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JonasThern

“Eu tive a coragem que outras não tiveram”

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Não é não. Não é preciso passar por algo do género para perceber que é uma situação demasiado específica para dizer m*rda do género da que o Ghelthon disse.

Algumas pessoas não conseguem chegar a essa conclusão sem passar pela própria experiência. O Ghelthon é uma delas, daí ter dito aquilo.

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O pior destas situações de violência é que são aprendidas no seio familiar, ou seja filhos(as) de pais violentos irão adoptar comportamentos, para com o namorado(a)/marido(mulher), de violência.

 

Outra situação preocupante surge entre os adolescentes/jovens adultos, no estudo em que participei verificou-se que a violência neste tipo de relações é elevadíssima (seja física ou psicológica) e que mesmo assim elas continuam a durar - algo chocante. O mais grave ainda é a forma como a violência ocorre, não estamos somente a falar do estalo ou pontapé, estamos, neste momento, já a falar de ameaças com armas de fogo e armas brancas.

 

A questão central é, porque as pessoas continuam a esconder-se nas sombras da agressão? É uma resposta com várias opções correctas:

 

a) no caso dos homens violentados, têm medo de serem gozados - ainda existe a percepção que o homem é o macho latino;

b) o homem/mulher violento(a) transparece para o exterior um comportamento socialmente adequado, demonstrando ser simpático/carinhoso/etc., o que pode levantar dúvidas quanto a uma acusação sem existência de marcas físicas;

c) muitos famílias de mulheres violentadas encobrem as situações de violência, menosprezando-as;

d) as promessas do não se volta a repetir; nunca mais acontece são sempre aceites, nunca ilusão de que a situação não se repete;

e) por vezes, os filhos evitam a ruptura dos casamentos violentos.

 

E existem outras opções, mas estas são as mais comuns.

Editado por Vaart

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Algumas pessoas não conseguem chegar a essa conclusão sem passar pela própria experiência. O Ghelthon é uma delas, daí ter dito aquilo.

Epá, não venhas com coisas. Eu nunca disse que era uma situação fácil, nem nunca disse que não era grave. Mas caramba, estamos em 2012, hoje em dia há milhentas ações contra o fenómeno, fala-se disso nos media com grande frequência, os conselhos são repetidos inúmeras vezes... É preciso denunciar, não só quem a sofre mas também quem a ela assiste. As vítimas não podem é viver sob a ilusão de que "foi só desta vez", ou algo parecido. Viver nessa situação (e eu estou a falar de uma situação geral, é claro que cada caso é um caso) é uma coisa irracional, para mim.

 

Por outro lado, a Justiça também não funciona muito bem; a vítima faz queixa, mas o agressor continua "livre" para continuar o ato, pelo que há o risco imediato de retaliações. Mas caramba, entre isso e levar todos os dias, acho que vale a pena o risco.

 

(E não coloquem as coisas como se eu tivesse os sentimentos de uma batata.)

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Só me ocorre uma coisa: ORLY? A sério que é preciso denunciar? A sério que nunca é só "aquela vez"? A sério que não faz sentido levar nos dentes dia sim, dia não? Achas que uma pessoa casada e com filhos numa situação dessas consegue tomar a decisão de sair de casa ou pior, denunciar? Quando existe medo e vergonha, quando aquela é a TUA casa, quando tens emprego com que te preocupar, quando tens crianças? A maior parte dos casos nem sequer está perto de ocorrer diariamente (digo eu), acontece uma, duas, e ao fim de uns anos já foram umas vinte. Achas que para estas pessoas vale a pena iniciar um processo tão difícil como o iniciar de uma nova vida com um processo em tribunal paralelamente? A vida não é uma recta, as coisas não são nem nunca vão ser dessa forma, as vítimas nunca pensam "X agrediu-me, vou-me embora, vou-me queixar". Tens exemplos disto desde que és criança até à idade adulta.

Editado por freudianslip

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Só me ocorre uma coisa: ORLY? A sério que é preciso denunciar? A sério que nunca é só "aquela vez"? A sério que não faz sentido levar nos dentes dia sim, dia não? Achas que uma pessoa casada e com filhos numa situação dessas consegue tomar a decisão de sair de casa ou pior, denunciar? Quando existe medo e vergonha, quando aquela é a TUA casa, quando tens emprego com que te preocupar, quando tens crianças? A maior parte dos casos nem sequer está perto de ocorrer diariamente (digo eu), acontece uma, duas, e ao fim de uns anos já foram umas vinte. Achas que para estas pessoas vale a pena iniciar um processo tão difícil como o iniciar de uma nova vida com um processo em tribunal paralelamente? A vida não é uma recta, as coisas não são nem nunca vão ser dessa forma, as vítimas nunca pensam "X agrediu-me, vou-me embora, vou-me queixar". Tens exemplos disto desde que és criança até à idade adulta.

Certo. Mas em muitos casos nem sequer há filhos, portanto é mais fácil sair disso. Como o Vaart disse, muitas vezes acontece até antes do casamento. Outras, até os filhos já saíram de casa, e a situação continua. É mais desses casos que falo.

 

Mas pronto, eu sei que não é tudo preto no branco, o que eu disse foi basicamente um "pensar alto".

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Quando eras miúdo nunca foste gozado ou mesmo agredido fisicamente? Nunca foste ameaçado? Contaste a alguém? Se sim, os meus parabéns, fazes parte dos 10% que conseguem. Mas ok, são crianças.

 

Quando cresces e começas a namorar, achas sempre que a outra pessoa é tudo para ti. Quando ela mete a pata na poça big time, como dar-te um murro ou atirar-te um vaso à cara, se for preciso não falas com ela durante uma semana mas depois de muito chorarem os dois lá voltam. São coisas que acontecem, e têm explicações como falta de autoestima ou solidão. E vão-se arrastando porque o que conta são as coisas boas, right? Mas pronto, são adolescentes.

 

Quando és adulto e começas a pensar em construir um futuro com alguém no início é tudo fantástico, como em tudo na vida. Ao fim de seis meses juntos queimas o jantar e ela diz-te que és um filho da p*ta imbecil. Tu desculpas porque se calhar ela teve um dia difícil no trabalho. Daí a um mês partes-lhe a jarra favorita e ela manda-te os cacos acima mas ok, era a jarra favorita dela. E daí a outros seis meses as coisas até estão uma m*rda mas já estão juntos há tanto tempo e conhecem-se bem, tu até a suportas, vão ficando, ela volta a dar-te com alguma coisa em cima, tu cagas nisso porque não estás para piorar a situação, justificas as marcas como acidentes de trabalho e assobias para o lado porque no fundo queres que fique tudo bem.

 

E mais, quando és velho e já tens netos, achas que é aí que há denúncias? Neste momento a geração da 3ª idade ainda tem uma mentalidade de que o homem é que manda na mulher, achas que há denúncias? Já sei, já sei, também há velhas a bater em velhos. Que é que eles vão dizer? A minha mulher dá-me porrada? Eu sei que isto é machista, mas é perfeitamente normal que se tenha vergonha de admitir uma coisa destas.

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Como o Vaart disse, muitas vezes acontece até antes do casamento.

 

Sim, a ocorrência de violência física e psicológica é cada vez mais iniciada na adolescência/início da vida adulta. Mas, isso surge, dizem os teóricos/técnicos, devido a: (a) banalização da violência, por exemplo ao nível dos media; e (b) porque quando as pessoas estão apaixonadas perdoam tudo e consideram que foi apenas um deslize, errar é humano; só aconteceu uma vez. Muitas vezes, as situações têm uma frequência baixa, o que leva a que a pessoa quando sofre novamente uma agressão, já não esteja tão magoada/ofendida com a anterior. Além disso, a paixão é um vício e faz-se tudo por ela, até perdoar esse tipo de situações. Eu tenho uma amiga que foi vítima (não sei se ainda é) de uma violência psicológica horrenda e hoje em dia está tudo bem na relação dela e as coisas passam-se como se nada tivesse acontecido, tudo em nome de uma suposta paixão ou amor.

 

É um fenómeno que nem mesmo os especialistas conseguem explicar de forma exacta, logo não é através de um raciocínio lógico que o consegues explicar, porque as coisas do coração são tudo menos lógicas.

Editado por Vaart

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Adoro este forum só comentários de "inteléctuais". Agora mais a sério, a maior parte fala mas provavelmente são tudo uns frustrados.

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Epá, não venhas com coisas. Eu nunca disse que era uma situação fácil, nem nunca disse que não era grave. Mas caramba, estamos em 2012, hoje em dia há milhentas ações contra o fenómeno, fala-se disso nos media com grande frequência, os conselhos são repetidos inúmeras vezes... É preciso denunciar, não só quem a sofre mas também quem a ela assiste. As vítimas não podem é viver sob a ilusão de que "foi só desta vez", ou algo parecido. Viver nessa situação (e eu estou a falar de uma situação geral, é claro que cada caso é um caso) é uma coisa irracional, para mim.

 

Por outro lado, a Justiça também não funciona muito bem; a vítima faz queixa, mas o agressor continua "livre" para continuar o ato, pelo que há o risco imediato de retaliações. Mas caramba, entre isso e levar todos os dias, acho que vale a pena o risco.

 

(E não coloquem as coisas como se eu tivesse os sentimentos de uma batata.)

Em que planeta vives tu? a sério?

Ás vezes deixas-me parvo... um rapaz que parece ser inteligente e terra a terra...

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Já vi que tenho uma opinião diferente do resto das pessoas, acontece. Provavelmente o Su1 tem mesmo razão no que diz, e eu precisava de viver a situação para entender "o outro lado".

 

Para concluir, não se pense que eu acho que "só apanha quem quer" (acho que é isso que vocês estão a entender do que eu digo, quando não é isso que eu quero dizer). O que, resumindo, eu quero dizer, é que não percebo que as pessoas não tenham a racionalidade suficiente para reagir.

 

Siga para bingo.

Editado por Ghelthon

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A música Kiss me, I'm shitfaced, dos DKM, ganha um outro sentido :lol:

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