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Os 100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos

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Nome: Ronaldo Luís Nazário de Lima

País: Brasil

Posição: Ponta-de-lança

Clubes: Cruzeiro (1993), PSV Eindhoven (94-96), Barcelona (96-97), Inter (97-2002), Real Madrid (02-07), Milan (07-08), Corinthians (09-11)

Internacionalizações/golos: 97/62

 

"O dia da final entre Brasil e Alemanha no Mundial-2002 na Coreia do Sul e no Japão pareceu o último episódio de uma daquelas telenovelas da Globo que acabam com um casamento ou às vezes com uma série deles: inverosímil e, por isso, ou apesar disso, emocionante. Afinal, Luiz Felipe Scolari, o treinador obstinado mas honesto, que enfrentou todas as pressões, até a do presidente do país, para levar Romário, demonstrava ao mundo que tinha razão; afinal, Cafu, o rapaz mais rejeitado da história, levantava a taça mais importante do futebol e dedicava o momento ao bairro onde nasceu; last but not least, afinal, Ronaldo, o homem acabado para o futebol que na temporada anterior não jogara um só minuto, que em três anos seguidos se submetera a operações, recuperações, operações outra vez e recuperações outra vez, marcava os dois golos da final e sagrava-se o melhor marcador da prova. Quem escreveu o guião não foi Manoel Carlos, Sílvio de Abreu ou Aguinaldo Silva, os especialistas da Globo, nem eles arriscariam um desfecho tão noveleiro. Foi Deus. para quem acreditar n´Ele.

Por essas e por outras, Ronaldo é um Fenómeno. Não só por aos 14 anos ser já cobiçado pelos melhores clubes brasileiros, por aos 16 ser titular e referência do Cruzeiro, por ter médias de quase um golo por jogo no PSV Eindhoven ou no Barcelona, por ter jogado ainda em mais três monstros do futebol europeu, Inter, Real Madrid e Milan. Nem só por ser o segundo melhor marcador da seleção brasileira, atrás unicamente de Pelé, ou por ser o jogador com mais golos (15!) marcados em mundiais de futebol. Também não só por ter marcado golos à Maradona no Barcelona, como aquele milagroso em Compostela, ou por ter sido o que de mais parecido com um extraterrestre pisou um campo de futebol, quando num Barça - Valencia sobrevoou dois defesas adversários em direcção à baliza, rumo ao golo. Foi sobretudo por aquela espécie de ressurreição futebolística, fora do alcance dos roteiristas da Globo, que se transformou aos olhos dos brasileiros e de todos os simples terrenos num escolhido, como Jesus Cristo. Para quem acreditar n´Ele.

Mais tarde caiu em tentação. Cometeu excessos, fumou, bebeu, teve filhos fora dos casamentos, foi apanhado com travestis em hotéis. Regressou ao Brasil, nomeadamente a São Paulo e ao Corinthians, disfarçou os problemas com o seu talento abençoado até que foi finalmente parado. "Sou gordo por questões clínicas", disse no dia em que se retirou.

Para quem acreditar nele."

 

http://www.youtube.com/watch?v=gI1ZLj5A4ks

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lembro-em desse golo como se fosse hoje! que memória.

 

dos melhores pontas-de-lança DE SEMPRE!

 

ETERNO

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Um dos melhores pontas-de-lança do mundo. Teve uma grande carreira, pena foram as malditas lesões.

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Monstro. Ídolo. Lenda.

resumidamente. pena as lesões que lhe f*deram a carreira, fica a dúvida de como seria se estas não tivessem existido...

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Não há vénias que suficientes para o Fenómeno.

 

Verdade, fica aqui dois grandes gols feitos na final do Paulistão 2009.

http://www.youtube.com/watch?v=3lDVxrung2s

1:20 em diante.

Reparem na dominada de bola no primeiro gol dele e o Talento fantastico no segundo gol.

:prayer:

Editado por corinthiano

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No golo de chapéu do Ronaldo, rio-me sempre ao ver a posição do GR. :grin:

A hora que a bola foi lançada para o Ronaldo, o goleiro Fabio Costa tentou sair em direção a bola,mas parou no meio do caminho. :facepalm:

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paolorossi01.jpg

 

Nome: Paolo Rossi

País: Itália

Posição: Ponta-de-lança

Clubes: Como (1976), Vicenza (76-79), Perugia (79-80), Vicenza (80-81), Juventus (81-85), Milan (85-86), Verona (86-87)

Internacionalizações/golos: 48/20

 

"Julho de 1982, Madrid. A Itália conquista o Mundial 44 anos depois. Festeja-se em Roma, Milão, Nápoles, Turim, Génova. Na tribuna de honra do Santiago Barnabéu, o presidente italiano Sandro Pertini está em êxtase; no relvado, Enzo Bearzot, o treinador, troca o cachimbo pelo champanhe, os jogadores abraçam-se eufóricos. O mais importante de todos eles, no entanto, parece distante, pensativo. Paolo Rossi passou um mês terrível antes de alcançar a glória. Aliás, passou dois anos humilhantes antes de chegar à consagração suprema no futebol.

Em 1980, Rossi foi envolvido no Totonero, o escândalo das apostas ilegais em Itália que resultou na descida de divisão de Milan e Lazio e na punição de 21 jogadores, entre os quais o famoso ponta-de-lança, punido com três anos, primeiro, e com dois, depois, graças a redução de pena.

Rossi, que alega inocência até hoje, passou o primeiro ano da punição em Veneza, na cidade do clube que tinha representado com sucesso nos anos anteriores, e o segundo integrado no plantel da Juventus, que apostou no jogador mesmo suspenso. No final da temporada 1981-82, ainda foi a tempo de participar nos três últimos jogos da Série A pela Juve. Bearzot deu-lhe a mão e convocou-o para o Mundial espanhol.

A imprensa italiana preferia Beccalossi, do Inter, e Pruzzo, da Roma, e pareceu ter razão na fase inicial do Mundial.

A squadra azzurra arrastou-se em campo nos primeiros três jogos, somou três empates, marcou apenas dois golos e nenhum foi de Rossi, ainda fora de forma. O capitão Dino Zoff, perante as críticas crescentes dos jornalistas, anunciou um black-out, que precedeu uma vitória importante sobre a Argentina de Maradona.

No jogo seguinte, a Itália defrontou o Brasil. Aos brasileiros, com uma equipa encantadora, composta por Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo, Éder ou Júnior, bastava um empate. Mas Paolo Rossi, numa das exibições individuais mais inesquecíveis da história do futebol, marcou três golos e eliminou os favoritos do Espanha-82. Rossi 3 - Brasil 2, foi o resultado. Nas meias-finais, Rossi voltou a decidir ao marcar os dois golos italianos à Polónia. Com a RFA na final, foi novamente Pablito, a alcunha que ganhou durante a competição espanhola, quem inaugurou o marcador.

Mais tarde, conquistaria com a camisola da Juventus dois títulos nacionais, uma Taça dos Campeões Europeus e uma Taça das Taças, ao FC Porto, mas foi naquele abafado fim de tarde no Bernabéu que Rossi se tornou num dos maiores vencedores individuais da história do futebol. Era nisso que ele estava a pensar."

 

http://www.youtube.com/watch?v=11uikin79vM

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Rossi :heart:

 

Vi jogos dele no ESPN Classic e o gajo era esplêndido em frente à baliza. Pena ter durado pouco ou quase nada.

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600fullkarlheinzrummeni.jpg

 

Nome: Karl-Heinz Rummenigge

País: Alemanha (RFA)

Posição: Avançado

Clubes: Bayern (1974-84), Inter (84-87), Servette (87-89)

Internacionalizações/golos: 95/45

 

"Se jogar uma final da Taça dos Campeões Europeus não beba. Como este slogan nunca foi inventado, Karl-Heinz Rummenigge bebeu um copo de brandy antes de entrar em campo na final com o Saint-Éttienne de 1976. Resultado: 1-0 para o Bayern e excelente exibição do jovem avançado alemão. Com o decorrer dos anos, foi passando o nervosismo a Rummenigge ao ponto de ser mais aconselhável aos adversários dele, do seu Bayern e da sua RFA uma bebida forte antes do jogo.

Karl-Heinz Rummenigge, só o nome embriaga, foi um jogador alemão de primeira água. E isso diz tudo no país da cerveja, de Beckenbauer e de Matthaus. Foi considerado em 1980 e 1981 o melhor jogador europeu, ganhou um campeonato continental e foi duas vezes vice-campeão mundial, sempre como principal referência da equipa. Ainda como um prometedor médio-ofensivo, integrado entre craques do gabarito de Maier, Beckenbauer ou Muller, conquistou duas taças dos Campeões, a primeira ao Leeds United, a assistir gelado no banco, e a segunda ao Saint-Éttienne, já em campo, bem quentinho.

Sim, Rummenigge foi um prometedor médio-ofensivo, hábil, criativo, inteligente e veloz. Mas com a chegada ao Bayern do húngaro Pal Csernai, que não deixou boas recordações na Luz, Rummenigge tornou-se num excelente atacante, hábil, criativo, inteligente e veloz. No ano de transição foi logo o melhor marcador da Bundesliga, feito que repetiria mais duas vezes, integrado numa fantástica parceria com Paul Breitner, até rumar ao Inter. Não desiludiu, aliás até iludiu a carente, na altura, torcida nerazzurra mas as lesões impediram-no de levar a equipa ao título.

Nos mundiais, marcou três golos em 1978, na Argentina, mas só em 1982 se assumiu como craque da equipa, com cinco golos marcados. Num dos mais famosos jogos da história da prova, a meia-final com a França em Sevilha, entrou em campo quando o resultado estava em 3-1 para os gauleses. "Mon Dieu, Rummenisch!", exclamou, num alemão rudimentar, o presidente francês François Mitterrand quando o viu aquecer. A verdade é que o loiro avançado marcou um e ofereceu outro antes de vencer nos penaltis.

Em 1986, marcou na final à Argentina de Maradona mas voltou a ser vice.

Na sequência, retirar-se-ia da seleção e pouco depois do Inter. Seguiu, saturado de tantos anos no topo e de tantas lesões, para o mais sossegado Servette de Genebra, supostamente a terra que dá o nome ao gin. Mas o alemão ficou-se por aquele brandy."

 

http://www.youtube.com/watch?v=hZ2fTORJJ0I&feature=related

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Um jogo na carreira do Paolo Rossi projetou-o eternamente para o reconhecimento no futebol. Uma pena este jogo ter sido logo contra a segunda melhor seleção de todos os tempos. :-|

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Nome: Juan Alberto Schiaffino Villano

País: Uruguai

Posição: Médio-ofensivo

Clubes: Peñarol (1943-54), Milan (54-60), Roma (60-62)

Internacionalizações/golos: Uruguai, 21/4, Itália, 4/0

 

"Na vida desportiva de Juan Schiaffino houve uma missão impossível parte um, que até foi um sucesso de bilheteira, uma missão impossível parte dois e uma missão impossível parte três, mas estas duas, como quase todas as sequelas, não atingiram o mesmo êxito.

Schiaffino, ou "O Pequeno Maestro", foi um fino, aproveitando o nome, condutor de jogo uruguaio. O seu futebol era tão cerebral, tão cerebral que Cesare Maldini, colega de equipa no Milan, desconfiava que ele nem cérebro tinha. "Tinha um radar em vez de um cérebro", sugeriu o pai de Paolo. Antes de passar pelo Milan, de conquistar três títulos italianos mais umas quantas vitórias, e de se tornar num dos principais estrangeiros da história do clube e da Série A italiana, Schiaffino foi rei de Montevideu ao serviço do Peñarol, pelo qual ganhou quatro campeonatos uruguaios.

Mas foi pela seleção que protagonizou a tal missão impossível parte um. No jogo decisivo - não era uma final mas o último jogo de um quadrangular - do Mundial de 1950 no Brasil, a seleção local, além de favorita e de jogar apenas pelo empate, tinha duzentos mil adeptos ( o tal sucesso de bilheteira ) no estádio, de confetti na mão, prontos para um Carnaval fora de horas. Afinal, quando o resultado estava já em 1-0 para os brasileiros e a hora do Carnaval cada vez mais marcada, Schiaffino empatou. E depois lançou Ghiggia para o 1-2. No maior estádio do mundo, frente à melhor seleção do mundo, Schiaffino cumpriu a missão impossível, vulgo Maracanazo, e foi considerado o segundo melhor do torneio.

Em 1954, na Suiça, o Uruguai manteve quase o mesmo padrão de qualidade. Com selo de garantia de Schiaffino, aos 29 anos cada vez mais um jogador à escala global, dentro dos limites da época. "O Pequeno Maestro" conduziu a Celeste Olímpica até às meias-finais, atropelando Escócia e Inglaterra, por exemplo, mas não conseguiu superar a insuportável Hungria de Puskás - derrota por 4-2 após prolongamento. Missão impossível falhada.

Já no Milan, consagrado e veterano, Schiaffino enfrentou a última das suas missões: conduziu a equipa à final da Taça dos Campeões Europeus, em pleno domínio despótico, ditatorial e autoritário do Real Madrid de Di Stéfano, mas perdeu, novamente após prolongamento, por 3-2.

Nenhuma das derrotas beliscou o prestígio de Schiaffino, que acabaria na Roma, já internacional italiano. O jovem Juan, um anónimo padeiro e incógnito operário de uma fábrica de alumínio nos subúrbios de Montevideu aos 17 anos, chegou onde todos julgariam impossível."

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Uruguaio e Italiano. Isto antigamente era uma festa de selecções :mrgreen:

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Nome: Uwe Seeler

País: Alemanha (RFA)

Posição: Ponta-de-lança

Clubes: Hamburgo (1953-72)

Internacionalizações/golos: 72/43

 

"Paolo Maldini fez toda a sua gloriosa carreira no mesmo clube. Um grande feito. Diego Maradona cumpriu mais de vinte jogos em mundiais. Outro grande feito. Pelé marcou em quatro copas, de 1958 a 1970. Mais um grande feito. O que é que Uwe Seeler tem que ver com isto? Tudo.

Seeler foi o segundo rei da interminável dinastia alemã de grandes futebolistas. O primeiro foi Fritz Walter, depois de Seeler apareceu Beckenbauer, a seguir Rummenigge, mais tarde Matthaus, precedendo Ballack. Ainda é cedo, mas deve ser Schweinsteiger o próximo a carregar a tocha do futebol germânico, o mais regular do mundo a nível de seleções.

Falemos de Seeler, o segundo mas também o último daquela lista a não precisar de jogar no Bayern para ser coroado. Não, longe disso, o potente avançado, famoso pela careca, só jogou no "seu Hamburgo", no extremo oposto da RFA. No "seu Hamburgo", chamavam-lhe "uns´Uwe", ou seja, "o nosso Uwe" por causa da simplicidade no trato e fidelidade no tempo. Por lá venceu nove títulos consecutivos do Norte da Alemanha, o que de mais importante o clube podia aspirar naquela época, e a primeira Bundesliga, quando se decidiu unificar todas as ligas do país. Mais tarde, conquistaria ainda uma Taça da RFA e chegaria à final de uma Taça das Taças. Seeler começou no clube, aos 16 anos, terminaria no clube, aos 36. E não foi por falta de convites que o jogador se manteve leal: o Inter de Milão perdeu a cabeça pelo careca mas não o conseguiu levar.

O Inter foi apenas um dos clubes a deixar-se encantar pelo notável jogo de cabeça de um atleta com menos de 1,70 metros de altura. E por outras qualidades, como o faro pela baliza e a determinação utilizada a cada lance e demonstrada nos locais mais importantes. Em 1958, na Suécia, Seeler estreou-se em mundiais e marcou duas vezes, em 1962, no Chile, continuou a maratona no principal palco do futebol e voltou a marcar por duas vezes, mas foi em 1966 e 1970 que se viu integrado em grandes seleções - num e noutro caso atingiu as meias-finais da prova, marcado pela terceira vez duas vezes, em Inglaterra, e três vezes, no México. Perdeu a final de 1966 para a Inglaterra, só no prolongamento, e a meia-final de 1970 para a Itália, também nos trinta minutos do desempate. No total, foram 21 jogos e nove golos em mundiais. Faltou-lhe apenas jogar nos glamorosos clubes de Espanha ou de Itália para ser mais famoso. Mas assim deixaria de ser "uns´Uwe"."

 

http://www.youtube.com/watch?v=X6EjADHWEj8

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