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Lip McBoatface

[FM2013] Memórias de um Indeciso

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Fonix por 1 ponto :-|

 

Tendo em conta o que foi a equipa antes de Fevereiro, acho justo e sensato não subirmos. Duvido que a equipa se aguentasse depois na Divisi Utama.

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o campeonato foi renhido, foi pena nao conseguires subir, mas se a equipa não aguentasse na próxima divisão, era melhor ficar nesta para melhorares a equipa e assim na próxima época subires e aguentares na divisi utama :compinchas:

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Boa recuperação :) Não chegou mas ficaste perto e como disseste se calhar até foi melhor assim.

 

Na proxima época espera-se Medan em grande:)

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Que pena a equipa só tenha começado a carburar tarde, senão não tinha duvidas de que ficarias em 1º lugar desse grupo. A equipa tem vindo a surpreender-me e se conseguires levar esta boa fase para a próxima época era fundamental. Com um ou outro ajuste penso que a equipa ficará mais forte. Tácticamente parece que encontras-te uma boa formula.

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Amanhã vem o post de final de época.

 

o campeonato foi renhido, foi pena nao conseguires subir, mas se a equipa não aguentasse na próxima divisão, era melhor ficar nesta para melhorares a equipa e assim na próxima época subires e aguentares na divisi utama :compinchas:

 

Os campeonatos aqui são bastante renhidos, muito por causa de todas as equipas serem uma m*rda e haver só 12 equipas em cada grupo.

 

excelente final de epoca com o titulo ali tao perto. foi pena.

 

Verdade, obrigado :)

 

Boa recuperação :) Não chegou mas ficaste perto e como disseste se calhar até foi melhor assim.

 

Na proxima época espera-se Medan em grande:)

 

Vamos ver como se sai o Medan na próxima época.

 

Que pena a equipa só tenha começado a carburar tarde, senão não tinha duvidas de que ficarias em 1º lugar desse grupo. A equipa tem vindo a surpreender-me e se conseguires levar esta boa fase para a próxima época era fundamental. Com um ou outro ajuste penso que a equipa ficará mais forte. Tácticamente parece que encontras-te uma boa formula.

 

Sim, também acho que sim, mas vejo que sofro muito com a equipa até ao momento que houver um 11 certo e a malta assimilar a tática, que demorou.

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Actualização – Final de Época

 

 

Aqui estamos nós, final de época, prontos para o rescaldo destes 22 jogos?

 

Portanto, esta época foi muito sui generis. Como sabem, fiquei sem save e tinha metido aqui até Janeiro, portanto não fui eu a orientar a equipa nessa altura neste novo save. Estavam em 8º lugar, e até Fevereiro assim ficou. Enquanto que em Janeiro ainda não sabia jogar com a equipa, a partir de Fevereiro a equipa desconheceu qualquer sabor sem ser a vitória, e assim chegámos ao 3º lugar, tão perto do 2º... quero acreditar que na próxima época conseguimos melhor. Quanto à Taça, só cheguei à 2ª eliminatória.

 

Comparando com o antigo save:

 

Bem, há muito por comparar. Revelando spoilers que já não interessam :mrgreen: na época passada acabaria bem frustrado com a equipa e o 10º, safando-me à grande da despromoção. Jogava, para quem se lembra, num 4-4-2 bem estreito, que foi um epic fail, tanto que decidira na época seguinte mudar para um 4-2-3-1. O 11 titular mais utilizado incluiam Karo, A.Putra, Sunardi, Astian e Daulay, Fatah, Lahagu, Yusuf, Masran (a MAC), Cahyono e Setiawan.

 

De resto, muito era semelhante a este save em todas as outras frentes.

 

E agora?

 

Bem vamos por partes. Ainda antes do final da época, fiz parte de um novo pódio de Treinador do Mês de Abril, o que me deixou bastante contente comigo mesmo.

 

 

Táctica e 11 mais utilizado

 

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Foi assim. Suparman foi claramente um grande maestro da equipa. Na defesa, Prima foi imponente e a defesa... bem, teve os seus erros, mas menos mal. Do Sunardi não esperava uma época tão renhida com Afrizal.

 

No meio-campo, Fatah manteve um papel muito low-profile mas fez bem o seu trabalho. Depois, Lahagu surgiu mais no final como um elemento crucial na equipa e ajudou-nos com golos cirúrgicos. As alas fizeram a diferença toda. Grande parte do ataque surgiu pelas alas e apesar de não ter grandes armas aí, eles fizeram bem o seu trabalho. Não contarei com Siagian na próxima época deste 11.

 

E no ataque, Masran. Que revelação! Sempre o tinha usado a MAC por ter lugar apenas lá mas claramente para uma equipa com estas ambições é o avançado ideal. Desmarca-se bem e mostrou finalizar bem de longe e rapidez.

 

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Na liga, evoluímos assim durante a época:

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Classificações:

 

PlayOff Divisi Satu

Final Divisi Satu

PlayOff Divisi Utama

Final Divisi Utama

Final Piala Indonesia (Taça)

 

Prémios Divisi Satu:

 

Jogador do Ano

Melhor Marcador

 

Para a equipa houve boas notícias para um rapaz, nem mais nem menos que Suparman, conquistando o prémio de Jovem Jogador do Ano e ganhando um lugar na Equipa do Ano:

 

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Finanças:

 

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Jogador do Ano:

 

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Foi o escolhido e bem escolhido. Fez uma época estreante muito boa, mostrando ser o destaque da equipa, apesar do carácter colectivo da equipa (que considero ser um trademark meu). Dá a jogar, a primeiro toque, fez imensas assistências e mereceu os prémios que teve. Não me parece ter tido a evolução de treinos preferível, mas também não pode ser tudo perfeito. Esperamos uma nova época com grande destaque para o puto. Todo este protagonismo trouxe demasiada atenção e neste momento conta com uma legião de clubes atrás dele.

 

Portanto, chegamos ao final desta curta época. É altura de novas aventuras!

Editado por Lip Zola

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Suparman a espalhar magia :prayer:

 

Para o ano tens que subir de divisao :compinchas:

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O Superman já não vive nos Estates, agora é na Indonesia...e é um IDOLO da pequenada!

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15 anos e o melhor jogador da equipa, isto é algo fora do normal. A reta final da época foi espetacular e por pouco não subiste. Como já tinha dito, penso que com uns pequenos ajustes, podes fazer um bom campeonato na próxima época e seres um dos candidatos à subida.

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O teu campeonato superou todas as expectativas, na segunda metade da época a equipa praticamente só sabia ganhar. O Superman vai mesmo dar que falar....a minha questão é mais se o vais conseguir segurar.

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Suparman a espalhar magia :prayer:

 

Para o ano tens que subir de divisao :compinchas:

 

Ok chefe :mrgreen:

 

O Superman já não vive nos Estates, agora é na Indonesia...e é um IDOLO da pequenada!

 

Exactamente! :biggrin:

 

15 anos e o melhor jogador da equipa, isto é algo fora do normal. A reta final da época foi espetacular e por pouco não subiste. Como já tinha dito, penso que com uns pequenos ajustes, podes fazer um bom campeonato na próxima época e seres um dos candidatos à subida.

 

Ele teve uma época espectacular e superou muitas espectativas.

 

O teu campeonato superou todas as expectativas, na segunda metade da época a equipa praticamente só sabia ganhar. O Superman vai mesmo dar que falar....a minha questão é mais se o vais conseguir segurar.

 

É a grande questão.

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Cap. 16: Uma viagem a dois

 

30/04/2013

 

Maio despedia-se, aos poucos, pela calada da chuva barulhenta. Em Medan, o ácido corroía as últimas recordações de uma história por contar. A época acabara e agora era altura de férias, altura de voltar ao nomadismo que tanto gostava e ansiava, tinha saudades.

 

Desta vez um entrave a alguns dos meus planos estabeleceu-se e estava ele no auge da puberdade. Não era de esquecer que Suparman estava à minha alçada. Deixava por breves tempos o barco a remos, a casa decorada ao estilo oriental-ocidental, se tal existe na cabeça do art-decor, o rio que era a minha estrada todos os dias, e algum mofo, há que se admitir.

 

Decidira por causa do miúdo, ao contrário do que é hábito, organizar parte da viagem e ter até certo ponto um meio de transporte meu. Comprei a um senhor aleatório de Medan, por intermédio de Sunardi, que também trabalha a mecânico em part-time, uma auto-caravana. Não estava em condições nada más e serviria para o que tinha em mente, que seria percorrer várias praias da Indonésia, passando da Sumatra até Java e além, seguindo depois, aí sim sem sabermos como, para Dili. Queria dar hipótese a Suparman de conhecer o seu país natal, com quem o meu mantém alguma história, cultura e relações. Depois, se o tempo permitir, o mundo é uma ostra, o que quer que tal signifique.

 

Era realmente uma versão bem mais segura dos meus devaneios pelo globo. Ia sentir alguma falta, mas a responsabilidade paga-se caro, e por vezes mostra-nos retribuição.

 

As malas iam-se compondo, não sozinhas, quando Suparman veio ter comigo. Mostrava preocupação com a 2ª parte da viagem:

 

- João, mas essas viagens correm bem? Não te lembras do que te aconteceu na Bulguéria?

- Bulgária, puto, Bulgária. E pah, se deixasse isso deter-me, era mau sinal. - decidi mudar rapidamente o assunto – Não te esqueceste de nada, pois não?

- Como o quê?

- A bola, é obrigatório. Vamos meter-te a facturar livres jogo sim, jogo sim! Que achas?

Ele sorriu e acenou. Dedicação àquele puto não faltava.

 

Partiríamos no dia seguinte, o tempo melhoraria. Dei por mim na modesta plataforma virada para o rio da casa, a pensar sobre o que deixara em Portugal, o antes e depois. Os progressos eram estonteantes, o casulo emergera, e em tão tenra idade ocidental via-me com expectativas e direcção. Nada deixara ao acaso no que olhara em frente. A rã a grunhir, a vegetação a assobiar, preparando as festividades do orvalho. O sol não demoraria muito a aparecer e decidi ir tratar do sono em falta, porque para reflectir, a estrada chegará.

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:lolada:

 

Toca lá a marcar golos de livre todos os jogos :)

 

Suparman ao poder !!!

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:lolada:

 

Toca lá a marcar golos de livre todos os jogos :)

 

Suparman ao poder !!!

 

Já esta época se estreou, portanto não seria estranho.

 

Superman :handclap:

 

Criei um gajo demasiado bom para a indonésia :mrgreen:

 

Que raio de ferias são essas? E estas pensar em levar o Superman às meninas? :mrgreen:

 

É a chamada roadtrip, só que com perto de 6000km :lol: quanto à segunda pergunta, segredo dos deuses.

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Cap. 17: De Bali a Suspense

 

 

Sugestão - Ler ao som de:

 

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(clicar para ver mapa)

 

4000km para Bali. Não que houvesse um sinal a indicar tal, mas as contas foram feitas. Era eu e Suparman, uma bola, muita tralha, a Betsy, o nome mais comum a dar a uma auto-caravana desde os anos 70, e a estrada. Agora sim, reflectia. Pensava sobre os que nos podia esperar, eu, que tantas vezes dei ao destino carta livre para passear. Era irónico, no mínimo. A viagem em si foi relativamente calma dentro da viatura, enquanto que fora aproveitávamos para comer alguma coisa, trocar uns passes e visitar, explorar, explorar mesmo muito. Sabia que o rapaz nunca tinha saído de Medan desde que lá chegara até ao primeiro jogo fora da equipa, e aí apenas saiu em trabalho. Era hora de recuperar tempo perdido.

 

Na Sumatra, naquela paisagem conhecida por nós, do campo a acompanhar a estrada, como o português também está acostumado, fomos parando raramente em cidades ou na costa. Suparman fez questão de parar, por alguma razão, em Palembang, para visitarmos a cidade e o estádio do Sriwijaya F.C., um dos grandes deste país, apesar da má prestação esta época dos campeões em título, acabando em 7º. Palembang era uma cidade mais europeia que Medan (apesar da quantidade quase norte-americana de arranha-céus em Medan), principalmente devido ao rio com grande caudal que a atravessava e, como não podia deixar de ser, uma ponte imponente como landmark do sítio. O estádio, o Gelora realmente era como ainda nunca vira na Indonésia, apesar de por aqui não ser propriamente um degredo.

 

Seguindo viagem, não demorou até chegarmos à ilha mor de Java e por ela sorrateiramente nos cruzámos, sempre a andar, desta vez parando por paisagens e não pelo urbano. O destino era Bali e queria ter muito tempo por lá. Para nos metermos na ilha foi preciso fazer uma viagem curta de ferry.

 

Finalmente chegámos a Bali. Queria fazer grande parte do turismo na Ilha dos Deuses por várias razões: é um dos apogeus a nível de natureza. Apesar de haver várias espécies extintas e apesar do aumento exponencial de turismo, tem vulcões activos, tem recifes pela ilha toda, ideal para a actividade de mergulho que queria experimentar, tem uma cultura hindu vastíssima que esperava ver. Todo o conceito de natureza era estranho a Suparman, e por aí procurei estimular a sua mente. Passámos cerca de um mês na ilha, rodeando-a pelas várias praias e templos. Na ilha de Nusa Penida fazíamos mergulho pelo nascer do sol, quando os golfinhos cumprimentavam a ilha. Não deixámos de visitar templos, ver corridas de búfalos, explorar as florestas sob o olhar despreocupado da vida animal pela zona calma e por vezes inóspita de Medewi, ou engatar solteironas no Sul, caminhar pelas montanhas do Este, revisitar o inóspito pelo Norte ou simplesmente dizer que estive aqui ou ali.

 

Via aos pedaços a maturidade que Suparman ganhava a cada dia, a independência de explorar o desconhecido. Fiquei triste por já ser tão complicado actualmente eu conseguir ter isso, mas feliz ao mesmo tempo, quer por ele quer por mim, reconhecendo uma evolução gigante da minha parte. A exploração, o descobrimento, pelo menos hoje considerava como pilar da existência humana, para evitar o adormecimento do ser. Partilhávamos os dois o mesmo tipo de filosofia de vida, e nestes habitantes de Bali revíamos um cuidado extremos pela sanidade do espírito tão árduo de conceber no ocidental, de perpetuar, de ser comum ou o correcto no social.

 

A próxima paragem foi Dili. Fiquei triste por ter de sair de Bali e certamente voltarei lá um dia. Por Dili dei a oportunidade a Suparman de conhecer as raízes que não conhecera, juntar os pontos nos i's. Avançávamos por uma avenida quando Suparman de repente parou. Olhava, estático, para a frente. Mantinha o rosto fechado, os olhos demasiado abertos, uma cara de susto, surpresa e dúvida. Para lá olhei. No o outro lado da rua um homem algo robusto, alto, bigode à tuga e, curiosamente, algumas semelhanças com o puto também se mantinha no lugar, com a mesma expressão. Passou 1 minuto em total silêncio, passando o protagonismo à rua movimentada, até que Suparman finalmente fala.

 

- Pai?!

______________________________________________________________________________________________________________________________

 

Virou novela! :mrgreen: obrigado a todos que lêem e comentam.

Editado por Lip McBoatface

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Não me importava nada de fazer essa roadtrip! E o miudo tem muita sorte em ter encontrado este "pai" adoptivo. Agora será que encontrou ele o verdadeiro pai?

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:prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer:

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Não me importava nada de fazer essa roadtrip! E o miudo tem muita sorte em ter encontrado este "pai" adoptivo. Agora será que encontrou ele o verdadeiro pai?

 

Nem eu me importava :)

 

 

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:prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer: :prayer:

 

LOL :lol:

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Cap. 18: O “Pai da Criança”

 

- Pai? És tu?

 

O sujeito sorrira e chorara ao mesmo tempo. Não podia acreditar no que se estava a passar, em plena Avenida Presidente Nicolau. A velocidade câmara lenta, com cada microsegundo rejubilado pelo dois. Quem diria que tal reencontro poderia alguma vez possível?!

 

Bem, talvez eu... Seguiram-se abraços intermináveis, lágrimas viajantes, agora pertencentes ao chão da rua, alegria genuína, interminável.

 

- Mas... mas como é possível? Pensava que... tinhas morrido.

- E tinhas razão em pensar... filho – uma lágrima maior agora atravessava a sua cara – sabes, quando tu nasceste, viviam-se tempos demasiado maus por Timor, e obriguei a tua mãe a fugir contigo, porque não era sítio para tu estares, nem ela. Eu tive de ficar, tinha o meu dever como polícia de defender o meu país do que aconteceu. No entanto, pouco depois de vocês terem saído de Timor, fui capturado pelos Indonésios e passei 2 anos preso por aqueles animais.

- Como é que nunca nos procuraste?! Pensava que estavas morto! E como é que sabias que era eu? Não consigo perceber, não consigo...

- Não tinha maneira de vos encontrar. A tua mãe nunca me avisou para onde tinham ido e as cartas que mandara para casa, se as mandou, nunca lá chegaram, nem antes nem depois da minha captura... ela não levou bem o facto de ir e eu ficar. Como é que eu sabia? Bem, isso o João sabe-te explicar melhor que eu.

 

Virava-se o puto para mim agora. Estava genuinamente feliz pelo “abraço neste ponto de encontro” que acontecia à minha frente. Foi difícil encontrar Carlos, mas consegui. Foram precisas usar alguns connects em Portugal e na Indonésia. Depois disso, passei cerca de 6 meses atrás de burocracia Indonésia e dos consulado Indonésio e Português de Timor-Leste até ter chegado ao nome de Carlos Perkasa, que durante 5 anos se julgou morto. Esta viagem a Dili não foi sem intenção

 

- Digamos que puxei alguns cordelinhos. Fico contente por ver-vos juntos! Certamente têm muito a falar portanto já arranjei um vício para o resto do dia, por isso divirtam-se!

 

Segui para oeste, de encontro a um dos spots timorenses de mergulho, este que tinha sido o meu novo vício adquirido. Algo sobre a diferença de pressão, a lentidão dos movimentos e graça, o mundo distinto debaixo do mar, as leis da natureza em acção, sem qualquer auxílio da ganância, da corrupção. Certamente faria disto um hobby na Indonésia, apesar de Medan não ser conhecida pelas águas cristalinas.

 

O dia acabou e fui ter a um café onde pai e filho se encontravam. Tinham decidido voltar os dois para a Indonésia, o que pessoalmente achei boa ideia. É bom o Supar ter uma figura paternal mais válida que eu, principalmente quando é o seu pai. Decidimos apanhar o barco para Medan, directo. A Betsy estava já no porto de Belawan, à espera, tendo sido transportada de ferry. 4 dias de viagem esperavam-nos, e no segundo dia, depois de jantar, Supar veio ter comigo à proa.

 

- João, quem diria que esta seria a última viagem juntos como colegas de equipa... espero que seja por pouco tempo.

- Hã? De que é que estás aí a falar?! O mar faz-te mal à cabeça – Com um sorriso algo confuso.

- A sério que não sabes? Como é que é possível? Tu és o treinador da equipa!

- Supar, deixa-te de coisas e diz-me o que se passa.

- Lembras-te quando te pedi a irmos a Palembang, especialmente ao Gelora? - Respondi que sim – Bem... não foi para ver as vistas. A direcção aceitou a proposta do Sriwijaya que recusaste, ofereceram-me contrato e casa por lá.... João, eu vou para o Sriwijaya F.C. daqui a uma semana.

- O QUÊ?!

 

Não podia acreditar no que estava a ler. Como era sequer possível não saber disto?!

______________________________________________________________________________________________________________________________

 

Um reencontro memorável com uma notícia surpreendente no fim.

Editado por Lip Zola

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Um reencontro espectacular simplesmente, e ir para o Sew ( não sei quê :mrgreen: ) :confuso:

 

 

Escreves grandes textos :compinchas:

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Mas quem será o pai da criançaaaaa tum tum tum

 

E depois levas com uma bomba que o rapaz vai embora :medinho:

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Um reencontro espectacular simplesmente, e ir para o Sew ( não sei quê :mrgreen: ) :confuso:

 

 

Escreves grandes textos :compinchas:

 

Obrigado :)

 

Mas quem será o pai da criançaaaaa tum tum tum

 

E depois levas com uma bomba que o rapaz vai embora :medinho:

 

Nada disso, o puto não é Al-Quaeda, mas foi bastante inesperado.

Editado por Lip Mickey

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