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Viagens de oito mil quilómetros voltam a atormentar a liga russa

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Viagens de oito mil quilómetros voltam a atormentar a liga russa

 

SKA Khabarovsk, equipa do extremo oriente, subiu e vai mexer com a logística da prova: há sete fusos horários a separá-la dos rivais de Moscovo e São Petersburgo

 

Quando, após uma extenuante viagem de quase 9000 quilómetros, o bicampeão CSKA Moscovo foi esmagado pelo Luch-Energiya de Vladivostok (4-0), o guarda-redes Akinfeev não escondeu a irritação: "Eles deviam era jogar na liga japonesa". Estava-se em 2007 e o tempo fez-lhe a vontade de ver o Luch pela costas: no ano seguinte o clube caiu de divisão e não mais regressou. Porém, agora, surge outra equipa do extremo oriente do país a atormentar a liga russa. O SKA Khabarovsk acaba de subir de divisão: tem sete fusos horários e mais de 8000 quilómetros a separá-lo dos rivais de Moscovo e São Petersburgo.

 

São distâncias-recorde em todos os campeonatos nacionais, só possíveis no país com maior área do planeta (a Rússia tem mais de 17 milhões de quilómetros quadrados). Em 2017/18, SKA Khabarovsk e Zenit de São Petersburgo terão de fazer 8755 km para se encontrarem - uma deslocação de quase dez horas de avião ou 112 horas de carro). E o clube estreante, da cidade da ponta leste do país (situada perto do Mar do Japão e a cerca de 50 quilómetros da fronteira com a China), fará muitas outras viagens de longa distância: a grande maioria dos emblemas da Premier League russa está sediada a ocidente dos Urais, o rival mais próximo (o FC Ural, de Ecaterimburgo) mora a 6500 quilómetros e serão 8317 km de cada vez que for à capital visitar o CKSA, o Dínamo, o Lokomotiv e o Spartak de Moscovo.

 

De 2006 e 2008, quando o Luch-Energiya esteve na I liga, as viagens eram ainda maiores: Vladivostok, cidade de destino da viagem do mítico comboio Transiberiano, fica 750 quilómetros a sul de Khabarovsk, já junto à fronteira com a Coreia do Norte. Então, a presença do clube mexeu com a logística da liga (tal como deverá acontecer agora com o SKA): depois de visitarem Vladivostok, os adversários tinham direito a uma semana de descanso; já o Luch disputava duas partidas de cada vez que voava para o ocidente e, depois, gozava dez dias de pausa competitiva.

 

"Temos sete horas de diferença para a capital e são nove de viagem. Saímos às 14.00 e chegamos a Moscovo às 16.00 mas para nós é como se fossem 23.00. Pior é no regresso, quando não podemos programar treinos para a manhã, porque os jogadores têm problemas para conseguir dormir", descreveu, nessa época, ao El País, o treinador espanhol Francisco Arcos, que trabalhou no Luch-Energiya entre 2007 e 2011.

 

Tamanhas dificuldades não impediram que o clube se mantivesse três anos entre a elite, chegando a espreitar os lugares europeus (7.º em 2006). Tal como não foram um obstáculo demasiado grande para que o SKA sobressaísse numa II liga disputada, na maioria dos casos, a ocidente. O clube do extremo oriental foi 4.º classificado e subiu de divisão no fim-de-semana,ao vencer o play-off com o Orenburg, 13.º da Premier League: após dois empates 0-0 e 14000 km percorridos entre as duas mãos, a "estrela" de Khabarovsk imperou no dempate por penáltis (5-3).

 

Agora, o desconforto maior será para os colossos do futebol russo, como o campeão Spartak de Moscovo - que, em setembro, caiu em Khabarovsk, para a Taça da Rússia (1-0). O SKA já está habituado a longas viagens e nenhuma será tão grande como as que fez esta época para enfrentar o Baltika Kaliningrado, na II liga, de 9570 quilómetros até ao enclave russo junto ao Mar Báltico (entre Polónia e Lituânia).

 

Benfica fez maior viagem na UEFA

 

De resto, é entre Baltika e Luch-Energiya (que, esta temporada, desceu novamente ao terceiro escalão) que se conta a maior distância entre dois rivais de uma liga profissional, a nível mundial - 10330 quilómetros. À Rússia só escapa o recorde da maior viagem numa competição nacional por causa da participação dos departamentos ultramarinos na Taça da França: em 2014/15, o Magenta, da Nova Caledónia, voou 17142 km para enfrentar o Trélissac, no sudoeste gaulês.

 

A nível das competições europeias, o registo máximo é o dos 6164 quilómetros percorridos por Benfica e o Astana (Cazaquistão), para se enfrentarem na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2015/16: ainda assim, menos do que qualquer deslocação que o SKA Khabarovsk terá de fazer em 2017/18.

 

DN

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Eu quero essa equipa nas competições europeias!

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Quando a União Sovietca se erguer ainda vai ser pior

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9 horas de viagem para sair ás 14 e chegar ás 16..... que nó no cérebro :lol:

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Eles vão lá e eles vão ter de ir a casa deles, não vejo qual é o problema. Os dois têm a mesma desvantagem. Mimimimi

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Um Marítimo contra esses gajos na Liga Europa é que era fixe!

 

Se vamos por as coisas nesses termos, então o ideal seria de alguma forma o Santa Clara ir às competições europeias e apanhar estes ou a tal equipa de Vladivostok. Deslocação mais longínqua das competições europeias.

 

Gostei do pormenor do último parágrafo da notícia, que diz que a deslocação mais longa das competições europeias aconteceu entre o Benfica e o Astana, ainda assim essa deslocação é mais curta do que qualquer uma que esta equipa fará na liga russa.

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"Basta" uma equipa ultramarina francesa ganhar a taça e é ver um Santa Clara - AS Dragons

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o que devia ser proibido era dizer "devia de"

 

nem sequer soa bem porra

 

porque usa-se havia e às vezes mistura-se a coisa

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Devia de ser proibido. :lol:

 

Não seria mais proveitoso para uma equipa portuguesa ir pelo outro lado do mundo? Ou seja, sobrevoar os Estados Unidos.

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"Basta" uma equipa ultramarina francesa ganhar a taça e é ver um Santa Clara - AS Dragons

 

As equipas ultra-marinas francesas não competem na Taça de França... penso eu.

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o recorde da maior viagem numa competição nacional por causa da participação dos departamentos ultramarinos na Taça da França: em 2014/15, o Magenta, da Nova Caledónia, voou 17142 km para enfrentar o Trélissac, no sudoeste gaulês.

 

E ainda esta epoca houve 11 equipas no sétima ronda, dos quais 5 tiveram de ir a França.

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