fns Publicado 28 Setembro 2012 Não há palavras para isto. Futebol Clube do Porto hoje e sempre :heart: Compartilhar este post Link para o post
Samwell Publicado 28 Setembro 2012 http://www.youtube.com/watch?v=0o81mSxVwbY FC Porto, já chorei tanto por ti :heart: Compartilhar este post Link para o post
A l b o r o s i e Publicado 28 Setembro 2012 Parabéns :celebracao: , mandaram-me isto data Enfim, cada vez tenho mais pena de certas pessoas, já é doença. Parabéns Futebol Clube do Porto, o Campeão :prayer: Compartilhar este post Link para o post
Mwangaza Publicado 28 Setembro 2012 A vencer desde 1893 :heart: Porto sempre :prayer: Fixed Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 28 Setembro 2012 AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR DA MINHA VIDA :heart: :heart: :heart: Compartilhar este post Link para o post
Gavazzo Publicado 28 Setembro 2012 Chama Gloriosa :lol: Mas cada um na sua, há quem prefira passar tempo a fazer vídeos sobre o rival no mesmo dia que o clube dele tem uma AG importantíssima para o seu futuro. O trabalho que eles tiveram :funny: :funny: Enfim, cada vez tenho mais pena de certas pessoas, já é doença. Eu li estes comentários e pensei mesmo: aquele vídeo deve estar alta palhaçada, apesar de toda a gente saber que a data de fundação é mentira o vídeo deve estar cheio de insultos e sem dados factuais nenhuns. Fui ver o vídeo (e pouco me interessa se foi feita por uma página afecta ao Benfica) e aqueles dados, factos, estão ali todos chapadinhos, sendo que nem foi preciso fazer grande trabalho porque grande parte deles já são mais que conhecidos. A minha pergunta é: o que é que vocês ganham em não tentar interrogar partes da vossa própria história? O que é que vocês ganham em não querer saber? O que é que o clube ganhou com essa adulteração da data de nascimento? E mais que tudo isso... como é que um clube grande pode, 82 anos após a data da sua fundação, alterá-la de forma tão evidente e estranha? Ninguém quer saber, ninguém se preocupa? Compartilhar este post Link para o post
fns Publicado 28 Setembro 2012 82 anos depois? Fala-se de 1906 não é? Então de 1893 para 1906 é 13 anos. wtf? Compartilhar este post Link para o post
La Flame Publicado 28 Setembro 2012 (editado) E o quê que tu ganhas em vir estragar o tópico ? Eu li estes comentários e pensei mesmo: aquele vídeo deve estar alta palhaçada, apesar de toda a gente saber que a data de fundação é mentira o vídeo deve estar cheio de insultos e sem dados factuais nenhuns. Fui ver o vídeo (e pouco me interessa se foi feita por uma página afecta ao Benfica) e aqueles dados, factos, estão ali todos chapadinhos, sendo que nem foi preciso fazer grande trabalho porque grande parte deles já são mais que conhecidos. A minha pergunta é: o que é que vocês ganham em não tentar interrogar partes da vossa própria história? O que é que vocês ganham em não querer saber? O que é que o clube ganhou com essa adulteração da data de nascimento? E mais que tudo isso... como é que um clube grande pode, 82 anos após a data da sua fundação, alterá-la de forma tão evidente e estranha? Ninguém quer saber, ninguém se preocupa? Toda a gente sabe ? Porquê ? Por alguém sem nada que fazer decidiu fazer esse vídeo ? Editado 28 Setembro 2012 por James 19 Rodriguez Compartilhar este post Link para o post
La Flame Publicado 28 Setembro 2012 Sim ? Tinhas escrito 1983. Compartilhar este post Link para o post
Kanye Publicado 28 Setembro 2012 Tinhas escrito 1983. Escrevi mesmo, nem tinha reparado na altura, my bad. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 28 Setembro 2012 (editado) A questão é esta: em 1893, António Nicolau d'Almeida fundou o Futebol Clube do Porto (na altura Foot-Ball Club do Porto). Só que o clube nunca foi "oficial". Era quase um grupo de amigos e, efectivamente, o clube esteve adormecido, ie, sem actividade, durante alguns nos anos, durante o período compreendido entre a fundação e a refundação de 1906, onde foi "oficializado". Agora, é um facto que já existe Futebol Clube do Porto desde 1893 e também é um facto que um adormecimento numa altura em que não havia provas oficiais, em que clubes cediam jogadores a outros clubes para jogos e em que os jogos que havia em Portugal serviam para homenagear o rei e para inaugurar campos é uma situação muito pouco relevante... Mais, tanto é assim que, quem falou a José Monteiro da Costa do FCP, e o incentivou a prosseguir com o clube foi o próprio António Nicolau d'Almeida. Editado 28 Setembro 2012 por Tio Hans Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 28 Setembro 2012 Eu tenho aqui em casa um livro do Futebol Clube do Porto, foi o DN que o fez há uns anos atrás, em 2000 por volta disso. E quem fundou o Clube foi mesmo o Nicolau d'Almeida quando regressou de Inglaterra, ele que era um homem de negócios ligado aos vinhos do Porto. O Porto na altura fez 3/4 jogos não mais até porque ele depois deixou o futebol a pedido da sua esposa. É depois mais tarde que José Monteiro Costa recebe dele o testemunho para "acordar" o Futebol Clube do Porto. Cavou-lhe os alicerces e em 1907 tivemos o nosso primeiro jogo internacional com o Real Fortuna de Vigo. Compartilhar este post Link para o post
Cha Cha Cha Publicado 28 Setembro 2012 Cristian "Cebolla" Rodríguez Parabens FC Porto! O club comemora esta sexta-feira 119 anos. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 28 Setembro 2012 http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/2011/04/fc-porto-dragoes-de-azul-forte.html Primeiros Passos da História do FC Porto: Raízes nos socalcos do Douro Fundação por António Nicolau d'Almeida – 28 de Setembro de 1893 O F.C. do Porto foi fundado no dia 28 de Setembro de 1893 por António Nicolau d’Almeida, comerciante e aristocrata portuense, bem relacionado na cidade do Porto, que descobriu o futebol numa das suas viagens a Inglaterra. António Nicolau d'Almeida! Era, com seu pai, sócio de uma empresa exportadora de vinho do Porto. E desportista muito activo, praticando remo, natação e o bem português jogo do pau. Em 1893, com 23 anos, pouco depois de fundar o Real Velo Club, de velocípedia, partiu em viagem de negócios para Inglaterra. Em “terras de sua majestade” descobriu, fascinado, o jogo da moda, o "foot ball". De regresso ao Porto trouxe na bagagem algumas bolas, botas e uma ânsia incontida de divulgar a sua descoberta. A novidade, que espalhou entre os amigos das corridas de bicicletas, num ápice deu azo a que, com alguns daqueles, fundasse outro clube: o Football Club do Porto. Sendo Nicolau d'Almeida um monárquico convicto, a data escolhida não o foi por mero acaso ou consequência de acto inocente. Nesse dia – 28 de Setembro de 1893 – o Rei D. Carlos festejava o 30.º aniversário, a Rainha D. Amélia o 28.º. O “Diário Illustrado” apregoou a boa nova: “Fundou-se, no Porto, um clube denominado Football Club do Porto, que vem preencher a falta que havia no norte do país de uma associação para os jogadores daquela especialidade”. O jogo inaugural, entre os sócios da agremiação, no segundo domingo de Outubro – dia 8 – no hipódromo de Matosinhos, assinalou oficialmente a fundação do Football Club do Porto. De facto, a de 8 de Outubro de 1893, o Jornal de Notícias anunciava na primeira página: "Realiza-se hoje, às duas horas da tarde, no hipódromo um "match" de football, promovido pelo Football Club do Porto, tomando parte nesta diversão vinte e dois sócios do referido clube. Os dois partidos são "capitaneados" pelos srs. Nugent e Mackenie, distintos jogadores e sócios do referido clube. Tomam parte os senhores Fernando e António Nicolau de Almeida, Arthur, Lacy e Roberto Rumsey, Alfredo e Eduardo Kendall, Guilherme Anderson, Wlater Mac Connan, Barbosa, António Maria Machado, José Vale, Artur Ramos de Magalhães, Eduardo Sprakey, A. Johnston, Hans Peters, Jorge Hardy, Joaquim Duarte, Henrique Cunha, A. Vieira da Cruz, etc. Vêm assistir a este torneio as senhoras da colónia balnear da Foz. Este interessantíssimo jogo é uma novidade no Porto e há grande entusiasmo, estando já feitas algumas apostas". Outras notícias se difundiram de dois jogos, um a 15 e outro a 22 de Outubro, contra o Clube de Aveiro, capitaneado por Mário Duarte. Nos meses seguintes realizaram-se mais desafios entre jogadores do Porto ou entre estes e os de Aveiro. António Nicolau d'Almeida (n. 1870 – m. 1943). Pai: António Nicolau de Almeida; Mãe: Olinda Kelly de Aguilar da Cunha Lima. Casou com Ilda Rumsey, em Agosto de 1896. Filhos: João Rumsey Nicolau d’Almeida, António Rumsey Nicolau d’Almeida, Ilda Rumsey Nicolau d’Almeida, Margarida Rumsey Nicolau d’Almeida. Fruto do seu carácter empreendedor, a António Nicolau d'Almeida se deve a génese de um Clube (FC do Porto) que outros, começando por José Monteiro da Costa, consolidaram e impulsionaram para um futuro brilhante. A amável carta de desafio a Lisboa Depois dos primeiros jogos, o entusiasmo cresceu. E a 25 de Outubro de 1893, António Nicolau de Almeida enviou ao presidente do Football Club Lisbonense, Guilherme Pinto Basto, uma carta que era um repto, solicitando a presença daquela equipa no Porto, e onde pedia desculpas antecipadas por não poder apresentar um "eleven" capaz. Eis parte da simpática carta: "Desejando solenizar a definitiva instalação do Football Club do Porto, resolvemos organizar um “match”… …Cumpro, pois, na qualidade de presidente do Football Club do Porto, o honroso dever de convidar por intermédio de V. Exa. os valentes e adestrados jogadores do Club Lisbonense a tomarem parte no referido "match". Na esperança de sermos honrados com a anuência ao n/pedido, aguardamos o favor de uma resposta rápida p.ª n/governo. Deus guarde V. Exa. Illmo. Sr. Presidente do Football Clube Lisbonense." Anúncio dessa mesma carta seria estampado na página 3 do "Diário Illustrado", no dia 29 de Outubro de 1893. Foram linhas escritas por um primo de Guilherme Pinto Basto, que, de tão bem informado, acrescentaria que, para a data proposta, não seria possível "reunir, escolher o grupo e dispor a partida em tão curto espaço de tempo", mas garantido ficava que o convite fora aceite. [in "Glória e Vida de Três Gigantes" – Adaptação] Jogo com “real” assistência O primeiro evento competitivo do futebol português Em Fevereiro de 1894, Guilherme Pinto Basto respondeu a António Nicolau d’Almeida e aceitou o desafio. Este e Pinto Basto, servindo-se do bom relacionamento com a Casa Real, quiseram dar ao acontecimento importância inusitada, convencendo o Rei D. Carlos a patrocinar o jogo entre as equipas do Football Club do Porto e do Club Lisbonense. De bom grado o rei ofereceu para disputa uma taça, em prata e ouro, com o seu próprio nome. E apenas exigiu que o encontro fosse incluído no programa oficial das comemorações do quinto centenário do nascimento do Infante D. Henrique, que decorriam no Porto. A 2 de Março de 1894, o grande acontecimento, o jogo! De Lisboa, com despedida calorosa, partiram os jogadores do Football Clube Lisbonense seleccionados e “capitaneados” por Guilherme Pinto Basto. A viagem de comboio, até ao Porto, fez-se em 14 horas!! A noite foi passada sobre carris. Em Campanhã uma recepção entusiástica e, três horas depois, o jogo, no recinto do Oporto Cricktet and Law-Tennis Club, no Campo Alegre, onde os ingleses radicados no Porto jogavam, amiúde, o seu “football”. Com a presença da família real (que chegou atrasada por causa das celebrações Henriquinas), o "match" iniciou-se às 15 horas e 15 minutos. Resultado final: vitória do Clube Lisbonense, por 1-0. Rezam as crónicas que pelo Football Club do Porto alinharam: Mac Geoc, F. Guimarães, A. Nugent, Arthur Dagge, Mac Millan, Eduardo Kendall, F. H. Ponsonby, Adolfo Ramos, Mac Kechnie, R. Ray e Alfredo Kendall. E pelo Football Clube Lisbonense: Guilherme Pinto Basto, Keating, Locke, Clyde, Barley, Valentim Machado, João Pereira, Artur Raposo, Afonso Vilar, Thompson e Carlos Vilar. A "Cup D'El-Rey", em disputa no célebre jogo de 2 de Março de 1894, foi para a capital e, mais tarde, ficou na posse do CIF, clube sucessor do Lisbonense, aí permanecendo como uma das mais belas e importantes raridades da história remota do futebol português. Para a história também fica uma realidade: pela mão do monarca (assassinado 14 anos depois), de Nicolau d’Almeida e de Pinto Basto, o futebol português havia ganho verdadeira dimensão nacional. Clube a despontar e o interregno Após o jogo, patrocinado pelo Rei, entre o Football Club do Porto e o Football Clube Lisbonense, a agremiação nortenha parecia lançada para a prática continuada do futebol. "O Sport" publicava a seguinte notícia: "Depois do "match" entre as equipas do Porto e de Lisboa, a 11 de Março (de 1894) alguns sócios do Football Club do Porto estiveram no campo do hipódromo de Matosinhos, treinando-se durante duas horas." De facto, entre os atletas que, como jogadores e fundadores, representaram o Football Club do Porto no jogo contra o Lisbonense, estavam alguns dos que se treinaram em Matosinhos: A. Nugent, Alfredo Kendall, Eduardo Kendall, Mac Kechnie, F. Guimarães e F. H. Ponsonby. Ou seja, mais um sinal provatório de que o Football Club do Porto de António Nicolau d’Almeida existia e jogava. Contudo, algo iria interromper a existência de um clube que ainda despontava… Futebol não, é perigoso…! Em Agosto de 1896, António Nicolau d’Almeida, insigne fundador do Football Club do Porto, casou com Ilda Rumsey, irmã de Arthur e Lacy Rumsey, companheiros de Nicolau nas lides velocipédicas e futebolísticas. Ilda, que não era grande adepta da modalidade, depressa aproveitou o ensejo para pedir ao marido que renunciasse à prática do futebol por perigoso e socialmente malvisto. E, por via disso, ele passou a dedicar-se à mais segura e elegante modalidade do ténis, mas no coração ficou-lhe a amargura de ter de deixar desactivado o seu FC Porto. Que, assim, hibernou. Ano de 1906, novo impulso por José Monteiro da Costa 2 de Agosto de 1906 – O “Grupo do Destino” e o destino do grupo... Entre 1894 e 1906, o Football Club do Porto não passou de um nome, do sonho de um homem que teve de abandonar o projecto de criação do clube. António Nicolau d’Almeida lançou as sementes, mas a ideia germinou com José Monteiro da Costa, homem de méritos reconhecidos e valor extraordinário. Tal como, anos antes, havia acontecido com o seu amigo Nicolau, Monteiro da Costa andou por Inglaterra e apaixonou-se pelo jogo da bola, lá chamado de “foot ball”. No Porto, o jogo era quase exclusivamente praticado por ingleses do Oporto Cricket Club e do Boavista Foot-Ballers Club. Mas, entusiasmado, José Monteiro da Costa falou da sua nova paixão aos amigos e jovens liberais do auto-intitulado "Grupo do Destino". Convenceu-os a avançar para a refundação do FC Porto e, em 2 de Agosto de 1906, extinguiu-se o grupo e o destino foi traçado: o Futebol Clube do Porto! "Algumas lágrimas se verteram de comoção e de belas recordações. Mas o novel clube, o Foot Ball Club do Porto, com outra missão a desenvolver pelos tempos fora, deu a todos o abraço de boas-vindas”. Tripeiros, nacionais e com as cores da "bandeira da Pátria" José Monteiro da Costa, têmpera de “Dragão”, visionário, imaginoso, arrojado, batalhador, organizador nato, rapidamente traçou detalhado plano para o relançamento do “Football Club do Porto”. Apesar de republicano convicto, decidiu manter, como cores do clube, o azul e branco da bandeira monárquica, as cores do FC Porto de Nicolau d’Almeida. Houve defensores de outras cores e quem alvitrasse as da cidade ou até vermelhidões… Prevaleceu a vontade de Monteiro da Costa e a sua tese: “As cores devem ser as da bandeira da Pátria, porque temos esperança de que o nosso clube há-de de ser grande, não se limitando a defender o bom-nome da cidade, mas também o de Portugal em pugnas desportivas contra estrangeiros". E mais disse: "O nosso clube deve chamar-se Football Club do Porto, por os seus fundadores serem na sua quase totalidade tripeiros natos, a sua sede na cidade do Porto e o principal desporto a que se vai dedicar — o futebol." Mas avisou, peremptório, que o seu projecto contemplava a prática de outros desportos. Aprovado, com aclamação, todo o minucioso e grandioso projecto, nomeou-se uma comissão administrativa presidida por José Monteiro da Costa e secretariada por António Martins para lhe dar imediata execução. Um rol de abnegados (re)fundadores e dignos associados Naturalmente que os primeiros associados do Football Club do Porto emanaram do “Grupo do Destino”. Depois do périplo por britânicas terras, José Monteiro da Costa seduzido pelo “foot ball” e animado pelo fulgor de Nicolau d’Almeida, assumiu, com os amigos, o relançamento do Clube. Tão bem acolitado estava, que razões tinha para à agremiação augurar pujança no devir. Muitos nomes de intrépidos refundadores e de novos associados fizeram jus ao atributo “a vencer desde 1893”. Gente de muitos ofícios, participação transversal de classes sociais, Homens que, com orgulho e sangue de génio, se esmeraram no seu propósito e nunca deixaram que a descrença lhes abatesse o ânimo. Para qualquer portista que se preze é gratificante nomeá-los, faze-lo com empenho e um profundo sentimento de gratidão. Eis alguns deles: José Monteiro da Costa, Albino Costa (empregado comercial), Álvaro Osório da Silva Cardoso (empresário), Amadeu Maia (jornalista), António Augusto Batista Júnior (comerciante), António Calem, António Campos, António Elisabeth de Mesquita, António Martins, António Monteiro da Costa, António Moreira da Silva (comerciante), António Pinheiro, António Sá, Antunes Lemos, Camilo Figueiredo, Camilo Vouga Moniz de Matos, Cândido Pinto da Mota (despachante), Carlos Vouga Pinheiro, Eduardo Dumont Villares, Elísio Bessa, Eugénio Machado da Costa, Gaspar José de Sousa, Henrique Yerro, Ivo Lemos, Jerónimo Monteiro da Costa, Joaquim António Mendes Correia (comerciante), Joaquim Pereira da Silva (comerciante), Joaquim Pinto Rodrigues de Freitas (empresário), José Bacelar, José Barbosa, José Magalhães Bastos, Lopes Faria (empregado comercial), Manoel Sacramento (armador), Manuel Luís da Silva (despachante), Mendes Correia, Nuno Salgueiro, Romualdo Fernando Torres, Silvério Pinto Monteiro. As instalações do arranco – Campo da Rua da Rainha (o primeiro campo relvado do país) e a sede na Rua de Santa Teresa. Empolgados com a veemência arrebatadora de José Monteiro da Costa, os (re)fundadores do Clube lançaram-se na persecução dos objectivos gizados pelo timoneiro. Primeiro objectivo: construir um campo relvado! É que Monteiro da Costa tinha visto os campos de Inglaterra com relva e, portanto, não concebia que se pudesse jogar em campos pelados. Com a ajuda de seu pai, Jerónimo Monteiro da Costa, homem de iniciativa e Presidente da União dos Jardineiros do Porto, surgiu a relva e o campo de jogos na Rua da Rainha (actualmente Rua Antero de Quental) com instalações modelares para a época: primeiro campo relvado do país já com medidas regulamentares, vestiário, balneário, bufete, ginásio, bancos para o público, tribuna. Pelos terrenos em que se implantara, o clube pagava uma renda anual de 1200 réis. Notícias da época asseguram que foi nessas "magníficas instalações que”, em Dezembro de 1906, “os rapazes do Grupo do Destino efectuaram o primeiro jogo-demonstração contra o Boavista Footballers Club”, formado quase na totalidade por empregados da Fábrica Graham e do qual mais tarde nasceria o Boavista Futebol Clube. Segundo objectivo: a Sede. A primeira sede do FC Porto localizava-se na Rua de Santa Teresa (1906). Em 1907 foi transferida para a Rua da Rainha, a dois passos do campo. Terceiro objectivo: promover o ecletismo no Clube. Para além do futebol começaram a ser praticadas outras modalidades tais como atletismo, boxe, cricket, ginástica, halterofilismo, patinagem, pólo aquático e ténis. Os Precursores – A primeira equipa oficial do FC Porto em 1906. Repare-se na variedade de equipamentos. No segundo plano, à direita, Catullo Gadda, o italiano que muito ajudou o grupo. No terceiro plano, atrás de Gadda, está José Monteiro da Costa. A equipa – Na 1.ª fila (defesa): Mendes Correia, o guarda-redes António Pinheiro e Elisabeth de Mesquita; na 2.ª fila (linha média): António Martins, Boadda e Catullo Gadda; na 3.ª fila (os avançados): José Bastos, Araújo, Hardy, José Monteiro da Costa e Joaquim Freitas. Catullo Gadda - Engenheiro químico italiano da Fábrica Mariarini (às Devezas), dispôs-se a jogar no FC Porto. Recebido de braços abertos, pois era alguém que conhecia o foot-ball que se praticava além-fronteiras, logo demonstrou que era dotado para a modalidade (bom posicionamento em campo e remate poderoso). Pelos ensinamentos aos colegas jogadores e por ter assumido a orientação da equipa, é considerado como o primeiro treinador do FC Porto. Catullo Gadda foi um insigne portista, ajudou o neófito Clube a dar os primeiros passos e muito contribuiu para a promoção do desporto-rei na Cidade Invicta. Adolphe Cassaigne, o primeiro treinador "a sério" e o fim do auto-didactismo no futebol (1907 a 1924) Segundo Rodrigues Telles (grande historiógrafo do FC Porto) "atraído pelo que já se dizia sobre o FC Porto, apareceu um dia (corria o ano de 1907), na Rua da Rainha, o súbdito francês Adolphe Cassaigne. Era um técnico. Sabia de futebol. Adolphe fora treinador em França e orientava, no Porto, os amadores de futebol da Escola de Alunos-Marinheiros da Corveta Estefânia. Falou com o infatigável José Monteiro da Costa e nada mais foi preciso. Adolphe Cassaigne elogiou a ordem dos rapazes do clube, a sua disciplina, a sua admirável vontade — e ofereceu-se para treinar obsequiosamente os praticantes. A alegria de todos não pode descrever-se! Os ensinamentos do técnico francês produziram os seus efeitos e os grupos azuis-brancos acusaram imediatos e visíveis progressos". Rodrigues Telles tinha razão. Adolphe Cassaigne, que instruía também os alunos do Colégio da Boavista, pôs fim ao auto-didactismo no futebol. O FC Porto revelava-se pioneiro na orientação técnico-táctica e dava um salto em frente para a conquista do futuro. Cassaigne treinou o FC Porto entre 1907 e 1924 tendo vencido a quase totalidade das competições oficiais em que o seu clube participou. Palmarés: 1 Campeonato de Portugal, 9 Campeonatos do Porto e 5 Taças José Monteiro da Costa. Primeira Assembleia Geral do FC Porto e primeira Direcção: • 9 de Fevereiro de 1907: é lavrada a primeira acta na primeira Assembleia Geral do Clube que se reuniu na sede da Rua da Rainha. • 20 de Fevereiro de 1907: Foram eleitos os corpos gerentes do clube. Eduardo Dumont Villares ocupa o cargo de presidente da Assembleia Geral e, logicamente, José Monteiro da Costa o de presidente da Direcção. Completavam o elenco: Romualdo Fernando Torres, vice-presidente; António Martins, 1.º secretário; Manuel Luís da Silva, 2.º secretário; Joaquim Pinto Rodrigues de Freitas, tesoureiro. Romualdo Torres – Desportista consagrado, praticava futebol, atletismo, cricket, patinagem, pesos e alteres, modalidades que o FC Porto, eclético clube, incluía no rol de actividades; Eduardo Dumont Villares – Admirável figura do desporto, dirigente que se dedicou de corpo e alma ao clube (foi, inclusive, Presidente), um dos melhores nadadores portugueses, excelente atleta com marcas meritórias nos 110 metros barreiras e no salto em altura (atingiu 1,55 metros no ano de 1907). Sangue azul… Como se diz no “Livro de Ouro do FC Porto”, edição do Diário de Notícias, o elenco dos corpos gerentes denotava a ascensão da classe média em detrimento da aristocracia. E sangue azul com glóbulos republicanos… 1907 – Equipa em uniforme à Arsenal de Londres (com calções azuis…) Uma equipa do FC Porto, dos princípios de 1907, ainda com um equipamento transitório (à Arsenal de Londres) onde o azul já se via nos calções. Em cima: Taylor, Azevedo, António Monteiro da Costa e José Monteiro da Costa; ao meio: José Carlos Gouveia, Moreira da Silva e (??); em baixo: Ivo Lemos. Elisabeth Mesquita, Araújo, José Bacelar e Mário Pinheiro. 1907: Sócios influentes – José Monteiro da Costa, sempre presente nos bastidores do FC Porto, acompanhado por Romualdo Torres e José Barbosa, no campo de jogos da Rua da Rainha. As lições de ténis de D. Sara e sócias só com autorização dos... maridos. Com José Monteiro da Costa a liderar os destinos do clube, o eclectismo do FC Porto dava mostras de grande vitalidade e crescimento, com o parque de jogos da Rua da Rainha a tornar-se o centro das atenções desportivas da cidade. Além do futebol, outras modalidades faziam as delícias da população portuense: a ginástica, o atletismo, o ténis, o cricket, os pesos e halteres e a patinagem. “Revolucionário e moderno, José Monteiro da Costa quis fazer do seu FC Porto um espaço de contágio de desporto no feminino. Para mudar a mulher portuguesa. No repto de Eça, nos antípodas de Vaz Preto. Nos finais de 1907 havia dezenas de raparigas e senhoras do Porto mais selecto que não iam para o campo, já notado espaço cosmopolita da cidade, falar apenas de vestidos e namoros. Sempre comandadas e motivadas por Sara Monteiro da Costa, irmã do presidente, que a todas ensinava o ténis (desporto chique bem ao jeito de mulheres fartas de inanidade), jogavam-no, mas também corriam, também patinavam. Paradoxalmente, José Monteiro da Costa, que tanto se batera pela emancipação desportiva da mulher, acabaria por deixar que (ninguém imagina bem porquê) nos primeiros estatutos se encontrasse, a páginas tantas, artigo que não deixa de conter em si bacilo de machismo ou de marialvismo: "As propostas para admissão de menores de 17 anos e senhoras casadas deverão trazer por escrito a autorização dos pais, tutores ou maridos, excepto quando algum destes é um dos proponentes." (!) De qualquer modo, nada que se comparasse à moral de Vaz Preto.” [Texto em itálico in "Glória e Vida de Três Gigantes", 1995 – Adaptação] 15 Dez.1907 – Primeiro encontro internacional de futebol disputado em Portugal O Real Clube Fortuna de Vigo (actual Celta de Vigo), foi o primeiro clube estrangeiro a exibir-se em Portugal, com o FC Porto, em 15-12-1907. Do jogo, no campo relvado da Rua da Rainha, os relatos da época são escassos, nem se sabendo o “score” final. Os únicos registos são fotográficos o que permite identificar os jogadores portistas que participaram nessa histórica partida de futebol. A equipa do FC Porto: À frente: Romualdo Torres, Soares (g.r.) e Dumont Villares. No meio: Cattulo Gadda, Antunes Lemos e John Jones. Atrás: António Pinheiro, Ramos, Hermann Burgmann (futebolista alemão de muita categoria), Ernesto Sá e Edward de Almeida. 12 Jan.1908 – Segundo jogo com o Real Clube Fortuna de Vigo Dado o sucesso do primeiro encontro, a equipa galega voltou ao Porto para um segundo jogo, em 12-01-1908, de que também se desconhece o resultado final. Na fotografia, a equipa do Real Vigo com o seu equipamento branco e a posar para a posteridade. 31 Jan.1908 – Primeiro jogo no estrangeiro O FC Porto realizou o seu primeiro jogo no estrangeiro; deslocou-se para norte e defrontou o Real Fortuna de Vigo (desconhece-se o resultado). Nota: o primeiro clube português a deslocar-se ao estrangeiro foi o CIF, em 5 Jan.1907. Jogou com o Madrid FC na capital espanhola. Jogos entre vizinhos Em 1908 e 1909 noticiaram-se vários jogos, na Rua da Rainha, com o Leixões Sport Clube (fundado em 28 Nov.1907). 9 Out.1909 – Aprovação dos estatutos e do regulamento interno do FC Porto Na Assembleia Geral de 9-10-1909, a que corresponde a Acta nº 3, foram aprovados os primeiros Estatutos e o Regulamento Interno do Football Club do Porto. • Logo a encimar as regras, se obrigava o jogador a “usar o uniforme do Clube, que consta de camisa de malha azul e branca às faixas verticais, calção preto e calçado próprio”. • Missão a cumprir: “propaganda da modalidade por vilas e cidades do Norte, sensibilização das populações para a leitura, higiene e exercício físico”. Primeiro Relatório e Contas O primeiro Relatório e Contas do FC Porto, aprovado por unanimidade em Assembleia Geral, em 1909, reflecte a ambição de projectar o Clube para grandes cometimentos, dotando-o de estruturas prestáveis e propagandeando o desporto, nem que para tanto houvesse que remover escolhos que minavam o ânimo mas que acicatavam o espírito de conquista. Eis trechos do documento: Instalou-se o Clube tão modestamente quanto lho permitiam os seus minguados recursos, na Rua da Rainha n.º 371, ocupando a casa onde actualmente está o vestiário, banheiro, etc., e o campo de jogos anexo. Ali foi frutificando e espalhando os benefícios de uma forma animadora e lisonjeira para os seus fundadores. Em 20 de Fevereiro de 1907 foi eleita a primeira Direcção… (…) Apesar de lutar com falta de recursos, esta Direcção conseguiu com um trabalho insano e digno do maior elogio conquistar para o Clube uma animadora e franca simpatia por parte dos amadores de sports, entregando-nos em 10 de Fevereiro de 1908 a gerência com um número de sócios já elevado, 180, e as melhores esperanças de um futuro próspero. (…) E foi animada por os mais ardentes desejos de reformar tanto quanto possível o que mais urgente se tornava, que a gerência de 1908 a 1909 tomou posse do seu cargo. (…) O excelente efeito que produziram as obras no campo e na casa de vestiário era já esperado e, com prazer, registamos aqui o facto de bastantes dos actuais sócios se terem inscrito após a primeira visita às dependências renovadas do Clube. Para coroar a nossa expectativa (…) o aumento de número de sócios, que sendo de 180 ao tomarmos posse da gerência, era de 237 ao terminar da primeira época de 1908 (antigas instalações) e de 285 ao terminar da época de 1909 (novas instalações). Não queremos dizer que sejam excelentes as condições… (…) Muito falta ainda fazer. (…) Mais não fizemos para não onerarmos o cofre do Clube… (…) Esta agremiação pode descansar algum tempo sem temer que, enquanto os seus recursos se reforçam, os sócios lhe fujam por falta de comodidades. (…) Equipa de 1909 – De pé, Elísio Bessa, Manuel Valença e Vitorino Pinto; no meio, Mário Maçãs, Camilo Figueiredo e Magalhães Bastos; em baixo, José Bacelar, Camilo Moniz, Henrique Yerro, António Portal e Ivo Lemos. 1910 – O primeiro emblema do FC Porto Criado o primeiro emblema do clube, uma bola de futebol (em azul e raiada de branco) com as iniciais FCP. 3 Abr.1910 – A primeira vitória internacional registada No Campo da Rainha, em 3-4-1910, a equipa do FC Porto recebeu o Real Fortuna de Vigo e venceu o jogo por 2-1. Foi a primeira vitória internacional registada e contra um adversário muito forte. • Notas: É controversa a data e o resultado do jogo em que o FC Porto conquistou a sua primeira e registada vitória de âmbito internacional. Várias publicações aludem a uns 4-1 sobre o Real Vigo mas, quanto à data, acham-se hipóteses em profusão desmedida. Sopesando as conjecturas, dei como certo o dia 17 de Março de 1912 como aquele em que o FC Porto venceu os galegos por 4-1. Estaria, assim, resolvido o imbróglio… Contudo vim a descobrir informações de uma outra vitória do FC Porto, com o mesmo adversário, ocorrida quase 2 anos antes. As fontes, um opúsculo e dois sítios na internet, que listam os resultados de equipas portuguesas com congéneres estrangeiras, referem o dia 3 de Abril de 1910 e o triunfo por 2-1 em jogo realizado no Porto. As fontes são insuspeitas, como tal considerei o informe verídico. 29 Mai.1910 – O arranque do atletismo O atletismo, com carácter oficial e competitivo, nasceu no FC Porto. O primeiro grande concurso atlético foi disputado no Campo da Rua da Rainha. 5 Out.1910 – Viva a República, Porto (Clube e Cidade) imbuído de alento, José Monteiro da Costa, republicano convicto, exultante. A relva do campo da Rainha, o estrume e a noiva… O campo da Rua da Rainha fervilhava. Nas múltiplas manifestações desportivas havia público a rodos. Os jogos de futebol estavam enquadrados por espectadores entusiásticos onde não faltava o elemento feminino. Após um duelo mais impetuoso entre atletas, uma massa de gente invadiu o campo e, com o olhar investigador, procurou nas canelas dos futebolistas as... negras deixadas pela luta renhida. Entre os "invasores" algumas senhoras que para ali foram na intenção de mostrar as suas faustosas "toilettes". Uma delas, elegante como uma "miss", noiva dum jogador que caíra, acercou-se e, ao ver-lhe o joelho, gritou: "Ah! Alfredo! Podes ficar sem uma perna!" Carinhosamente, com aquela candura das noivas, preparava-se para cuidar o ferimento, quando o Alfredo exclamou, esquivando o joelho: "Oh! Não, meu anjo, não ponhas a mão que cheira mal..." A relva do campo fora estrumada dias antes! [in "Glória e Vida de Três Gigantes", 1995 – Adaptação]. Desenho assinado por um desconhecido de seu nome R. Machado, que revela o que eram as instalações desportivas do FC Porto na Rua da Rainha. As zonas delimitadas do campo para a prática de várias modalidades ilustram o ecletismo do clube logo nos primórdios da sua existência. Equipamentos da década Como já vimos, as camisolas do FC Porto não se mostraram logo listadas de azul e branco. As ilustrações (em cima) relembram-nos o equipamento da primeira equipa oficial do Clube, em 1906, e o uniforme “à Arsenal de Londres”, com calções e meias azuis, de 1907. Neste mesmo ano surgiu a sagrada camisola às riscas verticais azuis e brancas. Em 1909, dando cumprimento aos primeiros estatutos, os calções eram de cor preta. Nota: os uniformes do Clube, os equipamentos dos jogadores são uma parte riquíssima da história do FC Porto. A exposição não ficaria acabada se não se fizesse uma abordagem, tão completa quanto possível, a essa componente do património histórico do nosso Clube. Em cada capítulo serão revelados, em ilustrações que se anseia sejam fidedignas, os equipamentos do período concernente. Está em conclusão um trabalho que abrange todos os equipamentos usados ao longo da existência do FC Porto. Em breve, à margem da publicação da história, será apresentado esse estudo que espero seja do agrado dos nossos leitores. Que constitua uma boa surpresa… Efeméride da década 1901-1910 – Inauguração da Livraria Lello Em 1906, José Monteiro da Costa empreendeu o relançamento do FC Porto. No mesmo ano ocorreu um evento de enorme importância para a cultura portuense. Eis trechos de um texto, alusivo ao acontecimento, da autoria da investigadora Rosário Carvalho: No dia 13 de Janeiro de 1906 inaugurava-se, no Porto, a Livraria Lello, causando grande impacto no meio cultural da época. Tratava-se de um espaço de tradição livreira, uma vez que já aí tinha sido fundada a Livraria Chardron, em 1869. José Pinto de Sousa Lello constituiu sociedade com o seu irmão António Lello, passando a livraria a designar-se Lello & Irmão, Lda. O edifício, de carácter ecléctico, com fachada neogótica, foi concebido segundo projecto do engenheiro Xavier Esteves, destacando-se fortemente na paisagem urbana envolvente. A fachada apresenta um arco abatido de grandes dimensões, com entrada central e duas montras laterais. A decoração é complementada por motivos vegetais, formas geométricas e a designação "Lello e Irmão", sobre as janelas. No interior, os arcos em ogiva apoiam-se nos pilares em que o escultor Romão Júnior esculpiu os bustos de escritores como Antero de Quental, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro, sob baldaquinos rendilhados, de linguagem neogótica. O grande vitral, onde se pode ler a divisa "Decus in Labore", é uma das marcas mais significativas da livraria, pelas dimensões e riqueza de tons; tal como a escadaria de grandes dimensões, de acesso ao 1.º piso, e os tectos trabalhados. A Livraria Lello é um dos mais emblemáticos edifícios do neogótico portuense. Entretanto, modernizou-se, com o objectivo de se adaptar aos tempos presentes. Foi criada uma nova sociedade - Prólogo Livreiros, S.A. – de que faz parte ainda um dos herdeiros da família Lello; todo o interior foi restaurado em 1995 e a Livraria está apta a responder aos novos desafios com um serviço actualizado e informatizado, disponibilizando ainda um espaço de galeria de arte e de tertúlia entre intelectuais, que constitui um importante pólo cultural da cidade do Porto. [Trechos de texto de Rosário Carvalho] Notas: - Compareceram à inauguração nomes como os de Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, entre outros. - A Livraria Lello é descrita por Enrique Vila-Matas como "A mais bonita livraria do mundo"; em 2008 o periódico inglês The Guardian considerou-a a terceira mais bela do mundo. - Localização: Rua dos Clérigos, Porto. - Os portuenses podem orgulhar-se desta jóia da arquitectura e da cultura portuguesas. Compartilhar este post Link para o post
fns Publicado 28 Setembro 2012 Tenho de ler o resto mas reputo já :prayer: Compartilhar este post Link para o post
Mr. White Publicado 28 Setembro 2012 PARABÉNS MELHOR CLUBE DO MUNDO :heart: :heart: Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 28 Setembro 2012 Os ultimos 2 símbolos melhoraram o brilho, foi isso? :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post