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Lebohang

2025 World Athletics Championships

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Masculinos

Emanuel Sousa (Lançamento do Disco)
Ericsson Tavares (4x400 metros)
Etson Barros (3000 metros Obstáculos)
Gerson Baldé (Salto em Comprimento)
Isaac Nader (1500 metros)
João Coelho (4x400 metros)
João Vieira (35km Marcha)
José Carlos Pinto (1500 metros)
Leandro Ramos (Lançamento do Dardo)
Nuno Pereira (1500 metros)
Omar Elkhatib (4x400 metros)
Pedro Afonso (4x400 metros)
Pedro Pablo Pichardo (Triplo Salto)
Ricardo dos Santos (4x400 metros)
Rui Pinto (Maratona)
Tiago Luis Pereira (Triplo Salto)
Tsanko Arnaudov (Lançamento do Peso)

Femininos

Agate Sousa (Salto em Comprimento)
Auriol Dongmo (Lançamento do Peso)
Eliana Bandeira (Lançamento do Peso)
Fatoumata Diallo (400 metros Barreiras)
Irina Rodrigues (Lançamento do Disco)
Joana Pontes (35km Marcha)
Jéssica Inchude (Lançamento do Peso) 
Liliana Cá (Lançamento do Disco)
Lorene Bazolo (100 metros e 200 metros)
Mariana Machado (5000 metros)
Salomé Afonso (1500 metros)
Salomé Rocha (Maratona)
Solange Jesus (Maratona)
Susana Godinho Santos (Maratona)
Vitória Oliveira (20km Marcha)

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Mundiais de atletismo de Tóquio: a maior comitiva portuguesa de sempre, as estrelas e as finais que não se podem mesmo perder

Arrancam no sábado os Mundiais de atletismo (RTP2 e Eurosport), com muitos atletas portugueses mas expectativas moderadas de medalhas. Praticamente todos os campeões de há dois anos e dos Jogos de Paris estarão na capital nipónica e Armand Duplantis e Noah Lyles serão destaques, na competição que marca o adeus de Shelly-Ann Fraser-Pryce e o regresso de Yulimar Rojas

Há quatro anos, as bancadas do Estádio Nacional de Tóquio receberam com silêncio os recordes mundiais de Yulimar Rojas ou Sydney McLaughlin-Levrone, o primeiro título olímpico de Armand Duplantis no salto com vara, o hino português após a vitória de Pichardo ou o ouro partilhado de Mutaz Essa Barshim e Gianmarco Tamberi no salto em altura. Porque a covid-19 deixou o estádio vazio, sem qualquer som a não ser o dos gritos de alegria dos vencedores e de desilusão dos vencidos. 

A partir de sábado, a capital do Japão terá a sua ansiada redenção. As bancadas estarão finalmente cheias para os Mundiais de atletismo, que se estendem até dia 21. Um ano depois dos Jogos Olímpicos de Paris, a elite do track and field volta a reunir-se em busca de recordes e medalhas. São 2.203 atletas de 198 países. Quase todos os campeões de Budapeste 2023 e Paris estão presentes. Há regressos, muitas estrelas, recordes, despedidas e a maior comitiva de sempre de Portugal, ainda que com ambições comedidas em matéria de medalhas.

Os portugueses

Portugal chega a Tóquio com a maior delegação de sempre, com 32 atletas (31 que vão competir e mais um suplente na estafeta 4x400 metros), mais dois do que em Atenas 1997. As expectativas da Federação Portuguesa de Atletismo, agora liderada por Domingos Castro, são de regresso às medalhas, depois da seleção ter saído de Budapeste sem pódios. Ainda assim, há poucas hipóteses óbvias de medalha. 

Pedro Pablo Pichardo, campeão mundial em Eugene 2022, ausente em Budapeste, há dois anos, e prata nos últimos Jogos Olímpicos, surge como a melhor dessas hipóteses, num ano marcado por problemas físicos e pelo divórcio com o Benfica. Espera-se novo duelo com os dois Díaz, Jordan, espanhol campeão olímpico, e Andy, italiano que foi bronze em Paris e chega a Tóquio com a melhor marca do ano (17.80).    

Isaac Nader tem o sétimo tempo nos 1.500 metros - foi 4.º nos Mundiais indoor, em março - prova onde a grande dúvida é o momento de forma de Jakub Ingebrigtsen, que vem de lesão. 

Mundiais de atletismo de Tóquio: a maior comitiva portuguesa de sempre, as estrelas e as finais que não se podem mesmo perder
Europa Press Sports

Salomé Afonso, prata nos Europeus de pista coberta, acalentará uma final nos 1.500 metros, tal como Auriol Dongmo, bronze europeu no início do ano, no regresso à competição depois de falhar os Jogos de Paris por lesão. Os Mundiais indoor, em março, já não correram à melhor lançadora nacional (foi 8.ª). Agate de Sousa, bronze há um ano nos Europeus ao ar livre no salto em comprimento, Jessica Inchude (peso) e Liliana Cá (disco) também ambicionam chegar às finais, numa comitiva onde não está, por problemas físicos, Patrícia Silva, bronze nos 800 metros nos últimos Mundiais de pista coberta. 

Do ponto de vista histórico, destaque para João Vieira que aos 49 anos se vai tornar, logo no primeiro dia, nos 35 km marcha, no recordista de participações em Mundiais, com 14 - foi prata em Doha 2019. Lorène Bazolo, aos 42 anos, no melhor ano da sua carreira, em que já bateu o recorde nacional dos 200 metros e igualou o dos 100m, será a mais veterana entre as velocistas. 

As estrelas

Se há medalha que parece garantida nestes Mundiais, fora qualquer contratempo de lesões, é a do salto com vara masculino. A pergunta é mais se Mondo Duplantis vai ou não chegar a uns impensáveis 6,30 metros, que seria o seu quarto recorde mundial da época. Depois da desilusão de falhar os Jogos Olímpicos de Paris, por lesão, Yulimar Rojas regressa ao estádio onde fez o maior salto da história do triplo salto ao ar livre (15.67m), obliterando nos penúltimos Jogos Olímpicos um recorde com mais de 25 anos. O estado de forma da venezuelana, que pode chegar ao 5.º título mundial, é, no entanto, uma incógnita, já que os Mundiais serão a sua primeira competição pós-paragem.

Mundiais de atletismo de Tóquio: a maior comitiva portuguesa de sempre, as estrelas e as finais que não se podem mesmo perder
Boglarka Bodnar

Sydney McLaughlin-Levrone, bicampeã olímpica e recordista mundial dos 400 metros barreiras, decidiu abraçar um novo desafio e vai competir nos 400 metros rasos nestes Mundiais. Tal pode abrir as portas a novo ouro nas barreiras para a neerlandesa Femke Bol, a melhor europeia e campeã em Budapeste face à ausência da norte-americana. Os 400 metros barreiras masculinos terão em pista os três homens mais rápidos da história na distância, o três vezes campeão mundial e recordista planetário Karsten Warholm, o norte-americano e ouro em Paris Rai Benjamin e o brasileiro também já campeão mundial Alison dos Santos. 

Tal como Warholm, Noah Lyles pode conquistar um quarto título mundial nos 200 metros - igualando Usain Bolt -, tal como Faith Kipgeyon nos 1.500 metros, disciplina em que a queniana é três vezes campeã olímpica e detém a melhor marca do ano. 

No campo da nostalgia, os Mundiais de Tóquio serão a última prova de Shelly-Ann Fraser-Pryce, a extraordinária velocista jamaicana, já quatro vezes campeã mundial dos 100m. Depois de nos Jogos de Paris ter desistido de participar nas meias-finais do hectómetro, possivelmente devido a um ataque de pânico, a atleta de 38 anos, três vezes campeã olímpica, adiou o adeus para fazê-lo em pista, nos seus termos.  

Os momentos imperdíveis

Os 100 metros são o pináculo de cada Mundial de atletismo e tanto as finais femininas como masculinas vão realizar-se logo no primeiro domingo, às 14h13 e 14h20 de Portugal Continental. 

Do lado feminino, Melissa Jefferson-Wooden, norte-americana que foi bronze em Paris, surge como a velocista em melhor forma - tem cinco das seis melhores marcas deste ano -, mas com a campeã olímpica Julien Alfred, de Santa Lúcia, bem perto. Sha’Carri Richardson, campeã mundial em título e prata em Paris, é uma das incógnitas: este ano ainda não correu abaixo dos 11 segundos e tem surgido nas notícias mais por questões extra-desporto. A já referida Shelly-Ann Fraser-Pryce nunca é de afastar na hora de lutar pelo pódio. 

Mundiais de atletismo de Tóquio: a maior comitiva portuguesa de sempre, as estrelas e as finais que não se podem mesmo perder
Steve Christo - Corbis

Já nos homens, não faltam candidatos às medalhas e a final de Tóquio pode bem igualar-se à dos Jogos de Paris de há um ano, uma das mais rápidas da história, em que todos os atletas correram abaixo dos 10 segundos e foi preciso olhar muito bem para o photo finish. Tal como em 2024, o jamaicano Kishane Thompson surge com o melhor tempo da época - parou o relógio nos 9.75 segundos nos campeonatos nacionais jamaicanos, o melhor tempo da década e sexto melhor de sempre. Noah Lyles, o homem-espectáculo da velocidade, competiu pouco este ano e foi batido pelo rival na Diamond League da Silésia, no mês passado. Entre os mais rápidos de 2025 estão também o norte-americano Kenneth Bednarek e o jamaicano Oblique Seville. 

Letsile Tebogo, do Botswana, olhará mais para os 200 metros (final dia 19, às 14h06 de Lisboa) onde foi campeão olímpico em Paris. O melhor tempo do ano é, no entanto, de Noah Lyles, em busca do duplo ouro em Tóquio na velocidade. Os olhos do mundo estarão, também, senão ainda mais do que nos candidatos, em Gout Gout, prodígio australiano de 17 anos, que em dezembro de 2024 bateu o recorde nacional da distância (20.04), marca com quase 60 anos, tempo que já melhorou este ano. São tempos modestos face aos favoritos, mas o filho de refugiados sudaneses corre mais rápido do que Usain Bolt com a mesma idade. Os Mundiais de Tóquio são a sua primeira aparição em grandes competições.

Os 400 metros barreiras masculinos (final dia 19, 13h15) terão mais uma luta entre Karsten Warholm, Rai Benjamin e Alison dos Santos, todos com possibilidades de chegar a um ouro que foi de Warholm nos últimos Mundiais (tem também o melhor tempo de 2025), mas de Benjamin nos Jogos Olímpicos há um ano.

Mundiais de atletismo de Tóquio: a maior comitiva portuguesa de sempre, as estrelas e as finais que não se podem mesmo perder
Anadolu

Imprevisível poderá ser também a final dos 1.500 metros masculinos (final dia 17, 14h20), onde se espera a presença do português Isaac Nader. Mas não será fácil para o atleta do Benfica intrometer-se na luta pelas medalhas num pelotão onde estão Jakub Ingebrigtsen, Josh Kerr, o surpreendente campeão olímpico de Paris Cole Hocker e a nova estrela europeia da distância, o miúdo Niels Laros. O neerlandês de 20 anos venceu a final da Diamond League e ainda não perdeu qualquer prova em 2025. Hocker tem tido uma época muito modesta e Ingebrigtsen começou bem o ano na pista coberta mas praticamente não competiu ao ar livre a contas com uma lesão no calcanhar de Aquiles. Atenção também ao jovem queniano Phanuel Koech, de 18 anos. Mais aberta não podia estar a luta pelas medalhas. 

 

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O Mundial de Tóquio teve início com a disputa da prova de 35 km marcha. O veterano João Vieira, de 49 anos, estabeleceu um novo máximo de presenças em Mundiais com 14, superando o espanhol também marchador, Garcia Bragado.

No final da prova, o marchador português foi 20º com 3h38m20s entre 34 classificados. As medalhas foram para o canadiano Evan Dunfee em 2h28m22s, o brasileiro Caio Bonfim a 33 segundos e o japonês Hayato Katsuki a 54.

Em femininos, disputada em simultâneo com os masculinos, a portuguesa Joana Pontes foi 27º em 3h07m07s, novo recorde pessoal, entre 38 classificadas.

A espanhola Maria Perez conquistou o ouro, destacada em 2h39m01s seguida da italiana Antonella Palmisano a 3m23s e a equatoriana Paula Torres a 3m43s.

Nas outras provas com participação portuguesa, Liliana Cá e Irina Rodrigues no disco e Tsanko Arnaudov no peso, não conseguiram qualificar-se para a final.

Liliana Cá foi 16ª das duas séries com 59,79 m e Irina Rodrigues a 21ª com 59,23 m. Eram necessários 64 metros para a qualificação direta para afinal mas a 12ª a consegui-lo, fê-lo com 62,65 m. A melhor marca pertenceu à croata Sandra Elkasevic com 66,72 m.

Na qualificação do lançamento do peso, Tsanko Arnaudov foi o 23ºcom 19,59 m. A qualificação direta para a final era de 21,35 m com o 12º apurado a lançar 20,38 m A melhor marca pertenceu ao neozelandês Tom Walsh com 21,74 m.

---/---

Na primeira sessão noturna do Mundial de Tóquio e com um estádio repleto, tivemos quatro portugueses em competição.

Nos 3.000 m obstáculos, Etson Barros participou na terceira e última série, a mais rápida das três. Apuravam-se para a final, os cinco primeiros não havendo repescagens.

O atleta nacional foi nono em 8.38,58 com o quinto a fazer 8.29,53. No conjunto das três séries, Etson Barros foi o 28º ente 36 participantes.

No salto em comprimento, Ágate de Sousa foi terceira com 6,81 m (+2,2 m/s) conseguindo o apuramento direto fixado em 6,75 m. A melhor marca das apuradas pertenceu à norte-americana Tara Davis-Woodhall com 6,88 m (+0,8 m/s). Grande surpresa com a eliminação da italiana candidata às medalhas, Larissa Iapichino, apenas 15ª com 6,56 m. A final disputa-se amanhã às 12h40m portuguesas.

Nos 100 m femininos, tivemos sete séries apurando-se para as meias-finais, as três primeiras e repescados os três melhores tempos.

Lorène Bazolo correu a série 2 (-0,4 m/s) tendo sido sexta em 11,34 que lhe valeu o 32º lugar entre 60 participantes. A santomense Gorete Semedo, a correr em Portugal, foi a 54ª com 11,98. A melhor marca pertenceu a Julien Alfred com 10,93.

Nos 1.500 m, tivemos quatro séries com as seis primeiras a apurarem-se diretamente para a final. Salomé Afonso correu a segunda série, a mais lenta de todas e numa prova tática, foi terceira em 4.07,44 com a queniana Nelly Chepchirchir a ser a primeira em 4.07,01.

O tempo mais rápido pertenceu à etíope Freweyni Hailu com 4.01,23. As meias finais disputam-se amanhã às 13h05m portuguesas.

https://revistaatletismo.com/mundial-de-toquio-joao-vieira-20o-e-joana-pontes-27a-nos-35-km-marcha/

https://revistaatletismo.com/mundial-de-toquio-agate-de-sousa-comprimento-na-final-e-salome-afonso1-500-m-nas-meias-finais/

 

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Agate começa agora a final. 
Terminou em 6º

Salomé eliminada nos 1500, levou com uma quase queda que a prejudicou. Há ali uma italiana cavalona que tem de ir de vela.

Editado por kareca

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10'61 da Jefferson-Wooden nos 100 metros femininos, super tempo.

Vai começar a final dos masculinos.

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Citação de kareca, há 8 horas:

Salomé eliminada nos 1500, levou com uma quase queda que a prejudicou. Há ali uma italiana cavalona que tem de ir de vela.

Salomé Afonso foi repescada para a final dos 1.500 m, após recurso apresentado pela Federação Portuguesa de Atletismo, após um choque com a alemã Nele Wessel, também repescada. A italiana Marta Zenoni, responsável do incidente, foi desclassificada.

https://revistaatletismo.com/mundial-de-toquio-salome-afonso-repescada-para-final-de-1-500-m-e-cinco-portugueses-no-terceiro-dia/

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Citação de Lebohang, há 25 minutos:

Salomé Afonso foi repescada para a final dos 1.500 m, após recurso apresentado pela Federação Portuguesa de Atletismo, após um choque com a alemã Nele Wessel, também repescada. A italiana Marta Zenoni, responsável do incidente, foi desclassificada.

https://revistaatletismo.com/mundial-de-toquio-salome-afonso-repescada-para-final-de-1-500-m-e-cinco-portugueses-no-terceiro-dia/

Justíssimo.

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Rui Pinto em 42º

Editado por kareca

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Rui Pinto em 42º, a 10 minutos do vencedor.

Se tivesse feito um tempo a rondar a melhor marca do ano teria sido top20 facilmente.

Editado por Mesut Ozil

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Diallo em 3º na sua eliminatória (400 barreiras), qualificada para a meia final

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Duplantis time.

Baldé falhou a classificação para a final (12 melhores), ficou em 15º

Editado por kareca

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Surreal ver esta malta, certamente com o seu elevado mérito, a ficar de fora a quase 80cm do WR do Duplantis.

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Nader em 4º, classificado para a final dos 1500.
Rui Pinto não se safou

Editado por kareca

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