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Merkel: "Portugal tem demasiados licenciados"

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Visitante

 

(2) Essa ligação entre o mundo laboral/mundo académico não existe, porque ninguém dá valor a isso. Todos falam dessa articulação, mas ninguém quer saber dela para nada, é o chamado para inglês ver. As universidades têm os seus interesses e as empresas também, sendo que nenhuma destas partes quer abdicar das suas exigências. Ao nível daquilo que falei acima, gestão das vagas nos cursos em termos da percentagem de desemprego na área, isso, quanto a mim, seria fundamental para ajudar à empregabilidade em certas áreas que estão sufocadas;

 

 

Tanto a Católica em Lisboa, como a Nova têm articulação com as empresas, pelo menos a nível de economia/gestão, e sobretudo a nível de mestrado/mba/doutoramentos, etc. Aliás, há muito poucas vagas (daí ser bastante caro), todo o curso é desenhado tendo em vista a sua utilidade prática, há actividades semanais com representantes das mais importantes empresas do país (muitas delas parceiras) e antes de acabares o curso já estás a ser contactado para ir a entrevistas ;)

Editado por Visitante

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Eu sou sincero, acho que o ensino superior em Portugal é demasiado redutor, aqui as coisas funcionam com base na media e no status.

 

É praticamente impossivel exigir a um miudo de 18/19 anos que saiba o que quer fazer no resto da sua vida, sim porque aqui as pessoas continuam a acreditar que um emprego é para a vida, e se tirar um curso é para exerceres na area do teu diploma até te reformares.

 

Na minha forma de ver, existe uma sobreposição de conteudos aberrante em termos de cursos, se formos pegar por exemplo nas engenharias, praticamente 2/3 das disciplinas são comuns a todos os cursos, no entanto existe uma segmentação enorme, se entras em engenharia informatica, tens praticamente as mesmas cadeiras que um aluno que entre em engenharia civil, ou até engenharia quimica, durante os 2 primeiros anos, no entanto têm areas de aplicação completamente diferentes. Se existisse alguma racionalização de recursos, deveria haver um curso de engenharia, com as especializações no final, já que grande parte dos cursos apresentam disciplinas semelhantes, seriam agrupados por sectores, no final do 2º ano, o aluno, escolheria a especialização que achava mais interessante para o seu futuro, e poderia optar por uma delas.

 

Quem diz as engenharias fala de outras areas como as das ciencias da saude, em que o plano curricular é extremamente semelhante, tanto para enfermagem, como analises clinicas, e até mesmo medicina, têns muitas disciplinas que são iguais e comuns a todos os cursos.

 

O tratado de Bolonha veio facilitar as mudanças de curso, e as equivalências, de forma a que um individuo possa mais facilmente estudar outras areas, mas isso não é tudo.

 

As taxas de empregabilidade não podem ser o unico facto de decisão na hora de manter um curso aberto ou encerrado, não se pode simplemente fechar cursos, porque se não corre-se o risco de haver deficite de profissinais nessa area, deve sim ser um factor de para determinar o numero de vagas existente no pais, a distribuição delas deveria ser entregue às universidades/politecnicos, eles que se reunão e cheguem a um acordo, em relação a quem fica com o quê.

 

Não pode ser permitido como acontecia e acontece, uma escola superior, formar anualmente mais 300 profissionais, e nesse mesmo distrito, outras formarem outros tantos, que é o que acontece sistematicamente por exemplo com enfermagem, em media saem das escolas todos os anos cerca de 2500 enfermeiros, que não conseguimos absorver, por varios motivos.

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kareca, isso pode não se dever somente ao facto de serem "recém-licenciados", mas sim porque não se sabem desenrascar e isso já parte da personalidade das pessoas. Por outro lado, algumas universidades/faculdades/cursos não estimulam a autonomia e pro-atividade dos estudantes, ajudando a que eles se tornem em receptores de informação passivos.

 

A tua resposta prova que é mesmo por serem recém-licenciados.

O tempo que eles demoram a absorver as coisas é estupidamente prejudicial.

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No meu trabalho vê-se bem como o pessoal recém-licenciado chega. Parece que não conseguem puxar pela cabecinha antes de perguntar as coisas. São uns atadinhos que jazus.

Eu quando comecei a trabalhar, no primeiro mês o que fiz mais foi googlar. E como eu, foi igual para os outros que entraram. Mas a malta de informatica tá mais habituada a desenrascar-se penso eu de que.

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E os dos outros cursos, com certeza, que também se hão-de desenrascar, é preciso é que não sofram de preguiça mental.

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tu não és um deles está visto :mrgreen:

Cerca de 32 horas consecutivas acordado resulta nisso :mrgreen:

 

neste site dá para ver algumas licenciaturas interessantes

http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/OfertaFormativa/CursosConferentesDeGrau/CiclosAutorizados/

 

 

Educação Ambiental e Cultural

 

Design de comunicação

 

Ciencias do consumo

 

Turismo Sustentavel

 

Estudos Europeus, Estudos Lusófonos

 

:mrgreen:

Desses todos, o unico onde vejo verdadeiros problemas é com design de comunicação e ciências do consumo, que nem entendo bem o que seja

 

O maior problema em Portugal é o facto de teres tantas areas com tanto pessoal. Porque raio é que existem prai 1000 vagas em Engenharia Civil todos os anos, por exemplo? Quem diz Civil, diz outras engenharias semelhantes, ou mesmo Medicina, onde ha tanto pessoal a entrar por ano e continua a haver falta de médicos.

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Outros dos motivos da Merkel não curtir licenciados cá é porque ainda ontem o Paulinho Portas foi fazer um biscate a Viana a uma fabrica que trabalha para a VAG na área de componentes, para depois o Hans que ganha 2500€ fazer 2,6 carros por dia juntando as duas partes e colocar o selo de produto de Doixelande e ela sabe que a periferia europeia são os únicos MANSOS que fazem esta m*rda para eles ficarem com o produto de valor acrescentado.

 

Tentaram fazer o mesmo com a China para comerem ainda mais e só levaram foi na peidah, a Bosch "abriu" (porque nenhuma empresa tem fabricas, têm consórcios que se candidatam a produzir por um lucro mínimo e por magia a chefe da administração financeira é alguém do grupo), uma porrada de fabricas na China, para azar deles eram próximas uma das outras, quando os Chineses descobriram que tinham basicamente tudo para montar o produto final mandam a Bosch pra pqp e continuaram a fazer tudo eles.

 

Bosch/Einhel/Eheim/Bavaria tudo coisas que eram só de montar e por selo Germany e os chineses fazem com outros marcas, as marcas automóveis têm agora sites como o Alibaba a vender peças para todas as marcas diretamente das fabricas.

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