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santi_07

La Vuelta 2015

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Sometimes, it just is just too good, or too many :-) @AstanaTeam #Vuelta Aru, Nibali, Landa

@chrisfroome should win it anyway

@Tinkov

 

Ou este gajo anda a ser muito irónico ou está apaixonado pelo Froome :mrgreen:

O Tinkov desde a vitória do Froome de 2013, que tem este tipo de tweet's, para o Froome.

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Cannondale - Garmin: Talansky, André Cardoso, Dombrowski, Alex Howes, Ben King, Dan Martin, Mohoric, Moreno Moser, Villella

 

Agora que a startlist já está completa já dá para se tentar antecipar o que se vai passar.

 

Sky - A Sky não brinca e leva uma equipa forte para ajudar Froome. Roche e Thomas continuam no suporte ao líder, se bem que possivelmente Roche estará melhor que no Tour pois dá-se bem com os ares de Espanha e Thomas poderá começar a sentir o desgaste de uma época já longa. Estão de regresso Nieve, Henao (que estiveram em destaque na Polónia e serão muito importantes nas montanhas)e o robot Kiryenka.

 

AG2R - Pozzovivo e o mais fresco dos principais líderes (não tem nenhum GT completo este ano) e nos últimos anos na Vuelta esse tem sido um fator importante para decidir os lugares cimeiros. Se voltar a fazer um CR como em 2013, tem razões para sonhar. Não terá uma equipa tão forte como a do Tour e na altura das decisões provavelmente estará sozinho, apesar da equipa ter gente experiente como Montaguti ou o Nocentini.

 

Astana - Vinokourov chateou-se por não conseguir vencer no Giro e no Tour e portanto resolveu enviar a artilharia toda até Espanha. Teoricamente é a equipa mais forte em prova, pois regressam praticamente todos aqueles que deram show no Giro (falta Kangert) + Nibali. Nibali e Aru devem decidir na estrada quem é líder e Landa será mais uma vez o joker, se bem que agora já não tem o fator surpresa do Giro.

 

BMC - Tem uma equipa engraçada para ajudar o TJVG (Samu, Atapuma, Moinard, De Marchi), que pela primeira vez vai ser líder na Vuelta. As subidas da Vuelta não serão tão a seu gosto como as do Tour, mas desta vez tem um CRI para compensar. O Drucker deverá aparecer nas chegadas ao sprint e em grupos reduzidos.

 

Caja Rural - O Arroyo não esteve grande coisa na Volta a Burgos, portanto não me parece que vá fazer algo de especial em termos de GC. O Txurruka deve andar em todas as fugas possíveis e espero que os tugas tenham alguma liberdade. Atenção ao Carlos Barbero que tem feito uma boa temporada e anda a pedir o salto para o World Tour.

 

Cofidis - A equipa vem com pensamento semelhante ao do Tour: Bouhanni para ganhar etapas ao sprint (agora com menos concorrência) e o Dani Navarro para tentar seguir os melhores ou então sacar uma etapa pela fuga.

 

Colombia - Malta que deve aparecer nas fugas. O Rodolfo Torres parece estar em forma (7º em Burgos) e o Alex Cano tem dito que está com grandes ideias para esta prova, mas não sei se terá andamento para os melhores.

 

Ettix - Já há algum tempo que a Ettix não apresentava uma equipa tão fraca num GT. O objetivo é entrar nas fugas e ganhar etapas, logo é uma boa oportunidade para ver Terpstra, Brambilla ou De La Cruz com liberdade.

 

FDJ - Não trazem grandes nomes. O Elissonde vai ter liberdade para fazer o melhor possível e o Réza é o sprinter de serviço.

 

IAM - Não trazem ninguém para a GC, a não ser que o Coppel descubra lá no fundo do baú as pernas do Tour 2011 :mrgreen: O Chavanel vem para caçar etapas e à procura de um contrato para o próximo ano. Atenção ao Pelucchi, bateu o Kittel na Polónia e é menino para ganhar pelo menos uma etapa aqui.

 

Lampre - Não sei com que pernas vai aparecer o Niemiec; se tiver bem até pode entrar no top-10, senão vai aparecer numa ou outra fuga. De resto, o Plaza e o Durasek são bons caça etapas e o Cattaneo e o Conti são dois miúdos que tenho curiosidade para ver o que fazem aqui. Com os Mundiais tão perto, não sei qual vai ser a abordagem do Nelson a esta prova tbh; espero que tenha liberdade e que faça um CRI decente.

 

Lotto-Soudal - Trazem uma equipa interessante e espero que tragam a atitude combativa do costume. Bart De Clercq foi 2º na Polónia, o Monfort de uma maneira ou outra anda sempre ali pelo top-20, o Boeckmans tem 8 vitórias este ano, o De Gendt tem sido muito agressivo este ano e ainda têm o grande Adam Hansen (vai para o 13º GT seguido). O Van den Broeck diz que não vem para lutar pela geral, portanto lá para o CRI de Burgos vamos ter notícias dele.

 

Movistar - É a primeira vez que o Quintana faz Tour-Vuelta, portanto estou curioso para ver como ele se vai comportar ao longo das 3 semanas. Apesar de finalmente ter feito pódio no Tour, duvido imenso que o Valverde possa lutar pelo 1º lugar aqui, pois tem muita concorrência e o nível dele normalmente aqui dá para lutar pelo pódio. Além disso, a equipa deixou de fora as máquinas do CR (há Amador, mas não é um Malori ou Castroviejo) e fora Amador e Visconti não há grande apoio para os líderes. Rojas deve fazer o 4º lugar do costume nos sprints. :mrgreen:

 

MTN - Previsivelmente, têm uma equipa mais fraca comparativamente à do Tour. Meintjes e Cummings vão tentar ganhar algo nas etapas mais montanhosas e trazem o Sbaragli para os sprints.

 

Orica - Tendo feito Giro e Tour, Matthews não estará presente para variar (Sagan gosta disto); no seu lugar estará a jovem promessa Caleb Ewan. De resto o Chaves vai ter o mesmo papel que teve no Giro e o Gerrans tem aqui algumas etapas a seu jeito, se conseguir aguentar-se na bicicleta.

 

Cannondale-Garmin - Tem sido uma época difícil para esta equipa (só uma vitória World Tour) portanto jogam muito aqui. O Talansky vai tentar redimir-se do Tour fraco e tentar o top-10, com a ajuda do Dombrowski, (ganhou o Utah agora) André Cardoso e Villella. O Dan Martin tem aqui alguns muros mesmo ao seu jeito, ele que vai fazer o último GT pela Garmin. Curioso para ver o que faz Moreno Moser.

 

Europcar - Possivelmente, no sábado já se saberá se a equipa terá continuidade para o ano. Se não continuar, iremos ter muito tempo de antena para as camisolas da Europcar, principalmente Rolland e Gautier.

 

Giant - Degenkolb é o principal sprinter em prova e ainda por cima traz o Mezgec para ajudar, apesar de não terem o restante comboio habitual. O Tom Dumoulin regressa após a queda no Tour e terá um olho na Vuelta e outro nos Mundiais, se regressar com alguma forma irá certamente tentar ganhar uma etapa. Atenção ao Craddock (3º na etapa rainha na Polónia).

 

Katusha - Não espero ver o Purito a lutar pela vitória final, realisticamente irá andar pelo top-5 na melhor das hipóteses, mas certamente iremos ver a imagem icónica da Vuelta recentemente que é Valverde e Rodriguez a sprintarem pelos muritos acima. :mrgreen:

A seu lado vai ter os suspeitos do costume: Moreno, Losada, Tiago Machado, Vicioso...

 

Lotto NL Jumbo - Tirando o Van Asbroeck que será o sprinter, a restante equipa é carne para canhão para as fugas. Um dos rosters mais fracos em prova.

 

Tinkoff - Um dos grandes mistérios da temporada é saber como é que o Kiserlovski não teve lugar em nenhum GT, principalmente na Vuelta onde em 2013 ajudou o Horner a vencer. Majka vai ser o líder e se tiver em forma deve fazer top-10, apesar da equipa que o rodeia ser comparando com as equipas dos restantes favoritos. Não sei se o Sagan planeia fazer a Vuelta toda, mas terá várias oportunidades para tentar a vitória num GT que lhe foge desde o Tour 2013.

 

Trek - Tem andado discreto este ano mas Frank Schleck vai ser o líder aqui. Vem de um 4º lugar no Utah, portanto se tiver pernas pode ser que faça algo. O Cancellara vem aqui fazer o habitual programa pré-Mundiais e trazem o Danny Van Poppel que tem estado em forma ultimamente (bateu o Gilbert na Valónia e o Greipel no Eneco, por exemplo). Tendo Irizar e Zoidl na equipa, poderão fazer uma gracinha no CR de equipas.

Editado por wolfking

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Não percebo porquê... A areia que está ali não é como aquela da praia que até os pés te prendem, e aquilo é muito mais seguro de andar do que os pavés do tour por exemplo... Ainda por cima sendo apenas 9 corredores de cada vez a passar...

 

Estamos a falar de areia solta, areia de praia, não de estrada empedrada ou aquele sterrato que volta e meia aparece no Giro, numa competição como a Vuelta, uma das mais importantes do calendário internacional. Isto é quase tão ridículo como uma corrida de F1 em que uma parte do circuito fosse de terra batida.

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Pior a emenda que o soneto. Uma primeira etapa que não conta para a geral não tem interesse nenhum.

Editado por Enzo Dios Perez

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Uma etapa para encher chouriços então, para todos os efeitos a Vuelta só começa a contar a partir de Domingo.

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Estou mesmo a ver a ir tudo em ritmo de passeio :lol: Quer dizer, se a vitória da etapa é discutida, deve haver prize money e aí alguns vão tentar lá chegar.

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Ao menos devia contar para a classificação de equipas, para ao menos a etapa ter no mínimo interesse. :lol:

Editado por el_bandido

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Eu andava a preparar um post do género e os gajos da Cannondale nunca mais lançavam a equipa. Well, vou comparar os meus pontos com os teus! :mrgreen:

Sky - A Sky não brinca e leva uma equipa forte para ajudar Froome. Roche e Thomas continuam no suporte ao líder, se bem que possivelmente Roche estará melhor que no Tour pois dá-se bem com os ares de Espanha e Thomas poderá começar a sentir o desgaste de uma época já longa. Estão de regresso Nieve, Henao (que estiveram em destaque na Polónia e serão muito importantes nas montanhas)e o robot Kiryenka.

No papel é uma fantástica equipa. Froome a liderar, com Roche, Nieve, Kiryienka, Henao e Thomas a seu lado na montanha. Mas isto é apenas no papel, porque o Froome pode vir a sentir dificuldades para recuperar do esforço do Tour, tal como o Thomas e o Roche. O Henao e o Nieve até poderão vir a ser os salvadores da festa, especialmente pelo que vi na Polónia, apesar de não acreditar muito neles para a surpresa por culpa do CR. O Henao é um nome a ter em conta para aqueles muros e o Kiryienka é um fortíssimo candidato a vencer o CR de Burgos. Aqui ainda estão muitas questões colocadas na equipa e custa fazer uma previsão.

AG2R - Pozzovivo e o mais fresco dos principais líderes (não tem nenhum GT completo este ano) e nos últimos anos na Vuelta esse tem sido um fator importante para decidir os lugares cimeiros. Se voltar a fazer um CR como em 2013, tem razões para sonhar. Não terá uma equipa tão forte como a do Tour e na altura das decisões provavelmente estará sozinho, apesar da equipa ter gente experiente como Montaguti ou o Nocentini.

O Pozzovivo vai ser o líder incontestável e uma aposta segura para o top-5 e, quem sabe, atacar o pódio. O problema que poderá surgir é a falta de apoio nas montanhas. A equipa parece muito focada nas fugas, com excelentes roladores como o Gougeard, o Van Summeren, o Minard ou o Bagdonas. Depois o resto da equipa é composto por puncheurs, sendo que alguns deles adaptam-se à montanha, mas não me parece uma equipa equilibrada para apoiar o Pozzo. Talvez o Nocentini volte aos seus melhores momentos, mas parece improvável.

 

Astana - Vinokourov chateou-se por não conseguir vencer no Giro e no Tour e portanto resolveu enviar a artilharia toda até Espanha. Teoricamente é a equipa mais forte em prova, pois regressam praticamente todos aqueles que deram show no Giro (falta Kangert) + Nibali. Nibali e Aru devem decidir na estrada quem é líder e Landa será mais uma vez o joker, se bem que agora já não tem o fator surpresa do Giro.

A Astana tem o melhor roster da prova, mas cheira-me a flopada por todos os lados. :lol: Para já, daquele trio maravilha, só o Aru me parece capaz de disputar a prova. O Nibali está parado desde o Tour e cheira-me que entra aqui em muito má forma e a perder demasiado tempo nas primeiras 2 semanas. O Landa parece-me estar numa forma bem distante da que esteve no Giro e não estou a vê-lo a gerir o tempo perdido naqueles muros que surgem bem cedo na prova. Só o Aru me parece ter condições físicas para isso. O resto da equipa está todo virado para o apoio a este trio, com destaque para o LLS que poderá ter alguma liberdade para uma fuga, talvez.

 

BMC - Tem uma equipa engraçada para ajudar o TJVG (Samu, Atapuma, Moinard, De Marchi), que pela primeira vez vai ser líder na Vuelta. As subidas da Vuelta não serão tão a seu gosto como as do Tour, mas desta vez tem um CRI para compensar. O Drucker deverá aparecer nas chegadas ao sprint e em grupos reduzidos.

Uma bela equipa e que tenho bastantes expetativas. O Tejay tentará aqui salvar a época, mas também não acho que a Vuelta seja um GT muito apropriado para ele. A seu lado voltará a ter o Samu que fez 12º no Tour e 6º na Vuelta do ano passado e tentará de novo o top-10. Além deles, terão 2 ciclistas que tiveram uma época apagadíssima, mas que vão entrar aqui muito frescos: De Marchi e Velits. O italiano é um dos meus preferidos e espero ver espetáculo da parte dele. Depois ainda há o Atapuma, o Rosskopf e o Moinard para a montanha e o Drucker aparenta estar numa forma muito interessante para os sprints, com resultados de registo no Eneco Tour.

 

Caja Rural - O Arroyo não esteve grande coisa na Volta a Burgos, portanto não me parece que vá fazer algo de especial em termos de GC. O Txurruka deve andar em todas as fugas possíveis e espero que os tugas tenham alguma liberdade. Atenção ao Carlos Barbero que tem feito uma boa temporada e anda a pedir o salto para o World Tour.

Depois do que vi na Volta, posso dizer que estou com especial interesse em ver o Zé Gonçalves! Acredito mesmo que poderá ser uma surpresa engraçada na prova. Do Vilela espero apenas uma prova de aprendizagem, tentando sobreviver às 3 semanas. De resto, acho que o Arroyo vai voltar a rondar o top-15 e que o Barbero pode ser um dos grandes destaques daquelas chegadas em muro, onde o Pello Bilbao também pode surpreender. Por último, como disseste, é de esperar um Txurruka ao ataque em metade das etapas, na sua despedida da equipa. É uma equipa engraçada que tem crescido de qualidade nos últimos anos.

 

Cofidis - A equipa vem com pensamento semelhante ao do Tour: Bouhanni para ganhar etapas ao sprint (agora com menos concorrência) e o Dani Navarro para tentar seguir os melhores ou então sacar uma etapa pela fuga.

Acredito que o Bouhanni leve pelo menos 3 etapas para casa. Para o ajudar vai ter Lemoine, Rollin, Simon e Soupe, ou seja o comboio quase todo. O Simon também é um nome para as chegadas mais acidentadas que devemos ter em conta. Depois o Dani Navarro vai tentar repetir o top-10 e vai ter o apoio do Rossetto e do Bagot, mas este ano a concorrência é mais feroz e acredito mais que lute por uma vitória em etapa ou algo do género. A Cofidis tem tradição de vencer a classificação da montanha e é possível que ele até a dispute.

 

Colombia - Malta que deve aparecer nas fugas. O Rodolfo Torres parece estar em forma (7º em Burgos) e o Alex Cano tem dito que está com grandes ideias para esta prova, mas não sei se terá andamento para os melhores.

Não espero nada deles, para ser sincero. O Rodolfo Torres tem sido o melhor elemento da equipa este ano com uma série de bons resultados na Europa, mas tem pouca experiência de 3 semanas... O Duarte é um flop e duvido que seja desta que mostra o que vale. O Alex Cano tem apontado tudo para a Vuelta, mas esteve péssimo no Utah. Depois ainda há o Rubiano, que todos sabemos que se adequa melhor às chegadas acidentadas, e o Pedraza, que não andou mal no Utah, mas é muito curtinho para este nível. Ah, para os sprints, lá terão o Leonardo Duque, que venceu uma etapa na Vuelta em... 2007! Portanto, acho que só podemos esperar fugas e pouco mais.

 

Ettix - Já há algum tempo que a Ettix não apresentava uma equipa tão fraca num GT. O objetivo é entrar nas fugas e ganhar etapas, logo é uma boa oportunidade para ver Terpstra, Brambilla ou De La Cruz com liberdade.

Honestly, vão focar tudo nas fugas. O Brambilla é o único corredor capaz de fazer algo na alta montanha, mas é demasiado inconsistente. Vamos ver o Terpstra, o Keisse, o Maes e o Velits em fuga nas etapas "planas" da Vuelta e os restantes a tentar surpreender noutros terrenos, onde estou curioso para ver o jovem Carlos Verona.

 

FDJ - Não trazem grandes nomes. O Elissonde vai ter liberdade para fazer o melhor possível e o Réza é o sprinter de serviço.

Outra das equipas mais fracas da prova. Eu acho que o jovem Manzin será a aposta dos sprints, onde terá o apoio do Réza e do Fischer. Para a montanha, o pequeno Elissonde terá a maior responsabilidade, ele que já venceu no Anglirú em 2013, numa etapa épica. O resto da equipa é composta por elementos para as fugas.

 

IAM - Não trazem ninguém para a GC, a não ser que o Coppel descubra lá no fundo do baú as pernas do Tour 2011 :mrgreen: O Chavanel vem para caçar etapas e à procura de um contrato para o próximo ano. Atenção ao Pelucchi, bateu o Kittel na Polónia e é menino para ganhar pelo menos uma etapa aqui.

Acho uma equipa muito mediana, com o Pelucchi a ser o único foco de interesse, mas sendo um corredor com características tão especiais, não sei se conseguirá brilhar aqui. O Reynes costuma aparecer com vontade na Vuelta e o resto da equipa só os vejo a brilhar em eventuais fugas.

 

Lampre - Não sei com que pernas vai aparecer o Niemiec; se tiver bem até pode entrar no top-10, senão vai aparecer numa ou outra fuga. De resto, o Plaza e o Durasek são bons caça etapas e o Cattaneo e o Conti são dois miúdos que tenho curiosidade para ver o que fazem aqui. Com os Mundiais tão perto, não sei qual vai ser a abordagem do Nelson a esta prova tbh; espero que tenha liberdade e que faça um CRI decente.

Se tivermos o Ruben Plaza da 3ª semana do Tour, já temos líder absoluto desta Lampre! :mrgreen: Ele foi monstruoso nessa semana, mas parece-me que dificilmente vai replicar isso. Pode ainda assim ser homem para tentar fazer qualquer coisa na Geral, porque a Lampre não tem líder definido, sendo que deve ser repartido por Niemiec, Plaza e Durasek. O Nélson acredite que tente vencer em fuga e teste-se no CR, sendo que a equipa tem outros elementos bem capazes de tentar nas fugas, sendo que estou curioso em ver o Grmay nas etapas montanhosas. Para os sprints contam com o Richeze que deve acabar por conseguir um outro lugar de registo, mas nada de mais.

 

Lotto-Soudal - Trazem uma equipa interessante e espero que tragam a atitude combativa do costume. Bart De Clercq foi 2º na Polónia, o Monfort de uma maneira ou outra anda sempre ali pelo top-20, o Boeckmans tem 8 vitórias este ano, o De Gendt tem sido muito agressivo este ano e ainda têm o grande Adam Hansen (vai para o 13º GT seguido). O Van den Broeck diz que não vem para lutar pela geral, portanto lá para o CRI de Burgos vamos ter notícias dele.

A equipa vai voltar a levar o super-entusiasmante Monfort como líder, mas desta vez com o Bart de Clercq bem de perto. Ok, qualquer um dos dois deve rondar o top-20 e nada mais. A haver uma surpresa será do Bart de Clercq, porque fiquei com a pulga atrás da orelha depois da Volta à Polónia. De resto, destaque para mais um GT do Adam Hansen (!!!) e para o Kris Boeckmans, que tem feito uma temporada enorme e pode surpreender nos sprints. O De Gendt deve andar em montes de fugas e o Vanendert pode aparecer naqueles finais em muro, quem sabe.

 

Movistar - É a primeira vez que o Quintana faz Tour-Vuelta, portanto estou curioso para ver como ele se vai comportar ao longo das 3 semanas. Apesar de finalmente ter feito pódio no Tour, duvido imenso que o Valverde possa lutar pelo 1º lugar aqui, pois tem muita concorrência e o nível dele normalmente aqui dá para lutar pelo pódio. Além disso, a equipa deixou de fora as máquinas do CR (há Amador, mas não é um Malori ou Castroviejo) e fora Amador e Visconti não há grande apoio para os líderes. Rojas deve fazer o 4º lugar do costume nos sprints. :mrgreen:

É uma equipa muito forte, com a dupla Quintana-Valverde outra vez junta. Desta vez fala-se que o Valverde será no papel o líder, mas o Quintana deverá ter liberdade para ir fazendo a sua corrida. Acredito que servirá maioritariamente para resolver a sua cabeça depois da queda do ano passado. Não acredito que o colombiano venha a Vuelta e aceite sair de mãos a abanar. Depois temos sempre o Andrey Amador (que Giro que fez!!), o Javi Moreno, o Visconti e o Sutherland para apoiá-los de perto na montanha. Mas a equipa não deixa de ter outras pretensões, visto que traz Rojas e Ventoso para os sprints, apesar das temporadas muito fraquinhas dos dois... Não creio que venham a ser figuras dos sprints.

 

MTN - Previsivelmente, têm uma equipa mais fraca comparativamente à do Tour. Meintjes e Cummings vão tentar ganhar algo nas etapas mais montanhosas e trazem o Sbaragli para os sprints.

Depois do Tour fantástico que fizeram, puseram a fasquia bem alta para a Vuelta. O Berhane deve ser o líder para a Geral, junto com o Meintjes. Provavelmente andarão ao ataque diversas vezes nas etapas de montanha. O Cummings é um homem a ter em conta para chegadas mais punchy, onde poderá surpreender. Por último, têm o Sbaragli (para mim é o 2º melhor da MTN atrás do Hagen...), que é um sprinter muito underrated, mas que creio que poderá aparecer aqui em boa forma. Deu boas indicações na Dinamarca.

 

Orica - Tendo feito Giro e Tour, Matthews não estará presente para variar (Sagan gosta disto); no seu lugar estará a jovem promessa Caleb Ewan. De resto o Chaves vai ter o mesmo papel que teve no Giro e o Gerrans tem aqui algumas etapas a seu jeito, se conseguir aguentar-se na bicicleta.

É uma equipa bem interessante. Estou particularmente expectante para ver a estreia do Caleb Ewan em GT's. O miúdo tem um talento incrível e não me surpreendia que levasse uma etapa para casa! Além do Caleb, eles trazem o Gerrans para aqueles muros, onde também terão o Esteban Chaves! O colombiano deverá ser a aposta para a montanha, onde tentará finalmente afirmar-se como elemento para a Geral, mas não acredito muito nisso, para ser sincero. O Keukeleire pode também ser um nome interessante, tal como o Impey para chegadas algo acidentadas. A juntar isto, estou interessado em ver o Howson no CR, dado que deu boas indicações na Polónia.

 

Cannondale-Garmin - Tem sido uma época difícil para esta equipa (só uma vitória World Tour) portanto jogam muito aqui. O Talansky vai tentar redimir-se do Tour fraco e tentar o top-10, com a ajuda do Dombrowski, (ganhou o Utah agora) André Cardoso e Villella. O Dan Martin tem aqui alguns muros mesmo ao seu jeito, ele que vai fazer o último GT pela Garmin. Curioso para ver o que faz Moreno Moser.

Têm uma equipa engraçada, mas não os vejo a fazer grande coisa. :lol: Há sempre uma aura de má sorte à volta da maior parte destes gajos... O Talansky e o Dan Martin vêm do Tour. Mesmo que se apresentem nas condições físicas ideais são apanhados regularmente em quedas, cortes ou situações do género. O André tem feito uma temporada algo aquém e joga aqui também um pouco a salvação da sua época. O Joe Dombrowski ainda está por provar que consegue resultados fora dos USA, mas pelo menos está em forma... O Howes e o King são trepadores competentes que vão ser bem úteis aos líderes. O Moser pode surpreender aqui, mas não creio. Ainda está longe do Moser de 2012. Resta o Mohoric e o Villella que prometem muito, mas tardam em confirmar as expetativas.

 

Europcar - Possivelmente, no sábado já se saberá se a equipa terá continuidade para o ano. Se não continuar, iremos ter muito tempo de antena para as camisolas da Europcar, principalmente Rolland e Gautier.

Não esperava ver o Rolland por cá e isso muda muita coisa. É certo e sabido que o Rolland é algo inconsistente fora de França, mas se estiver para aí virado, tem mais do que condições para terminar no top-10 e até ambicionar a finalizar nos 5 primeiros. Como maiores apoios deve ter o Jeandesboz e o Sicard, que já foi dominador do circuito sub-23, mas falhou na passagem a elite. No entanto, o Sicard esteve bem na Vuelta do ano passado (foi 13º da Geral) e pode aparecer outra vez a bom nível. O resto da equipa vai estar apontado às fugas, sendo que o Gautier e o Arashiro vão ser nomes fortes nessa luta.

 

Giant - Degenkolb é o principal sprinter em prova e ainda por cima traz o Mezgec para ajudar, apesar de não terem o restante comboio habitual. O Tom Dumoulin regressa após a queda no Tour e terá um olho na Vuelta e outro nos Mundiais, se regressar com alguma forma irá certamente tentar ganhar uma etapa. Atenção ao Craddock (3º na etapa rainha na Polónia).

O Degenkolb deve ser o homem que a equipa mais tem esperança, mas não sei se faz a prova toda. Este ano os Mundiais assentam-lhe bem e deve querer ir minimamente fresco. Depois o Mezgec deverá dar conta do recado. O Dumoulin é um gajo que prometia um grande Tour, mas a queda estragou-lhe a prova. No entanto, creio que poderemos ter aqui muito espetáculo da parte dele. De resto, também vou estar bem atento ao Craddock.

 

Katusha - Não espero ver o Purito a lutar pela vitória final, realisticamente irá andar pelo top-5 na melhor das hipóteses, mas certamente iremos ver a imagem icónica da Vuelta recentemente que é Valverde e Rodriguez a sprintarem pelos muritos acima. :mrgreen:

A seu lado vai ter os suspeitos do costume: Moreno, Losada, Tiago Machado, Vicioso...

O Purito deve ser o líder incontestável e vai ter Losada, Moreno e o Tiago a seu lado na montanha. Acredito que vamos ter um remake da dupla Purito-Dani nesta Vuelta, sendo que o Purito é um fortíssimo candidato ao pódio e até mesmo a disputar a vitória final, apesar de todos sabermos que lhe falta sempre um bocadinho para lá chegar. Pelo menos naqueles muros devemos tê-los sempre nos primeiros. O Tiago não deve aspirar a muito mais que trabalho.

 

Lotto NL Jumbo - Tirando o Van Asbroeck que será o sprinter, a restante equipa é carne para canhão para as fugas. Um dos rosters mais fracos em prova.

Das equipas mais fracas da prova, imo. O Van Asbroeck deve ser o ciclista mais reputado, mas está a ter alguma dificuldade a entrar no ritmo do WT. No entanto, pode ser um nome interessante para os sprints. Depois devemos a equipa maioritariamente em fugas, sendo que a generalidade são roladores, com excepção do George Bennett, que é um trepador razoável. Creio que o Lindeman será o nome mais capaz de vencer em fuga, visto que também tem qualidade nos terrenos mais acidentados.

 

Tinkoff - Um dos grandes mistérios da temporada é saber como é que o Kiserlovski não teve lugar em nenhum GT, principalmente na Vuelta onde em 2013 ajudou o Horner a vencer. Majka vai ser o líder e se tiver em forma deve fazer top-10, apesar da equipa que o rodeia ser comparando com as equipas dos restantes favoritos. Não sei se o Sagan planeia fazer a Vuelta toda, mas terá várias oportunidades para tentar a vitória num GT que lhe foge desde o Tour 2013.

Era capaz de jurar que são polacos, porque trazem 3! :mrgreen: O Majka é o líder indiscutível da equipa, tendo finalmente a oportunidade de liderar a equipa num GT este ano. Para mim é candidato a terminar nos 5 primeiros, depois de um Tour em que nunca me pareceu estar no topo da sua forma. Para apoiá-lo terá o Poljanski, o Hansen e o melhor aguadeiro do mundo, Sérgio Paulinho!! Bem... na verdade não parece grande apoio (e o Kiserlovski sem entrar num único GT...). No entanto, vão ter o Sagan, que para mim é uma autêntica incógnita. A época vai bem longa para ele e ainda terá os Mundiais onde vai tentar vencer, portanto se calhar não fará a prova toda, usando-a apenas para ganhar algum ritmo, sendo que o Bennati poderá vir a ser aposta nalguns sprints. Atenção ao Bodnar no CR, onde poderá terminar num lugar de destaque. De resto, não espero muito mais da equipa.

 

Trek - Tem andado discreto este ano mas Frank Schleck vai ser o líder aqui. Vem de um 4º lugar no Utah, portanto se tiver pernas pode ser que faça algo. O Cancellara vem aqui fazer o habitual programa pré-Mundiais e trazem o Danny Van Poppel que tem estado em forma ultimamente (bateu o Gilbert na Valónia e o Greipel no Eneco, por exemplo). Tendo Irizar e Zoidl na equipa, poderão fazer uma gracinha no CR de equipas.

A minha questão prende-se principalmente nisto: Será o Frank Schleck capaz de aparecer aqui a um nível aceitável? Tenho imensas dúvidas, depois do pouquinho que vi no Utah. Ainda por cima, o Haimar Zubeldia também tem dado péssimas indicações e não corre desde o Tour, portanto esta equipa não me parece capaz de grandes resultados na Geral, a não ser que tenhamos um Riccardo Zoidl em modo 2013! Sendo assim, creio que o nome capaz de dar maiores alegrias é mesmo o Danny Van Poppel que está num grande momento de forma, com 2 vitórias em etapa no Tour de Wallonie e boas indicações no Eneco Tour! Para apoiá-lo, teremos o Stuyven e o irmão Boy Van Poppel. De resto, vamos ver do que será capaz o Fabian Cancellara, que ainda deve ter esperanças de vencer o Mundial de Estrada e que deve vir aqui rodar e abandonar talvez até antes do CR.

 

 

As minhas apostas:

1º Fabio Aru (yup... :- )

2º Chris Froome

3º Domenico Pozzovivo

4º Alejandro Valverde

5º Nairo Quintana

Pontos: Valverde

Montanha: gajo random da Caja Rural/Cofidis

Combinado: Aru

Equipas: Astana

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Ao menos devia contar para a classificação de equipas, para ao menos a etapa ter no mínimo interesse. :lol:

 

Na notícia diz que:

 

"The recorded times will be counted for the team classification and not for the individual general classification."

 

 

 

____

 

Edit: vídeo do treino da Movistar no percurso de hoje:

https://amp.twimg.com/v/8d053011-a9e5-412e-a180-200a3312c1c0

Editado por rozas

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não vejo grande mal naquilo

 

Troços de alcatrão, areia, terra batida, aqueles pedregulhos cinzentos que não me lembro o nome e ainda plataformas artificiais montadas acima do chão para os ciclistas poderem passar. Os ciclistas vão passar por todas estas transições em percursos apertados num contra-relógio de 7 kms que será percorrido acima dos 50 kms/h. A necessidade de espetáculo não se pode sobrepor à segurança dos ciclistas, por mais interessante que o percurso possa ser.

Editado por BlackHawk

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O Serafim Ferreira ressuscitou e agora organiza a Vuelta? Nos anos 90 era normal começar a volta com um prólogo por equipas que não contava para a classificação individual.

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Quem não quiser ir à areia trabalha no alcatrão e depois deixa outros 5 mouros a acabar a prova. Ou o percurso é ao contrário?

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