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Pat Riley

Treinadores Portugueses no Estrangeiro

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Emigrantes e campeões: Não é mito urbano

 

José Mourinho, Paulo Sousa, André Villas-Boas, Vítor Pereira e Pedro Caixinha são apenas os mais vitoriosos dos 250 portugueses além-fronteiras esta época

 

Há treinadores confiantes. E depois há treinadores portugueses. Mário Wilson, 1995: “Há poucos treinadores no mundo ou, se quiser, dificilmente haverá muitos no mundo melhores do que eu.” José Mourinho, 2004: “Se quisesse um trabalho fácil, teria ficado no Porto, numa bela poltrona azul, o troféu da Liga dos Campeões a meu lado, Deus e, depois de Deus, eu.” Jorge Jesus, 2014: “Não acho que seja o melhor treinador português, acho que sou o melhor do mundo.” Dos três corajosos, Jesus foi o único que não se aventurou no estrangeiro. Mas podia, se quisesse, não por incentivo governamental mas tendo em conta que foi um dos seis portugueses que se sagraram campeões em 2014/15 (sete, se incluirmos o futsal, uma vez que Orlando Duarte venceu na Letónia). A saber (tome fôlego para esta lista): José Mourinho, pelo Chelsea (Inglaterra); Paulo Sousa, pelo Basileia (Suíça); Pedro Caixinha, pelo Santos Laguna (México); André Villas-Boas, pelo Zenit (Rússia); Vítor Pereira, pelo Olympiakos (Grécia); e, claro, Jorge Jesus, pelo Benfica. E isto sem contar com Jesualdo Ferreira, que está prestes a tornar-se campeão no Egito, pelo Zamalek, e Toni, que perdeu o campeonato iraniano, pelo Traktor, na última jornada.

 

A explicação para tantas vitórias lá fora — além da evidente crença nas próprias capacidades — é simples, diz ao Expresso José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF): “O treinador português é encarado como sinónimo de qualidade porque tem qualidade.” É difícil discutir com uma tese tão direta quando se olha para os números: na época que agora terminou, houve cerca de 250 misters portugueses (de futebol e futsal) a exercer a profissão no estrangeiro. E o número tem aumentado praticamente todos os anos, assegura a ANTF. Desde o longínquo ano de 1985, quando Rui Caçador se tornou o primeiro português campeão no estrangeiro, no Costa do Sol, em Moçambique.

 

O futuro do futebol na China é português

 

Num ano, a China passou a ser o país onde estão mais técnicos portugueses: 36. E o número irá aumentar para 50 em breve, diz ao Expresso Joaquim Rolão Preto. A culpa é da Winning League Figo Football, uma rede de escolas de formação que tem como objetivo desenvolver o futebol no país. “Cheguei com seis treinadores, em março do ano passado, para a inauguração em três cidades. Neste momento já estamos em 12 cidades”, explica Rolão Preto, diretor técnico da academia presidida por Luís Figo.

 

Levar tantos portugueses não foi difícil, porque há “uma imagem de marca” mundial do treinador luso, criada por José Mourinho e Carlos Queiroz, diz. “Temos o know-how e a adaptação não é difícil, porque é uma experiência cultural, o país é seguro e gostam de estrangeiros”, assegura o técnico de 55 anos que foi adjunto de László Bölöni no Sporting e já passou por França, Bélgica, EAU, Grécia e Qatar. “Nós no futebol não somos o típico emigrante que tem mesmo de sair. No meu caso é uma vontade de ter novos desafios e conhecer outras culturas”, explica, apontando a baixa média de idades dos portugueses que estão na China a ganhar anualmente cerca de 24 mil euros (com alojamento): 30 anos. “As novas gerações mostram muita curiosidade e vitalidade.”

 

O melhor amigo de um treinador na Noruega: roupa interior de lã

 

“Se queria ser alguém no futebol sabia que tinha de ser eu a trilhar o meu caminho. Em vez de me queixar, fui à procura. Mandei um CV e vim parar à Noruega”, conta Hugo Vicente, que era coordenador da formação do Braga, antes de partir, em 2013. Hoje, vive na pequena ilha de Bergsøy, onde coordena toda a formação e lidera a equipa sénior local, da 3ª divisão. “O maior choque são as condições de trabalho, que metem inveja à maioria dos clubes da I Liga em Portugal”, explica o treinador de 37 anos. E o frio, claro. “No primeiro treino que dei — estavam sete graus negativos — vi um treinador com um fato à pescador e botas de agricultor e pensei: ‘O que é isto, meu?’ Fui equipado normalmente, fato de treino e chuteiras. Fiquei congelado [risos]. A partir daí nunca mais larguei as meias e a roupa interior de lã”, conta. “Mas agora com oito graus já ando de t-shirt. É tudo uma questão de hábito.”

 

A competitividade é mais baixa na Noruega — “a parte social é muito importante para eles, preferem ter 600 miúdos medianos a jogar do que 100 muito bons” —, mas Hugo Vicente aprecia o estilo de vida nórdico e o apoio que recebe do clube e das associações. “Vêm aos clubes dar formação aos treinadores e aos diretores também, uma coisa que em Portugal seria impensável”, explica. “Há um ano quis trazer dois portugueses mas só um pôde vir. Então o clube propôs que se dessem as condições financeiras do que não veio ao que veio. Aqui ninguém explora ninguém. Não tenho um ordenado milionário, porque o custo de vida é elevado, mas recebo entre três e quatro mil euros, com casa”, diz. “Não sou emigrante por necessidade, mas é claro que isto me dá uma estabilidade que não teria em Portugal, onde muitos treinadores estão a recibos.” Para ganhar, mais vale emigrar. Mesmo que não seja Passos a incentivar.

 

Expresso

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Desses 6 que foram com o Rolão Preto, 3 eram do Belenenses que foi com quem estagiei o ano passado.

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Esse pessoal, que vai para a Noruega e para a China, que tipo de experiência e formação é que costumam ter? Não os que vão para lá treinar na Primeira Liga, obviamente, mas os que vão desempenhar papéis na formação ou em equipas de escalões mais baixos...

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Esse pessoal, que vai para a Noruega e para a China, que tipo de experiência e formação é que costumam ter? Não os que vão para lá treinar na Primeira Liga, obviamente, mas os que vão desempenhar papéis na formação ou em equipas de escalões mais baixos...

Não percebi muito bem a pergunta, mas os que foram para a China que conheço só trabalharam em formação, como principais e adjuntos sendo que um deles que foi o mais "requisitado" também já tinha muita experiência como coordenador, que penso que seja o que eles procuram lá fora...

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Não percebi muito bem a pergunta, mas os que foram para a China que conheço só trabalharam em formação, como principais e adjuntos sendo que um deles que foi o mais "requisitado" também já tinha muita experiência como coordenador, que penso que seja o que eles procuram lá fora...

 

E a nível de cursos? UEFA II e III presumo, certo?

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Desses 6 que foram com o Rolão Preto, 3 eram do Belenenses que foi com quem estagiei o ano passado.

Tão e tu não quiseste arriscar?

Hum deduzo que todos têm o nível II.. Por curiosidade, como é o tempo na China?

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E a nível de cursos? UEFA II e III presumo, certo?

Tinham nível II. Nível III e mais complicado estando a treinar em Portugal e isso é uma porta que a China abre, porque agora com referências do Figo e do Rolão Preto tiram o nível III a cagar.

 

Tão e tu não quiseste arriscar?

Hum deduzo que todos têm o nível II.. Por curiosidade, como é o tempo na China?

Eu estava a estagiar no Belém e ninguém me convidou :mrgreen: Se não quisesse arriscar não tinha ido para França...

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Tinham nível II. Nível III e mais complicado estando a treinar em Portugal e isso é uma porta que a China abre, porque agora com referências do Figo e do Rolão Preto tiram o nível III a cagar.

 

 

:fixe:

Já agora Fábio, vais continuar no Bordéus? Como é que foi o estágio?

Gosto sempre de ouvir a malta a partilhar este tipo de experiências :biggrin:

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Tinham nível II. Nível III e mais complicado estando a treinar em Portugal e isso é uma porta que a China abre, porque agora com referências do Figo e do Rolão Preto tiram o nível III a cagar.

 

Eu estava a estagiar no Belém e ninguém me convidou :mrgreen: Se não quisesse arriscar não tinha ido para França...

Pois é nem me lembrava que tinhas estado no Bordéus.

Como é isso de facilitar o nível III, tiram na China ou na mesma por cá? Não tarda vais para lá, tens os connectings e tal ;)

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Cheguei com seis treinadores, em março do ano passado

 

Fdx, nem consigo ler isto :cry:

 

"Ah e tal, afinal o chinês diz que és muito novo..."

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Pois é nem me lembrava que tinhas estado no Bordéus.

Como é isso de facilitar o nível III, tiram na China ou na mesma por cá? Não tarda vais para lá, tens os connectings e tal ;)

Nem cá nem na China, tiram na Escócia. Mas vão referenciados portanto praticamente têm entrada garantida...

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Há quem tire em Inglaterra ou na Irlanda do Norte também...

 

A Escócia até nem é fácil, porque mesmo que tenhas Nível II de cá, como é um processo de equivalência que não é logo directamente o UEFA B, tens de fazer os grassroots, C License e B License deles antes da A License... Demora pa crl...

 

Na Irlanda do Norte acho que é mais directo por exemplo...

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Eu disse que era mais fácil para entrar, não estou propriamente por dentro de todo o processo :mrgreen:

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eu agora acabando a licenciatura tenho nivel I, como é mais facil para tirar o II? meter me no reino unido ou tentar tirar ca?

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Primeira coisa a saber é que se tirarem no estrangeiro vos vai ser pedido um UEFA Cross Border que é um documento dado e assinado pela FPF em como podem ir ao estrangeiro tirar o curso e em como o curso tem equivalência cá. As Federações pedem sempre.

 

Segunda coisa é que a FPF para tudo o que seja menos que o UEFA B não concede Cross Border's a menos que tenham meio de contornar o sistema com um conhecido lá dentro ou um favor, porque não reconhecem o primeiro nível de qualquer país do UK como equivalente visto que cá demora uma série de tempo e lá é tipo meia dúzia de horas.

 

Logo, dificilmente conseguem tirar no estrangeiro logo à partida.

 

Ainda assim, poderão ser mais brandos em Inglaterra ou na Irlanda do Norte do que são na Escócia e não vos pedirem Cross Border. Mas duvido.

 

Depois para o UEFA B têm de fazer isto:

 

Em Inglaterra:

 

1º Passo

 

THE FA SAFEGUARDING CHILDREN WORKSHOP

 

- 3 horas

 

+

 

THE FA EMERGENCY AID (EA) COURSE

 

- 3 horas

 

! Deverão conseguir fazer isto numa ou duas semanas por lá se apanharem duas datas juntinhas, quiçá até num fim de semana ou assim se tiverem sorte.

 

2º Passo

 

THE FA LEVEL 1 AWARD IN COACHING FOOTBALL

 

- 24 horas (uns 3 dias presumo...)

 

3º Passo

 

THE FA LEVEL 2 CERTIFICATE IN COACHING FOOTBALL

 

- 75 horas (uns 9 ou 10 dias...)

 

! Com isto tudo já de certeza que passaram pelo menos entre 2 a 4 meses porque as datas não são todas umas a seguir às outras. Posto isto, têm o nível 1 deles e precisam mesmo de o fazer antes do UEFA B por imposição da FA.

 

4º Passo

 

THE FA UEFA B LICENCE

 

- 17 dias que acho que são seguidos.

 

-

 

As entradas nos cursos na FA Inglesa presumo que não sejam muito fáceis para quem não tenha boas referências de bons clubes a nível europeu (isto para gajos de fora do UK) sobretudo no UEFA B.

 

Na Escócia

 

1º Passo

 

LEVEL 1.1

 

- 1 dia

 

LEVEL 1.2

 

- 1 dia

 

LEVEL 1.3

 

- 2 dias

 

PHYSICAL PREPARATION

 

- 1 dia (em qualquer altura, não obrigatoriamente depois dos outros 3, mas definitivamente antes da C License)

 

2º Passo

 

C LICENSE

 

- 1 semana

 

! Demoram uns 6 meses a fazer isto tudo...

 

3º Passo

 

UEFA B LICENSE

 

- 9 dias numa altura + 2 dias separados de "tutorial" + 2 dias de avaliação (mais ou menos 1 ano)

 

! Só abre uma vez por ano.

 

-

 

Na Irlanda do Norte não sei, mas um ex-colega foi lá fazer o UEFA B sem mais nem menos, presumo que seja mais fácil, mas pode ter sido noutro regime que não o normal...

Editado por infinito

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eu agora acabando a licenciatura tenho nivel I, como é mais facil para tirar o II? meter me no reino unido ou tentar tirar ca?

Em termos de burocracia é mais fácil cá, que agora o nível II já abriu outra vez, em termos de tempo é mais fácil no estrangeiro.... o nível II cá agora são alguns 6 ou 7 meses de teoria com os exames e a época desportiva seguinte em estágio num clube.

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Há quem tire em Inglaterra ou na Irlanda do Norte também...

 

A Escócia até nem é fácil, porque mesmo que tenhas Nível II de cá, como é um processo de equivalência que não é logo directamente o UEFA B, tens de fazer os grassroots, C License e B License deles antes da A License... Demora pa crl...

 

Na Irlanda do Norte acho que é mais directo por exemplo...

Se eu for para lá (Inglaterra) com o nível I (UEFA C), passo logo para o B na boa ou não?

 

Edit: vi o teu post completo, estou a ver que para isso ainda tenho de tirar cenas do I :s

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É que o C não é UEFA. É grassroots local...

Não? Que estranho, pensava que com a mudança dos cursos já eram reconhecidos lá fora. Fdx...

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Citação do site "Maisfutebol"

lg_maisfutebol.png

Egipto: Jesualdo Ferreira campeão sem jogar

O Zamalek sagrou-se esta terça-feira campeão do Egipto. A equipa orientada pelo português Jesualdo Ferreira beneficiou do empate do Al-Ahly frente ao Smouha (1-1) e nem precisou de jogar para garantir o título. O Zamalek era líder do campeonato, a duas jornadas do fim, com mais seis pontos que o Al-Ahly, e precisava apenas que os rivais do Cairo não vencessem o seu jogo, o que veio a acontecer. Jesualdo Ferreira consegue assim conquistar o primeiro título fora de Portugal, e logo na sua época de estreia como técnico do Zamalek.

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Desses 6 que foram com o Rolão Preto, 3 eram do Belenenses que foi com quem estagiei o ano passado.

Foram há uns dias mais algum, sendo que um deles foi meu colega de curso no nível I (deduzo que faça lá a parte prática deste mesmo nível. Bem nice).

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Pelo que já me chegou aos ouvidos é para continuarem a ir para lá alguns, pelo menos , nos próximos 2 anos.

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Pelo que já me chegou aos ouvidos é para continuarem a ir para lá alguns, pelo menos , nos próximos 2 anos.

Tu és um deles :grin:

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