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Carlos Gouveia

[FM'15] Futebol em Estado Nobre

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Os bombos

 

No segundo dia de clube, ainda estava eu a ambientar-me à casa e mal tinha conhecido os jogadores, aparece-me o Nogueira no gabinete, um velho amigo de umas futeboladas, jornalista d'A Voz de Chaves e que, de vez em quando, escreve algumas coisas para o maisfutebol, para o LusoFans e para o Sapo.

 

Eduardo Nogueira: Guilherme, ouvi dizer que eras tu a assumir as rédeas do Desportivo.

Guilherme de Melo: Não, eu só estou aqui porque o Romain achou que era um bom local para o massagista dormir!

Eduardo Nogueira: Deixa-te de palhaçada. Preciso de uma entrevista em primeira mão com o novo treinador. E sabes que não podes dizer-me que não.

 

Claro que podia dizer-lhe que não, mas não o fiz e dei a entrevista ao rapaz. Horas mais tarde, já estava na internet.

 

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Nas "notícias relacioandas" estava uma entrevista do treinador do Estarreja que tinha uma passagem sobre mim.

 

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No que restava dessa semana chegaram dois olheiros, que mandei para o Brasil e para a Espanha com ordem expressas de me trazerem relatórios até dia 31 de Dezembro e comecei a conhecer os jogadores. Mas de Quarta-feira para Domingo não é possível conhecê-los a fundo e perguntei ao treinador adjunto quem é que ele achava que devia começar o jogo. A tática seria um pouco diferente da que o João Barbosa usava, um 4-4-2 losango, e ia passar para um 4-5-1. A ideia era defender melhor e começar por contrariar os 47 golos sofridos em 20 jogos que esta equipa levava. Depois logo se pensava nos 7 golos marcados nos mesmos 20 jogos. E foi com um misto da minha vontade conjugada com a vontade do Pedro Franco que fomos para Alcântara defrontar o Altético.

 

Atlético CP (4-3-3): R. Cordeiro, André Teixeira, P. Mbemba, Zhong Yi, R. Guerreiro, T. Agyiri, Kiki, Silas, Jajá, Quinaz e H. Pett;

Chaves (4-5-1): Marco, A. Lima, R. Reis, Palheiras, Ludgero, Joca, T. Silva, Saramago, N. Neves, João Vieira e Vítor Pestana.

 

Com 6 juniores, 2 no 11 inicial, e 2 juvenis, 1 no 11 inicial, convocados. Dirigi-me ao terreno do Atlético a pensar que a nível de qualidade estava na pior equipa da minha carreira. E aos 8 minutos já estava a perder. Horst Pett, de cabeça, fez o 1-0 para o Atlético.

 

Na primeira parte só deu Atlético, mas foi preciso esperar pelo início da segunda para ver o resultado a dilatar, desta vez por Quinaz que aproveitou um corte mal feito pela defensiva flaviense. O 3-0 apareceu pelos pés de Jajá, a finalizar um cruzamento, já para lá da hora de jogo.

 

Mas o jogo não ficava por aqui e Zhong Yi e Pett aumentaram a vantagem da equipa da casa, fixando assim o resultado final num expressivo 5-0. Isto já não é questão de trabalho, é mesmo questão de eles não saberem mais do que isto!

 

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Atlético CP 5 - 0 Chaves

 

Que eles eram maus eu já sabia, mas que eles eram tão maus, isso já me surpreendeu! Mas Dezembro ia funcionar quase como pré-época, ou nem isso, porque o plantel vai ser praticamente todo remodelado. Ou assim espero eu. Sem Joca e sem Neves, lesionados no último jogo, seguia-se a ida à Trofa e a bwin descrevia este jogo como "Chaves enfrenta o impossível". Não me davam nenhuma novidade que eu não soubesse, mas desta vez já conhecia melhor os jogadores e já fui eu a elaborar a equipa. Não serviu de nada!

 

Trofense (4-1-2-1-2): Fonseca, Chaverra, P. Alassane, Jairo, André Pires, A. Frade, M. Babo, Tiago André, Lucas Albino, R. Correia, Leopold Njengo;

Chaves (4-5-1): Marco, A. Lima, R. Reis, Palheiras, Bruno , T. Silva, Ludgero, C. Reis, J. Pereira, N. Gomes e João Vieira.

 

5 juniores e 1 juvenil no 11. Se ia dispensar quase todos, pus a jogar muitos dos que vão permanecer em Chaves., ainda que sob as ordens do Kasongo. O golo do Trofense apareceu já aos 21 minutos pelos pés de Ricardo Correia e estava assim aberto o marcador.

 

Dez minutos mais tarde, foi a vez de tudo ficar ainda mais interessante. Celso Reis tem uma entrada fora de tempo e leva vermelho direto, uma hora em que íamos jogar com apenas 10. Mesmo assim conseguimos manter o resultado em 1-0 até ao intervalo.

 

Mas, de novo, a segunda parte abriu com um golo da equipa da casa, Alassane fez o 2-0. O 3-0 apareceu pelos pés de Adukor, que com um remate do meio da rua não falhou. Ricardo Correia bisou no encontro e Jairo fez o 5-0. À passagem do minuto 90 ainda podíamos ter reagido, mas João Pereira mostrou o porquê do Chaves precisar de um plantel completamente novo.

 

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Trofense 5 - 0 Chaves

 

Íamos agora para o descanso natalício, mas ainda tinha um jogo para terminar Dezembro. Era contra o Estarreja, uma das três equipas mais fracas da liga e, contra eles, iria tentar vencer. Entretanto, chegaram dois jogadores que, dado o seu estatuto de jogador livre, estavam já disponíveis para jogar contra o Estarreja

 

Fabeta - D C

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Gabriel Cabo - M C

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Decidi apresentar-me num 4-3-3 e procurar a vitória, dar a titularidade ao Fabeta e ao Gabriel Cabo, porque são, de longe, melhores que os que cá estão e arriscar, naquele que era o último dia de 2016.

 

Chaves (4-3-3): João Luís, A. Lima, Fabeta, F. Teixeira, Ludgero, Joca, Gabriel Cabo, Saramago, J. Pereira, João Vieira e Vítor Pestana;

Estarreja (4-5-1): Rafael, Lamine Bá, L. Pimenta, Gustavo, Vítor Hugo, Tiago Silva, André Perre, Rui Luís, Bonfim, Lukinha e Eddy.

 

A primeira parte foi muito morta, mas fomos um pouco mais fortes. No entanto, ao intervalo, era o 0-0 que vigorava. A segunda parte abriu com uma boa jogada por parte do Chaves, protagonizada por Gabriel Cabo, mas que acabou por não dar em golo. O mesmo Gabriel Cabo que pouco depois saiu lesionado devido a uma entrada de André Perre, uma estreia sem fortuna e um rude golpe nas nossas aspirações.

 

Continuamos a ser melhores, mas o golo não aparecia, sendo que Rafael ainda o impediu algumas vezes. Foi já para lá do minuto 90 que, numa jogada de insistência, Saramago acaba por dar para João Vieira, o avançado, na cara de Rafael, desta vez não falhou e fez o 1-0 para gáudio dos flavienses que ainda aguentavam os maus resultados do clube. Ainda houve tempo para marcar o segundo, mas Vítor Pestana, que tinha feito uma muito boa exibição, falhou o alvo e o jogo terminou mesmo em 1-0.

 

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Chaves 1 - 0 Estarreja

 

Ficava a classificação, à saída de 2016, desta forma:

 

Classificação no fim de Dezembro

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Fomos uns autênticos bombos nos dois primeiros jogos, mas conseguimos vencer o Estarreja. É triste como é que em meia época só temos 8 pontos, mas ainda é possível. Mas só o é se fizermos uma segunda volta excepcional. Para isso têm de entrar vários jogadores e, para além destes dois, já mais alguns estão confirmados. O meu ano novo não será passado a festejar, será a trabalhar, mas um rei nunca descansa e eu tenho de manter este clube.

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Bom filho à casa torna! Acredito que consigas contratar uns quantos que talvez te salvem da descida... tenho esperança no Guilherme :mrgreen:

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Ano novo, vida nova

 

Ano novo, vida nova e nunca esse provérbio se adaptou tão bem como ao plantel do Chaves. Mas é Janeiro e Janeiro significa prémios anuais. Portanto, fazendo uma rápida retrospetiva:

 

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O nosso Ronaldo segurou o título de melhor do mundo e já só está a uma bola de ouro do argentino Messi. Quanto ao 11 do ano, com Casillas, Piquê, Sérgio Ramos, Gotze, Neymar, Muller e Aguero no banco, ficou o seguinte:

 

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Mas voltando à vida para cá do Marão, a primeira semana de Janeiro foi repleta de novidades em Chaves. Tal como eu tinha prometido, o plantel ia mudar imenso e ao fim de uma semana já só João Luís, Ludgero, Joca, Vítor Pestana e João Vieira se mantinham, mas o plantel não estava fechado e ainda alguns dos que tinham entrado poderiam sair.

 

Plantel antes do jogo contra o Feirense

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Até para o Pedro Franco, a melhoria era considerável. Basta ver que o Joca inicialmente era um jogador de quatro estrelas para o Pedro e agora é de uma e meia. Contudo, ainda era um plantel manifestamente fraco.

 

Íamos defrontar o Feirense e a maioria dos jogadores ainda tinha total desconhecimento das minhas ideias, sendo que até no autocarro para Santa Maria da Feira aproveitei para lhes explicar o que esperava deles. Pelas reações e pelos que tinha disponível, optei pelo 4-3-3 que nos tinha dado a vitória em casa frente ao Estarreja, mas com jogadores completamente diferentes.

 

Feirense (4-2-3-1): G. Makaridze, Mika, D. Pacífico, Pedro Santos, Reanto Maio, Tiago Jogo, Fabinho, Barge, Pedró, Paulo Grilo e J. Gonçalves;

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Fabeta, Argi, F. Faria, Joca, Rafita, P. Marques, Juanillo, V. Fabian e João Vieira.

 

Lesões e má forma física de alguns fizeram-me apostar neste 11. 9 jogadores completamente novos, que mal se conheciam e iam jogar juntos pela primeira vez. E logo num jogo oficial contra uma equipa de 11 jogadores já trabalhados. Ou seja, contra uma equipa.

 

Mas no início a falta de entrosamento não se fez notar e quase que marcávamos pelos pés de Juanillo a passe de João Vieira. Mas foi o Feirense que fez a baliza estremecer pela primeira vez, contudo o bandeirinha assinalou fora-de-jogo.

 

Logo a seguir, apareceu o segundo contratempo, Rafita juntava-se a Ángel Bastos na lista de lesionados. Um mau jogo para os espanhóis, com dois lesionado e Juanillo a falhar na cara de Makaridze. Ainda antes do intervalo, o golo acabou mesmo por aparecer, com João Gonçalves a fazer o 1-0 para a equipa da casa.

 

Na segunda parte foi a vez de Pedró fazer o gosto ao pé e alargar a vantagem do Feirense. Já a menos de 15 minutos do final, foi a vez de nós reduzirmos, por intermédio de João Vieira que fez a recarga ao livre do Faria.

 

Mandei-os atacar e procurar o empate, mas isto só procou o golo de Rúben Oliveira, já aos 93 minutos, fazendo assim o 3-1 final. Um jogo onde toda a equipa acabou cansadíssima devido à fraca preparação física que trazem. Precisava urgentemente de uma pré-época.

 

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Feirense 3 - 1 Chaves

 

As duas semanas seguintes já foram mais calmas, ainda assim com algumas mudanças e algumas saídas, algumas de jogadores que tinham acabado de entrar, mas que desiludiram nos treinos. Saíram João Luís e Fábio Pereira, ambos guarda-redes, Ludgero, médio defensivo, António Gasca, lateral esquerdo, e Anísio, extremo. Entraram no seu lugar Mário César, um lateral esquerdo com qualidade para a Primeira Liga, Manuel Sañudo, um extremo direito, Fernando Ribas, guarda-redes, e Raviola, que fazia assim o seu re-regresso a Chaves, na medida em que já cá tinha estado por duas vezes. E foi com estas mudanças que defrontámos o Tirsense.

 

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Fabeta, Mario César, F. Faria, João Pedro, Gabriel Cabo, Raviola, M. Sañudo, V. Fabian e João Vieira;

Tirsense (4-2-3-1): Rui Vieira, Rui Costa, Alexandre, Carlos André, Willian Santos, R. Fernandes, H. Carapinha, P. Borges, Acácio, Feliz e D. Brandão.

 

Com 3 dos centrais lesionados, coube ao recém-chegado Mario César fazer a posição de central, foi o Tirsense que partiu à frente, através de bola parada, com o meu antigo jogador, o Carapinha, a cabecear certeiro mesmo antes do intervalo.

 

Na segunda parte voltamos a ser melhores, mas percebi que há muito trabalho pela frente e o Tirsense aproveitou isso mesmo para fazer o 2-0 por Pedro Borges, aos 70 minutos. Hernâni ainda fez o 3-0 final.

 

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Chaves 0 - 3 Tirsense

 

Não faz muito sentido, mas estou satisfeito. Agora o problema é outro, é falta de rotinas e nesta "pré-época" com jogos oficiais temos de conseguir esse entrosamento. Os jogadores já me chegam para a manutenção, agora temos de ver se conseguimos recuperar o tempo perdido.

 

Na semana que antecedeu o jogo contra o Benfica de Castelo Branco, chegou Robson, médio ofensivo, e partiu Joca, médio defensivo. Estava, então, praticamente fechado o plantel: 10 portugueses, 9 brasileiros, 6 espanhóis, 1 russo e 1 marroquino. E era com estes que ia fazer o último jogo de Janeiro. O 11 estava longe de ser o nosso melhor, devido ao trabalho físico que tenho feito com os jogadores, tentando prepará-los para a meia época que se avizinha.

 

Chaves (4-3-3): F. Ribas, R. Silva, Fabeta, Fábio, F. Faria, João Pedro, Gabriel Cabo, Raviola, S. Kundik, V. Fabian e João Vieira;

Benfica C. Branco (4-5-1): Chastre, J. Estalagem, Fábio Marinheiro, Luciano, Hugo Simões, J. De Araujo, P. Fonseca, Sérgio Tomé, Luís Bornes, Kisley e R. Videira.

 

Se no jogo contra o Tirsense sempre estivemos por cima, mas falhávamos na defesa e no ataque, neste jogo a história foi diferente e o Benfica de Castelo Branco esteve sempre a dominar, mas nós defensivamente íamos cumprindo. Até que aos 17 minutos, o árbitro desencanta um penalty cometido sobre Raviola e a história do jogo mudou. Golo de Julien de Araujo e estávamos outra vez a perder.

 

Só dava Benfica C. Branco e o segundo golo adivinhava-se, até que numa jogada muito bem construída, pela esquerda, Fabian ofereceu o golo a Gabriel Cabo que não falhou. Primeiro remate, primeiro golo e estava feito o 1-1.

 

Este golo acalentou a esperança, mas mesmo antes do intervalo, Reynald Videira achou que era hora de acalmar os flavienses, que já tinham estado perto de dar a volta ao resultado, e fez o 1-2.

 

Ao intervalo, com João Pedro tocado, decidi passar o 4-3-3 para 4-2-3-1 com a introdução de um médio ofensivo. O jogo equilibrou e o 2-2 esteve próximo, mas Reynald Videira acabou por fazer o 1-3. O resultado final seria fixado por Sérgio Tomé, que fez o 1-4 já aos 86 minutos.

 

Chaves 1 - 4 Benfica C. Branco

 

Assim acabava Janeiro e, com ele, o período de transferências. Arrisquei, arrisquei muito, mudei o plantel praticamente todo e só ficou o Vítor Pestana porque não lhe pago salário, senão apenas o João Vieira ficava.

 

Plantel a 31/1/2017

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Há um imenso trabalho a fazer e, honestamente, acho que não vamos a tempo. Contudo, desta vez, se o presidente me deixar, irei abaixo e voltarei acima, porque tenho qualidade para isso. Não se trata de desistir ou deixar de acreditar nas minhas capacidades, trata-se de perceber o que se passa à minha volta e sei que se uma equipa voltar a descer sob o meu comando, não será fácil voltarem a dar-me uma oportunidade na Segunda Liga, apesar de ter sempre entrado a meio do campeonato.

 

Classificação no fim de Janeiro

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É verdade que se diz "ano novo, vida nova", mas aqui isso só se aplicou ao plantel. Os resultados continuaram os mesmos e isso tem de mudar. Mas não sei se mudará, tenho um atraso de 6 meses que não é fácil de recuperar.

 

 

Por um motivo qualquer, não tirei SS no jogo contra o Benfica C. Branco, peço desculpa.

 

Não pus os atributos dos jogadores porque, como deverão ter dado conta, foram mesmo muitos, caso queiram alguma SS de algum jogador em particular ou assim, estejam à vontade. Aliás, sobre o que quiserem, nem que seja uma SS do plantel do Ronfe ou algo assim :mrgreen:

 

Editado por Carlos Gouveia

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É cerrar os dentes e mostrar toda a garra do Chaves. É uma grande diferença mas faltam 20 jogos, é possível se a equipa encarreirar numa senda de vitórias. Boa sorte, vou acompanhar :)

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Resta lutar

 

Com a chegada de Fevereiro, já tinha duas etapas quase concluídas. A primeira seria remodelar o plantel para algo digno da Segunda Liga, do Chaves e, sobretudo, de mim e a segunda era a recuperação física dos jogadores. Ainda com alguns inaptos, consegui, pela primeira vez, reunir 18 jogadores em condições físicas perfeitamente aceitáveis para um jogo profissional. Falta agora a adaptação tática, que é um processo gradual e, de todos, o mais longo.

 

Foi com esta ideia que fui a Moreira de Cónegos defrontar a equipa local que lutava pela promoção, tal como o seu 5º lugar a apenas 4 pontos do 2º demonstravam. Sabia que não era favorito, antes pelo contrário, mas, também em virtude dos jogadores que tinha disponíveis, adotei um 4-2-3-1.

 

Moreirense (4-2-4): Raúl Fernández, Paulinho, Marcelo Oliveira, Vitor Bastos, B. Dramé, F. Omgba, H. Faria, Arsénio, Piqueti, A. Sainrimat e Lucas Fernandes;

Chaves (4-2-3-1): F. Ribas, Á. Bastos, Fabeta, Fábio, Mario César, Gabriel Cabo, Raviola, S. Kundik, P. Marques, V. Fabian e João Vieira.

 

O jogo começou e só deu Moreirense, a equipa da casa veio em busca da vitória, mas foi, de novo, um lance de bola parada que possibilitou isso. Livre de Marcelo Oliveira para defesa incompleta de Ribas e Sainrimat, na cara do guarda-redes, deu a vantagem ao Moreirense corriam os 23 minutos.

 

Mas a vantagem não durou muito, logo aos 28 minutos, Paulo Marques faz um passe para a entrada da área, Gabriel Cabo estava lá, domina e faz o 1-1. Mas o Moreirense voltou à procura da vitória e Lucas Fernandes aproveitou uma descoordenadação defensiva nossa, mais uma, e fez o 2-1. Mas o 2-1 era um resultado desconfortável para o Moreirense e Lucas Fernandes, a passe de Piqueti, bisou.

 

Intervalo e o resultado já demasiadamente dilatado para ser possível dar a volta. Tivemos alturas onde parecia que era possível, mas as bolas paradas para nós são horríveis e acabamos por sofrer o 4-1 por intermédio de Hugo Faria.

 

O jogo estava entregue, mas Robson Gonzaga, entrado para o lugar do lesionado João Vieira, ainda reduziu para 4-2. O 5-2 apareceu pelos pés de Capela e assim ficou fechado o placar.

 

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Moreirense 5 - 2 Chaves

 

Um resultado que nos tinha afundado ainda mais na luta pela manutenção e agora eram 20 pontos que nos separavam desse objetivo. A luta estava praticamente perdida, mas eu não o admitia aos meus jogadores. Íamos receber o Beira-Mar e, como sempre, íamos lutar pela vitória, mesmo que fosse contra o primeiro classificado. Ou assim achava eu!

 

Chaves (4-2-3-1): Moha, Á. Bastos, Fabeta, Fábio, Mario César, Gabriel Cabo, Raviola, M. Sañudo, P. Marques, Juanillo e João Vieira;

Beira-Mar (4-2-4): Renan, A. Wroblewski, Evson, Diego, Vítor Vinha, Edú, Raphael Augusto, L. Chaparro, Dieguinho, Lucas Roggia e Nadson.

 

Era por demais evidente que as equipas consideravam que contra nós era um jogo ganho e isso justificava o 4-2-4 que todas apresentavam. Para além disso, o Beira-Mar estava em 1º lugar e queria cimentar o posto com uma goleada frente ao 1º, mas a contar do fim e foi precisamente isso que eles vieram fazer a Chaves.

 

Aos 3 minutos já tinham duas oportunidades de golo que o regressado à titularidade, Moha, impediu. Mas essa superioridade da equipa de Aveiro não durou muito e o primeiro golo até foi nosso, João Vieira, a passe de Raviola, introduziu a bola na baliza. Fora-de-jogo, assinalou o árbitro.

 

Surpreendentemente estávamos melhores e, ainda que o 0-0 estivesse justo, a haver um vencedor na primeira parte, seríamos nós. Mas as que contam são as que entram e são validadas e 0-0 era o resultado ao intervalo.

 

Mandei-os continuar e eles continuaram, a segunda parte foi mais do mesmo e só dava Chaves, o primeiro classificado estava a ser reduzido a cinzas, mas os golos eram apenas e só uma miragem.

 

Até que uma bola parada, aos 86 minutos, mudou o jogo. Remate direto, recarga e golo. Mario Cesar no livre e Sergey Kundik na recarga. Estávamos à frente do jogo frente ao Beira-Mar.

 

"Recuar, recuar, recuar" e o Beira-Mar teve mais bola pela primeira vez durante o jogo. Não conseguiram criar real perigo uma única vez e assim somei a minha segunda vitória. E logo frente ao 1º, num jogo onde Mario César começou a mostrar o que vale.

 

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Chaves 1 - 0 Beira-Mar

 

Como se não bastasse, esta vitória oferecia o último lugar ao Tondela e dava-nos um renovado acreditar, contudo o Feirense ainda estava a 18 pontos e faltavam o mesmo número de jogos. Era preciso uma média de 2 pontos por jogo para sonhar com a manutenção e isso será de facto uma proeza.

 

Seguia-se a receção ao Leixões, mais uma vez, uma equipa que lutava pela subida e que, com a minha vitória frente ao Beira-Mar, tinha ficado a apenas um ponto do atual primeiro classificado, estando em terceiro. Ia ser mais um jogo complicado, mas a nossa moral estava em alta.

 

Chaves (4-2-3-1): F. Ribas, Á. Bastos, Fabeta, Fábio, Mario César, Gabriel Cabo, Raviola, M. Sañudo, P. Marques, João Vieira e R. Gonzaga;

Leixões (4-3-3): Ventura, Dani Coelho, Touré, Lima Pereira, R. Floro, Roberto Sousa, Bruno Lamas, Edgar Abreu, Mendes, A. Preciado e Tiago Leonço.

 

As lesões do Moha e do Fabien e o cansaço do Juanillo obrigaram-me a fazer duas mudanças. Não tendo um extremo esquerdo de origem, dei o lugar ao João Vieira para partir da linha para o meio, um pouco o espelho daquilo que o Kundik já havia feito e que no jogo anterior deu resultado.

 

E o João Vieira retribuiu a confiança com um grande golo. Aos 21 minutos, a passe de Raviola, João Vieira conduziu para o meio, rematou para o poste mais próximo e Ventura não teve hipóteses. 1-0 e aquilo que outrora era apenas um sonho, começava a tomar algumas formas.

 

Mas o sonho do Leixões também estava vivo e 20 minutos depois, através de bola parada, Touré conseguiu o empate. Intervalo, 1-1.

 

Na segunda parte, o Leixões voltou mais forte e Preciado respondeu da melhor forma a um canto. Tentei fazer a equipa reagir, mas os fantasmas voltaram e aos 80 minutos o Leixões fez o terceiro, merecido, e o jogo terminou com mais uma derrota para nós.

 

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Chaves 1 - 3 Leixões

 

Para além de atirar para a lama o sonho, este jogo foi péssimo pelas lesões do Fábio e do João Vieira. Ambos só voltarão a meio ou no fim de Março e ambos têm sido titulares absolutos, ainda que o Fábio não tenha tido alternativas devido à lesão do Terra e do Argi.

 

Seguia-se a ida a Alcochete para defrontar a equipa B do Sporting e se a lesão do João Vieira era fácil de ultrapassar, a lesão do Fábio era praticamente impossível porque o Terra e o Argi não estavam aptos e o João Pedro, trinco que pode jogar a central, ainda estava lesionado. Foi preciso passar o Mario César para central, com apenas 1,58m, e esperar que o Fabeta conseguisse ser o patrão do jogo aéreo.

 

Sporting CP B (4-3-3): Pedro Silva, G. Araújo, B. Wilson, G. Ramos, Pedro Empis, P. Ferreira, F. Geraldes, Diogo Barbosa, Wilson, Diogo Salomão e L. Enoh;

Chaves (4-2-3-1): F. Ribas, Á. Bastos, Fabeta, Mario César, F. Faria, Gabriel Cabo, Raviola, M. Sañudo, P. Marques, Juanillo e S. Kundik.

 

A primeira parte trouxe uma oportunidade para cada lado, mas nenhum golo. Pouco futebol da nossa parte, mas do outro lado também pouco ou nada se viu.

 

Na segunda parte, o jogo começou com um falhando do Paulo Marques que, juntamente com a fraca exibição que estava a fazer, lhe garantiu a saída do terreno de jogo.

 

E esse falhanço sentenciou o jogo, na medida em que não houve mais oportunidades e o jogo foi manifestamente aborrecido.

 

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Sporting CP B 0 - 0 Chaves

 

Para terminar o, até agora, melhor mês da equipa transmontana, íamos a Oliveira de Azeméis com a equipa sem conseguir descansar o suficiente do jogo anterior, o que motivou demasiadas mundaças.

 

Oliveirense (4-2-3-1): João Pinho, R. Fazendo, P. Torrado, Marlon, Bruno Simão, Godinho, Renan, P. Oliveira, Jota, Pedrinho e Alexandre Guedes;

Chaves (4-3-3): F. Ribas, Á. Bastos, Terra, Mario César, F. Faria, Gustavo Lima, Robson, P. Marques, Nuno Silva, V. Fabian e R. Gonzaga.

 

Podíamos ter entrado a ganhar no jogo, mas a bola passou a raspar no poste e Robson não conseguiu o golo. Mais tarde, Alexandre Guedes fez o que Robson não conseguiu fazer e pôs a Oliveirense à frente.

 

A segunda parte voltou a ser disputadíssima, mas o nosso ataque voltava a falhar, enquanto a nossa defesa já mostrava claros sinais de melhorias, mas Alexandre Guedes estava no seu dia e bisou aos 74 minutos. Garantindo a vitória para a Oliveirense.

 

Ainda tivemos oportunidades de golo, mas foi a Oliveirense que rentabilizou a falta de entrosamento de Terra, titular devido ao cansaço do Fabeta, para dilatar a vantagem. Gonzaga ainda diminuiu a desvantagem, mas já era tardíssimo e o resultado fixou-se em 3-1.

 

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Oliveirense 3 - 1 Chaves

 

O mês terminava assim, o melhor mês até agora, mas ainda manifestamente mau.

 

Classificação no fim de Fevereiro

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Saímos de último, mas ainda não chega, é preciso muito mais e Março será determinante. Se acredito? Claro que acredito! Se acho provável? Não. Resta-me lutar contra as probabilidades.

 

 

ACho que desmoralizei um bocado com estes resultados e perdi um bocado o estilo arrogante nas atualizações, a ver se consigo retomar! Já tenho mais algumas escritas, portanto não desmoralizei ao ponto de deixar de escrever, mas com os resultados nem me apetecia escrever aqueles textos entre os jogos para cimentar a personagem. Peço desculpa

 

Ainda me dá imenso prazer fazer aqueles posts quase sem FM, com história feita quase só por mim muitas vezes, mas depois os resultados só me faziam querer fazer o próximo jogo para ver se melhorava :mrgreen:

 

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Deste uma bela volta ao Freamunde, mas isto com Chaves... Para esquecer.

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@What: eu vinha com ideias de lutar pela manutenção, mudar a equipa e fazer uma coisa decente, só que escaparam-me todos os pormenores de adaptação, pensei que entre Janeiro e até meio de Fevereiro conseguia encarrilar as táticas e a parte física. A parte física até foi fácil, a parte tática foi horripilante! Foi isso e quase nunca ter conseguido repetir a dupla defensiva!

 

 

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Golos, golos e mais golos

 

Março seria o nosso primeiro mês em que poderíamos aspirar a fazer alguma coisa bonita. Os jogadores, tirando os lesionados Fábio, João Vieira, Rafita e Fernando Faria, estavam, finalmente, todos minimamente aptos fisicamente, já percebiam a tática e estavam a melhorar de dia para dia sobretudo no processo defensivo.

 

Para tentar fazer um mês quase perfeito, porque só assim era possível almejar a manutenção, íamos receber o Braga B logo no dia 4. Sem o Pedro Monteiro, o carniceiro que me destruiu a carreira no campo de treinos exatamente ao lado deste onde jogamos em cerca de 15 em 15 dias, já no Oliveira do Bairro, íamos defrontar o Braga B na esperança de vencer.

 

Chaves (4-2-3-1): Moha, Á. Bastos, Argi, Fabeta, Mario César, Gabriel Cabo, Raviola, M. Sañudo, P. Marques, Juanillo e R. Gonzaga;

Braga B (4-3-3): V. Pedro, M. Guedes, Elton Monteiro, Breno, Núrio, Nené, Saná, Luís Silva, Tiago Vilela, Yazalde e C. Fortes.

 

A equipa B do Braga apresentava-se com um 4-3-3 com 3 avançados centro, o que podia provocar superioridade numérica frente à nossa linha de três centrais, mas isso implicava menos jogadores atrás e, portanto, bastava-nos ter mais bola e não os deixar jogar.

 

Mas Argi reagiu mal à estreia e cometeu penalty logo aos 7 minutos. Saná chamado à marcação e Moha não conseguiu parar o remate do médio guineense. A moral foi ao charco e Carlos Fortes mostrou precisamente isso ao fazer o 2-0 logo aos 14 minutos.

 

Aos 24 minutos, novo penalty e Saná voltou a não falhar. 3 remates, 3 golos, não havia nada a fazer. E o jogo assim foi para o intervalo.

 

Troquei 2 jogadores, berrei a plenos pulmões com eles, mas na segunda parte veio mais do mesmo e Yazalde fez o quarto. O dia não podia correr pior e o quinta apareceu pela cabeça de Carlos Fortes num autêntico frango de Moha.

 

E porque à meia-dúzia é mais barato, o Braga B acabou por fazer o sexto por Yazalde. E assim acabou o jogo, porque apenas são 90 minutos. No próximo jogo algo iria mudar!

 

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Chaves 0 - 6 Braga B

 

Esta derrota, vergonhosa, iria fazer mudar muita coisa e o jogo com o Varzim iria ter outra tática e outros jogadores. Não tive muito tempo para preparar isso, mas o tempo suficiente para tentar fazer perceber a estes ignóbeis com quem estão a lidar.

 

Chaves (4-3-3): F. Ribas, R. Silva, Fabeta, Terra, Mario César, Gustavo Lima, Gabriel Cabo, Robson, Nuno Silva, V. Fabian e S. Kundik;

Varzim (4-2-3-1): Conrado, Abel Pereira, Sandro Cunha, Pedro Santos, Tiago Lopes, Diogo Baltazar, Gonçalo Reyes, F. Assunção, C. Oliveira, J. Silva e M. Maçães.

 

Com 8 mudanças face ao jogo anterior entramos praticamente a ganhar, Robson assistido por Terra rematou colocado e fez o 1-0 aos 7 minutos. A lesão do Nuno Silva obrigou-me a mexer muito cedo e Juanillo iria jogar cerca de 80 minutos.

 

Só que ainda estavam 10 em campo quando houve um golo. Fabian entrou pela esquerda e, de pé direito, rematou colocado para as redes de Conrado. Estava feito o 2-0 aos 11 minutos. O Varzim tentou ripostar e voltou a lesionar-nos um jogador, desta feita Gustavo Lima, que ia dar o lugar a João Pedro.

 

Mas, de facto, o resultado estava a ser enganador e o Varzim não merecia estar a perder e tentou provar isso mesmo. E aos 23 minutos conseguiu mesmo chegar ao 2-1 por João Silva.

 

Para dificultar mais a tarefa, Fabeta levou o segundo amarelo aos 39 minutos e só um milagre nos faria trazer os 3 pontos. Mas ainda fomos para o intervalo a vencer.

 

Ainda aguentamos o 2-1 até para lá da hora de jogo, mas Mário Maçães acabou por fazer o 2-2 aos 63 minutos. Contudo, houve um laivo de esperança aos 66 quando Juanillo voltou a pôr-nos em vantagem, após um grande passe de Kundik.

 

Mas tudo nos acontecia. Depois das lesões de Gustavo Lima e Nuno Silva e da expulsão de Fabeta, era a ver de Juanillo sair lesionado e altura em que eu dei graças por ter conservado esta substituição. Raviola para jogo, mas Maçães não tardou a refazer o empate e aos 70 minutos estava 3-3.

 

O jogo acabaria assim, um jogo onde merecíamos retirar alguma coisa, mas que a vitória nos foi impossibilitada, pela primeira vez, pelo homem do apito.

 

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Chaves 3 - 3 Varzim

 

Estavam assim fechadas as contas pela manutenção, não íamos recuperar de uma desvantagem de 20 pontos com apenas 39 em disputa, mas eu queria, pelo menos lutar pela honra. E foi com esta ideia que parti para os Açores, naquele que iria ser o jogo de regresso do 4-2-3-1, não por acreditar nele, mas porque apenas tinha um central disponível e o João Pedro iria ter de recuar uma casa.

 

Santa Clara (4-3-3): Serginho, Oualembo, Amoreirinha, Paulo Henrique, Magdiel, Patas, Júlio Alves, Danilo, J. Tanaglioni, Rui Caniço e Leonardo Paoli;

Chaves (4-2-3-1): F. Ribas, Á. Bastos, João Pedro, Terra, Mario César, Raviola, Robson, M. Sañudo, P. Marques, V. Fabian e R. Gonzaga.

 

Aos 4 minutos já estávamos a perder, Rui Caniço introduzia a bola na baliza. Aos 7 já lá moravam dois, por intermédio de Danilo. Aos 40, Rui Caniço bisava e fazia o 3-0.

 

O intervalo foi, como já começa a ser habitual, cheio de gritos. E eles tentaram mesmo reagir e Raviola, aos 46 minutos, fez mesmo o 3-1. Mas foi Sol de pouca dura e Rui Caniço fez o hat-trick saindo para a ovação logo aos 62 minutos.

 

O Santa Clara ainda não tinha tocado na bola de novo, já Gonzaga fazia o 4-2. Clemente ainda faria o 5-2 aos 78 minutos. Para terminar o jogo, Leonardo Paoli fez o 6-2 com que viemos dos Açores.

 

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Santa Clara 6 - 2 Chaves

 

Seguia-se a visita à primeira das equipas que já começa a ficar longe da promoção. Um adversário demasiadamente forte para nós, mas não seria por isso que eu iria dar o jogo por derrotado... mas os meus jogadores já dão todos os jogos por derrotados.

 

Penafiel (4-2-3-1): T. Svedkauskas, P. Gomes, Hugo, Lucas Possignolo, Luís Olim, Luiz Sousa, João Schmidt, B. Sarr, João Martins, Mbala e Lupeta;

Chaves (4-3-3): Moha, R. Silva, Fabeta, Argi, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, J. Bernardo, M. Sañudo, S. Kundik e João Vieira.

 

Mbala pela esquerda, cruzamento e aos 17 minutos estava feito o primeiro por Sarr numa boa jogada do extremo esquerdo penafidelense. 38 minutos, livre direto para o Penafiel e João Schmidt promove um frango de Moha. 2-0 e assim fomos para o intervalo.

 

Na segunda parte, o Penafiel dilatou a vantagem por Aldair aos 67 minutos. Aos 78 minutos passámos a jogar com 10 por lesão de Fabian o que facilitou o 4-0 a Aldair. Aos 85 ainda reduzimos por João Vieira e assim fixámos o resultado final.

 

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Penafiel 4 - 1 Chaves

 

Para fechar Março, seguia-se o Porto B, a equipa B dos campeões nacionais, agora treinados por André villas-Boas e prestes a revalidar o título.

 

Porto B (4-4-2): Fabiano, Braima Candé, L. Tavares, M. Adilehou, H. Correia, S. Ribeiro, Belinho, R. Moreira, R. Quaresma, Kléber e A. Guimarães;

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Fabeta, Terra, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Raviola, M. Sañudo, P. Marques e João Vieira.

 

O Porto B entrou manifestamente mal, mas marcar golos é algo que nós só sabemos fazer quando estamos em desvantagem e Guimarães marcou aos 17 minutos no primeiro ataque da equipa adversária.

 

E para comprovar aquilo que acabei de dizer, João Vieira marcou a passe de Robson, entrado para o lugar do lesionado Gabriel Cabo. Logo a seguir Belinha lesionou João Vieira e obrigou-me a gastar duas substituições só na primeira parte.

 

A segunda parte foi só nossa, mas foi Frédéric que marcou o golo do Porto aos 87 minutos. Ainda desperdiçámos duas oportunidades de empatar o jogo, mas o resultado estava sentenciado.

 

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Porto B 2 - 1 Chaves

 

Acabava assim Março, um mês horrendo, com golos, golos e mais golos, onde sofremos 21 e marcámos 7. A despromoção está assegurada e resta-me esperar para ver se o presidente me quer cá para o ano.

 

Classificação no fim de Março

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Resta-nos cumprir calendário e tentar deixar de nos auto-humilharmos.

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Uish, é golos e golos, mas na baliza errada :mrgreen:

A equipa já está condenada a descer, agora é começar a pensar na próxima época :compinchas:

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@ElMartins995: condenadíssima, mas o que me chateou foi o que se passou neste mês. Ora lê :mrgreen:

 

 

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Já só falta um mês

 

Restava-nos tentar assegurar o 23º lugar e alguma da dignidade que ainda nos restava e para isso íamos começar contra o Covilhã em nossa casa.

 

Chaves (4-3-3): Moha, R. Silva, Argi, Fabeta, Mario César, João Pedro, Robson, Raviola, M. Sañudo, V. Fabian e João Vieira;

Covilhã (3-3-2-1-1): Igor Araújo, Victor Massaia, Nana K, H. Ferreira, Ricardinho, Djikiné, Fábio, Xeka, Gilberto, Kizito e José Laércio.

 

O jogo começou com um golo de José Laércio, mas, desta vez, invalidado, o que não nos punha a perder logo aos 10 minutos. E dizer que foi a isto que se resumiu a primeira parte é triste, mas é a realidade.

 

Estupidamente a segunda parte também não teve muito mais e o jogo acabou por terminar empatado 0-0. Um jogo sem qualquer interesse.

 

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Chaves 0 - 0 Covilhã

 

Para continuar o caminho da desgraça, iríamos à Vila das Aves defrontar uma equipa sem treinador, depois do despedimento do Ricardo.

 

Aves (4-3-3): A. Micai, André Costa, R. Samnick, Romaric, André Dias, Luis Manuel, J. Branco, Rui Duarte, Pedro Pereira, J. Chula e Tucka;

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Fabeta, Terra, Mario César, João Pedro, Robson, Raviola, Nuno Silva, P. Marques e João Vieira.

 

Mas, surpreendentemente, quem partiu na frente fomos nós. Nuno Silva rematou certeiro e deu-nos a vantagem. Logo a seguir, João Vieira fez o segundo e aos 40 minutos já venciamos por 2-0. Resultado com que fomos para o intervalo.

 

Mas porque este era o nosso dia, João Vieira encarregou-se de fazer o 3-0 no reatar do encontro. Para tudo ficar melhor, penalty aos 85 minutos e João Vieira fez o hat-trick. 0-4 e eu estava estupefacto, mas, sobretudo, irritado. Onde tinham andado estes jogadores a época toda?

 

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Aves 0 - 4 Chaves

 

Depois da goleada íamos voltar a Chaves, desta vez para defrontar o Leiria. A despromoção matemática estava a uma derrota de distância e já não havia nada a fazer, mas, estupidamente, estes jogadores começaram a acreditar agora.

 

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Fabeta, Argi, Mario César, João Pedro, Raviola, Gabriel Cabo, M. Sañudo, P. Marques e João Vieira;

Leiria (4-5-1): Mamadou, Hugo Ventosa, Miguel Vieira, S. Miranda, Nélson Sousa, João Ventura, Jorge Neves, Sufrim, Luca, Rui Coentrão e Barnes.

 

Estivemos melhores na primeira parte, mas a pontaria estava demasiado desafinada para conseguirmos alguma coisa.

 

Na segunda parte veio o festival de oportunidade falhadas e o 0-0 que garantia a despromoção vigorou até ao fim.

 

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Chaves 0 - 0 Leiria

 

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Estava assim confirmado, ainda com sete jogos pela frente. Mas já começava a ser hora de pensar no próximo ano. Se me deixarem ficar e não subir, a minha carreira acabará nesse momento.

 

Com a descida garantida, íamos defrontar a outra equipa que também a tinha: o Tondela. A partir de agora ia ensaiar novas formas de olhar para o jogo para começar a ensaiar sistemas mais ofensivos para atacar a subida de divisão já no próximo ano.

 

Tondela (4-1-2-1-2): Nuno Castro, Filipe Alves, Luís Oliveira, Tony, F. Costa, N. Manuel, Luís Neves, Jonas, João Miguel, Magno e Tiago Maurício;

Chaves (4-2-3-1): F. Ribas, Á. Bastos, Terra, Fabeta, Mario César, Raviola, Gabriel Cabo, Robson, J. Bernardo, P. Marques e João Vieira.

 

O Tondela é a única equipa que está pior do que nós e João Vieira tratou de garantir isso aos 18 minutos. Mas a vantagem não durou muito, pois Nuno Manuel marcou de grande penalidade logo a seguir.

 

E ainda que o golo estivesse mais perto para nós, foi o Tondela que o conseguiu aos 30 minutos por intermédio de João Miguel. Mas não fomos para o intervalo a perder porque Gabriel Cabo fez o 2-2 mesmo antes do intervalo.

 

A segunda parte abriu com João Vieira a bisar e Robson a marcar um golaço, dois golos em 2 minutos e 2-4 aos 48 minutos. O nosso domínio na segunda parte foi por demais evidente, mas as redes não voltaram a balançar.

 

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Tondela 2 - 4 Chaves

 

Com este último jogo estávamos há 4 jogos sem perder, agora que já nada contava é que estávamos a jogar futebol.

 

Nesta semana, deu-se a final da Taça da Liga, um derby da invicta onde se defrontavam os dois segundos da Primeira Liga. O 2º, Porto, e o 2º a contar do fim, Boavista. 2-2 no tempo regulamentar, os penaltys sorriram à equipa que luta para não descer.

 

Seguia-se a equipa B dos atuais primeiros classificados em nossa casa, onde procurávamos alargar a série invencível para 5 jogos.

 

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Fabeta, Argi, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Robson, Nuno Silva, P. Marques e João Vieira;

Benfica B (4-2-3-1): Fábio Duarte, I. Fernandes, Serginho, A. Alfaiate, P. Rebocho, Pizzi, B. Lourenço, D. Concha, L. Fariña, M. Sulejmani e C. Ramírez.

 

Se a vontade era manter a série invencível, Pedro Rebocho mostrou que o Benfica B não vinha para ajudar e marcou logo aos 11 minutos. Mas João Vieira não se fez tardar e, aos 13, reestabeleceu a igualdade.

 

Com o contrato a acabar, João Vieira queria mostrar-se e, aos 31 minutos, fez mesmo o 2-1. O jogo não se ia ficar por aqui e Paulo Marques, recentemente adaptado a extremo esquerdo, fez o 3-1 a cruzamento de Bastos.

 

A vencer 3-1 chegou o intervalo e eu só podia estar satisfeito. Na segunda parte, a emoção acalmou e não houve tantos golos, mas Raviola ainda entrou a tempo de fazer o gosto ao pé... ou melhor, à cabeça, fazendo o 4-1.

 

O Benfica B desorientou-se e Sañudo, 1 minuto depois, alargou a vantagem. Mas Concha ainda reduziu para 5-2 e o jogo terminou com este volumoso resultado.

 

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Chaves 5 - 2 Benfica B

 

Para terminar Abril, iríamos à Madeira defrontar a equipa de Vítor Oliveira, atualmente em 10º.

 

União da Madeira (4-2-3-1): Trigueira, Carlos Manuel, André vinícius, H. Pinto, Luís Sousa, J. Semedo, Soares, Talles, Élio, A. Pavic e Rafael Guedes;

Chaves (4-3-3): F. Ribas, Á. Bastos, Fabeta, Terra, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Robson, M. Sañudo, P. Marques e João Vieira.

 

Era um jogo complicado e aos 10 minutos já estávamos atrás no marcador por obra de Rafael Guedes. Podíamos ter empatado aos 20 minutos, mas Sañudo falhou um golo cantado e, como quem não marca sofre, Rafael Guedes bisou logo a seguir em resposta a um canto.

 

Aos 42 minutos, penalty a nosso favor, o capitão, João Vieira, correu para o esférico e não falhou. Mas o União da Madeira estava obstinado a ter dois golos de vantagem ao intervalo e Rafael Guedes fez o hat-trick aos 44 minutos.

 

Intervalo e eu já tinha a certeza que a série invencível de Abril acabaria aqui. Na segunda parte procurámos jogar mais e jogámos, mas não conseguiamos transformar essa superioridade em golos. João Vieira ainda conseguiu aos 78 minutos, mas não chegou e o 3-2 foi o resultado final.

 

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União da Madeira 3 - 2 Chaves

 

Assim termina Abril. Um longo mês com 6 jogos onde conseguimos uns fantásticos 11 pontos. Nada muda na classificação, mas mostra que temos qualidade mais que suficiente para a manutenção já impossível. Qualidade essa que demonstrámos apenas contra o Beira-Mar e agora em Abril. Para não fugir à regra, deixo-vos aqui a classificação atual.

 

Classificação no final de Abril

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Sinto-me um amador, jogar sem objetivos não é para mim. Mas já só falta um mês e para o ano, se mantiverem a confiança em mim, é para subir. Ou subo, ou dedico-me a outra coisa!

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Se não subires na próxima época aconselho-te a dedicares-te à pesca... porque não há mais nada a fazer :lolada: Acho que os teus jogadores estavam com vontade de vencer porque sabem que o Guilherme pode fazer grandes mudanças no ano seguinte se não gostasse deles... Então "aprenderam" a jogar lol

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Não sei bem porquê, parece que as imagens não dão, mas pelo link funcionam. Deixo o link em baixo de cada para quem quiser ver. Se alguém souber como resolver, agradeço.

 

 

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Qualquer rei perde uma batalha

 

Só nos faltavam 4 jogos para a tormenta acabar e eu mal poderia esperar que acabasse, a próxima época será de afirmação e mais cedo do que julgam estarei no meu verdadeiro lugar: a Primeira Liga.

 

Para começar o mês, apanhávamos um Atlético CP, 19º lugar, mas tranquilamente com a manutenção assegurada.

 

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Argi, Terra, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Raviola, M. Sañudo, V. Fabian e João Vieira;

Atlético CP (4-5-1): Bernardo, André Teixeira, J. Caneira, R. Martins, R. Guerreiro, Jorge Gonçalves, Jajá, Pedro Ribeiro, T. Agyiri, Quinaz e H. Pett.

 

E entramos praticamente a ganhar com um golo do João Vieira, que ainda terei de convencer a renovar, logo aos 3 minutos. Mas isto resume a primeira parte e o 1-0 era o resultado ao intervalo.

 

Na segunda parte tivemos um festival de oportunidades falhadas que podiam ter resultado em problemas para o nosso lado, mas, aos 85 minutos, João Vieira acabou por bisar e dar segurança ao resultado.

 

 

Esta jornada decidia um dos já promovidos, o Leixões, e a próxima provavelmente iria dar a subida ao Beira-Mar que foi derrotado por nós na nossa pior fase. Interessante!

 

Para além disso, esta semana ficou marcada pela vitória do meu ex-treinador, Kasongo:

 

 

Mas antes do Beira-Mar garantir a subida, iria o Estádio Dr. Manuel Branco Teixeira despedir-se de competições profissionais por pouco mais de um ano. Receberíamos o Trofense no antepenúltimo jogo do campeonato.

 

Chaves (4-3-3): F. Ribas, Á. Bastos, Fabeta, Terra, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Rafita, R. Gonzaga, P. Marques e João Vieira;

Trofense (4-1-2-1-2): Fonseca, Chaverra, Eduardo Enrique, Costinha, Miguel Ângelo, Naníssio, M. Babo, J. Adukor, Leopold Njengo, João Pedro e Simãozinho.

 

Rafita regressava assim aos relvados, mas foi o Trofense que marcou primeiro. João Pedro aproveitou uma defesa incompleta de Ribas para inaugurar o marcador.

 

Mas João Vieira, depois de uma grande confusão na área, fez ao gosto ao pé e refez o empate. Mas a primeira parte ainda nos reservava mais, João Pedro voltou a marcar e pôs o Trofense em vantagem.

 

Essa vantagem pouco durou, no minuto seguinte, Paulo Marques pôs o jogo em 2-2 e foi com 4 golos em 45 minutos que o árbitro apitou para o intervalo.

 

A segunda parte arrancou com um golo da equipa visitante, Simãozinho, de primeira, fez o 2-3. O empate não surgiu logo a seguir porque Fonseca fez uma enorme intervenção ao remate de Gabriel Gabo, mas o empate não se fez tardar porque Gonzaga não desperdiçou um passe com mel de João Vieira.

 

O Chaves ainda teve a oportunidade de fazer o 4-3 por várias vezes, mas algo impedia a equipa flaviense de se pôr em vantagem. E essa força exterior durou até ao fim do jogo, fixando o resultado em 3-3.

 

 

Esta semana trouxe boas notícias, ia poder contar com o Paulo Marques e com o João Pedro para o próximo ano, na medida em que o contrato de empréstimo foi renovado por 12 meses, o que mostra a satisfação dos seus clubes com o trabalho que eu tenho vindo a realizar com estes dois jovens.

 

Para além disso, conseguimos renovar contrato com o Mario César pagando-lhe exatamente o mesmo, aumentando um ano e retirando uma cláusula de rescisão por despromoção demasiado baixa.

 

Seguia-se o penúltimo jogo, frente uma equipa que subira connosco, mas que agora ainda poderia ir para 3º, enquanto nós já não sairíamos do 23º, o Ac. Viseu.

 

Ac. Viseu (4-2-3-1): Rúben Dionísio, Tiago Costa, Venício, Lucas Kal, Jonathan, H. Machado, Romeu Ribeiro, M. Marras, Bryan Olivera, Alvarinho e Hugo Firmino;

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Fabeta, Argi, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Raviola, R. Gonzaga, P. Marques e João Vieira.

 

Fora de portas apenas tínhamos somado 8 pontos, 6 dos quais no mês anterior, estávamos portanto a ir contra as probabilidades, mas, logo aos 3 minutos, João Vieira, depois de um grande passe do Fabeta, rematou contra as probabilidades e fez o 1-0.

 

Mas o Ac. Viseu queria mostrar o motivo para estar tão acima na classificação e pressionou tanto que conseguiu mesmo o golo do empate aos 18 minutos por Hugo Firmino.

 

A pressão da equipa da casa continuou a fazer-se notar e estiveram perto do 2-1 várias vezes. Que acabou por acontecer, mas para o nosso lado, Gonzaga derrubado na área, João Vieira chamado a converter o penalty e aos 31 minutos estávamos de novo na frente do marcador.

 

Mas a vantagem não durou muito devido a Moha, que fez um auto-golo e reestabeleceu a igualdade. 2-2 ao intervalo.

 

Mas com a segunda parte veio logo mais um golo do suspeito do costume, João Vieira, o que é deveras surpreendente, dado que é um jogador de uma equipa que vai descer e estava a lutar pelo segundo posto na lista de melhores marcadores da Segunda Liga. Hat-trick do homem da cidade do Lis e estávamos de novo na frente.

 

Mas a vantagem durou até aos 77 minutos, altura em que Ricardo Alves fez o 3-3 final. Minto-vos se disser que merecíamos a vitória, nunca fomos melhores que a equipa da cidade de Viriato, mas é sempre triste empatar com um golo em fora-de-jogo.

 

 

Esta jornada coroou o Beira-Mar como campeão da Segunda Liga e confirmmou assim o regresso da equipa de Aveiro ao principal escalão do futebol nacional. Nesse mesmo escalão também houve festa, Bernardo Silva, capitão, levantava o quarto título de Jorge Jesus, o Benfica, depois de perder dramaticamente o tricampeonato, estava de regresso ao lugar central no pódio da Primeira Liga.

 

Para nos despedirmos do que é ser profissional, seguia-se o Estarreja que também iria fazer aqui a sua despedida.

 

Estarreja (4-5-1): Rafael, Edgar, L. Pimenta, Lamine Bá, Luís Carvalho, Diogo Gonçalves, Bruno Monteiro, Rui Luís, Tiago Silva, Lukinha e Eddy;

Chaves (4-3-3): Moha, Á. Bastos, Fábio, Fabeta, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, J. Bernardo, R. Gonzaga, P. Marques e João Vieira.

 

Começámos melhor, mas foi o Estarreja que inaugurou o marcador por Eddy aos 34 minutos. Continuámos melhor, mas o golo não aparecia e em contra-ataque, Sualehe fez o 2-0.

 

Intervalo comigo muito insatisfeito, um sentimento que já não me lembrava de sentir. Na segunda parte foi mais do mesmo, nós a atacar, mas nada do golo. Até que João Vieira se lembrou daquilo que andava a fazer em grandes quantidades e fez o 2-1.

 

E como quem tem o João Vieira, tem tudo... depois de assegurada a despromoção, o nosso goleador bisou 5 minutos depois e fez o 2-2. Para não ser desmancha prazeres, acabou por fazer o hat-trick aos 76 minutos e pôr-nos em vantagem.

 

O Estarreja reagiu depressa e dois minutos depois já tinha o 3-3 feito por Vinícius. Este resultado não durou muito porque, aos 83 minutos, novo golo, desta vez por Sañudo. Mas o Estarreja não queria despedir-se da Segunda Liga com uma derrota e empatou aos 85 por Tiago Silva.

 

Mas os meus jogadore smereciam a vitória e Sañudo acabou por bisar fazendo o estonteante resultado de 4-5. As coisas não podiam correr melhor para o Sañudo, entrava e bisava. Mas correram! Aos 94, o espanhol assinou o hat-trick que fazia a época terminar com o resultado mais improvável de sempre. 4-6!

 

 

Haveria melhor maneira de terminar a época? Claro que sim! Garantido a manutenção, mas, dadas as condicionantes antes de entrarmos para o jogo, considero que foi muito positivo. Acabou assim esta época, uma época com algo de positivo a retirar, mas muito de negativo. Acabei por conseguir uma média de pontos suficiente para a manutenção, mas só tarde demais é que esses pontos começaram a aparecer.

 

É de realçar os 19 pontos conseguidos em 10 jogos, com apenas uma derrota na Madeira, mas a época não tem apenas 10 jogos, tem 46 e esta equipa fracassou. Se tive culpas? Também, mas não sou o principal culpado. Aliás, eu sou o principal causador da humilhação ter sido mais pequena, assim que consegui incutir as minhas ideias à equipa, consegui fazer algo bonito. Não fui a tempo, espero que me deiam tempo para o ano para subir estes jogadores.

 

 

Foi, sem dúvida, um ano sui generis. Acabámos em 23º, mas tivemos o 2º melhor marcador, o nosso capitão e o único jogador que se manteve do plantel que aqui estava em Dezembro, sendo que 20 desses golos foram nos últimos 12 jogos. Estes últimos meses deixam, sem dúvida, a impressão de que poderíamos e deveríamos ter feito mais, mas o tempo escasseou e o fosso que nos separa da manutenção ainda tem 13 pontos.

 

Classificação no final da época 2016/2017

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Não é tempo de "ses" e não vou dizer que cumpri com o meu dever. Não o cumpri! Mas esta reta final só me garante que eu sou capaz do impossível, basta olhar para o Tondela que estava em condições similares e ver a diferença relativamente a eles. Qualquer grande rei perde uma batalha, mas todos os grandes reis ganham a guerra. E a minha guerra está só a começar!

Editado por Carlos Gouveia

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Com esses resultados pensei que estava num topico de futsal ahaah

 

Era missão impossivel mas mostraste boas coisas, para o ano vai ser um passeio no cns

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Era uma missão impossível, o Chaves estava condenado à descida. Agora, se o Guilherme ficar no Chaves tem que voltar à 2º liga.

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@Pocahontas: a equipa demorou muito a assimilar, não é fácil pegar num plantel de raiz em Janeiro, mas o que tinha no início era horrível!

 

@SRAlmeno: é simples: ou subo ou subo. Não há outra opção. Se não subir acabou-se o save :mrgreen:

 

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A ressaca

 

Acabei de descer de divisão e a cultura futebolística deste país é tão má que as pessoas na rua já me começam a olhar de lado e pior se tornou o ambiente em Chaves quando o Romain me propôs a renovação do contrato.

 

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O clube estava obviamente satisfeito com o meu trabalho porque foi, claramente, um bom trabalho e eu queria continuar porque não acreditava que alguém percebesse a dimensão daquilo que fiz. Acabei por aumentar um ano ao que ainda me sobrava e passei a ganhar mais 300€ brutos, o que mostra a crença que o clube tem em mim.

 

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Mas essa crença não é exclusiva dos elementos da direção e até os jogadores percebem o quanto melhoraram sob o meu comando, apenas a plebe não percebe aquilo que eu valho e atribuem-me as culpas pela descida.

 

Em casa, o meu pai não fala de futebol e muito menos do Chaves, a desilusão é bem patente e sinto que a qualquer momento alguma pessoa vai, na minha cara, questionar as minhas qualidades que são por demais evidentes.

 

Passando agora ao futebol propriamente dito, a descida trazia a ativação de certas cláusulas.

 

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E o mês de Maio trouxe um prémio mais do que merecido para um dos meus jogadores.

 

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No que toca às outras competições, em Portugal, o Benfica fez a dobradinha, ao vencer por 4-1 o Rio Ave no Jamor, já além-fronteiras, os títulos foram para o Chelsea, conseguindo assim Cocu levar o Chelsea ao título que lhe fugia há 7 anos, para o Bordeaux, para o Bayern, conquistando assim o penta, para a Juventus, o que lhe deu o primeiro hexacampeonato da história da Serie A, para o Ajax, para o CSKA, que conquistou o penta, sempre com o Zenit como segundo, para o Real Madrid, para o Lugano, para o Besiktas, para o Shakhtar e para o Anderlecht nos principais campeonatos europeus.

 

Quanto às competições europeias, na Liga Europa tivemos Mónaco contra Sampdoria na final e, 5 golos depois, foi encontrado um vencedor, o Mónaco conquistou o seu primeiro título internacional por 3-2, tendo estado a perder por 2-0. Já na Liga dos Campeões houve uma surpresa. Porto vs. Leverkusen e Real Madrid vs. Barcelona nas meias-finais, 2-1 no Porto, 4-0 em Leverkusen deram a passagem aos alemães, 6-1 em Barcelona e 0-0 em Madrid deram a passagem aos catalães. Na final, de novo no Estádio da Luz, Busquets pôs o Barcelona em vantagem aos 56 minutos, mas 10 minutos depois já Brandt e Kießling tinham virado o marcador, sendo que o Barcelona não reagiu e Kießling ainda dilatou a vantagem, terminando o jogo em 3-1 para a equipa da Alemanha, levando a terceira Liga dos Campeões seguidas para o país de Angela Merkel.

 

Agora estou a começar a pensar como será o plantel na próxima época, apesar da ressaca da despromoção, é preciso planear o futuro e quantos mais jogadores conseguir manter, melhor, algo me diz que não vou conseguir contratar praticamente ninguém e vou ter de reforçar algumas posições com empréstimos. Será para subir. Caso não seja, o futebol não é, definitivamente, para mim e terei de procurar outra ocupação.

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Não creio que consigas muitos empréstimos, pelo menos de jogadores com qualidade. Agora estás nos CNS...

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Intrigas de pessoas menores

 

Hoje levei com um choque! Algo que os livros retratam como normal no mundo da nobreza, mas eu continuo a achar que isso acontece sobretudo no meio das pessoas comuns, nas pessoas que não são nada e querem ser mais do que aquilo que são. Uma tristeza, portanto.

 

No dia a seguir a renovar o contrato, fui chamado ao gabinete do diretor Carlos Lopes, uma espécie de braço direito do presidente. Como estava no estádio, fui ter àquele que é exatamente o mesmo gabinete do Romain Rodrigues, o presidente, o estádio não é propriamente enorme e, lá dentro, estava quem me tinha chamado, apenas e só.

 

Carlos Lopes: Guilherme, sabes que nunca fui a favor da tua contratação e também não fui a favor da tua renovação. Falhaste, sais, e, muito menos, nunca na vida te daria mais um ano de contrato.

 

Isto era, sem dúvida uma novidade para mim, nunca tinha recebido qualquer indicação de que o meu nome não era unânime no seio do clube, mas até compreendo, as pessoas não vêem 11 contra 11, não percebem de tática, não percebem de futebol, vêem os resultados e isso é o que conta. E, verdade seja dita, eu nunca tive resultados fantásticos. Para já! Mas o homem continuou

 

Carlos Lopes: Contudo, a decisão do Romain foi a de te renovar o contrato e de te ter connosco por mais dois anos. Não concordo, mas, uma vez tomada, apoio-a. Essa é a minha postura no futebol e na vida. Sou um republicano democrata.

 

Não precisava de ter ouvido o homem a dizer que era democrata e, apesar de poucas vezes ter interagido com este senhor, já tinha uma opinião negativa dele e já estava a perceber que ele só queria que eu renunciasse ao que assinei ontem, minar o clube por dentro, só podia ser republicano!

 

Carlos Lopes: Como democrata que sou, tenho de ser honesto. Tu não és consensual na estrutura.

Guilherme de Melo: E que pretende que eu faça, Sr. Lopes? Que me demita depois de me ter dado um enorme voto de confiança ainda ontem? Se quiser demita-se o senhor, que eu daqui não saio! Tenho um trabalho a terminar.

Carlos Lopes: Não, não, não, nada disso, Guilherme! Tem calma. Deixa-me acabar. Conforme estava a dizer, tu não és consensual na estrutura, mas nem na estrutura mais próxima de ti.

Guilherme de Melo: Como assim?

Carlos Lopes: Bem, conforme te disse, vou ser honesto contigo. Há uns dias estávamos nós a discutir o teu futuro no clube. E quando falo "nós", falo na direção, incluindo o Alberto Festa que é um dos homens de confiança do presidente. Tanto que, se bem me lembro, ele te obrigou a manteres o Alberto como Diretor do Departamento do Futebol.

Guilherme de Melo: Sim, sim, é verdade.

Carlos Lopes: A reunião corria cordialmente, éramos 4 a querer o teu despedimento, não interessa quem, e os restantes estavam divididos entre a tua continuação e a renovação do contrato por mais um ano para te dar a hipótese de jogares de novo na Segunda Liga com um plantel feito por ti desde o início. Conforme deves perceber, ganhou a opção de renovar por mais um ano, ainda que me tenha parecido que houve gente que não quis ir contra o presidente e, portanto, aceitou.

Guilherme de Melo: Chamou-me aqui para me contar a história de como há gente que não me quer cá, entre os quais o senhor?

Carlos Lopes: Calma, tu és muito apressado, rapaz, tu és muito apressado. É um dos motivos para que eu te queria fora do clube, ou, pelo menos, fora de um cargo tão importante, tens muito a aprender, mas isso agora não interessa. Quando a votação passou, uma das pessoas que votara contra levantou-se e tentou propôr outra solução. "Porque é que estamos a dar um contrato novo a um garoto quando temos dentro do clube uma pessoa bem mais válida?", perguntou essa pessoa. Bem, a discussão entrou por aí e a tal pessoa chegou a dizer "o Guilherme não tem qualidade para treinar o Vidago e nós damos-lhe a possibilidade de treinar o Chaves?".

Guilherme de Melo: Mas quem era essa pessoa?

Carlos Lopes: Até eu que não sou "Guilhermista" achei que aquilo estava a ser escusado e é por isso que te venho falar. Trata-se do Alberto, do Alberto Festa. Uma pessoa que trabalha contigo diariamente!

Guilherme de Melo: E ele queria autopropôr-se para treinador?

Carlos Lopes: Não, não, ele queria o Pedro Franco à frente do clube. Que já tinha muitos anos de casa e que era ele que fazia todo o trabalho que devia ser teu. Não fosse o Kasongo e o Dr. João Ribeiro terem falado em teu favor e quiçá não estivesses cá nesta altura.

Guilherme de Melo: Mas se o presidente seguiu com a ideia de me dar um contrato, como é que ficou essa história?

Carlos Lopes: Morreu solteira. E estou em crer que o Alberto não te disse rigorosamente nada.

Guilherme de Melo: O ignóbil até já me ligou várias vezes para prepararmos o plantel em conjunto!

 

Saí da sala. Este ano não iria trabalhar com o Alberto Festa. Era ele ou eu e o Sr. Rodrigues, ou melhor, o Romain iria ter de escolher. Liguei-lhe:

 

Guilherme de Melo: Presidente, preciso de falar consigo com a máxima urgência.

Romain Rodrigues: Ah, boa tarde, Guilherme. Já informei o Alberto que tendes total liberdade para escolher o plantel e os jogadores desde que o salário não ultrapasse o orçamentado.

Guilherme de Melo: Não é sobre isso. É possível encontrarmo-nos hoje?

Romain Rodrigues: Eu decidi passar uma tarde com a família no aeroclube. Mas vem cá ter que bebemos um fino e conversamos sobre o que quiseres, desde que não demore.

Guilherme de Melo: Não demorará.

 

É bom homem este presidente e gosta imenso do clube, nota-se, contudo poderia estar prestes a cometer um erro. Dirigi-me para o aeroclube, que fica no outro extremo da cidade, e, mal cheguei, encontrei o Dário, um júnior do clube, filho, claro está do presidente. O rapaz não foi utilizado por mim uma única vez, não é, nem vai ser rigorosamente nada no mundo do futebol, mas tem o pai certo e, à conta disso, o João Barbosa deu-lhe minutos em 31 jogos da Segunda Liga entre 2015 e 2016. Absurdo! E se pensarmos que ele acabou de fazer agora os 18 anos, mais absurdo se torna. O Chaves tinha um miúdo de 16 anos a jogar por ser filho do presidente, mas não importa. Não tenho grande relação com o rapaz, mas perguntei-lhe onde estava o pai dele. O moço não é mal-educado, antes pelo contrário, é muito afável e prestável, apenas não dá para o futebol, e respondeu-me "Está no court de ténis com o Zé Luís Martinho".

 

Dirigi-me para o local indicado e lá estava ele a bater bolas, sem qualquer espécie de competição, apenas "bola-vai-bola-vem". Entrei no campo e sentei-me num dos bancos e esperei que algum deles, ambos me conhecem há muitos anos, reparasse em mim.

 

O primeiro a reparar em mim foi o tal Zé Luís que tentou fingir que não me conhecia, talvez seja um dos muitos que atribui as culpas da descida de divisão à minha pessoa. Não me interessa, daqui a um ano serei como um rei para eles. Passado um pouco, uma bola vem para perto de mim, o Romain veio buscá-la e, inevitavelmente, viu-me.

 

Romain Rodrigues: Já cá estás?!

Guilherme de Melo: Não me mandou vir cá ter?

Romain Rodrigues: Pronto, pronto, vamos ali até ao bar que já te pago um fino.

 

Arrumou as bolas, o Zé Luís lá teve de me cumprimentar, ainda que de forma muito seca, e dirigimo-nos para o balcão do bar.

 

Romain Rodrigues: Dois fininhos, Sr. Mário.

Guilherme de Melo: Para mim é uma Pedras Limão.

Romain Rodrigues: Olha, olha, não estás a trabalhar, podes beber à vontade.

Guilherme de Melo: Não bebo álcool, entorpece os sentidos.

 

O homem sentiu-se pouco confortável com o facto de eu não beber álcool, mas já estou plenamente habituado a reações menos positivas quanto a esta minha escolha e não me importei. As bebidas vieram e sentámo-nos num dos lugares da esplanada.

 

Guilherme de Melo: Presidente, eu quero saber tudo, e repito, tudo, acerca da opinião do Alberto Festa quanto a mim. Mas tudo mesmo.

Romain Rodrigues: Tem a mesma opinião de todos, és uma pessoa bem amada no clube e todos vêem que a culpa da despromoção não foi tua.

Guilherme de Melo: Então o Pedro Franco nunca foi falado para o meu lugar?

 

O Romain percebeu que eu sabia de algo e o seu ar atrapalhado não o desmentiu.

 

Romain Rodrigues: Quem te disse uma coisa dessas?

Guilherme de Melo: Não foi nem o Dr. João Ribeiro, nem tão pouco o Kasongo. Nem sequer o arquiteto Penas ou o Dr. Marcelo.

 

Disse os nomes das pessoas que sei que me apoiam, aquelas que mais próximas de mim estão e, sobretudo, o nome daqueles que o Carlos Lopes me dissera que me tinham protegido.

 

Romain Rodrigues: Isso também não interessa. Guilherme, tu és como um filho para mim, és apenas 5 anos mais velho do que o meu mais velho, o Dário, ele deve andar por aí, e tenho idade para ser teu pai. Gosto imenso de ti e este meio ano mostrou-me que és muito melhor pessoa do que o que aparentas à primeira vista e, para além disso, dei-te a minha confiança com um ano extra. Não falemos disso e concentremo-nos no que importa: a subida!

Guilherme de Melo: Importa, importa, agora eu quero saber de tudo. Não vou trabalhar com traidores a meu lado!

 

O homem atrapalhou-se um pouco, mas acabou por corroborar a história do Carlos Lopes, com detalhes ainda mais sórdidos. O Pedro Franco também estava a fazer pressão, procurando assumir o lugar de treinador. O meu próprio treinador adjunto estava a tentar usurpar-me o meu lugar.

 

Guilherme de Melo: Presidente, a questão é fácil, eu saio ainda hoje a custo zero e eles continuam, ou então eles saem.

Romain Rodrigues: Guilherme, é natural as pessoas serem ambiciosas, o Pedro Franco tem 40 e tal anos, uma carreira recheada e está atrás na hierarquia de um rapaz com pouco mais que metade da idade dele.

Guilherme de Melo: Mas pensa que eu quero saber disso? Eu não quero saber quais são as motivações de um ou de outro. O que eu sei é que com eles nunca mais trabalho.

Romain Rodrigues: Despedi-los custar-nos-á dinheiro e nós estamos com o orçamento reduzidíssimo!

Guilherme de Melo: Despedir-me sair-lhe-á grátis. Só tem de escolher.

Romain Rodrigues: Eu não quero perder-te depois do que fizeste em Abril e em Maio! Se aquilo é o que tu consegues fazer, tu és capaz de nos levar à Primeira Liga. Eu acredito nisso!

Guilherme de Melo: Pronto, então também sabe o que tem a fazer. E eu vou andando que tenho um treinador adjunto para procurar.

 

Saí. Não estava seguro da decisão do presidente, mas estava com o feeling de que ia recair sobre mim e iria ter poder para fazer a minha equipa técnica.

 

Passadas umas horas recebi uma mensagem no telemóvel.

O Alberto e o Pedro já não fazem parte dos quadros. O Hugo Martins e o Pedro Duarte ficam.

Preferia poder escolher outro preparador e outro treinador de guarda-redes, mas já ia ter direito ao meu treinador adjunto e a outro diretor, decerto muito mais competente que esta nódoa de pessoa que era o Alberto Festa.

 

Já tenho adjunto e já tenho diretor, são o Flávio, um ex-jogador que conheci numa conferência há uns meses, e o Celcinho, que me foi indicado precisamente pelo Flávio. Ambos madeirenses e parecem-me boas pessoas.

 

Flávio - Treinador Adjunto

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Celcinho - Diretor do Dep. Futebol

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Sei que posso estar a criar uma outra espécie de aliança, mas acredito que aquilo foram intrigas de pessoas menores e que tudo isso já ultrapassado. Com estes dois ao meu lado tudo será mais fácil e não terei um falso a meu lado. O Flávio irá crescer comigo e tornar-se num excelente treinador adjunto. Quem sabe se não integrará a minha equipa de trabalho no que aparecer depois.

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Na pré-época vou adotar um estilo um pouco diferente de apresentação dos jogos porque acho que não vale a pena fazer aquele resumo ou dizer os onzes.

 

 

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Pequenas mudanças

 

Realizou-se o sorteio para o Campeonato Nacional de Seniores e calhamos num grupo muito local, com excepção do Farense que, ridiculamente, veio parar ao Grupo A.

 

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Faltava-me um guarda-redes, um defesa esquerdo e um extremo direito ou um ponta-de-lança, porque ainda não tinha decidido para onde ia contar o Gozaga. Depois seria bom arranjar um defesa central para vender o Fabeta, descontente e a receber demais, e um ponta-de-lança que tivesse metade do poder de fogo do João Vieira, que saiu no fim do contrato.

 

Com o dia 1 de Julho veio um defesa central, do Fluminense, Wendel Lomar, que será, à partida, titular no eixo defensivo.

 

Wendel Lomar - D C

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Antes do primeiro jogo da pré-época, o Fabeta acabou por sair por 31m€ para o Benfica C. Branco, chegava Carlos Alves, emprestado pelo Rio Ave, para, por agora, ser o segundo guarda-redes, chegava Tiago Garcia, ponta-de-lança emprestado pelo Boavista, e ainda chegava Manuel Simão, também por empréstimo, desta vez dos franceses do Clermont.

 

Carlos Alves - GR

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Tiago Garcia - PL

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Manuel Simão - MO C

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E para recomeçar os jogos, íamos receber uma equipa local, o Vidago.

 

Chaves vs Vidago

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Logo a seguir ao jogo contra o Vidago tínhamos um regresso, Jorge Bernardo voltaria para cumprir outro ano de empréstimo. Para além do regresso do jovem médio ofensivo, Afonso Figueiredo tornava-se na primeira contratação a definitivo para a época 2017/2018

 

Jorge Bernardo - MO C

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Afonso - D E

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E estas foram as novidades antes do jogo contra o Portimonense.

 

Chaves vs Portimonense

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Nesta semana saiu Rafita, por 15m€ para o Real Unión, e apareceu-me o Diogo Verdasca, central formado no Olival, que virá para o lugar do Argi, descontente e à procura de colocação. Para além deste, chegou o ponta-de-lança que eu acredito irá cobrir o lugar deixado vago por João Vieira, Mauro Cavallero, ex-Porto, assinava connosco por um ano.

 

Diogo Verdasca - D C

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Mauro Cavallero - PL

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Antes de mais alguém chegar ou sair, dirigimo-nos à terra-mãe de Portugal: Guimarães, para defrontar a equipa B do Vitória Sport Clube.

 

VSC B vs Chaves

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Para o lugar deixado vago por Rafita, chegava um médio que já tinha passado pelo Ajax, sem sucesso, mas que, ainda assim, ia ser um upgrade a qualquer um dos que tenho disponíveis. Wang Chengkuài, chinês, é o seu nome e vem depois de três boas épocas no Coimbrões. Para além do 33 vezes internacional chinês, ainda veio um central emprestado pela Académica, que preferi dado que não irá ter o salário suportado por nós. Também se confirmaram as saídas de Argi, a custo zero para o Alcorcón, e de Sergey Kundik, por 10m€ para o Benfica C. Branco.

 

Wang Chengkuài - M C

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José Lopes - D C

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E porque o tempo às vezes parece que anda para trás, Arnold, titularíssimo no Chaves em 2015/2016 e com 65 jogos pelo Chaves em 3 épocas, e João Reis, com 31 jogos pelo Chaves em 2 épocas, regressavam assim ao clube, depois de terem sido dispensados por João Barbosa. Medida que, quando a vi, achei absurda!

 

Arnold - E D

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João Reis - E E

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O último jogo antes da apresentação aos sócios era contra o Salgueiros fora do nosso estádio.

 

Salgueiros vs Chaves

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Este jogo trouxe-nos um dissabor, porque contava dar imensos minutos ao Paulo, mas ficará connosco e estou certo que será importante na fase de promoção.

 

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Fica a faltar apenas um guarda-redes. Não digo que fique apenas pelo guarda-redes, posso aproveitar oportunidades de negócio, mas registo com surpresa que o nosso plantel está mais forte do que no ano passado devido às pequenas mudanças que fizemos, o que é surpreendente apenas na medida em que descemos e consegui manter os melhores, exceto o João Vieira, e contratar reforços, no verdadeiro sentido da palavra. O Sañudo, quase sempre titular, deverá perder o lugar para o Arnold ou para o João Reis, o Chengkuài irá tirar o lugar ao Rafita, só o João Vieira faz falta, mas estou convencido que pela qualidade da equipa e pelo Mauro Caballero não iremos ter grandes problemas.

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Vencer é a única opção

 

Faltava vir um guarda-redes e esperava-se que fosse apresentado como surpresa no dia da apresentação aos sócios, um jogo apadrinhado pelo Porto B.

 

O dia chegou e começaram por ser apresentados os jogadores que se mantinham da época passada: Fernando Ribas, Ángel Bastos, Vandré Fabian, Mario César, Robson Gonzaga, Fábio, Gabriel Cabo, Paulo Marques, Ricardo Silva, João Pedro, Manuel Sañudo, Raviola, Terra, Robson, Neto e Jorge Bernardo foram os primeiros jogadores a ser aplaudidos pelo público que estranhou as ausências de Juanillo e Gustavo Lima. Seguiram-se Wendel Lomar, Wang Chengkuài, Tiago Garcia, Afonso Figueiredo, Diogo Verdasca, Carlos Alves, Mauro Caballero, Manuel Simão e José Lopes. Em seguida, o speaker pediu um grande aplauso para os regressos de João Reis e Arnold, ao que o público correspondeu. Estavam apresentados todos os prováveis, com excepção de Juanillo e Gustavo Lima. "E, AGORA, TEMOS DUAS SURPRESAS PARA VÓS!", gritou o speaker. O público percebeu que se tratava do guarda-redes, mas a outra surpresa seria uma incógnita. Primeiro entrou Rafael, guarda-redes emprestado pelo Arouca, e depois mais um regresso, desta vez Pierre Sagna, com 108 jogos ao serviço do clube, estava de volta ao Estádio Dr. Manuel Branco Teixeira e iria competir com Bastos por um lugar na lateral direita.

 

Rafael - GR

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Pierre Sagna - D D

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Configurava-se assim um vasto plantel com 29 jogadores em que ainda tinha de tomar decisões relativamente a quem fica e quem sai. Já agora, o Juanillo saiu para o Tirsense por 10m€ e o Gustavo Lima estava a braços com um processo disciplinar por ter faltado a um treino, acabou por sair.

 

As minhas principais dúvidas agora fixavam-se na manutenção do Carlos Alves, guarda-redes emprestado pelo Rio Ave, mas com pouca qualidade, não seria mais do que um 3º guarda-redes, na manutenção do Ricardo Silva que perdia espaço no plantel com a chegada do Sagna, na posição de médio defensivo, já que o Gustavo Lima era o suplente do João Pedro e iria sair e na forma como iria arranjar o plantel para não ter muito mais do que 25 jogadores. Mas o jogo contra o Porto B era o que se seguia e queríamos dar um bom espetáculo aos sócios que iriam poder ver Ricardo Quaresma à sua frente.

 

Chaves vs Porto B

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Nesta semana, o Romain veio ter comigo a queixar-se um pouco do número de emprestados, 9 jogadores e disse que tinha tudo acertado com um jogador para vir para o lugar de um emprestado. Perguntei-lhe de quem e ele disse-me que o Carlos Alves iria regressar a Vila do Conde e que vinha um guarda-redes para terceira opção. Não me opus e o rapaz que chegou é bastante melhor que o que partiu, não sei é se gostará da ideia de ficar como 3ª opção.

 

Miguel Palha - GR

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Para além desta alteração, Robson acabou por sair por 30m€ para o Trofense e não houve alterações na condição do Gustavo Lima. O nosso próximo jogo seria no país de nuestros hermanos e iríamos estar na apresentação aos sócios do Cultural Leonesa.

 

Cultural Leonesa vs Chaves

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Estragamos a apresentação á equipa da casa, mas ninguém nos tinha pedido para oferecermos a derrota - nem eu aceitaria jogar nessas condições - portanto apresentámos o nosso nível e o resultado foi este que se viu.

 

Finalmente, o Gustavo Lima saiu e o plantel ficava, desta forma, praticamente fechado, havendo ainda a oportunidade de entrar um médio defensivo e de sair um ou dois que eu sinta que estãrão a mais. Procedi então à distribuição dos números e, depois de algumas escolhas, acabou por ficar assim:

 

1 Rafael

2 Ángel Bastos

3 Terra

4 Mario César

5 Wendel Lomar

6 João Pedro

7 Wang Chengkuài

8 Jorge Bernardo

9 Mauro Caballero

10 Robson Gonzaga

11 Paulo Marques

12 Fernando Ribas

14 Fábio

16 Tiago Garcia

17 Arnald

18 Raviola

19 Manuel Sañudo

20 Gabriel Cabo

21 Vandré Fabian

22 João Reis

23 José Lopes

25 Afonso

30 Manuel Simão

32 Ricardo Silva

44 Diogo Verdasca

88 Neto

95 Pierre Sagna

99 Miguel Palha

 

A partir de agora o trabalho seria sério e poucas ou nenhumas mudanças se esperariam. Com o plantel fechado a novas entradas, sendo que apenas um grande negócio poderia mudar tal cenário, faltavam-nos os dois últimos jogos da pré-época. Para começar íamos tentar outra apresentação na Espanha, frente ao Avilés.

 

Avilés vs Chaves

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Demos meio jogo de vantagem e só acordámos na segunda parte, fizemos uma primeira parte triste, mas acordámos na segunda. Sobrava-nos o jogo contra o Valpaços, que servia mais para condição física que outra coisa, mas era objetivo golear!

 

Chaves vs Valpaços

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Não foi uma grande goleada, mas aproveitei para experimentar o 4-2-4 e a equipa ressentiu-se um bocado. Continua a ter sido um bom resultado.

 

A última contratação do defeso, pelo menos até agora, foi a de um jovem que irá reforçar a equipa de juniores. Um médio defensivo com bastante potencial que até poderá jogar na equipa A em casos extremos.

 

Diogo Serrano - MD

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Vencer é a única opção e é isso que vou incutir nos meus jogadores, vou agora para o estádio defrontar o Farense e o objetivo é que consigamos fazer os sulistas perceber que não há nada a fazer para nos parar! Seremos campeões e seremos a surpresa na Taça de Portugal!

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@SRAlmeno: não é nenhuma superstição em particular, mas o que é certo é que raramente dou o 13 a algum jogador, ainda que inconscientemente porque nunca tinha pensado bem nisso. Acho que tem a ver com as minhas "regras" para os números, cada número do 1 ao 20 tem uma posição/função específica (o 1 e o 12 são para guarda-redes, do 2 ou 6 é para os jogadores da defesa/meio-campo defensivo, sendo que o 4 normalmente é para o melhor desses jogadores porque era o meu número quando jogava, o 7 normalmente vai para um extremo, foi para o Chengkuài porque acho que era número preferido, o 8 e o 10 são para os criativos, mas, neste caso, acabaram por ir para os que foi por serem números preferidos, o 9 para o ponta-de-lança, o 16 para o ponta-de-lança suplente, por causa do Jardel, o 20 para o suplente do 10, o 11 ou o 17 para o outro extremo, o 18 para o médio suplente, etc.), e o 13 e o 19 não têm. O 19 acabou por ir para o Sañudo, o 13 por vezes vai para o 3º guarda-redes ou para um lateral esquerdo suplente (que ficou com o 25 por ser o número dele no Boavista), algo assim. :mrgreen:

 

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O pontapé de saída

A época iria começar e queriamos começar com o pé direito, em nossa casa, frente a outro histórico do futebol nacional: o Farense. Com alguns jogadores indisponíveis, apresentámos uma equipa quase na máxima força, prontos para vencer e somar os três pontos.

 

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, D. Verdasca, Wendel Lomar, J. Lopes, João Pedro, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, M. Sañudo, João Reis e M. Caballero;

Farense (4-3-3): Luís Paulo, Kiki Ballack, Huang Wei, Diogo Silva, João Pedro, Baresei, Carlos Rodrigues, A. Khabalov, D. Lizardo, M. Faria e Fábio Gomes.

 

Exigi-lhes a vitória, como planeio fazer em todos os jogos e não demorou muito a perceber-se que somos superiores. Essa superioridade traduziu-se em golos ao quarto de hora, com Caballero a bater Luís Paulo.

 

A primeira parte foi recheada de oportunidades e todas nossas, o Farense não obrigou Rafael a bater sequer um pontapé-de-baliza, mas o intervalo chegou e apenas estava 1-0.

 

A segunda parte abriu com mais um golo do paraguaio Caballero, o que nos dava algum conforto. Mas esse conforto depressa acabou com a expulsão de José Lopes por duplo amarelo, o que nos ia obrigar a jogar mais de meia hora com 10 elementos.

 

Mesmo com 10, nós dominávamos, mas o Farense conseguiu reduzir por intermédio de Mauro Faria aos 80 minutos. E foi já sem Caballero, substituído por lesão, que Tiago Garcia falhou um golo cantado ao rematar ao poste. Não houve consequências de maior para este falhanço porque o jogo terminou e o placar marcava 2-1.

 

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Chaves 2 - 1 Farense

 

Queria mais, não posso negá-lo, mas, dada a expulsão, os três pontos foram satisfatórios e a exibição não foi nada má. Somos, claramente, a equipa mais forte do CNS e temos de prová-lo, no entanto, convém prová-lo com 11 jogadores.

 

No sorteio da primeira mão da Taça de Portugal calhámos contra o Pontassolense, acessível, mas aborrecido porque tínhamos de fazer a viagem até à Madeira.

 

Com tudo isto Setembro acabou e o nosso plantel permaneceu inalterado. Mas no mundo foi um ano mexido com várias transferências surpreendentes.

 

Julho

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Agosto

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Em Portugal destacam-se as várias mexidas no plantel encarnado. Samaris foi para o Leicester por 2,6M€, Mukhtar para o Stuttgart por 2,7M€ e Gaitán para o Liverpool por 17,75M€, Maxi Pereira e Jonas saíram para o Wolves e para o Preston por 24,5m€ e 160m€, respetivamente. Os campeões nacionais não trouxeram ninguém para colmatar as saídas, mas exerceram a sua cláusula de compra em Jonathan Rodríguez, por 4M€. O Porto de André Villas-Boas acabou por vender Tello por 15,5M€ ao Napoli, Marcano ao Club Brugge por 750m€ e Otávio ao Milan por 6,75M€, sendo que não trouxeram ninguém. A equipa de Alvalade vendeu a promessa Sandro Catarino, lateral-direito, ao Chelsea por 17,5M€, naquela que foi uma das transferências mais inesperadas deste Verão, sobretudo pelos valores envolvidos, e deixou sair Jefferson por 125m€ para o Omonoia.

 

Logo a seguir a isto íamos ter de fazer uma curta deslocação até ao campo do Mirandela, sem José Lopes, castigado, e sem Mario César, Raviola e Paulo Marques, lesionados, o 11 acabou por ser similar ao anterior.

 

Mirandela (4-2-3-1): Igor Rocha, Marielson Paulo, A. Cerqueira, S. Nascimento, Tiago Portugal, Zé Sousa, Diogo Melo, M. Bergueira, Salgueiro, Kaká e O. Seun;

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, D. Verdasca, Wendel Lomar, Afonso, João Pedro, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, Arnold, João Reis e M. Caballero.

 

A primeira parte foi simplesmente horrenda. Só jogámos nós, mas, mesmo assim, não jogámos rigorosamente nada e o 0-0 ao intervalo foi mais do que natural.

 

Na segunda parte voltou mais do mesmo e eu tinha prometido que ia jogar todos os jogos para ganhar e resolvi mudar para 4-2-4. Ainda marcámos por João Reis aos 80 minutos, mas foi assinalado fora-de-jogo.

 

Contudo não tardou muito até o golo realmente chegar pelos pés de Jorge Bernardo, logo aos 81 minutos. Ainda houve tempo para um falhanço de Tiago Garcia, que havia entrado para o lugar de um Mauro Caballero em fraca produção, mas o jogo haveria mesmo de acabar em 0-1.

 

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Mirandela 0 - 1 Chaves

 

Seguia-se a visita à Madeira para jogar a primeira fase da Taça de Portugal. Sem Arnold e Chengkuài, ao serviço das suas seleções e apenas com Mario César dos anteriores lesionados, aproveitei para rodar um pouco a equipa e apresentei um 11 ligeiramente diferente dos dois anteriores.

 

Pontassolense (4-2-3-1): José Xavier, Nuno Inácio, Palheiras, M. Afonso, J. Costa, Valter, Xavi, C. Martins, Cláudio Jesus, Dinarte e R. Chíxaro;

Chaves (4-3-3): F. Ribas, Á. Bastos, Fábio, J. Lopes, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, M. Simão, M. Sañudo, João Reis e Tiago Garcia.

 

A nossa superioridade era por demais evidente, mas os jogadores teimavam e não a demonstrar com golos e foi assim que chegámos ao intervalo. 9 remates contra 0, 60% de posse de bola e 0 golos.

 

Na segunda parte isto foi levado ao extremo e foi preciso esperar pelo minuto 68 para ver o Pontassolense fazer um remate, ainda que completamente desenquadrado, quando nós já levavamos 18, mas todos sem resultar em golo.

 

Já com Mauro Caballero em campo e em 4-2-4 é que, ao 21º remate, apareceu o golo. Corria já o minuto 90 quando Robson Gonzaga fez um chapéu perfeito a José Xavier e inaugurou o marcador.

 

Contudo o futebol tem destas coisas e Jorge Soares não se fez demorar e, no primeiro remate enquadrado com a baliza de Ribas, marcou um golaço, fazendo o 1-1 logo dois minutos depois.

 

Tivemos de ir a prolongamento, mesmo tendo sido superiores em tudo. E no prolongamento a Pontassolense tentou aproveitar-se no nosso cansaço, depois de 90 minutos a comandar o jogo, mas foi Tiago Garcia que marcou a passe de Gonzaga numa boa jogada de contra-ataque, corria o 104º minuto. 30 remates, 2 golos era o nosso saldo.

 

O jogo terminou com 1-2 no placar, mas o jogo agressivo da Pontassolense ainda me deixou dois jogadores tocados, contudo nada que os impeça de jogar no próximo jogo.

 

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Pontassolense 1 - 2 (pr) Chaves

 

Cumprido um dos objetivos, seguia-se o sorteio para a Segunda Eliminatória da Taça de Portugal, já com equipas da Segunda Liga. Calhou-nos a visíta a Viseu, local onde tínhamos empatado 3-3 no final da época passada. Mas antes desse jogos ainda tínhamos três jogos para fazer e o primeiro seria a receção ao Bragança.

 

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, Wendel Lomar, D. Verdasca, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, J. Bernardo, Arnold, João Reis e M. Caballero;

Bragança (4-2-2-2): Andrey, Marco Lança, F. Alexio, L. Siemann, Ginho, Pedro Navas, Marcelo, Diego Luiz, Luís Leite, Tiago Cintra e João Mário.

 

O jogo começou bem com João Reis a marcar logo aos 2 minutos. A nossa superioridade era demasiado evidente e Gabriel Cabo mostrou isso mesmo fazendo o 2-0 aos 17 minutos.

 

Mas o 2-0 não durou muito, Mauro Caballero só teve de esperar 4 minutos para fazer o 3-0. O Bragança não conseguia reagir e nós continuámos a carregar, mas na primeira parte não houve mais golos, estando 3-0 ao intervalo.

 

Na segunda parte foi a vez de Gonzaga marcar, fazendo o 4-0 aos 52 minutos, mas João Mário tentou mudar a história do jogo fazendo o 4-1 logo a seguir.

 

Wendel Lomar ainda tentou acrescentar o seu nome à lista de marcadores, mas enganou-se na baliza e fez um autogolo aos 88 minutos. O 4-0 transformava-se em 4-2, mas daí não saíria e o jogo terminou com este resultado.

 

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Chaves 4 - 2 Bragança

 

Seguia-se a visita ao Grande Porto, mais propriamente a Leça da Palmeira para defrontar o Leça que estava em 2º a apenas 2 pontos de nós, configurando-se assim um jogo complicado.

 

Leça (4-2-3-1): F. Rabaldo, Marcelo, Artur Jorge, P. Robalo, Ivo Silva, Lander Gaúcho, A. Dias, J. Miranda, Hélio, Tigas e A. Moreira;

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, Wendel Lomar, J. Lopes, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, Arnold, João Reis e M. Caballero.

 

A dificuldade esperada do jogo parecia cedo foi eliminada com um grande golo de cabeça de Arnold aos 14 minutos. A Leça não esforçou reação, mas mostrou que a sua maior arma é a defesa e também não nos deixou criar muito mais perigo até ao intervalo.

 

Mas a segunda parte acordou diferente e houve logo com um golo de João Reis aos 50 minutos. Mas o Leça desta vez reagiu e Tigas fez o 1-2 aos 62 minutos. A equipa da casa continuou a procurar o empate e Rafael interrompeu os festejos dos adeptos do Leça com uma enorme defesa.

 

Mas tirando esse lance, sempre estivemos mais perto do 1-3 do que do 2-2 e o resultado final premiou-nos essa superioridade, acabando 1-2 e dando-nos os 3 pontos.

 

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Leça 1 - 2 Chaves

 

Para terminar Setembro receberíamos o Vilaverdense e o nosso objetivo era tão só terminar Setembro só com vitórias. Sem Manuel Simão e sem Mauro Caballero, lesionados nos treinos durante a semana, tive de fazer uma alteração no 11 e dar a titularidade ao Tiago Garcia.

 

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, Wendel Lomar, J. Lopes, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, Arnold, João Reis e Tiago Garcia;

Vilaverdense (4-5-1): João Teixeira, Tó Almeida, M. Nigg, Renato, F. Fernandes, Mica, José Carlos, I. Andrade, Fernando Costa, Pedrinho e Érico.

 

A nossa vantagem foi evidente, mas o nosso desacerto também e surpreendentemente acabamos por ir para o intervalo com 0-0 no marcador.

 

Na segunda parte houve mais do mesmo e foi um erro que permitiu que o placar se mexesse, Wendel Lomar falhou o cabeceamento e Érico não falhou na cara de Rafael, uma jogada que parecia inofensiva resultou num golo contra a corrente.

 

O Vilaverdense nasceu aí, mas também morreu aí e remeteu-se novamente à defesa. Tentámos de tudo, mas nada fazia a bola entrar. Teve de ser o génio de Mario César a marcar um golaço e a fazer o 1-1. Continuamos a procurar o 2-1, mas nunca apareceu e, injustamente, acabamos por empatar.

 

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Chaves 1 - 1 Vilaverdense

 

Um festival de golos falhados fecha o mês de Setembro. Outubro irá ser passado sem Paulo Marques, Manuel Simão, Mauro Caballero e, agora, Arnold, lesionado frente ao Vilaverdense e será um mês importante. É inadmissível perder pontos contra o Vilaverdense, mas, ainda assim, estamos numa boa posição.

 

Classificação no fim de Setembro

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É certo que podíamos estar a 6 pontos do Vianense, mas não deixa de ser uma vantagem confortável para 5 jogos. Não fiquei satisfeito com o empate e disse-lho, mas agora resta-nos completar o trabalho que tem sido feito neste que foi o pontapé de saída do campeonato. O mais difícil ainda está para vir.

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Outubro, o fim da primeira volta

 

Setembro, apesar do empate frente ao Vilaverdense e das lesões, acabou por ser um bom mês, e a perspetivas para o mês de Outubro eram positivas. Para começar o mês teríamos a deslocação a Viseu para a Taça de Portugal para defrontar o, então, 17º classificado da Segunda Liga.

 

Ac. Viseu (4-2-3-1): Rúben Dionísio, Tiago Costa, Lucas Kal, Guilherme, Jonathan, Filipe Nascimento, Ricardo Alves, M. Marras, Bryan Olivera, Alvarinho e T. Moutinho;

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, Wendel Lomar, J. Lopes, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, João Reis, R. Gonzaga e Tiago Garcia.

 

Sem Arnold, lesionado nos treinos de preparação para este jogo, apresentei-me exatamente como me apresento frente às equipas do meu campeonato. O jogo não foi muito interessante na primeira metade, mas houve um golo. Livre à entrada da área e o chinês Chengkuài bate-o de forma irrepreensível e levava-nos a vencer para o intervalo.

 

Na segunda parte, o nosso domínio foi evidente e Tiago Garcia teve nos pés a melhor oportunidade de todo o encontro, desperdiçando-a.

 

Mas o jogo mudou de figura quando, incompreensivelmente, wendel Lomar foi expulso. A bola nem sequer estava perto do nosso central e... vermelho direto. Diogo Verdasca entrou para o lugar de Gabriel Cabo e o livre, dentro da meia-lua, não levou perigo.

 

Mas a vantagem numérica do Ac. Viseu fez-se sentir logo a seguir. Canto da direita, marcado por Filipe Nascimento e Tiago Borges fez o 1-1. Se 11 contra 11 nós fomos superiores, 11 contra 10 o Ac. Viseu conseguiu equilibrar as coisas.

 

Mas a 20 segundos do final, a sorte sorriu aos da casa, Ricardo Alves fez o 2-1 que nos empurrava para fora da Taça com João Ferreira, o árbitro, a assumir posição de destaque.

 

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Ac. Viseu 2 - 1 Chaves

 

Estava assim posta de lado a ideia de surpreender na Taça de Portugal porque fomos impossibilitados disso mesmo, restava-nos continuar o passeio pelo Campeonato Nacional de Seniores e não deixar que equipas como o Vilaverdense com um guarda-redes inspirado nos fizessem perder pontos. Para isso, iríamos defrontar o Santa Maria fora de portas, desta vez sem João Reis que tinha apanhado uma intoxicação alimentar.

 

Santa Maria (4-1-2-1-2): Hélio Buffon, G. Silva, R. Ribeiro, V. Viegas, André Frias, Marito, Xavi, David Rosa, H. Calviño, Reuss e R. Pardal;

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, D. Verdasca, J. Lopes, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, M. Sañudo, R. Gonzaga e Tiago Garcia.

 

O jogo começou logo com uma lesão pequena no Gabriel Cabo que me fez retirá-lo logo aos 7 minutos com medo de ficar com outro indisponível. A primeira parte foi, como costuma ser, totalmente nossa e os dois golos que já levávamos de vantagem ao intervalo não foram surpresa para ninguém. Tiago Garcia e Wang Chengkuài já a tinham metido lá dentro de cabeça a cruzamento de Gonzaga e Sagna.

 

A segunda parte apareceu com um penalty a nosso favor por falta sobre Mario César, um pouco forçada na verdade. O mesmo Mario César assumiu a marcação e fez o 0-3. Ainda houve tempo para Tiago Garcia bisar depois de uma jogada de insistência e fazer o jogo terminar em 0-4.

 

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Santa Maria 0 - 4 Chaves

 

Regressávamos assim às vitórias, como seria de esperar e agora iríamos defrontar o Vieira no regresso a casa depois do empate e só a vitória interessava. Sem Wang Chengkuài, ao serviço da seleção chinesa, apresentámo-nos assim:

 

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, Wendel Lomar, J. Lopes, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, J. Bernardo, João Reis, R. Gonzaga e Tiago Garcia;

Vieira (4-2-2-2): C. Campos, A. Maia, João Cunha, F. Nunes, J. Castro, Souffo, Samuel, Telmo Gonçalves, Hugo, Marco Sousa e Tiago Cerveira.

 

A primeira parte foi daquelas partes mortas onde só uma equipa ataca e a outra só defende, mas a nossa falta de eficácia fazia adivinhar o 0-0 ao intervalo. Contudo, quando já ninguém esperava, João Pedro fez um golaço do meio da rua e colocou-nos em vantagem aos 45 minutos.

 

Na segunda parte o 2-0 esteve muito perto de aparecer e algo teria de acontecer. E aconteceu! Pedro Proença quis mostrar que no CNS a estrela é ele e resolveu expulsar Tiago Garcia por suposta simulação. Segundo amarelo e o ficávamos com menos um homem em campo.

 

Com a expulsão, o Vieira tentou agigantar-se, mas nunca conseguiu fazê-lo de forma sustentada e esteve mais próximo o 2-0 do que o 1-1. Mas a jogar com 9, depois da lesão de João Pedro e da não autorização para substituir, o Vieira aproveitou mesmo para fazer o 1-1 por Samuel.

 

Tínhamos 10 minutos para recuperar os 3 pontos, mas não conseguimos e voltámos a empatar na nossa casa. 1-1 frente a uma equipa manifestamente mais fraca do que nós.

 

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Chaves 1 - 1 Vieira

 

Não tinha sido um resultado, de todo, satisfatório, mas o maior problema deste jogo foi a junção de João Pedro à lista dos indisponíveis para as jornadas seguintes. Para a deslocação a Viana do Castelo iríamos ter de mudar alguns jogadores no 11.

 

Vianense (3-5-2): Tiago Rocha, Eliezer, Zé oliveira, J. Nunes, N. Fachada, Rui André, Rui Faria, Diogo Gonçalves, M. Costa, Telmo Castanheira e Gilberto Seidi;

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, D. Verdasca, J. Lopes, Mario César, Raviola, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, M. Sañudo, João Reis e M. Caballero.

 

Não sabia muito bem o que esperar de uma equipa a jogar em 3-5-2, sobretudo com elementos tão ofensivos nas alas, mas depressa percebi que ia defrontar uma equipa que iria jogar contra nós olhos nos olhos e sem nenhum complexo de inferioridade.

 

Foi realmente difícil e só uma confusão na área nos permitiu passar para a frente do marcador com um autogolo de Zé Oliveira, mas essa vantagem durou apenas 4 minutos porque Gilberto Seidi tratou de a desfazer.

 

Na primeira parte, João Reis ainda falhou um penalty e Telmo Castanheira e Gilberto Seidi colocaram o Vianense a vencer por 3-1 ao intervalo o que era inaceitável.

 

Na segunda parte, já fomos nós a dominar e Zé Oliveira depois do autogolo e do penalty que não deu em nada, mostrou que devia ter realmente ficado em casa e marcou outro autogolo fazendo o 3-2 aos 63 minutos.

 

Mas Tiago Rocha entrou em modo besta e impediu-nos de empatar por diversas vezes. Adivinhava-se a nossa primeira derrota que acabou por acontecer. 3-2 e eu com razões para ficar extremamente insatisfeito.

 

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Vianense 3 - 2 Chaves

 

Para terminar o mês, que estava a ser manifestamente mau, recebíamos o Pedras Salgadas, um antigo clube satélite do Chaves e, como sempre, era pela vitória que íamos jogar.

 

Chaves (4-3-3): Rafael, P. Sagna, Wendel Lomar, J. Lopes, Mario César, Raviola, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, Arnold, João Reis e M. Caballero;

Pedras Salgadas (4-5-1): Leonardo, João Viana, G. Oliveira, Gonçalo, César Melo, R. Cruz, R. Vieira, Vladimir, Y. Parkhomenko e Zé Pedro.

 

Perante nós estava uma equipa que apostava na defesa do resultado, mas isso pouco tempo durou. Guilherme Oliveira fez penalty sobre Mauro Caballero aos 11 minutos e João Reis desta vez não falhou.

 

A primeira parte teve mais lances nossos e nem um único ataque da equipa visitante, mas ainda estava 1-0 quando o árbitro apitou para o intervalo.

 

Na segunda parte houve outro festival de falhanços e, como quem não marca, sofre, Zé Pedro assinou um grande golo aos 67 minutos que dava o empate ao Pedras Salgadas, no segundo remate que fazia.

 

26 remates contra 3, mas as que contam são as que entram e voltávamos a perder pontos, perdendo assim o primeiro lugar.

 

 

Esqueci-me da imagem, acreditem em mim, ficou mesmo 1-1 :mrgreen:

 

Chaves 1 - 1 Pedras Salgadas

 

Acabava assim Outubro, um mês horrendo e muito abaixo do que podemos e devemos fazer. Eliminados da Taça de Portugal e 5 pontos em 4 jogos na Liga, se queremos subir, não é assim decerto.

 

Classificação no fim de Outubro

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Temos de mudar e isto é inadmissível. A primeira volta começou bem e acabou mal, resta-nos fazer uma segunda volta muito melhor do que esta porque 2 pontos por jogo é muito abaixo daquilo que temos de fazer.

Editado por Carlos Gouveia

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tens duas vezes a mesma imagem :compinchas:

 

este mes foi mais complicado muitos empates... Era para ser um passeio mas esta a ser mais dificil do que pensavas ahaha

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@Pocahontas: Obrigado pelo aviso :compinchas: eu pensei mesmo que isto ia ser um passeio e começo a achar que a culpa é minha, nunca um save me tinha corrido tão mal, mas até dá piada à coisa :mrgreen:

 

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Adoro emoção

 

Depois de um mês complicado, chegáva-nos um mês pequeno, com apenas 3 jogos e onde era obrigatório e necessário fazer 9 pontos. Com vista precisamente a isso deslocámo-nos a Faro.

 

Farense (4-3-3): Luís Paulo, Kiki Ballack, Huang Wei, Diogo Silva, João Pedro, Carlos Rodrigues, David Viana, A. Khabalov, D. Lizardo, Bruno Carvalho e A. Veríssimo;

Chaves (5-2-1-2): Rafael, D. Verdasca, Wendel Lomar, J. Lopes, P. Sagna, Mario César, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, M. Simão, Tiago Garcia e M. Caballero.

 

Surpreendentemente em 5-2-1-2 devido à falta de médios defensivos, com Mario César e Sagna responsáveis por toda a ala e com Tiago Garcia e Mauro Caballero a darem alguma largura no ataque.

 

Não posso dizer que tenha ficado insatisfeito com o que vi na primeira parte. Longe da perfeição, é certo, mas Sagna e Mario César a fazerem um bom jogo, sendo o francês coroado com o único golo dos primeiros 45 minutos.

 

Na segunda parte, o jogo acalmou e não houve grandes lances de perigo e até aos 90, o jogo esteve em 0-1. Aos 93, Gonzaga aproveitou o facto de ter sido chamado ao encontro e fez de cabeça o 0-2 final. Ficava assim marcado o nosso regresso às vitórias e ao 1º lugar, devido ao empate do Mirandela com o Vianense.

 

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Farense 0 - 2 Chaves

 

Tínhamos agora duas semanas para preparar o jogo contra o Mirandela. Ambas as equipas com 21 pontos e com o Bragança logo a espreitar com 20, era um jogo importantíssimo. Mas a grande novidade deste período foi o interesse de várias equipas no Mario César, o que deixou a cabeça do jovem jogador de 19 anos às voltas. O meu lateral esquerdo é seguido pelas seguintes equipas: AA Gent, Académica, Balikesirspor, Boavista, Botafogo, Cagliari, Catania, Cerro Porteño, Charleroi, Cruz Azul, Fiorentina, GA Eagles, Galatasaray, Genoa, Getafe, Granada, Heracles, IFK Gotemburgo, Jeonbuk, Lazio, Oostende, Ponte Preta, PSV, Rosenborg, sc Heerenveen, Sevilla, Sporting Gijon, Sporting CP, Standard, Toluca, Torino e Viktoria Plzen, havendo rumores que também o Benfica e o Recreativo já observaram o jogador. Um feito que mostra como eu consigo potencial um jogador, mesmo no CNS!

 

Mário César - D E

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Mas a grande preocupação estava no jogo frente ao Mirandela. Sem Chengkuài, novamente ao serviço da seleção chinesa, voltei a apostar no 5-2-1-2.

 

Chaves (5-2-1-2): Rafael, Wendel Lomar, João Pedro, J. Lopes, P. Sagna, Mario César, Gabriel Cabo, Raviola, M. Simão, Tiago Garcia e M. Caballero;

Mirandela (4-5-1): Igor Rocha, Marielson Paulo, S. Nascimento, Joca, A. Cerqueira, M. Bergueira, B. Abreu, Diogo Melo, Salgueiro, Kaká e O. Seun.

 

Fomos sempre superiores, tendo o dobro da posse de bola do Mirandela, mas o golo não aparecia e só um penalty permitiu ao desejado Mario César colocar-nos em vantagem aos 40 minutos.

 

Até ao intervalo não houve mais nada a registar e a segunda parte foi igualmente mortiça, com muitos remates, mas com pouca pontaria. O jogo acabou por terminar 1-0, o que marcava o nosso regresso às vitórias em Chaves, 4 jogos depois.

 

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Chaves 1 - 0 Mirandela

 

Este jogo trouxe-nos a lesão do Sagna durante 3 semanas, o que me obriga a voltar a um sistema de 4 centrais porque nem o Ángel Bastos, nem o Ricardo Silva conseguem dar a profundidade nas alas que o Sagna dá. Sem o Sagna, voltámos ao 4-3-3 para defrontar o Leça, sabendo de antemão que o Bragança, que estava a um ponto de nós antes de jogar, tinha empatado em Faro.

 

Chaves (4-3-3): Rafael, R. Silva, Wendel Lomar, J. Lopes, Mario César, João Pedro, Gabriel Cabo, Wang Chengkuài, Arnold, João Reis e M. Caballero;

Leça (4-2-3-1): F. Rabaldo, Marcelo, P. Robalo, Artur Jorge, Ivo Silva, Lander Gaúcho, Abreu, J. Miranda, D. Fernandes, Tigas e Fernando Caldas.

 

Fomos sempre muito superiores durante a primeira parte, mas foi Fernando Caldas que marcou por duas vezes e levou o jogo para 0-2 ao intervalo, deixando-me possesso.

 

Na segunda parte, já em 4-2-4, continuamos a falhar golos cantados e a derrota estava prestes a aparecer. Não fosse o Robson Gonzaga e o Wang Chengkuài no mesmo minuto e realmente tínhamos perdido. Um mau resultado em casa que nos impossibilitava de nos afastarmos do 2º classificado.

 

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Chaves 2 - 2 Leça

 

Um jogo horripilante quase nos dava a derrota e o fantasma das más exibições voltava. Agora só em Dezembro, mas Novembro não nos deu a confortável vantagem que já deviamos ter nesta altura.

 

Classificação no fim de Novembro

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Eu adoro emoção, aliás, quem se lembra daquele Benfica vs. Porto na luta pelo campeonato na época 2015/2016? Eu adorei! O problema é que agora eu estou no epicentro da emoção e já não acho tanta piada a isso. É preciso jogar melhor! É preciso querer mais. E esta equipa às vezes parece que não quer.

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