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Guest Dpitz

Arte Urbana

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Guest Dpitz

Excertos da entrada "Arte Urbana" da Wikipedia:

 

Arte Urbana, urbanografia ou street art é a expressão que se refere a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público, distinguindo-se da manifestações de caráter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo.

Além do grafite, a Arte Urbana também inclui estátuas vivas, músicos, malabaristas, palhaços e teatros. Poucos veículos são voltados exclusivamente para esse tipo de arte

 

Podem ler mais AQUI

 

Em Lisboa, só conheço uma entidade que promova este tipo de arte: a Galeria de Arte Urbana. Já acompanho alguns projectos deles há cerca de meio ano e tenho encontrado coisas bastante interessantes. Procuram não só embelezar Lisboa, desde dar cor e vida a prédios em ruínas, dando deste modo mais cor e vida à própria cidade, como também tem um papel de alguma importância no que diz respeito à legitimação do Graffiti e do mural, principalmente, enquanto obras de arte.

Uma iniciativa interessante da GAU, e provavelmente a mais conhecida, é a dos vidrões pintados um pouco por toda a cidade.

Têm também uns painéis livres, que qualquer um pode pintar, na calçada da glória, se não estou enganado.

 

Vou deixar aqui algumas imagens.

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Outro projecto que ainda está em desenvolvimento, e que esteve na génese da GAU, é a criação de um arquivo denominado "murais de abril", que se prevê que estará pronto para breve.

 

Tenho algumas fotos de murais/graffitis que vou encontrando por Lisboa e que me agradam bastante, depois quando tiver tempo de uploadar meto aqui.

 

Os prédios do Saldanha é que estão deliciosos. Tenho de tirar fotos ao que está lá.

 

Ponham aí cenas também, sff!

________________________

 

Links úteis:

GAU - Galeria de Arte Urbana

StreetArtPortugal

Policromia

Editado por Dpitz

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Aqui na minha zona abriu à coisa de uns meses um parque de estacionamento com 6 andares, cada um deles decorado por graffiters portugueses de 'renome': Mar, Miguel Januário, Nomen, Paulo Arraiano, Ram.

 

Não consegui arranjar muitas imagens mas ficam aqui algumas:

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fica também o link para as imagens do mural junto das Amoreiras

http://www.streetartportugal.com/index.php?option=com_phocagallery&view=category&id=16:amoreiras&Itemid=3

Editado por ja9uar

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Há coisas engraçadas por ai. Há ali em São Pedro uma cara que curto imenso nuns esgotos ou lá o que aquilo é, qualquer dia passo lá de bicicleta de proposito para tirar foto, disso e de outras que há por ali.

 

Btw, acho nojento aquelas tão afamadas Tags que deixam por ai em todo o lado. Sempre que vejo uma comparo-a à mijadela de um cão.

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Boas pessoal,

 

Antes de mais queria dizer que sou frequentador assíduo do forum, no entanto nunca me manifestei anteriormente. Alias, este é o meu primeiro post :)

 

No entanto deparei-me com este tópico e não pude deixar de partilhar isto. Por coincidência, hoje estive a apreciar um local com diversos graffitis fantásticos. Este local fica situado num edifício inacabado no Tagus Park, mas vale bem a pena ver. Esta foi a selecção que fiz dos diversos graffitis que encontrei (peço desculpa pela qualidade fraquinha, mas tirei as fotos com a câmara que estava à mão :) ):

 

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Arte Urbana :prayer: Gosto muito. Deixo aqui um da minha zona:

 

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Não está no mesmo nível do que foi aqui mostrado, mas pessoalmente gostei muito do conceito.

Aqui em Montpellier, como em muitas cidades por essa mundo fora existe o movimento dos Space Invaders. Para quem não sabe, consiste em fazer um pequeno painel de azulejo, formando uma figura do mítico jogo. Cada peça é colocada num ponto estratégico da cidade, para depois formar um "Space Invader" gigante.

Fica aqui um exemplo:

 

458030.jpg

Os azulejos são assim dispostos um bocado por toda a cidade para depois formar...

 

space-invaders._Montpe.jpg

 

 

Sei que foi um parisiense a começar este movimento nos anos 90, mas de resto não sei mais nada sobre ele...

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eu tinha um marcador com as cenas desse gajo.

mas não é neste pc. é no notebook ou lá o crl. o gajo é porreta.

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Guest Dpitz

Hoje andei pelos lados da calçada da glória e tirei umas pics interessantes com o telemóvel (ou seja, a qualidade não é grande coisa). Mais daqui a nada uploado isso.

Há aí fotos muito fixes!

 

btw, vou pôr os links que puseram aí no 1º post. Mais que não seja para divulgar esses projectos

Editado por Dpitz

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conheces?

Toda a gente que tenha passado por Quarteira o conhece. É primo de um amigo meu de infância, mas também só o conhecia de passagem, para além do trabalho dele que está em todos os cantos da cidade.

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Toda a gente que tenha passado por Quarteira o conhece. É primo de um amigo meu de infância, mas também só o conhecia de passagem, para além do trabalho dele que está em todos os cantos da cidade.

 

o gajo tá no último ano de Artes Visuais na Ualg.

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Uma colega minha que tirou Design nas Caldas (:mrgreen:) está a trabalhar numa associação qualquer nesta área da Arte Urbana e Desenvolvimento Comunitário.

 

Há coisas mesmo muito interessantes!

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Guest Dpitz

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2011_Nem_mais_1euro_BPN_by_Henrique_Matos_02.jpg

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2010_NATO_by_Henrique_Matos_02.jpg

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2011_Banca_PS_PSD_CDS_by_Henrique_Matos_02.jpg

 

a maior parte das fotos foram tiradas no porto, por alguém chamado Henrique Matos.

curto tótil o mural da jcp do congresso

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Guest Dpitz

fotos tiradas por mim, as duas primeiras no Saldanha, a terceira na calçada da glória e a última na FLUL

 

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Vamos lá desenterrar isto:

 

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Todos em Viana do Castelo.

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Guest Dpitz

e vim cá eu a pensar que "era mesmo isto que faltava cá no cmpt", nem me lembrava que tinha sido eu a criar isto :lol:

Boas fotos Peplin!

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Como um bairro problemático se transformou numa galeria de arte pública

É hoje a maior galeria de arte urbana a céu aberto da Europa, com mais de 46 pinturas nas fachadas e nas empenas dos prédios. O projecto tem obras de artistas portugueses e estrangeiros e tem ajudado a melhorar a imagem do bairro.

 

 

Só o nome do bairro suscitava apreensão em muitos, desconfiança em alguns. Como uma nuvem negra, há um estigma associado ao bairro de Sacavém: crimes, drogas, violência. Os taxistas recusavam-se a entrar no bairro, os moradores escondiam a sua residência quando procuravam emprego. Esteve abandonado à mercê das más notícias e a intervenção da Câmara era quase nula. Hoje, a Quinta do Mocho tem uma alma nova. A criação do festival de arte urbana O Bairro i o Mundo – feito com dezenas de pinturas nos prédios de habitação – foi um ponto de reviravolta na história da Quinta do Mocho.

 

“Já estou para vir aqui há imenso tempo mas estou sempre a ser desencorajada pelas pessoas”, conta Patrícia Lopes, uma das participantes das visitas guiadas, que ocorrem mensalmente. “Ainda bem que vim, vou voltar mais vezes”, diz com entusiasmo, afirmando que “o bairro está a ganhar vida, estão a conseguir que as pessoas não estejam fechadas e a desmistificar a má ideia que existe dos bairros sociais”. A Quinta do Mocho faz parte da urbanização municipal Terraços da Ponte e pertence ao concelho de Loures.

 

“Mostrar o bairro ao mundo e trazer o mundo ao bairro” é o mote da Galeria de Arte Pública da Quinta do Mocho. Depois de alguns anos de ausência por parte da câmara municipal, decidiram revitalizar a zona e organizar o festival O Bairro i o Mundo, em parceria com a associação de teatro IBISCO, realizado pela primeira vez em Outubro de 2014. Na altura, foram seis as pinturas que inauguraram a iniciativa e o sucesso foi imediato. A partir desse ano, começaram a notar-se diferenças na maneira como as pessoas viam o bairro. “Hoje, a Quinta do Mocho é um bairro que tem uma alma nova, recebe visitas de pessoas de dentro e fora do concelho e com muita hospitalidade”, explica a vereadora de Acção Social da Câmara de Loures, Maria Eugénia Coelho. Para além da vertente artística, há ainda um processo de requalificação urbana, nomeadamente na recuperação de espaços verdes.

 

“O Mocho não é aquele monstro que as pessoas dizem que é”, afirma Deydey, um dos guias e um dos 2800 moradores da Quinta do Mocho. “Temos de mudar mentalidades, estamos todos a trabalhar para mostrar às pessoas que conseguimos fazê-lo em conjunto com respeito e dignidade”, explica, contando que antes não percebia nada de arte mas que agora percebeu que esta muda as pessoas.

 

“Há três anos não havia nem um táxi a entrar aqui”, afirma o morador, acrescentando que os residentes tinham de percorrer longas distâncias para ter acesso a transportes públicos. Só há pouco tempo é que se conseguiu que o autocarro 300 da Rodoviária de Lisboa passasse a circular no bairro. “Agora, as pessoas têm orgulho em dizer que são da Quinta do Mocho, o ambiente é muito mais tranquilo e os moradores sentem que o pesadíssimo estigma que tinham sobre si está a desvanecer-se”, assegura Maria Eugénia.

 

A história do Mocho

 

A primeira visita guiada foi feita em Fevereiro de 2015 e a desde essa data, passou a realizar-se no último sábado de cada mês, gratuitamente. Tem início na Casa da Cultura de Sacavém, onde é feita uma pequena introdução pela vereadora da Acção Social, que começa por contar a história do bairro. “A Quinta do Mocho é um bairro municipal e a sua origem consistiu no realojamento de um conjunto de famílias oriundas de países de origem africana, como Angola, Moçambique ou São Tomé”, diz, acrescentando que eram famílias que, por viverem em outros locais do concelho sem condições, foram realojadas neste bairro de iniciativa municipal.

 

“Ao longo dos anos, quando se falava na Quinta do Mocho, as pessoas retraíam-se e achavam que aqui só vivia gente má e isso não corresponde à realidade”, sublinha Maria Eugénia, exemplificando que os habitantes do bairro também se levantam cedo para trabalhar, como qualquer pessoa.

 

As visitas guiadas são apresentadas por quatro jovens moradores do bairro – Deydey, Kali, Kedy e Giovani – e o número de visitantes tem crescido ao longo dos meses. Na de Novembro, estavam presentes mais de 70 visitantes. “Este é o caminho certo na envolvência das pessoas e na procura de soluções”, declara a vereadora.

 

Na visita tem-se contacto, não só com a arte, mas com as pessoas do bairro, desde as crianças que brincam na rua, à senhora que assa e vende chouriças, ao jovem escritor Osvaldo de Sousa que mostra o seu livro de poesia “Amor sem passaporte nas lágrimas de lusofonia”, uma obra que reflecte a vida na Quinta do Mocho.

 

A arte da diversidade

 

Marcelo Gomes foi convidado para pintar e terminou a sua obra no final de Outubro deste ano. Foi feita no edifício de um infantário e a sua pintura é, precisamente, a mão de uma criança a pousar na mão de um adulto, ambas multicolores. “O que eu quis mostrar foi que independentemente da nossa cor ou da nossa cultura, o importante é proteger as crianças dos maus tratos, abandono ou mesmo dos cortes na educação”, explica Marcelo, referindo que foi a primeira vez que fez uma obra desta dimensão. “As crianças dependem de nós mas o futuro depende delas”, conclui.

 

Stélvia Zamora, de nome artístico Moami, mora a 20 minutos do bairro e é a autora da obra número 46, a mais recente da galeria de arte pública. “O tema desta obra é a multiculturalidade e a globalização”, conta ao PÚBLICO, em frente da sua pintura que tem como protagonista o desenho de um menino com um urso panda por cima. Demorou três dias até estar concluída.

 

Durante a visita, fica o aviso de Kali, um dos guias: “Se alguma mulher quiser participar, está à vontade”. Das 46 pinturas, quatro foram pintadas por mulheres, duas portuguesas (Tamara Alves e Moami) e duas estrangeiras (Zabou e Maria Noé). Das restantes, destacam-se nomes como Vhils, Bordalo II, Odeith, Slap, Adrés ou Pantónio. “Os artistas de renome nacional e internacional vêm de forma gratuita, acaba por ser também uma forma de intervenção social”, explica a vereadora, referindo que têm em lista de espera cerca de 30 artistas de várias partes do mundo. A câmara disponibiliza um espaço para dormir – uma “residência artística”, como lhe chama Maria Eugénia – e as refeições. Deydey explica que as tintas são oferecidas pela Robbialac e que a câmara fornece o resto do material, como os pincéis e a grua.

 

As pinturas abordam diferentes temas, geralmente relativos a questões sociais: A discriminação racial, os direitos das crianças, a natureza, a multiculturalidade, a igualdade e também o impacto da arte. Há ainda vários edifícios com pinturas de mochos, em alusão ao nome do bairro, mas também de girafas, cães ou peixes. Esta original galeria pretende mostrar que a diversidade é uma coisa boa pelo que há pinturas para todos os gostos.

 

Além das visitas guiadas, a Câmara de Loures tem tentado inovar de forma a atrair cada vez mais visitantes ao local. No fim das visitas – que têm a duração de aproximadamente duas horas –, os visitantes são convidados a passar num dos três restaurantes do bairro que estão a confeccionar comidas tipicamente africanas, como cach*pa ou muamba. O município encontra-se também a desenvolver um Festival de Arte Urbana, que decorrerá em Junho do próximo ano, um “festival que ultrapasse as fronteiras do bairro e que tenha várias formas de manifestação artística”, adianta Maria Eugénia Coelho.

 

Apesar de não ter sido o projecto vencedor, O Bairro i o Mundo foi um dos cinco finalistas do concurso europeu Diversity Advantage Challenge, uma competição que premeia pecuniariamente os projectos que consigam atenuar preconceitos existentes. Até a cidade alemã de Nuremberga já se inspirou no projecto desenvolvido na Quinta do Mocho para tornar a sua cidade mais colorida, estanto em preparação um plano de arte urbana.

 

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