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Mayday

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Tudo que Mayday publicou

  1. Não é possível que tenha que explicar outra vez.
  2. Isto é a conta secundária do Burkina?
  3. Eu também conheço uns 50 retornados que acham que o 25 de Abril foi a pior coisas que lhes aconteceu, a eles e ao país, e que o Salazar era o melhor que Portugal já teve. Isto é como tudo, amigo. Nem sequer os Venezuelanos aproveitaram o acontecimento e tomaram conta das ruas para apoiar a mudança de regime.
  4. A ironia disto é que ele não aceita ser de esquerda mas quer representá-la.
  5. Sobre o tema da democracia nem vale a pena insistir. Tu já percebeste e não queres perceber. O Maduro ideologicamente nem deve saber escrever socialismo quanto mais ser verdadeiramente socialista. Bold: para que classes? Mostra-nos nos teus gráficos que classes viviam bem antes desses trinta anos. Nem tu nem ninguém.
  6. Opiniões são opiniões. Mas esta conversa não é sobre se as pessoas vivem debaixo de um regime sanguinário, se passam fome ou se o Maduro é um ditador bom ou mau. É sobre se a intervenção dos EUA que matou 40 pessoas, destruiu uma centena de casas e raptou o ditador vai trazer aquilo que a família e os amigos do @noikeee e a namorada do @jean-luc godard tanto anseiam e se é assim tão boa para eles que justifique mais as suas opiniões do que as de quem lá vive neste exacto momento. É preciso ter estado na Venezuela para saber que isto não vai ter benefício nenhum para os Venezuelanos? Como não teve para os Líbios, para os Iraquianos, os Afegãos, os Hondurenhos, os Chilenos... e por aí fora? De que serve a história e os exemplos? No entanto, tal como no exemplo em que foi dado, no Brasil há uma classe que não se importava de ver os EUA a bombardear o seu país. E porquê? Porquê? Foi aqui que começou a conversa.
  7. Eu não preciso de ter amigos que são para conhecer a realidade. Ou só quem tem amigos pretos pode conhecer o racismo? Quem conseguiu, na sua maioria, sair da Venezuela foi a classe média alta (que como se sabe na América latina não há exactamente um meio termo, mas vamos simplificar as coisas) e foi quem teve apoio das embaixadas pela dupla nacionalidade. Abandonaram uma vida melhor do que aquela que hoje têm na Europa e vivem um saudosismo justo e compreensível. É a história da minha família e eu compreendo bem este universo. Mas o entusiasmo de quem se sente esperançoso ao ver as casas dos outros bombardeadas e o aumentar da indignidade humana porque - a Venezuela agora viverá com mais sanções e menos recursos até que se decida entregar o país aos EUA - é um sentimento egoísta e preverso. E voltando a um ponto anterior: não se pode voltar a pedir uma democracia onde ela nunca existiu plenamente. Faltam e sempre faltaram pilares para se considerar uma democracia. Tal como no Brasil. E lanço a mesma dúvida: se aqueles que se sentem esperançosos falam por toda a Venezuela ou só querem um lugar seguro onde possam reaver o seu privilégio?! E é por isso que vêem com bons olhos que tenha sido os EUA a bombardear o seu país e intervirem politicamente?!
  8. Vocês estão a jogar com o lado emocional para justificar a intervenção dos EUA. Eu não refuto, nem nunca refutei, nada do que me apresentas. Todos nós conhecemos a realidade Venezuelana. E uma mudança era necessária, tal como é necessária em Cuba. Ou em qualquer outro país onde a miséria e a indignidade social e humana se tenham tornado o resultado da situação política. O tema da conversa é: vai mudar alguma coisa? Não vai. O interesse da intervenção dos EUA é corrigir todos essas realidades? Não é. Há um plano para corrigir todos esses problemas? Não há. Há a possibilidade de haver uma Venezuela livre e com uma democracia plena que sirva os interesses dos Venezuelanos? Não há. Não sou eu que o digo. O próprio Donald Trump disse que só será Presidente quem governar aquele país a favor dos interesses dos EUA. Caso contrário vão de fato de treino até ao norte do continente. A violação do direito internacional com a repetição de uma violência desproporcional para que os EUA, mais uma vez, se abasteça de petróleo usando retóricas mentirosas (desta vez não são as armas químicas, mas o narcotráfico) tem que ser repudiado. A Venezuela com tudo o que lá há de mau e pior é um país soberano que foi bombardeado e agora vive ameaçado: ou são permissivos ou o resultado torna-se pior. Mas há esperança: porque levaram o Maduro e deixaram uma mão cheia de nada.
  9. O primeiro parágrafo é uma tirada que tu não consegues provar e este topico nem leva muitas páginas e só por isso não conversamos mais. Talvez ajudasse se percebesses que a tua namorada e a sua família, que estão fora do país e representarão uma classe social privilegiada, não representam a opinião geral do povo Venezuelano.
  10. Portanto, democracia assenta apenas em liberdade política?
  11. Leste que era no Brasil? Que também não é uma democracia plena. Para alguns a democracia não é plena só quando as liberdades políticas não estão garantidas ou são desequilibradas, mas quando se fala em desequilíbrios de classes e ausência de liberdades sociais já não é tão grave porque os ricos podem viver com os seus privilégios. Se assim fosse na Venezuela o Maduro era menos ditador.
  12. Nem no Iraque, nem no Líbano, nem no Afeganistão. O que trouxe de bom a primavera Árabe?
  13. A classe alta tem aversão á democracia porque o que lá há de bom também beneficia os pobres. É preciso alguém que lhes devolva os privilégios.
  14. Juan Guaido auto proclamou-se presidente da nova colónia americana.
  15. Tinham que adiar a invasão por causa do nevoeiro.
  16. Mas seria pior a intervenção soviete para levar o Salazar ou a continuidade do regime de Salazar?
  17. Olhando para o estado actual dos países com intervenções idênticas a esta, o futuro dos Venezuelanos é continuar igual ao presente, mas sem o petróleo.
  18. E se tivessem sido os soviéticos? Era bom ou mau?
  19. O Jorge Pinto não tem interesse nenhum em vencer. Tem interesse em posicionar-se para num futuro próximo ser o sucessor do Rui Tavares no Livre. Isto, para ele, é um campanha de marketing pessoal.
  20. Cuba fica ainda mais isolada.
  21. E o Cunhal não gostava, por motivos diferentes, nem do Stalin nem do Gorbachov. Deixa-te de achismos e concretiza com factos.
  22. Entre o que o Cunhal podia ter sido e aquilo que o Salazar foi realmente é difícil escolher. avó rodas camião
  23. Recomendo ir ver a prestação do Seguro enquanto SG do PS durante o tempo da troika. Não seria assim tão diferente do que seria o MM. .
  24. Aliás, o Cotrim não passando á segunda volta e tendo que apoiar alguém contran o Ventura vai fazer aquele papel de panhonha sonso e dizer que o importante é votar.
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