Descartes Publicado 29 Novembro 2011 Há duas questões que suscitam sempre animadas discussões e, até, alguma polémica entre os adeptos do ténis. Uma é a eterna dúvida sobre quem será o melhor jogador de todos os tempos. A outra é sobre a falta de qualidade das gerações mais recentes em comparação com as gerações antigas. É à segunda questão que este tópico se dirige. Pretendo, mais do que expressar a minha opinião sobre o assunto, fornecer ferramentas que permitam sustentar opiniões. Apresentar dados objectivos que contribuam para enquadrar a discussão, comparando prestações dos tenistas de agora e do passado mais ou menos recente. É usual lermos e ouvirmos como fundamento de que os jovens de hoje não têm tanta qualidade como antigamente que não há actualmente quem consiga atingir as performances de nomes como Andre Agassi, Pete Sampras, Roger Federer, Lleyton Hewitt ou Marat Safin. Mas será que é correcto colocarmos todos estes nomes no mesmo saco? Se notarmos que a diferença de idades entre o Andre Agassi e o Roger Federer é a mesma que aquela que existe entre o Roger Federer e o Bernard Tomic, em que grupo geracional deveremos incluir o multi-campeão suiço? E se repararmos que a diferença de idades entre o Roger Federer e o Novak Djokovic é superior à que existe entre o Djokovic e o Tomic? Será que o conceito geracional não deve suscitar alguma ponderação? Será que nomes como Rafael Nadal, Richard Gasquet, Gael Monfils, Novak Djokovic, Andy Murray ou Juan Martin Del Potro, todos eles autênticos prodígios enquanto jovens, não deveriam ser incluídos no que se denomina por "nova geração do ténis"? E sendo assim será que estes (a que se podem acrescentar nomes ainda mais jovens como Milos Raonic, Grigor Dimitrov, Bernard Tomic ou Ryan Harrison) terão tido, de facto, piores resultados do que os seus antecessores? E será que na chamada "época áurea do ténis" onde pontuavam nomes como os já referidos Andre Agassi e Pete Sampras mas também Jim Courier, Michael Chang, Yevgeny Kafelnikov, Goran Ivanisevic, Richard Krajicek, Patrick Rafter, Tim Henman e tantos outros, não houve também períodos menos férteis no surgimento de grandes campeões? Será que a existência de um conjunto excepcionalmente forte de grandes nomes num período relativamente curto de tempo não contribui para limitar grandes feitos aos membros das gerações que imediatamente lhes sucedem? Será que o "deserto" que hoje é quase indiscutível no que respeita a tenistas nascidos após o ano de 1988 não terá igualmente acontecido no passado? É a este tipo de perguntas que este tópico se dirige. Na prática o que eu me proponho a fazer é algo simples e que não traz grandes novidades a quem já acompanha o tópico dos "Jovens Maravilha". Pegando nos rankings de final de ano desde 1990 trabalhei-os em tabelas que apresentam os Top 10 de cada geração (considerando aqui o termo como sinónimo de ano de nascimento) no que respeita a jogadores Sub-21 que estejam classificados no Top 1000, pedindo já antecipadamente desculpa por qualquer erro ou omissão derivados da eventual falta de informação (ou incorrecta) do próprio site do ATP. Seleccionei o ano de 1990 como ano de partida por duas razões: 1- É o ano a partir do qual estão disponibilizados os rankings de final de ano em ficheiros pdf no site do ATP. Trabalhar a informação mais para trás, sendo possível, seria um trabalho muito mais pesado e os ganhos em termos de análise não o justificariam; 2 - Foi em 1990 que a calendarização e a estrutura de torneios estabilizou num modelo que, com ligeiras alterações, ainda hoje subsiste. Com 4 torneios de categoria superior (os Grand Slams), um torneio de final de ano que junta os 8 melhores tenistas desse ano, 9 torneios de 2ª categoria (os Masters), um conjunto alargado de outros torneios do circuito profissional divididos em 2 categorias (que hoje são designados por ATP 250 e ATP 500), um circuito de torneios Challenger que funcionam como porta de entrada para os torneios principais e um circuito de torneios Future (até 1998 designados como Torneios Satélite) organizados pelo ITF e cujo objectivo seria assegurar a transição dos tenistas dos juniores para profissionais. Disponho-me a assegurar a apresentação de um ano por dia (a começar amanhã), o que me levará, mais ou menos, para a colocação do post relativo a 2011 na altura em que o ATP publicará o ranking final deste ano (26 de Dezembro). Espero que vos agrade e que os comentários surjam como cogumelos...:D Para abrir o apetite sobre o tipo de dados que serão apresentados avanço desde já com uma particularidade que eu achei no mínimo curiosa. Sabiam que o Roger Federer, cada vez mais consensualmente reconhecido como o melhor jogador de todos os tempos, nunca liderou a sua geração desde que entrou no Top 1000 mundial até ter terminado o ano em que fez 21 anos? E não foi só o Lleyton Hewitt que o impediu de o conseguir... Compartilhar este post Link para o post
andrefilipegrocha Publicado 29 Novembro 2011 (editado) Quando vi o titulo pensava que era de futebol :facepalm: Anyway ROGER FEDERER :handclap: Editado 29 Novembro 2011 por andrefilipegrocha Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 29 Novembro 2011 Acho que é sabido que o Federer foi um late bloomer, apesar de comparado com as gerações de hoje, ter sido um jogador jovem com resultados bem mais interessantes. Já o Nadal sabia jogar ténis ao mais alto nível logo que pegou numa raquete. :mrgreen: Em relação ao tema e mais especificamente à geração actual, existem bastantes variantes que respondem ao facto de não termos valores emergentes e que consigam penetrar, pelo menos, no Top20/10. A homogeneização dos courts é uma delas. Menos variedade é igual a menos oportunidades de explorar o talento natural e os mais jovens ficam assim susceptíveis a terem ou não o jogo ideal para as condições de jogo actuais. Se não têm, terão que carburar durante uns anos até atingirem o nível necessário. Não é por acaso que a idade média do Top100 é bem mais velha do que há 20 anos atrás. No ténis físico e combativo de hoje, a experiência conta bastante e são necessários anos até o corpo se moldar ao estilo de ténis praticado. É apenas uma das razões, mas também gostaria que apontassem outros motivos. Compartilhar este post Link para o post
HelderPG Publicado 29 Novembro 2011 Quando vi o titulo pensava que era de futebol Vim todo afiado também. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 29 Novembro 2011 Só vêm "afiados" porque querem. Isto está na secção de ténis. :lol: Excelente tópico, Desc. :prayer: Agora não tenho muito tempo para opinar, mas assim que puder, darei a minha opinião. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 29 Novembro 2011 Só vêm "afiados" porque querem. Isto está na secção de ténis. :lol: Excelente tópico, Desc. :prayer: Agora não tenho muito tempo para opinar, mas assim que puder, darei a minha opinião. É pessoal que vê o tópico na lista de tópicos recentes que aparece na página de entrada do fórum. Aí não têm informação de que se trata de ténis. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 29 Novembro 2011 Nem me lembrei desse pormenor. De qualquer maneira, dá sempre jeito ler o 1º post, digo eu. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Guest Masha Publicado 29 Novembro 2011 Além disso têm a informação sim, pois têm dados como : Quem abriu o tópico, secção que está,etc. WTV Posso dizer que é o Nadal ou vão me matar? :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
HelderPG Publicado 29 Novembro 2011 Triste Sr. Peplin, muito triste. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 29 Novembro 2011 Além disso têm a informação sim, pois têm dados como : Quem abriu o tópico, secção que está,etc. WTV Posso dizer que é o Nadal ou vão me matar? :mrgreen: A geração do Nadal? É uma das melhores sem dúvida. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 29 Novembro 2011 Triste Sr. Peplin, muito triste. Hein? Compartilhar este post Link para o post
HelderPG Publicado 29 Novembro 2011 Só vêm "afiados" porque querem. Isto está na secção de ténis. :lol: É pessoal que vê o tópico na lista de tópicos recentes que aparece na página de entrada do fórum. Aí não têm informação de que se trata de ténis. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Guest Masha Publicado 29 Novembro 2011 A geração do Nadal? É uma das melhores sem dúvida. Soubeste dar a volta. Mas também, obviamente, pelo facto de estarmos a falar de gerações. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 29 Novembro 2011 :mrgreen: E o que é que é triste? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 30 Novembro 2011 ANO DE 1990 GERAÇÃO DE 69 - 21 ANOS Primeira particularidade logo a iniciar esta análise. A geração de 69 no final de 1990 estava tão mal relativamente à época que registou um facto único, nunca mais repetido até hoje: não só era, em média, pior do que a geração que lhe sucedia (isso, embora raro, também aconteceu noutras alturas) mas também era pior do que a seguinte. No final de 1990 os jogadores de 21 anos estavam pior classificados que os de 20 e os de 19 anos. Passemos à apresentação individual: O melhor jogador da geração era o argentino Guillermo Perez-Roldan que se encontrava na 14ª posição. Perez-Roldan tem o seu nome ligado à história do ténis principalmente por ser o fundador da "Escola de Tandil", um autêntico viveiro de tenistas argentinos de nomeada. Foi um jogador cuja melhor posição no ranking foi o 13º lugar quando tinha apenas 18 anos. Pode dizer-se que, aos 21 anos, ele iniciava a curva descendente da carreira. Ganhou um total de 9 torneios, todos em terra batida, tendo em 1990 ganho apenas o torneio de San Marino. Na lista segue-se o norte-americano David Wheaton, 27º no ranking no final do ano. Tal como Perez-Roldan ele também não chegou ao Top 10 na carreira. Ficou-se pelo 12º posto como melhor atingido no ano seguinte, em 1991, já com 22 anos. Ganhou apenas 3 títulos na carreira, tendo em 90 vencido em Kiawah Island. O terceiro Top 100 desta lista é MaliVai Washington. E também ele ficou às portas do Top 10. O seu melhor foi o 11º lugar em 1992. Ganhou 4 torneios na carreira, nenhum deles em 90. O seu momento de glória foi, no entanto, a final perdida para Richard Krajicek em Wimbledon em 1996. O francês Cedric Pioline é o jogador mais consagrado desta geração. E também aquele que registou maior longevidade nos lugares cimeiros do ranking. A sua melhor posição foi o 5º posto, alcançado já na "ternura dos trinta", em 2000, ano em que conquistou o torneio mais importante do seu historial: o Masters de Monte Carlo. Além desse título ganhou mais 4 torneios. O quinto jogador da lista é o argentino Alberto Mancini. Teve o seu melhor período aos 20 anos, em 1989, quando conquistou os Masters de Monte Carlo e Roma chegando ao 8º lugar do ranking. Depois disso caiu estrondosamente. No final de 1990 já se encontrava fora do Top 100. Aida deu um ar da sua graça em 91, voltando à final em Roma e o seu canto do cisne aconteceu em 92 com a presença na final de Miami. O norte-americano Chris Garner marca o início dos jogadores medianos desta lista. O seu melhor ranking foi o 120º conseguido em 1991. Quanto a finais, nem uma tem para amostra. O belga Bart Wuyts também não conseguiu disputar qualquer final. Mas pelo menos atingiu o 69º lugar do ranking em 1992. Já foi melhorzito que o Garner. O francês Arnaud Boetsch teve uma carreira mais interessante. Em 1996 chegou ao 12º lugar do ranking e conseguiu arrecadar 3 títulos ATP, estando presente em mais 7 finais. Era um especialista em torneios indoor, alcançando aí 8 das 10 finais que disputou. Segue-se o sueco Jan Apell que conta como melhor ranking o 62º posto ocupado em 1995, ano em que conquistou o seu único torneio, em Estugarda. Os seus melhores resultados aconteceram na variante de pares, onde ganhou 9 títulos, incluíndo o Masters de 1994 chegando a figurar no Top 10 da variante. Foi o primeiro parceiro fixo de Jonas Bjorkman. Finalmente, e já fora do Top 200 no final de 1990, surge o neo-zelandês Brett Steven. 32º do ranking em 1996, ganhou 3 torneios. Também ele teve mais sucesso em pares, vencedo 9 torneios e chegando ao 16º posto da variante. Curiosidade: Só por 3 vezes desde 1990 aconteceu que o 10º classificado da geração com 21 anos se encontrasse fora do Top 200. Em 1990, 2007 e 2010. Não é um bom cartão de visita para a geração de 69. Classificação média dos 10 primeiros: 125,5 Classificação média dos 5 primeiros: 75,8 GERAÇÃO DE 70 - 20 ANOS Eis a primeira geração de sonho. Que inclui nomes que ficaram registados a letras douradas na história do ténis. Em 1990 o líder da geração era Andre Agassi, no 4º lugar do ranking. Agassi conquistou 60 títulos nas 90 finais de torneios que disputou na carreira. Foi nº 1 do mundo pela primeira vez em 1995 e é um dos poucos tenistas que se orgulha de ter alcançado o Grand Slam de carreira. Tem 8 troféus do Grand Slam, os Jogos Olímpicos de Atlanta em 96 e uma Masters Cup. Foi até há pouco tempo recordista de torneios Masters conquistados com um total de 17. A sua primeira vitória em torneios ATP aconteceu em 1987, apenas com 17 anos. Em 1990 ganhou 4 torneios, incluíndo Miami e a Masters Cup). No 2º lugar da lista surge o russo Andrei Cherkasov. Prometia muito enquanto junior mas não confirmou as expectativas. O melhor que conseguiu foi o 13º lugar atingido em 1991 e quanto a torneios conquistados teve apenas 2. Ambos em Moscovo, em 1990 e 91. Colado a Cherkasov surgia o suiço Marc Rosset. Foi jogador de Top 10 (9º classificado em 1995) e ganhou 15 títulos (10 deles em indoor), incluíndo os Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, quando o Ténis era ainda modalidade de exibição. Na 4ª posição aparece outro ex-número 1 do mundo: o norte-americano Jim Courier. Chegou ao lugar cimeiro do ranking ATP em 1992, quando ainda tinha 21 anos, depois de ter conquistado o Australian Open. Dos 23 títulos que conquistou na carreira 4 foram em torneios do Grand Slam. 2 na Austrália e outros tantos em Roland Garros. Foi ainda finalista derrotado por uma vez em Wimbledon, US Open e Roland Garros e por 2 vezes na Masters Cup. O seu primeiro título ocorreu em Basileia, em 1989 mas o ano de 1990 foi marcado pela inexistência de qualquer final. O australiano Richard Fromberg é o senhor que se segue. 1990 foi o seu melhor ano. Terminou na 32ª posição mas chegou a andar, em Agosto, no 24º lugar. Ganhou 4 títulos na carreira, tendo arrecadado, em 90, Bastad e Bologna. Era um australiano atípico por ser especialista em terra batida. O 6º melhor jogador de 20 anos no final de 1990 era o argentino Franco Davin. Na 35ª posição do ranking mundial. Tal como Fromberg também para Davin este foi o seu melhor ano da carreira, tendo obtido a sua melhor posição de sempre em Outubro no 30º lugar. Ganhou 3 torneios na carreira tendo em 90 triunfado em Palermo. Franco Davin é um jogador que figura na história do Estoril Open ao ter participado na sua 1ª final (que aconteceu exactamente em 1990), perdendo-a para o espanhol Emilio Sanchez. Descendo na tabela encontramos já fora do Top 50 o sueco Magnus Larsson. Chegou a ser o 10º do mundo em 1995 e ganhou 7 títulos na carreira. Em 1990 conquistou o torneio de Florença. O italiano Renzo Furlan, um dos mais carismáticos tenistas italianos, foi 19º no ranking mundial em 1996 e ganhou 2 títulos: Casablanca e San Jose, ambos em 1994. Em 9º lugar temos o francês Guillaume Raoux, que chegou ao 35º posto no ranking em 1998. Ganhou apenas 1 torneio: Brisbane em 1992. Por último, mas ainda no Top 100, encontramos outro italiano: Cristiano Caratti. O seu melhor lugar de sempre foi o 26º e aconteceu em Julho do ano seguinte (1991). Não conquistou nenhum título e esteve apenas numa final: em Milão 91. Desta geração é também o "nosso" Nuno Marques, para muitos o melhor jogador português de sempre. Esteve muito perto de ingressar nesta lista. No final de 1990 ele estava em 102º lugar no ranking e ficou como 12º jogador da geração. Curiosidade: Ter os 10 primeiros jogadores da geração de 20 anos todos inseridos no Top 100 mundial só aconteceu por duas vezes. Em 1990 e no ano seguinte. Nunca mais se repetiu, se bem que tal feito tivesse estado muito perto de acontecer em 2002. Classificação média dos 10 primeiros: 45,4 Classificação média dos 5 primeiros: 20,8 GERAÇÃO DE 71 - 19 ANOS Outra geração de sonho. Talvez ainda melhor que a de 70. O líder da geração é o campeoníssimo Pete Sampras. Ascendeu pela primeira vez ao topo da hierarquia mundial em Abril de 1993. Ganhou um total de 64 torneios e foi finalista noutros 24. Foi recordista de torneios do Grand Slam até há pouco tempo com um total de 14 (Wimbledon por 7 vezes). A sua grande mágoa foi nunca ter conseguido ganhar em Roland Garros. Detém ainda 5 Masters Cup (mais um record que lhe foi "roubado" por Roger Federer). Em 1990 ganhou 4 torneios estando entre eles o US Open. Também no Top 10 no final do ano estava o croata Goran Ivanisevic. Chegou a nº 2 do mundo, o seu melhor, em 1994. Ganhou 22 torneios e foi finalista derrotado em 27. A sua coroa de glória foi a conquista de Wimbledon em 2001 num dos momentos mais memoráveis do ténis. Depois de ter perdido 3 finais na catedral do ténis mundial em 92 (para Agassi), 94 e 98 (para Sampras) acaba por conseguir a vitória no torneio quase com 31 anos justificando plenamente o wild-card com que foi presenteado pela organização. No 3º lugar surge um ex-número 3 mundial: o espanhol Sergi Bruguera. Atingiu esse lugar no ranking em 1994. Especialista em terra batida, foi nessa superfície que venceu 13 dos 14 torneios que conquistou. Bi-campeão em Roland Garros nos anos de 93 e 94 (foi finalista em 97), ganhou também o Estoril Open em 91. Ainda no Top 50 aparece o 4º membro da geração. O australiano Todd Woodbridge que foi um dos mais fantásticos jogadores de pares da história do ténis, fazendo uma dupla fabulosa com o seu compatriota Mark Woodforde. Woodbridge não fez melhor que o 19º lugar no ranking, alcançado em 1997 e apenas ganhou 2 torneios. Mas em pares foi nº 1 e venceu o incrível número de 83 torneios. É detentor de 16 títulos do Grand Slam, tendo vencido Wimbledon 9 vezes. E também ganhou os outros 3 pelo menos uma vez. O sueco Nicklas Kulti foi 32º do ranking em 1993 e venceu 3 torneios ATP. Foi mais um jogador que obteve maior sucesso na variante de pares, onde conquistou 13 títulos e chegou a 11º do mundo. Quanto ao finlandês Aki Rahunen pouco há a dizer.Não ganhou nenhum torneio e o seu melhor ano foi exactamente o de 1990, onde chegou a figurar na 57ª posição em Junho. Também não há muito a dizer em relação ao mexicano Luis Herrera. A não ser que chegou ao 49º lugar do ranking em 1992. O holandês Richard Krajicek é outra das figuras maiores da geração. Foi nº 4 do mundo em 1999 e ganhou 17 torneios. Ficou famoso no ténis por ter interrompido, em 1996, a hegemonia de Pete Sampras em Wimbledon. Derrotou o imbatível Sampras nos quartos de final e conquistou merecidamente o torneio na final frente a MaliVai Washington. Foi a única derrota de Sampras em Wimbledon entre 1993 e 2000. Nesses 8 anos Sampras tem o registo de 53 vitórias e apenas 1 derrota. Nesse dia Richard Krajicek entrou na História. O italiano Stefano Pescosolido não conseguiu melhor do que o 42º lugar no ranking que obteve em 1992. Ganhou 2 torneios ATP em Scottsdale e Tel Aviv. O Top 10 encerra com o espanhol German Lopez. Em 1992 obtinha o seu melhor lugar de sempre no ranking: o 62º. Disputou apenas uma final, que perdeu, em Casablanca '92. Curiosidade: 1990 foi o único ano em que dois tenistas de 19 anos ocupavam lugares no Top 10 do mundo no ranking de final de ano. Classificação média dos 10 primeiros: 75,6 Classificação média dos 5 primeiros: 28,6 GERAÇÃO DE 72 - 18 ANOS Se houve alguma coisa que me fez equacionar a possibilidade de estender por mais uns anos esta análise foi a existência de Michael Chang, o líder incontestado da geração de 72.Ser 15º classificado no ranking final do ano em que se completa 18 anos é um feito notável mas que dizer de alguém que estava em 5º lugar no ano em que fez 17? E em 30º no ano em que tinha 16? Ou em 163º com imberbes 15 anos? E se a isso acrescentarmos a vitória em Roland Garros com meros 17 anos? Tudo isso aconteceu a Michael Chang, o exemplo máximo de precocidade no ténis. Todavia, Chang não confirmou ao mais alto nível, nos anos posteriores, a excelência das suas prestações enquanto teenager. Não chegou a nº 1 do mundo. Ficou-se pelo 2º lugar, atingido em 1996. E embora tenha ganho um total de 34 torneios não conseguiu repetir a vitória num torneio do Grand Slam. O melhor que conseguiu foi disputar as finais de Roland Garros em 95 e do Australian Open e US Open em 96. A concorrência a Michael Chang nesta geração foi praticamente inexistente até aos 21 anos. Quem mais se aproximou foi o "mágico" francês Fabrice Santoro. Se Michael Chang é um exemplo de precocidade, Fabrice Santoro é sinónimo de longevidade tendo jogado até aos 38 anos sempre em grande nível. Com ele no court o espectáculo estava garantido. Em termos de ranking o melhor que conseguiu foi o 17º lugar em 2001 e ganhou 6 torneios. Fez uma carreira em pares muito mais satisfatória no que respeita a resultados, chegando ao 6º lugar do ranking e vencendo 24 títulos, incluindo o Australian Open por 2 vezes e uma Masters Cup. Sempre com Michael Llodra como parceiro. O fosso entre Chang e Santoro e os outros é enorme. Temos que sair do Top 250 para encontrar o 3º membro da geração de 72: o sul-africano Marcos Ondruska. Chegou a 27º do mundo em 1993 e disputou 3 finais em torneios ATP tendo perdido todas. O brasileiro William Kyriakos é quem se segue na tabela. Jogador anónimo, cuja melhor classificação no ranking foi o 266º posto. Depois vem o checo Martin Damm, especialista de pares. Em singulares não passou do 42º lugar, em 1997, tendo perdido as 5 finais que disputou. Em pares chegou a nº 5 do mundo e ganhou 40 torneios. Em 2006, fazendo dupla com Leander Paes venceu o US Open. Voltando aos jogadores anónimos (ou quase) segue-se o húngaro Sandor Noszaly. Chegou a 95º do mundo. O alemão Dirk Dier não passou do lugar nº 118. O croata Saza Hirszon fez pior: apenas 214º como melhor da carreira. Bertrand Madsen do Haiti ficou-se pela 246º posição. E finalmente o mexicano Oliver Fernandez que atingiu o seu auge com o 141º lugar. Como se pode ver, muito fraquinha esta geração se retirarmos o Chang e o Santoro da equação. Classificação média dos 10 primeiros: 275,5 Classificação média dos 5 primeiros: 184,8 GERAÇÃO DE 73 - 17 ANOS Com uma excepção, as principais figuras do ténis nascidas em 1973 ainda não demonstravam o seu valor aos 17 anos. E mesmo essa excepção não surgiu como figura de referência. Já lá vamos... Em 1990 o líder da geração era Tommy Ho. Um norte-americano que se revelou uma cópia imperfeita do Michael Chang. O ímpeto dos norte-americanos de ascendência asiática começou e terminou no Chang. Tommy Ho já se apresentava no Top 200 aos 17 anos, o que é óptimo, mas a sua evolução não correspondeu às expectativas. Não passou do 85º lugar do ranking e teve que recorrer aos pares para conseguir ganhar 4 torneios. Mesmo assim, e tendo presente que um desses torneios foi Indian Wells, ainda conseguiu ascender ao 13º lugar do ranking nessa variante. Já não foi mau... O brasileiro Marcelo Saliola também iniciou a carreira com grande vontade. Mas o gás também se esgotou rapidamente ficando-se pelo 237º posto como melhor da carreira. O marroquino Karim Alami teve mais sucesso. Era um jogador com uma técnica fabulosa. Genial em certos momentos. Chegou a 25º do mundo em 2000 e ganhou 2 torneios em 1996: Palermo e Atalanta. Foi ainda finalista derrotado em 4 ocasiões. O alemão David Prinosil teve uma carreira semelhante a Alami. A grande diferença é que o marroquino só jogava em terra batida e o alemão especializou-se em relva e indoor. Foi 28º do mundo e ganhou 3 torneios. Prinosil também foi um dos casos em que o sucesso chegou mais facilmente a jogar pares. Nessa vertente ganhou 10 torneios e chegou a 12º do mundo. O espanhol Alberto Berasategui é, na prática, o único nome forte desta lista. É o protótipo do especialista em terra batida. Os seus únicos resultados de relevo foram nessa superfície. Chegou a nº 7 do mundo em 1994 e ganhou 14 torneios. Foi finalista derrotado em 9 torneios, estando entre estes o de Roland Garros em 94. Berasategui tem uma relação muito particular com o ténis português. Ganhou o Estoril Open de 1998 (o seu último título) e também o torneio integrado no circuito mundial que decorreu no Porto em 1995. Nesse mesmo ano ele entraria definitivamente na história do ténis português ao perder na 1ª ronda do Estoril Open com o Nuno Marques, estando na 7ª posição do ranking. Essa é, até hoje, a maior vitória individual de um tenista português se considerarmos o ranking do adversário. Bing Chao Lin do Taipé não passou do 240º do mundo. O alemão Scott Gessner mal chegou ao Top 300. Conseguiu escalar até ao 293º. O norte-americano David Witt fez melhor. Chegou à 128ª posição. O argentino Gustavo Re merece o título de pior jogador até agora. Ficou incógnito no 465º posto no seu auge. Por último temos o canadiano Sebastian Lareau. Mais um especialista de pares. Em singulares ficou pelo 76º lugar mas em pares chegou a nº 4. Ganhou 17 títulos tendo como parceiros preferenciais Alex O'Brien e Daniel Nestor. Em 1999 ganhou o US Open e a Masters Cup com O'Brien e em 2000 os Jogos Olímpicos de Sydney com Nestor. Classificação média dos 10 primeiros: 454,1 Classificação média dos 5 primeiros: 342,4 GERAÇÃO DE 74 - 16 ANOS Com 16 anos já estavam presentes no Top 1000 do ranking alguns tenistas que viriam a ser referência desta geração. Justifica-se aqui uma chamada de atenção: nos primeiros anos da década de 90 era relativamente fácil entrar no Top 1000. Bastavam 2 pontos conquistados para o conseguir. O número de tenistas profissionais era muito inferior ao que existe hoje em dia e por isso a transição para os torneios pontuáveis fazia-se mais rapidamente. Não é de estranhar, por isso, que existam tantos jogadores com menos de 17 anos a figurar no Top 100. Muitos deles que nem sequer tiveram carreira digna de registo no ténis. O líder da geração era em 1990 o romeno Dinu Pescariu. Não foi o jogador que fez mais furor na geração de 74 nos anos subsequentes. E eu aviso desde já que esta geração é uma das melhores de sempre. Este romeno não fez melhor que o 75º a que chegou em 1998. Também já integrado no Top 500 seguia-se outro romeno. E este sim, viria a tornar-se figura grada no circuito mundial. Trata-se de Andrei Pavel que teve como melhor ranking da carreira o 13º, atingido em 2004. Ganhou 3 torneios com destaque óbvio para o Masters do Canadá em 2001. Foi ainda finalista em 6 torneios incluíndo o Masters de Paris em 2003. Também foi Top 20 em pares onde ganhou 6 torneios. O último membro da geração de 74 a figurar no Top 500 no final de 1990 é o sueco Thomas Enqvist. Enqvist foi membro regular do Top 10 mundial, chegando a nº 4 em 1999. Ganhou 19 torneios incluíndo 3 Masters Series. Foi finalista derrotado no Open da Austrália de 99. O espanhol Juan Gisbert Jr não seguiu os passos do pai, figura de renome das décadas de 60 e 70. O "miúdo" não passou do 132º lugar no ranking. E não ganhou nada. O brasileiro Adriano Ferreira não fez melhor. Ficou pela 146ª posição. O australiano Grant Doyle parou no 173º posto. O polaco Adam Skrzypczak só chama a atenção pelo nome impronunciável. Porque no que diz respeito a ténis só o encontramos no 543º lugar se tivermos a sorte de olhar para a lista em que ele ficou melhor posicionado. O boliviano Rodrigo Navarro tem um nome mais simpático. Mas sabendo que o 827º lugar no ranking foi o seu melhor, estamos conversados quanto a ténis. Nicolas Kischkewitz? Mas eu fiz mal a alguém? Este francês pelo menos apresenta um melhor ranking de sempre mais aceitável. Chegou a 260º. Para o fim ficou outro grande nome da geração. O eslovaco Karol Kucera foi 6º do ranking mundial em 1998. Ganhou 6 torneios das 12 finais que disputou. Classificação média dos 10 primeiros: 704,6 Classificação média dos 5 primeiros: 575,8 GERAÇÃO DE 75 - 15 ANOS 3 tenistas de 15 anos no Top 1000 do mundo é algo só possível nestes primeiros anos da década de 90. O israelita Noam Behr até fez uma carreira simpática tendo chegado ao 127º lugar no ranking. Lior Dahan não foi tão bom como o seu compatriota. Ficou pelo 221º posto. O argentino Pier Squillari tem uma história curiosa. Até aos 17 anos foi a vedeta da família. Ao chegar à maioridade foi ultrapassado pelo seu irmão gémeo Franco. E enquanto Franco se transformava num jogador de topo, Pier ficava-se pelo anonimato. O melhor que conseguiu na carreira foi o 410º lugar. Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 30 Novembro 2011 Excelente trabalho. :handclap: A partir de 92. :medinho: Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 1 Dezembro 2011 (editado) ANO DE 1991 GERAÇÃO DE 70 - 21 ANOS A geração de 70 melhorou, em média, as classificações obtidas no ano transacto. Muito à conta da evolução protagonizada por Jim Courier e pelos italianos Cristiano Caratti e Renzo Furlan. A entrada de 3 novos jogadores para o Top 10 foi igualmente decisiva nessa melhoria, compensando as quebras de Andre Agassi, Marc Rosset, Magnus Larsson e as saídas do Top de Richard Fromberg, Franco Davin e Guillaume Raoux. O maior destaque neste ano vai, naturalmente, para Jim Courier. Ganhou apenas 3 torneios mas foram Indian Wells, Miami e o seu 1º Grand Slam: Roland Garros. Subiu ao 2º lugar do ranking ATP e ficou muito perto da liderença. Tão perto que a alcançou logo nas primeiras semanas do ano seguinte. Andre Agassi teve um ano difícil, em que ganhou apenas em Washington e Orlando, tendo perdido a final de Roland Garros para Courier. Mesmo assim ainda aguentou uma posição no Top 10 no final do ano. Andrei Cherkasov teve em 1991 o seu melhor ano. Chegou ao 13º lugar do ranking em Junho, ganhando o torneio de Moscovo e sendo finalista em Bruxelas. No entanto, no final do ano ele estava na mesma posição em que o tinha iniciado. Fora do Top 20. Quem também teve o ano de 1991 como melhor da carreira foi o italiano Cristiano Caratti. Protagonizou uma evolução muito significativa e em Julho encontrava-se na 26ª posição do ranking. Foi neste ano que ele participou na sua única final da carreira, em Milão. Renzo Furlan também evoluiu até ao Top 50 (era 47º em Junho). No entanto, a estreia em finais do ATP ficou adiada para o ano seguinte. Marc Rosset desiludiu. Não esteve em nenhuma final em 1991 e, no ranking, caiu para lá do Top 50. Para Magnus Larsson este foi um ano de impasse. Não caiu muito no ranking mas também não evoluiu. E não se viu em nenhuma final. Para o fim deixei as 3 estreias na tabela. Começo pelo holandês Jan Siemerink que entrou de forma fulgurante na tabela dos melhores da geração logo para o 4º posto. Siemerink teve como melhor posição de sempre no ranking o 14º lugar, alcançado em 1998, e venceu 4 torneios na carreira, sendo o primeiro deles em Singapura exactamente em 91. Neste ano foi ainda finalista na carpete de Viena. Também teve uma boa carreira em pares, chegando ao 16º posto do ranking e ganhando 11 torneios. O francês Frederic Fontang é a segunda entrada nova. Neste momento ele encontrava-se no topo da sua carreira. O 59º lugar no ranking foi o melhor que conseguiu. E foi em 91 que ele disputou as suas duas únicas finais, ganhando em Palermo e perdendo em San Marino. Por último o brasileiro Jaime Oncins, o actual treinador do Gastão Elias. Oncins chegou ao 34º lugar do ranking em 1993 e ganhou 2 torneios na carreira, ambos em 1992. Em 1991 foi finalista derrotado em São Paulo e Búzios. Teve melhores resultados em pares. Aí chegou ao 22º posto e ganhou 5 torneios. Curiosidade: 1991 foi o único ano em que os 10 tenistas de 21 anos melhor classificados no ranking se encontravam todos no Top 80. Classificação média dos 10 primeiros: 39,3 Classificação média dos 5 primeiros: 19,4 Classificação até 1991 das gerações com 21 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 70 - 39,3 2. Geração de 69 - 125,5 Classificação até 1991 das gerações com 21 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 70 - 19,4 2. Geração de 69 - 75,8 Top 20 dos melhores jogadores com 21 anos de sempre: 1. Jim Courier .............. 2 11. Magnus Larsson ....... 61 2. Andre Agassi ............. 10 12. Jaime Oncins ......... 64 3. Guilhermo Perez-Roldan ... 14 13. MaliVai Washington ... 93 4. Andrei Cherkasov ......... 21 14. Cedric Pioline ....... 118 5. Jan Siemerink ............ 26 15. Alberto Mancini ...... 127 6. David Wheaton ............ 27 16. Chris Garner ......... 142 7. Cristiano Caratti ........ 38 17. Bart Wuyts ........... 145 8. Renzo Furlan ............. 52 18. Arnaud Boetsch ....... 176 9. Frederic Fontang ......... 59 19. Jan Apell ............ 200 10. Marc Rosset .............. 60 20. Brett Steven ......... 213 GERAÇÃO DE 71 - 20 ANOS O ano de 1991 foi positivo nesta geração para Sergi Bruguera, Richard Krajicek, Stefano Pescosolido e German Lopez que melhoraram significativamente o seu ranking. Ao contrário de Pete Sampras, Goran Ivanisevic, Todd Woodbride e Nicklas Kulti. Registaram-se duas entradas novas para os lugares de Aki Rahunen e Luis Herrera. Pete Sampras, embora tivesse perdido um lugar face ao ano de 1990, manteve-se como líder da geração numa posição segura no Top 10 do mundo. Neste ano voltou a ganhar 4 torneios, sendo o mais importante a Masters Cup. Sergi Bruguera derrubou este ano a barreira do Top 10, chegando a figurar no 5º lugar entre Maio e Junho, tendo, porém, acabado o ano fora desse grupo de elite. Ganhou os seus primeiros 3 torneios ATP, sendo o primeiro o Estoril Open, logo seguido pelo Masters de Monte Carlo. Para Goran Ivanisevic o ano não correu da melhor forma apesar de ter garantido no final do ano uma posição no Top 20. Só ganhou o torneio de Manchester. Richard Krajicek venceu em 1991 o seu primeiro torneio, em Hong-Kong e protagonizou uma subida no ranking de quase 90 lugares. Stefano Pescosolido e German Lopez não estiveram presentes em nenhuma final mas também registaram subidas significativas no ranking mundial, instalando-se no Top 100. Nicklas Kulti também se estreou em 91 a vencer torneios. Ganhou em Adelaide. Não foi suficiente para evitar uma queda no ranking, tal como aconteceu com Todd Woodbridge, com a agravante deste não ter sequer pisado o court de uma final. Começo a apresentação dos tenistas que se estreiam no Top 10 da geração com o sul-africano Wayne Ferreira, mais um jogador de topo desta geração. Foi presença regular no Top 10 mundial tendo atingido o seu expoente máximo com o 6º lugar em 1995. Ganhou um total de 15 torneios na carreira, incluíndo 2 Masters. Em 1991 ainda não tinha disputado qualquer final. A estreia ficou marcada para o ano seguinte. Foi também um exímio jogador de pares, tendo sido igualmente jogador do Top 10. Nessa variante conquistou 11 torneios, 6 deles de categoria Masters. Em 5 destes títulos contou com a parceria do russo Yevgeny Kafelnikov. A outra estreia é do alemão Lars Koslowski. Um jogador muito mais discreto. Não superou o 63º lugar a que chegou em 92 e não disputou qualquer final na carreira. Classificação média dos 10 primeiros: 51,5 Classificação média dos 5 primeiros: 24,6 Classificação até 1991 das gerações com 20 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 70 - 45,4 2. Geração de 71 - 51,5 Classificação até 1991 das gerações com 20 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 70 - 20,8 2. Geração de 71 - 24,6 Top 20 dos melhores jogadores com 20 anos de sempre: 1. Andre Agassi ............. 4 11. Wayne Ferreira ........ 50 2. Pete Sampras ............. 6 12. Magnus Larsson ........ 56 3. Sergi Bruguera ........... 11 13. Stefano Pescosolido ... 69 4. Goran Ivanisevic ......... 16 14. Renzo Furlan .......... 77 5. Andrei Cherkasov ......... 21 . Todd Woodbridge ....... 77 6. Marc Rosset .............. 22 16. Nicklas Kulti ......... 79 7. Jim Courier .............. 25 17. German Lopez .......... 80 8. Richard Fromberg ......... 32 18. Guillaume Raoux ....... 84 9. Franco Davin ............. 35 19. Lars Koslowski ........ 87 10. Richard Krajicek ......... 40 20. Cristiano Caratti ..... 98 GERAÇÃO DE 72 - 19 ANOS Os membros desta geração melhoraram de forma significativa a sua classificação no ranking durante o ano de 1991. A única excepção foi o Michael Chang que manteve o 15º posto que tinha no final de 1990. Neste ano só ganhou o torneio de Birmingham. E foi o único torneio ganho por membros desta geração em 1991. Fabrice Santoro entrou no Top 50, Marcos Ondruska, Martin Damm e Oliver Fernandez no Top 200, Dirk Dier, Saza Hirszon e Bertrand Madsen no Top 300. Houve ainda duas entradas novas para os lugares de William Kyriakos e Sandor Noszaly. A primeira entrada, e logo para o Top 200, foi do italiano Massimo Valeri. Só chegou à 137ª posição no ranking, alcançado em 1992. Entrou também o canadiano Daniel Nestor. Este canadiano é uma figura maior do ténis mundial. Não pela sua performance em singulares, onde não disputou qualquer final e tem apenas como melhor registo no ranking o 58º posto. Mas sim pelo seu sucesso na vertente de pares, em que é, actualmente, o nº 3 do mundo. Já foi o nº 1, posição a que chegou pela primeira vez em 2002. Tem até agora 75 títulos conquistados, incluíndo 7 Grand Slams (3 Roland Garros, 2 Wimbledon e 1 na Austrália e US Open), os Jogos Olímpicos de Sydney e 4 Masters Cup (ganhou estes 4 torneios nos últimos 5 anos, sendo o actual detentor do tíulo). Durante a maior parte da sua carreira teve como parceiro Mark Knowles, com a excepção do período entre 1998 e 2000 em que privilegiou a parceria com o seu compatriota Sebastian Lareau que culminou na conquista dos Jogos Olímpicos. Entre 2008 e 2010 foi o parceiro do sérvio Nenad Zimonjic e, em 2011, passou a partilhar o sucesso com o bielorrusso Max Mirnyi. Classificação média dos 10 primeiros: 168,4 Classificação média dos 5 primeiros: 101 Classificação até 1991 das gerações com 19 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 71 - 75,6 2. Geração de 72 - 168,4 Classificação até 1991 das gerações com 19 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 71 - 28,6 2. Geração de 72 - 101 Top 20 dos melhores jogadores com 19 anos de sempre: 1. Pete Sampras ............. 5 11. Marcos Ondruska ....... 140 2. Goran Ivanisevic ......... 9 12. Stefano Pescosolido ... 141 3. Michael Chang ............ 15 13. Martin Damm ........... 144 4. Sergi Bruguera ........... 28 14. Oliver Fernandez ...... 163 5. Fabrice Santoro .......... 43 15. German Lopez .......... 166 6. Todd Woodbridge .......... 50 16. Massimo Valeri ........ 198 7. Nicklas Kulti ............ 51 17. Dirk Dier ............. 231 8. Aki Rahunen .............. 74 18. Saza Hirszon .......... 246 9. Luis Herrera ............. 103 19. Daniel Nestor ......... 247 10. Richard Krajicek ......... 129 20. Bertrand Madsen ....... 257 GERAÇÃO DE 73 - 18 ANOS A geração de 73 também melhorou os seus resultados em média, havendo, no entanto, a registar duas excepções de relevo: as quedas do líder da geração Tommy Ho e de Karim Alami. Houve duas entradas novas para os lugares de Scott Gessner e Gustavo Re. Tommy Ho não segurou a posição no Top 200, passando a ter, no Top 300, a companhia de David Prinosil, Marcelo Saliola e David Witt. Alberto Berasategui também ficou muito perto de o conseguir. Para o Top 400 subiram ainda Bing Chao Lin e Sebastian Lareau. Karim Alami caiu para lá do Top 400. As duas novidades na tabela são "sumarentas". A começar pelo indiano Leander Paes que, em 1991, entrou para o Top 300. Paes é mais uma das figuras de topo na variante de pares. Em singulares ficou-se pelo 73º lugar e por um título conquistado. Em Newport '98. Mas em pares teve (e tem) uma carreira fenomenal. É o actual nº 8 do mundo e já foi nº 1, lugar a que chegou em 1999. Tem 47 títulos conquistados, incluíndo 6 Grand Slams (3 Roland Garros, 2 US Open e 1 Wimbledon). Fez os primeiros anos da carreira (até 2002) em parceria com o seu compatriota Mahesh Bhupathi. Nos 8 anos seguintes teve vários parceiros mais ou menos regulares (David Rikl, Nenad Zimonjic, Martin Damm e Lukas Dlouhy foram os principais). Em 2011 voltou a formar dupla com Bhupathi e as vitórias em Miami e Cincinnati provaram que a escolha foi acertada. A segunda novidade é, de alguma forma, surpreendente. É o português Emanuel Couto. Ele teve uma boa carreira considerando a bitola portuguesa, mas em termos mundiais não se pode dizer que tenha sido recheada de sucessos. Chegou a 174º do mundo em 1996. Em pares a coisa correu melhor. Foi 91º do ranking e ganhou um torneio ATP. Fazendo dupla com Bernardo Mota conquistaram o torneio do Porto de 96. Em 1995, com João Cunha e Silva, foi finalista em Casablanca. Classificação média dos 10 primeiros: 308,2 Classificação média dos 5 primeiros: 255,6 Classificação até 1991 das gerações com 18 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 72 - 275,5 2. Geração de 73 - 308,2 Classificação até 1991 das gerações com 18 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 72 - 184,8 2. Geração de 73 - 255,6 Top 20 dos melhores jogadores com 18 anos de sempre: 1. Michael Chang ............ 15 11. Martin Damm ........... 317 2. Fabrice Santoro .......... 62 12. Sandor Noszaly ........ 321 3. Tommy Ho ................. 235 13. Bing Chao Lin ......... 328 4. David Prinosil ........... 238 14. Dirk Dier ............. 346 5. Marcos Ondruska .......... 256 15. Sebastian Lareau ...... 348 6. Marcelo Saliola .......... 259 16. Saza Hirszon .......... 350 7. David Witt ............... 271 17. Bertrand Madsen ....... 395 8. William Kyriakos ......... 274 18. Karim Alami ........... 405 9. Leander Paes ............. 275 19. Oliver Fernandez ...... 419 10. Alberto Berasategui ...... 301 20. Emanuel Couto ......... 422 GERAÇÃO DE 74 - 17 ANOS Houve grandes modificações em 1991 nos primeiros lugares da geração de 74. A primeira nota a registar é a entrada de 4 novos jogadores, 2 deles que viriam a tornar-se grandes figuras do ténis mundial. Entraram para os lugares de Grant Doyle, Adam Skrzypczak, Rodrigo Navarro e Nicolas Kischkewitz. Dinu Pescariu continuou a liderar a geração, entrando neste ano para o Top 200. Thomas Enqvist entrou para o Top 300, Karol Kucera para o Top 400 e Juan Gisbert Jr e Adriano Ferreira também subiram bem no ranking. A única excepção foi Andrei Pavel que saiu do Top 500. Quanto às novidades comecemos pelo ucraniano Andrei Medvedev que em 1991 entrava no Top 300 e posicionava-se já como vice-líder da geração. Medvedev chegou ao nº 4 do ranking em 1994 e ganhou 11 torneios, 9 deles em terra batida, incluindo 4 Masters e o Estoril Open de 1993. Em 1999 foi finalista em Roland Garros. Também com um lugar no Top 300 de 91 figurava o espanhol Alex Corretja, outro jogador de topo especialista em terra batida. Esteve muito perto de chegar a nº 1 do mundo em 1999 mas não o conseguiu, ficando apenas como nº 2. Ganhou 17 torneios incluindo os Masters de Roma em 97 e Indian Wells em 2000. É também um campeão do Estoril Open, título ganho em 1997. Foi duas vezes finalista derrotado em Roland Garros: em 98 e 2001. Os outros dois novos tenistas na tabela foram muito mais modestos na sua carreira. O britânico Miles MacLagen chegou a 172º do ranking e o italiano Carlo Santoro a 394º. Classificação média dos 10 primeiros: 406,9 Classificação média dos 5 primeiros: 241,4 Classificação até 1991 das gerações com 17 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 74 - 406,9 2. Geração de 73 - 454,1 Classificação até 1991 das gerações com 18 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 74 - 241,4 2. Geração de 73 - 342,4 Top 20 dos melhores jogadores com 17 anos de sempre: 1. Dinu Pescariu ............ 167 11. Bing Chao Lin ......... 502 2. Tommy Ho ................. 182 12. Scott Gessner ......... 516 3. Andrei Medvedev .......... 226 13. Andrei Pavel .......... 536 4. Thomas Enqvist ........... 229 14. Juan Gisbert Jr ....... 539 5. Alex Corretja ............ 234 15. Miles MacLagen ........ 540 6. Marcelo Saliola .......... 306 16. David Witt ............ 553 7. Karim Alami .............. 340 17. Adriano Ferreira ...... 606 8. Karol Kucera ............. 351 18. Gustavo Re ............ 625 9. David Prinosil ........... 389 19. Sebastian Lareau ...... 633 10. Alberto Berasategui ...... 495 20. Carlo Santoro ......... 641 GERAÇÃO DE 75 - 16 ANOS A geração de 75 manteve 3 jogadores no Top 1000. Mas apenas um deles já constava da lista no ano anterior. Trata-se de Pier Squillari que subiu mais de 400 posições no ranking e se assumia, aos 16 anos, como líder da geração. Os israelitas Noam Behr e Lior Dahan sairam dos 1000 primeiros e deram lugar a dois alemães que, como o futuro veio provar, eram mais consistentes. O primeiro é Jens Knippschild que chegou ao 76º lugar em 1999 e disputou uma final, que perdeu, em Newport 2000. Em pares conseguiu dois títulos e atingiu o 53º posto. O outro alemão que se estreou no Top 1000 em 1991 foi Hendrik Dreekman, 39º do ranking em 1996 e duas finais perdidas em Sun City '94 e Basileia '96. Top 20 dos melhores jogadores com 16 anos de sempre: 1. Dinu Pescariu ............ 410 . Karol Kucera .......... 862 2. Andrei Pavel ............. 460 12. Jens Knippschild ...... 863 3. Thomas Enqvist ........... 472 13. Hendrik Dreekman ...... 916 4. Pier Squillari ........... 517 14. 5. Juan Gisbert Jr .......... 752 15. 6. Adriano Ferreira ......... 785 16. 7. Grant Doyle .............. 805 17. . Adam Skrzypczak .......... 805 18. 9. Rodrigo Navarro .......... 833 19. 10. Nicolas Kischkewitz ...... 862 20. GERAÇÃO DE 76 - 15 ANOS Tal como em 1990, o ano de 1991 contou com 3 tenistas de 15 anos no Top 1000. Apenas um deles veio a tornar-se um tenista de nomeada. O líder da geração em 1991 era o indiano Amirben Barua. O facto deste ser o seu melhor ano da carreira diz tudo o que é necessário saber sobre ele. Foi 777º em Fevereiro. Segue-se o brasileiro Rolf Seitz. Aplica-se aqui o mesmo raciocínio. 1991 foi também o seu melhor ano. O seu melhor ranking foi 919º em Junho. O equatoriano Nicolas Lapentti é o único tenista desta lista a merecer destaque. Foi jogador de Top 10, tendo chegado ao 6º lugar em 1999. Ganhou 5 torneios e foi finalista derrotado noutros 7. É uma das referências da geração de 76. Top 10 dos melhores jogadores com 15 anos de sempre: 1. Noam Behr ................ 678 2. Amirben Barua ............ 863 3. Rolf Seitz ............... 921 4. Nicolas Lapentti ......... 922 5. Lior Dahan ............... 941 . Pier Squillari ........... 941 7. 8. 9. 10. Editado 2 Dezembro 2011 por Descartes Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 3 Dezembro 2011 (editado) ANO DE 1992 GERAÇÃO DE 71 - 21 ANOS O ano de 1992 foi excepcional para a geração de 71. Além de colocarem 3 jogadores no Top 10 do mundo algo que só voltou a acontecer em 2003) ainda conseguiram o feito inédito de incluir 5 tenistas no Top 20. Todos os jogadores melhoraram as suas classificações face ao ano anterior, com a excepção do Sergi Bruguera que desceu ligeiramente e do Nicklas Kulti que manteve a sua posição. Registou-se ainda o regresso do Luis Herrera e houve uma estreia para os lugares do German Lopez e do Lars Koslowski. Pete Sampras manteve a liderança da geração subindo até ao nº 3 do mundo. Ganhou 5 torneios incluindo o Masters de Cincinnati e foi finalista derrotado no US Open. A pressionar Sampras esteve Goran Ivanisevic. Subiu até ao 4º lugar do ranking em grande parte devido aos 4 torneios que ganhou, sendo o mais importante o Masters de Estocolmo e à final perdida em Wimbledon. O terceiro membro do Top 10 com 21 anos era Richard Krajicek. Ganhou os torneios de Antuérpia e Los Angeles e foi finalista em Tóquio. Foi em 1992 que Wayne Ferreira se afirmou como jogador de topo, terminando o ano no 12º posto. Ganhou os seus primeiros torneios em Schenectady e Queen's e foi ainda finalista em Estugarda e Memphis. Sergi Bruguera desceu até ao 16º lugar. Ganhou 3 torneios e foi finalista derrotado no Estoril Open e noutros 2 torneios. Todd Woodbridge subiu mais de 20 lugares desde 1991 tendo sido finalista derrotado em Seoul. Este ano foi o melhor da carreira de Stefano Pescosolido. Em Março chegava ao 42º lugar, o seu melhor de sempre e ganhou o seu primeiro título em Scottsdale. Nicklas Kulti não disputou nenhuma final neste ano e, curiosamente, encontrava-se no final de 92 exactamente na mesma posição em que estava no final de 91. O mexicano Luis Herrera, depois de um ano menos conseguido, voltou a ingressar no Top 10 da geração. Este foi o seu melhor ano da carreira, chegando ao 49º lugar em Novembro. Disputou a sua única final da carreira em Búzios, no Brasil. A única estreia na tabela coube ao norte-americano Jonathan Stark. Foi um jogador mediano que teve o 36º lugar do ranking como melhor da carreira, posição alcançada em 1994. Em 1992 jogou a única final que perdeu, em Rosmalen. Nas outras duas finais que disputou foi bem sucedido. Em Bolzano '93 e Singapura '96. Stark foi um excelente jogador de pares, tendo chegado ao 1º lugar do respectivo ranking em 1994. Ganhou nesta variante um total de 19 torneios, vencendo em Roland Garros '94 com o seu parceiro preferencial Byron Black. Ganhou também a Masters Cup em 97 fazendo dupla com Rick Leach. Classificação média dos 10 primeiros: 38,4 Classificação média dos 5 primeiros: 9 Classificação até 1992 das gerações com 21 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 71 - 38,4 2. Geração de 70 - 39,3 3. Geração de 69 - 125,5 Classificação até 1992 das gerações com 21 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 71 - 9 2. Geração de 70 - 19,4 3. Geração de 69 - 75,8 Top 20 dos melhores jogadores com 21 anos de sempre: 1. Jim Courier .............. 2 11. David Wheaton ........ 27 2. Pete Sampras ............. 3 12. Cristiano Caratti .... 38 3. Goran Ivanisevic ......... 4 13. Renzo Furlan ......... 52 4. Andre Agassi ............. 10 14. Todd Woodbridge....... 54 . Richard Krajicek ......... 10 15. Frederic Fontang ..... 59 6. Wayne Ferreira ........... 12 . Luis Herrera ......... 59 7. Guilhermo Perez-Roldan ... 14 17. Marc Rosset .......... 60 8. Sergi Bruguera ........... 16 18. Magnus Larsson ....... 61 9. Andrei Cherkasov ......... 21 19. Stefano Pescosolido... 62 10. Jan Siemerink ............ 26 20. Jaime Oncins ......... 64 GERAÇÃO DE 72 - 20 ANOS Neste ano a geração de 72 sofreu uma grande renovação no Top 10. Houve 4 entradas novas para os lugares de Massimo Valeri, Saza Hirszon, Daniel Nestor e Bertrand Madsen. Dos que se mantiveram a maioria melhorou significativamente as suas posições no ranking. As excepções foram Fabrice Santoro que manteve o lugar que ocupava e Oliver Fernandez que caiu cerca de 20 posições. Michael Chang continuava a dominar e ocupava no final do ano o 6º lugar do ranking. Ganhou os Masters de Indian Wells e Miami e ainda lhes juntou o torneio de São Francisco. Fabrice Santoro manteve o seu lugar no Top 50, enquanto via Marcos Ondruska e Martin Damm a aproximarem-se, já no Top 100. Ondruska disputou em 92 a sua primeira final em Colónia. Oliver Fernandez desceu mas aguentou-se no Top 200. Para o Top 200 entrou também Dirk Dier. Quanto às novidades começo pelo sueco Mikael Tillstrom que em 92 já se situava no Top 150. Este sueco chegou ao 39º lugar do ranking em 1996 e ganhou um título: em Chennai '97. Foi finalista derrotado em 4 ocasiões. Em pares chegou ao 15º lugar ganhando 8 torneios fazendo dupla preferencialmente com Nicklas Kulti. O espanhol Jordi Burillo teve uma carreira muito similar à de Tillstrom. O seu melhor ranking foi o 43º em 1996 e também só ganhou um torneio: em Bolonha '93. Finais perdidas teve 2. Curiosamente também foram ambas em Itália: Florença '93 e Palermo '95. Passemos para o belga Filip Dewulf. Tal como os dois anteriores trata-se de um tenista típico de Top 100 com pouco feitos relevantes. Em 1997 alcançava o 39º lugar do ranking, o seu melhor de sempre. Títulos obteve 2: Viena '95 e Kitzbuhel '97. E pode gabar-se de ter ganho todas as finais em que participou. Por último temos o jogador mais fraco do quarteto: o alemão Joern Renzenbrink que se ficou pelo 70º lugar, obtido em 1994. Disputou apenas uma final que perdeu: em Seoul '94. Classificação média dos 10 primeiros: 123,3 Classificação média dos 5 primeiros: 69,4 Classificação até 1992 das gerações com 20 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 70 - 45,4 2. Geração de 71 - 51,5 3. Geração de 72 - 123,3 Classificação até 1992 das gerações com 20 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 70 - 20,8 2. Geração de 71 - 24,6 3. Geração de 72 - 69,4 Top 20 dos melhores jogadores com 20 anos de sempre: 1. Andre Agassi ............. 4 11. Richard Krajicek ...... 40 2. Pete Sampras ............. 6 12. Fabrice Santoro ....... 43 . Michael Chang ............ 6 13. Wayne Ferreira ........ 50 4. Sergi Bruguera ........... 11 14. Magnus Larsson ........ 56 5. Goran Ivanisevic ......... 16 15. Marcos Ondruska ....... 67 6. Andrei Cherkasov ......... 21 16. Stefano Pescosolido ... 69 7. Marc Rosset .............. 22 17. Renzo Furlan .......... 77 8. Jim Courier .............. 25 . Todd Woodbridge ....... 77 9. Richard Fromberg ......... 32 19. Nicklas Kulti ......... 79 10. Franco Davin ............. 35 20. German Lopez .......... 80 GERAÇÃO DE 73 - 19 ANOS A geração de 73 também sofreu uma grande revolução neste ano. Quatro entradas novas e, agora sim, com jogadores que vieram a colocar a sua marca no circuito mundial. Entraram para os lugares de Marcelo Saliola, Leander Paes, Karim Alami e Emanuel Couto. Os 6 jogadores que se mantiveram no Top 10 neste ano melhoraram todos as suas posições no ranking. E alguns de forma bem significativa. Alberto Berasategui subiu cerca de 200 lugares, colocando-se perto do Top 100 mundial e assumindo a vice-liderança da geração. No entanto, ainda não foi neste ano que ele disputou a sua primeira final. David Prinosil, Tommy Ho e Sebastian Lareau entraram igualmente no Top 200. Nenhum deles esteve em finais. Para se perceber a mudança que houve nesta geração basta notar que Tommy Ho, que era o líder da geração nos 2 anos anteriores, subiu mais de 70 lugares no ranking mas caiu de 1º para 5º da geração. Igual sorte tiveram David Witt e Bing Chao Lin. Melhoraram o seu posicionamento no ranking mas perderam importância ao nível da geração a que pertencem. Tudo isto porque surgiram novos jogadores a ter em consideração. Começo pelo dinamarquês Kenneth Carlsen. No espaço de um ano passou do anonimato dos lugares mais profundos do ranking para a 69ª posição, passando a liderar de imediato a sua geração. Apesar deste sinal inequívoco de qualidade acima da média Carlsen acabou por não confirmar nos anos seguintes esta capacidade. Atingiu o seu melhor ranking logo no ano seguinte no 41º posto tendo ganho apenas 3 torneios durante a sua carreira. Em 92 disputou a sua primeira final, que perdeu, em Brisbane. Maior sucesso obteve o britânico Greg Rusedski. Em 1992, ainda canadiano (só a partir de 1995 é que passou a representar oficialmente a Grã-Bretanha), entrava no Top 200 e figurava como 4º da geração de 73. Rusedski foi um dos percussores do estilo de jogo que privilegia o serviço acima de todos os outros aspectos. Um "gigante" de 1,93 m que chegou a nº 4 do mundo em 1997 e que ganhou 15 torneios incluíndo o Masters de Paris em 98 e a Grand Slam Cup de 99. Foi finalista derrotado em 12 torneios, com destaque para a derrota no US Open de 1997. O francês Lionel Roux é o terceiro elemento novo na tabela. Também ele um Top 200 no final de 1992. Roux chegou a 48º do ranking em 1995 e perdeu duas finais em torneios. Ambos no Japão: Osaka em 94 e Tóquio em 97. Por último temos o italiano Andrea Gaudenzi, um dos melhores jogadores italianos dos últimos 20 anos. Chegou ao Top 20 do mundo (18º em 95) e ganhou 3 torneios. Foi finalista derrotado em 6 ocasiões, entre elas o Estoril Open de 1996. Classificação média dos 10 primeiros: 174,5 Classificação média dos 5 primeiros: 125,4 Classificação até 1992 das gerações com 19 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 71 - 75,6 2. Geração de 72 - 168,4 3. Geração de 73 - 174,5 Classificação até 1992 das gerações com 19 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 71 - 28,6 2. Geração de 72 - 101 3. Geração de 73 - 125,4 Top 20 dos melhores jogadores com 19 anos de sempre: 1. Pete Sampras ............. 5 11. Alberto Berasategui ... 115 2. Goran Ivanisevic ......... 9 12. David Prinosil ........ 123 3. Michael Chang ............ 15 13. Richard Krajicek ...... 129 4. Sergi Bruguera ........... 28 14. Marcos Ondruska ....... 140 5. Fabrice Santoro .......... 43 15. Stefano Pescosolido ... 141 6. Todd Woodbridge .......... 50 16. Martin Damm ........... 144 7. Nicklas Kulti ............ 51 17. Greg Rusedski ......... 158 8. Kenneth Carlsen .......... 69 18. Tommy Ho .............. 162 9. Aki Rahunen .............. 74 19. Oliver Fernandez ...... 163 10. Luis Herrera ............. 103 20. German Lopez .......... 166 GERAÇÃO DE 74 - 18 ANOS Os principais jogadores da geração de 74 registaram uma evolução fabulosa neste ano de 1992. Alcançaram o feito notável de colocar 3 tenistas com 18 anos no Top 100 mundial, algo que só se repetiu em 1999. Registou-se o regresso à tabela do australiano Grant Doyle e houve 3 novas entradas. Uma delas por parte daquele que foi, provavelmente, o maior expoente da geração. Estas entradas compensaram as saídas de Andrei Pavel, Miles MacLagan, Adriano Ferreira e Carlo Santoro. O anterior líder da geração, o romeno Dinu Pescariu, foi a "ovelha negra" do ano. Desceu várias posições e saiu do Top 200. Mas foi o único a contrariar a tendência. A liderança passou, e muito bem, para Andrei Medvedev que entrava em 92 no Top 25 muito à conta das 3 vitórias alcançadas em Génova, Estugarda e Bordéus. Thomas Enqvist também evoluiu até ao Top 75. Ganhou o seu 1º torneio na carpete de Bolzano. Para o Top 100 foi ainda Alex Corretja. 1992 marca o ano da sua primeira final. Foi derrotado em Guaruja, no Brasil. Depois abre-se um fosso até encontrarmos Juan Gisbert Jr na 4ª posição da geração. Mas não é de desprezar a evolução do espanhol em 92. Foi um salto de quase 400 lugares no ranking para dentro do Top 200. Mais cautelosa foi a ascenção de Karol Kucera. "Apenas" 140 lugares. Grant Doyle regressou para um lugar no Top 300, acima das 3 novidades do ano. A primeira dessas novidades é o chileno Gabriel Silberstein. Quanto ao que fez na carreira pode dizer-se que, na altura da reforma, não deixou muitas saudades. Atingiu o 131º lugar no ranking como melhor da carreira. O russo Yevgeny Kafelnikov é a figura maior da geração de 74. Aparece timidamente, fora do Top 300, aos 18 anos. Longe da exuberância precoce de Medvedev, Enqvist ou Corretja mas chegou onde os outros não almejaram. Ao topo do ranking mundial. Chegou a nº 1 do mundo em 1999 e conta com 26 títulos conquistados. Ganhou Roland Garros em 96 e o Australian Open em 99. Foi medalha de ouro nos JO de Sydney em 2000. Tem 20 finais perdidas, incluíndo a Masters Cup de 97 e o Australian Open de 2000. Foi também um excelente jogador de pares, chegando a figurar como nº 4 do mundo e ganhando 27 torneios. Com Daniel Vacek foi Bi-campeão de Roland Garros em 96 e 97 e ganhou o US Open de 1997. Em 2000 voltou a ganhar Roland Garros com Paul Haarhuis. Em 1995 ganhou o Estoril Open fazendo dupla com Andrei Olhovskiy. Resta falar do romeno Adrian Voinea. Chegou a 36º do ranking em 1996 e ganhou 1 torneio: Bournemouth '99. Foi finalista derrotado em Palermo '96. Classificação média dos 10 primeiros: 196,4 Classificação média dos 5 primeiros: 111,2 Classificação até 1992 das gerações com 18 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 74 - 196,4 2. Geração de 72 - 275,5 3. Geração de 73 - 308,2 Classificação até 1992 das gerações com 18 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 74 - 111,2 2. Geração de 72 - 184,8 3. Geração de 73 - 255,6 Top 20 dos melhores jogadores com 18 anos de sempre: 1. Michael Chang ............ 15 11. Marcos Ondruska ....... 256 2. Andrei Medvedev .......... 24 12. Marcelo Saliola ....... 259 3. Fabrice Santoro .......... 62 13. Grant Doyle ........... 264 4. Thomas Enqvist ........... 63 14. David Witt ............ 271 5. Alex Corretja ............ 86 15. William Kyriakos ...... 274 6. Juan Gisbert Jr .......... 169 . Gabriel Silberstein ... 274 7. Karol Kucera ............. 214 17. Leander Paes .......... 275 8. Dinu Pescariu ............ 226 18. Alberto Berasategui ... 301 9. Tommy Ho ................. 235 19. Yevgeny Kafelnikov .... 314 10. David Prinosil ........... 238 20. Martin Damm ........... 317 GERAÇÃO DE 75 - 17 ANOS Em 1992 a geração de 75 começou a tomar forma. No final do ano anterior estavam apenas 3 jogadores classificados no Top 1000. Agora juntaram-se-lhes mais 7, sendo o israelita Noam Behr um regresso. Até esta altura a geração de 75 não aparentava ser tão forte como as anteriores. Aos 17 anos os tenistas melhor classificados estavam fora do Top 400. Os alemães Jens Knippschild e Hendrik Dreekman mantinham-se no topo da geração, registando subidas de cerca de 500 lugares desde o ano anterior. Mais contido foi Pier Squillari que só subiu 20 lugares deixando, assim, a liderança da geração. Noam Behr regressou ocupando um lugar no Top 600 do mundo. A primeira entrada nova a registar é um nome forte. Fortíssimo. É o chileno Marcelo Rios, ex-número 1 do mundo, posição a que chegou em 1998. Foi o primeiro sul-americano a atingir o topo do ranking mundial. Ganhou um total de 18 títulos na carreira, incluindo 5 Masters. Não ganhou nenhum Grand Slam. Foi apenas finalista derrotado no Australian Open de 98, uma das suas 13 finais perdidas. Segue-se o sul-africano Neville Godwin. O seu melhor ranking foi 90º atingido em 1997. Ganhou 1 torneio: Newport em 2001. Foi também em Newport, mas em 1998, que perdeu a outra final que disputou. O terceiro nome novo da lista é o do eslovaco Filip Kascak. Não fez melhor que o 337º lugar no ranking. Depois vem outro nome grande. O espanhol Albert Costa. O actual capitão da selecção espanhola da Taça Davis chegou a nº 6 do mundo em 2002 e ganhou 12 torneios. O mais significativo dos 12 foi a conquista de Roland Garros em 2002. E foi totalmente inesperado. Costa não ganhava um único torneio desde 1999. E não voltou a ganhar torneio algum depois... Trata-se de um ex-vencedor do Estoril Open, título conseguido em 1999. Foi também finalista derrotado no torneio português em 1995. Só ganhou um torneio de pares. Em Doha '05, fazendo dupla com Rafael Nadal. O holandês Dennis van Scheppingen chegou a 72º do mundo em 2004 e não disputou nenhuma final. Finalmente o alemão Christian Vinck ficou às portas do Top 100. O seu melhor resultado foi 101º em 2001. Classificação média dos 10 primeiros: 578,5 Classificação média dos 5 primeiros: 468 Classificação até 1992 das gerações com 17 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 74 - 406,9 2. Geração de 73 - 454,1 3. Geração de 75 - 578,5 Classificação até 1992 das gerações com 17 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 74 - 241,4 2. Geração de 73 - 342,4 3. Geração de 75 - 468 Top 20 dos melhores jogadores com 17 anos de sempre: 1. Dinu Pescariu ............ 167 11. Hendrik Dreekman ...... 457 2. Tommy Ho ................. 182 12. Marcelo Rios .......... 487 3. Andrei Medvedev .......... 226 . Pier Squillari ........ 487 4. Thomas Enqvist ........... 229 14. Neville Godwin ........ 491 5. Alex Corretja ............ 234 15. Alberto Berasategui ... 495 6. Marcelo Saliola .......... 306 16. Bing Chao Lin ......... 502 7. Karim Alami .............. 340 17. Scott Gessner ......... 516 8. Karol Kucera ............. 351 18. Andrei Pavel .......... 536 9. David Prinosil ........... 389 19. Juan Gisbert Jr ....... 539 10. Jens Knippschild ......... 418 20. Miles MacLagen ........ 540 GERAÇÃO DE 76 - 16 ANOS A geração de 76 tinha 3 jogadores no Top 1000 no ano de 1991. Em 1992 o número subiu para 4. Mas não repetiu nenhum dos tenistas que estavam na lista do ano anterior. Trata-se de 4 novidades absolutas. O líder da geração é o sueco Magnus Norman. Um dos jogadores de topo desta geração. Norman chegou a nº 2 do mundo em 2000, ganhou 12 torneios e foi finalista derrotado em 6. Nesse ano de 2000 ganhou o Masters de Roma e perdeu a final de Roland Garros. O norte-americano Pablo Montana, que se segue na tabela, não passou do 654º lugar no ranking. A terceira novidade é o australiano Andrew Ilie. Foi 38º do mundo em 2000 e ganhou 2 torneios. Em Coral Springs '98 e Atlanta 2000. Por último temos o holandês Sjeng Schalken que foi outro dos bons tenistas desta geração. Foi 11º do mundo em 2003 e ganhou 9 torneios, tendo perdido apenas 3 das 12 finais que disputou. Top 20 dos melhores jogadores com 16 anos de sempre: 1. Dinu Pescariu ............ 410 11. Nicolas Kischkewitz ... 862 2. Andrei Pavel ............. 460 . Karol Kucera .......... 862 3. Thomas Enqvist ........... 472 13. Jens Knippschild ...... 863 4. Pier Squillari ........... 517 14. Pablo Montana.......... 872 5. Magnus Norman ............ 679 15. Andrew Ilie............ 913 6. Juan Gisbert Jr .......... 752 16. Hendrik Dreekman ...... 916 7. Adriano Ferreira ......... 785 17. Sjeng Schalken ........ 944 8. Grant Doyle .............. 805 18. . Adam Skrzypczak .......... 805 19. 10. Rodrigo Navarro .......... 833 20. GERAÇÃO DE 77 - 15 ANOS Em 1992 apenas um jogador com 15 anos estava no Top 100. Trta-se do marroquino Mehdi Tahiri que pouco fez de relevante durante a carreira. Não passou do 324º posto no ranking, lugar a que chegou em 2001. Top 10 dos melhores jogadores com 15 anos de sempre: 1. Noam Behr ................ 678 2. Amirben Barua ............ 863 3. Rolf Seitz ............... 921 4. Nicolas Lapentti ......... 922 5. Lior Dahan ............... 941 . Pier Squillari ........... 941 7. Mehdi Tahiri.............. 944 8. 9. 10. Editado 3 Dezembro 2011 por Descartes Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 4 Dezembro 2011 Agora que tenho algum tempo, vamos lá ver se consigo dizer alguma coisa sobre este tema. :mrgreen: Antes de tudo, vou sustentar a minha opinião com base na minha percepção do tema, de acordo com aquilo que vejo. E provável que alguns (se calhar muitos) dados objectivos e concretos refutem aquilo que eu vou dizer. Pessoalmente acho que não temos gerações diferentes no que se refere à qualidade. É certo que haverão sempre alguns nivelamentos diferentes, mas globalmente creio que as gerações que surgiram e que estão agora a surgir, cada uma à sua maneira, tem qualidade e já o demonstrou. Neste debate das diferentes gerações, acho que temos que nos virar para uma outra discussão. Não a da qualidade, mas sim a do estilo ou forma de jogar. Aí é que, na minha opinião, se pontuam as maiores diferenças, podendo dar a tal sensação de que uma geração será inferior à outra. Nos últimos anos temos verificado uma uniformização no estilo de jogo, muito à base, essencialmente, da capacidade física e técnica no fundo do court. Se antes possuíamos vários jogadores com estilos diferentes e variados como Federer, Safin, Santoro, Coria, Sampras, Hewitt, entre outros (todos eles, de forma generalizada, diferentes na forma de abordar o jogo), hoje em dia olhamos para Djokovic, Del Potro, Harrison, Tomic, Berankis, etc., e notamos que, em termos globais, estamos perante tenistas com estilos semelhantes. Malta que possui, por norma, serviços potentes e são muito sólidos no fundo do court, quer de direita, quer de esquerda. Isto poderá transparecer uma ideia de menor qualidade, pois olhamos para este jogadores e eles não farão com tanto primor aquilo que faz um Federer ou fazia um Sampras. É verdade, não o fazem, mas isto resulta daquilo que treinaram ao longo da carreira, parece-me. Isto leva também a que se calhar não se revelem tão cedo no circuito como aconteceria antes, porque ainda apanham tenistas menos uniformes na forma de jogar e que lhes colocam, portanto, outro tipo de dificuldades há qual não estão habituados. Outra questão que poderá entrar aqui será a da crescente relevância do físico num encontro de ténis. Muitos jogadores têm treinado esse aspecto e hoje temos vários tenistas na casa dos 30 anos posicionados nos lugares superiores do ranking. Isto também pode dificultar a ascensão dos mais novos. Na minha opinião, haverão sempre talentos precoces no ténis. Tivemos Chang, Agassi, Nadal, Djokovic, Murray ou Del Potro, como temos agora, por exemplo, o Tomic, que aos 19 anos já tem uns QF em Wimbledon e está às portas do Top40 ou o Raonic, que tem um título e uma final no circuito ATP e já andou nos 25 primeiros do ranking ou o Nishikori, que aos 18 anos venceu um título ATP e chegou à 4ª ronda do US Open. Creio que a qualidade estará lá sempre, haverão é outros factores a impedir uma precocidade na revelação dos talentos, quer ao nível de rankings, quer ao nível de resultados. Concluindo, mais uma vez saúdo o Desc pela abertura deste tópico e espero que surja mais discussão entre os entusiastas do ténis que por aqui andam. Desculpem-me se houver algum erro ortográfico ou de construção de uma frase. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 5 Dezembro 2011 ANO DE 1993 GERAÇÃO DE 72 - 21 ANOS Apesar de não ter alcançado o brilhantismo das duas gerações anteriores, há que dizer que, aos 21 anos, a geração de 72 atingiu um nível bastante aceitável. Michael Chang continuou como líder da geração, mantendo um lugar no Top 10 mundial embora tivesse descido duas posições. Em 1993 Michael Chang ganhou 5 torneios, entre eles o Masters de Cincinnati. Foi o ano em que ele começou a rentabilizar a sua ascendência asiática, vencendo os outros 4 torneios nesse continente: na China, Japão, Malásia e Indonésia. Marcos Ondruska teve em 1993 o melhor ano da sua carreira. Em Maio andou pelo 27º posto, foi finalista derrotado em Scottsdale e terminou o ano no Top 50 e como 2º da sua geração. Fabrice Santoro, embora tendo sido finalista derrotado no Dubai, não conseguiu aguentar a sua posição no Top 50. A subir para o Top 100 esteve Jordi Burillo. O espanhol ganhou este ano o seu único torneio da carreira, em Bolonha e ainda foi finalista derrotado em Florença. Martin Damm também subiu no ranking, ficando perto do Top 75. Também a subir, mas sem entrarem no Top 100, estiveram os alemães Joern Renzenbrink e Dirk Dier. Do Top 10 desta geração no ano transacto sairam Mikael Tillstrom, Filip Dewulf e Oliver Fernandez. Para os seus lugares entraram 3 novos jogadores, sendo dois deles de extrema importância. Começo pelo australiano Patrick Rafter, um ex-número 1 mundial que surgiu ao mais alto nível relativamente tarde. Aos 21 anos ainda não tinha entrado no Top 50. No entanto alcançou na carreira feitos que o próprio Michael Chang não conseguiu. A começar pelo nº 1 do mundo, a que chegou em 1999. Venceu apenas 11 torneios mas entre eles encontra-se o bi-campeonato no US Open de 1997 e 98. Foi ainda finalista derrotado em 14 ocasiões, duas delas em Wimbledon em 2000 e 2001. Foi também um óptimo praticante de pares, onde chegou a nº 6 do mundo e venceu 10 torneios, entre eles o Australian Open de 1999 fazendo dupla com Jonas Bjorkman. Por falar em Jonas Bjorkman, é este sueco a 2ª novidade do ano na tabela. Também ele se encontrava no Top 100 no final de 1993 e também ele apareceu nos lugares de topo mais tarde na carreira. Chegou a nº 4 do mundo em 1997 e ganhou 6 torneios. Mas acabou por ficar para a história do ténis pela sua excelência na variante de pares, em que foi nº 1 do mundo e conquistou 54 torneios. Também colocou o seu nome como vencedor dos 4 torneios do Grand Slam (ganhou um total de 9) e venceu por duas vezes a Masters Cup. Bjorkman teve vários parceiros preferenciais (Jan Apell, Nicklas Kulti, Patrick Rafter, Todd Woodbridge e Max Mirnyi). Teve ainda as excentricidades de ter ganho torneios de pares com Roger Federer (em Roterdão '01) e com John McEnroe em San Jose '06. McEnroe estava então com 47 anos e o último torneio que tinha vencido no circuito tinha sido há 14 anos atrás. No último ano em que Bjorkman disputou o circuito (2008) o seu parceiro foi Kevin Ullyett. E é este jogador natural do Zimbabwe, Kevin Ullyett, a 3ª novidade do ano na geração de 72. Foi um jogador que se notabilizou também a jogar pares. Em singulares não fez melhor que o 107º lugar e foi apenas finalista derrotado em Nottingham '99. Mas em pares chegou a 4º do mundo e ganhou 34 torneios, incluindo um US Open e outro Australian Open. Ambos na companhia do seu compatriota Byron Black que o acompanhou ao longo de quase toda a carreira. Classificação média dos 10 primeiros: 80,3 Classificação média dos 5 primeiros: 44,6 Classificação até 1993 das gerações com 21 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 71 - 38,4 2. Geração de 70 - 39,3 3. Geração de 72 - 80,3 4. Geração de 69 - 125,5 Classificação até 1993 das gerações com 21 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 71 - 9 2. Geração de 70 - 19,4 3. Geração de 72 - 44,6 3. Geração de 69 - 75,8 Top 20 dos melhores jogadores com 21 anos de sempre: 1. Jim Courier .............. 2 11. Jan Siemerink ........ 26 2. Pete Sampras ............. 3 12. David Wheaton ........ 27 3. Goran Ivanisevic ......... 4 13. Cristiano Caratti .... 38 4. Michael Chang ............ 8 14. Marcos Ondruska ...... 47 5. Andre Agassi ............. 10 15. Renzo Furlan ......... 52 . Richard Krajicek ......... 10 16. Todd Woodbridge ...... 54 7. Wayne Ferreira ........... 12 17. Fabrice Santoro ...... 55 8. Guilhermo Perez-Roldan ... 14 18. Jordi Burillo ........ 56 9. Sergi Bruguera ........... 16 19. Patrick Rafter........ 57 10. Andrei Cherkasov ......... 21 20. Frederic Fontang ..... 59 . Luis Herrera ......... 59 GERAÇÃO DE 73 - 20 ANOS Em 1993 a geração de 73 não apresentou nenhuma novidade. Houve a registar apenas os regressos de Leander Paes e Karim Alami para os lugares de Lionel Roux e Bing Chao Lin. Foi também o ano em que as principais figuras da geração assumiram, finalmente, a sua liderança. Alberto Berasategui e Greg Rusedski ascenderam ao Top 50, tendo o espanhol vencido o seu 1º torneio em São Paulo e o britânico na relva de Newport. Andrea Gaudenzi e David Prinosil entraram no Top 100. E Kenneth Carlsen atingia em Junho o seu melhor lugar de sempre na carreira: o 41º. Depois caiu bastante no ranking mas ainda se encontrava no Top 100 no final do ano. Tommy Ho, David Witt e Sebastian Lareau também melhoraram as suas posições durante o ano de 93 mas não conseguiram ultrapassar a barreira do Top 100. Para o Top 200 entrou Leander Paes, tendo Karim Alami ficado lá perto. Classificação média dos 10 primeiros: 115,9 Classificação média dos 5 primeiros: 62,2 Classificação até 1993 das gerações com 20 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 70 - 45,4 2. Geração de 71 - 51,5 3. Geração de 73 - 115,9 4. Geração de 72 - 123,3 Classificação até 1993 das gerações com 20 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 70 - 20,8 2. Geração de 71 - 24,6 3. Geração de 73 - 62,2 4. Geração de 72 - 69,4 Top 20 dos melhores jogadores com 20 anos de sempre: 1. Andre Agassi ............. 4 11. Alberto Berasategui ... 36 2. Pete Sampras ............. 6 12. Richard Krajicek ...... 40 . Michael Chang ............ 6 13. Fabrice Santoro ....... 43 4. Sergi Bruguera ........... 11 14. Greg Rusedski ......... 48 5. Goran Ivanisevic ......... 16 15. Wayne Ferreira ........ 50 6. Andrei Cherkasov ......... 21 16. Magnus Larsson ........ 56 7. Marc Rosset .............. 22 17. Andrea Gaudenzi ....... 60 8. Jim Courier .............. 25 18. Marcos Ondruska ....... 67 9. Richard Fromberg ......... 32 19. Stefano Pescosolido ... 69 10. Franco Davin ............. 35 20. David Prinosil ........ 74 GERAÇÃO DE 74 - 19 ANOS Em 1993 a geração de 74 trouxe-nos 3 novidades para os lugares de Grant Doyle, Gabriel Silberstein e Adrian Voinea. Mas nenhum dos três deixou marcas no ténis mundial. As principais figuras desta geração ou já constavam dos melhores 10 aos 19 anos ou iriam aguardar ainda mais um ano ou dois para passarem a constar. Este foi o ano em que Andrei Medvedev se assumiu como jogador de topo no ténis mundial. Foi o melhor classificado no final de 1993 entre todos os jogadores Sub-21. Melhor mesmo que Michael Chang. Medvedev terminou o ano como nº 6 do mundo, reflexo directo das vitórias no Estoril, Barcelona e New Haven e das finais perdidas em Halle e no Masters de Paris. Medvedev abriu um grande fosso entre ele e Alex Corretja e Thomas Enqvist que, embora se mantivessem no Top 100 do mundo, pouco evoluiram desde o final de 92. Enquanto o sueco ainda ganhou o torneio de Schenectady, o espanhol não chegou a disputar qualquer final. Quem subiu imenso no ranking, posicionando-se à beira do Top 100 foi Yevgeny Kafelnikov. Não disputou nenhuma final mas deixou sinais claros de que se tratava de um jogador de qualidade suficiente para ascender aos lugares mais altos. Juan Gisbert Jr e Karol Kucera melhoraram um pouquinho os seus posicionamentos no ranking, tendo o eslovaco passado a barreira do Top 200. Quem não se pode orgulhar da sua prestação em 93 é o romeno Dinu Pescariu que, de líder da geração em 90 e 91 passou para uma posição quase anónima para lá do Top 200 do mundo e prestes a sair da lista dos 10 melhores da geração. Quanto às novidades, nenhuma delas no Top 200 no final de 1993, começo pelo alemão Alex Radulescu. Teve como melhor ranking o 51º posto em 1997, ano em que disputou a sua única final em Chennai. Segue-se o belga Johan Van Herck que também teve o ano de 1997 como seu melhor tendo ficado pela 65ª posição. Não jogou nenhuma final na carreira. Finalmente o argentino Gaston Etlis, que não passou do 114º lugar no ranking atingido em 2000. Este argentino ainda conseguiu chegar ao 17º lugar do ranking de pares onde ganhou 4 torneios. Classificação média dos 10 primeiros: 149,5 Classificação média dos 5 primeiros: 85,4 Classificação até 1993 das gerações com 19 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 71 - 75,6 2. Geração de 74 - 149,5 3. Geração de 72 - 168,4 4. Geração de 73 - 174,5 Classificação até 1993 das gerações com 19 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 71 - 28,6 2. Geração de 74 - 85,4 3. Geração de 72 - 101 4. Geração de 73 - 125,4 Top 20 dos melhores jogadores com 19 anos de sempre: 1. Pete Sampras ............. 5 11. Alex Corretja ......... 76 2. Andrei Medvedev .......... 6 12. Thomas Enqvist ........ 87 3. Goran Ivanisevic ......... 9 13. Luis Herrera .......... 103 4. Michael Chang ............ 15 14. Yevgeny Kafelnikov .... 104 5. Sergi Bruguera ........... 28 15. Alberto Berasategui ... 115 6. Fabrice Santoro .......... 43 16. David Prinosil ........ 123 7. Todd Woodbridge .......... 50 17. Richard Krajicek ...... 129 8. Nicklas Kulti ............ 51 18. Marcos Ondruska ....... 140 9. Kenneth Carlsen .......... 69 19. Stefano Pescosolido ... 141 10. Aki Rahunen .............. 74 20. Martin Damm ........... 144 GERAÇÃO DE 75 - 18 ANOS A geração de 75 deu uma reviravolta enorme em 1993. Foram 6 as caras novas que surgiram na tabela tendo-se mantido apenas Hendrik Dreekman, Albert Costa, Neville Godwin e Filip Kascak. O alemão Hendrik Dreekman assumiu-se como líder da geração sendo o único a figurar no Top 200. Albert Costa mostrava-se como um nome a ter em conta, subindo mais de 500 lugares no ranking e fixando-se perto do Top 200 na vice-liderança da geração. Neville Godwin e Filip Kascak entraram no Top 400 e esse facto justifica, por si só, que se tenham aguentado no Top 10 da geração. Quanto às caras novas começo pelo checo Jiri Novak que, em 1993, se encontrava no Top 300. Este checo foi um dos jogadores de relevo nascidos em 75. Chegou a nº 5 do mundo em 2002 e ganhou 7 torneios. O seu resultado mais significativo em grandes torneios foi a final perdida no Masters de Madrid em 2002. Em pares também teve uma carreira interessante chegando a nº 6 do mundo e ganhando um total de 18 torneios, incluindo 3 Masters. Perdeu as finais do US Open '02 (com Radek Stepanek) e de Wimbledon '01 (com David Rikl). Foi também finalista derrotado no Estoril Open de 1999 fazendo dupla com David Rikl, o seu parceiro de referência. Ainda no Top 300 no final de 93 encontrava-se o alemão Lars Burgsmüller. Chegou a 65º no ranking em 2002 e ganhou o torneio de Copenhaga nesse mesmo ano. Foi ainda finalista em Xangai '04. O finlandês Tuomas Ketola não deixou grandes memórias. Chegou ao 130º lugar em 1998. O espanhol Roberto Carretero é um sério candidato a maior one moment show da história do ténis. Foi sempre um jogador discreto que, numa determinada semana de 1996, resolveu ganhar o Masters de Hamburgo. Não fez nada de relevante antes disso e nada fez de relevante depois. Esse resultado deu-lhe para ascender até ao 58º lugar do ranking que figura, naturalmente, como o seu melhor de sempre. Depois temos o argentino Franco Squillari. O irmão gémeo do Pier, que deixou de surgir nas listas exactamente este ano. Franco chegou a 11º do mundo em 2000 e ganhou 3 torneios. Uma predilecção qualquer que ele tinha pela terra batida alemã. Ganhou duas vezes em Munique e uma em Estugarda. Para o fim ficou um dos homens mais importantes da geração. O sueco Thomas Johansson. Chegou a nº 7 do mundo em 2002 e ganhou 9 torneios. Entre eles o Australian Open de 2002 e o Masters do Canadá de 99. Classificação média dos 10 primeiros: 321 Classificação média dos 5 primeiros: 259,4 Classificação até 1993 das gerações com 18 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 74 - 196,4 2. Geração de 72 - 275,5 3. Geração de 73 - 308,2 4. Geração de 75 - 321 Classificação até 1993 das gerações com 18 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 74 - 111,2 2. Geração de 72 - 184,8 3. Geração de 73 - 255,6 4. Geração de 75 - 259,4 Top 20 dos melhores jogadores com 18 anos de sempre: 1. Michael Chang ............ 15 11. Tommy Ho .............. 235 2. Andrei Medvedev .......... 24 12. David Prinosil ........ 238 3. Fabrice Santoro .......... 62 13. Marcos Ondruska ....... 256 4. Thomas Enqvist ........... 63 14. Marcelo Saliola ....... 259 5. Alex Corretja ............ 86 15. Grant Doyle ........... 264 6. Hendrik Dreekman ......... 160 16. David Witt ............ 271 7. Juan Gisbert Jr .......... 169 17. William Kyriakos ...... 274 8. Karol Kucera ............. 214 . Gabriel Silberstein ... 274 9. Albert Costa ............. 221 19. Leander Paes .......... 275 10. Dinu Pescariu ............ 226 20. Jiri Novak ............ 280 GERAÇÃO DE 76 - 17 ANOS Como se começa a tornar habitual é aos 17 anos que as gerações se completam com o mínimo de 10 jogadores no Top 1000. Essa é uma realidade que perdura até aos dias de hoje. A geração de 76 não foi excepção. Dos 4 tenistas que constavam na lista do ano passado só dois se mantiveram para este ano: Magnus Norman e Sjeng Schalken. Pablo Montana e Andrew Ilie não entram na tabela de 1993. Regista-se, no entanto, um regresso. Nicolas Lapentti, que esteve no Top 1000 aos 15 anos, regressou e logo para a liderança da geração sendo o único a figurar no Top 400. Sjeng Schalken surge como vice-líder, já no Top 500 e Magnus Norman surge a fechar a lista. O sueco, nem conseguiu manter a posição que ocupava no ano passado tendo saído do Top 700. Nas 7 novidades que surgem este ano há um jogador de qualidade excepcional, um jogador razoável e 5 praticamente desconhecidos. Começo pelo único destes jogadores que figurava no Top 500 no final de 93: o checo David Skoch. Chegou a 133º do mundo em 1997. Em pares teve mais sucesso. Foi 30º do mundo e ganhou 5 títulos. Ainda compete no circuito de pares encontrando-se actualmente na 169ª posição do ranking. No Top 600 encontrava-se o australiano Ben Ellwood. Não fez melhor que o 140º lugar em 1996. Já fora do Top 600 temos o francês Nicolas Escudé. Chegou a 17º do mundo em 2000 e ganhou 4 torneios. Gustavo Kuerten foi o melhor jogador brasileiro de todos os tempos e, provavelmente, o melhor jogador do mundo da Geração de 76, embora não se tenha evidenciado particularmente enquanto jovem, como teremos oportunidade de ver nos posts que se seguirão a este. Foi nº 1 do mundo em 2000 e ganhou um total de 20 torneios. O primeiro torneio que ganhou foi Roland Garros em 97. Título que teve oportunidade de repetir em 2 ocasiões: 2000 e 2001. Era especialista em terra batida mas também tinha qualidade para obter bons resultados em pisos mais rápidos como o comprovou em Lisboa, ganhando a Masters Cup de 2000. Em piso duro ganhou ainda o Masters de Cincinnati em 2001, juntando-o aos outros 4 Masters que ganhou em terra batida. Foi finalista derrotado em 9 torneios, sendo 5 deles da categoria Masters. Ganhou ainda 8 torneios em pares, sendo um deles o Estoril Open de 1997 tendo feito uma dupla inesquecível com o seu compatriota Fernando Meligeni. O alemão Rene Nicklisch não passou do 246º posto no ranking, bem melhor que o seu compatriota Andreas Strauchmann que se ficou pelo 621º. Finalmente o canadiano Bobby Kokavec ficou-se pelo 232º lugar no ranking como melhor da carreira. Classificação média dos 10 primeiros: 596,3 Classificação média dos 5 primeiros: 492,6 Classificação até 1993 das gerações com 17 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 74 - 406,9 2. Geração de 73 - 454,1 3. Geração de 75 - 578,5 4. Geração de 76 - 596,3 Classificação até 1993 das gerações com 17 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 74 - 241,4 2. Geração de 73 - 342,4 3. Geração de 75 - 468 4. Geração de 76 - 492,6 Top 20 dos melhores jogadores com 17 anos de sempre: 1. Dinu Pescariu ............ 167 11. Jens Knippschild ...... 418 2. Tommy Ho ................. 182 12. Hendrik Dreekman ...... 457 3. Andrei Medvedev .......... 226 13. Sjeng Schalken ........ 464 4. Thomas Enqvist ........... 229 14. David Skoch ........... 466 5. Alex Corretja ............ 234 15. Marcelo Rios .......... 487 6. Marcelo Saliola .......... 306 . Pier Squillari ........ 487 7. Nicolas Lapentti ......... 323 17. Neville Godwin ........ 491 8. Karim Alami .............. 340 18. Alberto Berasategui ... 495 9. Karol Kucera ............. 351 19. Bing Chao Lin ......... 502 10. David Prinosil ........... 389 20. Scott Gessner ......... 516 GERAÇÃO DE 77 - 16 ANOS O marroquino Mehdi Tahiri já não pertencia ao grupo de 5 tenistas que, aos 16 anos, figuravam no Top 1000 no final de 93. Mas também não se pode dizer que qualquer um destes 5 tivesse protagonizado uma carreira brilhante só porque aos 16 anos tinham alcançado este feito. O líder da geração de 77 em 1993 era o israelita Eyal Erlich que se encontrava instalado no Top 600. Erlich só chegou ao 144º posto em 1997. O argentino Gustavo Cavallaro fez muito pior. Apenas 478º em 1996. O britânico Jamie Delgado chegou ao 121º posto. Ainda disputa o circuito de pares encontrando-se actualmente no 84º lugar. O seu melhor de sempre foi alcançado em 2011 e é o 74º. O eslovaco Roman Kukal ficou-se pelo 407º lugar no ranking. O mexicano Alejandro Hernandez acabou por ser o jogador que teve mais sucesso destes 5. Pelo menos enquanto jovem, andou colado aos melhores da sua geração. Mas de qualquer forma nunca passou do 125º lugar do ranking. Classificação média dos 5 primeiros: 806,4 Top 20 dos melhores jogadores com 16 anos de sempre: 1. Dinu Pescariu ............ 410 . Adam Skrzypczak ....... 805 2. Andrei Pavel ............. 460 12. Rodrigo Navarro ....... 833 3. Thomas Enqvist ........... 472 13. Jamie Delgado ......... 859 4. Pier Squillari ........... 517 14. Nicolas Kischkewitz ... 862 5. Eyal Erlich .............. 537 . Karol Kucera .......... 862 6. Magnus Norman ............ 679 16. Jens Knippschild ...... 863 7. Gustavo Cavallaro ........ 688 17. Pablo Montana.......... 872 8. Juan Gisbert Jr .......... 752 18. Andrew Ilie............ 913 9. Adriano Ferreira ......... 785 19. Hendrik Dreekman ...... 916 10. Grant Doyle .............. 805 20. Sjeng Schalken ........ 944 GERAÇÃO DE 78 - 15 ANOS Em 1993 apenas um jogador com 15 anos estava no Top 100. Trata-se do espanhol Alberto Martin. Foi um jogador razoável que chegou a figurar no 34º lugar do ranking mundial em 2001 e ganhou 3 torneios (Bucareste e Casablanca em 99 e Maiorca em 2001). Especialista em terra batida, foi ainda finalista em duas ocasiões na Costa do Sauípe de 2005 e 2006. Top 10 dos melhores jogadores com 15 anos de sempre: 1. Noam Behr ................ 678 2. Alberto Martin ........... 839 3. Amirben Barua ............ 863 4. Rolf Seitz ............... 921 5. Nicolas Lapentti ......... 922 6. Lior Dahan ............... 941 . Pier Squillari ........... 941 8. Mehdi Tahiri.............. 944 9. 10. Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 5 Dezembro 2011 Bons dados, mas zero de discussão. :/ Compartilhar este post Link para o post
Xenidar Publicado 5 Dezembro 2011 (editado) Descartes, os meus Parabéns por este magnífico trabalho que na minha opinião poderia constar em qualquer publicação internacional de Ténis. Há uma constatação imediata: a precocidade não é garantia de sucesso a longo prazo. A extensa lista de "prodígios" que ficaram pelo caminho é demonstrativa da dificuldade do Ténis profissional. Para vingar no mundo da raqueta é necessário muito mais do que talento. É preciso trabalho, força mental, muito apoio na retaguarda e o também alguma sorte. Um abraço PS - Sobre tenistas precoces vale a pena ler este excelente artigo sobre Donald Young: http://www.jotdown.es/2011/12/el-blues-de-donald-young-el-nino-al-que-no-dejaron-ser-prodigio/ Editado 5 Dezembro 2011 por Xenidar Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 7 Dezembro 2011 (editado) Bons dados, mas zero de discussão. :/ Eu avisei logo no primeiro post que eu iria, principalmente, colocar dados neste tópico. Poderei contribuir para uma discussão mais profunda (e estou a pensar fazê-lo) quando concluir as minhas apresentações. É claro que isto não implica que não haja discussão e que cada um esteja impedido de participar como bem lhe aprouver. No entanto vou deixar, desde já, uma provocação: eu acho que, ao contrário do que é habitual afirmar-se, as gerações actuais têm mais qualidade do que aquelas que tivemos no passado. Aliás, só o facto indubitável de termos nas décadas anteriores teenagers a chegar ao topo do ranking e a ganhar torneios importantes e hoje em dia isso não suceder deveria ser uma prova suficientemente poderosa para comprovar o que afirmei. É claro que isto dito assim, sem mais argumentação, pode parecer estranho e descabido. Por isso vou acrescentar muito sumariamente quais são os meus pressupostos. Antes de mais tem a ver com a própria definição de "geração". Se quando estamos a falar das "novas gerações" nos estamos apenas a referir a meia dúzia de miúdos com menos de 18 anos eu julgo que não faz grande sentido. Primeiro porque colar a designação de "geração" a um número restrito de indivíduos me parece pobre. E depois porque tratar os jogadores que ultrapassam os 20 anos (mais coisa menos coisa) como pertencentes a "gerações passadas" me parece um perfeito disparate. Dito isto considero como "geração" um número mais alargado de indivíduos que evoluem durante um período mais alargado de tempo. Considero o Nadal, o Djokovic, o Murray e o Del Potro como fazendo parte da "geração actual do ténis". Tanto como o Tomic ou o Dimitrov. Naturalmente que, quando nos meus posts eu falo da "Geração de 72" estou a utilizar uma facilidade linguística para que todos entendam de uma forma fácil o que pretendo. E mais: considero que mais importante que o Nadal ou o Djokovic, o que ilustra a qualidade (ou falta dela) de uma geração são os jogadores médios. Não são os prodígios porque esses podem aparecer no meio de uma geração com vários jogadores de grande qualidade ou no seio de uma geração medíocre. São os jogadores que povoam os rankings do nº 50 ao 300º ou 400º. E estou convencido que o nº 200 do ranking actual é muito melhor e está mais bem preparado e encara o ténis com maior profissionalismo do que o nº 200 de 1980, 1990 ou, até, 2000. E é essencialmente por isso que os jovens teenagers têm mais dificuldade em escalar no ranking. Porque essa barreira composta pelos jogadores que compõem os quadros dos torneios menores do Circuito ATP e dos Challengers é muito mais difícil de ultrapassar do que no passado. Podemos descer até às razões que conduzem a esse aumento médio da qualidade tenística. E aí eu concordo em absoluto com o post que aqui colocaste, tal como com o post do Peplin. Tem muito a ver com a normalização dos pisos e estilos de jogo. E tem também muito a ver com a cada vez maior importância dos aspectos físico e mental em detrimento dos aspectos técnicos. Mas também tem a ver com a globalização do ténis, com o aumento dos prémios monetários, com a maior capacitação dos treinadores e restante staff, com a maior disponibilidade de infraestruturas de treino de alto rendimento, com os recursos em termos médicos, nutricionais e psicológicos ao dispor dos actuais jogadores e que no passado não existiam ou eram extremamente limitados. E para quem disse que não se queria alongar já escrevi demais...:lol: PS - Sobre tenistas precoces vale a pena ler este excelente artigo sobre Donald Young: http://www.jotdown.es/2011/12/el-blues-de-donald-young-el-nino-al-que-no-dejaron-ser-prodigio/ Esse artigo poderia ser muito bom se não tivesse a marca espanhola por todo o lado. O texto está impregnado de tamanha arrogância, altivez e falsas modéstias que até dá vómitos... O endeusamento do Nadal, a crítica ao hype norte-americano à volta do Young, omitindo o que eles próprios, espanhóis, fizeram com o Boluda. E, principalmente, a falta de rigor na análise do percurso do Young é de levar às lágrimas... de tanto rir. Expurgando tudo isso (o que é muito) o autor do texto tem muita razão quando refere os malefícios da fama despropositada quando dirigida a crianças, quando critica a ambição desmesurada de pais e de treinadores e quando sugere que as más escolhas durante a carreira não são fáceis de ultrapassar rapidamente. Dá trabalho ser um tenista de topo (como dá ser um desportista de alta competição qualquer que seja o desporto e como dá ser um profissional de eleição na profissão que cada um de nós escolheu, ou lhe calhou em sorte, para singrar na vida) mas dá ainda mais trabalho chegar ao topo tendo que superar recuos suscitados por más escolhas. Editado 7 Dezembro 2011 por Descartes Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 8 Dezembro 2011 ANO DE 1994 GERAÇÃO DE 73 - 21 ANOS Em 1994 a geração de 73 obteve um fraco registo ao chegar aos 21 anos. Só 4 dos seus elementos estavam no Top 100, algo que não acontecia (nem lá perto) desde 1990 e que só voltou a acontecer a partir de 2006. Alberto Berasategui mostrou-se, nesta altura, muito superior aos demais. Foi o único a entrar no Top 20. Este ano foi o melhor da carreira do espanhol, tendo chegado a nº 7 do mundo em Novembro e ganho 7 torneios, todos em terra batida. Foi um verdadeiro papa-torneios que perdeu apenas duas finais. Uma dessas finais perdidas foi, nem mais nem menos, que Roland Garros, naquela que foi a sua única aparição em finais de Grand Slam. O jogador que mais perto conseguiu ficar de Berasategui foi Andrea Gaudenzi. O italiano que disputou em 94 a sua primeira final perdendo para Berasategui em Estugarda subiu até ao Top 25 do mundo aproximando-se da sua melhor classificação de sempre que viria a conseguir no ano seguinte. Em 64º do ranking no final do ano encontramos o francês Lionel Roux que regressou à tabela depois de um ano fora do Top 10 da geração. Também ele disputou em 94 a sua primeira final, perdendo em Osaka. A encerrar o Top 100 estava Karim Alami. Tal como aconteceu com Gaudenzi e Roux, 1994 marca também a primeira final disputada (e perdida) por Alami. Aconteceu no seu país natal, em Casablanca. Sebastian Lareau e Leander Paes melhoraram as suas classificações face ao ano transacto mas não conseguiram a entrada no Top 100. Pior aconteceu a Kenneth Carlsen, Greg Rusedski e David Prinosil que estavam no Top 100 com 20 anos e dele sairam ao fazerem 21. Contribuiram decisivamente para que a Geração de 73 atingisse um feito inédito. Não aconteceu antes e não se repetiu depois. Foi a única geração que tinha mais jogadores no Top 100 aos 20 anos do que os que tinha aos 21. Resta falar da única novidade na tabela. O alemão Oliver Gross. Juntamente com o regresso de Lionel Roux foram responsáveis pela saída de cena dos norte-americanos David Witt e daquele que foi o líder da geração até 1991: Tommy Ho. Gross foi um jogador que teve como melhor classificação no ranking o 60º lugar a que chegou em 1995 e que apenas disputou uma final em toda a sua carreira. E ela aconteceu exactamente no ano de 1994, tendo perdido para Carlos Costa em San Marino. Classificação média dos 10 primeiros: 89,4 Classificação média dos 5 primeiros: 59,6 Classificação até 1994 das gerações com 21 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 71 - 38,4 2. Geração de 70 - 39,3 3. Geração de 72 - 80,3 4. Geração de 73 - 89,4 5. Geração de 69 - 125,5 Classificação até 1994 das gerações com 21 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 71 - 9 2. Geração de 70 - 19,4 3. Geração de 72 - 44,6 4. Geração de 73 - 59,6 5. Geração de 69 - 75,8 Top 20 dos melhores jogadores com 21 anos de sempre: 1. Jim Courier .............. 2 11. Andrei Cherkasov ..... 21 2. Pete Sampras ............. 3 12. Andrea Gaudenzi ...... 24 3. Goran Ivanisevic ......... 4 13. Jan Siemerink ........ 26 4. Michael Chang ............ 8 14. David Wheaton ........ 27 . Alberto Berasategui ...... 8 15. Cristiano Caratti .... 38 6. Andre Agassi ............. 10 16. Marcos Ondruska ...... 47 . Richard Krajicek ......... 10 17. Renzo Furlan ......... 52 8. Wayne Ferreira ........... 12 18. Todd Woodbridge ...... 54 9. Guilhermo Perez-Roldan ... 14 19. Fabrice Santoro ...... 55 10. Sergi Bruguera ........... 16 20. Jordi Burillo ........ 56 GERAÇÃO DE 74 - 20 ANOS A Geração de 74 continuou a demonstrar a sua qualidade, superando largamente as duas gerações que a antecederam. Aos 20 anos já existiam 7 jogadores no Top 100, com 2 deles no Top 20. É uma geração de qualidade e com uma quantidade invejável de jogadores de grande nível. Para este ano temos mais 4 novidades na tabela sendo 2 deles nomes bem conhecidos no circuito mundial. Entraram para os lugares de Juan Gisbert Jr, Alex Radulescu, Gaston Etlis e Dinu Pescariu. No ano passado esta geração era claramente liderada por Andrei Medvedev que, aos 19 anos, já integrava o Top 10. Em 1994 Medvedev foi apanhado por outros dois tenistas sendo, inclusivamente ultrapassado por Yevgeny Kafelnikov, o novo líder. Medvedev até começou bem ano, tendo atingido o 4º lugar do ranking em Maio que viria a ser a melhor posição a que chegou na carreira. Ganhou os Masters de Monte Carlo e Hamburgo e foi finalista em Praga e no Estoril Open. Mas no final do ano já se encontrava fora do Top 10 caindo para a 15ª posição. Quanto a Kafelnikov foi o ano em que ele se apresentou aos adversários como um sério competidor tendo em vista os lugares mais altos do ranking. Ganhou os seus primeiros 3 torneios, em Adelaide, Copenhaga e Long Island e foi finalista derrotado no Masters de Hamburgo, perdendo para Medvedev. Quem também se chegou aos lugares da frente foi o espanhol Alex Corretja que estava à beira do Top 20 no final do ano. Corretja ganhou o seu 1º título em Buenos Aires e ainda foi finalista em Palermo. Karol Kucera também subiu de forma significativa aproximando-se do Top 50. Disputou a sua 1ª final tendo perdido em Umag. Thomas Enqvist, no Top 100, e Johan Van Herck, no Top 200, também melhoraram as suas posições. Quanto às novidades começo pelo norte-americano Vincent Spadea que no final de 94 já se encontrava no 80º posto do ranking. Spadea chegou a 18º do mundo em 2005 tendo ganho apenas um torneio: Scottsdale '04. Foi finalista derrotado em 4 ocasiões. Ainda no Top 100 no final do ano estava o espanhol Oscar Martinez. Chegou ao 68º lugar do ranking em 1995. Em 1994 disputou a sua única final da carreira em Atenas. O belga Kris Goossens não fez melhor que o 90º posto no ranking, lugar a que chegou em 1996. Para o fim ficou um dos nomes mais conceituados desta geração mas que não sobressaiu enquanto jovem. Falo do britânico Tim Henman, eterna esperança britânica de sucesso em Wimbledon que não chegou a concretizar-se. Henman chegou, na sua melhor fase, a nº 4 do mundo em 2002 e ganhou 11 torneios, sendo o mais relevante o Masters de Paris de 2003. Foi finalista derrotado por 17 vezes, incluíndo 3 Masters e, para a dor britânica ser mais profunda, o torneio de Queen's em 3 ocasiões. Classificação média dos 10 primeiros: 81 Classificação média dos 5 primeiros: 33 Classificação até 1994 das gerações com 20 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 70 - 45,4 2. Geração de 71 - 51,5 3. Geração de 74 - 81 4. Geração de 73 - 115,9 5. Geração de 72 - 123,3 Classificação até 1994 das gerações com 20 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 70 - 20,8 2. Geração de 71 - 24,6 3. Geração de 74 - 33 4. Geração de 73 - 62,2 5. Geração de 72 - 69,4 Top 20 dos melhores jogadores com 20 anos de sempre: 1. Andre Agassi ............. 4 11. Jim Courier ........... 25 2. Pete Sampras ............. 6 12. Richard Fromberg ...... 32 . Michael Chang ............ 6 13. Franco Davin .......... 35 4. Sergi Bruguera ........... 11 14. Alberto Berasategui ... 36 . Yevgeny Kafelnikov ....... 11 15. Richard Krajicek ...... 40 6. Andrei Medvedev .......... 15 16. Fabrice Santoro ....... 43 7. Goran Ivanisevic ......... 16 17. Greg Rusedski ......... 48 8. Andrei Cherkasov ......... 21 18. Wayne Ferreira ........ 50 9. Marc Rosset .............. 22 19. Magnus Larsson ........ 56 . Alex Corretja ............ 22 20. Karol Kucera .......... 57 GERAÇÃO DE 75 - 19 ANOS Grandes mudanças na Geração de 75 neste ano. Houve 3 entradas novas e dois regressos para os lugares de Tuomas Ketola, Neville Godwin, Filip Kascak, Franco Squillari e Thomas Johansson. Dois jogadores destacaram-se na liderança da geração entrando para o Top 100. O novo líder passou a ser Albert Costa que se fixou perto do Top 50 tendo junto a si o anterior líder Hendrik Dreekman. Este alemão disputou a sua primeira final da carreira perdendo em Sun City, Para o terceiro lugar da geração, quase no Top 100, regressou o chileno Marcelo Rios. O outro regresso foi protagonizado por Jens Knippschild. Mas este ainda não tinha entrado sequer no Top 200. Também fora do Top 200 estavam Lars Burgsmuller, Jiri Novak e Roberto Carretero. Todos eles registaram subidas no ranking embora pouco significativas. Quanto às novidades comecemos pelo alemão Lars Rehmann, que no final do ano detinha um honroso 121º posto no ranking. Rehmann estava no seu melhor momento da carreira tendo atingido o seu melhor ranking de sempre em Fevereiro do ano seguinte com o 87º posto. Em 1994 disputou a primeira das duas finais que perdeu na carreira. Aconteceu no indoor de Saragoça. Ainda no Top 150 no final do ano estava o checo Bohdan Ulihrach. Chegou a 22º classificado no ranking em 1997 e ganhou 3 torneios, sendo finalista derrotado noutros 6. O seu momento de glória foi a final perdida em Indian Wells '97 que perdeu para Michael Chang, tendo derrotado pelo caminho Pete Sampras. O seu pior momento da carreira foi a suspensão que lhe foi aplicada em 2003 devido a controlo anti-doping positivo. Por último temos uma excentricidade. O tenista Claude N'Goran da Costa do Marfim que se encontrava no Top 250 no final do ano. A melhor posição que alcançou foi o 200º lugar em 1995. Classificação média dos 10 primeiros: 162,6 Classificação média dos 5 primeiros: 99 Classificação até 1994 das gerações com 19 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 71 - 75,6 2. Geração de 74 - 149,5 3. Geração de 75 - 162,6 4. Geração de 72 - 168,4 5. Geração de 73 - 174,5 Classificação até 1994 das gerações com 19 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 71 - 28,6 2. Geração de 74 - 85,4 3. Geração de 75 - 99 4. Geração de 72 - 101 5. Geração de 73 - 125,4 Top 20 dos melhores jogadores com 19 anos de sempre: 1. Pete Sampras ............. 5 11. Kenneth Carlsen ....... 69 2. Andrei Medvedev .......... 6 12. Aki Rahunen ........... 74 3. Goran Ivanisevic ......... 9 13. Alex Corretja ......... 76 4. Michael Chang ............ 15 14. Thomas Enqvist ........ 87 5. Sergi Bruguera ........... 28 15. Luis Herrera .......... 103 6. Fabrice Santoro .......... 43 16. Yevgeny Kafelnikov .... 104 7. Todd Woodbridge .......... 50 17. Marcelo Rios .......... 107 8. Nicklas Kulti ............ 51 18. Alberto Berasategui ... 115 9. Albert Costa ............. 52 19. Lars Rehmann .......... 121 10. Hendrik Dreekman ......... 65 20. David Prinosil ........ 123 GERAÇÃO DE 76 - 18 ANOS Mais uma vez esta geração deu uma grande reviravolta tendo-se mantido nos melhores 10 apenas quatro jogadores dos que neles estavam em 1993. Houve 5 novidades e um regresso. Entre as saídas da lista destaca-se o anterior líder Nicolas Lapentti. O novo líder da geração que conseguiu entrar no Top 200 é o holandês Sjeng Schalken, que era secundado por David Skoch. Estes dois eram os únicos membros da geração que integravam o Top 300, o que explica a razão desta ser a pior geração com 18 anos das que apresentei até agora. Os outros dois tenistas que se mantiveram em relação à tabela do ano passado foram Ben Ellwood e Gustavo Kuerten. Ambos subiram no ranking mundial mas não conseguiram entrar no Top 400. Registou-se o regresso do australiano Andrew Ilie fixando-se no 3º lugar da geração à porta do Top 300. Quanto às entradas novas destacam-se dois tenistas de qualidade excepcional. O primeiro a aparecer na tabela de 94, perto do Top 300, é o australiano Mark Philippoussis. Este australiano de ascendência grega foi, com Greg Rusedski, um dos expoentes máximos dos jogadores que baseavam o seu estilo de jogo no golpe de serviço. Chegou a nº 8 do mundo em 1999, tendo ganho 11 torneios e finalista noutros 11. Como momentos mais determinantes na carreira estão a vitória em Indian Wells em 1999 e as finais perdidas no US Open de 98 e Wimbledon em 2003. Seguimos para uma figura ainda mais grandiosa no mundo do ténis: o espanhol Carlos Moya ex-número 1 do mundo. Foi o primeiro espanhol na história do ténis a atingir o lugar mais alto no ranking mundial, o que sucedeu em 1999. Ganhou 20 torneios, destacando-se entre eles Roland Garros de 98, Monte Carlo '98, Cincinnati '02 e Roma '04. Ganhou também o Estoril Open de 2000. Foi finalista derrotado em 24 torneios, incluíndo o Open da Austrália de 97 e a Masters Cup de 98. O australiano Allen Belobrajdic chegou ao 146º lugar no ranking em 1997, o argentino Federico Browne ao 106º em 2003 e o espanhol Jacobo Diaz ao 68º em 2001. Classificação média dos 10 primeiros: 346,4 Classificação média dos 5 primeiros: 285,6 Classificação até 1994 das gerações com 18 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 74 - 196,4 2. Geração de 72 - 275,5 3. Geração de 73 - 308,2 4. Geração de 75 - 321 5. Geração de 76 - 346,4 Classificação até 1994 das gerações com 18 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 74 - 111,2 2. Geração de 72 - 184,8 3. Geração de 73 - 255,6 4. Geração de 75 - 259,4 5. Geração de 76 - 285,6 Top 20 dos melhores jogadores com 18 anos de sempre: 1. Michael Chang ............ 15 11. Dinu Pescariu ......... 226 2. Andrei Medvedev .......... 24 12. Tommy Ho .............. 235 3. Fabrice Santoro .......... 62 13. David Prinosil ........ 238 4. Thomas Enqvist ........... 63 14. Marcos Ondruska ....... 256 5. Alex Corretja ............ 86 15. Marcelo Saliola ....... 259 6. Hendrik Dreekman ......... 160 16. Grant Doyle ........... 264 7. Juan Gisbert Jr .......... 169 17. David Witt ............ 271 8. Sjeng Schalken ........... 187 18. William Kyriakos ...... 274 9. Karol Kucera ............. 214 . Gabriel Silberstein ... 274 10. Albert Costa ............. 221 20. Leander Paes .......... 275 GERAÇÃO DE 77 - 17 ANOS A geração de 77 já tinha o mínimo de 10 jogadores no Top 1000 em 1994. Os resultados obtidos foram mais positivos do que os registados pelas duas gerações anteriores. Quatro dos elementos no Top 10 da geração já constavam da lista dos melhores no ano anterior. Todos eles melhoraram o seu ranking, mas nenhum o fez como o mexicano Alejandro Hernandez que se assumia nesta altura como líder da geração tendo entrado no Top 400. Eyal Erlich já estava no Top 500, Gustavo Cavallaro no Top 600 e Jamie Delgado no Top 700. Registou-se ainda o regresso à tabela do marroquino Mehdi Tahiri que, com 15 anos, em 1992 já figurava no Top 1000. A primeira das 5 novidades na lista corresponde ao espanhol Fernando Vicente que se encontrava na vice-liderança da geração no Top 400. Vicente chegou ao 29º lugar do ranking em 2000 e ganhou 3 torneios sendo finalista derrotado noutros 3. O romeno Razvan Sabau chegou ao 74º lugar em 2005. Ainda compete no circuito estando, actualmente, no 446º posto. O israelita Jonathan Erlich (que não tem relação familiar com Eyal - a não ser que sejam primos) chegou à 292ª posição em 1999. Foi e é um exímio jogador de pares. Foi 5º do mundo e ganhou, até agora, 16 torneios incluindo o Open da Austrália de 2008 e os Masters de Cincinnati '07 e Indian Wells '08. Toda a sua carreira em pares foi cumprida em conjunto com o seu compatriota Andy Ram. Mas também houve algumas excepções bem sucedidas como por exemplo o torneio de Queen's em 2010 que ganhou em conjunto com Novak Djokovic. Erlich ainda compete regularmente no circuito estando no 50º lugar do ranking. Ganhou 2 torneios em 2011: Eastbourne e Winston-Salem. O argentino Guillermo Cañas é o nome mais importante deste conjunto de 5 novidades. Chegou a nº 8 do mundo em 2005 tendo ganho 7 torneios incluindo o Masters do Canadá de 2002. Foi finalista derrotado em 9 torneios estando o Masters de Miami de 2007 entre eles. Em 2007 juntou-se a Rafael Nadal e David Nalbandian como os únicos a vencerem o nº 1 Roger Federer por duas vezes num único ano. Cañas ganhou-lhe em Indian Wells e Miami. Finalmente o eslovaco Tomas Catar não passou do 239º posto no ranking. Classificação média dos 10 primeiros: 525,3 Classificação média dos 5 primeiros: 457,4 Classificação até 1994 das gerações com 17 anos em termos de média dos 10 primeiros: 1. Geração de 74 - 406,9 2. Geração de 73 - 454,1 3. Geração de 77 - 525,3 4. Geração de 75 - 578,5 5. Geração de 76 - 596,3 Classificação até 1994 das gerações com 17 anos em termos de média dos 5 primeiros: 1. Geração de 74 - 241,4 2. Geração de 73 - 342,4 3. Geração de 77 - 457,4 4. Geração de 75 - 468 5. Geração de 76 - 492,6 Top 20 dos melhores jogadores com 17 anos de sempre: 1. Dinu Pescariu ............ 167 11. David Prinosil ........ 389 2. Tommy Ho ................. 182 12. Fernando Vicente ...... 391 3. Andrei Medvedev .......... 226 13. Jens Knippschild ...... 418 4. Thomas Enqvist ........... 229 14. Hendrik Dreekman ...... 457 5. Alex Corretja ............ 234 15. Sjeng Schalken ........ 464 6. Marcelo Saliola .......... 306 16. David Skoch ........... 466 7. Nicolas Lapentti ......... 323 17. Marcelo Rios .......... 487 8. Karim Alami .............. 340 . Pier Squillari ........ 487 9. Karol Kucera ............. 351 19. Neville Godwin ........ 491 10. Alejandro Hernandez ...... 352 20. Eyal Erlich ........... 492 GERAÇÃO DE 78 - 16 ANOS Alberto Martin entrou no Top 800 e ganhou a companhia no Top 1000 de mais 4 tenistas nascidos em 1978. A entrada mais bem sucedida foi do argentino Mariano Zabaleta, directamente para o Top 600. Zabaleta chegou ao 21º lugar em 2000 e ganhou 3 torneios na carreira. Foi finalista derrotado em 5 ocasiões, sendo o seu ponto mais alto a final perdida no Masters de Hamburgo de 1999. Mariano Puerta, também argentino, teve uma carreira mais produtiva. Chegou a nº 9 do mundo em 2005 tendo ganho 3 torneios na carreira. Foi finalista derrotado em 7 torneios e teve como ponto alto da carreira a final de Roland Garros perdida em 2005. A mancha na sua carreira foi a sua relação com processos relacionados com doping. Foi suspenso por 2 anos em 2003 (pena reduzida posteriormente para 9 meses) e por 8 anos em 2005, a maior pena aplicada até agora no ténis. Também esta sanção foi posteriormente reduzida, neste caso para 2 anos. O canadiano Jocelyn Robichaud chegou ao 384º lugar no ranking e o sul-coreano Dong-Hyun Kim ao 327º. Classificação média dos 5 primeiros: 797,6 Top 20 dos melhores jogadores com 16 anos de sempre: 1. Dinu Pescariu ............ 410 11. Adriano Ferreira ...... 785 2. Andrei Pavel ............. 460 12. Mariano Puerta ........ 786 3. Thomas Enqvist ........... 472 13. Grant Doyle ........... 805 4. Pier Squillari ........... 517 . Adam Skrzypczak ....... 805 5. Eyal Erlich .............. 537 15. Rodrigo Navarro ....... 833 6. Mariano Zabaleta ......... 588 16. Jamie Delgado ......... 859 7. Magnus Norman ............ 679 . Jocelyn Robichaud...... 859 8. Gustavo Cavallaro ........ 688 18. Nicolas Kischkewitz ... 862 9. Juan Gisbert Jr .......... 752 . Karol Kucera .......... 862 10. Alberto Martin ........... 755 20. Jens Knippschild ...... 863 GERAÇÃO DE 79 - 15 ANOS Em 1994 apenas um jogador com 15 anos estava no Top 100. Trata-se do japonês Mitsuru Takada que não passou do 706º lugar no ranking. Top 10 dos melhores jogadores com 15 anos de sempre: 1. Noam Behr ................ 678 2. Alberto Martin ........... 839 3. Amirben Barua ............ 863 4. Rolf Seitz ............... 921 5. Nicolas Lapentti ......... 922 6. Lior Dahan ............... 941 . Pier Squillari ........... 941 8. Mehdi Tahiri ............. 944 9. Mitsuru Takada ........... 974 10. Compartilhar este post Link para o post