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[FM 2012] Lion Blood - O Começo

Publicações recomendadas

Benditos Inazumi e Rinoa que tiveram o sangue frio necessário para acalmar o Squall. A luta entre os 2 grupos é inevitável, vamos a ver é quais vão ser as consequências que resultam desse confronto.

 

É, vamos lá ver :mrgreen:

 

1ºlugar parabens pelos titulos

2ºlugar as tuas historias são mesmo cativantes :handclap:

 

Obrigado :fixe:

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Capítulo 30: Os Três Guerreiros

 

http://www.youtube.com/watch?v=1AR7W76cMVU&feature=related

 

Mal Squall avançou, assim fez Seifer, embatendo a Gunblade e a Zweihander com um enorme estrondo. Trocaram alguns golpes assim, até que Rinoa os obrigou a saltar para trás face à luta que estava a travar com Zero - este via-se incapaz de aguentar as investidas rápidas e seguras da rapariga, pelo que se limitava a tentar defender. Sorrindo, o herdeiro dos Leonhart voltou a cair sobre o seu adversário, aumentando ele próprio o ritmo com que lutava.

 

Pouco a pouco, Seifer começou a perder o controlo da batalha e a deixar de atacar. A Zweihander servia agora para apenas aparar os golpes de Fenrir, com o seu portador a começar a transpirar face à maneira como estava a ser dominado. Foi então que Squall, pelo canto do olho, reparou que Marco ia disparar sobre ele. Aflito, procurou arranjar maneira de se virar para se proteger com a lâmina da espada, mas o combate com Seifer impedia-o de o fazer. Foi então que Inazumi apareceu do nada junto ao atirador, atacando-o directamente.

 

Marco apenas teve tempo de se atirar ao chão para se desviar das Wakizashi, mas depressa estendeu a mão ao cinto para retirar o outro revólver, apontando-o a Inazumi. Este voltou a investir, fazendo com que a arma lhe saltasse da mão. Cuspindo de raiva, o primo de Squall levantou-se de um salto e, com o outro revólver, obrigou o jovem Giannini a pular para trás - à medida que disparava, os rápidos reflexos de Inazumi faziam com que conseguisse desviar a trajectória das balas com as pequenas lâminas das suas espadas, pelo que Marco sabia que não tinha hipótese numa luta corpo a corpo.

 

Retirou a besta das costas, já pronta a disparar, atirando a enorme flecha metálica contra o corpo do adversário. Inazumi estava desprotegido, pela que a flecha iria atravessar o seu corpo facilmente. Porém, mesmo no último segundo, Squall meteu-se à sua frente, usando a lâmina grossa de Fenrir para reflectir o ataque. Sem hesitar, Inazumi virou-se contra Seifer, atacando de todas as formas e feitios e deixando Seifer ainda mais aflito, visto que era mais rápido que o seu melhor amigo.

 

Rinoa, por seu lado, estava a dominar completamente Zero - quando este tentava bloquear um pontapé, era um murro que o atingia. O ritmo frenético da Passarella estava a ser determinante para uma luta tão desigual, com o primo de Squall a não conseguir atingi-la nenhuma vez. Concentrando toda a força que tinha no braço direito, Rinoa atirou um murro certeiro à barriga de Zero, atirando-o ao chão.

 

Ao mesmo tempo, Marco também caía por terra depois de derrubado pelo herdeiro dos Leonhart, enquanto que Seifer estava, no meio deles, com um joelho no chão para se segurar de pé. Sorrindo calmamente, Squall apercebeu-se que, a continuar assim, a luta era deles. Porém, quando os seus três primos se levantaram, o facto de se estarem a rir deixou-o algo desconcertado:

 

- "Vamos lá lutar a sério..."

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Jogos mentais não se fazem só no futebol e os primos de Squall sabem disso. Estão a brincar com os 3 amigos que para mim estão com demasiada confiança. Só espero que essa confiança não os traia.

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Jogos mentais não se fazem só no futebol e os primos de Squall sabem disso. Estão a brincar com os 3 amigos que para mim estão com demasiada confiança. Só espero que essa confiança não os traia.

 

Vamos lá ver o que acontece... Mais logo ou amanhã posto o próximo capítulo.

Abraço :compinchas:

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Capítulo 31: O Verdadeiro Poder

 

http://www.youtube.com/watch?v=uBMO_HEO56I

 

Squall ignorou o riso dos primos e avançou novamente, disposto a acabar com a luta de uma vez por todas. Atrás de si, tanto Rinoa como Inazumi se voltaram a colocar em posição ofensiva, compreendendo que o herdeiro dos Leonhart não queria alongar mais a batalha. Rinoa começou a correr, à medida que concentrava toda a força que tinha no braço direito, enquanto que Inazumi colocou as Wakizashi na horizontal, começando depois a rodá-las simultaneamente até atingir um círculo perfeito.

 

Porém, antes que fossem capazes de fazer algo mais, sentiram uma espécie de silvo que os deixou arrepiados: em questão de milissegundos, Zero e Marco tinham-se colocada entre Squall e os outros dois, sem que nenhum tivesse visto o movimento deles. Aterrado, o alemão desviou os olhos de Seifer por um pequeno instante, e quando reparou já tinha o punho dele a bater no estômago. Tossiu um pouco de sangue e caiu, sem fôlego.

 

Zero, por sua vez, bloqueou a tentativa de ataque de Rinoa, segurando-lhe o braço e impulsionando-a para a frente, fazendo bater com estrondo na calçada do passeio. Quando a jovem Passarella se tentou levantar, já Zero estava a desferir um golpe na zona da sua coluna, batendo-lhe com tal força que ela perdeu os sentidos momentaneamente. Inazumi não tinha tempo de se preocupar com isso, pois Marco estava à sua frente com os dois revólveres empunhados, obrigando-o a colocar-se em guarda. Disparou uma, duas, três vezes, com o Giannini a ser capaz de bloquear o ataque.

 

Sorrindo, o primo de Squall disparou depois duas vezes seguidas, quase ininterruptamente, com as balas a entrarem no braço direito e na perna esquerda do seu alvo. Gritando de dor, Inazumi deixou cair as espadas no meio do chão, torcendo-se ao sentir o sangue fluir através das feridas. Tinha sido atingido 4 vezes, e reparou que Marco tinha brincado com ele até então - quando disparou a sério, ele não teve nunca qualquer hipótese de bloquear a trajectória das balas.

 

Squall levantou-se a custo, depois de ouvir os disparos e o grito de Inazumi, e vendo também que Rinoa estava estatelada nos paralelos, com uma ferida abundante na cabeça, no sítio onde batera quando Zero a atirara. Pegou em Fenrir e investiu sobre Seifer, tentando cortá-lo ou pelo menos obrigá-lo a aparar o seu golpe. Porém, mais desesperado ficou quando viu que o seu primo atirara a Zweihander para o lado e que vinha para ele sem uma espada. Não mostrou piedade e apontou em direcção ao seu peito, mas quando viu Seifer agarrar a lâmina da Gunblade, sem nenhum esforço, percebeu que, até agora, tinha sido tudo uma brincadeira.

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E a luta teve a reviravolta já esperada. (Isso já parece wwe, o favorito começa por dar porrada inicialmente, leva a meio da luta um excerto e no fim lá renasce e vence) e espero que seja isso que irá acontecer apesar de ver o caso mal parado pois com Inazumi e Rinoa feridos a luta não está fácil.

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E a luta teve a reviravolta já esperada. (Isso já parece wwe, o favorito começa por dar porrada inicialmente, leva a meio da luta um excerto e no fim lá renasce e vence) e espero que seja isso que irá acontecer apesar de ver o caso mal parado pois com Inazumi e Rinoa feridos a luta não está fácil.

 

Vamos lá ver o que acontece. Sinceramente já pensei no que vai acontecer, mas é segredo até logo, quando postar cá o capítulo :mrgreen:

Abraço Rafa :compinchas:

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Capítulo 32: A Dura Realidade

 

http://www.youtube.com/watch?v=13LetpwJ5b0

 

Squall ficou em choque ao ver Seifer agarrar a lâmina tão facilmente. Viu o primo com um sorriso trocista estampado na cara, mas o que o deixou mais alterado foi o facto de ter tentado usar a sua máxima força e a espada nem se mover. Em desespero, largou Fenrir e tentou dar um murro ao adversário, mas conseguiu apenas que o seu golpe fosse aparado como se de uma mosca se tratasse. Rindo-se, Seifer atirou a Gunblade para o chão, agarrando em Squall pelo colarinho do colete.

 

Este, completamente desnorteado, nem forças teve para se aperceber do que aí vinha: Seifer começou a esmurrá-lo, à medida que se ria barbaramente. Murro atrás de murro, o alemão começou a perder os sentidos, sentindo que o corpo estava completamente fora de controlo. A sucessão de murros de Seifer parecia não ter fim, facto que fez com que o herdeiro dos Leonhart chegasse mesmo a desistir e a desejar morrer ali mesmo. A sua mente, alternadamente lúcida e adormecida, era inundada por pensamentos derrotistas:

 

- "Que andei eu a fazer estes anos todos?!"

 

- " Para quê ter fugido? Para quê?"

 

- "Vingar os meus pais... Nem isso consegui fazer, nem confrontar o homem que os traiu. Nem isso!"

 

Seifer apercebeu-se que o seu primo estava quase inconsciente por completo, pelo que o deixou cair com estrondo no duro pavimento. Rindo-se, pôs um pé em cima da cabeça de Squall, forçando-a contra os paralelos. Este, embora já inundado em dor e sem forças, ainda conseguiu gritar ao sentir a pressão enorme no crânio. Zero e Marco tinham acabado de regressar para junto do seu irmão, a tempo de ver o final do espancamento.

 

Atrás deles, Inazumi jazia ferido pelos tiros, torcendo-se com as dores enormes que o afligiam. Rinoa, por seu lado, sentia que tinha partido algumas costelas, pelo que a dor também não a ajudava em nada. Conseguia ver Seifer espancar o seu namorado, mas nem a vontade férrea que tinha de se levantar e o ir ajudar fazia com que o seu corpo lhe obedecesse. Sentiu as lágrimas correr pela cara, sentiu vontade de gritar por ajuda, sentiu saudades do pai - como é que ele iria reagir à morte dela e do seu pupilo, incapazes de levarem a cabo a vingança que haviam prometido?

 

Cansado daquela luta sem sentido, Seifer retirou o pé de cima de Squall e foi apanhar a sua Zweihander. Colocou a ponta negra junto ao pescoço do primo, disposto a acabar com ele calmamente, como se estivesse a esmagar uma formiga. Sorriu e gritou:

 

- "Azar, primo! Não devias ter fugido naquele dia!"

 

Levantou a espada e preparou-se para atacar, até que uma voz que bem conhecia, cheia de raiva, o fez parar:

 

- "Chega desta brincadeira!"

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Parabéns pela grande época, mais de 100 pontos :prayer: só é pena n teres chegado aos 100 golos, ficaste-te pelos 99 e n foi nada mau :handclap:

Aquele Fierro é mesmo do outro mundo

 

Aposto que vais dar uma voltinha por Itália... talvez o Nápoles n sei.... :mrgreen:

De qualquer maneira boa sorte e continua a grande história

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Salvo pelo tio dele se não estou em erro! :mrgreen: mas vou esperar pelo próximo capítulo para ver se me dás razão.

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Parabéns pela grande época, mais de 100 pontos :prayer: só é pena n teres chegado aos 100 golos, ficaste-te pelos 99 e n foi nada mau :handclap:

Aquele Fierro é mesmo do outro mundo

 

Aposto que vais dar uma voltinha por Itália... talvez o Nápoles n sei.... :mrgreen:

De qualquer maneira boa sorte e continua a grande história

 

Obrigado :mrgreen:

Hum, vamos lá ver, vamos lá ver...

Abraço :compinchas:

 

Salvo pelo tio dele se não estou em erro! :mrgreen: mas vou esperar pelo próximo capítulo para ver se me dás razão.

 

Isso logo se vê :cool:

Abraço Rafa :compinchas:

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Capítulo 33: O Que Ficou

 

http://www.youtube.com/watch?v=W89pdpVEM-o

 

Seifer parou o movimento descendente da espada, fazendo uma careta azeda. Squall, completamente dorido e sem forças para continuar a lutar, não identificou de imediato a voz que mandara o primo parar. Viu, pelo canto do olho, Marco e Zero a afastarem-se, mas Seifer permaneceu teimosamente junto ao seu corpo.

 

- "Sai daí! Não chega bem a m*rda que fizeste? Não?! Não vos tinha dito que não vos queria a meterem-se com ele? Não?!"

 

A voz de Ralf denotava uma raiva imensa, algo que surpreendeu Squall quando se apercebeu de que, por ironia do destino, o seu salvador tinha sido o traidor que destruíra a sua família. Tossiu um pouco de sangue, tentando forçar o próprio corpo, que se recusava, a mexer-se para o lado. De imediato Seifer lhe pisou o peito, fazendo-o torcer-se de dor, e impossibilitando-o de se mover.

 

- "Pai, este gajo já devia ter sido morto há muito tempo. Já chega desta palhaçada, porra! Parece que o andas a proteger, ou o caraças! Enquanto esta abécula for viva, os Leonhart não são nossos verdadeiramente!"

 

- "Já falámos disto, Seifer, milhentas vezes! Sai daí! Vamos embora agora mesmo! Já, já disse!"

 

Cuspindo de raiva para o lado, o primo de Squall começou a afastar-se, juntamente com o pai, os irmãos e mais algumas pessoas. No entanto, uma força no seu pé fez com que se virassem para trás. Usando o resto das suas forças, o herdeiro dos Leonhart estava, com o braço esticado, a apertar a canela de Seifer. Este riu-se com o desespero do primo, e tentou sacudir-lhe a mão. Porém, a força era tal que ele depressa ficou em choque ao ver que não o conseguia demover. Tentou uma e outra vez, e incapaz de se soltar pegou na Zweihander negra.

 

Um punho embateu-lhe na cara, atirando-o ao chão e fazendo com que se soltasse finalmente. Ralf estava junto a eles, tendo chegado mesmo a bater no filho mais velho e aquele que, certamente, seria o seu herdeiro.

 

- "Que estás a fazer?! Já embora!"

 

Massajando a cara, Seifer rezingou e levantou-se, afastando-se rapidamente dos três guerreiros completamente derrotados. O resto do grupo continuou a marcha, ficando apenas Ralf na retaguarda. Pegou no braço de Squall e pô-lo junto ao tronco.

 

- "Cedo demais..."

 

Dizendo estas enigmáticas palavras, Ralf Leonhart afastou-se do sobrinho, enquanto que este soltava um grito de dor, angústia, e saudade - acabara de ver o gémeo do seu pai, e a falta que ele lhe fazia veio à tona depois de uma batalha completamente desnivelada.

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Aí está, nunca me enganaste :mrgreen:. Parece que o tio tem outros planos para o sobrinho que não este de morrer tão cedo.

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Aí está, nunca me enganaste :mrgreen:. Parece que o tio tem outros planos para o sobrinho que não este de morrer tão cedo.

 

Deves ter a mania que sabes tudo :mrgreen:

O que se passará no futuro é segredo :cool:

Abraço Rafa :compinchas:

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Capítulo 34: Escolha

 

http://www.youtube.com/watch?v=pRudm5jCXrs

 

Quando abriu os olhos, Squall sentiu de imediato o corpo cheio de dores. Com muito esforço, lá se endireitou na cama, olhando para o lado e vendo Rinoa, também deitada, e Inazumi, com o braço ao peito e a perna cheia de ligaduras. Sorrindo, viu que, pelo menos, não tinham morrido. Ainda assim, sentia uma tristeza inexplicável dentro de si - andara a vida toda, desde que fugira da Floresta Negra, a preparar-se para vingar a sua família, e quando chegou a hora foi esmagado como uma formiga. Sentiu uma lágrima escorrer-lhe pela face direita, pelo que se apressou a limpá-la. Virou-se para Inazumi, que já estava acordado, e disse:

 

- "Ainda não estamos prontos..."

 

O Giannini sorriu, e concordou. Mantiveram-se em silêncio mais algum tempo, sentindo que Rinoa também acordara entretanto. Os três fitaram o tecto, sem saber o que dizer ou fazer, até que Eri entrou no quarto.

 

- "Finalmente vocês acordaram! Já estava a ficar preocupada..."

 

Inazumi pediu-lhe desculpa, mas foi incapaz de a olhar nos olhos. A mulher, astuta como era, sentou-se num cadeira, de modo a poder olhar para eles:

 

- "Sim, vocês não estão prontos. Nem agora, nem nunca, se continuarem assim."

 

Virando-se para o filho, disse-lhe num tom que tinha tanto de sermão como de carinho:

 

- "Está na hora de seguires o teu próprio caminho. Eu sou uma velha sem futuro, que apenas quer ser visitada de vez em quando pela única família que lhe resta. Porque é que não continuas o teu treino com o Yuri?"

 

Inazumi endireitou-se, bufando ao sentir o braço latejar. Realmente, não tinha pensado nisso. Eles os três sozinhos não iam conseguir ficar mais fortes, pelo que a ajuda de um profissional talvez pudesse dar-lhes alguma hipótese de se vingarem. Já algo excitado, perguntou à mãe se sabia onde é que ele estaria.

 

- "Ora, que pergunta. Sabes bem que aquele homem é teimoso como uma mula! Deve estar no sítio de sempre, a resmungar com os pastores e com as ovelhas deles."

 

Rindo-se, Inazumi explicou a Squall e a Rinoa que Yuri era o homem que lhe tinha ensinado tudo o que sabia em termos de luta: era um homem do antigo regime soviético, que fugira à sua pátria anos antes, refugiando-se no seu pais natal.

 

Squall ficou a pensar um pouco, associando rapidamente duas ou três ideias que lhe tinham aparecido na mente:

 

- "Inazumi, estás mesmo disposto a vir comigo e com a Rinoa?"

 

O italiano sorriu, e acenou que sim. Rinoa deixou soltar um risinho e uma lágrima, e concordou que estava mesmo na hora de aumentarem um bocado a força, porque senão da próxima vez iriam mesmo acabar por morrer. Squall anuiu, e acabou por soltar um berro que fez com que os médicos e enfermeiras acorressem ao quarto a pensar que algo tinha acontecido:

 

- "Toca para Itália, então!"

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A meio de Julho de 2016, passados cerca de 2 meses após a pesadíssima derrota frente aos primos de Squall, os três guerreiros pousaram os pés em Itália. Para Inazumi era um regresso, mas tanto Squall como Rinoa estavam aqui pela primeira vez, com a Passarella a estar nervosa - afinal, estava na zona em que a sua família havia sido feliz, em tempos. Estavam animados, é verdade, mas o nervoso miudinho não os abandonava - Inazumi tinha-os avisado que o seu "sensei", como ele lhe chamava, não gostava de aceitar pessoas completamente desconhecidas ao seu cuidado, pelo que podia muito bem recusar treiná-los. E, claro está, havia a probabilidade de nem sequer o encontrarem.

 

Depois de saírem do aeroporto, de táxi, pediram para ficar sensivelmente a 20km da cidade, num sítio verde, com alguns montes, neve e florestas. Colinas verdes onde gados de ovelhas, cabras e vacas pastavam, com os seus pastores sempre por perto. Respirando fundo, Squall lembrou-se de muita coisa: aquele cheiro a Natureza era o mesmo que respirara enquanto criança e adolescente, na Floresta Negra que conhecia como a palma da mão. Juntos, os jovens subiram uma das colinas, embrenhando-se numas das florestas existentes na zona. Inazumi conhecia o caminho, pelo que seguiram com ele ao comando.

 

Andaram algum tempo, até que a mata começou a desaparecer lentamente e, no topo da colina, viram uma cabana modesta, de madeira. A porta estava aberta, e, pelos vistos, ninguém no seu interior. Inazumi chamou-o, aos berros, com a sua voz a ecoar através dos montes e montes que circundavam a área:

 

- "Yuri-sensei!"

 

Esperaram, esperaram e, ao mesmo tempo, desesperaram. Pelos vistos a cabana estava abandonada, pois o dono dela não aparecia, e Squall estava quase a desistir quando ouviu um estrondo vindo de um monte de árvores numa zona ao lado. Esperaram alguns minutos, sempre a ouvir estrondo atrás de estrondo, até que finalmente um vulto abandonou a floresta: um homem na casa dos 60 anos, com cabelo grisalho e metade da cara coberta em cicatrizes, com o tronco musculado à mostra através do seu colete de couro, avançava na direcção da casa, arrastando atrás de sim enormes pinheiros como se nada fosse.

 

Trazia as árvores presas por uma corda grossa, corda essa que puxava sem dificuldade nenhuma, assobiando calmamente à medida que se aproximava. Ao chegar perto deles, franziu o olho, até que reconheceu Inazumi:

 

- "Que queres daqui, garoto?"

 

- "Treino, como é óbvio!"

 

Fungando, o homem chegou perto deles e avaliou-os com um olhar claro e duro - os seus olhos podiam ser azuis límpidos, mas não deixavam de transmitir uma certa dureza no modo como os olhava. Demorou algum tempo a observar Squall, avaliando desde os músculos à arma e à roupa, mas sem nada falar. Quando finalmente acabou, virou-lhes as costas e pegou num dos pinheiros, debaixo do braço, arrastando-o para a frente de um pequeno barraco que tinha ao lado da cabana. Apanhou um machado que estava pendurado na parede e começou a cortar a lenha, sem lhes dizer nada nem olhar para eles.

 

Squall, já farto daquilo, estava mesmo prestes a rebentar de impaciência, mas um gesto de Rinoa fez com que se acalmasse um pouco. Inazumi, apercebendo-se de que algo estava errado, perguntou em voz alta:

 

- "Então e o treino?"

 

Limpando o suor da testa, o russo virou a cara para eles e, com um sotaque soviético bastante forte, apenas disse:

 

- "Não é óbvio? Vocês não prestam para isto!"

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Os 3 já partiram para Itália mas parece que o Sensei não está muito interessado em treinar os meninos. Como é que Squall o vai convencer ? Lutando com o ele?

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Os 3 já partiram para Itália mas parece que o Sensei não está muito interessado em treinar os meninos. Como é que Squall o vai convencer ? Lutando com o ele?

 

Isso agora é matéria para outro capítulo :mrgreen:

Abraço Rafa :compinchas:

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Squall e Rinoa ficaram sem reacção, mas Inazumi não se calou:

 

- "Não servimos para isto? Estás a brincar connosco ou quê?"

 

Rindo-se, o velhote continuou a rachar a lenha como se não tivesse ouvido nada. Assobiava calmamente à medida que o machado cortava o pinheiro, atravessando-o como se de água se tratasse. Finalmente virou-se para eles, falando devagar para que as palavras lhes entrassem bem nos ouvidos:

 

- "Sim, não servis para isto. Tu, garoto, tens um treino incompleto e, do que me lembro, não eras muito dotado. A garota nota-se à légua que tem bons reflexos, mas falta-lhe atitude. E quanto ao Leonhart, esse é o pior de todos. Tem os músculos mais desenvolvidos do braço direito, por isso é normal que alguém com dois dedos de testa lhe dê uma porrada de o deixar um mês de cama. Não teve treino especializado em garoto, e agora é inútil para isto. Dediquem-se às compras, ao futebol ou a passear, e deixem as lutas para quem tem jeito para o assunto."

 

Inazumi ia começar a reclamar, mas Squall, lívido, adiantou-se:

 

- "Como é que sabe que eu sou um Leonhart?"

 

Soltando um pequeno uivo, Yuri riu-se. O rapaz não era estúpido, pelo menos.

 

- "Andas com um leão no colete, com um colar com um leão, tens um leve sotaque germânico e ainda apareces nas notícias como um prodígio no mundo do futebol. Como raio querias que não conhecesse a super vedeta?"

 

Dissera aquilo com algum desprezo, quase atirando as palavras para ele, pelo que Squall tirou Fenrir das costas, colocando-se em posição. Não ia perder mais tempo com conversas inúteis, preferindo mostrar-lhe a fibra de que era feito. Avançou em corrida, não esperando que o velho se posicionasse. Brandiu a espada e tentou golpeá-lo, mas quando reparou o homem não estava lá.

 

Atrás de si, Yuri continuou a assobiar como se de nada se tratasse, dando-lhe uma palmada nas costas e dizendo-lhe para ir para casa. Enervado, Squall virou-se e tentou golpeá-lo mais umas quantas vezes, mas tudo o que viu foram esquivas fáceis e palmadas que o deixavam ainda mais enfurecido. Cuspiu para o lado, decidido a mostrar-lhe ali mesmo o que é que valia. Pegou na Gunblade com as duas mãos e fez uma pressão tremenda na bainha, baixando a espada o mais rápido que podia. Quando olhou para a frente, viu que Yuri não se tinha desviado do golpe.

 

O russo tratara de tentar bloquear a investida do alemão, pegando no seu machado, mas ficou com a arma partida ao meio. Sorriu, com uma certa alegria a percorrer-lhe os olhos. Chamou Inazumi e Rinoa, avaliando-os novamente. Com um suspiro profundo, lá soltou uma ruidosa gargalhada, assentindo finalmente:

 

- "Pronto, eu treino-vos. Mas se estais à espera que seja fácil bem podeis meter o rabinho no meio das pernas e fugir daqui! Dentro de um ano sereis capazes de, pelo menos, dar-me alguma luta num campo de batalha."

 

Virou-se para Squall e acrescentou:

 

- "E tu, meu rapaz, vais treinar mais que os outros, mais duramente e mais tempo. E ainda tens o teu trabalheco lá baixo na cidade. A ver se aguentas, caso contrário bem tramado estás!"

 

 

Próxima Actualização: Apresentação do novo clube.

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Eu só não acerto no euro milhões :mrgreen:. Vão ter muito trabalho pela frente.

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