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Poeira

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Tudo que Poeira publicou

  1. O Rúben Dias vai acabar este Mundial a fazer mais horas como bombeiro do que os bravos homens que andam ali no terreno em Águeda ou Tondela.
  2. 21 dos 22 eram óbvios, no que sobra pensei que fosse com Leão em vez do Félix. A velocidade seria importante ali, que hoje o Nuno vai chegar com menos potência que o habitual ao último terço (peso do Yamal no bolso abranda a corrida).
  3. Eu isento totalmente o Vini de culpas se isto foi de facto 100% decisão do treinador. Faz-me é muita confusão conceber que um treinador incrivelmente experiente como o Ancelotti seja capaz de cometer um erro básico de percepção e gestão psicológica destes. É tão simples quanto isto: num jogo a eliminar do Mundial, aquele penalti é muito mais mental que técnico, ou de treino, ou de dados analíticos, ou do diabo a 4. Isto seria impensável com, sei lá, Portugal, Argentina, França ou Noruega. Sabemos todos que estariam lá Ronaldo, Messi, Mbappé e Haaland na marca. Sejam ou não os melhores batedores.
  4. Eu jogaria com o Bruno a "falso extremo", nesta selecção e com esta convocatória. É a melhor forma de conseguir, simultaneamente, manter uma estrutura necessária para controlar o jogo, o espaço e a bola no meio-campo, sem descurar a liberdade posicional de que ele normalmente precisa em campo.
  5. O problema é que nos metemos a jeito disto com tamanho investimento no meio-campo. Não vamos ter capacidade financeira para gastar outro tanto agora, e cada jogador desses que sair é mais uma necessidade que temos de suprimir. Não me importava de ir pelo caminho da venda do Geny, mas mesmo nesse caso seria preciso trazer um substituto. A manta vai acabar por não tapar tudo.
  6. Eventualmente ainda terá algum jogo de despedida oficial, é uma marca enorme e isso rende muito €. Mas se tivesse de apostar, também diria que se retirou hoje do futebol. Mais do que ser um jogador que dava gosto ver jogar, é o fim de um dos últimos grandes craques indomáveis do futebol. Aqueles que fazem os miúdos gostar deste desporto, que os inspiram a querer pegar na bola e ir tentar imitar aquelas fintas na escola ou na rua. Não vou dizer que é o fim deste futebol porque entretanto apareceu um espanhol que me fez renascer a esperança. Mas está em vias de extinção.
  7. Ele fala no melhor "nas zonas onde se decidem os jogos". Na finalização, portanto.
  8. Eu fiquei contente por vê-lo ter a oportunidade de se despedir em campo do Mundial. É uma figura incontornável do jogo e do futebol brasileiro e, por muito que não tivesse rendimento para ir agora, merecia este prémio. Mais triste é ver que, em certos aspectos técnicos (e ao nível do passe, por exemplo), até parado continua a ser o melhor entre os seus. Diz muito mais dos outros que dele. Dito isto, e agora que ele se vai oficialmente reformar (ou jogar a brincar na MLS, é igual), o Neymar pode ter sido muita coisa, mas nunca fugiu às suas responsabilidades pela selecção. E sem ele, o Brasil tem aqui mais um problema: não tem uma única estrela. Não na qualidade futebolística, mas na personalidade e na atitude em campo. A imagem do Vinícius a entregar a bola ao Bruno Guimarães no 1º penalti é o reflexo perfeito dos últimos anos desta selecção. Quando a coisa aperta e chega a hora de assumir e decidir, correm todos. Mas correm no sentido contrário, a ver quem consegue fugir mais depressa dos holofotes. Sentem-se todos muito pequeninos com aquela camisa verde e amarela. Não acredito assim tanto no Endrick porque me parece que é mais um que vai no mesmo sentido. A ver se o Rayan dá o salto, ou se o Estêvão assume esse lugar.
  9. Está tudo montado para termos uma das melhores pontas finais de sempre de um Mundial, em termos individuais. Esses, o Kane, o Olise, o Dembele. Todos em grande forma. Só falta mesmo o Yamal subir para o seu nível habitual. De resto, eventualmente o Brasil ia pagar esta falta de ambição em jogar "à Brasil". A organização defensiva leva-te até certo ponto, mas quando começas a apanhar bons colectivos e grandes jogadores, também convém saber o que fazer com a bola para ameaçar o adversário. O Brasil perde o jogo porque hoje o seleccionador da Noruega dá um xeque-mate sem espinhas ao Ancelotti. Percebe que já tinha facilidade em ter mais bola e controlar o ritmo do jogo na primeira parte, e ao intervalo troca os extremos e lança duas ameaças de desequilíbrio à largura total do campo. Isto retirou ao Brasil capacidade de se concentrar na zona central e fechar os caminhos ao Odegaard e ao Berg. Perante isto, o Ancelotti não só não faz nada, como posteriormente ainda lança o Neymar... e um 8. A entrada do Danilo é que é a parte incompreensível aqui, tira um extremo para meter um médio e encosta o Endrick à direita. Isto quando podia simplesmente lançar o Luiz Henrique por troca directa, ou então o Igor Thiago para terem alguém dentro da área. Estava já a pensar em engonhar o jogo para mais um prolongamento, mas desta vez correu mal. A vitória é justíssima, ganhou a melhor equipa.
  10. Movimentação e tolada perfeita, não dá hipótese.
  11. Pausa para hidratação porque o Neymar acabou de entrar em campo.
  12. O Vini quer ser a figura, mas depois não assume estes momentos. Ficava melhor na imagem se fosse marcar e falhasse também.
  13. Diria que deve ser outro, ou já haveria mais fumo. Andamos atrás dele desde o século passado...
  14. Mas se vendermos por 30, é provável que a seguir tenha de ir mais um dos centrais ou o Pote por outros 30. E isso cria problemas adicionais. Isto está muito ligado à escolha que se fez no Verão passado, de sobretudo trazer jogadores já feitos mas também mais velhos. O mercado tem dado cada vez mais sinais de que paga mais especialmente pela idade e pelo potencial, em detrimento do rendimento. Se não voltarmos a ter bons activos ali até aos 21/22 anos, vai ser mais complicado fazermos grandes vendas. E eu não discordo de que este seria o timing ideal para vender o Geny, já agora. Não me parece minimamente escandaloso. Foi o mais decisivo, o que mais carregou a equipa (houve fases em que, sem ele, os resultados nunca teriam sido os mesmos), o melhor marcador do campeonato e atingiu um rendimento altíssimo, mesmo em comparação com excelentes avançados que já jogaram por cá. O Trincão recolhe bem mais elogios do que seria normal para o seu rendimento porque, além da produção ofensiva, também se sacrifica imenso pela equipa. Entendo essa forma de ver isso como um "extra" fantástico e que até faz com que os adeptos se liguem mais a ele, mas sendo racional, é menos complicado substituir o que o Trincão nos dá na sua função principal do que aquilo que o Maxi dá, por exemplo. Para além disso, queria só acrescentar um detalhe relevante para a minha opinião: se este negócio se confirmar, acho que o Sporting vai voltar a bater o seu recorde de transferências, e se calhar até o recorde português (é do Samu, 32M€). E por essa fortuna, as garantias de uma boa substituição são maiores.
  15. Não só não foi nessa óptica que disse aquilo, como em relação a essa pergunta, a resposta é simples: o Trincão teve um colega de ataque que fez 47 golos/assistências na época de estreia em Portugal. Só não é um registo absolutamente surreal porque veio depois da maior anormalidade estatística que passou pela liga em muitos anos. Esse é o melhor jogador do campeonato neste momento. E garanto-vos que nem sequer devo ser o maior fã do Suárez aqui. Por mim o Trincão seria para ficar, sem qualquer dúvida. Mas este é o outro lado da moeda do investimento massivo no meio-campo. Não conseguimos sustentar isto sem vender 2 craques em vez de um. Não há petróleo em Alvalade. Ora, se não há propostas a sério por Pote, Inácio ou Diomande, se as que existem pelo Geny não andam nesta ordem de valores, sobra o Trincão ou o Maxi. E entre os 2, eu prefiro perder o Trincão.
  16. É o que consta actualmente. Mas já se falou também do outro nórdico, parece que a intenção está lá. Eu acredito que o Pote saia se tiver propostas decentes para isso. Ora, se elas não existem...
  17. Dentro dos craques que temos, ele é o que me custa menos perder, puramente numa óptica de substituição. É o único que não nos obriga a fazer a contratação "2 por 1", no sentido de termos de arranjar substituto para a venda + investir no famoso extremo-esquerdo, o D. Sebastião que irá aparecer numa manhã qualquer de sol neste mês ou no próximo. Já se viu que ninguém vai dar aquilo que Pote ou Inácio valem para nós, e vender o Maxi agora seria uma perda gigantesca. Precisamos de uma grande venda para além do Morten, para bancar estas mudanças todas. Caso se confirme, eu avançava com Pote para o meio e investia o ouro todo no melhor EE que conseguirmos comprar. Aliás, a ideia até aparenta serem 2.
  18. O Cubarsi tem sido, provavelmente, o melhor central do Mundial.
  19. A Argentina nunca jogou um futebol de encantar, não é de agora. A malta é que se calhar não se lembra bem de 2022. Vivem da abnegação sem bola e da capacidade com que vencem os duelos individuais (muita gente forte nisso), e depois com bola é pouco mais do que organizar, conseguir manter a posse (têm bons médios para isso) e viver do que o génio vai inventando, seja sozinho, seja envolvendo os companheiros. Falta-lhes, comparativamente há 4 anos, um avançado em melhor forma (o Álvarez foi incrível em 2022 mas está de rastos fisicamente) e um gajo capaz de esticar o jogo em transição como o Di María fez nos jogos decisivos (foi gerido para isso também). Não consigo entender a ausência do Simeone no lugar do Almada, é um poço de resistência e velocidade e permitiria à equipa mexer mais com a organização defensiva adversária. Rodar a equipa no "mata-mata" vale o que vale, é sempre mais fácil falar do que fazer. Mas acredito que pense na troca dos laterais, do Lautaro e de um ou dois médios.
  20. À excepção do 4x4x2 losango com médios interiores (herança Paulo Bento), em nenhum outro sistema se encaixam 8 ou 9 médios num plantel.
  21. Cabo Verde tem de ser uma das melhores selecções eliminadas da história recente do Mundial. Pela história, pelo que jogam e pelos resultados. Um prolongamento suado com a campeã do mundo e um empate contra a Espanha. Dois candidatos fortíssimos à vitória, e Cabo Verde foi de longe a equipa que mais dificuldades lhes causou. Prestação surreal, acima até dos melhores sonhos daquela malta acredito. Vão ficar para a história da competição, não há muitas conquistas maiores que essa.
  22. Isto é o jogo do Mundial até agora. Daqueles que vai perdurar na história.
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