deixar os jogos da UEFA Champions League para depois).

 

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Este foi dos jogos mais caricatos de toda a minha carreira.

Entrámos muito mal no jogo. Quando digo muito mal, é muito mal mesmo, ao ponto de aos 20 minutos de jogo ainda não termos feito um ataque e o Manchester City já ter feito 8 remates à baliza, um dos quais dando golo. Foi o quão mal entrámos.

Baixei linhas, reduzi o risco no nosso jogo (a mentalidade) e gradualmente começámos a equilibrar o jogo, que daí até final teria apenas mais oito remates, quatro para cada lado. A curiosidade é que nesses quatro remates, marcámos três vezes!

Mentiria se dissesse que o resultado foi justo. O Manchester City poderia ter chegado a uma vantagem superior nos primeiros 20 minutos do jogo. O nosso grande mérito foi anular o ímpeto deles após essa fase inicial; e isso foi suficiente para virarmos o resultado a nosso favor.

Depois de vencermos o campeão em título, solidificando a nossa liderança na Premier League, vencemos o Crystal Palace antes de irmos a Anfield Road.

 

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E aqui devo dizer-vos que pagámos pela vitória sobre o Manchester City.

A sorte que tivemos nesse jogo faltou-nos aqui. O Liverpool até esteve a vencer, as estatísticas mostram equilíbrio, mas nós fomos superiores e criámos as melhores oportunidades, entre as quais uma grande penalidade já na reta final do jogo.

Desta vez, o Rafiu Durosinmi desperdiçou a penalidade. A defesa do Alisson fez a bola ressaltar para a frente do nosso avançado e ele, na recarga, com a baliza aberta, chutou contra o Alisson que ainda estava estendido no chão.

Não sei como ele conseguiu falhar aquilo, mas foi a diferença entre sairmos de Anfield Road com os três pontos ou com o mísero ponto que nos calhou.

 

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É que isso poderia ter valido uma vantagem de 7 pontos sobre o Arsenal ainda numa fase muito inicial da temporada... mas enfim, lideramos e sobrevivemos a uma fase terrível em que defrontámos a maior parte dos nossos principais rivais da Premier League.

Pelo meio disto tudo, defrontámos Bayern e PSV para a UEFA Champions League em jogos muito equilibrados, mas com resultados bem distintos: vencemos o Bayern e fomos derrotados nos Países Baixos.

Esta derrota não me preocupou muito, até porque levávamos então 9 pontos em 4 jogos, mas a situação ficou um pouco mais instável quando não conseguimos mais do que um empate a zeros na Turquia frente ao Galatasaray.

Ainda assim, o grande desaire deste ciclo foi sem dúvidas a nossa eliminação da League Cup...

 

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... que obviamente ocorreu às mãos do Manchester United, ora pois claro. Eles parecem só saber jogar contra nós...

Foi um jogo mau da nossa parte, não há como o negar, e não há de ter ajudado ter rodado bastantes jogadores no onze inicial. Ainda assim a decisão ocorreu no desempate por grandes penalidades, onde o Daniele Ghilardi falhou o último remate.

E assim caiu o campeão em título da League Cup e o vosso querido Black Hawk tornou-se um meme nas redes sociais.

Depois de ter dito que a equipa poderia conseguir grandes coisas, fomos logo eliminados da primeira grande competição da temporada.

Além disso, concluímos este ciclo com três jogos sem vencer, o que soava a quebra iminente do Sheffield Wednesday.

Urgia inverter esta tendência.

 

Se fosse fácil não era para nós

 

Um conhecido treinador português disse um dia uma frase que se tornou famosa: "Se fosse fácil não era para nós".

O homem foi ridicularizado pela afirmação, mas na verdade reflete aquilo que sentia naquela altura da temporada. A pressão sobre a nossa equipa era enorme e a tarefa que tínhamos em mãos era difícil; se ela fosse fácil, era porque estaríamos muito longe do nível a que nós vínhamos exibindo.

 

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A resposta dos meus meninos encheu-me de orgulho. Foram três vitórias consecutivas para a Premier League, as duas primeiras em jogos em que tivemos de batalhar arduamente para as garantir, a última mais tranquila.

Esta última vitória mais tranquila permitiu poupar alguns jogadores cedo no jogo para estarem prontos para o importantíssimo compromisso para a UEFA Champions League: a recepção ao Lyon. 

 

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Depois da derrota com o PSV e o empate com o Galatasaray, a nossa margem de erro desapareceram. Apenas uma vitória era aceitável e a equipa correspondeu com uma grande exibição, à qual só tenho a apontar o golo sofrido no final.

O ímpeto que trazíamos foi suficiente para somar mais três vitórias para a Premier League, as quais foram essenciais para mantermos uma vantagem sobre o Arsenal que garantiria a saída do Emirates com a liderança mesmo que perdêssemos.

E esse cenário tornou-se bastante real demasiado cedo.

 

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Não é que tenhamos entrado mal, embora eles tivessem mais bola na fase inicial do jogo, mas o raio do Arsenal marcou dois golos nos primeiros dois remates do jogo e isso quebrou-nos.

Durante largos períodos da primeira parte, a palavra de ordem foi "sofrer". Sofremos imenso, baixámos linhas, aguentámos vagas de ataque atrás de vagas de ataque, mas resistimos mantendo o resultado em 0-2.

Em cima do intervalo, golpe de teatro! Um contra-ataque rápido permitiu ao Lorenzo Lucca surgir na cara do guarda-redes e reduzimos para 1-2.

O jogo não mudou muito de feição até que novo golpe de teatro se deu perto do final quando o Lewis-Skelly foi expulso por acumulação de amarelos. Foi já nessa fase, quando estávamos a cair com tudo sobre o Arsenal, que aconteceu isto. 

 

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Vindo de trás, o Oscar Hojlund invadiu a área adversária, ficou com linha para chutar, encheu o pé e deu-nos um importante empate.

E não posso deixar de realçar o quão importante foi este golo. Não só nos permitiu sacar 1 ponto de um jogo em que isso pareceu impossível durante largos períodos de tempo, como...

 

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... manteve o Arsenal a 9 pontos de distância em vez de a reduzir para apenas 6 pontos.

Quem agora nos persegue, precisamente a 6 pontos de nós, é o Manchster City, que depois de um arranque complicado apenas não venceram um dos jogos disputados desde que perderam em Hillsborough.

Ainda vamos ter de contar com o Manchester City até final, conforme seria de esperar. Os homens do Pep Guardiola parecem gatos, têm várias vidas!

 

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Enquanto isso, na UEFA Champions League o cenário parece bastante promissor apesar dos deslizes com PSV e Galatasaray.

Pelas minhas contas, diria que mais 3 pontos garantem o apuramento direto para os Oitavos-de-Final. Faltam disputar dois jogos e nenhum dos adversários será fácil: Atalante e Napoli.

Mas acredito na minha equipa para vencer pelo menos um dos jogos e selar o apuramento para a fase seguinte sem necessidade de irmos ao playoff!

 

Estatísticas e previsões

 

Fechámos a primeira metade da temporada na liderança da Premier League e da UEFA Champions League, mas já caímos na primeira competição da temporada: a League Cup.

Apesar dessa eliminação, estamos a fazer uma temporada muito positiva. Os meus meninos estão a corresponder e a suportar a pressão, apesar de estar estar a começar a tornar-se insuportável.

 

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Como dá para entender, muitos dos meus jogadores estão a entrar em pânico com a pressão.

Eles nunca passaram por nada disto, nem eu para dizer a verdade, mas também é aqui e agora, neste momento, que veremos quem tem estaleca para jogar a este nível e quem está aqui a mais.

Para finalizar, deixo-vos as habituais imagens com as estatísticas dos meus jogadores.

 

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Agora vou preparar-me para subir ao relvado com a minha equipa para o aquecimento que antecede o difícil confronto com o Tottenham.

Eles estão a fazer um mau campeonato - quem diria que o Cristiano Ronaldo afinal daria um treinador duvidoso? ahah - mas jogar no Tottenham Hotspur Stadium nunca é fácil e tudo pode acontecer.

O Manchester City não desarma e continua a perseguir-nos. Nã podemos perder pontos.

E é com a insuportável leveza da pressão que sobre nós recai que me despeço por hoje.

Volto em breve com novidades!

 

"Hi Ho Sheffield Wednesday!"

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