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Agora é que a crise vai começar

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BCE sobe os juros em Abril. Famílias portuguesas vão ficar mais apertadas

 

Subida da taxa de referência provocará um aumento dos juros do crédito à habitação, que pressionará mais os orçamentos familiares

 

O Banco Central Europeu (BCE) surpreendeu ontem o mercado ao admitir um aumento das taxas de juro de referência para a zona euro já em Abril. Durante a conferência de imprensa, Jean-Claude Trichet deu a entender que, caso não surja algum desenvolvimento extraordinário, as taxas deverão subir na próxima reunião.

 

"A posição do Conselho de Governadores é que uma subida das taxas de juro na próxima reunião é possível", afirmou o presidente do BCE, acrescentando que aplicaria uma "forte vigilância" à subida dos preços. A frase, em "linguagem do BCE", tem significado um aumento certo no mês seguinte. As taxas de juro estão fixados em 1% há 23 meses, o valor mais baixo de sempre. Trichet negou, no entanto, que o aumento possa ser superior a 25 pontos base, para os 1,25%, e que possamos estar perante o início de uma nova série de subidas.

 

Os analistas e os investidores só esperavam um primeiro aumento do juros mais perto do final do ano. "Da mesma forma que aconteceu em 2008, o BCE pré-anunciou um aumento da taxa para a sua próxima reunião. É um choque em relação à nossa expectativa anterior de o BCE não aumentar as taxas até Setembro", afirmou à Reuters Jacques Cailloux, economista do Royal Bank of Scotland. "Consideramos que os riscos associados a esta decisão são elevados devido à situação de crise na periferia."

 

A subida é justificada pelo regresso da inflação, que já está nos 2,3%, empurrada pelos preços do petróleo e das matérias-primas alimentares. "Quando temos um choque - e temos um -, a nossa responsabilidade é prevenir uma segunda vaga de efeitos", explicou Trichet.

 

Para o Barclays Capital, "o BCE prepara-se para aumentar as taxas cedo de mais", argumentando que o banco central deveria dar mais tempo à economia da zona euro para recuperar. Até porque ainda é cedo para perceber o impacto dos programas de austeridade.

 

IMPACTO PARA AS FAMÍLIAS Portugal é um dos países europeus com um programa de austeridade mais exigente. A subida das taxas de referência acabará por ter como consequência um aumento das taxas de juro do crédito à habitação, o que irá contribuir para um aperto ainda maior dos orçamentos familiares para este ano. É mais um factor a juntar aos cortes nos salários da função pública, ao agravamento do IVA e do IRS, bem como aos sucessivos aumentos do preço dos combustíveis e aos números altos do desemprego.

 

"É outro elemento adverso para a actividade económica. As famílias vão estar mais apertadas. Vai ser duro", refere Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI.

 

Os investidores também não reagiram bem à notícia, notando-se um pico das taxas de juro da dívida portuguesa logo a seguir ao anúncio do BCE. As obrigações a dez anos fecharam o dia nos 7,539%.

 

O BCE garantiu contudo que manterá as medidas extraordinárias de apoio à banca pelo menos até Julho. Nuno Aguiar

In I

 

 

 

Agora é que vem ai a crise a sério. Se já havia muita gente a passar dificuldades, agora vão ser muitos mais.:medo::medo::medo:

Editado por Peplin
Remoção do link no texto

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Não estou muito dentro do assunto mas.... :medinho:

 

Isto vai de mal a pior

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Da crise dura desde um tal de Afonso decidiu dar porrada na mãe... mais um toque menos um toque, esta país é sempre a mesma m*rda...

 

Isto é mais showoff da CS do que real impacto...

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Se agora é que vai começar, o que era antes?

Se dissessem, "Agora é que a crise vai continuar" não tinham notícia...

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Realmente....

 

Porque é que a crise vai começar a serio agora?

 

Porque, nos ultimos 2 anos, os juros estiveram a um valor muito baixo 1%, sendo que devido a este valor, a grande maioria da população que tem creditos à habitação ganhou margem no seu orçamento familar, e em vez de pouparem a diferença de quando o juro estava alto, resolveram trocar de carro, comprar uns eletrodomesticos, etc, fazer tudo menos guardar.

 

Para que percebam o nivel do problema, vou contar-vs o meu caso, à 3 anos eu pagava cerca de 750€/mês do emprestimo à habitação, quando os juros começaram a baixar, passei a pagar 345€/mês. É uma diferença de 400€, podia ter comprado um carro (por acaso até comprei, mas paguei a pronto) etc, etc. a grande maioria dos portugueses optou por em vez de poupar contrair outros creditos para bens de consumo. Se a isso juntares o corte do ordenado que começou em janeiro, a subida generalizada de todos os bens essenciais, vais ver que grande parte da população que neste momento já se encontra com a corda ao pescoço, vai ser literalmente estragulada. E não vai conseguir fazer face a todos os encargos que tem.

 

Mas como a maioria de vocês são apenas muidos que ainda vivem à conta dos pais, isto não interessa muito!

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Se dissessem, "Agora é que a crise vai continuar" não tinham notícia...

 

Então não metiam título. :mrgreen:

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Realmente....

 

Porque é que a crise vai começar a serio agora?

 

Porque, nos ultimos 2 anos, os juros estiveram a um valor muito baixo 1%, sendo que devido a este valor, a grande maioria da população que tem creditos à habitação ganhou margem no seu orçamento familar, e em vez de pouparem a diferença de quando o juro estava alto, resolveram trocar de carro, comprar uns eletrodomesticos, etc, fazer tudo menos guardar.

 

Para que percebam o nivel do problema, vou contar-vs o meu caso, à 3 anos eu pagava cerca de 750€/mês do emprestimo à habitação, quando os juros começaram a baixar, passei a pagar 345€/mês. É uma diferença de 400€, podia ter comprado um carro (por acaso até comprei, mas paguei a pronto) etc, etc. a grande maioria dos portugueses optou por em vez de poupar contrair outros creditos para bens de consumo. Se a isso juntares o corte do ordenado que começou em janeiro, a subida generalizada de todos os bens essenciais, vais ver que grande parte da população que neste momento já se encontra com a corda ao pescoço, vai ser literalmente estragulada. E não vai conseguir fazer face a todos os encargos que tem.

 

Mas como a maioria de vocês são apenas muidos que ainda vivem à conta dos pais, isto não interessa muito!

 

:handclap:

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Realmente....

 

Porque é que a crise vai começar a serio agora?

 

Porque, nos ultimos 2 anos, os juros estiveram a um valor muito baixo 1%, sendo que devido a este valor, a grande maioria da população que tem creditos à habitação ganhou margem no seu orçamento familar, e em vez de pouparem a diferença de quando o juro estava alto, resolveram trocar de carro, comprar uns eletrodomesticos, etc, fazer tudo menos guardar.

 

Para que percebam o nivel do problema, vou contar-vs o meu caso, à 3 anos eu pagava cerca de 750€/mês do emprestimo à habitação, quando os juros começaram a baixar, passei a pagar 345€/mês. É uma diferença de 400€, podia ter comprado um carro (por acaso até comprei, mas paguei a pronto) etc, etc. a grande maioria dos portugueses optou por em vez de poupar contrair outros creditos para bens de consumo. Se a isso juntares o corte do ordenado que começou em janeiro, a subida generalizada de todos os bens essenciais, vais ver que grande parte da população que neste momento já se encontra com a corda ao pescoço, vai ser literalmente estragulada. E não vai conseguir fazer face a todos os encargos que tem.

 

Mas como a maioria de vocês são apenas muidos que ainda vivem à conta dos pais, isto não interessa muito!

EU nao sou um muido, partilho as tuas responsabilidades, no entanto, se virmos que o BCE reune 2 X por ano (para analise destas questoes), e que as descidas foram a pique, mas as subidas nao o serao, isto nao é um caso de "amanha acontecerá X" mas é uma coisa gradual e ao longo de um largo periodo de tempo (2 anos, 3anos)

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EU nao sou um muido, partilho as tuas responsabilidades, no entanto, se virmos que o BCE reune 2 X por ano (para analise destas questoes), e que as descidas foram a pique, mas as subidas nao o serao, isto nao é um caso de "amanha acontecerá X" mas é uma coisa gradual e ao longo de um largo periodo de tempo (2 anos, 3anos)

 

 

Eu não disse que todos eram muidos, apenas a maioria!

 

O BCE ainda não reuniu e os juros já estão a subir, alias antes de eles anunciarem a subida, já eles estavam a subir.

 

Alem disso achas que daqui a 2 ou 3 anos as coisas vão estar melhor do que estão agora? Eu duvido muito, e mesmo que estejam melhores nessa altura, se neste momento à muitas familias a viver de migalhas e que têm creditos para pagar, como é que vão conseguir aguentar até lá?

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Subia normalíssima, se se confirmar.

 

Btw, hoje apanhei uma conversa entre 2 motoristas da TST... um deles estava a falar na hipótese dos subsídios (não sei a que subsídio se referia) serem pagos com Certificados de Aforro.

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Subia normalíssima, se se confirmar.

 

Btw, hoje apanhei uma conversa entre 2 motoristas da TST... um deles estava a falar na hipótese dos subsídios (não sei a que subsídio se referia) serem pagos com Certificados de Aforro.

São os de Natal

O Correio da Manhã, esta semana, dava conta dessa possibilidade

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Isto vai sem duvida afectar o rendimento disponivel.

Isto conjugado com cortes salarais, IVA, reembolso quase nulo no IRS vai ser bonito.

É por isto que gosto muitoque os meus pais nunca tenham contraído empréstimos para nada. Sinceramente ter de viver com o aperto de pagar mensalidades, ver spreads a subir, taxas de juro e com todo este pacote de austeridade que vai aos poucos destruindo familias é duro. Admito que não sinto dificuldades e tudo isto passa-me ao lado mas já tenho referido em conversas com amigos que estamos a ter acesso a uma realidade virtual e que uma grande parte da população portuguesa no que a finanças diz respeito já deu o estoiro.

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Subia normalíssima, se se confirmar.

 

Btw, hoje apanhei uma conversa entre 2 motoristas da TST... um deles estava a falar na hipótese dos subsídios (não sei a que subsídio se referia) serem pagos com Certificados de Aforro.

 

Já tinha dito isso à uns meses, num tópico qualquer sobre a polícia. Obviamente, na altura disse que isso iria acontecer na polícia.

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