P. Chagas Freitas Publicado 24 Março 2015 (Em Actualização) O poeta Herberto Helder morreu, aos 84 anos, na segunda-feira em Cascais. O poeta que nasceu em 1930 no Funchal morreu em casa e não foi possível ainda apurar a causa da morte. Era considerado o maior poeta português da segunda metade do século XX. O ano passado, em Junho, publicou A Morte Sem Mestre, pela chancela da Porto Editora — numa edição que incluía um CD com cinco poemas ditos pelo autor. Em 2013 havia publicado Servidões. Desde a publicação de A Faca Não Corta o Fogo, em 2008, tornou-se um caso de consenso crítico quase absoluto.Tal como os anteriores livros de Herberto Helder, A Morte Sem Mestre teve apenas uma edição, tendo esgotado rapidamente. "Herberto Helder foi um poeta poderoso, a sua obra foi um centro de atracção e um horizonte em relação ao qual todos os seus contemporâneos tiveram de se situar. Como antes tinha acontecido com Fernando Pessoa, também houve um 'efeito Herbero Helder', diz ao PÚBLICO o crítico António Guerreiro. http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/morreu-o-poeta-herberto-helder-1690151 Um dos grandes Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 24 Março 2015 :estrelas: Li o Passos em Volta há pouco tempo. Nunca teve o reconhecimento que merecia, em grande parte pela postura e perfil de isolamento que foi adoptando ao longo dos anos. Morreu o homem, que viva a obra. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 24 Março 2015 Morreu o homem, que viva a obra. A obra vive nos gatunos que revendem os livros dele por valores completamente absurdos... Deve ser muito giro andar a correr as livrarias todas mal os livros saem para no dia a seguir os ir meter à venda ainda plastificados no OLX por 80€. Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 24 Março 2015 (editado) Em parte, a culpa também foi dele pelas escolhas editoriais que fez. Aliás, isso explica a curta proliferação de alguns dos livros que escreveu, que levaram a uma notoriedade pouco relevante comparativamente aos méritos que lhe são reconhecidos. Editado 24 Março 2015 por Chandler Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 24 Março 2015 Enorme perda! Ficou refém das editoras nos últimos anos e sujou um pouco a sua imagem por parecer que coadunava com a politica de venda das suas obras. Quando estou m*rdoso com a vida oiço isto e relaxo. Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 24 Março 2015 Hoje, às 23h32, na RTP2 A RTP2 presta homenagem a um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX com o documentário: “Herberto Helder - Meu Deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro”. Compartilhar este post Link para o post
P. Chagas Freitas Publicado 24 Março 2015 este iniesta nao bastava ser um génio dentro de campo e ainda é um senhor fora dele, aqui está uma homenagem escrita pelo mesmo ao nosso querido poeta que hoje tragicamente nos abandonou Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 24 Março 2015 Boa notícia não desportiva. É sempre engraçado ver a celeridade com que este caso foi tratado em comparação ao do treinador de hóquei do Sporting. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 24 Março 2015 este iniesta nao bastava ser um génio dentro de campo e ainda é um senhor fora dele, aqui está uma homenagem escrita pelo mesmo ao nosso querido poeta que hoje tragicamente nos abandonou :lol: Compartilhar este post Link para o post
jmgv Publicado 25 Março 2015 https://www.facebook.com/cd25a Madeira considera descabida homenagem ao poeta A Direção Regional dos Assuntos Culturais considerou hoje "descabida" a organização de uma homenagem oficial a Herberto Helder, que nasceu na Madeira e morreu esta segunda-feira, aos 84 anos, afirmando que o poeta está além do "circo mediático". "Face ao autor que é e aquela que foi a sua visão das coisas, qualquer ação dessas é completamente descabida", disse à Lusa o diretor regional, João Henrique Silva, vincando que a obra de Herberto Helder "está muito para além do folclore e do circo mediático que hoje tomou conta do mundo literário e do mundo artístico em geral". João Henrique Silva realçou que Herberto Helder "fugiu completamente dessa feira de vaidades", tendo criado para si próprio um "clima de clausura e de refúgio como fronteira para não ser aprisionado e não ser raptado pelas convenções do mundo mediático-literário, tal como o conhecemos hoje". Considerado um dos maiores poetas portugueses, Herberto Helder deu a sua última entrevista em 1968 e recusou o Prémio Pessoa na década de noventa, rejeitando quase sempre o mediatismo literário. O diretor dos Assuntos Culturais salientou que a sua obra, não sendo de leitura fácil e imediata, revela, porém, uma "enorme dimensão", tendo ultrapassado a geografia e os condicionalismos do lugar onde o poeta nasceu, para se tornar "universal, partilhada e partilhável" por uma comunidade de leitores cada vez maior. "Ao Herberto certamente lhe bastava os referentes e as referências da criação poética e do seu universo pessoal - porque ele tem um universo muito próprio enquanto autor - e é neste contexto que se compreende como incontornável a sua relação com a ilha", disse João Henrique Silva, salientando que, no seu caso, a expressão "madeirense" [poeta madeirense] não deve ser encarada como adjetivo, mas no sentido da relação criadora com as origens. "A poesia de Herberto Helder não se entende sem compreender que ele é um poeta nascido na ilha e grande parte das metáforas e dos símbolos que atravessam toda a sua poesia têm de ser lidas na sua relação com a criação originária", disse, sublinhando o peso da ilha enquanto "expressão de grande violência telúrica". "O Herberto é um poeta de enorme dimensão em termos da língua portuguesa. É um poeta universal. Em termos da sua criação literária está muito para além da ilha e da própria nação portuguesa. É um poeta que, pela enorme beleza, profundidade e alcance dos seus textos se tornou universal", declarou João Henrique Silva. Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira nasceu a 23 de novembro de 1930, no Funchal, ilha da Madeira, no seio de uma família de origem judaica. Morreu esta segunda-feira na sua casa em Cascais. A "Morte sem Mestre" foi o último livro do poeta, publicado pela Porto Editora em junho de 2014. Na rua da Carreira, no Funchal, existe uma placa que assinala a casa onde nasceu. http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4472740&seccao=Livros&page=-1 Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 25 Março 2015 Haja alguém com bom senso. O que mais faltava era foguetório para assinalar a vida e a obra, ou a morte e a obra, de alguém que nunca quis fanfarras nem fantochadas. Compartilhar este post Link para o post