Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Rui Cardoso

Oficina de Escrita

Publicações recomendadas

Subi as escadas,

sentei-me,

abanei os pés,

com o ritmo do vento.

a como que a jogar com a gravidade.

de repente,

uma dor,

elevo os braços,

as plantas das mãos beijam-se.

mergulho no cinzento do cimento,

parto os cornos no chão...

 

:prayer: :funny:

Compartilhar este post


Link para o post
Após demasiados receios, após demasiadas ânsias, chegou o fantasma da fastidiosa rotina que me assombrou durante tanto tempo. É o retirar do pincel, e consequentemente da beleza da pintura: uma mão sombria desenha uma estranha ladainha melancólica e cinzenta na qual eu não me quero integrar, mas que no fundo sei que vou acabar por não ter solução. O quadro suga-me para dentro da sua tela escura e temerosa, como que a convidar-me a viver um pesadelo que eu já vivi.

A triste e contínua melodia ecoa pelas paredes do quarto cada vez mais assombrado pelo fantasma que eu tanto temi. Questiono-me a mim mesmo se a celeridade do seu regresso era inevitável, e apercebo-me de que não tenho respostas. Só dúvidas e ânsias. E o quadro suga-me para o seu interior, cada vez mais forte. E eu sem forças para o contrariar, sinto que ninguém me vai voltar a tirar de dentro dele tão cedo.

 

Chegou o fantasma e eu não o sei enfrentar...

 

03/04/08

 

Só para ir reavivando a coisa...

:prayer:

Compartilhar este post


Link para o post

Entre aspirações, ambições, sonhos, que me fascinam nesta realidade, neste dia a dia, entre palavras, ideias, pensamentos que me levam ao mundo no geral, nesta minha inspiração que me rodeia, e me faz criar ideias originais, que possuí a minha sina, e me prende a um pouco de tudo.Vou caminhando entre caminhos e viveres, que me faz ver o mundo, com tudo que o real é visto, neste sonho que me leva entre memórias, histórias a contar, tristezas, alegrias, segredos, injustiças, momentos românticos, sonhos, viveres que conto, onde dia após dia o destino se vai construindo, onde objectivos após objectivos, vais escrevendo capítulo após capitulo, no livro desta vida, que não queres perder, sonhar, agarrar, lutar pelo real, viver sempre mais, mesmo que tempestades abalem o imaginar, há que levantar e continuar nesta vida, onde se persegue e conquista por dois caminhos distintos, duas faces com ideais onde o querer sempre mais, designa-se pela vontade viver, fortalecer a realidade entre verdades e pensares verdadeiros nessa veia contadora ao minuto, que vivemos cada momento, cada segundo, onde mesmo que o luar não seja de ninguém, as estrelas nos guiam e na palma da mão está o nosso viver, nosso percorrer, nosso mundo.

E a face tentadora, a face irreal, aquele querer acreditar, quando podemos acreditar mas o escorregar, está sempre no nosso caminhar mas com os erros é que se aprende, nesta irrealidade de mentiras, que por vezes o destino se constrói com linhas incertas, que nos dizem pouco mas muito pouco do real viver que está entre nós.

Posso não ser ninguém, não saber o que o destino me reserva, não dar a parecer, a viver o real, ou não saber o que digo mas sei o que sinto, o que quero, a verdade que caminho, neste destino a percorrer, objectivo após objectivo, capitulo após capitulo, dia após dia, tudo por um viver neste pedaço de nada, nesta vida, neste mundo distinto.

Multiplas cores, pintam o meu caderno e me criam condições, para chegar, sonhar com algo mais, nesta luta pela sobrevivência onde com a presença do real,sou sempre um pouco mais.

Elogios, avisos, desejos finais que se transformam em palavras normais neste mundo que me faz ter motivos, para traduzir o significado dos meus verdadeiros textos, versos, poesias, frases, palavras em torno real que me faz inspirar, e flutuar por lutas inconstantes, em busca de uma meta a alcançar neste pedaço de nada, num mundo sentido e na verdade de todas, no querer acreditar!

 

 

 

Primeiro texto, espero que gostem.

Compartilhar este post


Link para o post

não consegui passar da 2º linha

tudo muito junto, separa isso com espaços e paragrafos :X

Compartilhar este post


Link para o post

Sim, separa-me a pontuação do resto das palavras. Coloca-a junto à palavra que está antes, mas separada da palavra seguinte. É que assim...

 

Ah, e obrigado, Rinka. :tongue:

Compartilhar este post


Link para o post

Dia 25 de Abril de 1974. O dia que mudou a história de Portugal. O Dia em que uma população reprimida durante mais de 40 anos, se insurgiu.

 

Tudo começou muito cedo, com a música de Paulo Carvalho “Depois do Adeus” uma música legal, que serviu como o 1º sinal de tudo o que aconteceu. O Rádio Clube Português foi tomado de assalto, e depois, toucou a música que sempre ficou ligada a este dia, “Grândola Vila Morena”, de um autor desconhecido, o grande José Afonso. Quem quer que estivesse a ouvir rádio a essa hora, saberia que algo de errado se passava. Mas tudo pioraria a partir daí. Uma pequena legião de soldados, liderada pelo Capitão Salgueiro Maia, partiu em direcção a Lisboa. Tomaram conta do aeroporto, das rádios, bloquearam todos os acessos à capital. E depois, chegaram à sede do governa, já com o povo a clamar por Liberdade. Ameaçaram o presidente do conselho, Marcelo Caetano, que só se rendeu quando um Major chegou.

 

Mas o mais importante aqui, não foram os soldados, nem a rendição de Marcelo Caetano, mas sim o povo. Quando se apercebeu do que se passava, saiu às rua, cantando, dançando, gritando. Podia correr tudo mal, mas tinham tido um dia de liberdade, um dia de sonho. E tudo o que sonhava se tornava realidade.

 

E foi graças a essas pessoas, a esses soldados, que hoje posso dizer, que sou livre.

 

Compartilhar este post


Link para o post
Sim, separa-me a pontuação do resto das palavras. Coloca-a junto à palavra que está antes, mas separada da palavra seguinte. É que assim...

 

Ah, e obrigado, Rinka. :tongue:

:carinhoso:

Compartilhar este post


Link para o post

"Lição de Vôo versão beta 1.1"

 

Não disse nada porque nada havia para dizer,

Amordacei as horas por preencher.

Não disse nada porque nada havia para dizer,

Eventualmente o peito deixa de doer.

Hoje toquei num avião sem tirar os pés do chão.

Não me deixes ver para além de ti não faz sentido.

 

Não disse nada porque nada havia para dizer,

Virei a página, em vão e sem escrever.

Não disse nada porque nada havia para dizer,

Mais uma vez ganho a vida ao perder.

Hoje toquei num avião sem tirar os olhos de ti.

Não me deixes pisar mais além, não há solo que me acolha.

Compartilhar este post


Link para o post

Eu quero estar lá

Quando tu tiveres de parar.

Sempre quero ver

Os blue screens que guardaste para mostrar no fim.

 

Eu não te posso dar

Mais ram, ou uma gráfica PCIi,

Mas não,... te vou negar a visita ao prejuizo que me deixaste

a mim.

 

Refrão:

O meu PC é um combate,

Então mude a pior parte.

 

O meu PC é um combate, o meu PC é um combate, o meu PC é um combate...

 

Instrumental

 

O disco já se fudeu. (6x)

O meu PC morreu, quem o matou fui eu.

O disco já se fudeu.

Compartilhar este post


Link para o post
Subi as escadas,

sentei-me,

abanei os pés,

com o ritmo do vento.

a como que a jogar com a gravidade.

de repente,

uma dor,

elevo os braços,

as plantas das mãos beijam-se.

mergulho no cinzento do cimento,

parto os cornos no chão...

 

:prayer: Sublime

Compartilhar este post


Link para o post

Sinceramente?

Sinceramente j? n?o me importo com a chuva,

corra na face ou no corpo.

Outro dia foram as duas aquando da percep??o que os port?es estavam fechados,

fui retalhado, por mais que o oficio seja um prazer,

destroi saber que est?o fechados,

fechados.

Mentecapto, por vezes insano, outras ainda moribundo,

outrora raiva hoje ? s? tristeza e vazio,

hoje ao ver o tempo, sei que sofro,

sei de que mal pade?o,

sei que ? uma morte anunciada,

sei que chuvisca por todo o pais,

sei meu nome, minha data e minha morada,

n?o gosto de ambas,

sei tamb?m outras datas,

datas que trazem mais dor e vazio,

nunca senti tanta falta que nem o sangue aquece,

nem senti a raiva latente as minhas lutas,

hoje sou mais um,

olhos no ch?o,

marca do corpo na cama e sem prazer nas refei??es.

 

Compartilhar este post


Link para o post

Abre-se sempre uma janela para a noite!

E saúda-se o luto e o breu e a calma mórbida de corpos nervosos que ardem por dentro em lume brando.

Abre-se sempre uma outra janela para a noite!

E deixa-se, mais uma vez, entrar as dúvidas, dissimuladas na penumbra própria das incertezas noctívagas.

 

Ainda se abre uma janela para a noite!

E vento corre-me e à casa, de ideia em ideia e canto a canto, deixando entrar loucas promessas de um fatal amor eterno.

Ainda está aberta a janela para a noite...?

E eu, farto da tentação do imenso absoluto de nada querer e tudo ter, sem o saber, apesar de tudo, guardar, estendo os braços, sem medo, sem perda, sem dor. Amor, só eu, tu e a noite...

Compartilhar este post


Link para o post

Hoje vejo os velhos na sueca,

bombas por meca,

ninguém reclama,

ninguém protesta,

massas controladas,

mentes fechadas,

abertas sem pudor,

algumas com rancor,

mas sem vontade de mudar,

tentar, tentar, TENTAR!

estou farto de remar,

contra a corrente,

impaciente,

fico hiperactivo,

seja em caneta papel, pc ou improviso,

tento dar o meu contributo,

sei que ainda sou um puto,

19 anos é a idade,

mas não a mentalidade,

tento ser correcto,

mas protesto, reclamo,

e não vejo nada de concreto,

estou farto de:

TENTAR, TENTAR, TENTAR!

e nada mudar,

esqueço ser, correcto,

serei então insurrecto,

para que palavras meigas,

com mentalidades de pedra?

34 anos a fuder-nos as peidas,

mudou o regime,

mas a fome é a mesma,

(...)

Compartilhar este post


Link para o post

Eu gosto muito de escrever, apesar de não ter muito jeito para tal (a paciência também não é muita). Vou, no entanto, deixar aqui um texto da autoria de um grande amigo meu, com mais jeito para a escrita. Desfrutem!

 

 

Apaguem as luzes porque às escuras já nós vivemos!

 

Fiquem agora á escuta por um momento... Ouvem o medo que os nossos pais e avós têm de nós e da nossa geração?

 

Simplesmente não confiam nas nossas capacidades, apontam-nos como uma geração rasca que se tranca em casa junto ao computador. Dizem que não temos ideais, que não nos interessamos pela política e pelo futuro, somos irresponsáveis que “não sabem a sorte que têm”. Caracterizam-nos e não nos conhecem, dizem que já tiveram a nossa idade, como se isso bastasse! Agarram-se como podem, ignorantes, a esta imagem que nos deram de um bando que anda á deriva sem ideias nem princípios. Desvalorizam o nosso esforço, o nosso tempo em relação ao deles, ao que parece, para eles, agora tudo é mais fácil! Chegam a suspirar que não estamos preparados, somos um peso morto para a humanidade. Pouco ou nada esperam de nós, olham-nos com desprezo. Senão sabem quem é que foi o primeiro-ministro eleito após o 25 de Abril que sabem estes putos?

 

Desvalorizam-nos ao recordar a sua juventude, afinal eles são do tempo da “revolução”, se não fossem eles nós não tínhamos nada. Dizem ter sido activos, que lutaram pelas suas ideias, que se mobilizaram. Que não eram como nós, passivos e desinteressados, e assim se vangloriam desfilando imponentes perante o nosso acenar de cabeça que rejeita tamanha glorificação.

 

Agradecemos e reconhecemos o esforço, o feito, obrigado por nos darem a liberdade, sem dúvida que é essencial, mas então e o resto? Consideram-nos ignorantes ao ponto de pensar que nós não percebemos o mundo que nos rodeia? Como querem que nos interessemos pela política se crescemos com a hipocrisia da mesma? Acham que não sabemos que eles mentem? Como podem exigir de nós o interesse se eles não se interessam?

 

Sim, nós somos uma geração de valores! Acreditamos na justiça e na igualdade… ou melhor, gostávamos de acreditar! Infelizmente, esta juventude “desinteressada e passiva” cresceu ao ser bombardeada pelos casos infinitos de corrupção, de mentira, e quanto mais o tempo passava, mais víamos o futuro adiado, sim, somos do tempo em que os políticos não cumprem as promessas, em que o futebol e o desporto são sinónimos de corrupção, do tempo das guerras pelo petróleo e pelo poder, do terrorismo, do desprezo pelo clima, do consumo, das crises económicas. Quantas e quantas já nós passámos e ainda nem homens somos? Somos a geração que estuda para o desemprego, que se lança corajosamente ao mundo incerto e sem garantias. Onde está a mesma janela de oportunidades que vocês outrora tiveram?

 

Desculpem o mau jeito destes “desinteressados”, “ignorantes na história” dos vossos feitos, mas desde que nascemos, ainda não vimos o mundo melhorar. Não realizamos os nossos sonhos. Sujeitamo-nos a sobreviver e, quando vos ouvimos vangloriar pela vossa juventude e o que ela nos ofereceu quase que apetece perguntar:

 

Serão vocês que não confiam em nós ou seremos nós que não devemos confiar em vocês?

 

A resposta é simples. Somos jovens e temos esperança, entreguem-nos o futuro do mundo que ou menos ainda arde em nós a vontade de mudá-lo!

 

A juventude tem o direito soberano de pegar nas rédeas do futuro do mundo e guiá-lo até onde esta consegue sonhar.

Compartilhar este post


Link para o post
As Deusas também caem

 

Quando era miúdo, ouvia vezes sem conta as velhas histórias dos deuses mitológicos que de uma forma ou outra, depois de tanta perfeição caiam.

Poderia citar Icaro, por exemplo, ou ainda os casos de como os deuses se enganavam,e se envolviam em múltiplos conflitos.

Falando de aspectos mundanos, podemos falar de músicos, como Brian Jones, cujos vícios o perderam, ou ainda o grande Diego Maradona, que só Deus sabe até onde teria ido, caso não tivesse “seguido a linha”.

Todos estes exemplos, reais, ou mitológicos existiram para nos mostrar, que também eles tinham as suas fraquezas, o seu lado humano, os seus pecados.

E pensando nisto, veio-me a ideia para este texto.

Ela é divina, todos os dias passeia a sua beleza, a sua simpatia, tudo imaculado, bonito, perfeito, algo que só uma deusa pode atingir.

Todos os dias pensei: “Ela faz concorrência desleal!Deixa as outras completamente fora do caminho, a sua perfeição, deixa todas as outras num ocaso perante a sua presença.”

Pois bem, e embora ela seja o supra-sumo da criação, a beleza no seu estado mais puro, ela hoje mostrou que apesar da sua evidente divindade, também ela cai.

O seu cabelo desgrenhado, ou a sua roupa mal pronta, e até algo “amassada” mostraram que a deusa afinal também “cai”.

Ponho as aspas, pois ela não caiu como os que referi anteriormente, continua a ser aquilo que já referi antes, merecedora de dezenas, senão mesmo, e porque não dizê-lo?Centenas de sinfonias, e de grandes poetas dignos das melhores musas para cantarem a sua beleza, mas...

Mas, a sua beleza foi como que “beliscada” mostrando o seu lado humano, a sua “parte mais fraca”, o seu quê de mortal.

É sempre saudável constatar que até os deuses se mostram comuns a nós, de vez em quando e que tambem nos permitem aliviar a mediocridade da nossa vida terrena.

Muito obrigado pela existência destes momentos, e que embora não deseje que se repitam, ao menos servem para me aumentar o ego.

Um Bem-Haja a todas as deusas que também caem, e uma vénia a quem com elas convive.

Amén.

É provavel que tenha erros, pois não revi o texto mas espero que gostem, acabadinho de sair do "forno"

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...