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O milagre competitivo da Eslovénia, o pequeno país que “tem o desporto inscrito no ADN” ao ponto de até lhe dedicar um feriado nacional

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O milagre competitivo da Eslovénia, o pequeno país que “tem o desporto inscrito no ADN” ao ponto de até lhe dedicar um feriado nacional

Com apenas 2,1 milhões de habitantes, a Eslovénia deu ao mundo estrelas como Luka Dončić ou Tadej Pogačar, além de vários campeões olímpicos de verão e inverno. Esta quinta-feira, dia em que volta a jogar no Europeu (contra a Sérvia, às 14h, Sport TV1), à Tribuna Expresso, o diretor-geral de desporto do ministério da economia, turismo e desporto explica as razões do êxito num país em que 70% da população pratica atividade física regular

Na Eslovénia habitam, segundo os registos oficiais, 2,1 milhões de pessoas. Entre os 27 da União Europeu, é apenas o 22.º país com mais habitantes, somente à frente de Letónia, Estónia, Chipre, Luxemburgo e Malta.

No entanto, o jovem país, independente desde 1991, está habituado a ter a sua bandeira nos grandes palcos do desporto. Ela é carregada por Luka Dončić, craque da NBA, que acabou de perder a final da competição para os Boston Celtics de Neemias Queta; por Tadej Pogačar, fenómeno do ciclismo, bicampeão do Tour, recém-vencedor do Giro e de mais uma catrefada de coisas, e por Primož Roglič, tricampeão da Vuelta e triunfador no Giro em 2023; por Benjamin Savšek, campeão olímpico na canoagem slalom, ou por Janja Garnbret, também medalhada de ouro em Tóquio, mas na escalada.

E há ainda os desportos de inverno: Urša Bogataj é campeã olímpica de saltos de esqui, Ilka Štuhec pendurou ao peito o ouro mundial em esqui alpino, no downhill.

Nos Jogos de Tóquio, no rácio habitantes/medalhas, a Eslovénia, com três ouros, uma prata e um bronze, foi o sexto melhor país. Se excluirmos San Marino, as Bermudas e as Bahamas, territórios com menos de 450 mil pessoas que ganham logo uma excelente relação habitantes/medalhas a cada pódio que obtêm, só dois países melhoraram os eslovenos: a Jamaica, potência no atletismo, onde foi buscar nove medalhas, e a Nova Zelândia, outra nação com uma enorme tradição desportiva, capaz de subir 20 vezes ao pódio com uma população pouco superior a 5 milhões.

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Urša Bogataj, campeão olímpica de saltos de esqui

Na sequência do desmantelamento da Jugoslávia, a Eslovénia só começou a competir em Jogos Olímpicos em 1992, em Barcelona (verão) e Albertville (inverno). Ainda assim, têm 52 medalhas, mais do que países como o Egito (38) e a Índia (35).

A comparação com Portugal é arrasadora: o nosso país tem cinco vezes mais população e uma história olímpica bem mais longa, com participações em 25 Jogos de verão e nove de inverno. No entanto, a Eslovénia, bem mais pequena e com presença em oito Jogos de verão e nove de inverno, tem quase o dobro das subidas ao pódio (52 contra 28).

Mas quais as razões deste êxito?

TRADIÇÃO E INVESTIMENTO

Dejan Plastovski é o o diretor-geral de desporto do ministério da economia, turismo e desporto. À Tribuna Expresso, resume em “cinco principais razões” este milagre competitivo: “Diversidade geográfica, equipamentos desportivos acessíveis, rica tradição desportiva, cultura de vida ativa e motivação pelo exemplo.”

Vamos por partes.

A nível de dimensão geográfica, a Eslovénia é o quarto país mais pequeno da UE, só maior do que Chipre, Luxemburgo e Malta. Mas Plastovski explica que “há imensas paisagens diferentes” nessa área, sendo um país onde “a paisagem alpina, mediterrânea, montanhosa e dos Cárpatos se encontram”. Estar em contacto com a natureza e aproveitá-la para praticar desporto faz parte do quotidiano nacional.

As diferentes zonas potenciam diferentes tipos de modalidades, que são praticadas, por exemplo, em recintos escolares, que abrem as suas instalações para a população em geral, fora do horário de aulas. Há, ainda, sete centros de alto rendimento espalhados pelo território.

Mas o fator mais importante talvez seja, mesmo, a tradição. “O desporto está inscrito no nosso ADN”, diz o governante. Marko Cirman, jornalista, complementa, em conversa com a Tribuna Expresso, apontando que “há um orgulho pátrio enorme nos feitos das nossas estrelas”.

Dejan Plastovski, recorrendo à história, conta que, no século XIX, quando “uma certa consciência de identidade nacional eslovena nasceu”, a “ginástica já era uma atividade muito enraizada na população”. E isso traduziu-se nos feitos de Leon Štukelj, ginasta esloveno que, competindo pela Jugoslávia, ganhou seis medalhas olímpicas entre os Jogos de 1924 e 1936, e Miro Cerar, também ginasta esloveno ao serviço da Jugoslávia, medalhado três vezes em Jogos e seis em Mundiais nos anos 60.

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Tadej Pogačar e Primož Roglič, dois dos melhores ciclistas do mundo

O desporto está tão enraizado que há mesmo o dia do desporto esloveno, um feriado nacional, celebrado a cada 23 de setembro. E levar uma vida ativa é característica comum a boa parte dos 2,1 milhões de cidadãos do país.

O governo de Liubliana dá dados oficiais à Tribuna Expresso, que indicam que 70% dos eslovenos tem uma prática desportiva regular. Por comparação, em Portugal,73% das pessoas diz nunca se exercitar ou praticar desporto.

UMA APOSTA TURÍSTICA

Ao entrar no site do turismo da Eslovénia, as referências ao desporto saltam à vista. Promovem-se Dončić ou Pogačar como embaixadores, vende-se a ideia de ir para o país fazer canoagem, escalada ou esqui. Há até uma mensagem do presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Čeferin, que diz que “o turismo de desporto é o futuro”.

Foi nessa lógica que, há dois anos, o governo decidiu integrar o desporto no ministério da economia e turismo, deixando de estar na pasta da educação. Dejan Plastovsk explica-nos que há “a intenção de maximizar as oportunidades económicas e turísticas” da atividade física.

Utilizando os grandes desportistas do país, cria-se também a “motivação pelo exemplo” de que o governante fala. O jornalista Marko Cirman explica que ”as crianças querem ser Pogačar, acordam a meio da noite para ver Dončić na NBA, criou-se uma bola de neve que leva a que os meninos façam esforços porque acreditam que é possível chegar à elite".

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Dončić

O governo tem promovido, também, a renovação das infra-estruturas desportivas eslovenas. No período entre 2024 e 2027, foram alocados €150 milhões públicos só para investir na renovação de pavilhões, ginásios, piscinas ou estádios, além de diversos protocolos com clubes e associações regionais.

Há, também, um “muito generoso plano de pensões” para antigos medalhados olímpicos e treinadores, diz-nos o o diretor-geral de desporto do ministério da economia, turismo e desporto.

E O FUTEBOL?

O futebol não é tão popular na Eslovénia como noutras nações da ex-Jugoslávia. Não é a modalidade nacional, diz Marko Cirman, que aponta o esqui ou atividades como a escalada como mais populares. “Agora, com o Pogačar e o Roglič, talvez o ciclismo também esteja no topo das preferências”, relata o jornalista.

Após o fim da Jugoslávia, Zlatko Zahovic, que jogou no FC Porto e Benfica, foi o primeiro grande líder do futebol da Eslovénia. A seleção esteve no Europeu de 2000 e no Mundial de 2002, mas, desde então, caiu bastante de nível. Zahovic, com 35 golos, é ainda o melhor marcador da história da seleção.

Desde 2002, a Eslovénia só foi a uma fase final. Foi em 2010, quando conseguiu a sua melhor prestação de sempre num grande torneio. Derrotou a Argélia, empatou com os EUA, perdeu por 1-0 contra Inglaterra, ficando muito perto dos oitavos de final na África do Sul.

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Oblak, capitão e principal referência da seleção da Eslovénia nos últimos anos

O ano de 2024 marca, assim, o regresso esloveno aos grandes palcos. “Muitas crianças nunca viram ou não se lembram de ter visto a Eslovénia numa competição destas, pelo que é um momento muito especial”, aponta Cirman.

No 1-1 contra a Dinamarca, o conjunto capitaneado por Oblak mostrou argumentos para sonhar com, pela primeira vez, estar nuns ‘oitavos’. “Os eslovenos raramente desiludem debaixo dos holofotes”, diz, confiante, Cirman.

Frente à Sérvia (esta quinta-feira, às 14h), num confronto com importância histórica e regional, a Eslovénia terá a oportunidade de dar um importante passo rumo à estreia na segunda fase de um Europeu ou Mundial. Seria mais um êxito desportivo para um país cheio deles.

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Citação de Lebohang, há 7 horas:

O milagre competitivo da Eslovénia, o pequeno país que “tem o desporto inscrito no ADN” ao ponto de até lhe dedicar um feriado nacional

Com apenas 2,1 milhões de habitantes, a Eslovénia deu ao mundo estrelas como Luka Dončić ou Tadej Pogačar, além de vários campeões olímpicos de verão e inverno. Esta quinta-feira, dia em que volta a jogar no Europeu (contra a Sérvia, às 14h, Sport TV1), à Tribuna Expresso, o diretor-geral de desporto do ministério da economia, turismo e desporto explica as razões do êxito num país em que 70% da população pratica atividade física regular

Na Eslovénia habitam, segundo os registos oficiais, 2,1 milhões de pessoas. Entre os 27 da União Europeu, é apenas o 22.º país com mais habitantes, somente à frente de Letónia, Estónia, Chipre, Luxemburgo e Malta.

No entanto, o jovem país, independente desde 1991, está habituado a ter a sua bandeira nos grandes palcos do desporto. Ela é carregada por Luka Dončić, craque da NBA, que acabou de perder a final da competição para os Boston Celtics de Neemias Queta; por Tadej Pogačar, fenómeno do ciclismo, bicampeão do Tour, recém-vencedor do Giro e de mais uma catrefada de coisas, e por Primož Roglič, tricampeão da Vuelta e triunfador no Giro em 2023; por Benjamin Savšek, campeão olímpico na canoagem slalom, ou por Janja Garnbret, também medalhada de ouro em Tóquio, mas na escalada.

E há ainda os desportos de inverno: Urša Bogataj é campeã olímpica de saltos de esqui, Ilka Štuhec pendurou ao peito o ouro mundial em esqui alpino, no downhill.

Nos Jogos de Tóquio, no rácio habitantes/medalhas, a Eslovénia, com três ouros, uma prata e um bronze, foi o sexto melhor país. Se excluirmos San Marino, as Bermudas e as Bahamas, territórios com menos de 450 mil pessoas que ganham logo uma excelente relação habitantes/medalhas a cada pódio que obtêm, só dois países melhoraram os eslovenos: a Jamaica, potência no atletismo, onde foi buscar nove medalhas, e a Nova Zelândia, outra nação com uma enorme tradição desportiva, capaz de subir 20 vezes ao pódio com uma população pouco superior a 5 milhões.

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Urša Bogataj, campeão olímpica de saltos de esqui

Na sequência do desmantelamento da Jugoslávia, a Eslovénia só começou a competir em Jogos Olímpicos em 1992, em Barcelona (verão) e Albertville (inverno). Ainda assim, têm 52 medalhas, mais do que países como o Egito (38) e a Índia (35).

A comparação com Portugal é arrasadora: o nosso país tem cinco vezes mais população e uma história olímpica bem mais longa, com participações em 25 Jogos de verão e nove de inverno. No entanto, a Eslovénia, bem mais pequena e com presença em oito Jogos de verão e nove de inverno, tem quase o dobro das subidas ao pódio (52 contra 28).

Mas quais as razões deste êxito?

TRADIÇÃO E INVESTIMENTO

Dejan Plastovski é o o diretor-geral de desporto do ministério da economia, turismo e desporto. À Tribuna Expresso, resume em “cinco principais razões” este milagre competitivo: “Diversidade geográfica, equipamentos desportivos acessíveis, rica tradição desportiva, cultura de vida ativa e motivação pelo exemplo.”

Vamos por partes.

A nível de dimensão geográfica, a Eslovénia é o quarto país mais pequeno da UE, só maior do que Chipre, Luxemburgo e Malta. Mas Plastovski explica que “há imensas paisagens diferentes” nessa área, sendo um país onde “a paisagem alpina, mediterrânea, montanhosa e dos Cárpatos se encontram”. Estar em contacto com a natureza e aproveitá-la para praticar desporto faz parte do quotidiano nacional.

As diferentes zonas potenciam diferentes tipos de modalidades, que são praticadas, por exemplo, em recintos escolares, que abrem as suas instalações para a população em geral, fora do horário de aulas. Há, ainda, sete centros de alto rendimento espalhados pelo território.

Mas o fator mais importante talvez seja, mesmo, a tradição. “O desporto está inscrito no nosso ADN”, diz o governante. Marko Cirman, jornalista, complementa, em conversa com a Tribuna Expresso, apontando que “há um orgulho pátrio enorme nos feitos das nossas estrelas”.

Dejan Plastovski, recorrendo à história, conta que, no século XIX, quando “uma certa consciência de identidade nacional eslovena nasceu”, a “ginástica já era uma atividade muito enraizada na população”. E isso traduziu-se nos feitos de Leon Štukelj, ginasta esloveno que, competindo pela Jugoslávia, ganhou seis medalhas olímpicas entre os Jogos de 1924 e 1936, e Miro Cerar, também ginasta esloveno ao serviço da Jugoslávia, medalhado três vezes em Jogos e seis em Mundiais nos anos 60.

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Tadej Pogačar e Primož Roglič, dois dos melhores ciclistas do mundo

O desporto está tão enraizado que há mesmo o dia do desporto esloveno, um feriado nacional, celebrado a cada 23 de setembro. E levar uma vida ativa é característica comum a boa parte dos 2,1 milhões de cidadãos do país.

O governo de Liubliana dá dados oficiais à Tribuna Expresso, que indicam que 70% dos eslovenos tem uma prática desportiva regular. Por comparação, em Portugal,73% das pessoas diz nunca se exercitar ou praticar desporto.

UMA APOSTA TURÍSTICA

Ao entrar no site do turismo da Eslovénia, as referências ao desporto saltam à vista. Promovem-se Dončić ou Pogačar como embaixadores, vende-se a ideia de ir para o país fazer canoagem, escalada ou esqui. Há até uma mensagem do presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Čeferin, que diz que “o turismo de desporto é o futuro”.

Foi nessa lógica que, há dois anos, o governo decidiu integrar o desporto no ministério da economia e turismo, deixando de estar na pasta da educação. Dejan Plastovsk explica-nos que há “a intenção de maximizar as oportunidades económicas e turísticas” da atividade física.

Utilizando os grandes desportistas do país, cria-se também a “motivação pelo exemplo” de que o governante fala. O jornalista Marko Cirman explica que ”as crianças querem ser Pogačar, acordam a meio da noite para ver Dončić na NBA, criou-se uma bola de neve que leva a que os meninos façam esforços porque acreditam que é possível chegar à elite".

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Dončić

O governo tem promovido, também, a renovação das infra-estruturas desportivas eslovenas. No período entre 2024 e 2027, foram alocados €150 milhões públicos só para investir na renovação de pavilhões, ginásios, piscinas ou estádios, além de diversos protocolos com clubes e associações regionais.

Há, também, um “muito generoso plano de pensões” para antigos medalhados olímpicos e treinadores, diz-nos o o diretor-geral de desporto do ministério da economia, turismo e desporto.

E O FUTEBOL?

O futebol não é tão popular na Eslovénia como noutras nações da ex-Jugoslávia. Não é a modalidade nacional, diz Marko Cirman, que aponta o esqui ou atividades como a escalada como mais populares. “Agora, com o Pogačar e o Roglič, talvez o ciclismo também esteja no topo das preferências”, relata o jornalista.

Após o fim da Jugoslávia, Zlatko Zahovic, que jogou no FC Porto e Benfica, foi o primeiro grande líder do futebol da Eslovénia. A seleção esteve no Europeu de 2000 e no Mundial de 2002, mas, desde então, caiu bastante de nível. Zahovic, com 35 golos, é ainda o melhor marcador da história da seleção.

Desde 2002, a Eslovénia só foi a uma fase final. Foi em 2010, quando conseguiu a sua melhor prestação de sempre num grande torneio. Derrotou a Argélia, empatou com os EUA, perdeu por 1-0 contra Inglaterra, ficando muito perto dos oitavos de final na África do Sul.

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Oblak, capitão e principal referência da seleção da Eslovénia nos últimos anos

O ano de 2024 marca, assim, o regresso esloveno aos grandes palcos. “Muitas crianças nunca viram ou não se lembram de ter visto a Eslovénia numa competição destas, pelo que é um momento muito especial”, aponta Cirman.

No 1-1 contra a Dinamarca, o conjunto capitaneado por Oblak mostrou argumentos para sonhar com, pela primeira vez, estar nuns ‘oitavos’. “Os eslovenos raramente desiludem debaixo dos holofotes”, diz, confiante, Cirman.

Frente à Sérvia (esta quinta-feira, às 14h), num confronto com importância histórica e regional, a Eslovénia terá a oportunidade de dar um importante passo rumo à estreia na segunda fase de um Europeu ou Mundial. Seria mais um êxito desportivo para um país cheio deles.

E agora o segredo deles era o mesmo da East Germany.

🙂

 

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Luka, Oblak, Zlavoj Zizek. Três goats do desporto. 

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Citação de Che, há 17 horas:

Luka, Oblak, Zlavoj Zizek. Três goats do desporto. 

e os LAIBACH!!!!!!!!!!

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