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Gui Fla

Operação militar na Rocinha, Rio de Janeiro

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Citação do jornal "A Bola" online

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Bandeiras do Brasil e do Rio hasteadas na Rocinha

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A Polícia Militar hasteou ao final da manhã no Rio de Janeiro as bandeiras nacional e da cidade, assinalando o controlo sobre a favela da Rocinha. A cerimónia aconteceu frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rocinha.

Polícias do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar cantaram o hino nacional e depois o hino da corporação.

«A acção representa o sucesso de um plano detalhado e de união de forças. Diferentes forças com diferentes rotinas uniram-se com o objetivo de tomar o espaço e devolver ao povo o que ele merece», disse após o comandante da Operação de Tomada da Rocinha, coronel Pinheiro Neto.

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Polícia ocupou a maior favela do Brasil sem um disparo

Os 3000 homens das forças policiais na operação “Choque de Paz” ocuparam hoje a Rocinha, a maior favela do Brasil, sem um disparo, avançam os media.

A operação começou ainda o dia não tinha nascido, às 04h10 (06h10, hora portuguesa), com a entrada de veículos blindados da Marinha, noticia o jornal brasileiro “O Globo”. A favela, onde vivem cerca de 90 a 400 mil pessoas, foi cercada por três mil homens do Batalhão de Operações Especiais, Batalhão de Choque e polícias civis, apoiados por quatro helicópteros e três aeronaves. Retroescavadoras foram mobilizadas para derrubar possíveis barricadas que pudessem dificultar a entrada da polícia. Segundo as autoridades, cerca de 200 traficantes de droga, fortemente armados, estariam no interior da Rocinha.

Segundo o jornal brasileiro "O Globo", um homem que estava fugido da prisão, foi detido quando tentava sair da favela.

Duas horas depois do início da operação, a polícia dizia ter ocupado a favela, dominada há décadas pelos traficantes de droga. As favelas da Rocinha e de Vidigal “estão sob o nosso controlo. Não houve incidentes e nem disparos”, disse o Chefe de Estado-Maior da polícia militar, o coronel Alberto Pinheiro Neto, em conferência de imprensa, citado pela agência AFP. “Estamos a retirar os blindados e depois vamos reabrir as ruas”, acrescentou.

Em sinal de vitória, as forças de segurança içaram uma bandeira do Brasil no ponto mais elevado do Vidigal. Nas ruas estreitas e íngremes da favela, as mulheres choravam e vários habitantes prenderam às janelas das suas casas lenços brancos em sinal de paz.

"Queremos que as pessoas sejam tratadas com dignidade, com respeito, e que aqueles que cometeram delitos sejam detidos, não assassinados" pela polícia, disse à AFP, pouco antes do início da operação, William de Oliveira, presidente do Movimento popular das favelas, vestido com uma T-shirt "I love Rocinha".

"Espero que esta pacificação consiga trazer o tratamento de água, a educação, a saúde. Há pessoas que vivem com muitas dificuldades", disse Raimundo Benicio de Sousa, conhecido por "Lima", um líder da comunidade, com 56 anos.

Desde 2008 que as autoridades lançaram vastas operações para pacificar os bairros mais pobres do Rio de Janeiro, controlados por narcotraficantes e milícias paramilitares, antes das competições desportivas do Mundial de Futebol, em 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016. A Rocinha tornou-se na 19ª favela a ser tomada aos narcotraficantes; há um ano, no final de Novembro de 2010, cerca de 2600 polícias tomaram o principal bastião dos traficantes de droga, conhecido como o "Complexo do Alemão".

Parece que correu bem, menos um antro de criminosos. Editado por Ghelthon

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Polícia do Rio prende quatro durante operação Choque de Paz

Balanço do primeiro dia foi divulgado às 18h30 deste domingo.

Nas comunidades da Zona Sul havia ainda 20 pistolas, 15 fuzis e granadas.

 

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Durante o primeiro dia de ocupação nas comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a polícia prendeu quatro pessoas, apreendeu 20 pistolas, 15 fuzis, duas espingardas e uma submetralhadora, além de 20 rojões e três granadas. O primeiro balanço da operação Choque de Paz, que visa instalar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região, foi divulgado às 18h30 deste domingo (13).

 

As comunidades começaram a ser pacificadas nesta madrugada. A retomada das favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu pelas forças de segurança começou por volta de 4h. A ação durou 2 horas e não houve troca de tiros. A megaoperação reúniu 3 mil homens das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além de 194 fuzileiros navais, 18 veículos blindados, 4 helicópteros da PM e 3 da Polícia Civil.

 

De acordo com o balanço da operação, foram localizados 112 quilos de maconha, 80 tabletes de maconha, 60 quilos de pasta base de cocaína, 145 trouxinhas de maconha e 14 tabletes de cocaína.

 

Os criminosos tinham ainda grande quantidade de munição: 672 para calibre 7.62; 234 para calibre 5.56; 77 para calibre nove milímetros; 55 para calibre ponto 40 e 28 para calibre 45. Mais 15 mil munição para calibres diversos. Havia sete lunetas, 102 carregadores de fuzil, 56 carregadores diveros. Um Toyota Hilux e 75 motos foram localizados nas comunidades.

 

A operação contou ainda com a apreensão de 17 máquinas caça-níqueis, 61 bombas artesanais, uma farda do Exército e uma camisa da Polícia Civil, entre outros (Veja vídeos).

 

As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas nas favelas da Rocinha e do Vidigal, oficializando a retomada do territórios. No Vidigal, a informação é de que 160 homens do Batalhão de Choque vão permanecer na comunidade até que a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) seja implantada.

 

A polícia pede ainda que a população continue colaborando, dando informações sobre criminosos, armas e drogas escondidos nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. "Denunciem e ajudem. A população pode ligar para o Disque-Denúncia (2253-1177) ou para o 190 para nos ajudar a localizar criminosos, armas e drogas. Permaneceremos nas comunidades por tempo indeterminado", frisou o chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.

 

Os helicópteros jogaram panfletos com números de telefones para denúncias.

'Libertação do jugo do fuzil'

Segundo o governo do Rio, a ocupação havia sido planejada há vários meses pela inteligência das forças de segurança. O governador Sérgio Cabral afirmou que a Operação Choque de Paz só foi possível "graças à união das forças públicas que trabalharam para o bem comum". O dia, segundo ele, é histórico.

 

"Nada acontece por acaso. Isso foi planejado há muito tempo pela Secretaria de Segurança, há cerca de quatro, cinco meses, quando pedimos a presidente Dilma que o Exército ficasse no Alemão e Penha até 31 de junho de 2012, porque com isso conseguiríamos entrar na Rocinha", afirmou o governador Sérgio Cabral.

 

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o objetivo da ação era evitar confrontos. "O nosso objetivo era devolver aquele território à população e isso foi feito. Se chegou nesse local há muito pouco tempo, mas o mais importante é que foi sem disparar um tiro, sem derramar uma gota de sangue de seja lá quem for", ressaltou . E completou: "Esse trabalho começou e não tem data para encerrar. É a libertação do jugo do fuzil".

 

Um dos pontos altos da operação, que segundo a Secretaria de Segurança Pública começou no dia 1º de novembro, foi a prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, apontado como o chefe do tráfico na Rocinha. Ele está preso em Bangu 1 e deve ser transferido para um presídio federal, fora do Rio, em breve.

Blindados e helicópteros

Ainda era de madrugada quando equipes, carros blindados e helicópteros começaram a movimentação para invadir a Rocinha. Moradores foram orientados a não deixar suas casas para evitar ficar um possível confronto armado entre policiais e traficantes. Mas, ao contrário do que se imaginava, a retomada do território aconteceu de forma tranquila, sem que nenhum disparo tenha sido feito.

 

Criminosos tentaram colocar barricadas e jogaram óleo na pista, mas isso não pediu a chegada das tropas ao alto do morro. Homens estrategicamente posicionados nos principais acessos da comunidade ajudaram a evitar o fogo cruzado.

 

No Vidigal, colchões queimados e óleo jogado na pista, além de lixo e uma televisão, foram alguns dos obstáculos usados por criminosos para tentar impedir a retomada do território.

 

Às 4h deste domingo, uma coluna com 18 blindados e cerca de 700 homens avançou pelas vias das comunidades para começar a inserção dos homens. Às 4h30 ocorreu a chegada às comunidades, incluindo o uso de helicópteros com câmera de observação térmica. E às 6h, nossos homens informaram que todas as comunidades ocupadas já estavam sob controle", afirmou o coronel Pinheiro Neto, chefe de Estado Maior Operacional da Polícia Militar.

 

@g1.globo.com

 

 

IMAGENS:

 

Dados da Rocinha:

 

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Bandeiras do Rio de Janeiro e do Brasil no alto da favela:

 

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Foto de arma anti-aérea encontrada na Rocinha:

 

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Onde se meteram os bandidos? xD

 

Os bandidinhos não são o alvo da polícia. Esses aí são meros peões dos chefes do tráfico. E também não dá pra prender eles, já que é só jogar o fuzil em qualquer lugar e falar que é morador. Quem tem que ser preso são os chefes, e três deles já foram pegos.

Editado por Gui Fla

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"Tropa de Elite, osso duro de roer. Pega um pega geral, também vai pegar você" :)

 

Isso, nao percebo muito bem brasileiro :mrgreen:

btw, obrigado pelo resto do texto :mrgreen:

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