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Carlos Gouveia

[FM'15] Futebol em Estado Nobre

Publicações recomendadas

Acho que o Guilherme quer dar um passo demasiado grande.

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Eu sou um profissional!

 

Ao contrário do que esperara, nenhuma equipa profissional me quis. Não apareceu nenhum convite da Segunda Liga e Agosto chegou. Com ele, começaram os campeonatos e as equipas estavam fechadas, cada uma com o seu treinador e eu em casa, sem trabalho, mas sem estar minimamente preocupado.

 

Acabou por chegar Setembro e o fim do período de transferências. Foi um período mexido, com várias mudanças, algumas surpreendentes, outras não tanto.

 

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Em Portugal, há a destacar as vendas de Aboubakar para o PSG e Quintero para a Juventus, por 12,75M€ e 11,25M€, respetivamente, e as chegadas de Víctor Ruiz e Iago Aspas à Luz por 2M€ e 6,5M€ e de Lucas Silva ao Dragão por 3,2M€. Abdoulaye Ba também foi vendido ao Lyon por 1,9M€, Lima voltou ao Brasil (Atlético Mineiro) por 1,5M€, Éder foi para o Olympiacos por 925m€ e Jardel saiu por apenas 210m€ para o Fluminense. Curiosamente, o central brasileiro acabou por ser emprestado ao Espanyol ainda antes do fecho do mercado.

 

Em Lourosa, para o meu lugar foi um Isidro Beato, responsável pela descida do Loures aos campeonatos distritais, o que me deu um certo regozijo, porque aquele sujeito vai agora perceber o que perdeu, o que deixou sair por causa da sua falta de respeito.

 

A próxima equipa a contactar-me foi o Espinho. Depois de me terem vencido e de contra mim terem perdido, perceberam que eu era de qualidade superior e tentaram. Mas sem sucesso, estava obstinado a ir para um campeonato profissional. Seguiu-se o Anadia e o ambiente em casa começava a ficar mais pesado. A pressão dos meus pais fazia-se notar, mas eu já mostrei que não cedo a pressões e voltei a recusar. Recusei o Anadia, o S. João Ver, dias mais tarde. Mas nada aparecia que me agradasse. Chegou Novembro e uma proposta do Estarreja, mais uma vez recusei. O Vilaverdense tentou recrutar-me, mas não era o clube indicado para mim.

 

Já não suportava ouví-los a tentarem forçar-me para aceitar o que quer que fosse, até que apareceu uma entrevista num clube que me agradou.

 

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Era uma boa oportunidade e lá fui eu. Estavam em 22º e queriam um lugar a meio da tabela. "Claro que consigo, basta olhar para o que fiz no ano passado". Não tive sucesso, preferiram um homem sem qualquer experiência e, creio eu, sem qualquer qualidade. Foram para o Ricardo, o ex-guarda-redes da seleção, o causador da nossa derrota no Euro 2004. Iam arrepender-se e não deixa de ser curioso que o capitão seja o Quim e o treinador o Ricardo, mas eles lá saberão.

 

Com isto tudo, chegou Dezembro e eu sem emprego. A pressão familiar tinha acalmado um pouco quando viram o Aves a contactar-me, mas continuava a existir. No dia 11, mais um contacto da Segunda Liga.

 

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Preferiram o Lázaro Oliveira. Mais um erro, mas uma equipa que se irá arrepender. Pelo caminho recusei o Famalicão, o Vila Real, entre outras.

 

Com tudo isto, ainda hoje, o meu pai fez-me um ultimato.

 

Pai: Guilherme, és maior, não vou fazer como no ano passado, não te vou obrigar a trabalhar de graça, mas não te vou sustentar para sempre. Tens até 2016 para arranjar emprego. No dia 1 de Janeiro sais de casa, só cá ficas se arranjares emprego e não nos obrigares a passar sacríficos para te sustentar. Estás cá há meio ano e não fizeste mais nada a não ser recusar empregos.

GdeM: Mas, pai, eu sou um profissional!

Pai: Não, não és, és uma pessoa como as outras e se não queres treinar no CNS, e quantos não davam tudo para treinar aí, vais trabalhar!

 

Estamos a menos de uma semana do Natal e eu tenho menos de duas para arranjar a minha vida. Irá um descendente de D. Afonso Henriques viver na rua?

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Saí de casa

 

O Natal, este ano, ia ser mais pobre e eu não podia deixar de notar que a culpa era, de facto, minha. Sempre viveramos com algumas dificuldades, mas desde que o meu pai perdeu o emprego que tivera e foi para a fábrica que o seu salário foi muito reduzido e já não dava para sustentar dois filhos, um deles ainda em idade de estudar.

 

O ambiente era pesado, eu notava-o, por vezes já me sentia um estranho e tomei a decisão de aceitar o próximo clube que me aparecer, nem que fosse numa distrital, desde que me desse dinheiro para viver. Não quero depender destes dois que são o que são por culpa própria e sei que já desperdicei um cento de oportunidades para treinar equipas razoáveis. "Fosse hoje e se calhar não tinha recusado o Alverca ou o Espinho, o Campomaiorense ou o Maia, mas recusei e agora tenho de viver com isso", pensava eu.

 

Com o aproximar a passos largos do Natal, eu começava a tentar contactos aqui e ali, nos poucos que tinha, com vista a tentar um emprego numa equipa ao nível da que tinha estado anteriormente, pelo menos. Até que no dia 23 mais uma equipa da Segunda Liga achou que eu poderia ter perfil.

 

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Mais uma entrevista que correu bem, mas não baixei os braços e continuei a procurar clube. Nem no dia de consoada descansei, eu sei que sou bom o suficiente para o Freamunde, aliás, sei que sou bom o suficiente para o Real Madrid, mas as pessoas nem sempre são inteligentes, aliás, raramente o são e a prova disso estava no Aves e na Oliveirense que, mesmo depois de me conhecerem, decidiram recusar-me. O Aves continua no mesmo 22º em que estava quando me contactaram. Irónico, não é?

 

O Natal passou, mas a prenda ainda estava para chegar. Logo no dia 26, o que me deixou surpreendido, porque significa que há vontade e que ali se trabalha até no dia 25, se for preciso, o Freamunde volta a contactar-me, de manhã bem cedo a pedir-me para estar em Freamunde o mais depressa possível.

 

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Tratei de me levantar, fiz algum barulho o que acordou a minha mãe, que me perguntou aonde ia tão cedo em plenas férias.

 

GdeM: Vou a Freamunde, mãe.

Mãe: Outra vez? Ainda anteontem, não!, antes de anteontem lá estiveste!

 

Ela não entendia muito bem o mundo do futebol, era uma brincadeira, 22 homens a correr atrás de uma bola e a ganhar, claramente, demais aos olhos dela. Mas fui, ao contrário do que eu achava habitual, o presidente, o senhor Miguel Pacheco, apresentou-me o relatório elaborado por si, pelo treinador interino, anterior adjunto, e pelo treinador dos juniores dos 42 homens que eu tinha à disposição, porque o Landinho já não ia jogar esta época, podendo passar a 43 se quisesse chamar de volta o emprestado Filipe Machado.

 

Plantel Sénior

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Plantel Júnior

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Miguel Pacheco: Que acha?

GdeM: Acho que precisa de uma grande limpeza!

MP: Entendo isso, mas o clube não está em muito boas condições económicas. Fizemos uma aposta muito forte com o Álvaro Magalhães e não correu, de todo, bem.

 

Sacou de uma folha que tinha na secretária que, dos meus pequenos conhecimentos económicos, só consegui realçar o seguinte:

 

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Admito que o número me chocou, mas sabia que para me estar a dar tantos detalhes era porque queria que eu assinasse.

 

MP: Sabemos que é pouco, mas estamos a pensar pagar-lhe 2.500€ por mês. Que acha?

 

Eu achava muito bem, mas não quis dar a parte fraca

 

GdeM: Quantos anos de contrato?

MP: O Sr. Guilherme não tem quase experiência, sabemos que fez um bom trabalho em Lourosa, mas não queremos arriscar. Para já é apenas até ao fim da época.

GdeM: Ou seja, um contrato de meia época?

MP: E um jogo extra! Meia época e um jogo extra.

 

Não estava em condições de recusar fosse o que fosse e, até porque ia trabalhar profissionalmente, aceitei. Ia ter outro símbolo e jogar noutro estádio, um estádio bem mais pequeno que o anterior, mas que aposto que terá mais adeptos a vibrar connosco, espero conseguir encher os 3919 lugares de gente com vontade de ver uma equipa a jogar futebol de primeira na segunda.

 

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Era agora um símbolo mais nobre, mas ainda abaixo daquilo que eu mereço. Liguei para casa a dar-lhes a novidade de que ganhava mais do que eles os dois juntos. Ficaram satisfeitos, não por mim, mas pela diminuição que iria haver nos encargos da família. Acho que posso dizer que saí de casa definitivamente. Agora estou a tentar inteirar-me da realidade do clube e cedo me apercebi que tenho um trabalho complicado.

 

Classificação no final de Dezembro

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Calendário

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Não vai ser nada fácil, mas se há alguém que é capaz de manter esta equipa na segunda divisão, esse alguém sou eu. Agora, não haverá ano novo, é hora de trabalhar exaustivamente, procurando reforços, vendendo jogadores e tentando equilibrar um plantel que está completamente mal construído.

Editado por Carlos Gouveia

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Um nobre não merecia um clube tão mal posicionado na tabela! Mas enfim, treinador como és vais recuperar :)

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Veremos :lol: se calhar uma dose de humildade não fazia mal nenhum aqui ao sujeito :mrgreen:

 

 

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A análise

 

Fui, no próprio dia, buscar as coisas a casa e fiz a terceira viagem do dia, depois de ter ido a Freamunde e voltado a Chaves, regressei ao meu novo lar, porque tinha uma semana para trabalhar em tudo. Perceber quem tinha na equipa e, sobretudo, perceber que ia ser varrido daqui para fora já em Janeiro. Fiz, portanto, a análise que não fizera no Lusitânia porque agora tinha 44 jogadores em vez de apenas 20.

 

Não tinha a tática definida, nem sequer o estilo de jogo. Gosto de jogar de uma certa forma, mas preciso de ter os jogadores para isso e não posso arriscar muito que a situação está complicada. Então comecei por analisar posição por posição.

 

Guarda-Redes

 

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Aqui não vai ser difícil. O João Barreiros é para sair, o Leonardo se possível também, fica o Ricardo Neves dono da baliza com o Fábio Rabaldo no banco. Para terceiro guarda-redes servirá perfeitamente o Leandro, um junior cheio de potencial que acredito poderá chegar a guarda-redes de uma equipa da Liga NOS.

 

Defesa Direito

 

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O Nuno Paz é apenas e só um júnior, ficando como terceira opção para o lugar. O António Morais é para sair e ficamos com dois laterais bastante fracos, mas com alguma margem de progressão a lutar pelo lugar. Nenhum me agrada, mas não é uma posição onde seja obrigatório correr ao mercado para comprar. Caso chegue um titular, é preciso fazer uma nova avaliação entre o Leandro Albano e o Batista para decidir quem fica e quem sai.

 

Defesa Central

 

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Se há posição onde estamos servidos, é no centro da defesa. Mas não haverá melhor exemplo do que este de que quantidade nem sempre significa qualidade no mundo do futebol. Destes 9 só um me agrada o suficiente para ir para ser titular, o Vinícius. O Pedro Faria, o Paulo Teixeira e o José Guimarães são apenas juniores e assim vão ficar. O Jonas é para sair, ficando o Sérgio Nunes, o Sandro Costa e o Miguel Santos. Se arranjar um negócio pelo Sérgio Nunes aproveitarei e, no pior dos cenários, chamarei de volta o Filipe Machado, mas é uma posição que precisa de ser tão reforçada como a anterior.

 

Defesa Esquerdo

 

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Apenas o Carlos Alves é sénior e é, à partida, o titular. Contudo, tal como no outro lado da defesa, não me inspira confiança. O Rui Pereira é manifestamente insuficiente, mas o Hélio Costa, com apenas 16 anos, pode lutar pelo lugar. É uma posição onde é preciso reforçar para titular, senão acabei por apostar no miúdo de 16 anos.

 

Médio Defensivo

 

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Aqui tenho um titular declarado e não vou contratar suplentes. O Ruizinho era ser dono e senhor do lugar, o Fábio Pereira, ainda junior, irá espreitar oportunidades e o veterano Beck estará aqui para o que der e vier.

 

Médio Central

 

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Não vale a pena contar com o Landinho, pelo menos neste ano, portanto foi cingir a análise aos outros 5. O Patrick parte claramente à frente e será ele que vai pautar o nosso jogo. Mas o problema é a outra alternativa. O Hugo Carapinha é apenas um jovem de 17 anos. O Walter Diego, o Renato Teixeira e o Ni são maus demais para eu os deixar assumir a titularidade, sendo que procurarei colocação para os três. Ainda assim, no caso de jogar em 4-3-3, há sempre a possibilidade de usar um dos médios ofensivos aqui. Não deixa de ser uma posição que precisa de reforços.

 

Médio Ofensivo

 

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Aqui há pouco a dizer. O Carlos Barros ainda é junior, mas já tem qualidade para subir, o Rui Borges e o Ricardo Fernandes disputarão um lugar quer aqui, quer a médio centro se não for uma posição usada. O João Napoleão, o Cajó e o Marco Sousa podem procurar clube.

 

Extremo

 

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Aqui reside o meu melhor jogador. O Ansumane é jogador para outros voos e vou tentar usar e abusar dele, mas depois o Jucélio e o Fernardo Pinto são juniores sem grande qualidade para assumirem a titularidade e o Gomes, sem ser mau, está longe de ser um jogador a quem eu confiaria a titularidade. É preciso contratar, portanto, dois extremos caso se decida jogar com extremos. Caso não, o Ansumane pode sempre jogar como avançado móvel nas costas do ponta-de-lança.

 

Ponta-de-lança

 

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Apenas o João Beirão é sénior, mas, felizmente, tem qualidade para assumir a titularidade. O Armando, apesar de júnior será a sua segunda opção, ficando reservado para o Gérson N'Zinga e para o Armando a possibilidade de serem a terceira opção.

 

A sair: João Barreiros (GR), Leonardo (GR), António Morais (D D), Jonas (D C), Walter Diego (M C), Renato Teixeira (M C), Ni (M C), João Napoleão (MA C), Cajó (MA C), Marco Sousa (MA C);

A contratar: Defesa Direito, Defesa Central, Defesa Esquerdo, Médio Central ou dois Extremos.

 

Contas feitas, ficará um plantel A com 26 ou 27 jogadores. Agora a preocupação principal está na decisão entre 4-3-3 e 4-4-2 losango. Com as 10 saídas espero ganhar espaço orçamental para trazer titulares para todas as posições que preciso. Para já vou ensaiar ambas as táticas, 4-3-3 e 4-4-2 losango. Quando o dia do jogo chegar lá decidirei.

 

Quanto à equipa técnica, o Rui Dolores era o meu treinador adjunto, mas cedo me pareceu que ele estava decepcionado por não ter passado de treinador interino e que ia fazer de tudo para minar o meu trabalho. Rescindi com ele e estou agora em conversas com um Hugo Ferraz, um jovem com muito valor que irá trabalhar comigo, assim o espero.

 

Resta procurar jogadores, treinar os que tenho e ensiná-los a jogar o meu futebol. A manutenção será uma realidade e, com qualidade, conseguiremos acabar com uma margem maior do que a que manteve o Freamunde no ano passado: apenas 1 lugar.

 

Apresentei-me aos jogadores ainda nesse dia e, pelo feedback que recebi, decidi alterar os capitães. O Batista e o Jonas eram os capitães, mas a braçadeira acabou por passar para o Patrick e para o Rui Borges. Talvez já tenha corrigido aqui o primeiro dos problemas do Freamunde. Em seguida, dei ordem aos 10 primeiros para procurarem clube já em Janeiro e informei-os que tinham total liberdade para não treinar nos próximos dias, para terem mais tempo para tratar da sua carreira.

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Ao menos chegaste a um clube profissional, apesar de estar na última posição da segunda liga :lol:

Já estás a 11 pontos da manutenção e com esse plantel vai ser complicado fazer um brilharete mas também faltam muitos jogos. Veremos como corre :compinchas:

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@Sapson: nem me digas nada :lol:

 

@Steve™: o plantel é horrível, as condições financeiras são horríveis, mas veremos...

 

 

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Na terra dos capões

 

Era preciso vender para poder contratar e foram essas as funções que mandatei ao diretor do futebol do clube. Mas Dezembro terminou e propostas nem vê-las. Eu sei que se queremos algo bem feito, devemos ser nós a fazê-lo, mas eu estava por demais atarefado com os jogadores que tinha e, como não sou perfeito, apesar de quase, decidi dedicar-me àquilo que me pareceu mais imediato.

 

Com a chegada de Janeiro, não chegaram, nem saíram jogadores e resolvi reintegrar o Renato Teixeira, o Walter Diego e o Jonas para conseguir apresentar uma equipa compacta frente ao Oliveirense. Também com o início do mês veio a Bola de Ouro que, desta vez, veio para Portugal.

 

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O primeiro jogo, em Oliveira de Azeméis, aproximava-se a passos largos e nós sem contratações nem vendas. Iria estrear-me exatamente com os mesmos homens do Álvaro Magalhães na ânsia de começar desde já a somar pontos.

 

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Dei ordem ao Pedro Sousa para tentar negociar rescisões de contrato com os jogadores dispensáveis e o primeiro a sair foi o António Morais, informação que me chegou justamente antes da partida para Oliveira de Azeméis onde iria jogar. Sem extremos, ia apostar no losango, ainda que os médios centrais não fossem os melhores, dada a lesão do Patrick.

 

Oliveirense (4-2-3-1): Hélder Godnho, M. Carlos, Sérgio Silva, Gabriel Novaes, Bruno Simão, Rui Lima, Zé Pedro, P. Moreira, Renan, Pedrinho e Barnes;

Freamunde (4-1-2-1-2): Ricardo Neves, Batista, Vinícius, M. Santos, Carlos Alves, Ruisinho, H. Carapinha, Walter Diego, R. Fernandes, João Beirão e Ansumane.

 

Um junior, o Carapinha, e um inicialmente posto de lado, o Walter, no 11 por falta de melhor e era assim que ia realizar o meu primeiro jogo ao comando do Freamunde. Sabia que eles não estavam perfeitamente integrados nas minhas ideias, mas, com o pouco tempo que tive, fiz o melhor que consegui.

 

O início do jogo foi equilibrado, mas com maior ascendente da Oliveirense, contudo a primeira grande oportunidade apareceu pelos pés de João Beirão, desmarcado, que falhou na cara do guarda-redes, corriam os 21 minutos. Pouco depois, Carapinha lesionava-se e obrigava-me a mexer. Entrava Rui Borges para o seu lugar.

 

Aos 35 minutos, uma falta perto do meio-campo iria marcar o jogo. Rui Lima envia para a área, inofensivamente, Ricardo Neves ia buscar a bola ao limite da pequena área, tenta agarrar a bola escapa-lhe entre as maõs sobrando para Renan que, de baliza aberta, não falhou. Um golo absurdo, que me fazia repensar a situação do guarda-redes.

 

A Oliveirense galvanizou-se com o golo e, 2 minutos depois, de novo de bola parada, Rui Lima enviou a bola para a área e, depois de uma confusão, Sérgio Silva rematou certeiro. Ainda havia muito trabalho a fazer com estes jogadores.

 

O intervalo chegou e os jogadores pareciam impotentes no balneário. Tentei reanimá-los e rearranjar as peças para 4-3-3, mas na segunda parte tudo permaneceu igual. Aos 74 minutos, de novo de bola parada, Rui Lima, desta vez, decidiu rematar e Ricardo Neves voltou a ficar mal na fotografia, deixando o livre entrar quase no centro da baliza. O jogo estava fechado, numa exibição horrível de vários jogadores.

 

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Oliveirense 3 - 0 Freamunde

 

Na Quinta-feira, confirmaram-se as rescisões de Ni, Cajó, Leonardo, Marco Sousa, João Napoleão e João Barreiros, o que me abria uma vaga orçamental para os reforços. E não perdi tempo e procurei logo jogadores para as posições pretendidas. Confiei nos meus olheiros e negociei, vindo do AD Nogueirense, um defesa central

 

Rui Daniel - D C

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Foi o único jogador que chegou a tempo do jogo com o Tirsense, mas já era um sério candidato à titularidade ao lado de Vinícius. Não é um portento, mas parece-me melhor que os seus concorrentes diretos e comigo jogam os melhores. O que faltava da semana passou e o jogo em Santo Tirso chegou.

 

Tirsense (4-2-3-1): Rui Vieira, Rui Costa, Alexandre, Carlos André, Willian Santos, André Carvalho, R. Fernandes, Feliz, Acácio, Fabú e Paulo Ferreira;

Freamunde (4-1-2-1-2): Ricardo Neves, Leandro Albano, Vinícius, M. Santos, Carlos Alves, Ruisinho, H. Carapinha, R. Fernandes, C. Barros, João Beirão e Ansumane.

 

Algumas mudanças no 11, mas a manutenção do 4-1-2-1-2. Rui Daniel, a ultimar a recuperação da lesão que ainda sofrera no anterior clube, ficou de fora dos convocados. Carlos Barros e Carapinha eram dois juniores de 17 anos a jogar a titular.

 

Nunca fomos mais fortes, o Tirsense entrou e jogou melhor e o golo acabou por aparecer com naturalidade aos 30 minutos por intermédio de Paulo Ferreira a emendar o cabeceamento à barra de Feliz. O azar continuava a perseguir-nos e, quando tudo já esperava o intervalo, Feliz tenta um cruzamento e saca um golaço. Sem qualquer intenção, Feliz mandava-nos para intervalo a perder 2-0.

 

Na segunda parte, mais do mesmo, o Tirsense pressionava e a minha equipa defendia e defendia mal. Mas uma luz de esperança apareceu aos 65 minutos quando Hugo Carapinha finalizou um livre da direita de Hélio Costa, o lateral de 16 anos, que havia entrado para o lugar de um muito abaixo do esperado Carlos Alves. Uma jogada patrocinada pelos juniores que me fazia pensar que o Jaime tinha feito melhor trabalho do que o Álvaro Magalhães.

 

Este golo trouxe um renovar de atitude e ordenei-lhes que acreditassem. Não havia nada a perder e passei a equipa para um 4-3-3 com três avançados, Ansumane e Armando muito móveis com João Beirão no centro. Não havia nada a perder.

 

Mas foi num contra-ataque que Pedro Ferreira rematou para defesa incompleta de Ricardo Neves, na recarga Kaká não falhou e aos 82 minutos decidiu o jogo. Ainda houve tempo para mais um golo do Tirsense pelos pés de Pedro Ferreira, num golaço de muito longe, sem hipóteses para o meu guarda-redes.

 

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Tirsense 4 - 1 Freamunde

 

Tinha agora 2 semanas para corrigir tudo aquilo que estes homens faziam mal antes de defrontar o Leixões na minha estreia em Freamunde. Entretanto, outra contratação foi fechada. Desta vez um lateral direito, com experiência de Segunda Liga pelo Varzim, que vinha fazendo uma época aceitável no Sertanense.

 

Sérgio Caetano - D D

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Mais um jogador na linha do Rui Daniel. Sem ser bom e sem ter grande nível para a Segunda Liga, era isto que o nosso orçamento nos permitia contratar e viria para lugar pela titularidade.

 

Logo a seguir veio um velho conhecido, um jogador que me tinha acompanhado no Lusitânia e nem sequer tinha sido titular absoluto. Um jogador que pode jogar tanto a extremo como a ponta-de-lança, mas que a ponta-de-lança já tem um historial absurdo de falhanços sob o meu comando. Falo-vos do Alan Junior que estava sem clube desde o fim da época passada e virá, sobretudo, para extremo direito.

 

Alan Junior - E D

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Não tardou a chegar um médio centro. Um veteraníssimo de 35 anos, irmão de um dos melhores jogadores portugueses da atualidade, vinha tentar imitar o irmão no controlo do nosso meio-campo.

 

Nélson Moutinho - M C

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Seguia-se um empréstimo, vindo de um colosso do futebol mundial. Tidjane Baldé, extremo esquerdo, vinda por empréstimo do Inter, o que já me permitia almejar jogar com extremos em 4-3-3.

 

Tidjane Baldé - E E

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Um protocolo com o Santo André do Brasil permitiu-nos trazer dois jogadores, Neto, guarda-redes, e Souza, médio ofensivo, chegaram a Portugal deste modo, sendo que a chegada do Neto marca a minha insatisfação com o Ricardo Neves.

 

Neto - GR

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Souza - MO C

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O grande investimento do defeso foi precisamente noutro defesa central, que com a folga proporcionada pelas saídas, veio receber mais do que os anteriores. Também veio um extremo emprestado, a fazer grande época pelo Tourizense e a terminar contrato, será contratado caso satisfaça e um ponta-de-lança que veio compensar o empréstimo do Armando à Ovarense.

 

Ednílton - D C

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Pule Moraisane - E E

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Maxwell - PL

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Para terminar a ronda de entradas, Gonçalo veio do Sobrado para Freamunde enquanto que Batista fez o caminho inverso por empréstimo e Mohamed Camara veio do AS Kaloum a custo zero.

 

Gonçalo - D E

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Mohamed Camara - D E

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No vai-e-vem de jogadores, saíram Batista, Renato Teixeira e Armando por empréstimo e, a definitivo, Jonas, Sérgio Nunes, Walter Diego, Gomes e Rui Borges deixaram de ter lugar em Freamunde. A uma semana do limite das transferências, o plantel encontra-se com 26 jogadores, mas as saídas e as entradas não vão ficar por aqui

 

Plantel a 24/1/2016

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Agora vou jogar contra o Leixões, sairei de casa daqui a pouco e, com estes jogadores, vou conseguir jogar outro futebol. A terra dos capões precisa de um futebol mais nobre é exatamente isso que eu lhes vou dar!

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A manutenção é uma missão impossível.

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A manutenção é uma missão impossível.

 

Acho que ele apanhou o clube com piores condições que muitos clubes da CNS lol.

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@SRAlmeno, pode ser que com os reforços chegue lá, mas não podia ficar mais tempo sem treinar. Algo que tentei dar um grande salto e agarrei-me ao que pude :lol:

 

@Sapson, de facto, mas o orçamento para salários ainda é decentezito. Já vi piores na Segunda Liga

 

 

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Um mês agitado

 

Chegava o jogo mais aguardado. Um jogo onde já tinha passado a vassoura pelo plantel e tinha uma equipa mais à minha imagem. Com uma natural revolução no 11 e na tática, encarei este jogo com o Leixões com apenas uma ideia na cabeça: vencer!

 

Freamunde (4-3-3): Neto, S. Caetano, Ednílton, Rui Daniel, M. Camara, Ruisinho, Patrick, Nélson Moutinho, Ansumane, P. Moraisane e Maxwell;

Leixões (4-3-3): Luis Ribeiro, Armando, Touré, Pedro Pinto, João Pedro, Bruno Lamas, J. Novais, Cadinha, L. Rocha, A. Preciado e Tiago Leonço.

 

Nem mais, nem menos do que 8 reforços no 11 titular, algo que mostrava o meu desagrado com a equipa que me tinha sido deixada. Mas nem isso mudou a atitude da equipa. Aos 10 minutos, canto atrasado da direita do ataque do Leixões e Luís Rocha de longe rematou ao poste, mas a bola voltou para trás e bateu em Neto fazendo assim o 0-1. Nunca conseguimos dar a volta e Bruno Lamas, de novo de longe, fez, mesmo antes do intervalo, o 0-2.

 

Na segunda parte nunca conseguimos impor o nosso jogo até que a entrada de Souza para o lugar de Patrick mudou tudo. E foi este mesmo Souza que aos 76 minutos fez um passe fantástico para a subida de Camara, o lateral esquerdo cruzou com intenção para a área e João Beirão, que havia entrado para o lugar de um Maxwell em subrendimento, finalizou ao primeiro poste fazendo o 1-2.

 

Contudo este golo foi insuficiente e a derrota voltou a assombrar-nos, num jogo onde já jogamos melhor, mas ainda com muito trabalho pela frente

 

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Freamunde 1 - 2 Leixões

 

No fim do jogo, foi confirmada a saída do Ricardo Neves, que, ao aperceber-se que ia ser suplente, pediu para sair, encontrando clube em Mirandela. Esta saída permitiu-me atacar o mercado em duas posições que ainda se encontravam sem jogadores à altura e entrou um médio defensivo, para rivalizar com o Ruizinho, e um lateral direito, que, apesar da entrada do Caetano, apareceu como uma oportunidade de negócio.

 

Móia - MD

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Tiago Rosa - D D

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Com estas contratações, Carlos Alves e Beck saíram, configurando assim o plantel que irá lutar pela manutenção.

 

Plantel a 31/1/2016 (antes do jogo)

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Como forma de terminar o deadline day em beleza, íamos jogar contra o 3º classificado e equipa B do atual 2º classificado da Primeira Liga. Iamos ao Olival jogar com o Porto B ainda à procura de somar os primeiros pontos sob o meu comando.

 

Porto B (4-4-2): Fabiano, Braima Candé, Udeme, L. Siemann, B. Pereira, Sami, Leandro Silva, R. Moreira, J. Kayembe, Celestin e R. Quaresma;

Freamunde (4-3-3): Neto, S. Caetano, M. Santos, Ednílton, Tiago Rosa, Móia, Ruisinho, Patrick, Tidjane Baldé, Ansumane e João Beirão.

 

Com várias alterações face ao jogo anterior e apenas uma dela por lesão (Camara) íamos defrontar um Porto B com Ricardo Quaresma na frente de ataque e Fabiano a guardar as suas redes.

 

Mas foi o Freamunde que começou melhor, mais ataques, mais vontade e mais futebol e foi de uma incursão de Tiago Rosa, a jogar a lateral esquerdo por causa das lesões de Camara e Gonçalo, que nasceu o golo de Patrick. Tiago Rosa entrou pelo meio, jogou com Ruizinho e Patrick e, de longe, este último bateu Fabiano, fazendo o primeiro aos 20 minutos de jogo. Um momento de inspiração.

 

O golo galvanizou a minha equipa e logo aos 21 minutos apareceu o segundo. Caetano deu para Baldé, o jogador emprestado pelo Inter simulou uma e outra vez, cruzou para a área e Ansumane fez o segundo do encontro.

 

Mas a calma não durou muito, acabando quando Quaresma inseriu a bola dentro da baliza, logo aos 25 minutos. Fora-de-jogo, mas um aviso para levar a sério. O intervalo acabou por chegar apenas com a lesão de João Beirão para reportar e o descanso de 15 minutos aconteceum connosco a vencer por 0-2.

 

Aos 56 minutos, Quaresma marcou mesmo. Canto do Porto B, confusão na área e o internacional português aproveitou para fazer o 1-2. Acabei por mandar as tropas recuar, manter a concentração e defender o 1-2, sabia que eles não eram exímios a defender, mas acreditei que fossem capazes de segurar a vantagem.

 

E seguraram-na tão bem que já para lá do minuto 90, Maxwell ganhou um canto, Baldé marcou e Ednílton, de cabeça, enviou a bola para defesa incompleta de Fabiano e consequente recarga. Fazendo assim o 1-3 que parecia ser final. Mas não foi. Logo a seguir Rui Moreira, homónimo do atual presidente da câmara, com um tiro fez o 2-3 e deu alguma esperança à equipa B dos Dragões. Mas foi muito tarde e o jogo acabou com os 3 pontos a virem comigo.

 

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Porto B 2 - 3 Freamunde

 

Sem dúvida que uma vitória é sempre importante, mas, nas nossas condições, uma vitória tem sempre importância redobrada. E assim acabava Janeiro. Mas no futebol as coisas acontecem até à última e ainda houve tempo para chegar um velho conhecido meu. Não do Lusitânia, mas dos tempos em que eu jogava nas camadas jovens do Chaves. Vítor Pereira, um central natural da mesma terra que eu, com uma passagem já pelo Freamunde, tinha acabado de assinar.

 

Vítor Pereira - D C

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Assim ficou, de vez, fechado o plantel, ficando o Sandro Cunha, que recusou o empréstimo ao Sobrado, numa posição de 6º central e possível despedimento, ainda assim, ficará na equipa caso haja necessidade.

 

Classificação no fim de Janeiro

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Ainda há um longo caminho para percorrer e apenas 20 jogos para recuperar 12 pontos, mas é possível e esta vitória, após um mês agitado, garante-me que somos capazes de o conseguir. Porque se eu não for capaz, o Freamunde está mesmo condenado.

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Tá complicado, não sei se consegues, mas com sorte pode ser que dê

Agora já tens uns reforços bons portanto tens mais hipoteses que quando chegaste

 

força nisso

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@Hawkeye: é preciso muita sorte e saber jogar... coisa que eu manifestamente não sei :lol:

 

Já agora, vou acelerar um bocado nas atualizações, como já fiz hoje, esta é a 17ª e eu já tenho mais umas quantas escritas. Se alguém achar que é má ideia, que o diga. A ideia é não ficar tão desfasado como estou agora, até porque vós comentais e até podeis vir a dar sugestões e eu já estou tão à frente que não consigo aplicá-las no jogo.

 

 

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Sempre a lutar

 

Findo o período de turbulência era hora de encarar um mês de Fevereiro com 5 jogos. Para começar o mês mais pequeno do ano, ia receber o Trofense, atual 14º classificado. Como a equipa tinha funcionado, adotei a mesma linha no 11, com apenas uma alteração.

 

Freamunde (4-3-3): Neto, Tiago Rosa, M. Santos, Ednílton, M. Camara, Móia, Ruisinho, Patrick, Tidjane Baldé, Ansumane e João Beirão;

Trofense (4-5-1): Diogo Freire, Dani Coelho, Eduardo Enrique, Costinha, Zuela, Rateira, J. Adukor, Pana, Naníssio, Dário Júnior e Simãozinho.

 

Num jogo que o Toni, treinador do Trofense, encarou como um combate, na medida em que já tínhamos dois lesionados aos 15 minutos, a primeira parte foi muito fria com nenhuma das equipas a justificar a vantagem. Facto que se confirmou até ao intervalo.

 

Na segunda parte houve mais do mesmo e o 0-0 acabou por se confirmar num jogo em que a haver um vencedor seria o Trofense, mas onde o empate se justifica.

 

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Freamunde 0 - 0 Trofense

 

Um ponto é sempre um ponto, mas a vitória do Tondela frente ao Portimonense que lutava pela subida tinha-nos deixado ainda mais longe da manutenção. Numa semana onde apenas trabalhámos o jogo contra o mesmo Portimonense que procurava regressar às vitórias o mais depressa possível. Quanto a mim, num jogo sem João Beirão, Patrick e Vinícius, fiz algumas alterações ao 11 procurando pela melhor equipa possível.

 

Portimonense (4-3-3): Ricardo Ferreira, Ricardo Pessoa, Polidoro, Silas, Matheus Reis. Ewerton, Allan, Dener, Mazola, Zambujo e Fidélis;

Freamunde (4-3-3): Neto, Tiago Rosa, Vítor Pereira, Ednílton, M. Camara, Móia, Ruisinho, Nélson Moutinho, Ansumane, P. Moraisane e Maxwell.

 

Aos 10 minutos já estávamos a perder. Mais uma vez depois de um canto, Silas colocou a bola dentro da baliza e inaugurou o ativo. Só reagimos já passava da meia hora de jogo, com Moraisane a desperdiçar um golo cantado após grande jogada de Ansumane. Mas o 1-0 permaneceu até ao intervalo.

 

Na segunda parte procurei que eles entrassem com outra atitude, mas o jogo permaneceu igual e apenas aos 92 minutos Moraisane poderia ter mudado a história do jogo, mas falhou o remate, acertando nas malhas laterais. O jogo terminou com a vitória da equipa de Portimão e com o meu regresso às derrotas.

 

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Portimonense 1 - 0 Freamunde

 

Era o regresso às derrotas e o afastar no sonho da manutenção, mas a esperança é a última a morrer e ninguém diria que D. Afonso Henriques conseguiria cavalgar até Lisboa em vida. Eu ia conseguir! Para isso era preciso regressar às vitórias, mas era o Feirense, 6º classificado, que viria a Freamunde a meio da semana, o que não nos permitiu ter o descanso merecido. Ainda assim, todos queriam jogar e não tive muita necessidade de fazer alterações.

 

Freamunde (4-3-3): Neto, Tiago Rosa, Vítor Pereira, Ednílton, M. Camara, Móia, Ruisinho, Souza, T. Baldé, P. Moraisane e Ansumane;

Feirense (3-3-2-2): G. Makaridze, Henrique, Pedro Santos, Hugo Carreira, Barge, T. Karamatic, Zé Mário, Pedró, Paulo Grilo, Cafu e P. Duarte.

 

Mandei o Ansumane para ponta-de-lança dada a fadiga do Maxwell e a lesão do João Beirão. O jogo foi muito dividido e não havia vencedor antecipado. O Souza estava a responder muito bem à titularidade e o Ansumane já tinha falhado um golo que já parecia certo, após um excelente trabalho do mesmo Ansumane. Aos 45 minutos, Souza conduziu a bola pelo meio, deu em Ansumane que virou, rematou e marcou. Um grande golo a 20 metros de distância que desbloqueava o ativo.

 

Na segunda parte, as bolas paradas mostraram o porquê de serem o nosso calcanhar de Aquiles e, depois de um canto, Barge repôs a igualdade. A partir do golo o Feirense galvanizou-se e procurou a vitória, mas o resultado não se mexeu mais e o 1-1 permaneceu até ao fim.

 

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Freamunde 1 - 1 Feirense

 

Seguia-se a visita a Moreira de Cónegos, com apenas 3 dias de descanso tive de fazer descansar alguns jogadores, mas apresentei-me com um 11 cheio de jogadores em que confio.

 

Moreirense (4-1-4-1): Luís Rodrigues, J. Coubronne, Marcelo Oliveira, Danielson, F. Pinto, F. Omgba, Arsénio, Fredy, Patrick, Piqueti e H. Mota;

Freamunde (4-3-3): Neto, Tiago Rosa, Vítor Pereira, Ednílton, Gonçalo, Ruisinho, Nélson Moutinho, Patrick, T. Baldé, Ansumane e Maxwell.

 

Mais duas lesões, no início do jogo, condicionaram a abordagem e aos 30 minutos, Omgba acabou mesmo por marcar depois de um livre à barra. Mas se as coisas estavam a correr mal, a lesão do Ansumane ainda na primeira parte esgotou-nos as substituições a possibilidade de mudar alguma coisa a partir do banco.

 

O intervalo chegou e notava-se um misto de desalento e impotência no balneário, tentei mostrar-lhes que podíamos vencer, mas os jogadores não acreditaram e por mais que uma vez valeu-me o Neto para impedir o Moreirense de alargar a vantagem.

 

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Moreirense 1 - 0 Freamunde

 

O próximo jogo marcava um momento importantíssimo. Íamos jogar contra o Atlético CP e uma derrota podia colocar-nos a 17 pontos da manutenção, tantos quanto temos agora, portanto decidi marcar uma reunião e dizer-lhes o que espero deles. Eles reagiram bem, mas as reações mostram-se no campo e, sem o Patrick, por lesão, e sem imensos jogadores que se mostraram fatigados antes do quinto jogo em menos de 20 dias, escolhi os 11 que me davam mais garantias.

 

Freamunde (4-3-3): Neto, S. Caetano, Vítor Pereira, Rui Daniel, M. Camara, Móia, Nélson Moutinho, Souza, T. Baldé, P. Moraisane e Ansumane;

Atlético CP (4-5-1): I. Labuts, Pedro Almeida, Grégory, Roberto Cunha, J. Caneira, Quinaz, Gabriel, Yang Ailong, Pedro Ribeiro, Dálcio e Bjorn.

 

Começámos melhor, mas a primeira oportunidade de golo foi para o Atlético CP, mas Neto mostrou que tinha sido uma aquisição acertada. Mas o jogo iria mudar à passagem do quarto de hora. Yang Ailong entra em tesoura a Nélson Moutinho e é expulso, deixando o Atlético CP a jogar com 10 durante 75 minutos. A partir da expulsão, o jogo foi só nosso, mas os golos não apareciam e fomos para o intervalo com 0-0 no placar.

 

Mas, contra tudo e contra todos, o Atlético CP acabou por marcar. Mais uma vez, um canto, um cabeceamento e uma recarga, André Teixeira marcava assim o 0-1 aos 47 minutos. Mudei para 4-2-4 e mandei-os atacar e a equipa correspondeu com ataques, mas só aos 67 minutos, Maxwell foi abalroado na área por Grégory. Penalty para o Maxwell. Que não falhou e marcou assim o primeiro golo com a camisola azul.

 

Com o golo, o Atlético CP foi-se abaixo e nós subimos e, um minuto depois, já Moraisane recebia um passe de Ricardo Fernandes e, na cara de Labuts, dava a volta ao marcador. Desfiz o 4-2-4 e refiz o 4-3-3, acabei por recuar as linhas uns minutos mais tarde e o resultado acabou por permanecer inalterado, dando-nos assim a primeira alegria em Freamunde.

 

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Freamunde 2 - 1 Atlético CP

 

Conseguíamos assim uma vitória, a primeira e última de Fevereiro, porque assim terminava um mês onde já se viu mais futebol destes jogadores.

 

Classificação no fim de Fevereiro

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Vai ser, sem dúvida, um ano complicado, mas estaremos sempre a lutar, lutar como autênticos conquistadores e alcançaremos a manutenção. Eu acredito e tenho de fazer os jogadores acreditar.

Editado por Carlos Gouveia

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Tudo dependerá deles

 

Março começou mal, Ednílton lesionou-se e, na melhor das hipóteses, ficaria 4 jogos sem entrar em campo. Ele é o nosso melhor central e nós precisamos dos melhores sempre, sobretudo num período complicado como o que estamos a viver agora. Contudo, para a deslocação a Tondela já tínhamos o Vinícius, que iria, certamente, ajudar-nos a atingir o único objetivo: a vitória.

 

Tondela (4-5-1): Cláudio Ramos, Ericson, Pica, Deyvison, Pedro Araújo, André Carvalhas, Tiago Barros, Katchana, Márcio Sousa, Nuno Santos e Bruno Filipe;

Freamunde (4-3-3): Neto, Tiago Rosa, Vítor Pereira, Vinícius, M. Camara, Móia, Ruisinho, Souza, T. Baldé, Ansumane e Maxwell.

 

O início do jogo veio com uma oportunidade falhada para cada lado e com a lesão do Vítor Pereira para o nosso lado, mas depressa se tornou num jogo desinteressante, que fez com que o 0-0 verificado ao intervalo não surpreendesse ninguém.

 

Na segunda parte houve mais do mesmo com apenas um ligeiro ascendente nosso, mas o golo não aparecia e eu transformei o 4-3-3 num 4-2-4. Nem isso tornou o jogo mais interessante e o empate durou até ao fim.

 

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Tondela 0 - 0 Freamunde

 

Seguia-se a equipa B dos campeões nacionais e teríamos apenas meia semana para preparar esse jogo. Tínhamos de voltar às vitórias, cada jogo que não ganhamos é um jogo em que a manutenção fica mais longe e eu queria também uma prenda de aniversário.

 

Freamunde (4-3-3): Neto, Tiago Rosa, M. Santos, Vinícius, M. Camara, Móia, Ruisinho, Nélson Moutinho, T. Baldé, P. Moraisane e Ansumane;

Benfica B (4-4-2): S. Nóbrega, R. Amorim, P. Dawidowicz, S. Vitória, J. Lucas, J. Rojas, G. Rodrigues, R. Guzzo, J. Mendes, O. Sarkic e M. Sulejmani.

 

Mesmo com alguns jogadores da equipa A em campo, os meus jogadores apresentaram-se com garra e ainda antes dos 2 minutos já havia um penalty a nosso favor. Ruisinho, o capitão, chamado a marcar e não sentiu a pressão de marcar ao Benfica e fez o 1-0, pondo-nos à frente no resultado.

 

Não ficámos por aqui. Ruisinho fez o passe na zona da meia-lua para Nélson Moutinho que decidiu rematar. O remate saiu certeiro e Nóbrega não conseguiu defender, fazendo o 2-0 aos 15 minutos de jogo. Mas o 2-0 não durou muito quando Sulejmani recebeu um cruzamento de Rojas e mostrou que a qualidade individual faz a diferença. Golo encarnado e, na sequência da jogada, lesão de Baldé e consequente entrada do meu velho conhecido: Alan Junior.

 

Pouco depois dos 30 minutos de jogo, Móia, a compensar o espaço deixado vago por Tiago Rosa numa incursão pelo ataque, dá no centro para Tiago Rosa, Nélson Moutinho recebe de Tiago Rosa, dá para Ansumane, que vê Alan Junior a entrar na área e, num passe perfeito, isola o avançado que, na cara do guarda-redes, se estreia a marcar pelo Freamunde.

 

Mas o jogo estava vivo e mesmo antes do intervalo, Sarkic respondeu da melhor forma a um cruzamento da direita, fixando o 3-2 que vigorava ao intervalo. Na segunda parte, o Benfica procurou responder e Sarkic respondeu afirmativamente ao cruzamento de Rojas, fazendo o 3-3.

 

Fui à procura da vitória passando para 4-2-4, como já era habitual, mas não resultou em nada e o 3-3 ficou até ao fim, configurando mais um empate a esta campanha.

 

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Freamunde 3 - 3 Benfica B

 

Antes do jogo contra o Penafiel, duas más notícias nos bateram à porta: as lesões de Vinícius e Vítor Pereira que se juntavam à de Ednílton e nos deixavam um forte buraco na defesa. Com o acumular de amarelos do Miguel Santos, eu tinha uma forte dor de cabeça para decidir quem seria a dupla de centrais para receber o Penafiel.

 

Freamunde (4-3-3): Neto, Tiago Rosa, Rui Daniel, Sandro Costa, M. Camara, Móia, Ruisinho, Nélson Moutinho, P. Moraisane, Ansumane e Maxwell;

Penafiel (4-2-3-1): Coelho, I. Kargbo, Laércio, B. Pinheiro, Luis Olim, André Fontes, V. Lima, B. Sarr, João Martins, Aldair e Rabiola.

 

Esperava dificuldades na defesa, mas tinha a esperança de ver os avançados a carburar e a levar-nos para os três pontos. O Penafiel começou mais forte, mas fomos nós que marcámos. 21 minutos de jogo, lançamento do lado direito, a bola vai para Maxwell, que antes tabela com Moraisane, cruza para o golo de Ansumane.

 

Esperando uma avalanche ofensiva do Penafiel e com medo que esta dupla não aguentasse, inverti o triângulo do meio-campo, passando o Ruisinho e o Móia a jogar lado-a-lado com o Nélson Moutinho um pouco à frente. Não me enganei, nos minutos seguintes o Penafiel tentou de tudo para fazer o golo, mas foi preciso um erro do Rui Daniel para que eles lá chegassem. Um atraso mal medido permitiu a Rabiola marcar o 1-1.

 

Voltei a mandar o Ruisinho subir e foi esse mesmo Ruisinho que, numa incursão pela área, sofreu falta de Laércio. Penalty para o Freamunde, Ruisinho na marcação e... não falhou! 2-1. Desta vez não decidi mudar a tática e mandei-os manter a mesma garra. A equipa respondeu surpreendentemente bem e três minutos depois já atacavam pela direita. Falta assinalada a nosso favor, Ruisinho na marcação, envia para a área, o Penafiel alivia e... novo penalty por falta de Bruno Pinheiro. Jorge Sousa vira uma ação irregular do jogador penafidelense e assinalara penalty.

 

Rui Daniel pediu para emendar o erro que tinha cometido, assumiu a marcação e não falhou. 3-1 pertíssimo do intervalo, agora bastava não repetir a asneira que havia sido feita frente ao Benfica B. Mas ainda antes do intervalo, um passe em profundidade para Rabiola fazia o 3-2, levantando imensos fantasmas.

 

Intervalo. Pedi-lhes para manterem a concentração e foi com estas palavras que eles foram para a segunda parte. Nos segundos 45 minutos, o primeiro destaque vai para a lesão de Ansumane, que configurava a segunda lesão no jogo, após a do Tiago Rosa. Como se não bastasse, seguia-se Neto, o nosso guarda-redes, promovendo assim a estreia do Fábio Rabaldo sob o meu comando.

 

Com Móia e Nélson Moutinho visivelmente cansados e sem substituições para fazer, foi pelos pés de Maxwell que se deu a primeira boa jogada do segundo tempo. Corria o minuto 69 quando o ponta-de-lança conduziu a bola pelo centro durante largos metros, acabou por dar em Alan Junior que rematou colocadíssimo para o 4-2.

 

Antes de terminar, o jogo ainda ficou marcado pela expulsão de Nélson, já para lá dos descontos, e pela lesão de Vítor Lima, ao minuto 78, fazendo o Penafiel jogar os 3 minutos finais com apenas 9 jogadores em campo

 

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Freamunde 4 - 2 Penafiel

 

Tinha sido uma vitória importante e marcava uma série de 4 jogos sem perder, mas a exibição não tinha sido a melhor e apenas tinha valido pelos 3 pontos. E era neste contexto que eu ia regressar a Chaves, ao estádio onde já tinha sido feliz e muito infeliz, quando o Pedro Monteiro me acabou com a carreira, e ia ser o reencontro com os meus pais. Mas isso só depois do jogo.

 

Chaves (4-1-2-1-2): I. Stefanovic, P. Sagna, Diogo Coelho, D. Rodrigues, Miguelito, Luciano Teixeira, Alphonse, Patrão, Luís Pinto, João Vieira e Éder Sánchez;

Freamunde (4-3-3): Neto, Tiago Rosa, Rui Daniel, M. Santos, M. Camara, Ruisinho, Patrick, Souza, P. Moraisane, Ansumane e Maxwell.

 

A vaga de lesões e o cansaço obrigaram-me a optar por diversos suplentes naquele que seria mais um jogo importante. O início do jogo foi tépido, mas um erro de Ansumane permitiu a João Vieira isolar-se e fazer o 1-0 para a equipa da casa. Após o golo, as debilidades defensivas foram bem notadas, com Neto a evitar por diversas vezes que o 2-0 vigorasse ao intervalo.

 

Na segunda parte a atitude já foi outra, estivemos claramente por cima do encontro, mas Stefanovic impediu o nosso golo por duas vezes. Contudo a fadiga acumulada fez-se notar e Luís Pinto aproveitou o facto para alargar o resultado para 2-0. Com este golo, a equipa desfez-se completamente e ainda houve tempo para um erro de Neto, fazendo um autogolo a remate de Patrão. O 3-0 permaneceu inalterado até ao fim do jogo, configurando assim uma derrota pesada em Trás-os-Montes.

 

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Chaves 3 - 0 Freamunde

 

Estava demasiado irritado para longos encontros ou para longas conversas e, em conversa com o meu pai, apenas lhe disse: "Daqui a 1 semana e meia jogo contra uma equipa que luta pela manutenção. Se não ganhar, demito-me!". Tentaram demover-me da ideia, a dizer que o dinheiro que recebia valia a pena, mas a minha decisão estava tomada. Tive 10 dias para preparar o jogo e decidi apresentar-me em 4-2-4 frente a um Sporting B que lutava para se manter.

 

Freamunde (4-2-4): Neto, Tiago Rosa, Ednílton, M. Santos, M. Camara, Móia, Ruisinho, P. Moraisane, Patrick, Ansumane e Maxwell;

Sporting B (4-5-1): D. Couto, H. Moreira, L. Lopes, F. Silva, F. Magalhães, R. Vilhena, Á. Figueiredo, Totó, S. Borralho, C. André e G. Valente.

 

Com Patrick a extremo esquerdo, de forma a não ter de alterar nada no 11 no caso de querer passar para 4-3-3, ia defrontar uma equipa de perfeitos desconhecidos no Sporting B. Sabia que a minha linha média, composta por dois homens, ia ter dificuldades contra os 5 que se apresentavam do outro lado, mas disse-lhes que, fazendo o nosso trabalho, eles não iam conseguir utilizar essa vantagem.

 

E algo me diz que eles perceberam a ideia. Tiago Rosa fez um grande passe de 50 metros, isolou Ansumane que fez o 1-0 logo aos 5 minutos. Patrick, o capitão, veio perguntar-me se era suposto passar para médio agora e voltar ao 4-3-3. Mandei-o ficar onde estava e 5 minutos depois, Maxwell fez o 2-0.

 

O 4-2-4 estava a trazer-lhes a alegria de jogar futebol e aos 15 minutos foi a vez desse mesmo Patrick assinar um golaço. Logo a seguir, Miguel Santos falhou a baliza por pouco e acertou na barra. Mas, não contente com o 3-0, mandei-os continuar e Maxwell acabou por fazer o 4-0 aos 26 minutos.

 

O Sporting B ainda não tinha atacado e alguma vez iria fazê-lo e foi por Gonçalo Vicente que, no primeiro ataque, depois de um canto, conseguiram reduzir. Mas a resposta não se fez tardar e Patrick voltou a assinar um golo para recordar aos 36 minutos. Até ao intervalo não houve mais golos, apenas a lesão de Ruisinho.

 

A segunda parte foi muito mais calma e o Sporting B começou a procurar mais vezes o golo. No entanto, o 5-1 com que a primeira parte acabara manter-se-ia até ao fim, numa boa vitória da minha equipa que me fazia permanecer na cadeira mais uns jogos.

 

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Freamunde 5 - 1 Sporting B

 

Ao fim de 14 jogos pelo clube, amealhei 16 pontos, o que dá uma média de pontos por jogo superior ao dobro da do meu antecessor, mesmo assim não é suficiente e, mesmo que tivesse começado a época já em Freamunde e tivesse mantido esta média, estaria apenas a lutar pela manutenção, apesar de estar em 20º em vez de 24º. Não estou satisfeito e o que me preocupa é que sei que o problema não é meu. Defensivamente esta equipa é horrível e não compensa no campo ofensivo. Só o Sporting B e o Braga B têm pior defesa do que eu, mas, sobretudo o Sporting B, compensam esse handicap com um ataque muito melhor.

 

Classificação no fim de Março

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Abril será, sem dúvida, um mês determinante. Faltam 10 jogos e 6 dos quais serão no próximo mês. Não sei se não me demitirei a meio, tudo dependerá dos jogadores. Seguem-se dois jogos importantíssimos, receberemos o Santa Maria e iremos a Braga defrontar a equipa que está mais próxima de nós. Espero vencer ambos, saltar para 23º, mas se nestes dois jogos não fizer, pelo menos, 3 pontos, não estarei cá para receber o Aves.

 

 

Alguém me explica porque é que o Sporting B jogou contra mim só com jogadores "cinzentos"?

 

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Isso está mesmo complicado. A 10 jogos do fim estás a 11 pontos de sair dos lugares de despromoção

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Sangue azul

 

Chegámos ao, até agora, mais longo mês da minha carreira por todas as razões: poderia já estar sem clube no fim do mês, ainda que por decisão minha, o presidente parece gostar de mim, e porque iria ter 6 jogos pela frente. Receberia o Santa Maria, o Benfica de Castelo Branco e o União da Madeira e ia a Braga, à Vila das Aves e a Covilhã. Era um mês fulcral na luta, já quase perdida, pela manutenção.

 

Mas começou manifestamente mal. Neto não iria, provavelmente, jogar mais durante a época e obrigava-me a usar o Fábio Rabaldo como titular. E seria assim logo contra o Santa Maria. Tentei avisar os jogadores de que era fulcral vencer e repeti o mesmo 11 do jogo contra o Sporting B, tirando apenas o lesionado Neto.

 

Freamunde (4-2-4): F. Rabaldo, Tiago Rosa, Ednílton, M. Santos, M. Camara, Móia, Ruisinho, P. Moraisane, Patrick, Ansumane e Maxwell;

Santa Maria (4-5-1): Bruno Jorge, João Salvado, T. Sousa, David, R. Burguette, França, Venu, Raviola, Leandro Vilas Boas, Miguel e Ibrahima.

 

A primeira parte foi quase em exclusivo dominada por nós, mas a envolvência nos ataques não era a melhor e o 0-0 vigorava ao intervalo, o que me deixava insatisfeito.

 

A segunda parte parecia mais do mesmo, mas Patrick introduziu uma rutura neste jogo sem golos. Ruisinho rematou, Bruno Jorge voltou a parar o golo, mas Patrick, na recarga, fez o 1-0. O 4-5-1 do Santa Maria passou a 4-1-2-1-2 e o meu 4-2-4 passou a 4-3-3.

 

O Santa Maria começou a atacar e a procurar o empate e Rabaldo respondeu sempre que foi chamado de forma positiva e o jogo acabou por terminar com a minha vitória e consequente garantia de que não sairei depois do jogo com o Braga B.

 

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Freamunde 1 - 0 Santa Maria

 

Seguia-se a ida a Braga para defrontar a equipa que estava com apenas mais um ponto do que nós e num jogo que, estando os santos connosco, iríamos ficar a apenas 6 pontos da manutenção. Nesta altura, estávamos com 31 pontos, o Braga B com 32 e o Covilhã e o Oriental com 39, tudo isto à 37ª jornada. Antes da 38ª jornada foi altura para votar naquele que achámos que tinha sido o jogador português em Portugal do ano e, desta vez, o meu voto foi para um defesa central muito bem descoberto pelo Marco Silva no Sporting: William Carvalho.

 

Aproximava-se agora uma jornada importantíssima por todos os fatores. Poderíamos sair do último lugar, onde estes rapazes já estavam desde a 5ª jornada, podíamos ficar a 5 pontos da linha de água, mas, sobretudo, era o meu reencontro com o Pedro Monteiro, o carniceiro, que vinha sendo titular ao longo do ano no Braga B. Não admira que estejam tão em baixo!

 

Braga B (4-3-3): Kritciuk, Marcelo Goiano, Elton Monteiro, T. Ribeiro, Tiago Gomes, Luís Silva, Didi, M. Delgado, C. Fortes, Rafa e Erivaldo;

Freamunde (4-2-4): F. Rabaldo, Tiago Rosa, Ednílton, M. Santos, M. Camara, Móia, Ruisinho, P. Moraisane, Patrick, Ansumane e Maxwell.

 

Pedro Monteiro fora dos convocados era algo que me aborrecia, não havia jogador alvo para humilhar, mas a presença do Rafa a ponta-de-lança neste 4-3-3 com três avançados preocupava-me bastante, ainda que ainda estivesse na fase final da recuperação de uma lesão é, sem dúvida, o melhor jogador que já defrontei.

 

Mas a moral desta equipa começava a estar em alta e Maxwell, aos 7 minutos, não falhou e pôs-nos na frente do marcador. A queimar o intervalo, Rafa ainda teve uma oportunidade soberana, mas Rabaldo mostrou estar à altura e parou o remate do internacional português.

 

Na segunda parte, cheirava a golo do Braga e rearranjei as peças para o 4-3-3, mas isso não foi suficiente, pois Fortes, aos 62 minutos, rematou, possivelmente em fora-de-jogo, e fez o 1-1. Voltei ao 4-2-4, mas o Braga B parecia acreditar piamente na vitória, ao contrário dos meus jogadores que pareciam não acreditar na manutenção. O resultado não se moveu mais e saíamos de Braga com apenas 1 ponto.

 

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Braga B 1 - 1 Freamunde

 

"Quem se quer manter não pode empatar este tipo de jogos", berrei-lhes eu, "mas muito menos pode jogar assim!". Estava possesso e queria uma reação já na Quarta-feira seguinte, mas íamos à Vila das Aves, um campo complicado, onde íamos defrontar uma equipa já sem aspirações a subir, mas sem preocupações com a descida. Voltei ao 4-3-3.

 

Aves (4-2-3-1): Quim, João Amorim, Serginho, André Dias, Jorge Ribeiro, Luís Manuel, João Pedro, André Costa, J. Branco, Perdigão e S. Coulibaly;

Freamunde (4-3-3): F. Rabaldo, Tiago Rosa, Ednílton, M. Santos, M. Camara, Móia, Patrick, Souza, P. Moraisane, Ansumane e Maxwell.

 

Aos 20 minutos já estávamos a jogar contra 10, por acumulação de amarelos de Coulibaly. Isto podia significar um bom presságio, mas Andrew respondeu negativamente e fez o 1-0 para a equipa da casa.

 

4 minutos depois era a vez de João Pedro fazer o 2-0 e eu estava prestes a atirar com os papéis ao chão e vir-me embora, até que o árbitro apitou para o intervalo. Pela primeira vez fiz duas alterações ao intervalo, entravam João Beirão e Rui Daniel para os lugares de Souza e Miguel Santos.

 

E foi mesmo João Beirão que fez o 2-1 após assistência de Patrick, já aos 58 minutos. Mandei-os atacar e atacar, mas as bolas não entravam e Perdigão acabou por fazer o 3-1 com que o jogo terminou, provocando a minha ira.

 

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Aves 3 - 1 Freamunde

 

Estávamos já a 9 pontos da linha de água com 7 jogos em disputa. Em consciência tomei uma decisão: no dia em que precisarmos do dobro do número de jogos em pontos para a linha de água, seria o dia em que me demitiria. Ou seja, se nesta jornada ficarmos a 12 pontos, a carta de demissão iria estar em cima mesa do Miguel Pinheiro. Não ia suportar mais esta insolência e este não querer saber de profissionais, mas não gosto de deixar o barco a meio.

 

Para receber o Benfica de Castelo Branco iria voltar ao 4-2-4, um esquema atacante que funciona mais de aviso interno para os jogadores perceberem que a mim só a vitória interessa.

 

Freamunde (4-2-4): F. Rabaldo, Tiago Rosa, Vítor Pereira, Rui Daniel, M. Camara, Móia, Ruisinho, P. Moraisane, Ansumane, Maxwell e João Beirão;

Benfica C. Branco (4-5-1): Chastre, J. Estalagem, P. Festas, Luciano, Costa, Sérgio Tomé, Luís Bornes, Vasco Matos, Ragner, Kisley e J. De Araujo.

 

A primeira parte teve muita ação, mas pouco sumo. E o 0-0 foi o resultado natural ao intervalo. A segunda parte também não teve muita história. Vários remates inofensivos até que João Beirão, a passe de Maxwell, inaugurou o marcador aos 60 minutos.

 

Mas a vantagem durou apenas um quarto de hora, pois um erro do, até então, melhor em campo, Camara, permitiu a Videira empatar o jogo. O 1-1 não se mudou mais e o resultado acabou por ficar 1-1.

 

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Freamunde 1 - 1 Benfica C. Branco

 

Mais uma oportunidade desperdiçada de aproximação e continuávamos a 8 pontos da linha de água, mas sou um homem de palavra e continuei no cargo. Seguia-se o jogo contra o Covilhã, importantíssimo, porque ainda luta pela manutenção.

 

Sem Alan Junior e Ednílton, ambos com uma desintoxicação alimentar, sem Maxwell, lesionado frente ao Benfica de Castelo Branco, sem Patrick, lesionado num dos treinos semanais, sem Ruisinho, suspenso por acumulação de amarelos e sem Tidjane Baldé, ao serviço da sua seleção, para além dos que já estavam lesionados há muito tempo, tive de regressar ao 4-3-3 porque não tinha sequer jogadores para o 4-2-4.

 

Covilhã (4-3-3): Taborda, Gilberto, Victor Massaia, Cristiano, Soares, Nana K, Flávio, Djikiné, Tiago Mendes, Adriano e Fábio Abreu;

Freamunde (4-3-3): F. Rabaldo, Tiago Rosa, Vítor Pereira, Vinícius, M. Camara, Móia, Nélson Moutinho, Souza, Ansumane, P. Moraisane e João Beirão.

 

Com apenas 19 jogadores disponíveis, levava 5 defesas no banco, e deixava apenas um outro de fora, sendo que Leandro, guarda-redes suplente, e Ricardo Fernandes, médio, completavam as opções. Os regressos de Nélson Moutinho e Vinícius faziam-se notar e foi o próprio Nélson Moutinho que fez um passe geométrico para João Beirão fazer o primeiro do jogo.

 

O intervalo chegou com o 0-1 a vigorar e na segunda parte assim se manteve. Mas a fadiga começou a chegar e, dada a falta de jogadores disponíveis, tive de começar a recuar as linhas. Mas foi preciso uma confusão entre Vítor Pereira, Vinícius e Rabaldo para o Covilhã chegar ao empate, com a bola a sobrar para a Elenílson que tinha a baliza livre à frente.

 

Ainda tentei atacar, as ordens foram para isso mesmo, mas a ambição destes jogadores deixa-me surpreendido e eles decidiram que 1-1 era um resultado que valia a pena defender.

 

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Covilhã 1 - 1 Freamunde

 

O meu trabalho em particular nem tem sido mau de todo, tinha uma média pontual que chegava para ter a manutenção alcançada, mas tinha partido de trás, com uma equipa em cacos e era preciso fazer mais e melhor. Este empate deixava-me a não depender de mim para continuar com o cargo na jornada seguinte. 9 pontos me separavam do Santa Maria e apenas 5 jogos para o fim do ano. Ia fechar o mês frente ao União da Madeira, 4º classificado e podia nem sequer entrar em Maio como treinador do Freamunde.

 

Nesta semana, destacou-se a vitória do Benfica na Taça da Liga, com uns impressionantes 5-1 frente ao Porto na final, alcançando desta forma o 6º título na competição.

 

Freamunde (4-2-4): F. Rabaldo, Tiago Rosa, Vítor Pereira, Ednílton, M. Camara, Móia, Ruisinho, T. Baldé, P. Moraisane, Ansumane e João Beirão;

União da Madeira (4-5-1): Trigueira, Chico, André Vinícius, Zarabi, Luís Sousa, Pedro Coronas, Soares, J. Semedo, Ayrton, Élio e Talles.

 

"Só a vitória interessa", disse-lhes eu e, sem expressarem reação, foi com estas palavras que eles foram para aquele que poderia ser o meu último jogo com eles. Creio que eles entenderam e aos 6 minutos, João Beirão já recebia de Ansumane e fazia o 1-0. Aos 25 minutos, Baldé fez o cruzamento e Ansumane dilatou a vantagem. 2-0. Mas, ao mesmo tempo, o Santa Maria e o Oriental, rivais diretos, venciam os seus respetivos jogos.

 

O União da Madeira não se deu logo por vencido e, com auxílio de Rabaldo, acabaram mesmo por chegar ao 2-1, resultado antes do intervalo.

 

A segunda parte abriu com um golo do José Semedo, depois de um livre à barra e respetivo 2-2. Mandei-os atacar, mas Chico acabou por sentenciar o jogo, ao fazer o 2-3 aos 85 minutos. Eu estava fora do Freamunde, era apenas uma questão do jogo acabar e o presidente me receber. O golo do Alan Junior ainda veio garantir-nos um ponto, mas não era suficiente, estava a 9 pontos do Santa Maria, 21º classificado e a minha palavra é a minha palavra.

 

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Freamunde 3 - 3 União da Madeira

 

20 jogos, 23 pontos. 1,15 pontos por jogo. Se tivesse sido assim a época toda estaria em 18º, mas não estou e, antes de me demitir, a classificação estava assim.

 

Classificação no fim de Abril

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Encontrei-me com o presidente e comuniquei-lhe a decisão. Ainda tentou demover-me, mas a decisão estava tomada, não havia nada que ele pudesse fazer.

 

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Esperarei pelo fim da época para decidir o que fazer. Sei que tenho qualidade para treinar em campeonatos profissionais, mas preciso de jogadores e de partir em condições mais iguais, sou de sangue azul e vou triunfar. Só preciso de arranjar um clube que esteja de acordo com as minhas qualidades.

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O Sporting B tem jogadores reais?

 

Ah, e veremos o que o futuro reserva ao Guilherme :)

Editado por Sapson

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Tem, o que torna tudo muito mais estranho. E nos outros jogos usou jogadores reais... não percebo!

 

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Viva Portugal!

 

Sei que não vos escrevo há muito tempo, mas também não será hoje que vos vou dar muitas novidades. Tenho estado, tal como vós, estou seguro, atento ao Euro 2016, a acompanhar a seleção de todos nós, mas vamos por partes.

 

Para o meu lugar no Freamunde foi o Mingote, o ex-guarda-redes do Pandurii e, lamento informar-vos, fez o seguinte serviço:

 

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Não me admira, os jogadores eram fracos, o treinador era soberbo e quase consegui contrariar o destino, mas o destino é o destino e nem D. Sebastião o conseguiu controlar. Na Segunda Liga, a classificação foi a seguinte:

 

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De notar a grande recuperação do Braga B, que, desde que empatou connosco, perdeu em Chaves, empatou em casa com o Santa Maria e nos 7 restantes jogos fez 21 pontos. Teve sorte aquele animal! Mas, Braga B à parte, como é possível ver, eu fui o único treinador competente naquele Freamunde. Já viram o registo do Mingote, vejam o registo do Álvaro Magalhães e comparem-no com o meu

 

Álvaro Magalhães

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Guilherme de Melo

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As diferenças são notórias, não são? São, pois! Um treinador é competente, os outros... nem por isso! E o Mingote nem o meu trabalho conseguiu aproveitar. Uma tristeza!

 

Freamunde à parte, na primeira liga tínhamos, à penúltima jornada, um Porto vs. Benfica com ambas as equipas em igualdade pontual a disputarem o 1º lugar. Na Luz tinha ficado 1-2, vitória dos Dragões e a confiança de Cocu era evidente, naquele jogo em que bastava fazerem o seu trabalho no Dragão que eram campeões. Mas Jorge Jesus não se dava por vencido e recordava a final da Taça da Liga, onde o Benfica vencera por 5-1. O jogo só deu Porto e a equipa da casa justificou plenamente a vitória. Mas o futebol é um jogo lindo e isto aconteceu:

 

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O 1-2 em ambos os terrenos não dava vantagem no confronto direto a nenhuma das equipas e o Porto apenas tinha mais um golo no D.G. do que o Benfica. Os três pontos em vantagem davam o título praticamente ao Benfica. Ambas as equipas iam jogar contra os já despromovidos Beira-Mar e Académico de Viseu, com o Benfica a ter a sorte de receber o beirões e o Porto a ter de se deslocar a Aveiro. O título estava entregue, ninguém no Porto acreditava. Mas, repito, o futebol é um jogo lindo.

 

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Conforme já vos disse, não tenho qualquer preferência clubística, mas isto não me deixou indiferente e admito que gostei de ver a festa dos adeptos azuis-e-brancos. Foi emocionante, fez com que me relembrasse do título do Manchester City há uns anos. Em suma, a classificação acabou assim:

 

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Na Taça de Portugal, os encarnados venceram a Académica perspetivando-se, desde já, um Porto vs. Benfica para começar a época na Supertaça Cândido de Oliveira.

 

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Fora de Portugal, na Bélgica houve uma surpresa, com o Royal Mouscron-Péruwelz a ser campeão, o Manchester City tornou-se tricampeão, o PSG voltou às vitórias, a Juventus conquistou o seu segundo penta da história estando agora a apenas um título de bater o recorde de títulos consecutivos na Itália, na Bundesliga, Guardiola voltou a levar o título para a Baviera e o Feyenoord conquistou o título que lhe fugia desde 1999. Na terra dos czares, o CSKA celebrou o tetra, todos eles com o Zenit em segundo, na Espanha, Ronaldo, jogador do ano, levou o seu clube ao título, na Suiça foi a ver do Zurich se sagrar campeão, na Turquia o Besiktas revalidou o título e na Ucrânia o Shakhtar provou que aquele ano em 4º lugar foi apenas um percalço e garantiram a vitória da Premyer-Liha.

 

A nível europeu, Solskjær garantiu o seu primeiro título como treinador da sua antiga equipa, o Manchester United, vencendo a Liga Europa frente ao Bayer Leverkusen e, na prova rainha, aconteceu algo que já não acontecia desde 1990, com o Bayern a revalidar o título, desta feita nos penalties após um 0-0 nos 120 minutos frente ao Atlético de Madrid.

 

Passando agora à nossa seleção. Fernando Santos assegurou facilmente a qualificação para o Euro, mas fez uma convocatória algo surpreendente.

  1. Beto
  2. Rui Patrício
  3. Anthony Lopes
  4. José Bosingwa
  5. Fábio Coentrão
  6. Eliseu
  7. Pepe
  8. Bruno Alves
  9. Maicon
  10. Daniel Carriço
  11. William Carvalho
  12. Rúben Neves
  13. Miguel Veloso
  14. João Moutinho
  15. Josué
  16. Nani
  17. Vieirinha
  18. Ivan Cavaleiro
  19. Danny
  20. Hugo Vieira
  21. Nélson Oliveira
  22. Éder
  23. Cristiano Ronaldo

Teria pela frente a Polónia, a Rússia e a Croácia, por esta ordem. Usando Rui Patrício, Bosingwa, Pepe, Maicon, Coentrão, William, Moutinho, Josué, Nani, Danny e Ronaldo, aos 5 minutos já ganhava 2-0 aos polacos e assim terminou o jogo. Em seguida, contra a Rússia mudou um pouco o 11, mantendo Rui Patrício, Bosingwa, Pepe, William, Moutinho e Ronaldo e introduzindo Bruno Alves, Eliseu, Rúben Neves, Cavaleiro e Nélson Oliveira, venceu 3-0 a Rússia e garantiu a passagem. No último jogo da fase de grupos, usou o mesmo 11 que usara frente à Polónia, com a introdução de Cavaleiro no lugar de Danny apenas e cedeu a primeira derrota. 2-1 frente à Croácia num grande jogo de Vedran Corluka. Seguem-se agora os oitavos-de-final.

 

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Por agora não tenho muito mais a dizer, a nível da minha carreira pouco ou nada se passou porque rejeitei liminarmente todos os clubes não profissionais que me abordam. Resta-nos apoiar a seleção. Viva Portugal!

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Euro e Rio 2016

 

Mais uma vez serei muito breve na medida em que venho apenas reclamar acerca daquilo que fizemos no EURO 2016.

 

Seguia-se a Ucrânia, adversário acessível, ao qual vencemos por 2-0. Rui Patrício, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Eliseu, João Moutinho, Fábio Coentrão, Ivan Cavaleiro, Cristiano Ronaldo e Éder chegaram perfeitamente para os ucranianos e a vitória foi evidente.

 

Mas o problema veio a seguir. com Grécia, Inglaterra, Espanha, Croácia, Holanda, Escócia, Dinamarca e Portugal, sendo que as equipas se defrontaram por esta ordem, perdemos contra uma Dinamarca muito mais fraca do que nós. o Fernando Santos entrou, claramente, cheio de médio e apostou num meio-campo com Rúben Neves, Miguel Veloso e João Moutinho e foi a morte do artista. 1-0, venceram os dinamarqueses.

 

Nos outros jogos passaram Inglaterra, Croácia, nos penalties e Holanda. Conforme eu vos tinha dito, esta Dinamarca não era nada e acabou por sofrer 6-0 às mãos da Holanda nas meias-finais. A final reservava-nos a laranja mecânica frente à Inglaterra, que venceu a Croácia por 1-0, e só após prolongamento se encontrou vencedor. 2-2 aos 90 minutos e foi preciso esperar pelos 103 para o jogo ficar sentenciado. Wilshere deu o título à Inglaterra.

 

Ainda assim, Portugal levou Ronaldo à dream team e ainda foi considerado o segundo melhor jogador do torneio, prémio arrecadado por Sneijder.

 

Dream Team

Ronaldo - Diego Costa

Depay - Iniesta - Sneijder - Wijnaldum

Baines - Corluka - Jagielka - Azpilicueta

De Gea

 

Na outra grande competição deste Verão, os Jogos Olímpicos, Portugal estava no grupo do Japão, do México e dos organizadores: Brasil. Com Cristiano Ronaldo, Maicon e Nélson Oliveira como os três mais velhos, coube a Joel Pereira, Daniel Góis, João Cancelo, Rúben Vezo, Maicon, Rúben Barbosa, Rúben Neves, Wato Kuaté, João Mário, Daniel de Silva, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Ricardo Horta, André Silva e Gonçalo Paciência fechar a lista de convocados da seleção nacional.

 

A competição começou frente ao México, Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo fecharam as contas do jogo, com Herrera a responder mais tarde. 2-1 para Portugal e seguia-se o Brasil. Bruma ainda marcou primeiro, mas Kenedy, saido do banco, bisou e Portugal precisava de vencer os nipónicos para assegurar a passagem no grupo. Os jogadores perceberam a mensagem e venceram o Japão por 3-1 com dois golos de Ronaldo. Seguia-se a Itália, com Ruben Neves a fazer um grande jogo, Ronaldo fez o 4º golo na competição e Bruno Fernandes assegurou a vitória, 2-1 para Portugal. Como todos os grandes caminhos têm obstáculos, seguia-se a França que trazia estrelas como Paul Pogba, Hugo Lloris ou Raphael Varane, mas, ao ritmo de Bernardo Silva, Portugal voltou a vencer 2-1, com Ronaldo a marcar o golo que garantiria a presença na final.

 

A final seria contra o Brasil, anfitriões, favoritos e já sabiam o que era vencer esta seleção. Gabriel Barbosa mostrou precisamente isso aos 10 minutos com um golo e Portugal não conseguiu responder na primeira parte. Mas quem tem Ronaldo tem tudo e o madeirense fez 2 golos em 15 minutos estabelecendo assim o resultado final em 2-1 e dando ao futebol português a sua primeira medalha nesta competição e logo de ouro. O bronze foi para a França, que bateu o Uruguai por 2-1.

 

O mercado de transferências ficou marcado por algumas transações de alto valor, sendo que apenas vos apresento as que foram por valores iguais ou acima de 8M€, separadas entre Julho e Agosto.

 

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Em Portugal, ao nível das saídas há a destacar a saída do treinador campeão nacional para o Chelsea, Phillip Cocu foi para o lugar deixado vago por José Mourinho, que, surpreendentemente, rescindiu para ir treinar a seleção da Holanda, há ainda as saídas de William Carvalho e Islam Slimani para o Arsenal (13M€) e para o Ipswich (8,25M€) respetivamente, a saída de Djuricic para o campeão turco, Besiktas, por 4M€ e a saída de Diego Reyes para o Cruz Azul por 1,9M€. Ao nível das entradas, um ano muito sossegado, com o Benfica a contratar David Concha ao Racing Santander por 1,8M€ e Jérémy Mathieu ao Barcelona por apenas 350m€ e o Porto a assegurar a contratação em definitivo de Cristian Tello por 4,1M€. Quanto ao Sporting, apesar das vendas que renderam mais de 22M€ no total, não contrataram um único jogador.

 

Quanto a mim, voltei a falhar uma pré-época, mais uma vez por opção, sendo que nem sequer ouvi propostas de clubes do Campeonato Nacional de Seniores. Não vale a pena descer um degrau quando devia estar já vários acima e o mundo reconhecerá isso, portanto fico à espera que algum clube tenha medo de arriscar, sim, tenha medo de arriscar e opte pelo certo: a contratação de um treinador sobejamente competente.

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Que fazer?

 

Este ano foi diferente. Nunca fui muito gastador e o que recebia no Freamunde deixou-me com margem para poder fazer o que quisesse sem ter os dois progenitores sempre a tentar aconselhar-me. Pus-lhes à disposição cerca de 4.000€ e exigi que não me aborrecessem com opiniões ridículas até Dezembro que, se o mundo do futebol não estivesse louco, aí já teria clube.

 

Permaneci em casa, via o meu irmão a tirar altas notas naquele que seria o seu último ano em casa, o 12º ano, via o meu pai a ir para a mesma fábrica todos os dias, via a minha mãe a trabalhar na repartição de finanças local e eu apenas procurava clube. Já não estou habituado a ser controlado e houve problemas, sobretudo devido à sua ideia de que temos de ser humildes e que não devemos mostrar quem de facto somos.

 

Admito que me esqueci um pouco disso em Freamunde, talvez devido ao grupo de jogadores demasiado fracos que tive o azar de treinar, aos resultados menos bons, mas ainda assim acima da média, que alcancei e talvez tenha duvidado daquilo que na realidade sou, mas sei que isso não voltará a acontecer.

 

Setembro passou depressa, ainda deu para fazer piscina e já não havia muito a fazer no que ao mundo do futebol diz respeito. Era esperar que começassem as chamadas "chicotadas psicológicas" que sabia que algum clube da Segunda Liga me ia chamar. A primeira foi no Tondela, António Sousa fora despedido e o presidente, Arlindo Morais, contactou-me para uma entrevista.

 

Dirigi-me a Tondela para a tal entrevista e tudo correu muito bem, até que o Nuno Peixoto, diretor do clube e pessoa que conduziu essa entrevista me diz que o orçamento para salários era de 30.000€. Levantei-me, desejei-lhe bom dia e saí. No Freamunde tinha trabalhado com mais de 50.000€ e tive de me sujeitar a jogadores com qualidade para o Campeonato Nacional de Seniores, não ia agora meter-me em Tondela com ainda piores condições.

 

Recusei a proposta e continuei na demanda. A segunda chicotada foi protagonizada por Romain Rodrigues, um português nascido além-fronteiras que tinha sido eleito presidente do Chaves após a saída do anterior presidente e investidor: Francisco Carvalho. A terceira foi protagonizada pelo Feirense, com Paulo Martins a despedir Pedro Miguel ao fim de 3 anos e meio de clube.

 

Já conheço o Romain há muitos anos, Chaves não é uma grande cidade, e, hoje, dia 6 de Dezembro contactou-me. O Chaves está notoriamente mal, como poderão ver na classificação, mas o meu pai, sócio do clube, já me disse que seria o maior orgulho da vida dele. Oferecem-me 3.000€ por mês brutos, o meu mais elevado salário da carreira, mas ainda não consegui decidir.

 

Plantel

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Classificação a 7 de Dezembro de 2016

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Jogos efetuados

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Pedi para responder amanhã, mas hoje já me ligou o Marco, o guarda-redes, a perguntar se me lembrava dele. Tinha sido o meu guarda-redes no Lusitânia Lourosa e queria muito voltar a trabalhar comigo, mas ele nem qualidade tem para o Chaves e teria de ser uma das muitas posições remodeladas.

 

Não sei o que fazer, seria um orgulho para mim servir o Chaves como treinador, já que fui impossibilitado de o fazer como jogador, tenho boas condições para trabalhar, mas um plantel horrendo, pode ser o fim da minha carreira como treinador por me estar a meter, de novo, na boca do lobo. Eu confio em mim e se há alguém capaz de salvar o Chaves, esse alguém sou eu, mas será que eu serei mesmo capaz. Que fazer? É essa a pergunta que vos deixo. E prometo-vos, e lembrai-vos que um rei não falha as suas promessas, mal tome uma decisão, irei anunciá-la numa curta atualização, na mais pequena atualização.

 

 

Agora preciso mesmo de vós :mrgreen:

 

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Pela questão sentimental era bonito o Guilherme ir para o Chaves, por outro lado é suicídio, o Chaves está condenado à descida.

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Tenho estado a ler e tens aqui uma história muito interessante. :)

 

Quanto ao convite, acho que tens aí mais uma missão complicada. Por um lado faria todo o sentido porque é a cidade do Guilherme de Melo. Só que depois olho para esse misto de juventude com pré-reformados e acho que, a menos que consigas trazer para aí jogadores decentes, devias rejeitar. Podes é não encontrar mais nenhum clube profissional a querer os teus serviços :mrgreen:

Editado por ElMartins995

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A mais pequena atualização

 

Esta será a mais pequena atualização que vos farei. Conforme vos disse ontem, o Feirense tinha acabado de despedir o seu treinador e eu era um dos nomes apontados. Depois de ouvir várias pessoas, de pensar, de tomar diferentes decisões, cheguei, por fim, a uma decisão e é sobre ela que vos vou falar agora. Nunca fui sentimental, não o sou, sou uma pessoa racional e tomei a decisão com base nisso mesmo.

 

 

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Não podia virar as costas a quem não mas virou, a quem me ajudou a concretizar este sonho de ser treinador e isto é puramente racional. Qualquer rei sabe que não pode ficar com dívidas de gratidão a ninguém e é isso mesmo que eu venho aqui saldar. Sei que não sou rei, mas também sei que estou mais próximo disso que qualquer pessoa à minha volta. Vou manter esta equipa, sei que vou! Será, sem dúvida, um caminho complicado e falhei uma tarefa que até parecia mais fácil, mas, pela primeira vez, estou orgulhoso do clube em que estou. Ainda que se tenham esquecido do "de" no cartão!

 

Editado por Carlos Gouveia

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A realidade

 

Estou em Chaves, a treinar o Grupo Desportivo de Chaves, a cumprir o sonho do meu pai e, em parte, o meu, mas com muito, muito mesmo, para trabalhar. Conforme vos tinha dito, adiei a decisão por um dia, não foi uma decisão para ser tomada de ânimo leve e no dia seguinte dirigi-me ao estádio que melhor conheço no mundo.

 

Romain Rodrigues: Guilherme, já te conheço há muitos anos, contudo sei a dificuldade inerente a esta tarefa, era um orgulho ter um filho da terra a treinar o clube, alguém que conhece os cantos à casa e que já demonstrou competência. O Marco falou muito bem de ti!

Guilherme de Melo: Que espera de mim?

Romain Rodrigues: Que honres o clube que amas!

 

Não amava o Chaves, já admiti que tenho um carinho especial pelo clube que me ia formar, que me possibilitou chegar a treinador de uma equipa profissional com apenas 21 anos, mas não passa disso. Também sinto um carinho especial pelo Vitória SC porque é lá a terra do meu mais querido antepassado. Mas também não passa disso.

 

Guilherme de Melo: Mas como espera que o honre?

Romain Rodrigues: Queremos, como é óbvio, que te mantenhas, mas, como conhecemos o teu valor e sabemos da dificuldade da tarefa que te estamos a pedir, este é o teu contrato. Só tens de o assinar.

 

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É um ano e meio de contrato, com possibilidade de receber 24.000€ se vencer a Segunda Liga para o ano, já que, depois explicou-me o presidente, obviamente essa cláusula não está ativa só para este ano, até porque já é impossível conseguir tal feito este ano.

 

Romain Rodrigues: Se virmos bom futebol, como vimos no Freamunde, e, mesmo assim, não te conseguires manter, terás toda a liberdade para permanecer na tua casa. Porque esta é a tua casa. Já decidiste? Se a resposta for sim, isto é teu.

 

Com "isto", ele referia-se ao cartão e, pelo cartão, já sabeis a resposta, foi afirmativa pelas razões que já vos disse anteriormente.

 

Romain Rodrigues: Não te mando conhecer os cantos à casa porque os conheces tão bem ou melhor que eu. Faz o que quiseres. Tens total liberdade, só te peço para manteres o Alberto na estrutura.

 

O Alberto era o Alberto Festa, Diretor do Departamento do Futebol, nunca lhe reconheci competência, mas era um desejo do presidente e aceitei. Assim sendo, estas são as cores que eu, orgulhosamente, defendo... outra vez!

 

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E o estádio é o local onde já joguei, onde já estive lá dentro, ainda que poucas vezes, mas é um estádio em que já tive o prazer de marcar um golo, de fazer uma assistência e até de levar um amarelo. É o estádio que melhor conheço e já estou a contar com os do Lusitânia Lourosa e do Freamunde.

 

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Nome: Estádio Municipal Dr. Manuel Branco Teixeira

Capacidade: Cerca de 10000 lugares

Ano de Construção: 1930

 

Era hora de reconhecer a casa. Não a estrutura física, mas o pessoal que tinha mudado nos últimos tempos. Não demorei até me cruzar com o meu treinador dos escolinhas e o meu treinador-adjunto nos iniciados, o mítico, pelo menos na cidade, Kasongo Kabwe, que agora treinava os juniores.

 

Kasongo: Guilerme! Viste fazer ua visita ao nosso Chaves?

 

Em Portugal desde 1995, altura em que representou o Vitória SC, o Kasongo ainda não consegue falar um português perfeito, é algo que me surpreende, no entanto consegue dizer perfeitamente Chaves, melhor que os próprios flavienses, que nunca dizem "Chaves", adotando a alternativa mais regional, "Chabes", ou, os que vivem mais longe da cidade, "Tchabes". Voltando ao congolês favorito de todo o concelho, é impossível não gostar deste homem.

 

Guilherme de Melo: Kasongo! Como estás? Já não te via há algum tempo. Não estiveste por aí quando vim cá ao comando do Freamunde?

Kasongo: 'Tive, estaba na bancada, saiste daqui com ua cara que nem tibe coragem de te dicer "olá".

Guilherme de Melo: Não saí assim tão mal, só não queria ter perdido.

Kasongo: És munto nobo, debias ter ficado mais uns anos aqui connosco. Agora sou eu a treinar os juniores.

Guilherme de Melo: Sim, sim, eu sei, toda a gente me diz o mesmo. E parece-me que ainda não sabes... agora sou eu a treinar os seniores!

Kasongo: Não pode ser. 'Tás a falar a sério? Oh, bamos descer na mesma.

Guilherme de Melo: Isso é o que nós vamos ver.

Kasongo: Guilerme, sabes que gosto munto de ti, mas é preciço um milagre. O Nuno Gomes não é um miúdo talentoço, já os treinei melhores, e já 'teve em 14 jogos dos seniores. O Bruno, igual. Bamos descer e num debias ter-te metido aqui.

Guilherme de Melo: Se há alguém que é capaz de tirar o Chaves do C N S, esse alguém sou eu!

Kasongo: Sempre a pensar demaciadamente alto, sempre assim foste. Mas és bom rapaz, eu sei que és.

Guilherme de Melo: Está bem, agora tenho de trabalhar. Olha lá, o Pedro Franco é competente?

Kasongo: É. Já está cá desde o Norton de Matos e decidiu ficar. Gosta munto do clube e já és o 4º treinador que ele apanha cá.

 

Despedi-me do Kasongo, não estava a pensar tirar-lhe o sustento, é bom homem e preciso de trabalhar muito mais antes de me preocupar com os juniores. Precisava de conhecer esse tal Pedro Franco, possivelmente o meu próximo treinador adjunto. Dirige-me até ao terreno de jogo, estava ele a orientar um treino.

 

Pedro Franco: Hugo, fala aí com esse jovem!

 

De fato de treino e sem estar a treinar, aproximou-se de mim um homem com os seus 40 anos.

 

Hugo Martins: Bom dia, que deseja?

Guilherme de Melo: Bom dia, queria falar com o treinador interino. Pedro Franco, creio ser o seu nome.

Hugo Martins: Ele agora está ocupado, mas dentro de meia hora o treino acaba e acho que ele poderá falar consigo.

Guilherme de Melo: Diga-lhe que é urgente, se faz favor.

Hugo Martins: É algo relacionado com o clube ou é pessoal?

Guilherme de Melo: Tem a ver com o clube.

Hugo Martins: Então pode falar comigo, sou Hugo Martins, o segundo treinador adjunto da equipa.

 

Antes de eu sequer conseguir responder, vejo um senhor já de vasta idade que de pronto reconheci. Tinha começado os meus tratamentos aquando da minha lesão e encaminhou-me para outro médico, o tal que me acabou com a carreira. Nada tenho contra o Dr. João Ribeiro, antes pelo contrário, é um médico excelente, mas a sua indicação, não foi, de todo, a melhor. Alegrava-me ver que ainda estava no clube.

 

Dr. João Ribeiro: Guilherme! Há quanto tempo, meu rapaz. Como tens passado? Hugo, podes ir continuando, eu falo aqui com este jovem.

Guilherme de Melo: Bem, senhor doutor. E o doutor?

Dr. João Ribeiro: A idade não perdoa, a idade não perdoa.

Guilherme de Melo: Mas vejo que não abandona o seu Chaves.

Dr. João Ribeiro: Nunca! Mas, conta-me, que estás por cá a fazer? Nem queria acreditar que eras tu, estava ali a trabalhar com o Rúben e reconheci-te à distância. Vieste matar saudades à casa?

Guilherme de Melo: É mais ou menos isso, doutor.

Dr. João Ribeiro: Então? Que te traz por cá?

 

Por trás de nós apareceu o Romain Rodrigues.

 

Romain Rodrigues: O que traz por cá são 3.000€.

Dr. João Ribeiro: Ganhaste alguma coisa patrocinada pelo clube? Não me lembro de termos feito alguma coisa dessas, mas eu também sou só o médico

Romain Rodrigues: Ganhou, ganhou. Ganhou o posto de treinador principal.

Dr. João Ribeiro: Não me digas, Romain! É mesmo verdade, Guilherme?

Guilherme de Melo: Sou a vossa última esperança para a manutenção.

Dr. João Ribeiro: Vossa? Nossa! Agora és, mais do que nunca, um de nós. Mas agora vou sair, tendes muito que trabalhar... ai se tendes. Bom dia a todos.

 

O velho médico afastou-se e foi a vez do presidente tomar a palavra com um aumento de volume.

 

Romain Rodrigues: Pedro, chegue cá. Deixe o Hugo e o Duarte a tomar conta do treino, eles saberão o que fazer.

 

Desta vez veio sem sequer questionar a ordem do presidente.

 

Pedro Franco: Diga.

Romain Rodrigues: Vá com o nosso Guilherme ao antigo gabinete do Barbosa e explique-lhe, com detalhe, a realidade do clube.

Pedro Franco: Como assim? Que realidade? É para dar alguma entrevista?

Romain Rodrigues: Estamos mesmo em boas condições de dar entrevistas. É o nosso treinador.

 

A cara do treinador adjunto passou por um misto de surpresa até ao reconhecimento.

 

Pedro Franco: Era ele que estava no comando do Freamunde no ano passado, não era?

Romain Rodrigues: Era, agora ide que o tempo urge.

 

Afastamo-nos do presidente que decidiu ficar a ver o que restava do treino.

 

Pedro Franco: Peço desculpa, ao longe não vi quem era e nós não podemos perder tempo, com certeza está a par da situação atual do clube e todos os minutos são fulcrais.

Guilherme de Melo: Não tem mal, vamos lá trabalhar que eu quero conhecer mesmo a realidade do clube, como disse ali o Sr. Rodrigues.

 

Dirigimo-nos ao gabinete do treinador principal, talvez a zona do estádio que conhecia pior, onde estava um monte de folhas espalhadas pela secretária.

 

Pedro Franco: Eu agora tenho usado isto para preparar o espaço para o próximo treinador, ou seja, para si. Mas está uma desarrumação total, eu sei. Mas o que é preciso para já está bem fácil de encontrar.

 

Entregou-me primeiro uma folha, era o aspeto financeiro do clube, um balanço de 340€ negativos, o melhor que já tinha encontrado, era motivo para me satisfazer. De seguida, entregou-me a constituição da equipa técnica.

 

Equipa Técnica

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Pedro Franco: Também preparei uma espécie de relatório com aquilo que acho dos nossos jogadores, quer vê-lo?

 

Não perdia nada em ver esse tal relatório e uma folha veio até mim mal lhe disse que sim.

 

Relatório do Pedro Franco

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A realidade do clube é aterradora, olhei para a folha, olhei para ele e exclamei: "Muito bem, preciso de dois olheiros extra, para ontem! O João Vieira fica, a maioria dos outros terá de arranjar um novo clube em Janeiro". Disse ao Pedro Franco que esta semana iria ser ele a orientar os treinos, que o meu trabalho desta semana iria ser prospeção e reconhecimento. Ele ficou surpreso, mas acatou a ordem.

 

Entretanto bateram à porta, era o Hugo Martins e o Pedro Duarte que já sabiam da novidade, provavelmente o presidente tinha-lha comunicado.

 

Hugo Martins: Peço desculpa, não sabia com quem estava a falar, mas também não se identificou. O treino da manhã terminou. Onde vamos almoçar?

Pedro Franco: Vamos ali ao Galo d'Ouro. Mister, vem connosco?

Guilherme de Melo: Não posso, tenho muito que fazer.

Pedro Franco: Também não vamos já. Se quiser vá lá ter. Sabe onde é?

Guilherme de Melo: Ó Pedro, eu cresci aqui!

 

Deixei-os sair e comecei a escrever isto. Admito que não trabalhei muito, mas já contactei os olheiros, já li e reli o relatório e agora é preciso começar a limpar o lixo. E este clube tem muito! Esta é a dura realidade em que me encontro. Mas agora? Agora vou à churrascaria aqui ao lado almoçar. Pode ser que ainda os encontre lá!

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