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Tudo que Scirea publicou
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Nada tendencioso. 😁
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Continua mais ou menos tudo igual à Colombia.
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Podes falar não te vão é ouvir, ou pior, como sentem que lhes falam disso e a conversa não se encaixa diretamente nos problemas da sua vida quotidiana, ganham raiva a quem lhes prega sobre transição energética, mas basta surgir alguém que lhes 'assobie' algo que sentem diariamente para irem atrás no canto da sereia. O que eu te quero dizer com isto é que fora das bolhas com que lidamos diariamente (e que são uma infima fração da sociedade) temos muita pobreza. Em 2025, dois milhões de pessoas (18,6% da população) encontravam-se em situação de pobreza ou de exclusão social em Portugal e, na ausência de qualquer tipo de transferência social, e mantendo o valor do limiar de pobreza, a taxa de pobreza seria de 40,4% (relatório aqui). Portanto, não vás falar com um pobre sobre transição energética, ouve mais antes de lhe falares do que tu e eu sabemos ser importante mas para aquela pessoa não é verdadeiramente.
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Usando o teu exemplo, o que eu estou a dizer é que não vais falar de transição energética a pessoas com fome em Portugal, não precisas de ir para África, cá também há.
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https://www.publico.pt/2021/01/08/opiniao/opiniao/avaria-elevador-social-1945209 https://www.publico.pt/2021/04/20/opiniao/noticia/elevador-social-1958402 Apenas cito isto em resposta ao bold. "As condições socioeconómicas das famílias ou dos próprios, o local de residência, a etnia ou a deficiência têm influência em todo o percurso anterior, designadamente educativo, e na probabilidade de atingir o ensino superior. A distorção da composição social do corpo estudantil a favor dos mais favorecidos é o efeito de todo um conjunto de oportunidades desde a nascença. É por isso que a igualdade de oportunidades, ideia amplamente aceite como justa, se não pode limitar à igualdade pontual nos critérios e provas de acesso, sob pena de ser injusta. Para corrigir coerentemente as desigualdades é necessário ter dados que permitam conhecer a situação real e definir metas calendarizadas que balizem a intervenção."
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Isso do elevador social teria muito a ser dito mas não vou entrar por ai. Se devemos lutar para que ela funcione então que se lute para que ela não se destrua e isso implica ação social além do simples ir às urnas. Que se exija aos politivos menos atenção a pacotes laborais e mais atenção a cartéis da banca; que se ligue menos à unificação para uma TSU e se dê atenção às formas de dar equidade de oportunidades às familias necessitadas e à organização e o futuro dos nossos sistemas sociais; que se perca menos tempo a culpar imigrantes e se passe mais tempo fiscalizar a criatividade financeiros das empresas para fugir aos impostos. Quando tiramos dinheiro ao estado ele fica mais fraco e tudo o que são obrigações que lhe exigimos ficam com menos dinheiro e por consequência mais fracos. Novamente, numa figuração para que se entenda, não podemos querer que seja apenas uma perna de uma mesa a equilibrá-la quando as outras estão desniveladas.
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Pensa comigo, se uma criança vem de uma familia desestruturada à partida, onde vê consumos em casa, vê comportamentos reprováveis dos pais, onde não tem ninguém que o receba ao final da tarde porque os pais só chegam as 21:00 do trabalho, vive segregado num bairro problemático ou numa periferia ou mesmo que viva em Picoas, se tem fome fora do tempo das aulas e não tem cabeça para pensar porque ninguém com fome tem capacidade de estudar o que seja, se não tem um sitio onde estudar porque divide o quarto com o irmão mais velho e na sala não se consegue concentrar, se sente revolta porque o colega de carteira consegue e ele não, se ninguém lhe tempera os comportamentos intempestivos, se ninguém é para si um modelo a aspirar ser, se está no espectro do autismo ou tem dificuldades de aprendizagens e não foi pedida uma análise pelos pais mas sim no 7º ano porque um professor mais atento sinaliza, enfim os exemplos são diversos mas são a realidade. As crianças não têm culpa, estás totalmente certo disso, mas cabe à sociedade como um todo perceber o seu papel individual e coletivo de ajudar estas familias e o que acontece hoje em dia é que marginalizas e culpabilizas quem é pobre porque nesta cultura neo-liberal, só não consegue quem não quer e ser pobre é uma fraqueza e um mal que deve ser expurgado da sociedade e não ajudado. Uma sociedade exige uma análise holistica e não individualista como o sistema atual está.
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https://expresso.pt/opiniao/2025-08-06-educacao-sexual-nas-escolas--um-caminho-atribulado-4398bf4a Se já falar de algo tão fundamental na construção de cada um, como a sexualidade, é considerado pelo governo de "amarra ideológica", falar de literacia financeira constantemente não será amarra ideológica ainda maior? Podemos tentar falar de tudo o que quisermos nas escolas, mas as pessoas devem estar conscientes que a escola debate-se com um problema tremendo em que se contrapõe o seu propósito inicial de educar jovens com um papel assistencialista social, a ajudar jovens com problemas que a sociedade como um todo não consegue pelo menos remediar no seu seio familiar. Falamos destas coisas por cá com um desfasamento brutal daquilo que é a realidade lá fora e acho que devemos começar a interiorizar o estado do país e a escola é um reflexo, em ponto pequeno, de tudo o que se passa. Acho genuinamente que as pessoas deviam poder entrar no mundo que é uma escola em Portugal e ver o estado em que se encontra o país. Aqui tens, com o apoio do Banco de Portugal e da CMVM. https://www.todoscontam.pt/pt-pt Exatamente o meu ponto. Obrigado.
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Entra numa escola, senta-te (se pudesses, acho que deveriam fazer aulas-abertas) numa sala de aula de um 3º ciclo ou secundário, vê o estado em que estão os 30 alunos que tens sentados à tua frente e depois percebes logo. Dica: Pirâmide de Maslow.
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Isso da literacia financeira é em casa não é na escola. A escola ser sinónimo de "tudo o que o meu filho precisa para aprender é ali que se aprende" está profundamento errado e desresponsabiliza o que se faz (ou não) em casa.
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Isto é inqualificável.
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Daqui a umas semanas baixam uns cêntimos miseráveis e o povo diz "finalmente, é pouco mas é melhor que nada" e ficamos todos felizes e calados.
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Com o Bloco no estado decrépito que está, entrar o Livre também em rota descendente... Enfim, devem confiar muito mesmo no perfil tosco do Raimundo.
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O Nagelsmann ou desce à terra ou não se faz velho como treinador de grandes equipas. Deve ter uma personalidade difícil como o raio de lidar.
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Laranja de manhã é ouro. De tarde Caicedo. De noite é Plata.
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Alguém tem de fazer o vegan-creamy-nolactose-caramel-latte-decaf-matcha e tosta de abacate com azeite virgem extra com sal dos himalaias, alguém também tem de o ir buscar na sua electric-bike e alguém tem o consumir no seu studio-rooftop-saldanha-residence.
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Vi o resumo do jogo contra o Congo e não vamos poder vacilar. Tenho algum receio de nos apanharem desequilibrados no ataque e arrancarem no contra-ataque ou então encostarem-nos às cordas e fazerem carreira de tiro como foi contra o Congo. Mas tenho mesmo muita curiosidade neste jogo. A nossa defesa até agora não foi realmente testada e acho que vamos ver mais da sua estabilidade (ou não) neste jogo, o que na verdade me preocupa porque me parece que no desconcentramos depois do jogo estabilizar e especialmente depois da porcaria dos intervalos de publicidade isso piora. Veremos.
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Num tópico um pouco paralelo à noticia do PL, depois de ler vários comentários e noticias sobre o exercicio copiado da LeYa apenas tenho a dizer que enquanto se olha para o exercicio repetido não se repara no desastre que foram estas provas nas escolas. Estive a fazer vigilância dos exames de português do 9º ano e tenho a dizer que isto não faz sentido nenhum ser tudo informatizado. Alunos sem auriculares, computadores que não abriam a aplicação do IAVE, a plataforma estava completamente sobrecarregada, a internet disponivel nas escolas não é suficiente para carregar os textos (que não o eram mas sim imagens que para serem carregadas com a net àquelas velocidades foi um desastre), partes do exame que encravavam e não permitiam os alunos prosseguir demorando as vezes 5 minutos a carregar o próximo exercicio, ficheiros de audio que apenas podiam ser ouvidos 2 vezes e que quando a internet caía o servidor assumia que o aluno tinha ouvido as duas vezes e lá tinham de ir buscar outro computador com o audio para os alunos voltarem a ter o audio disponivel, a opção de gravar no final do exame não funcionar e alunos terem de refazer a composição porque o servidor não guardou o texto. Enfim, uma bandalheira para que? Para justificarem uns milhares do PRR em desenvolvimento tecnologico nas escolas? Para isso mais vale fornecerem ou mesmo oferecerem computadores aos alunos que não os têm ou dotar as escolas com serviço de internet ou mesmo cursos avançados de programação em centros da especialidade. Tudo menos meter um exame de português a ser feito num computador e que, diga-se, tinha todo o ar de vir a ser corrigido por IA (muito provavelmente de propriedade estrangeira) pois os numeros da folha de teste tinham de ser colocados num género de totobola porque a IA não sabe ler algarismos escritos. O Deleuze tinha razão ao repensar Foucault. Já não é uma sociedade disciplinar, com as suas instituições tipificadas para o efeito (a prisão, o hospital, a fábrica, o quartel, a escola, etc) é a sociedade do controlo.
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Obrigado a quem já deu ideias @Lifehouse @Quan Chi @cadete ! Só para complementar vou deixar a lista com os dias e horas dos que recomendaram e que vou tentar ver: Brasil v Marrocos dia 13 às 23:00 Países Baixos v Japão dia 14 às 21:00 França v Senegal dia 16 às 20:00 Inglaterra v Croácia dia 17 às 21:00 França v Noruega dia 26 às 20:00 Espanha v Uruguai dia 27 às 01:00 Portugal v Colombia dia 28 às 00:30
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Para quem anda mais atento, que jogos pensam/recomendam ver da fase de grupos? Estou altamente desinteressado nisto olhando para o calendário, o horário não ajuda...
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[UCL] Discussão Geral Uefa Champions League 26/27
Scirea respondeu a Lebohang em tópico Competições Europeias (UEFA)
Doue ou Kvarat pelo Gonçalo e Ruiz por Zaire. -
Começo pelo que apresenta o programa no site da DGE: O Programa TEIP4 desenvolve-se a partir do ano letivo 2024/2025 e é uma medida de política educativa destinada a agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas situados em territórios com elevado número de crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, visando garantir a inclusão e sucesso educativo, melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar. O programa tem tido sucesso naquilo que é a sua ideia global que é reduzir o abandono/insucesso escolar. Já tinha sido recomeçado com a ME Maria de Lurdes Pintassilgo e daí em diante tem funcionado nesses contextos específicos com resultados. No entanto, a meu ver (e eu não sou professor numa escola TEIP) desenvolveu-se nesse ambiente e também na escola pública dita normal um facilitísmo absolutamente absurdo e uma perspetiva estatistica da educação. No fundo o que interessa é não baixar de um certo limiar de chumbos numa escola. Se esta porventura começar a ter valores demasiado elevados soam as sinetas no ME e lá vão ver o que está de errado com a escola e o professor, porque o problema é sempre o professor não é o contexto social em que se insere o aluno com pais ausentes, com pais sem estruturação, muitas vezes com influência no desenvolvimento cognitivo e impacto negativo, com falta de tempo, com falta de meios e a sentir incapacidade para compatibilizar a vida com o que se passa na escola. Enfim, são inumeras as razões. A escola nas mil burocracias que tem, inventa mil e uma maneiras e estratagemas de se virar para dentro e perceberndo que não quer problemas com o ME, vai resolver à sua maneira a situação (que hoje em dia são mais do que muitas pessoas imaginariam). A escola (e a sociedade) não pode ficar indiferente à realidade social que a circunda e a compõe. A indiferença da escola às desigualdades culturais dos alunos transforma essas desigualdades em desigualdades de aprendizagem e de êxito escolar. Ao ignorar essa diferença, o ensino gera êxito daqueles que dispõem de capital cultural que melhor corresponde às atividades letivas, mas provoca o insucesso dos que não dispõem desse recurso e que se convencem assim de que são incapazes de aprender. Nada mais errado. Até que ponto a missão social e assistencialista da escola, quando entendida como primordial e não como um imperativo ético, não desvia esta instituição das tarefas do ensino e da aprendizagem? Questão a qual não se tem ainda resposta, no entanto, é a realidade com que a escola se depara na contemporaneidade. Podemos ainda assim pensar em como conseguiremos conciliar uma escola de sucesso para todos com uma escola de qualidade? Quando o mínimo é aceitável por grande parte das escolas, os alunos vão dar exatamente esse mínimo. Quando os alunos percebem que o difícil hoje em dia é chumbar e verem colegas que passam o ano inteiro com 5, 6, 7 negativas e chegam ao fim e transitam, que mensagens lhes passamos? Quando dizemos a um aluno do 3º ciclo/secundário para ler um texto e este só consegue ler metade ou pouco mais (a outra parte tem de ser o professor a ajudar) dizemos o que aos outros? Quando sabemos que muitas vezes as salas de aula de escolas TEIP são lugares para a estatística da escola estar a funcionar, o que estamos a produzir? Disse-o no meu mestrado e digo-o novamente, estamos a formar iletrados funcionais e desenraizados sociais. Falei em ir visitar uma escola TEIP porque ali, naquele microcosmos, vemos o que a sociedade produz, o resultado de assimetrias, da desigualdade, da pobreza, da incapacidade de durante décadas percebermos o estado das relações sociais, desta obsessão com números, estatística, e o que a comparação com a UE nos traz. Levanta também outras questões ao nível daquilo que a escola nestes contextos parece ser hoje em dia, não um lugar como antes foi mas um sitio onde se despejam crianças para de lá saírem com 17 anos e o 12º ano, mas fica a questão, no final, aprenderam o que?
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Fazia bem a muita gente ir visitar uma escola TEIP da sua zona para começar a ter noção do que se passa na sociedade portuguesa.
