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Descartes

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Tudo que Descartes publicou

  1. Tens que rever o conceito de bode expiatório. Isso aplica-se quando se atribuem as culpas de algo que correu mal ao estagiário para isentar de responsabilidades os poderosos. Eu avisei. Sossega, Ticampos. Não há amigáveis. Os próximos jogos serão a contar para a Liga das Nações. Mas para o efeito também dá. Sossega, Ticampos. O que eu achei mais extraordinário foi a confissão do Rúben que a obsessão da equipa eram os equilíbrios e a paciência. Que mesmo quando por vezes se abria um espaço na frente ele poderia não ser aproveitado para privilegiar o equilíbrio. Isso é um completo contra-senso. É assumir que a estratégia é a posse da bola como um fim e não como um meio. E isto explica muita coisa. Já se faz tarde e, por hoje só deixo dois pensamentos. 1 - O Ruca estava todo contente porque jogámos olhos nos olhos com a Espanha. Que aparentemente é um sinal de que fomos fantásticos. Olhos nos olhos com a Espanha já tínhamos jogado em 2025. Com ele à frente da seleção. Já tinha sido assim em 2018. E em 2012. Até em 2010, com o Queiroz. Em 2004, também. E em 1984 também os defrontámos olhos nos olhos. Não se mostra grande evolução nem denota um trabalho fantástico quando só temos para apresentar aquilo que sempre conseguimos fazer. 2 - Continuamos a dizer que o Ruca desperdiçou uma geração de ouro. Que temos uma seleção ao nível das melhores. Não concordo que esta geração seja assim tão extraordinária. Temos lacunas bem claras e evidentes. No entanto, é um facto que temos 5 ou 6 jogadores do melhor que por aí anda. E isso é suficiente para nos batermos com os melhores e podermos ambicionar a luta por títulos, até porque já conquistámos alguns. Temos é que potenciar esses talentos maiores e procurar as melhores soluções em termos de escolhas individuais e coletivas para disfarçar as lacunas. E este Ruca das Paellas conseguiu o feito de anular os nossos pontos fortes transformando-nos numa equipa pequena que se satisfaz em equilibrar os jogos com as potências. Conseguiu transformar um meio campo de qualidade indiscutível em algo amorfo e, por vezes inexistente. Obrigando o Vitinha a jogar como líbero e o Bruno Fernandes como ponta de lança. Um absurdo. Conseguiu retirar todo o sumo do melhor lateral esquerdo do mundo antes dele ser efetivamente necessário para marcar a diferença (em tempos até tentou transformá-lo em central). Podemos ter jogadores de topo, mas se lhes cortarmos as condições deles o mostrarem em campo, não nos vale de nada. E depois até podemos fazer como o Quaresma e culpar os próprios jogadores dessa pior performance, mas aí sim, estamos a criar bodes expiatórios.
  2. PERSPETIVAS PARA A PRÓXIMA SEMANA (13/07) N.º 5 Alex De Minaur - CONFIRMADO N.º 9 Flavio Cobolli - CONFIRMADO TOP 50 Arthur Fery - CONFIRMADO TOP 100 Arthur Fery - CONFIRMADO TOP 300 Braden Shick - CONFIRMADO Max Basing - CONFIRMADO Florian Broska - CONFIRMADO TOP 500 Karim Bennani - CONFIRMADO Yassine Dlimi - CONFIRMADO Yannik Kelm - CONFIRMADO Patrick Schoen - CONFIRMADO TOP 1000 Bryce Nakashima - CONFIRMADO Mickael Kaouk - CONFIRMADO
  3. Eu também tive a minha dose de culpa com isto: Desculpa. Eu até antecipei que ele marcava mais do que um.
  4. Helicóptero espanhol de combate a incêndios cai junto à fronteira de Vilar Formoso Já começou a batalha ibérica. A anti-aérea já está a funcionar em Vilar Formoso.
  5. Ainda não havia cartões. Ele foi expulso mas não levou cartão nenhum.
  6. Qual cartão? Os cartões só foram introduzidos no futebol no mundial de 1970.
  7. @Ticampos, para te descansar, o Ronaldo ainda vai ao mundial de 2038 e ao europeu de 2040. Se isto servir para acalmar a tua ansiedade sobre o momento em que ele abandona os relvados, já valeu a pena o post. Por acaso é uma coisa que se tem notado. Não estás a ligar nenhuma...
  8. 100 + 45 =145 Espanhóis burros, desculpem a redundância.
  9. E depois do 1º golo do Halland: pqp que o tempo passa a voar.
  10. Ainda tive alguma esperança de alguém referir o nome do Horta. Mas isso seria pedir demais.
  11. Estás a pensar em quem? Cristiano Ronaldo?
  12. SEMANA DE 29 de JUNHO CAT: S16; Aviles - Espanha Final António RODRIGUES [6] [S16 - 455] vs Nicholai H PETERSEN (DEN) [1] [S16 - 74] 67 63 61 Ena, ena... Desta não estava à espera. É o 1º título para o António.
  13. A imagem mais fantástica desse encontro é o Deco e o Van Bronckorst a ver o resto do jogo lado a lado depois de terem sido os dois expulsos.
  14. Certo. Foi ele que deixou o joelho de propósito à frente dos pitons do Bolo de Arroz que, naturalmente, não conseguiu evitar o choque. Nem sei bem se a falta não devia ter sido assinalada ao Ronaldo.
  15. Descartes

    Futures

    Semana de 29 de junho M25 Figueira da Foz - Portugal Meia Final Tiago TORRES [7] [ATP - 467] vs Patrick SCHOEN (SUI) [ATP - 542] 16 36 Soube a pouco.
  16. Vi uma notícia que até houve uma professora designada para a correção dos exames que já tinha falecido. Isso de troca de disciplinas deve ter sido dos erros menos graves.
  17. A tua opinião não vale m*rda nenhuma mas tu achas que a deves partilhar e tens toda a legitimidade para o fazer. O mesmo se passa com os modelos que o Ticampos produz. Se achas que o trabalho dele não tem validade nenhuma, voltamos ao princípio: a tua opinião não vale m*rda nenhuma.
  18. Este será o 707º jogo da seleção. Deixem-me desde já aplicar a mística da numerologia tanto do agrado do nosso Ruca mais estimado. Sendo o jogo 707 está mais que visto que se antecipa um jogo de glória para o nosso n.º 7. Não falha! Como é natural a Espanha é a seleção com a qual temos um historial mais extenso. Será o 45º jogo que disputaremos contra eles. A 2ª seleção que defrontámos mais vezes foi a França com 29. Isto explica-se por critérios de proximidade geográfica. Nos primórdios da seleção quase que só jogávamos contra eles. Os nosso 4 primeiros jogos foram com a Espanha. Dos 20 primeiros, 7 foram contra eles. E por aí fora. Temos um registo pouco famoso. Em 44 jogos tivemos 8 vitórias, 18 empates e 18 derrotas. Com 50 golos marcados e 82 sofridos. Mas é um registo algo enviesado porque os primeiros jogos têm um peso grande no total. Se retirarmos os 12 primeiros jogos e contabilizarmos apenas os últimos 90 anos, a partir da nossa primeira vitória, ou seja desde o início da Guerra Civil Espanhola (1936) o registo é de equilíbrio puro: 8 vitórias, 16 empates e 8 derrotas. 42 golos marcados e 45 sofridos. Há por ali duas derrotas por 5-1 em 1941 e 1950 que fazem pender esta relação de golos para eles. Quanto a jogos em fases finais de mundiais, a vantagem é espanhola. Ganharam-nos por 1-0 em 2010 e empatámos 3-3 em 2018 (hat-trick do nosso n.º 7, lá está...). Se alargarmos as contas para jogos oficiais continuamos por baixo. Só lhes ganhámos uma vez, em 2004, com golo do Nuno Gomes. Perdemos 5 vezes, sendo 3 delas nas qualificações para os mundiais de 1934 e 1950. As outras duas foram aquela em 2010 já referida e outra para a Liga das Nações em 2022. Houve 6 empates, que também merecem referência. O que aconteceu na primeira vez em que nos defrontámos em fases finais (1-1 em 1984, com golo do Sousa). O de 2012 em Donetsk que nos afastou da final do europeu nos penalties (estou convencido que foi por causa do míssil que o Bruno Alves mandou à trave que a Rússia resolveu conquistar o Donbass dois anos depois). O já falado 3-3 com hat-trick do nosso n.º 7 em Sochi (foi a nossa tentativa mal sucedida de apaziguar os russos). E a final da Liga das Nações do ano passado em que nos superiorizámos nos penalties e arrecadámos o troféu. Essa final da Liga das Nações foi o último jogo em que os defrontámos. Estamos na mó de cima. No entanto, a última vez que lhes ganhámos foi há mais de 15 anos. Em novembro de 2010. Que também tem uma história engraçada. O Paulo Bento tinha acabado de chegar. Era um particular no Estádio da Luz contra os campeões mundiais que nos tinham eliminado 5 meses antes na África do Sul. E qual foi a nossa resposta: ganhámos 4-0, a vitória mais expressiva de Portugal sobre a Espanha na história da seleção. 2 golos do Postiga, um do Hugo Almeida e outro do Carlos Martins. Estava dado o mote para a campanha do Euro 2012 em que os malditos nos voltaram a eliminar nas meias finais. Já vai longa a antevisão. Eu já vos disse que o n.º 7 apontou um hat-trick frente aos espanhóis numa fase final de um mundial? E que este será o jogo n.º 707 da seleção? Já? Fiquem então com esta recordação:
  19. Sim, claro. Estou a contar o resultado no final do prolongamento. E nos jogos que se decidem nos penalties conto como empates. Não tenho os dados com os resultados no período regulamentar. Talvez faça isso quando tiver tempo. Isso é só bater por bater no Ticampos. Estes modelos que ele produz não servem para chegar à verdade. A verdade é a realidade. Ele faz um tratamento da verdade com base em critérios para produzir ordenações e rankings. Os critérios é que podem ser discutíveis. Quando os resultados finais são absurdos podemos desconfiar que os critérios que ele utiliza não são os melhores, mas nem é o caso deste exemplo.
  20. Essa é a prova do jogo extraordinário que Cabo Verde fez. Antes do jogo estou convencido que a única coisa na cabeça dos jogadores e do povo caboverdiano era desfrutar do momento. A derrota era garantida e a possibilidade de disputar este jogo era o prémio merecido pela excelente campanha na fase de grupos. No final do jogo os jogadores iam cumprimentar as estrelas argentinas, iam agradecer às dezenas de adeptos no Estádio que cantavam e dançavam alegremente. Isto era o que estava no guião. Mas não foi assim que aconteceu. No final do jogo, com a derrota, os jogadores e adeptos estavam desolados. Tão desolados como os croatas ficaram ontem, por exemplo. Aquela desolação que surge quando o sonho desmorona depois de se acreditar que estava ali tão perto, mesmo à mão. Essa é a grande vitória de Cabo Verde. Eles chegaram a acreditar que era possível.
  21. Pelo que dizem até foi antes disso.
  22. Sendo que essa é a grande vantagem apontada ao nosso totalista.
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